domingo, outubro 11, 2015

As coligações

Não gosto de coligações. Vejo uma coligação política como um casamento conveniente. E venha quem vier...tenho para mim que o momento inicial de governação não é o início de uma relação. É  o protelar do fim da mesma. E que pode acontecer a qualquer momento.
Não querendo complicar muito o texto de hoje, é sabido que as coligações governam com maioria absoluta ou com maioria relativa. No caso actual há uma maioria relativa obtida no passado Domingo. E aqui tudo muda de figura.
Leio poucos artigos de opinião que refiram que o PS tem, neste momento, um papel determinante na vida política dos próximos 4 anos. Porquê? Simples. Ou aceita que a coligação vá governando nesse tempo e assim que possível "tira o tapete", quando menos se espera - provocando assim as eleições antecipadas - ou, por outro lado aceita fazer governo à esquerda (BE e PCP).
No momento em que vivemos (e independentemente da escolha política que fiz) é importante que o País tenha estabilidade política. Que seja essa a realidade interna e que seja essa a imagem que é passada para o exterior. E que não embarque em fantasias de saída do euro ou de aumentos irrealistas do salário mínimo. Não será normal pedir a uma pessoa que acaba de sair de um coma profundo que vá fazer a corrida da ponte. Ou pedir a um estudante que se preparou afincadamente para um exame que deixe de estudar depois de o fazer. É este tipo de pensamento que as pessoas têm de ter em mente. Foram feitos demasiados sacrifícios para que agora, momento em que temos um "balão de Oxigénio", vá tudo por água abaixo com políticas utópicas. A ver vamos o que nos está reservado nos próximos dias...

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