sábado, dezembro 31, 2016

Último dia do ano

É verdade. Este ano o final de ano calha a um Sábado e como tal antecipo um dia o meu texto semanal.
O ano que hoje termina foi rico em acontecimentos. Uns bons e outros maus. O facto de estar a escrever estas linhas e desse lado alguém estar a ler, para mim, é bom sinal. É sinal que conseguimos chegar aqui. E mais um ano se passa.
Não me irei alongar muito. Muito rapidamente, não consegui atingir um dos meus objectivos para este ano: o mau feitio. Penso que melhorei, mas ainda não consegui chegar a uma melhoria significativa. Mas como parar é morrer e isso não irá acontecer - nem o parar nem o morrer, se Deus quiser - irei continuar a minha luta!
Em termos profissionais o saldo pauta-se por um ano de consolidação de conhecimentos. Algumas fases com mais trabalho e consequentemente mais cansaço, outras nem tanto. O normal. Espero que este crescimento pessoal e esta tendência de amadurecimento se mantenha.
No plano familiar, tudo tranquilo. Desde o início do ano que temos connosco a princesa. Linda. Meiga. Sorridente. E tem sido muito bom ver, com regularidade (não a que eu desejaria por via da distância que nos separa) o crescimento da mesma a olhos vistos e consequentemente a sua interacção connosco. Já o príncipe, cada vez mais reguila e com as birras naturais da idade. Normal.
Este ano gostava e quero tentar melhorar algumas coisas. A questão do feitio é sem dúvida uma delas. Outra é tentar sociabilizar mais. É verdade. Tentar gerir melhor ou um pouco melhor o meu tempo para dar para tudo. O treino irá continuar como até aqui. Vai haver um ligeiro ajuste no horário de treino para tentar apostar um pouco mais na sociabilização. E aqui introduzo o outro tema que falei há umas semanas atrás - o jipe. Penso que será uma meio para atingir um fim. Ou seja, vai ajudar-me a sair de casa e por exemplo, ao fim de semana, programar outras actividades. Veremos. Estou apostado nisso!
Boas entradas para todos(as)! Até para o ano!

domingo, dezembro 25, 2016

Dia de Natal

Em primeiro lugar, os meus votos de um Santo Natal para os(as) meus(minhas) seguidores(as) na companhia daquelas pessoas que mais estimam.
Em segundo lugar, uma palavra de conforto e de força para essas mesmas pessoas que por alguma razão não podem ter alguém especial perto. Quer pela ordem natural das coisas, quer por via de alguém estar longe em trabalho.
Em terceiro e último lugar, (mais uma vez) a minha opinião sobre o Natal. Creio que todos os anos escrevo sobre o Natal. E invariavelmente, a minha opinião não se tem alterado. É a época de Família à volta da mesa. Do bacalhau cozido, do perú, rabanadas, coscorões e das azevias e de tudo o resto que faz parte desta quadra. Um momento de harmonia. De paz. De partilha. Mas também de Fé. E aqui surjem os meus pensamentos.
O Natal é uma festa dos cristãos-católicos. Simboliza o nascimento do único filho de Deus, Jesus Cristo. A troca de prendas que se faz nesta altura é o simbolismo das ofertas que foram dadas pelos Reis Magos ao menino Jesus. Ou seja, em bom rigor é um momento simbólico. E bíblico, facto que ninguém certamente contestará. A minha questão mais uma vez é: porque celebram o Natal os ateus? Ou melhor, porque trocam os ateus as prendas? Tradição, dizem-me as pessoas com quem falo sobre isto. É um argumento interessante, mas que peca por ser "curto". Se passar a ser tradição participar no fim de cada mês numa manifestação pela inocência de um ex-Primeiro Ministro de Portugal que esteve detido...será que haverá uma adesão maciça? Não me parece. E estamos a falar de algo que poderia ser uma tradição mensal.
A questão é que se vive nesta época,e de forma exagerada: hipocrisia e consumismo. A primeira parte (hipocrisia) acabo de referir. Pessoas que não têm Fé ou não vivem a religião católica de forma alguma..trocarem prendas. Não faz sentido na minha cabeça. A segunda tem que ver com o consumismo levado ao extremo. Filas de horas para entrar e para sair dos centros comerciais. Magotes de pessoas que de forma desesperada e ansiosa entram e saem das lojas com a preocupação de comprar uma prenda. Uma qualquer. Nem que a mesma nada tenha a ver com o gosto da pessoa a quem se vai oferecer. Acho isso um completo desvirtuar do que é esta quadra. Mas afinal vivemos numa época de consumismo e tudo isto é permitido. Enfim. O Natal é e será sempre das crianças. E para o ano há mais.

domingo, dezembro 18, 2016

A bebedeira

É verdade. Aconteceu-me mais uma vez. Já há muitíssimo tempo que não apanhava uma bebedeira. Ou também conhecida como "carroça". Ou ir "passear a laica". O que queiram chamar a quem bebe mais que a conta.
A ocasião foi o jantar da empresa. Felizmente para mim (e para os meus colegas) consegui o feito histórico de passar a noite inteira sem dar mau aspecto. Tipo cair redondo no chão e apagar com a bebedeira com que estava. Ou vomitar no meio da pista da discoteca. A esta distância - e tendo em consideração o que bebi - era muitíssimo natural que acontecesse. Sorte a minha não ter acontecido.
Estive até ao último momento de ontem a pensar se levaria carro para o jantar. Naturalmente que se tivesse levado, não teria bebido 1/3 do que bebi. Lógico. Deixei o carro perto da praça de táxis e apanhei um que me levou ao local do jantar. E paguei por esta corrida um balúrdio. Mas entre isso e ficar sem carta ou ser mandado parar uma operação STOP e acusar no balão...ainda que pudesse estar a sentir-me bem para conduzir, preferi jogar pelo seguro. E foi uma boa escolha.
Contam-me alguns colegas que eu, que não gosto de dançar, dancei.Parece que foi toda a noite. Não me lembro e como tal não posso confirmar ou desmentir. O pior de tudo aconteceu quando a noite estava quase a terminar. Quando parei de dançar e dois colegas fizeram o favor de me trazer a casa. A viagem de carro é o pior nestas situações. Sempre foi, para mim, claro. Tem que ver, penso eu, com o equilíbrio. E naturalmente com o excesso de álcool ingerido. Claro que (para não fugir à regra) vomitei quando a viagem terminou - à porta de minha casa, o que é sempre de valor. E não conseguia abrir a porta de casa. Enfiava a chave na fechadura e não conseguia abrir. Foi também um momento único.Lá consegui entrar em casa e fui descansar. Dormi "só" 12 horas tal não foi o "estalo" que apanhei ontem com a bebida. Descobri, já sóbrio, a razão pela qual a porta não se abria de madrugada: a chave estava entortada. Ao tentar entrar em casa devo ter entortado a chave. Daí a dificuldade. Resumo: diverti-me imenso embora tenha para mim que bebi mais do que a minha conta. Devia ter parado no momento em que já estava bem quente. Rasguei o blazer (perto do bolso), as calças foram para a lavandaria bem sujas do vomitado e ainda acordei com a boca a saber a cortiça e com a mão direita com sangue (corte no dedo mais pequeno). Que não sei como fiz, que é o mais giro. Moral da história: Nunca mais na minha vida vou beber álcool. :)

domingo, dezembro 11, 2016

Trânsito no Natal

Todos os anos por esta altura o trânsito fica caótico. Ainda ontem experimentei isso, por ocasião de uma ida a um centro comercial. Um percurso que usualmente me toma 10 minutos, tomou 60. Uma hora. O centro comercial em si, pelo que me foi dado a perceber, nem tinha muita gente. Não entendi bem isto. Em teoria devia estar muito mais gente do que realmente estava.
Tudo isto para dizer que a quadra tem associado um fluxo ou volume de trânsito muito acima do normal. E isso é manifestamente irritante para quem como eu abomina trânsito. É típico da época do ano, mas nem por isso deixa de ser irritante e exasperante estar dentro do carro, parado, à porta de um centro comercial onde vou comprar duas prenditas para os sobrinhos. Haja paciência.

domingo, dezembro 04, 2016

Estágio Krav Maga

Há um momento especial importante no Krav Maga (KM): o estágio.
É o segundo estágio. Tipicamente, os estágios de KM têm uma duração de 4 dias sendo que cada dia tem uma duração de 4,0 horas. Nos estágios aperfeiçoam-se as técnicas que aprendemos nos treinos que temos com o nosso instrutor e habitualmente, são corridos os programas técnicos que permitirão a passagem para o cinto (ou graduação) seguinte. São habitualmente orientados por outros Mestres que, durante cada dia, estão permanentemente disponíveis para esclarecimento de dúvidas e explicação / correcção do que se faz incorrectamente. Foi o meu 2º estágio. E certamente, se tudo correr bem, irei a muitos mais.

domingo, novembro 27, 2016

Black Friday

Não sou de comentar o que não merece ser comentado, mas tenho para mim que, de ano para ano, este dia em concreto tem vindo a mexer mais comigo, quanto mais não seja pela imensa publicidade que gira em torno do mesmo. 
Posso falar à vontade porque EU próprio já embarquei no histerismo do "Black Friday" (BF). Não com este nome, mas em eventos similares organizados quer pela "FNAC" quer pela "Worten" em que havia descontos substanciais. 

Há 3 pontos que reflectem e sustentam bem o meu actual ponto de vista sobre o tema. Passo a enunciá-los:

1 - Os preços não sofrem qualquer desconto. Aqui reside o primeiro e único argumento que interessa reter. Imagine-se um computador portátil (PC). Um qualquer à escolha. Tem um preço de 5,00€ (valor simbólico para o fim). Que ninguém tenha dúvidas que na véspera, a loja que vende este PC vai marcá-lo a 7,50€ para depois vendê-lo a 5,00€. Chama-se a isto "escoar stock". Despachar o "stock". Mas falaremos disto mais tarde.

2 - O BF tem lugar sempre antes do Natal. Porque será? Porque razão não tem lugar o BF na semana que antecede o Natal? Porque os produtos que são vendidos nas semanas que antecedem o Natal são, naturalmente, mais caros. Não é interessante fazer incidir um desconto de 20% ou 30% (ou superiores) em produtos novos e/ou que acabam de chegar ao mercado. Interessa sim vender o que está a ocupar espaço e que já é antigo ou cuja produção foi descontinuada (ou que é marginalmente lucrativa). É esta a política que norteia a realização do BF.

3 - O BF tem associado um conceito de fidelização. É verdade. Por duas razões claras. A primeira é baseada no facto de não interessar à "FNAC" ou à "Worten" (lojas do mesmo grupo) que um produto tenha um desconto directo, ou seja, o desconto ser directamente incidente no valor do produto. A margem de lucro que daí advém para a loja é nula e máxima para o Fabricante ou marca do produto. Por outro lado, a segunda razão, assenta no facto de, se ao mesmo produto, houver um desconto aplicado (imaginemos 30%) sendo esse desconto carregado em talão, significa que o Cliente terá de voltar à loja para usufruir desse desconto na compra de outro produto.

São anedóticas as cenas de pancadaria que há nestes dias. A roçar o boçal. Como é possível que haja pessoas que ficam horas numa fila para comprar um PC? Ou uma torradeira? Com a publicidade. Tem essa capacidade. E conseguir montar uma campanha avançando descontos com dois algarismos significativos é qualquer coisa. Que pelos vistos vende. E muito.

domingo, novembro 20, 2016

Desencontros

A nossa vida é pautada por encontros e desencontros. A questão resume-se a uma palavra: disponibilidade. Quando a temos alguém não tem e quando esse alguém a tem, não a temos nós. Nada de novo até aqui.
Desde há alguns anos a esta parte que a minha vida é marcada por um rigoroso e disciplinado programa de treinos. Já aqui tenho falado disso por diversas vezes. A consequência imediata é precisamente um necessário (e lógico) tempo de descanso. Já que não consigo fechar a boca (prazer em comer) em alguma coisa tenho de me sacrificar: descanso. Desde a semana passada que comecei a deitar-me mais cedo. O mais tardar às 2230H. Esforço-me por isso. Bem sei que é muito cedo..mas se não tentarmos ou nunca "forçarmos" o organismo a (mais uma) disciplina, nunca saberemos, certo?
Com tudo isto que descrevo acima, há vários desencontros que se têm vindo a replicar. Porque ainda não descobri como treinar o que treino e ter forças para ainda assim estar fresco para sair à noite. Ou a dividir-me e estar com todas as pessoas que cobram a minha companhia. Ou por exemplo, conseguir agendar uma noitada daquelas rijas ao fim de semana. O meu organismo não autoriza. Não é exequível. Diz-me logo para ter juízo e obriga-me a defender mais - faz-me descansar. Recuperar energias. Porque em menos de nada outra semana está a começar não tarda.
Claro que isto não é desculpa. Quando se quer mesmo, arranja-se tempo. Arranja-se vontade. A questão é que do outro lado, curiosamente, também nem sempre vejo isso. Vejo pontualmente, mas não vejo de forma consistente uma vontade consolidada. Se assim fosse a vontade do encontro era mútua. E a dois, consegue-se mais facilmente o encontro. Contudo, como tenho esta actividade física tão regrada e intensa, é mais fácil dizer que sou eu quem não quer os encontros por via do meu (necessário) descanso. E isso não é totalmente verdade. Em primeiro lugar estarei sempre eu. Mas não sou nada avesso nem contra à questão dos encontros. E volto a dizer...quando se quer, a dois, consegue-se!

domingo, novembro 13, 2016

Eleições nos EUA

Contra todas as expectativas e sondagens, o próximo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) será o Donald Trump (DT).
Confesso-me alheado desta campanha eleitoral. Rica em tricas pessoais e com demasiado tempo de antena nos blocos noticiosos. Consequência? Saturação rápida.
À semelhança do que acontece em qualquer outra campanha eleitoral, é importante que a argumentação utilizada pelos candidatos seja exequível. Ou seja, que haja continuidade no que é prometido em campanha com aquilo que mais tarde deverá ter aplicabilidade em contexto real. E aqui, sou de opinião que nenhum dos candidatos (Trump e Clinton) foram verdadeiros ou consequentes. Mas já lá irei.
A candidata Hillary Clinton (HC) teve um ponto a favor e vários pontos a desfavor. A favor o ser mulher. O facto de ter chegado onde chegou (votação renhida até ao último dia) sendo mulher, faz notar que os EUA estão receptivos a essa ideia, tal como estiveram há 8 anos por altura da primeira eleição de um Presidente negro. O precedente já existe. Desde essa altura. O "problema" de HC foi, entre outros, o facto de não ter preparação/bagagem política consolidada (DP também não tinha mas é milionário) e ter alguns esqueletos no armário que vieram a conhecimento público: a troca de e-mails comprometedora posta a descoberto pelo FBI bem como o facto de, quer queiramos quer não, ser mulher do Bill. Com os escândalos em que este esteve envolvido e que têm, naturalmente, um alcance que dificilmente se apaga.
A campanha eleitoral é usualmente um barómetro do estado de um determinado País. Porquê? Porque há toda uma estrutura organizada para estudar os vários dossiers e vêm à tona os "podres" ou pontos em que cada candidatura decide apostar. É assim em todo o mundo. Mas é possível perceber que as áreas de aposta são quase sempre as mesmas: Saúde, Educação, Justiça, Segurança Social e Defesa. Talvez uma ou outra que não está aqui. Mas não irá variar muito para além destas pastas que refiro. Há uma série de promessas que são feitas em campanha, mas que depois não são concretizáveis na realidade. Contudo, a opinião pública compra avidamente essas promessas. Quer mudança. Quer mais dinheiro ao final do mês, quer um balão de Oxigénio. O que faz sentido.
O maior perigo daquele que irá ser o próximo Presidente dos EUA é precisamente...o ter muito dinheiro. Li ontem que, por exemplo, irá abdicar do seu vencimento enquanto Presidente por via da fortuna que possui. Mas o principal problema será mesmo, na minha opinião, a volatilidade de ideias que DT consequência das portas que se abrem (facilmente) por via da sua fortuna pessoal e poder que daí advém. A ver vamos o que irá acontecer. Em especial a posição publicamente assumida por DT para com as minorias étnicas (o tão falado muro entre EUA e México) ou o prometido desagravamento fiscal - e que certamente arrecadou muitos votantes - em pleno período de recuperação económica.



domingo, novembro 06, 2016

Estaleiro

Estaleiro é uma palavra que uso há muito tempo para carinhosamente dizer que algum dos meus carros está na oficina. Neste caso o jipe. Não que haja algum problema. Longe disso. Mas por forma a ter uma utilização mais descansada do meu novo menino.
Esta imobilização visa a correcção de alguns aspectos que detectei na viagem do Norte para Lisboa (quando fui buscar o carro), bem como alguns melhoramentos e claro, pôr o carro a gosto. Como habitual, de resto.
Não vai demorar muito tempo. São vários os pontos que têm de ser vistos (ou corrigidos) mas pode tudo acontecer em simultâneo. Não há nada que inviabilize a progressão da resolução de um aspecto por via de outro aspecto não ter ainda sido visto/resolvido.Tudo vai correr pelo melhor. E em menos de nada vou estar descansado nos passeios!

domingo, outubro 30, 2016

Transparência

Mais um tema quente desta semana que hoje termina. Aparentemente que os Administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD), o banco do Estado, deixaram de ser equiparados a Gestores Públicos desde Julho do corrente e como tal são isentados de comunicar ou apresentar declaração do seu património. Não faz sentido. Nenhum.
Espero que os partidos da coligação não deixem passar esta situação em branco. Seguindo a linha de pensamento de contestar todas as medidas (e mais algumas). Se para isso a actual Administração do banco tiver de cair, que caia. A bem da transparência.

domingo, outubro 23, 2016

Brinquedo novo

Estou a poucos dias de ir buscar o meu brinquedo novo. Há ainda um detalhe importante que consiste na minha inspecção e do meu mecânico, que vai comigo ver o carro. Isto porque o carro está longe de Lisboa. E vamos os dois vê-lo no início da semana que entra. Mas tudo indica que terá um novo dono.
É um regressar ao todo-o-terreno depois de uns anos afastado, e por via de ter abraçado o restauro / recuperação de um clássico. Contudo, constatei que a utilização do clássico não era aquela que pensei que ía ser e optei por vender o mesmo, tendo formalizado a venda a semana que agora termina. Donde, a opção recaiu, com muita naturalidade, no jipe. 
Este jipe é diferente do que já tive em tempos. É maior. Muito maior. Mas permite-me realizar algumas coisas que com o outro não me eram permitidas: velocidades mais altas e estáveis (claro que não será a loucura) e, quem sabe, uma incursão pelo Norte de África. E claro, é um carro maior para o Afonso (e a Maria Luísa, mais tarde) se deliciarem a andar. Com o tio. 

domingo, outubro 16, 2016

Falta de brio profissional

Consigo compreender que todos temos as nossas pressões. Ou por via de outras pessoas ou pressões nossas para cumprimento de prazos. Há sempre pressões. Até aqui tudo bem.
Mas há algo que me faz uma imensa confusão. Reside no facto das pessoas não terem brio profissional. Não serem rigorosas, exigentes. Escudam-se na falta do tempo e nas 1001 coisas que têm para fazer em paralelo. Recorrentemente avança-se com a teoria de não terem tempo para o detalhe (forma) e terem como objectivo a questão do conteúdo. Pessoalmente, entendo que a linha que separa esta aparente "falta de tempo" e a "falta de brio profissional" é muitíssimo ténue. Por vezes inexistente. E não entendo - nem tampouco aceito em contexto profissional.
Não confundir rigor e imparcialidade com mau feitio ou inflexibilidade. Não é disso que se trata. Trata-se sim de apreciar e valorizar que as pessoas - e assim eu perceba que são capazes disso - consigam produzir algo que é consentâneo com as suas capacidades. E não algo mal trabalhado ou mesmo atabalhoado. Pelo menos naquilo que me é dado a conhecer.

domingo, outubro 09, 2016

Troca do Clássico

É verdade. Não vou continuar com o projecto do clássico. Em quase um ano, devo ter andado cerca de 10 vezes no carro. Se tanto. À data de hoje, nem o vejo há quase dois meses. Está com o meu mecânico, na medida em que não tinha urgência no mesmo e porque precisava do espaço da garagem.
Penso que o voltar ao todo-o-terreno é uma realidade. Tenho pensado nisso nestes últimos dias e vejo com relativa facilidade (e proximidade) o acordar de manhã cedo ao fim-de-semana e ir fazer os passeios. Se bem que agora será com uma postura mais serena, mais "estradões" de terra batida. Não o todo-o-terreno que já fiz...de gostar de ir atolar o carro e depois tirá-lo de lá!! 

domingo, outubro 02, 2016

Cartões de Pontos

Sou um confesso ávido coleccionador de cartões de desconto: desde hipermercados, combustíveis, lojas de roupa, etc.. Poucos serão os cartões que não devo ter. É um facto. Em alguma altura fidelizei-me ou aderi a determinado programa de descontos/pontos dessa empresa na convicta expectativa que no futuro ía poder usufruir de um agradável e interessante desconto. Daqueles descontos que nos fazem ficar com um sorriso vitorioso na cara - após 9 longos e extenuantes anos de acumulação de pontos - e o querer ter à vontade de olhar para as pessoas que estão atrás de nós na fila, e repetindo de forma autista e em voz alta o valor de 200 euros da despesa e entregando o cartão dos pontos para pagar, em vez do VISA ou MB. E dar-se o caso de, nesse dia,  esse cartão não ser lido pela máquina e termos mesmo de usar o cartão de débito. Como até aí!
Mas há outros inconvenientes. Um dos inconvenientes destes programas de pontos (fidelização) é precisamente a quantidade de cartões com que alguém passa a ter de andar. Dezenas. Sendo que alguns deles são utilizados uma única vez - no momento da adesão e para ser obtido um desconto de 15%. Outro inconveniente associado com o anterior - e já me aconteceu muitas vezes - é precisamente não andar com todos os cartões sempre que ando na rua. E claro, invariavelmente acabo por ir - sem que tivesse pensado nisso quando saí de casa - e algum local onde poderia ter tido desconto. E não usufruo do mesmo. Ou seja, de nada vale ter os cartões se não andarmos sempre com eles. Por último, a validade dos pontos. Na generalidade destes programas há uma validade dos pontos. Ou seja, a partir de uma determinada data, uma quantidade de pontos perde a validade. Passado algum tempo, a outra quantidade de pontos acontece o mesmo. É uma grande desvantagem para quem quer amealhar pontos para poder pagar as compras (com o tal sorriso) ou rebater os pontos numa mala com 340 ferramentas auto.

domingo, setembro 25, 2016

Ir e vir de pessoas

Esta semana foi marcada pela entrada (conhecimento de pessoas novas) e pela saída de outras pessoas que em algum momento tinham estado, voltaram a entrar e saem agora de novo da minha vida.
Algumas das pessoas que "saem de novo" têm de perceber uma coisa: não corro atrás de ninguém. Lamento. Deixei-me disso. Só faz falta quem cá está. A nossa vida é isto mesmo. Marcada por (re) encontros e desencontros. Congratulo-me, naturalmente, por ter pessoas que agora entram, e espero que com as mesmas consiga aprender coisas novas e claro, crescer, enquanto pessoa. Com as outras pessoas, uma palavra de carinho e a garantia de não ressentimento da minha parte. Não sou pessoa disso. E nunca fiz, não faço e nunca farei nada...de ânimo leve, ou levianamente, se preferirem! 

domingo, setembro 18, 2016

Perda de identidade

As minhas linhas de hoje são dirigidas a duas pessoas que conheço, há alguns anos, e que tenho para mim que não são felizes. Ou completas, se preferirem.
Não interessa quem são. Interessa-me mais que leiam estas linhas. Que interiorizem a informação e que consigam sair de uma vez por todas das relações nas quais se encontram porque confundem "amor" com "pena" e isso não é bom. Nem para as relações (que passam a ser de fachada) quer para elas, na medida em que há um desgaste enorme e uma quase total eliminação da força anímica e ou inteligência emocional. São pessoas com idades diferentes e experiências ou percursos de vida naturalmente diferentes. Ainda assim, em ambas as relações, há um denominador comum: infelicidade. E em ambos os casos causada pela falta de atenção complementada pela (quase certa e conhecida) infidelidade dos respectivos.
A minha (e de qualquer pessoa) questão é: porquê manter a relação? A resposta certa nem elas sabem. Dizem-me que amam as pessoas com quem estão. Eu rebato dizendo que o "amor" não pode ser a justificação para a infelicidade que vivem e o aparar todos os golpes e faltas de consideração que vão vivendo. Oiço silêncio do outro lado. E invariavelmente surge a mudança do tema. Não querem aprofundar muito o tema. Porque não lhes interessa. Porque têm medo de deixar fugir aquele que as magoa. Que não as respeita. Que não está minimamente interessado em melhorar o quotidiano de ambas. E asseguro que, conhecendo-as como conheço, é preciso muito pouco para conseguir tal feito. Muita pena que não lhes seja dado o devido valor.

domingo, setembro 11, 2016

Limites individuais

Os últimos dias têm sido marcados pelas várias notícias (e artigos de opinião) sobre as lamentáveis mortes dos 2 soldados que frequentavam o 127º Curso de Comandos de Portugal. Aproveito o momento para aqui deixar os meus pêsames às famílias de ambos.
Estou certo que irá surgir muita discussão em torno deste tema. Para mim, o cerne da questão reside nos limites individuais. E que em ambos os casos foram superados. Consciente ou inconscientemente. 
Perceber, individualmente, onde estão os limites do nosso corpo, é um dos aspectos mais importantes que todos nós temos de ter sempre presente. Por outro lado, o corpo de instrutores deve conseguir perceber - por via de treino específico para isso - quais os limites de cada instruendo. 
Na minha perspectiva e assumida forma (leiga) de ver as coisas, é isto que interessa avaliar. Esta análise possibilitará retirar ensinamentos que impossibilitem a recorrência deste tipo de episódios no futuro.
Mais de 100 cursos desta tropa especial foram até hoje realizados. Trata-se de uma tropa especial (à semelhança de outras como sejam os fuzileiros, rangers e pára-quedistas) que tem como missão a intervenção em teatros de guerra complexos, tipicamente via terrestre. Teatros onde as condições climatéricas são normalmente adversas (i.e. altas temperaturas, frio glaciar, chuva intensa, lodo, poeiras, etc.) e não onde não há lugar a complacências. Quem se junta à família de Comandos, sabe que a vida facilitada deixa de existir a partir do momento em que deixam de ser civis.
Um dos momentos em que cada indivíduo pode ser testado e avaliado - para ser conhecida a sua capacidade de resistência aos meios que refiro acima - é na recruta. Outro será no treino contínuo que as tropas especiais têm de realizar para estarem aptas para reagir a qualquer situação e em qualquer ambiente. E é aqui que poderá residir uma das razões para as mortes.
Como em tudo, o ser humano tenta sempre superar-se. Acontece, como se sabe, em qualquer actividade desportiva e até profissionalmente. Só assim é possível melhorarmos e estarmos mais aptos a fazer face às adversidades e desafios do dia-a-dia. A realidade do curso de Comandos não é diferente. É preciso ter muita força de vontade, espírito de sacrifício e de elevada abnegação. Contudo (e porque há sempre um mas), também é necessário saber parar. Dizer que não somos capazes. E informar o responsável local dessa mesma situação. Ainda que isso possa significar a eliminação do curso. A morte não pode significar o limite testado. 
Não me vou alongar mais até porque neste momento não são conhecidas as causas de ambas as mortes. Neste momento, avançar teorias é pouco honesto. Há alguns detalhes que só o corpo médico e comunidade científica poderão ajuizar e avaliar com conhecimento de causa. 
Em todo o caso, pessoalmente, entendo que jamais e em tempo algum deve ser colocada em causa a extinção do corpo de Comandos.

domingo, setembro 04, 2016

Netflix

Para quem como eu é viciado em séries televisivas (e alguns filmes), há desde há alguns meses a esta parte uma nova tentação no mercado nacional - chama-se canal "Netflix".
Há dois princípios que norteiam o funcionamento deste canal: "pay-to-view" e "streaming". No meu parco conhecimento informático tentarei partilhar em que consiste cada um deles.
O primeiro princípio é relativamente simples. Pagar para ver. É um canal que funciona como repositório de vários conteúdos televisivos (séries e filmes), devidamente actuais e legendados. Está também subjacente uma lógica de mercado e uma consequente entrega de um produto melhor em função do que se paga - há três opções de planos possíveis. Em resumo, quanto mais alto fôr o preço pago pelo plano, melhor a qualidade do vídeo que se pode aceder (se o mesmo estiver disponível nesse formato) e ainda maior a quantidade de dispositivos (e.g. PC, tablets, smartphones, etc.) em que será possível visionar os conteúdos em simultâneo.
O segundo princípio também é fácil de resumir. Assenta no facto de não ser necessário ocupar memória dos dispositivos (i.e. gravar para ver mais tarde). Existindo uma ligação à internet, em qualquer ponto do mundo e a qualquer hora é possível seguir a(s) série(s) preferida(s). Ou ver um filme.
Há 3 formas de pagamento para acesso aos conteúdos: Paypal, VISA e através da compra de cartões nas lojas do grupo Sonae/Sierra. Aqui, neste ponto em concreto vejo uma desvantagem. Se alguém tiver dificuldades de mobilidade e não possuir uma conta no Paypal ou não quiser associar o cartão VISA, à partida não conseguirá aceder ao canal "Netflix". É certo que haverá sempre alguma solução, mas não é prático para quem não verificar as duas primeiras condições. No nosso mercado (Português) - e por mim falo - uma opção de pagamento por "homebanking" seria muito bem recebida. Assim sendo, opto para já, e enquanto não surge outra opção, comprar os cartões. 
Com o pagamento realizado, o processo subsequente é simples. É necessário criar uma conta na internet e depois colocar o código que está no cartão (se fôr esse o meio de pagamento escolhido) no local respectivo. E os conteúdos ficam disponíveis. E asseguro que são milhares!
Um aspecto positivo é o chamado período de experimentação ou teste. Durante um mês, depois de criada a conta, a Netflix oferece gratuitamente o acesso aos conteúdos. A partir daí, para aceder, é necessário proceder ao pagamento nos moldes que refiro acima. 
Nota: Actualmente, há alguns televisores de última geração que já disponibilizam o acesso a este canal. Gratuito durante o primeiro mês. Pago a partir daí! 

domingo, agosto 28, 2016

Pablo Escobar

Tendo aderido há muito pouco tempo à "Netflix" passei a seguir mais uma série: Pablo Escobar
Posso também partilhar aqui a informação quanto à existência de uma outra série, igualmente recente - "Narcos" - que tem como intérprete principal o conhecido actor brasileiro Wagner Moura, que veste a pele deste conhecido narcotraficante. A série mais recente tem a primeira temporada com 10 viciantes episódios e agora, no início deste Setembro sairá a tão esperada segunda temporada. Ainda não sei em concreto com quantos episódios. Em todo o caso, é algo que aguardo com expectativa.
A série "Pablo Escobar" que comecei a seguir há poucos dias tem cerca de 160 episódios. Peca um pouco pelos efeitos especiais mais fracos e ainda por algumas falhas que já observei. Eventualmente devido ao facto de ser uma produção mais barata e não tão mediatizada quanto a "Narcos" que tem um suporte diferente. É uma série pensada de forma diferente da série "Narcos", embora a história seja similar e os factos mais marcantes estejam lá e sejam portanto coincidentes. Enquanto que a primeira série nos transporta desde a infância de Pablo, a série mais recente não o faz. Foca-se mais na vida de Pablo na idade adulta. E aqui reside uma das justificações para uma diferença tão significativa no número de episódios.
Em qualquer uma das séries percebe-se sem margem para qualquer dúvida o carácter bélico e as dezenas de assassinatos por encomenda. Não olhando a quem. Indiscriminadamente. Tudo por um punhado de "pesos" que para ele, barão da droga, não eram mais do que grãos de areia no areal da praia.
Por outro lado, ninguém terá dúvidas da existência de uma curiosidade reflectida nas duas séries e que certamente poucos terão conhecimento: a (breve) incursão de Pablo na política colombiana. Para uma pessoa com a sua personalidade (vincada e egocêntrica), a política seria o elo que faltava para o pleno do centro das atenções. E a história mostra-nos que as coisas não lhe correm de feição. Em grande parte pela resistência que os "anti-cartel de Medellin" conseguem ir fazendo. Até que são executados. Um a um. Interessante.

domingo, agosto 21, 2016

Imunidade Diplomática

Foi há dias que aconteceu um espancamento bárbaro de um adolescente por parte de dois outros rapazes, também menores de idade. A notícia seria "normal", mais um desentendimento entre adolescentes, não fossem os dois rapazes gémeos e filhos do embaixador do Iraque em Portugal.
E aqui surge a questão: a imunidade diplomática. Para quem anda distraído ou não sabe o que é a imunidade diplomática, muito resumidamente, é um estatuto que os diplomatas detêm e que os torna "imunes" a praticamente tudo. Inclusive condenações que possam acontecer no país que os acolhe e que decorram de actos por si realizados. Com a particularidade de se tratar de um estatuto extensível aos familiares directos. E aqui bate o ponto.
Neste momento, o caso está a ser mediatizado por todos os "media" e a opinião pública "quer sangue", com base nos factos que foram publicados. Afinal trata-se de um espancamento realizado por dois cidadãos iraquianos, em Portugal, e subsiste a possibilidade (remota ?) de haver um "aliviar" da atenção dedicada ao assunto para ser evitado o conflito diplomático.
Consigo, com relativa facilidade, entender o conceito de imunidade diplomática concedido a cidadãos estrangeiros, quando estão a trabalhar em países que não são o seu. Este estatuto ou protecção, é uma das consequências da Convenção de Viena de 1961 e tem particular importância quando os diplomatas estão em missão em países cuja palavra democracia não existe e/ou vigoram práticas que ofendem a liberdade individual e os próprios direitos humanos. 
A questão, para mim, é a perigosa extrapolação desta imunidade aos familiares que, inevitavelmente gozarão da mesma e, como aconteceu, associar a mesma a práticas ilegais, que, deixam um adolescente às portas da morte. E chegamos a um impasse. Que no limite poderá culminar com o pedido de Portugal quanto ao levantamento da imunidade diplomática ao Iraque destes dois cidadãos e/ou à expulsão do embaixador de Portugal. Tenho profundas reservas que tais desenlaces venham a acontecer quando já foi veiculado uma comunicação oficial - curiosamente em árabe - na página oficial da Embaixada do Iraque que os irmãos agiram em legítima defesa. Ou seja, uma clara demarcação de uma agressão (e atropelamento) realizada/o com dolo e uma reacção a uma crescente indignação pública.
Acima de tudo, importa clarificar o que realmente aconteceu. Apurar com veracidade os factos e responsabilizar quem tem de ser responsabilizado pelos actos. A menoridade não pode, nem deve ser justificação para actos irreflectidos - quer pela inimputabilidade usualmente associada - quer, neste caso concreto, pela eventual desresponsabilização consequente da imunidade diplomática conferida aos diplomatas.

domingo, agosto 14, 2016

Incêndios

Se a memória não me trai, já devo ter escrito sobre incêndios florestais umas 2 ou 3 vezes. É um facto incontornável este flagelo que anualmente se verifica em Portugal.
Com grande tristeza minha, em alguns casos, verifica-se o desaparecimento de coberto vegetal autóctone. Associado a isso estão espécies raras quer da flora quer da fauna que, por via do fogo, deixam de ter condições para a sua sobrevivência. P.S.: Há algumas espécies de aves que apenas conseguem nidificar se estiverem reunidas algumas condições específicas e regionais para tal. E essas condições são próprias de algumas zonas do nosso País.
Um dos aspectos que sempre fez e irá continuar a fazer muita confusão na minha cabeça é efectivamente a questão da prevenção dos fogos florestais e/ou o aprovisionamento de meios para o combate aos mesmos. Qual é o plano que está no campo para evitar que tenham lugar os fogos florestais? Fará sentido que seja depois de um roubo que se pense em trocar a fechadura da porta de casa? Ou será depois de ter sido mandado parar numa operação STOP que pensamos que não devíamos ter bebido os 4 whiskys e aquelas duas caipirinhas? Ou ainda será que é depois de estarmos com um escaldão que nos lembramos que não devíamos ter adormecido ao Sol? Não me parece.
Começo o texto de hoje referindo que já escrevi neste blogue sobre o tema algumas vezes. O que de si denota que é mau sinal estar a repetir-me. Não é relevante apontar o número concreto e objectivo das vezes que já escrevi. É mais importante perceber que não há nem nunca houve um plano de prevenção dos fogos florestais. Ou se há, não é eficaz e tem de ser rapidamente repensado. E a área ardida / ano fala por si. E isto não entrando no detalhe (óbvio) das famílias que perdem as suas casas, pertences pessoais, etc..
Dir-me-ão que não se pode erradicar a 100% as mortes na estrada causadas pela condução sob o efeito do álcool. Bem sei. Mas terei de adiantar que tudo depende das políticas adoptadas pelos vários Governos. Para esse problema, posso sugerir uma maior fiscalização dos condutores nas estradas. Particularmente em zonas de diversão nocturna. Fiscalização à portas dos bares e das discotecas. Disponibilização de maior oferta de transportes "porta-a-porta" e também disponíveis nos locais onde se verifica um maior consumo de álcool, entre outras soluções que poderão ser avaliadas quanto à  sua viabilidade.
O mesmo critério e seriedade deverá estar presente quando se debate o tema dos fogos florestais. Porque razão não são postos em prática os modelos tantas vezes debatidos (e.g. os presos ajudaram na limpeza das matas, o endurecimento das penas de prisão para os incendiários, incremento das patrulhas das matas e florestas)? Não tenho uma resposta lógica para estas questões. Da mesma forma que não tenho resposta para o facto de eclodirem em simultâneo 5 focos de incêndio em linha recta separados por metros de distância...
Mais uma vez, ficam muitas questões por responder. Muitas.

domingo, agosto 07, 2016

As viagens pagas pela Galp

Na última semana surgiu nos jornais a notícia das viagens pagas pela Galp a alguns membros do Governo. E creio que será um assunto que vai fazer correr muita tinta.
Se por um lado entendo a questão da dívida desta petrolífera ao Estado Português, não consigo perceber bem o empolamento que está a ser feito em torno das ofertas. No limite, e se quisermos ser verdadeiros, o dinheiro gasto nas viagens (e eventualmente despesas de alojamento, etc.), devia ser abatido na dívida da Galp com o Estado Português, correcto?
Não aprecio de todo este tipo de notícia. É aquilo a que chamo de mediatismo do falso moralismo. Num País onde é necessário ser-se amigo da pessoa certa ou pagar-se bem para ter algo mais célere, é anedótico que os media façam manchetes de algo que....sempre existiu e irá continuar a existir por cá. Não é de agora. E estranho muito como é que não há investigações mais profundas sobre o "cluster" farmacêutico e a classe médica.
O Estado Português deverá regular a prática das ofertas. Ou legalizar as mesmas para todas as classes profissionais - assim não colidam com os interesses nacionais - ou torná-la ilegal. É necessário que alguém defina os limites. Claramente. Sem enviesamentos. Sem zonas cinzentas. Tudo claro.
Para terminar, não me choca que um profissional de saúde receba uma recompensa por prescrever um determinado medicamento - assim se comprove que seja economicamente vantajoso para o doente cientificamente comprovado que é melhor que a oferta da concorrência.

domingo, julho 31, 2016

Feitios complicados

Bem sei que não sou fácil. Mas há pior que eu. Bem pior.
Hoje em dia há uma tendência e facilidade muito grande em querer que as pessoas façam aquilo que lhes parece ser o certo: que falemos como acham que se deve falar, que façamos o que acham que deve ser feito, etc..
A questão é que esta forma de pensar tem dois (grandes) problemas associados. Em primeiro lugar, sugere a anulação de alguém. Em segundo lugar revela autismo e egocentrismo.
Ninguém tem o direito de fazer com que uma pessoa se anule. É errado. Imoral. As pessoas são livres de realizar as suas escolhas e fazer o que bem lhes apetece, quando e como lhes convier. 
O autismo e egocentrismo andam de mãos dadas quando apenas é possível ver um ponto de vista. Não são aceites outros. E se quer que seja tudo feito à sua imagem....

domingo, julho 24, 2016

Exame Krav Maga

Passei com êxito o primeiro exame do Krav Maga. Oficialmente já faço parte da "família" do Krav Maga.
Não vou dizer que foi fácil. Para mim não foi. Foi necessária alguma disciplina e aperfeiçoar durante duas semanas algumas técnicas que seriam avaliadas em exame. Meia hora antes da aula propriamente dita.
E agora? Aperfeiçoar os pontos menos bons e continuar. Próximo cinto. Com a mesma determinação. Sem quebrar.

domingo, julho 17, 2016

Condecorações

Sou contra estas condecorações atribuídas aos jogadores da Selecção Nacional de Portugal. E especialmente por serem condecorações atribuídas a atletas que não fazem mais do que a sua obrigação. A minha verdade é esta. 
Naturalmente que aceito (mas não concordo) que haja lugar a este tipo de reconhecimento por parte do Presidente da República (PR) pelos serviços prestados pela Selecção Portuguesa de Futebol lá fora. Mas acho exagerado serem condecorados. E explico porquê.
Há um risco muito alto de as medalhas se esgotarem. Afinal não serão só 23 medalhas para os jogadores convocados (e suplentes que também merecem). Terão de ser acrescentadas medalhas para os representantes de Portugal no atletismo, no lançamento do pêso, no hóquei em patins, no remo, futebol (sub-21) e por aí adiante. Ou não serão também representações dignas de Portugal no estrangeiro? Ou serão por algum acaso actividades de somenos importância? E não ocorre a ninguém condecorações póstumas para os 3 militares da Força Aérea Portuguesa (FAP) que morreram ao serviço pela Pátria? Não estavam a beber jolas no bar da messe. Estavam em serviço.
Sinceramente, acho perigosa esta decisão do actual PR. Se por um lado, a minha apreciação é globalmente positiva deste mandato, até agora, por outro lado começo a ver algum tipo de exagero em algumas situações. Esta é uma delas. Escusada. Exagerada. E que certamente abrirá um precedente com as devidas consequências.

domingo, julho 10, 2016

Final Europeu 2016

Começo por dizer que nunca esperei que Portugal conseguisse chegar a uma final deste Europeu de futebol. Bem sei que percebo mais da produção de azeite que de futebol, mas também acho que consigo perceber se um tipo chuta ou não chuta bem um esférico. Não me parece que seja preciso ter um doutoramento para ser possível perceber isso.
À semelhança de tantos outros eventos do género, mais uma vez Portugal pára (literalmente) para ver a sua Selecção de futebol jogar. Seria inédito e não corresponderia à verdade dizer que não gostei da vitória de Portugal frente à Hungria ou à Polónia. Confesso que até hoje estou para perceber como. Especialmente com estas duas equipas que em campo foram incontornavelmente superiores. Mas a sorte esteve do lado de Portugal. E no final do jogo, o resultado foi-nos favorável. Ainda bem,
Este tipo de situação leva-me a outro tipo de considerações. A sorte. Sem querer ser saudosista, sou levado a pensar que há 30 ou 40 anos, sorte era algo que não existia. Havia sim talento para jogar à bola ou não. Sem muito mais. Se uma Selecção soubesse jogar à bola ganhava o jogo. Se não soubesse jogar, era afastada da competição e voltava para casa mais cedo. Mas nos poucos filmes que há daquela época, vejo raça. Vejo "nerv" (termo inglês que será sinónimo de raça, fibra) e vejo o mesmo foco que até há hoje: a vitória. Mas actualmente não percebo isso na nossa Selecção. Há sim uma grande mediatização de tudo (o que não deixa de ser normal face ao avanço dos tempos e tecnologias) e há uma pressão esmagadora em alguns jogadores. 
Estou perfeitamente à vontade para, mais uma vez, falar de futebol como sendo algo que me estimula menos que um documentário no National Geographic sobre a reprodução dos hipópotamos que vivam continente africano profundo. Esta é a minha verdade. Contudo, quando me lembro, não deixo de deitar o olho (quando me lembro que Portugal joga) e invariavelmente fico enfadado. 
Esta Selecção de futebol não reflecte a fibra dos jogadores de outros tempos e que efectivamente jogavam um futebol diferente (e melhor). Naturalmente que esses mesmos jogadores, e em abono da verdade, não tinham jogado antes em campeonatos exigentes o que levava a um cansaço acrescido. Mas não é disso que estamos a falar, certo? Um atleta de futebol profissional tem de aguentar este tipo de vida / solicitação. Será isso que também justifica o seu salário.
Ainda assim desejo que Portugal ganhe à França. Boa sorte.

domingo, julho 03, 2016

Lisbon Air Race 2016

Hoje é o segundo (e último dia) do Lisbon Air Race que está a decorrer no Parque das Nações, em Lisboa. Trata-se de um evento muito similar ao "Red Bull Air Race" (RAR) sendo que, na minha opinião, peca pela escassez de recursos e por uma notória lacuna na organização - atrasos. Não deixam de ser organizações com dimensões diferentes e, "no final do dia", isso acaba por ser reflectido em termos do espectáculo em si.
Aparte destes "pequenos" detalhes, as condições climatéricas também não eram de feição à hora prevista para o início do evento: muito vento que aliado a uma temperatura atmosférica alta (significa correntes de vento ascendente que podem interferir com sustentação das avionetas). Esta poderá ter sido uma das explicações para haver um atraso significativo nas várias secções e algumas trocas no programa. De resto, gostei do espectáculo. A zona ribeirinha acaba por ser convidativa a um passeio nestes dias soalheiros e como tal, este entretém gratuito acabou por reunir nas margens uma moldura humana interessante (e curiosa). Para hoje estão prometidas algumas surpresas que estou curioso para ver! E registar para a posteridade!! :)

domingo, junho 26, 2016

Portugal - Croácia (25.05.16)

1. O nível de jogo que a Selecção Portuguesa mostrou hoje em campo contra a Croácia está nivelado com..um qualquer jogo amigável "pré"-Campeonato Europeu. E seguramente não será este o nível de jogo normal numa Selecção Nacional e da qual faz parte, por exemplo, o melhor jogador do mundo. Nota: É importante não esquecer que a generalidade dos jogadores chegam a este campeonato depois de uma temporada muito exigente; 2. Do pouco que vi e percebo de bola...o CR7 "acorda" no prolongamento. Faz um passo para o Quaresma que acaba por "mergulhar" na baliza croata facturando um golo que permite o acesso aos quartos de final; 3. Portugal não jogou bem. Teve sorte na finalização de uma jogada - que resultou num golo e é isso que interessa. Já a Croácia foi infeliz nas várias finalizações, mas foi notoriamente superior em campo. Conclusão: O resultado final do jogo de hoje não é mérito de Portugal. É demérito da Croácia.

domingo, junho 19, 2016

Receber formação

Quem como eu, dá formação com muita regularidade, tem uma tendência inevitável para avaliar outras formações em que participa - enquanto formando.
Não é qualquer pessoa que tem jeito para dar formação. Desengane-se quem pensa assim. Dar formação não é só debitar informação. É interagir. É conhecer os tempos para falar e para ouvir. É não interromper. É, de forma eficaz e eficiente, passar a mensagem e validar no final da sessão de formação que não há dúvidas.
Ao longo dos anos fui melhorando as minhas sessões de formação em função daquilo que entendo ser o mais indicado e aproveitando as várias experiências das sessões de formação em que estive sentado (formando). Como diz o adágio popular, os bons exemplos devem ser seguidos. E no mundo da formação, os bons exemplos são aqueles em que o formador consegue que não haja conversa com o parceiro do lado ou ainda aquelas sessões em que o telefone não passa a ser mais interessante que o formador.
A conclusão à qual chego quando tenho formação é que, regra geral,....os formadores que tenho tido não conseguem cativar a sala. Como consequência fico, não raro, entediado. Eu e todos os outros formandos. E acrescento que as piores formações são aquelas que têm lugar no período da tarde!

terça-feira, junho 14, 2016

Estágio Krav Maga

Em primeiro lugar devo um pedido de desculpas por só estar a escrever estas linhas a uma 3F quando o faço normalmente aos Domingos. Bem sei que não terá qualquer importância para a maioria das pessoas que me segue..para mim tem. É um desvio ao que tenho como definido. Mas há uma explicação: krav Maga. Sim. Uma das minhas actuais actividades.
Falta pouco para um exame importante que simboliza a entrada na graduação. O estágio que me tomou os últimos 4 dias permitiu o contacto não só com outras metodologias de ensino, bem como com outros Mestres e alunos que gentilmente partilharam o seu conhecimento técnico.
Foram dias intensos, cansativos, mas que em momento algum me arrependo de ter participado. Excelente. Não me restam muitas palavras para descrever o quão identificado me sinto com esta actividade de defesa pessoal. 
O meu instrutor entretanto abordou uma possibilidade para eu ir pensando e interiorizando: eu próprio vir a ser instrutor. Gostei. Ainda que tal não venha a acontecer nos próximos dois anos, senti que o meu esforço, empenho e dedicação são reconhecidos. E deu-me mais alento. Muito mais! 

domingo, junho 05, 2016

Muhammad Ali (1942-2016)

Ninguém é indiferente ao desaparecimento do Muhammad Ali (nascido como Cassius Clay), e um pouco à parte de ser tido como o maior pugilista de sempre. Esta é apenas um dos ângulos importantes que importa reter quando falamos desta importante e incontornável personagem.
Viveu e cresceu numa das mais quentes épocas dos Estados Unidos marcadas pelo racismo e guerra do Vietname. No tema "racismo", li algures há uns anos atrás que o Muhammad Ali estava para o boxe como o "nosso" Eusébio estava para o futebol. Sendo ambos de côr, cresceram em sociedades marcadamente racistas e marcaram uma posição indelével. À sua dimensão e realidade não havia ninguém melhor do que eles. E isto alterou significativamente o paradigma da época. Nos dois países. De alguma forma foram "embaixadores" das duas modalidades destes dois países no estrangeiro. E cada um, à sua maneira, eram temidos pelos adversários.
Na questão da guerra há uma divergência clara. Mohammad Ali era um intelectual. Visionário e fiel às suas convicções, recusou-se a cumprir o serviço militar no Vietname em profundo desalinhamento com a política militar vigente. Já Eusébio cumpriu o serviço militar como qualquer cidadão português. Isto mostra bem a fortaleza das convicções de um e de outro...

Deixo abaixo algumas citações de Mohammad Ali fazendo jus à sua alma e na medida em que muitas delas deverão nortear as nossas vidas:

(...)

"É a falta de fé que faz as pessoas terem medo de aceitar desafios e eu acredito em mim mesmo."

"O Homem que não tem imaginação não tem asas."

" O Homem que vê o mundo aos 50 anos do mesmo modo que via aos 20 anos, perdeu 30 anos de vida."

(...)

Deus dê Paz à sua alma

domingo, maio 29, 2016

Euro 2016

Dentro de dias começa em França o campeonato europeu de futebol. Para quem gosta de futebol é de certeza um espectáculo importante e, estou certo, vai ser muitas vezes utilizado como justificação para chegar a casa mais tarde por ter ido ver um determinado jogo com os amigos. Na companhia de umas loiras. Cervejas, bem entendido.
Na parte que me toca digo sem qualquer problema que posso bem sem os jogos de futebol. Nacionais ou europeus. Aliás, e em bom rigor, só esta semana que agora termina percebi que ía haver um campeonato de futebol europeu e que teria lugar em França. Por aqui se vê a importância que dou à bola.
Não é tanto o europeu de futebol que me traz boas recordações. É assim o realizar-se com uma periodicidade de 4 anos. E significar, simplesmente, que foi quando resolvi mudar a minha vida e comecei a actividade física (na altura só corrida). Desde então...nunca mais interrompi. E hoje em dia, como se sabe, até faço duas coisas diferentes entre si e que nada têm a ver com corrida. Bom, uma delas tem corrida algumas vezes.
Espero que daqui por 4 anos possa aqui vir a este espaço e continuar a partilhar esta vontade toda. No final do dia...só eu ganho!! E é isso que me interessa.

Nota: O baptizado da minha princesa correu muitíssimo bem. Portou-se lindamente. O mano é que agora começa com as crises de ciumeira....

domingo, maio 22, 2016

Baptizado Maria Luísa

O próximo Sábado é o dia do baptizado da minha sobrinha Maria Luísa. Hoje começa a chegar família que vem dos Açores e que vai também ao baptizado. Esta semana vai ser cheia. Com a companhia do meu Afonso.

domingo, maio 15, 2016

Dia de jogo de futebol

Os dias de jogo de futebol sempre foram e serão momentos de paz para mim. Para começar porque detesto futebol e acho óptimo que toda a gente vá ver os jogos. Ou na televisão ou mesmo ao estádio. Por outro lado, quando há um "derby" ou um "clássico", em Lisboa, a cidade fica vazia.
Ir aos supermercados pode ser um passeio no parque. Sem pressões. Com lugares para estacionar e com atendimento célere. Ir à praia deixa de ser uma preocupação. Lugar de estacionamento à "porta" da praia. Poder estender a toalha sem ter de andar quilómetros e quilómetros para ter um pedaço de areia sem ninguém do lado.
Hoje é dia de decisões finais. Jogos decisivos para os "arqui adversários": Benfica e Sporting. O primeiro joga em casa e faz a festa no Marquês se vencer. Já o Sporting vai jogar a Braga e fará a primeira parte da festa por lá. A partir das 1700H numa televisão (ou estádio) perto de si. Que ganhe o melhor. Eu vou passear.

domingo, maio 08, 2016

Concerto AC/DC

Com um dos meus melhores amigos fui ver os AC/DC ontem, no passeio marítimo de Algés. Contando a história desde o início...
Depois de ter perfeito um vôo (ida e volta) a África, com meia dúzia de horas dormidas no total não foi a chuva e o vento (que me receberam no aeroporto de Lisboa) que me fizeram desistir de ir ver este conhecido grupo de (bom) rock and roll.
O actual vocalista fez a sua estreia com este grupo em Lisboa. Substitui uma lenda viva, que por motivos de saúde teve de se afastar. Era com grande expectativa (e algum cepticismo para muitos fãs) que esta actuação era esperada. Conheço várias pessoas que quando conheceram a impossibilidade do vocalista de sempre actuar e o substituto escolhido pediram a restituição do dinheiro gasto no bilhete. E a promotora do espectáculo fê-lo, de forma diligente. Melhor não podiam ter feito e ficaram muito bem.
Apanhei muita chuva nas primeiras duas horas em que cheguei ao local do concerto. Levava apenas um corta-vento fino que rapidamente fez com que a camisa que levava por baixo ficasse rapidamente ensopada. A partir daí foi tentar, dentro de uma logística importante (i.e. carteira com documentos pessoais e dinheiro, chaves do carro e telefone) não ensopar tudo e passar os próximos dois anos em repartições públicas a tratar de documentos pessoais.
Depois de uma banda que fez o início do espectáculo (não me recordo do nome) começaram então os AC/DC. Não podia ter sido um espectáculo melhor. Curiosamente não choveu mais durante todo o espectáculo e todas as músicas interpretadas, repito, todas que fazem parte do imaginário de qualquer fã, foram fielmente interpretadas. No final do espectáculo tive de apanhar um táxi para casa e aqui surgiu mais uma vez, a falta de respeito de algumas pessoas (Nota: tive de apanhar um táxi porque deixei o carro noutro local...e apanhei um táxi para o espectáculo com receio do estacionamento). Imagine-se uma fila de 60 pessoas para apanhar um táxi. E que naturalmente tem um início. Agora imagine-se que quando está quase a chegar a nossa vez aparece outra fila. Formada a partir do início da primeira, mas numa direcção oposta. E outras pessoas que corriam na direcção dos táxis para os apanhar antes de chegar à praça. Claro que deu barulho. E claro que tive de me indispor com um grupo de espanhóis. Resultado, cheguei a casa uma hora e meia depois do concerto ter terminado, Com a roupa húmida no corpo (quase seca entretanto), muito cansado depois das poucas horas de sono dormidas nas viagens..mas com a sensação de missão cumprida e contente pelo facto de ter vivido mais esta experiência com um dos meus melhores amigos. 

domingo, maio 01, 2016

Cansaço acumulado

Ainda há bem pouco tempo estive algum tempo de férias (por altura da vinda do meu irmão a Lisboa com a respectiva família). Sinto-me cansado. Desde que retomei o trabalho que entrei num corropio de auditorias e ciclos de formação tal que não tem sido possível descansar.
Mas há um factor que contribui decisivamente para esta condição. Aliás, e em bom rigor, são dois: os 4 dias de treino durante a semana e o não ter ainda a disciplina de me deitar a horas decentes para permitir ao corpo a tão desejada recuperação.
Tenho portanto de encontrar um equilíbrio. Rápido. E que evite que ande a dormir aos bocados durante o final de semana (para tentar recuperar as horas de sono que devo à almofada)!

domingo, abril 24, 2016

Coisas que acontecem

A semana passada foi marcada por dois incidentes no treino (Krav Maga). O primeiro na aula de 2F e o segundo na aula de 5F. Em qualquer deles não tive culpa (directa ou deliberadamente). É importante esta nota.
O Krav, pelo que me é dado a conhecer até ao momento, é uma actividade de contacto físico. Mesmo que seja um contacto, digamos, suave e em ambiente de treino, por vezes é necessário aplicar mais força senão não se sente o efeito de uma reacção a um determinado ataque. Na 2F fui posto pela primeira vez em combate. Uma pequena simulação do que é um combate (quer para exame de atribuição de graduação / cinto) quer para simular o que poderá acontecer no mundo real. Calhou-me o Duarte, um miúdo com 19-20 anos, mas que já tem algum tempo de prática desta actividade, bem como tem bastante agilidade para 1,90 metros de altura. Significa isto que apanhei. Não só porque não fiz bem a guarda (defender os ataques), bem como pelo facto do Duarte ser mais alto e claro, por eu ter menos experiência. Se para ele foi "um passeio no parque"...para mim foi um momento de stress e frustração. Comer e calar, resumidamente. Até ao momento em que o consigo agarrar. Ele tem altura..mas não tem força. E nesse momento, quando o consigo agarrar pela cintura, concorrem imediatamente duas leis básicas: a) Menos altura = centro de gravidade mais baixo (logo maior equilíbrio) e "se tens um adversário com mais corpo que tu nunca te deixes agarrar". Foram dois aspectos que foram negligenciados até certa altura. Claro que quando o agarrei as coisas mudaram de figura. Quer com o Duarte quer com outro colega com que tinha combatido anteriormente, o Pedro. Também consideravelmente mais novo e mais alto que eu. Até que o instrutor me disse para combater com ele. Este combate já tem início depois de eu ter combatido duas vezes. Ou seja...já cansado. Resumindo...mais uma vez levei na corneta porque nem sempre me lembro de usar a guarda, mas o cenário mudou quando o agarro pela cintura e o levei ao chão. Foi aqui que roçou com a cara no chão, marcando a zona próxima do olho direito. Foi interrompido porque me fez uma chave de pescoço. Ao levantar-me, e sem querer, deu-me uma cotovelada na boca que me provocou dois cortes nos lábios (inferior e superior). Acontece.
Na 5F o infortúnio aconteceu quando em momento de gestão de stress (onde simulamos que estamos às escuras e não sabemos o que nos vão fazer), um colega agarrou-me o pescoço por trás. Denomina-se "estrangulamento à rectaguarda" e para o qual há uma defesa treinada. A primeira reacção que me ocorreu foi dar uma cotovelada. Rápida mas sem ser com força. Acertei-lhe abaixo do olho direito e fez logo uma nódoa negra. Acontece. Já ontem enviei uma mensagem ao meu colega pedindo desculpa.
Na 2F o instrutor enviou-me uma mensagem pedindo desculpa pela cotovelada (que deu sem querer) e dizendo que me estava a achar demasiado cansado. Respondi-lhe que neste momento estou a treinar bastante (crossfit) e que é essa a razão pela qual nas aulas de krav se tem notado alguma falta de rendimento. Mas não fiquei contente com esta explicação e assumpção, até que realizei o que está a acontecer: treino 4 x's por semana e quase não descanso. Deito-me tarde (para o que seria desejável) e acordo cedo. Aqui reside a explicação para o cansaço. Ontem dormi mais 7 horas (3 horas de manhã e 4 horas de sesta). Estou quase novo!! 

domingo, abril 17, 2016

Colegas da Faculdade

Foi ontem o jantar de colegas de faculdade. Alguns colegas tinha visto há coisa de 4 anos num jantar também organizado por mim e um deles, em especial, revi depois de mais de 10 anos.
Éramos 9 colegas ao todo. Um colega nosso, que também fazia parte deste grupo, infelizmente, teve um acidente de viação fatal (de mota) que ocorreu entre a realização destes dois jantares. Foi lembrado, naturalmente, com saudade.
Na mesa, fiquei sentado a meio, pelo que fui ouvindo conversas ora de um lado da mesa, ora do outro. De um dos lados da mesa, dois deles tiveram acidentes de viação (de mota) com estados de coma e perda de conhecimento. Situações delicadas (particularmente num deles) e com sequelas que se percebem em alguns momentos da conversa. O outro já aqui tinha falado (foi o colega com quem fui jantar há relativamente pouco tempo).
Foram algumas horas bem passadas. Boa disposição, vários momentos recordados e acima de tudo, o ser possível reencontrar bons amigos que marcaram a nossa vida num determinado período.
A repetir.

domingo, abril 10, 2016

Colegas da Primária

A semana passada reencontrei alguns colegas meus da primária. Depois de alguns contactos preliminares, foi possível reunir, à volta de uma mesa de "cañas" grande parte da minha turma da primária. Há alguns que infelizmente já não se encontram entre nós.
As expressões individuais de há mais de 30 e tal anos estão lá. São as mesmas. Apenas crescemos em altura e temos responsabilidades. Creio que sou o único em que se notam mais os cabelos brancos. A verdade é que os comecei a ter aos 16 anos e desde então, quase todos os anos, é mais uma pincelada: cabelo, barba e outras zonas do corpo que agora e aqui não interessa referir.
A ideia será conseguir reunir este grupo com regularidade. Falta reencontrar alguns colegas...que a seu tempo e com paciência, iremos localizar. Estou bem contente!

domingo, abril 03, 2016

A Constituição da República Portuguesa

Foi distribuído ontem com o semanário "Expresso", um mini livro sobre a "Constituição da República Portuguesa", 7ª edição:

Este documento, para quem não vive no Planeta Terra, foi aprovado e decretado pela Assembleia Constituinte, em  2 de Abril de 1976. Após ter caído o regime fascista. Daí a excelente iniciativa do semanário e distribuição com a edição desta semana do mesmo.
Não irei dissertar acerca das quase 300 páginas de um documento denso e onde estão elencados vários artigos, desde "Direitos, Liberdades e Garantias", passando pelos "Tribunais", "Administração Pública" ou do "Presidente da República", entre outros.
Estou curioso para ler a Constituição na íntegra. Muito curioso, confesso. Todo e qualquer cidadão português devia ler a nossa Constituição. Por forma a conhecer um pouco qual é o documento matriz que regula o nosso País. A referência documental que o Presidente da República Portuguesa tem obrigação de fazer cumprir. A relação que há entre os tratados internacionais e o direito interno. Temas muito, muito interessantes. Já tenho leitura para uns diazitos! 

domingo, março 27, 2016

Domingo de Páscoa e Aniversário do Afonso

O Domingo de Páscoa deste ano coincide com o aniversário do Afonso. Excluindo o Natal, dificilmente consigo imaginar um momento melhor para reunir a família toda.
Este Domingo especial do ano é, tipicamente, um momento em que a família se reúne para almoço (e jantar). Por outro lado, é um momento de introspecção e de visitas mais frequentes à Igreja durante a semana precedente. Por último, mas nem por isso menos importante, é uma quadra marcada pela confecção de doçaria e dos pratos típicos regionais portugueses característicos desta altura do ano, não esquecendo  claro está, os ovos de chocolate e as amêndoas - tenho de pensar em escrever um texto às amêndoas da Páscoa. 
O Afonso passa a Páscoa e o seu 4º aniversário com o Padrinho. É um "2 em 1", portanto. Por outro lado acresce o facto da mana do Afonso ter vindo, pela 1ª vez, ver o tio e os avós. Já disse ao meu irmão que as fotos que lhe tira não fazem jus à beleza da princesa ao vivo. E ainda disse-lhe que não seria má ideia pensar em tirar um curso de fotografia!!
Passei a tarde de ontem com o meu irmão a montar a prenda do Afonso: um "carro-de-corrida" da BMW (lógico):

Parece um carro simples de montar, não é? Não é tanto assim. Principalmente quando é necessário o aperto parafusos em zonas com acesso complicado. Foi uma tarde inteira nisto. Mas que valeu a pena, claro. Tudo foi montado sem que o Afonso desse conta e o brinquedo está escondido na garagem, ao pé do carro do Padrinho. Vai ser um momento único quando o vir pela primeira vez. Estou certo disso. E será um dia que dificilmente irá esquecer!! Aliás, se ele não quiser o brinquedo, quer o Padrinho!

Santa Páscoa para todos(as)!

domingo, março 20, 2016

Os reencontros com amigos

Há dias fui jantar com um antigo colega de faculdade (e amigo pessoal) que não via há vários anos.
Embora mantenhamos contacto regular (telefónico), o encontro será sempre diferente. Ao telefone não temos a percepção visual de como está a outra pessoa. Se engordou (inevitavelmente) ou se, por outro lado, faz algo para manter uma boa condição física (como este vosso escriba). Se perdeu cabelo (com o avançar da idade é natural, já que o ganhar é mais complicado). Ou se mudou o estilo de roupa que vestia. Entre outros detalhes.
O saldo deste encontro é, naturalmente, positivo. Basta que tenha sido possível. O que "per se" significa que ainda por cá andamos. Por outro lado, é uma pessoa que conheço há mais de 20 anos, com quem mantive contacto e reencontro após alguns anos. Pelo meio algum distanciamento por via de opções de vida diferenciadas. Falo de estudos (que no caso dele atrasaram bastante) e droga / álcool. Que sempre condenei, mas no caso dele foi uma saída, creio eu. E o que fez com que muita gente que o conhecia se tivesse afastado.
Há naturalmente sequelas de vários anos de drogas, álcool e ainda por um acidente de viação com traumatismo craniano e perda de conhecimento. Na forma de pensar é perfeitamente notório no discurso marcado por várias interrupções e recuperações. Há partes do discurso que são interrompidas pela confusão mental e baralhação. Para uma pessoa como eu, com pouca paciência para pessoas inseguras ou que erram de forma continuada, já se percebe que não começámos bem o encontro. Lá aliviei e as coisas correram melhor o resto do encontro. Pelo meio, relembrámos algumas histórias e algumas avarias que fizémos quando éramos mais novos que conduziu a algumas gargalhadas.
Este encontro teve a duração de um jantar numa 6F. Daí ter sido mais breve. Dentro de algumas semanas vamos estar juntos com outros colegas de faculdade. Vai ser uma noite bem divertida. Darei nota da mesma por aqui!!

domingo, março 13, 2016

Dívidas

Há um traço de personalidade que tenho bem vincado. A par e passo com a já "simpatia" que tenho com o tema "pontualidade", julgo este é um dos aspectos que melhor me caracteriza: honrar as dívidas.
Infelizmente apercebo-me que esta minha forma de estar (pagar o que me é devido) não constitui uma prática seguida por muitas pessoas. E adianto que algumas dessas pessoas até considero minhas amigas. Acreditem, não há coisa pior do que eu ter de andar atrás das pessoas para lembrar as pessoas para pagarem o que me devem. De memória, não tenho qualquer dívida com quem quer que seja. Muito, muito esporadicamente peço dinheiro emprestado para comprar alguma coisa. Ou porque não tenho mesmo dinheiro, ou porque me esqueci da carteira algures e preciso de pagar naquela instante. E naquele momento, de imediato, crio uma nota mental para, o mais rapidamente possível pagar o que me foi emprestado. Quer sejam 2 cêntimos, quer seja 10 euros. O critério é o mesmo e sempre fui assim.
Esta questão assume contornos especiais quando falamos em quantias mais avultadas. Por via da prestação de serviços (por exemplo) e em que os montantes são mais avultados. Ou seja, o serviço já foi prestado - a necessidade foi suprida - mas o pagamento do que nos é devido não foi. É errado. Em alguns casos, está com UMA pessoa (da tesouraria e já depois da despesa ter sido aprovada pela Administração) e, por alguma razão que me ultrapassa, não essa pessoa emite o cheque. É isto que acho incrível. Será possível alguém conseguir falar calmamente com alguém que não redige a quantia e o extenso do cheque com um atraso de 3 semanas? Julgo que não. Quando chego a esse ponto...opto por deixar andar mais tempo. Não falar com a pessoa para não a destratar. Afinal...não é a ela que falta o dinheiro. Tudo o que lhe é devido (e por via de trabalhar na tesouraria) deverá estar regularizado. O que não é dela...vai sendo tratado. Com calma. À boa maneira portuguesa!

domingo, março 06, 2016

Ficar em casa

Cada vez mais valorizo o tempo que passo em casa. Acaba por ser  normal e lógico, se tiver em conta as semanas de treino e trabalho que tenho tido ultimamente.
Entre o final da minha adolescência e os meus 30 anos (e qualquer coisa) saí muito à noite. E reforço o "muito". Foi um período caracterizado por muitas noitadas, muito álcool e tabaco. Seria normal que houvesse um período de descanso para recuperar.  Claro que quando se é novo, inverte-se com facilidade o quotidiano e passa-se a dormir de dia para se poder sair à noite. Quando as noitadas tinham lugar durante a semana era normal fazer gazeta às aulas da faculdade do dia seguinte e, no final, atrasei-me consideravelmente nos estudos.  
Creio ter escrito há alguns anos sobre a noite, se a memória não me falha. Não mudei muito a minha opinião. Socialmente, a noite é importante porque é a altura do dia em que as pessoas não estão a trabalhar (obviamente para quem não trabalha por turnos). Os jantares, as festas e tudo mais, acontecem de noite. É o momento do dia mais tranquilo, sem tanta pressão e em que as pessoas não têm de se preocupar (tanto) com os horários.
Não irei aqui massacrar os meus seguidores(as) falando das horas que fiquei a dever à cama. Ou seja, aquelas noitadas que fiz e em que tive de acordar cedo, comprometendo as necessárias horas de descanso. Qualquer pessoa consegue perceber isso com uma aritmética simples de adições e subtracções. Apenas para rematar....a noite envelhece as pessoas. E muito.
No presente...consigo ir jantar fora e ficar na conversa até cedo. Cedo, no meu actual conceito de horas, significa uma ou duas da madrugada, já na loucura. Mais que isso...é uma lotaria e cuja terminação passa mesmo por arranjar um local para encostar e passar pelas brasas!
Tento sempre que os jantares sejam marcados para cedo. Se tiverem lugar ao fim de semana...faço por tudo para dormir uma sesta e aguentar mais um pouco depois daquelas horas iniciais da madrugada. Nem sempre é fácil...mas tenho-me esforçado!!

Nota: Comemoramos hoje o 1000º texto publicado neste espaço. São muitos textos de opinião que ao longo destes anos foram sendo escritos. São partilhas, pensamentos e acima de tudo, sou eu mesmo. O meu muito obrigado aos seguidores(as)! E que continuem a gostar!

domingo, fevereiro 28, 2016

O aniversário

Mais um dia de aniversário. Infelizmente com um temporal que não tenho memória de ter ocorrido nos anos anteriores. Mas estamos em altura do mau tempo (afinal ainda é Inverno)!!
Tal como já aqui tenho referido não sinto a idade que tenho. Aliás, e em bom rigor, sinto-me com mais energia e  mais activo do que há 20 anos atrás. Surpresos(as)? Claro que não. Afinal já entrei nos "entas" e consequentemente a preocupação com o físico desde os últimos anos tem sido maior - como tenho partilhado neste espaço - na medida em que a propensão para a obesidade é largamente amplificada caso haja uma vida mais sedentária. Com a preparação física que ando a ter não me deve faltar muito para concorrer aos jogos olímpicos!!
Este ano não combinei nada (jantar ou alguma festa em especial). Em primeiro lugar por via do mau tempo que se fez sentir como já referi (i.e. chuva, vento e frio glaciar). Em segundo lugar porque 2 grandes amigos meus não podiam estar presentes num jantar mais íntimo que tinha em mente realizar. Certamente que este encontro de amigos ficará para uma outra altura da conveniência de todos.
Por último uma palavra de agradecimento a todos aqueles que me seguem neste espaço (e comentam os textos - mesmo quando não se identificam). Falando mal ou bem, o que interessa é que vêm ao blogue e contribuem para o aumento significativo do número de visitas por dia/mês. Creio que há uma aplicação qualquer que dá dinheiro pelo número de visitas. Quem sabe não exploro isso...e tenho uma fonte adicional (e simpática) de rendimento!! E compro um Porsche. Ou dois!

domingo, fevereiro 21, 2016

Quebrar rotinas

Quebrar ou cortar com rotinas é, sem dúvida, um dos meus grandes desafios pessoais para este ano. Não sei se o irei conseguir, é um facto, mas tentarei.
A questão que se coloca é precisamente o sair da zona de conforto que as pessoas criam. Não quero com isto dizer que comecemos a furar, por exemplo, as rotinas ou horários que têm de ser cumpridas(os). Ou que de um dia para o outro comecemos, por exemplo, a falar em moldavo e a andar na rua sem roupa. Não é por aí. A questão é conseguir eu mesmo alterar algumas coisas no meu dia-a-dia. Coisas simples, como por exemplo, não acordar sempre à mesma hora (sem deixar que isso afecte o cumprimento de horários profissionais). 
Não será nada fácil numa pessoa como eu. Onde há muita disciplina. Muitas regras. Antevejo alguns  (vários) dilemas. Veremos, durante este ano que avanços vou conseguir!

domingo, fevereiro 14, 2016

Tecnologias

Quem, como eu, cresceu nas décadas de 80 e 90 tem de se adaptar rapidamente à evolução tecnológica. Esta é uma verdade incontornável.
Costumo dizer que em vez de estar agarrado aos computadores (quando grande parte dos meus amigos estava), preferia ir andar de bicicleta ou ir namorar. É verdade. Para mim, naquela altura, qualquer uma destas duas actividades era mais desafiante, mentalmente falando. Claro que acabei (acabo) por pagar um preço elevado. Hoje em dia descubro, por necessidade, truques que qualquer pessoa sabe desde há muito tempo. Por exemplo, a simples formatação de um disco rígido. A instalação/remoção de programas e por aí adiante.
Só com a maioridade tive telemóvel. Ou seja, consegui sobreviver (eu e todas as pessoas da minha geração) sem ter um telemóvel para que os meus pais pudessem saber onde estava, com quem estava e para ficarem descansados. Em boa verdade, e aqui entre nós, algumas vezes até seria pior se soubessem!
O meu telemóvel actual (Apple) é recente e do mais simples de utilizar que há. Já tive outros modelos "topo", mas este agrega o aspecto "clean" com a fácil utilização. Já se percebe que é o telemóvel ideal para mim depois do que escrevi anteriormente. Mas há um problema que se começa a adivinhar. Todos os dias (sem exagerar), saem notícias que apontam para problemas que podem deixar o telemóvel bloqueado, sem utilidade alguma. Confesso que ando um pouco ansioso com isso. De um momento para o outro pode ser que fique com um tijolo no bolso. Vamos ver se não perco o sono com isto tudo!!

domingo, fevereiro 07, 2016

Promessas eleitorais

A política é uma coisa engraçada. Diz-se, não raro, que a política é o "ópio do povo". Se durante muitos e muitos anos não percebi esta associação, agora, que me interesso mais pelo tema, consigo compreender o alcance.
Basicamente é tudo uma questão de saber prometer. Sim, não basta prometer. É necessário saber fazê-lo. Ser determinado. Acreditar no que se diz. E acima de tudo, adoptar a táctica de agregar votos nas classes sociais mais baixa e média. Porquê? Porque é onde está situado o eleitorado mais influente no sentido de voto e o maior medo de qualquer político: a abstenção.
Ao que interessa, as promessas eleitorais. Num País marcado pela austeridade nos últimos anos, qualquer promessa eleitoral sustentada em pilares como sejam a determinação e a assertividade é vista como um balão de Oxigénio, É lógico. Principalmente no que toca aquele segmento de eleitorado que..., no final do dia, acaba por pagar a conta.. Já aqui disse, e não é novidade para ninguém, que os pobres não têm dinheiro e os ricos compram formas de fugir. Quem não consegue fugir? A classe média. Claro.
Quando foram avançadas pelo actual Executivo as várias medidas "populares" torci o nariz. Pensei numa frase que uso muito: Não há almoços grátis.
Afinal tinha razões para pensar desta forma que de resto me é tão característica. As promessas eleitorais plasmadas no Orçamento de Estado (OE) apresentado em Bruxelas, não foram aceites. E com razão. Houve dois apontamentos que terão passado ao lado da generalidade das pessoas, mas que retenho como fortes indicadores que teremos uma governação seguida de forma muito próxima pela Comissão Europeia: em primeiro lugar o comentário da chanceler alemã relativo ao trabalho desenvolvido pelo anterior Governo (legitimamente) eleito. Como quem diz...depois de terem feito tanta coisa, de terem feito os portugueses passar por tanto...vão agora estragar o trabalho feito? A segunda (e não menos importante) foi o comentário de um comissário europeu face ao OE apresentado esta semana e que resumidamente fala do "elevado risco de Portugal entrar em incumprimento". Concluindo, o OE não passou sem que o Governo tivesse que justificar muitas das medidas "populares" e ainda comprometer-se com tantas outras (impopulares) para garantir um valor de défice inferior. Que começam agora a ser timidamente ventiladas, com receio da (natural e mais que lógica) contestação social.
Veremos quanto tempo vai aguentar este Governo sem ter greves e paralisações. Ou sem ter a extrema esquerda a começar a deitar as unhas de fora reclamando mais medidas. E mais palco.

domingo, janeiro 31, 2016

O clássico doente...

Pois é. O que tem de ser tem muita força, costuma dizer o povo. E foi exactamente isso que aconteceu ontem, da parte da tarde. Há coisas que não se explicam. Estão predestinadas para acontecer. E têm de acontecer naquele momento.
Como habitualmente naqueles fins de semana em que está bom tempo, aproveito para ir dar uma volta com o clássico. Peguei nos jornais semanais e pensei em ir para um local qualquer, calmo, com boa luz para que fosse possível ler as notícias sobre os últimos acontecimentos nacionais (e aquelas além fronteiras, naturalmente).
A meio do caminho do meu destino, lembrei-me que podia dar uma boleia à minha mãe (para a missa vespertina). Liguei-lhe e claro que aceitou de imediato. Dei meia volta, apontei o carro rumo a Lisboa e o mais rápido que consegui estava à porta de casa.
O percurso de casa até à Igreja é relativamente curto. Sem trânsito, mais curto se torna. A dada altura do percurso, numa faixa da direita do "BUS" (que necessitei de utilizar para cortar à direita mais adiante) passei por cima de um buraco. É daquelas coisas que quando percebemos, já aconteceu. Não tive muita chance de me desviar. Nem era bem um buraco, era mais uma depressão do piso. Mas senti logo a roda dianteira direita começar a fazer barulho.E senti de imediato uma "prisão" na direcção em simultâneo. Pensei que poderia ser um pneu estoirado ou jante partida..mas não. Quando saí do carro não vi nada disso.
Abreviando a história, e porque entretanto não tive escolha em ir a uma casa de pneus ali perto, que já conheço há muito tempo e na qual trabalha um gerente que detesto. Depois de me ter feito esperar uma meia hora, comigo a ficar maluco - e quando a minha ideia era tentar perceber o que estava estragado - percebi que afinal o ter passado por cima da tal depressão apenas veio acelerar um processo que já estava em curso de destruição do rolamento da roda em causa. Foi uma coincidência infeliz, portanto.
Concluindo, ainda que fosse fortemente advertido para chamar a assistência em viagem para levar o carro para uma oficina, não o fiz. Com a roda a andar aos "s´s" fui arrumar o clássico na garagem e liguei para um bom amigo que me vai ajudar a resolver esta situação (tem um mecânico conhecido que poderá ficar com o meu menino e pô-lo funcional de novo). Há coisas piores!

domingo, janeiro 24, 2016

Eleições Presidenciais 2016

Já cumpri o meu dever cívico. Mais precisamente, às 0830H.
Este momento eleitoral é particularmente importante para a Nação. Em primeiro lugar, porque temos um Governo em funções que começa a dar sinais de instabilidade. A sério? Sim, a sério. E mais tensão ou instabilidade irá evidenciar quando houver a obrigatoriedade de adopção de medidas impopulares que não agradam ao quadrante da extrema esquerda (PCP, Bloco, PAN).
Em segundo lugar, porque é necessário que haja um Presidente da República em plenas funções. Quero com isto dizer que é importante que haja mais diálogo. Mais comunicação. Mais exercício das responsabilidades presidenciais, em detrimento de uma função meramente administrativa e ausente que foi apanágio do Presidente cessante.
Em terceiro e último lugar, é importante um Presidente que tenha uma visão abrangente do teatro nacional e internacional. Que não esteja "acorrentado" a uma máquina política e que de forma independente e responsável possa defender os interesses nacionais. Só há um candidato (dos 10 propostos) que têm essa capacidade. O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Daí ter merecido o meu voto e estou certo que consegue a maioria absoluta à primeira volta.

domingo, janeiro 17, 2016

Novo Governo...Novas Políticas

Tem-se assistido nas últimas semanas a uma série de iniciativas (populares) conduzidas pelo actual Executivo. Ainda que possam parecer medidas correctas e adequadas, a verdade é que não é assim.

Justiça

Uma das áreas em que é (e será sempre) necessária uma atenção muito especial. Destaco duas situações recentemente tornadas públicas: a reabertura de alguns tribunais e a não publicação da lista de pedófilos. Não entendo por muito que tente. Então se os tribunais foram encerrados em sequência de uma tentativa de centralização de recursos humanos (leia-se afectação de mais magistrados para determinados círculos) tendo como objectivo o abreviar a resolução de alguns processos fará sentido reverter aquela decisão tomada pelo Governo anterior? Quanto à questão da lista dos pedófilos o meu melhor comentário é....não conseguir perceber qual é a razão de não serem publicamente conhecidas as pessoas que  têm prazer sexual molestando crianças. Sinceramente, e à semelhança de outras tantas coisas, dá ideia que há (?) muito boa gente com o rabo preso e daí não ser interessante divulgar a tal lista sem um escrutínio cirúrgico dos nomes que nela constam. E enquanto essa avaliação não finda...continua a devassidão, pouca vergonha e a não punição destes desequilibrados mentais.

TAP

Outro tema quente. Bruxelas "obrigou" o anterior Governo a preparar (entre outras) a privatização da TAP. Tenho acompanhado com atenção este dossier. Começando e acabando pelo facto de ter trabalhado naquela empresa, bem como estar ligado ao sector da aviação. O que se percebe (e é público) é que a TAP tem um passivo de 1.000 milhões de euros. E que este passivo é conhecido em Bruxelas. Numa análise simplista, mantendo a empresa nacionalizada, e para manter os postos de trabalho actuais, haveria um momento em que seria necessária uma injecção de capital na mesma. Como aliás sempre foi feito nestes anos à custa do erário público. Com a adopção das medidas de austeridade ficou claro que a companhia aérea teria de ser privatizada. 
Houve alguns concorrentes (sendo que um foi preterido por não reunir as condições necessárias e entendidas pelo anterior Governo) e alguns desistiram da corrida na medida em que o passivo era altíssimo e obrigava a um "músculo financeiro" tal...que tornava o negócio desinteressante. E por último surgiu o actual consórcio com quem foi feito negócio e que agora perde uma posição maioritária. A minha questão é simples: como é que tal é possível? Então foi feita uma injecção de capital, vai ser modernizada a frota (tem subjacente mais custo), mantém-se a mesma estrutura organizacional (custos fixos obscenos) e reverte-se a privatização sendo que o tal consórcio...deixa de ter uma posição dominante ou maioritária?? O que tem sido publicado é isto. Eventualmente haverá mais informação que não é tornada pública. Mas......façam-se mais privatizações!! Porque afinal são boas...para o Estado Português. Que basicamente, e no final do dia, foi quem ganhou! Este tipo de negociata "turca" vai dar mau resultado. Para começar pela instabilidade que provoca nos mercados internacionais. E na falta de idoneidade que fica associada a negócios que deviam ser transparentes. Veremos qual será o desfecho.


Educação

Mais uma área sensível. Todo o trabalho que foi feito pelo anterior Ministro da Educação....é agora desfeito em pouco mais de um mês. Deixa de haver exames nos vários níveis de escolaridade. Acho óptimo. Se já havia (muitas) pessoas que não sabem escrever e conseguem terminar uma licenciatura...agora então vai ser lindo. É com tristeza que vejo este tipo de medida ser adoptada. Tudo o que foi feito para permitir um acompanhamento mais próximo dos alunos (e quiçá uma avaliação dos professores) é abandonado. Deixou de fazer sentido. E no final, contrariamente ao que muitos possam pensar, quem paga a factura serão as crianças. Quem ninguém pense o contrário.

E poderia continuar aqui a comentar os últimos acontecimentos. Em jeito de conclusão não faz qualquer sentido pensar desta forma. Portugal, em 3 ou 4 meses, não deixou comutou de uma situação de falência para uma situação de conforto que lhe permita a adopção destas medidas que têm vindo a ser tomadas pelo Governo que (ilegitimamente) está à frente de Portugal. Se durante os últimos anos foram tomadas muitas medidas impopulares..com grande sacrifício de todos nós, não faz sentido que neste momento se viva um momento de descomprometimento com as mesmas. Nada, repito, nada mudou e continuaremos a fazer equilibrismo no fio da navalha. Com a agravante que a brincadeira poderá sair muito cara a Portugal. A todos nós.

domingo, janeiro 10, 2016

Paragem de Digestão

Não é a primeira vez que me acontece e acredito que não seja a última. Não há muito a dizer. Inicialmente fiquei confuso se não seria o vírus da gripe que tinha decidido visitar-me. Uma das razões foram as dores musculares que senti. Em todos os músculos do meu corpo. E os arrepios em simultâneo com os suores frios. Uma coisa esperta, portanto.
Estes episódios pontuais podem ter diversas origens, pelo que percebo. Uma delas poderá ser a ingestão de bebidas frescas a meio da noite (não aconteceu), algum esforço físico intenso (também não foi o caso). Ou então foi algo que aconteceu sem eu ter dado conta e que terá contribuído para isto.
Outra possibilidade que tenho pensado será uma virose. Os sintomas são similares aos da paragem da digestão e poderão explicar os fenómenos da diarreia e vómitos. Basicamente, uma resposta do organismo à presente de um agente estranho. E graças a Deus correu tudo bem. Agora é descansar e estar atento a possíveis réplicas.