domingo, janeiro 31, 2016

O clássico doente...

Pois é. O que tem de ser tem muita força, costuma dizer o povo. E foi exactamente isso que aconteceu ontem, da parte da tarde. Há coisas que não se explicam. Estão predestinadas para acontecer. E têm de acontecer naquele momento.
Como habitualmente naqueles fins de semana em que está bom tempo, aproveito para ir dar uma volta com o clássico. Peguei nos jornais semanais e pensei em ir para um local qualquer, calmo, com boa luz para que fosse possível ler as notícias sobre os últimos acontecimentos nacionais (e aquelas além fronteiras, naturalmente).
A meio do caminho do meu destino, lembrei-me que podia dar uma boleia à minha mãe (para a missa vespertina). Liguei-lhe e claro que aceitou de imediato. Dei meia volta, apontei o carro rumo a Lisboa e o mais rápido que consegui estava à porta de casa.
O percurso de casa até à Igreja é relativamente curto. Sem trânsito, mais curto se torna. A dada altura do percurso, numa faixa da direita do "BUS" (que necessitei de utilizar para cortar à direita mais adiante) passei por cima de um buraco. É daquelas coisas que quando percebemos, já aconteceu. Não tive muita chance de me desviar. Nem era bem um buraco, era mais uma depressão do piso. Mas senti logo a roda dianteira direita começar a fazer barulho.E senti de imediato uma "prisão" na direcção em simultâneo. Pensei que poderia ser um pneu estoirado ou jante partida..mas não. Quando saí do carro não vi nada disso.
Abreviando a história, e porque entretanto não tive escolha em ir a uma casa de pneus ali perto, que já conheço há muito tempo e na qual trabalha um gerente que detesto. Depois de me ter feito esperar uma meia hora, comigo a ficar maluco - e quando a minha ideia era tentar perceber o que estava estragado - percebi que afinal o ter passado por cima da tal depressão apenas veio acelerar um processo que já estava em curso de destruição do rolamento da roda em causa. Foi uma coincidência infeliz, portanto.
Concluindo, ainda que fosse fortemente advertido para chamar a assistência em viagem para levar o carro para uma oficina, não o fiz. Com a roda a andar aos "s´s" fui arrumar o clássico na garagem e liguei para um bom amigo que me vai ajudar a resolver esta situação (tem um mecânico conhecido que poderá ficar com o meu menino e pô-lo funcional de novo). Há coisas piores!

domingo, janeiro 24, 2016

Eleições Presidenciais 2016

Já cumpri o meu dever cívico. Mais precisamente, às 0830H.
Este momento eleitoral é particularmente importante para a Nação. Em primeiro lugar, porque temos um Governo em funções que começa a dar sinais de instabilidade. A sério? Sim, a sério. E mais tensão ou instabilidade irá evidenciar quando houver a obrigatoriedade de adopção de medidas impopulares que não agradam ao quadrante da extrema esquerda (PCP, Bloco, PAN).
Em segundo lugar, porque é necessário que haja um Presidente da República em plenas funções. Quero com isto dizer que é importante que haja mais diálogo. Mais comunicação. Mais exercício das responsabilidades presidenciais, em detrimento de uma função meramente administrativa e ausente que foi apanágio do Presidente cessante.
Em terceiro e último lugar, é importante um Presidente que tenha uma visão abrangente do teatro nacional e internacional. Que não esteja "acorrentado" a uma máquina política e que de forma independente e responsável possa defender os interesses nacionais. Só há um candidato (dos 10 propostos) que têm essa capacidade. O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Daí ter merecido o meu voto e estou certo que consegue a maioria absoluta à primeira volta.

domingo, janeiro 17, 2016

Novo Governo...Novas Políticas

Tem-se assistido nas últimas semanas a uma série de iniciativas (populares) conduzidas pelo actual Executivo. Ainda que possam parecer medidas correctas e adequadas, a verdade é que não é assim.

Justiça

Uma das áreas em que é (e será sempre) necessária uma atenção muito especial. Destaco duas situações recentemente tornadas públicas: a reabertura de alguns tribunais e a não publicação da lista de pedófilos. Não entendo por muito que tente. Então se os tribunais foram encerrados em sequência de uma tentativa de centralização de recursos humanos (leia-se afectação de mais magistrados para determinados círculos) tendo como objectivo o abreviar a resolução de alguns processos fará sentido reverter aquela decisão tomada pelo Governo anterior? Quanto à questão da lista dos pedófilos o meu melhor comentário é....não conseguir perceber qual é a razão de não serem publicamente conhecidas as pessoas que  têm prazer sexual molestando crianças. Sinceramente, e à semelhança de outras tantas coisas, dá ideia que há (?) muito boa gente com o rabo preso e daí não ser interessante divulgar a tal lista sem um escrutínio cirúrgico dos nomes que nela constam. E enquanto essa avaliação não finda...continua a devassidão, pouca vergonha e a não punição destes desequilibrados mentais.

TAP

Outro tema quente. Bruxelas "obrigou" o anterior Governo a preparar (entre outras) a privatização da TAP. Tenho acompanhado com atenção este dossier. Começando e acabando pelo facto de ter trabalhado naquela empresa, bem como estar ligado ao sector da aviação. O que se percebe (e é público) é que a TAP tem um passivo de 1.000 milhões de euros. E que este passivo é conhecido em Bruxelas. Numa análise simplista, mantendo a empresa nacionalizada, e para manter os postos de trabalho actuais, haveria um momento em que seria necessária uma injecção de capital na mesma. Como aliás sempre foi feito nestes anos à custa do erário público. Com a adopção das medidas de austeridade ficou claro que a companhia aérea teria de ser privatizada. 
Houve alguns concorrentes (sendo que um foi preterido por não reunir as condições necessárias e entendidas pelo anterior Governo) e alguns desistiram da corrida na medida em que o passivo era altíssimo e obrigava a um "músculo financeiro" tal...que tornava o negócio desinteressante. E por último surgiu o actual consórcio com quem foi feito negócio e que agora perde uma posição maioritária. A minha questão é simples: como é que tal é possível? Então foi feita uma injecção de capital, vai ser modernizada a frota (tem subjacente mais custo), mantém-se a mesma estrutura organizacional (custos fixos obscenos) e reverte-se a privatização sendo que o tal consórcio...deixa de ter uma posição dominante ou maioritária?? O que tem sido publicado é isto. Eventualmente haverá mais informação que não é tornada pública. Mas......façam-se mais privatizações!! Porque afinal são boas...para o Estado Português. Que basicamente, e no final do dia, foi quem ganhou! Este tipo de negociata "turca" vai dar mau resultado. Para começar pela instabilidade que provoca nos mercados internacionais. E na falta de idoneidade que fica associada a negócios que deviam ser transparentes. Veremos qual será o desfecho.


Educação

Mais uma área sensível. Todo o trabalho que foi feito pelo anterior Ministro da Educação....é agora desfeito em pouco mais de um mês. Deixa de haver exames nos vários níveis de escolaridade. Acho óptimo. Se já havia (muitas) pessoas que não sabem escrever e conseguem terminar uma licenciatura...agora então vai ser lindo. É com tristeza que vejo este tipo de medida ser adoptada. Tudo o que foi feito para permitir um acompanhamento mais próximo dos alunos (e quiçá uma avaliação dos professores) é abandonado. Deixou de fazer sentido. E no final, contrariamente ao que muitos possam pensar, quem paga a factura serão as crianças. Quem ninguém pense o contrário.

E poderia continuar aqui a comentar os últimos acontecimentos. Em jeito de conclusão não faz qualquer sentido pensar desta forma. Portugal, em 3 ou 4 meses, não deixou comutou de uma situação de falência para uma situação de conforto que lhe permita a adopção destas medidas que têm vindo a ser tomadas pelo Governo que (ilegitimamente) está à frente de Portugal. Se durante os últimos anos foram tomadas muitas medidas impopulares..com grande sacrifício de todos nós, não faz sentido que neste momento se viva um momento de descomprometimento com as mesmas. Nada, repito, nada mudou e continuaremos a fazer equilibrismo no fio da navalha. Com a agravante que a brincadeira poderá sair muito cara a Portugal. A todos nós.

domingo, janeiro 10, 2016

Paragem de Digestão

Não é a primeira vez que me acontece e acredito que não seja a última. Não há muito a dizer. Inicialmente fiquei confuso se não seria o vírus da gripe que tinha decidido visitar-me. Uma das razões foram as dores musculares que senti. Em todos os músculos do meu corpo. E os arrepios em simultâneo com os suores frios. Uma coisa esperta, portanto.
Estes episódios pontuais podem ter diversas origens, pelo que percebo. Uma delas poderá ser a ingestão de bebidas frescas a meio da noite (não aconteceu), algum esforço físico intenso (também não foi o caso). Ou então foi algo que aconteceu sem eu ter dado conta e que terá contribuído para isto.
Outra possibilidade que tenho pensado será uma virose. Os sintomas são similares aos da paragem da digestão e poderão explicar os fenómenos da diarreia e vómitos. Basicamente, uma resposta do organismo à presente de um agente estranho. E graças a Deus correu tudo bem. Agora é descansar e estar atento a possíveis réplicas.

domingo, janeiro 03, 2016

Ano Novo....Vida Nova?

Inicio o primeiro "post" deste ano de 2016 partilhando convosco que estou cansado. É verdade. Estou mentalmente cansado. Como noto isso? Simples. A minha capacidade de memorização é muito inferior à que já tive e isso faz com que a interiorização ou retenção de factos que tiveram lugar no curto/médio espaço de tempo seja praticamente nula. 

Imaginem uma "pendrive" com uma determinada capacidade de armazenamento. Agora imaginem que essa capacidade está quase esgotada. E tentem gravar um ficheiro cujo tamanho é superior a essa capacidade. Que acontece? Não vai dar para gravar. Vai dar erro. E a menos que se liberte ou apague alguma informação desnecessária, o novo ficheiro não será gravado.

É um pouco o que acontece comigo neste momento. Tenho muita informação armazenada que não é mais necessária. O ano de 2015 foi rico em eventos que, de forma positiva ou negativa deixaram alguma marca. E essas marcas não foram convenientemente apagadas por mim. Resultado: há um acumular de experiências (i.e. informação) que em paralelo com picos de trabalho faz com que tenha chegado a este ponto de (quase) incapacidade de memorização. Ajuda o facto de também ter marcado as minhas férias de 2015 de forma idiota e inconsequente. Porquê? Porque se passaram meses sem que me permitisse o tão necessário descanso para alívio da pressão e "stress". E o resultado está à vista.

Mas adiante. Em tempo de resoluções do ano novo, pensei 3 domínios principais: a) Saúde, b) Família e c) Trabalho. Partilho convosco, abaixo, as minhas expectativas para este ano.

a) Saúde: Este ponto está intimamente relacionado com os outros dois. Sem saúde não posso valer a quem precisa de mim (Família) e não posso trabalhar para ganhar dinheiro. De forma simplificada é isto. Quero, por exemplo, marcar as minhas férias de forma criteriosa e tendo presente que não posso passar tanto tempo sem descansar. Isto evitará que chegue ao final do ano com a língua de fora. 

Também em 2016 vou iniciar uma actividade desportiva diferente daquela que fiz até agora.  Ou melhor, abandono o "crossfit" (desporto) e vou para algo completamente diferente: o "krav maga". (defesa pessoal, sem que seja desporto propriamente dito). São actividades com propósitos e razões de ser distintas. Enquanto que o "crossfit" é uma actividade que tem associada uma enorme solicitação de todos os grupos musculares, durante um determinado período de tempo (usualmente curto), já o "krav" (como carinhosamente lhe chamo) é algo mais...sério. Não que o "crossfit" não o seja, muito pelo contrário. Mas são actividades com objectivos finais muito diferentes. 

No "krav maga" um exercício mal executado pode traduzir-se (para além de uma lesão ou penalização em exame), numa infelicidade no contexto real aquando de um ataque/contra-ataque. Ou seja, não conseguir aplicar na prática o que se treina e decorrer daí um infortúnio. No"crossfit" as coisas são um pouco diferentes. Um exercício mal executado poderá ter como consequência (além de uma lesão) uma penalização em provas oficiais desta modalidade. Dependendo naturalmente do objectivo de cada um, parece-me mais grave a consequência de uma técnica do "krav" mal executada aquando de uma emergência do que uma técnica mal executada no "crossfit". Mais uma vez, é a minha opinião pessoal e falo com propriedade porque estive um ano no "crossfit" e gostei bastante.

Por outro lado há a questão do desafio pessoal e objectivos. No "crossfit" não consegui estabelecer objectivos ou um desafio pessoal que me fizesse tentar superar-me continuamente. No "krav" as coisas, aparentemente (e do que leio), serão diferentes. Há "níveis" (cintos) que reflectem a evolução do praticante desta modalidade. Isso pode ser muito bom para mim na medida em que irá haver uma contínua vontade em aperfeiçoar técnicas tendo como objectivo o evoluir e sentir orgulho pessoal nisso. Vamos ver. Tenho todo o ano de 2016 para experimentar. E espero mesmo que goste.

b) Família: O ano em que a cegonha vem de Paris e traz a Maria Luísa. A minha primeira sobrinha. Confesso que estou um pouco ansioso para perceber o que vou sentir quando vir a menina. O Afonso já está um homem feito (faz 4 anos em Março) mas é rapaz. É diferente. A Maria Luísa é...uma menina. E será sempre uma princesa. E como tio zeloso que sou, vou naturalmente protegê-la dos galifões que andam por aí. Faz parte. E daí ter iniciado o "krav" (estou a brincar, mas só na parte que diz respeito ao krav...). Relativamente aos meus pais, e como até aqui, continuarei a ajudar sempre. Já têm uma idade que precisam de mais atenção e ajuda. E estarei sempre por perto. 

c) Trabalho: O terceiro ponto, mas nem por isso menos importante. O ano novo terá de, necessariamente, ser melhor que o anterior. Chama-se a isto melhoria contínua. Em vários aspectos, começando pela questão de não viver em demasia as coisas (sendo que depois isso me afecta), ter de melhorar a minha relação com alguns colegas e continuar a evolução positiva daqueles projectos que, felizmente, coordeno e que correm bem. Persistência, tenacidade, rigor e disciplina. São factores que terão de estar sempre presentes. 

Também prevejo neste novo ano que a minha actividade formativa seja muito forte. O final de 2015 mostrou isso mesmo e estou em crer que a minha afectação à actividade formativa será, tendencialmente superior. Veremos.

Para terminar, desejo um óptimo 2016 para todos(as) os(as) meus(minhas) seguidores(as). Tudo de bom!