domingo, março 27, 2016

Domingo de Páscoa e Aniversário do Afonso

O Domingo de Páscoa deste ano coincide com o aniversário do Afonso. Excluindo o Natal, dificilmente consigo imaginar um momento melhor para reunir a família toda.
Este Domingo especial do ano é, tipicamente, um momento em que a família se reúne para almoço (e jantar). Por outro lado, é um momento de introspecção e de visitas mais frequentes à Igreja durante a semana precedente. Por último, mas nem por isso menos importante, é uma quadra marcada pela confecção de doçaria e dos pratos típicos regionais portugueses característicos desta altura do ano, não esquecendo  claro está, os ovos de chocolate e as amêndoas - tenho de pensar em escrever um texto às amêndoas da Páscoa. 
O Afonso passa a Páscoa e o seu 4º aniversário com o Padrinho. É um "2 em 1", portanto. Por outro lado acresce o facto da mana do Afonso ter vindo, pela 1ª vez, ver o tio e os avós. Já disse ao meu irmão que as fotos que lhe tira não fazem jus à beleza da princesa ao vivo. E ainda disse-lhe que não seria má ideia pensar em tirar um curso de fotografia!!
Passei a tarde de ontem com o meu irmão a montar a prenda do Afonso: um "carro-de-corrida" da BMW (lógico):

Parece um carro simples de montar, não é? Não é tanto assim. Principalmente quando é necessário o aperto parafusos em zonas com acesso complicado. Foi uma tarde inteira nisto. Mas que valeu a pena, claro. Tudo foi montado sem que o Afonso desse conta e o brinquedo está escondido na garagem, ao pé do carro do Padrinho. Vai ser um momento único quando o vir pela primeira vez. Estou certo disso. E será um dia que dificilmente irá esquecer!! Aliás, se ele não quiser o brinquedo, quer o Padrinho!

Santa Páscoa para todos(as)!

domingo, março 20, 2016

Os reencontros com amigos

Há dias fui jantar com um antigo colega de faculdade (e amigo pessoal) que não via há vários anos.
Embora mantenhamos contacto regular (telefónico), o encontro será sempre diferente. Ao telefone não temos a percepção visual de como está a outra pessoa. Se engordou (inevitavelmente) ou se, por outro lado, faz algo para manter uma boa condição física (como este vosso escriba). Se perdeu cabelo (com o avançar da idade é natural, já que o ganhar é mais complicado). Ou se mudou o estilo de roupa que vestia. Entre outros detalhes.
O saldo deste encontro é, naturalmente, positivo. Basta que tenha sido possível. O que "per se" significa que ainda por cá andamos. Por outro lado, é uma pessoa que conheço há mais de 20 anos, com quem mantive contacto e reencontro após alguns anos. Pelo meio algum distanciamento por via de opções de vida diferenciadas. Falo de estudos (que no caso dele atrasaram bastante) e droga / álcool. Que sempre condenei, mas no caso dele foi uma saída, creio eu. E o que fez com que muita gente que o conhecia se tivesse afastado.
Há naturalmente sequelas de vários anos de drogas, álcool e ainda por um acidente de viação com traumatismo craniano e perda de conhecimento. Na forma de pensar é perfeitamente notório no discurso marcado por várias interrupções e recuperações. Há partes do discurso que são interrompidas pela confusão mental e baralhação. Para uma pessoa como eu, com pouca paciência para pessoas inseguras ou que erram de forma continuada, já se percebe que não começámos bem o encontro. Lá aliviei e as coisas correram melhor o resto do encontro. Pelo meio, relembrámos algumas histórias e algumas avarias que fizémos quando éramos mais novos que conduziu a algumas gargalhadas.
Este encontro teve a duração de um jantar numa 6F. Daí ter sido mais breve. Dentro de algumas semanas vamos estar juntos com outros colegas de faculdade. Vai ser uma noite bem divertida. Darei nota da mesma por aqui!!

domingo, março 13, 2016

Dívidas

Há um traço de personalidade que tenho bem vincado. A par e passo com a já "simpatia" que tenho com o tema "pontualidade", julgo este é um dos aspectos que melhor me caracteriza: honrar as dívidas.
Infelizmente apercebo-me que esta minha forma de estar (pagar o que me é devido) não constitui uma prática seguida por muitas pessoas. E adianto que algumas dessas pessoas até considero minhas amigas. Acreditem, não há coisa pior do que eu ter de andar atrás das pessoas para lembrar as pessoas para pagarem o que me devem. De memória, não tenho qualquer dívida com quem quer que seja. Muito, muito esporadicamente peço dinheiro emprestado para comprar alguma coisa. Ou porque não tenho mesmo dinheiro, ou porque me esqueci da carteira algures e preciso de pagar naquela instante. E naquele momento, de imediato, crio uma nota mental para, o mais rapidamente possível pagar o que me foi emprestado. Quer sejam 2 cêntimos, quer seja 10 euros. O critério é o mesmo e sempre fui assim.
Esta questão assume contornos especiais quando falamos em quantias mais avultadas. Por via da prestação de serviços (por exemplo) e em que os montantes são mais avultados. Ou seja, o serviço já foi prestado - a necessidade foi suprida - mas o pagamento do que nos é devido não foi. É errado. Em alguns casos, está com UMA pessoa (da tesouraria e já depois da despesa ter sido aprovada pela Administração) e, por alguma razão que me ultrapassa, não essa pessoa emite o cheque. É isto que acho incrível. Será possível alguém conseguir falar calmamente com alguém que não redige a quantia e o extenso do cheque com um atraso de 3 semanas? Julgo que não. Quando chego a esse ponto...opto por deixar andar mais tempo. Não falar com a pessoa para não a destratar. Afinal...não é a ela que falta o dinheiro. Tudo o que lhe é devido (e por via de trabalhar na tesouraria) deverá estar regularizado. O que não é dela...vai sendo tratado. Com calma. À boa maneira portuguesa!

domingo, março 06, 2016

Ficar em casa

Cada vez mais valorizo o tempo que passo em casa. Acaba por ser  normal e lógico, se tiver em conta as semanas de treino e trabalho que tenho tido ultimamente.
Entre o final da minha adolescência e os meus 30 anos (e qualquer coisa) saí muito à noite. E reforço o "muito". Foi um período caracterizado por muitas noitadas, muito álcool e tabaco. Seria normal que houvesse um período de descanso para recuperar.  Claro que quando se é novo, inverte-se com facilidade o quotidiano e passa-se a dormir de dia para se poder sair à noite. Quando as noitadas tinham lugar durante a semana era normal fazer gazeta às aulas da faculdade do dia seguinte e, no final, atrasei-me consideravelmente nos estudos.  
Creio ter escrito há alguns anos sobre a noite, se a memória não me falha. Não mudei muito a minha opinião. Socialmente, a noite é importante porque é a altura do dia em que as pessoas não estão a trabalhar (obviamente para quem não trabalha por turnos). Os jantares, as festas e tudo mais, acontecem de noite. É o momento do dia mais tranquilo, sem tanta pressão e em que as pessoas não têm de se preocupar (tanto) com os horários.
Não irei aqui massacrar os meus seguidores(as) falando das horas que fiquei a dever à cama. Ou seja, aquelas noitadas que fiz e em que tive de acordar cedo, comprometendo as necessárias horas de descanso. Qualquer pessoa consegue perceber isso com uma aritmética simples de adições e subtracções. Apenas para rematar....a noite envelhece as pessoas. E muito.
No presente...consigo ir jantar fora e ficar na conversa até cedo. Cedo, no meu actual conceito de horas, significa uma ou duas da madrugada, já na loucura. Mais que isso...é uma lotaria e cuja terminação passa mesmo por arranjar um local para encostar e passar pelas brasas!
Tento sempre que os jantares sejam marcados para cedo. Se tiverem lugar ao fim de semana...faço por tudo para dormir uma sesta e aguentar mais um pouco depois daquelas horas iniciais da madrugada. Nem sempre é fácil...mas tenho-me esforçado!!

Nota: Comemoramos hoje o 1000º texto publicado neste espaço. São muitos textos de opinião que ao longo destes anos foram sendo escritos. São partilhas, pensamentos e acima de tudo, sou eu mesmo. O meu muito obrigado aos seguidores(as)! E que continuem a gostar!