domingo, março 13, 2016

Dívidas

Há um traço de personalidade que tenho bem vincado. A par e passo com a já "simpatia" que tenho com o tema "pontualidade", julgo este é um dos aspectos que melhor me caracteriza: honrar as dívidas.
Infelizmente apercebo-me que esta minha forma de estar (pagar o que me é devido) não constitui uma prática seguida por muitas pessoas. E adianto que algumas dessas pessoas até considero minhas amigas. Acreditem, não há coisa pior do que eu ter de andar atrás das pessoas para lembrar as pessoas para pagarem o que me devem. De memória, não tenho qualquer dívida com quem quer que seja. Muito, muito esporadicamente peço dinheiro emprestado para comprar alguma coisa. Ou porque não tenho mesmo dinheiro, ou porque me esqueci da carteira algures e preciso de pagar naquela instante. E naquele momento, de imediato, crio uma nota mental para, o mais rapidamente possível pagar o que me foi emprestado. Quer sejam 2 cêntimos, quer seja 10 euros. O critério é o mesmo e sempre fui assim.
Esta questão assume contornos especiais quando falamos em quantias mais avultadas. Por via da prestação de serviços (por exemplo) e em que os montantes são mais avultados. Ou seja, o serviço já foi prestado - a necessidade foi suprida - mas o pagamento do que nos é devido não foi. É errado. Em alguns casos, está com UMA pessoa (da tesouraria e já depois da despesa ter sido aprovada pela Administração) e, por alguma razão que me ultrapassa, não essa pessoa emite o cheque. É isto que acho incrível. Será possível alguém conseguir falar calmamente com alguém que não redige a quantia e o extenso do cheque com um atraso de 3 semanas? Julgo que não. Quando chego a esse ponto...opto por deixar andar mais tempo. Não falar com a pessoa para não a destratar. Afinal...não é a ela que falta o dinheiro. Tudo o que lhe é devido (e por via de trabalhar na tesouraria) deverá estar regularizado. O que não é dela...vai sendo tratado. Com calma. À boa maneira portuguesa!

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