domingo, abril 24, 2016

Coisas que acontecem

A semana passada foi marcada por dois incidentes no treino (Krav Maga). O primeiro na aula de 2F e o segundo na aula de 5F. Em qualquer deles não tive culpa (directa ou deliberadamente). É importante esta nota.
O Krav, pelo que me é dado a conhecer até ao momento, é uma actividade de contacto físico. Mesmo que seja um contacto, digamos, suave e em ambiente de treino, por vezes é necessário aplicar mais força senão não se sente o efeito de uma reacção a um determinado ataque. Na 2F fui posto pela primeira vez em combate. Uma pequena simulação do que é um combate (quer para exame de atribuição de graduação / cinto) quer para simular o que poderá acontecer no mundo real. Calhou-me o Duarte, um miúdo com 19-20 anos, mas que já tem algum tempo de prática desta actividade, bem como tem bastante agilidade para 1,90 metros de altura. Significa isto que apanhei. Não só porque não fiz bem a guarda (defender os ataques), bem como pelo facto do Duarte ser mais alto e claro, por eu ter menos experiência. Se para ele foi "um passeio no parque"...para mim foi um momento de stress e frustração. Comer e calar, resumidamente. Até ao momento em que o consigo agarrar. Ele tem altura..mas não tem força. E nesse momento, quando o consigo agarrar pela cintura, concorrem imediatamente duas leis básicas: a) Menos altura = centro de gravidade mais baixo (logo maior equilíbrio) e "se tens um adversário com mais corpo que tu nunca te deixes agarrar". Foram dois aspectos que foram negligenciados até certa altura. Claro que quando o agarrei as coisas mudaram de figura. Quer com o Duarte quer com outro colega com que tinha combatido anteriormente, o Pedro. Também consideravelmente mais novo e mais alto que eu. Até que o instrutor me disse para combater com ele. Este combate já tem início depois de eu ter combatido duas vezes. Ou seja...já cansado. Resumindo...mais uma vez levei na corneta porque nem sempre me lembro de usar a guarda, mas o cenário mudou quando o agarro pela cintura e o levei ao chão. Foi aqui que roçou com a cara no chão, marcando a zona próxima do olho direito. Foi interrompido porque me fez uma chave de pescoço. Ao levantar-me, e sem querer, deu-me uma cotovelada na boca que me provocou dois cortes nos lábios (inferior e superior). Acontece.
Na 5F o infortúnio aconteceu quando em momento de gestão de stress (onde simulamos que estamos às escuras e não sabemos o que nos vão fazer), um colega agarrou-me o pescoço por trás. Denomina-se "estrangulamento à rectaguarda" e para o qual há uma defesa treinada. A primeira reacção que me ocorreu foi dar uma cotovelada. Rápida mas sem ser com força. Acertei-lhe abaixo do olho direito e fez logo uma nódoa negra. Acontece. Já ontem enviei uma mensagem ao meu colega pedindo desculpa.
Na 2F o instrutor enviou-me uma mensagem pedindo desculpa pela cotovelada (que deu sem querer) e dizendo que me estava a achar demasiado cansado. Respondi-lhe que neste momento estou a treinar bastante (crossfit) e que é essa a razão pela qual nas aulas de krav se tem notado alguma falta de rendimento. Mas não fiquei contente com esta explicação e assumpção, até que realizei o que está a acontecer: treino 4 x's por semana e quase não descanso. Deito-me tarde (para o que seria desejável) e acordo cedo. Aqui reside a explicação para o cansaço. Ontem dormi mais 7 horas (3 horas de manhã e 4 horas de sesta). Estou quase novo!! 

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