domingo, maio 08, 2016

Concerto AC/DC

Com um dos meus melhores amigos fui ver os AC/DC ontem, no passeio marítimo de Algés. Contando a história desde o início...
Depois de ter perfeito um vôo (ida e volta) a África, com meia dúzia de horas dormidas no total não foi a chuva e o vento (que me receberam no aeroporto de Lisboa) que me fizeram desistir de ir ver este conhecido grupo de (bom) rock and roll.
O actual vocalista fez a sua estreia com este grupo em Lisboa. Substitui uma lenda viva, que por motivos de saúde teve de se afastar. Era com grande expectativa (e algum cepticismo para muitos fãs) que esta actuação era esperada. Conheço várias pessoas que quando conheceram a impossibilidade do vocalista de sempre actuar e o substituto escolhido pediram a restituição do dinheiro gasto no bilhete. E a promotora do espectáculo fê-lo, de forma diligente. Melhor não podiam ter feito e ficaram muito bem.
Apanhei muita chuva nas primeiras duas horas em que cheguei ao local do concerto. Levava apenas um corta-vento fino que rapidamente fez com que a camisa que levava por baixo ficasse rapidamente ensopada. A partir daí foi tentar, dentro de uma logística importante (i.e. carteira com documentos pessoais e dinheiro, chaves do carro e telefone) não ensopar tudo e passar os próximos dois anos em repartições públicas a tratar de documentos pessoais.
Depois de uma banda que fez o início do espectáculo (não me recordo do nome) começaram então os AC/DC. Não podia ter sido um espectáculo melhor. Curiosamente não choveu mais durante todo o espectáculo e todas as músicas interpretadas, repito, todas que fazem parte do imaginário de qualquer fã, foram fielmente interpretadas. No final do espectáculo tive de apanhar um táxi para casa e aqui surgiu mais uma vez, a falta de respeito de algumas pessoas (Nota: tive de apanhar um táxi porque deixei o carro noutro local...e apanhei um táxi para o espectáculo com receio do estacionamento). Imagine-se uma fila de 60 pessoas para apanhar um táxi. E que naturalmente tem um início. Agora imagine-se que quando está quase a chegar a nossa vez aparece outra fila. Formada a partir do início da primeira, mas numa direcção oposta. E outras pessoas que corriam na direcção dos táxis para os apanhar antes de chegar à praça. Claro que deu barulho. E claro que tive de me indispor com um grupo de espanhóis. Resultado, cheguei a casa uma hora e meia depois do concerto ter terminado, Com a roupa húmida no corpo (quase seca entretanto), muito cansado depois das poucas horas de sono dormidas nas viagens..mas com a sensação de missão cumprida e contente pelo facto de ter vivido mais esta experiência com um dos meus melhores amigos. 

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