1. O nível de jogo que a Selecção Portuguesa mostrou hoje em campo contra a Croácia está nivelado com..um qualquer jogo amigável "pré"-Campeonato Europeu. E seguramente não será este o nível de jogo normal numa Selecção Nacional e da qual faz parte, por exemplo, o melhor jogador do mundo. Nota: É importante não esquecer que a generalidade dos jogadores chegam a este campeonato depois de uma temporada muito exigente; 2. Do pouco que vi e percebo de bola...o CR7 "acorda" no prolongamento. Faz um passo para o Quaresma que acaba por "mergulhar" na baliza croata facturando um golo que permite o acesso aos quartos de final; 3. Portugal não jogou bem. Teve sorte na finalização de uma jogada - que resultou num golo e é isso que interessa. Já a Croácia foi infeliz nas várias finalizações, mas foi notoriamente superior em campo. Conclusão: O resultado final do jogo de hoje não é mérito de Portugal. É demérito da Croácia.
domingo, junho 26, 2016
domingo, junho 19, 2016
Receber formação
Quem como eu, dá formação com muita regularidade, tem uma tendência inevitável para avaliar outras formações em que participa - enquanto formando.
Não é qualquer pessoa que tem jeito para dar formação. Desengane-se quem pensa assim. Dar formação não é só debitar informação. É interagir. É conhecer os tempos para falar e para ouvir. É não interromper. É, de forma eficaz e eficiente, passar a mensagem e validar no final da sessão de formação que não há dúvidas.
Ao longo dos anos fui melhorando as minhas sessões de formação em função daquilo que entendo ser o mais indicado e aproveitando as várias experiências das sessões de formação em que estive sentado (formando). Como diz o adágio popular, os bons exemplos devem ser seguidos. E no mundo da formação, os bons exemplos são aqueles em que o formador consegue que não haja conversa com o parceiro do lado ou ainda aquelas sessões em que o telefone não passa a ser mais interessante que o formador.
A conclusão à qual chego quando tenho formação é que, regra geral,....os formadores que tenho tido não conseguem cativar a sala. Como consequência fico, não raro, entediado. Eu e todos os outros formandos. E acrescento que as piores formações são aquelas que têm lugar no período da tarde!
terça-feira, junho 14, 2016
Estágio Krav Maga
Em primeiro lugar devo um pedido de desculpas por só estar a escrever estas linhas a uma 3F quando o faço normalmente aos Domingos. Bem sei que não terá qualquer importância para a maioria das pessoas que me segue..para mim tem. É um desvio ao que tenho como definido. Mas há uma explicação: krav Maga. Sim. Uma das minhas actuais actividades.
Falta pouco para um exame importante que simboliza a entrada na graduação. O estágio que me tomou os últimos 4 dias permitiu o contacto não só com outras metodologias de ensino, bem como com outros Mestres e alunos que gentilmente partilharam o seu conhecimento técnico.
Foram dias intensos, cansativos, mas que em momento algum me arrependo de ter participado. Excelente. Não me restam muitas palavras para descrever o quão identificado me sinto com esta actividade de defesa pessoal.
O meu instrutor entretanto abordou uma possibilidade para eu ir pensando e interiorizando: eu próprio vir a ser instrutor. Gostei. Ainda que tal não venha a acontecer nos próximos dois anos, senti que o meu esforço, empenho e dedicação são reconhecidos. E deu-me mais alento. Muito mais!
domingo, junho 05, 2016
Muhammad Ali (1942-2016)
Ninguém é indiferente ao desaparecimento do Muhammad Ali (nascido como Cassius Clay), e um pouco à parte de ser tido como o maior pugilista de sempre. Esta é apenas um dos ângulos importantes que importa reter quando falamos desta importante e incontornável personagem.
Viveu e cresceu numa das mais quentes épocas dos Estados Unidos marcadas pelo racismo e guerra do Vietname. No tema "racismo", li algures há uns anos atrás que o Muhammad Ali estava para o boxe como o "nosso" Eusébio estava para o futebol. Sendo ambos de côr, cresceram em sociedades marcadamente racistas e marcaram uma posição indelével. À sua dimensão e realidade não havia ninguém melhor do que eles. E isto alterou significativamente o paradigma da época. Nos dois países. De alguma forma foram "embaixadores" das duas modalidades destes dois países no estrangeiro. E cada um, à sua maneira, eram temidos pelos adversários.
Na questão da guerra há uma divergência clara. Mohammad Ali era um intelectual. Visionário e fiel às suas convicções, recusou-se a cumprir o serviço militar no Vietname em profundo desalinhamento com a política militar vigente. Já Eusébio cumpriu o serviço militar como qualquer cidadão português. Isto mostra bem a fortaleza das convicções de um e de outro...
Deixo abaixo algumas citações de Mohammad Ali fazendo jus à sua alma e na medida em que muitas delas deverão nortear as nossas vidas:
(...)
"É a falta de fé que faz as pessoas terem medo de aceitar desafios e eu acredito em mim mesmo."
"O Homem que não tem imaginação não tem asas."
" O Homem que vê o mundo aos 50 anos do mesmo modo que via aos 20 anos, perdeu 30 anos de vida."
(...)
Deus dê Paz à sua alma
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