domingo, junho 05, 2016

Muhammad Ali (1942-2016)

Ninguém é indiferente ao desaparecimento do Muhammad Ali (nascido como Cassius Clay), e um pouco à parte de ser tido como o maior pugilista de sempre. Esta é apenas um dos ângulos importantes que importa reter quando falamos desta importante e incontornável personagem.
Viveu e cresceu numa das mais quentes épocas dos Estados Unidos marcadas pelo racismo e guerra do Vietname. No tema "racismo", li algures há uns anos atrás que o Muhammad Ali estava para o boxe como o "nosso" Eusébio estava para o futebol. Sendo ambos de côr, cresceram em sociedades marcadamente racistas e marcaram uma posição indelével. À sua dimensão e realidade não havia ninguém melhor do que eles. E isto alterou significativamente o paradigma da época. Nos dois países. De alguma forma foram "embaixadores" das duas modalidades destes dois países no estrangeiro. E cada um, à sua maneira, eram temidos pelos adversários.
Na questão da guerra há uma divergência clara. Mohammad Ali era um intelectual. Visionário e fiel às suas convicções, recusou-se a cumprir o serviço militar no Vietname em profundo desalinhamento com a política militar vigente. Já Eusébio cumpriu o serviço militar como qualquer cidadão português. Isto mostra bem a fortaleza das convicções de um e de outro...

Deixo abaixo algumas citações de Mohammad Ali fazendo jus à sua alma e na medida em que muitas delas deverão nortear as nossas vidas:

(...)

"É a falta de fé que faz as pessoas terem medo de aceitar desafios e eu acredito em mim mesmo."

"O Homem que não tem imaginação não tem asas."

" O Homem que vê o mundo aos 50 anos do mesmo modo que via aos 20 anos, perdeu 30 anos de vida."

(...)

Deus dê Paz à sua alma

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