domingo, julho 31, 2016

Feitios complicados

Bem sei que não sou fácil. Mas há pior que eu. Bem pior.
Hoje em dia há uma tendência e facilidade muito grande em querer que as pessoas façam aquilo que lhes parece ser o certo: que falemos como acham que se deve falar, que façamos o que acham que deve ser feito, etc..
A questão é que esta forma de pensar tem dois (grandes) problemas associados. Em primeiro lugar, sugere a anulação de alguém. Em segundo lugar revela autismo e egocentrismo.
Ninguém tem o direito de fazer com que uma pessoa se anule. É errado. Imoral. As pessoas são livres de realizar as suas escolhas e fazer o que bem lhes apetece, quando e como lhes convier. 
O autismo e egocentrismo andam de mãos dadas quando apenas é possível ver um ponto de vista. Não são aceites outros. E se quer que seja tudo feito à sua imagem....

domingo, julho 24, 2016

Exame Krav Maga

Passei com êxito o primeiro exame do Krav Maga. Oficialmente já faço parte da "família" do Krav Maga.
Não vou dizer que foi fácil. Para mim não foi. Foi necessária alguma disciplina e aperfeiçoar durante duas semanas algumas técnicas que seriam avaliadas em exame. Meia hora antes da aula propriamente dita.
E agora? Aperfeiçoar os pontos menos bons e continuar. Próximo cinto. Com a mesma determinação. Sem quebrar.

domingo, julho 17, 2016

Condecorações

Sou contra estas condecorações atribuídas aos jogadores da Selecção Nacional de Portugal. E especialmente por serem condecorações atribuídas a atletas que não fazem mais do que a sua obrigação. A minha verdade é esta. 
Naturalmente que aceito (mas não concordo) que haja lugar a este tipo de reconhecimento por parte do Presidente da República (PR) pelos serviços prestados pela Selecção Portuguesa de Futebol lá fora. Mas acho exagerado serem condecorados. E explico porquê.
Há um risco muito alto de as medalhas se esgotarem. Afinal não serão só 23 medalhas para os jogadores convocados (e suplentes que também merecem). Terão de ser acrescentadas medalhas para os representantes de Portugal no atletismo, no lançamento do pêso, no hóquei em patins, no remo, futebol (sub-21) e por aí adiante. Ou não serão também representações dignas de Portugal no estrangeiro? Ou serão por algum acaso actividades de somenos importância? E não ocorre a ninguém condecorações póstumas para os 3 militares da Força Aérea Portuguesa (FAP) que morreram ao serviço pela Pátria? Não estavam a beber jolas no bar da messe. Estavam em serviço.
Sinceramente, acho perigosa esta decisão do actual PR. Se por um lado, a minha apreciação é globalmente positiva deste mandato, até agora, por outro lado começo a ver algum tipo de exagero em algumas situações. Esta é uma delas. Escusada. Exagerada. E que certamente abrirá um precedente com as devidas consequências.

domingo, julho 10, 2016

Final Europeu 2016

Começo por dizer que nunca esperei que Portugal conseguisse chegar a uma final deste Europeu de futebol. Bem sei que percebo mais da produção de azeite que de futebol, mas também acho que consigo perceber se um tipo chuta ou não chuta bem um esférico. Não me parece que seja preciso ter um doutoramento para ser possível perceber isso.
À semelhança de tantos outros eventos do género, mais uma vez Portugal pára (literalmente) para ver a sua Selecção de futebol jogar. Seria inédito e não corresponderia à verdade dizer que não gostei da vitória de Portugal frente à Hungria ou à Polónia. Confesso que até hoje estou para perceber como. Especialmente com estas duas equipas que em campo foram incontornavelmente superiores. Mas a sorte esteve do lado de Portugal. E no final do jogo, o resultado foi-nos favorável. Ainda bem,
Este tipo de situação leva-me a outro tipo de considerações. A sorte. Sem querer ser saudosista, sou levado a pensar que há 30 ou 40 anos, sorte era algo que não existia. Havia sim talento para jogar à bola ou não. Sem muito mais. Se uma Selecção soubesse jogar à bola ganhava o jogo. Se não soubesse jogar, era afastada da competição e voltava para casa mais cedo. Mas nos poucos filmes que há daquela época, vejo raça. Vejo "nerv" (termo inglês que será sinónimo de raça, fibra) e vejo o mesmo foco que até há hoje: a vitória. Mas actualmente não percebo isso na nossa Selecção. Há sim uma grande mediatização de tudo (o que não deixa de ser normal face ao avanço dos tempos e tecnologias) e há uma pressão esmagadora em alguns jogadores. 
Estou perfeitamente à vontade para, mais uma vez, falar de futebol como sendo algo que me estimula menos que um documentário no National Geographic sobre a reprodução dos hipópotamos que vivam continente africano profundo. Esta é a minha verdade. Contudo, quando me lembro, não deixo de deitar o olho (quando me lembro que Portugal joga) e invariavelmente fico enfadado. 
Esta Selecção de futebol não reflecte a fibra dos jogadores de outros tempos e que efectivamente jogavam um futebol diferente (e melhor). Naturalmente que esses mesmos jogadores, e em abono da verdade, não tinham jogado antes em campeonatos exigentes o que levava a um cansaço acrescido. Mas não é disso que estamos a falar, certo? Um atleta de futebol profissional tem de aguentar este tipo de vida / solicitação. Será isso que também justifica o seu salário.
Ainda assim desejo que Portugal ganhe à França. Boa sorte.

domingo, julho 03, 2016

Lisbon Air Race 2016

Hoje é o segundo (e último dia) do Lisbon Air Race que está a decorrer no Parque das Nações, em Lisboa. Trata-se de um evento muito similar ao "Red Bull Air Race" (RAR) sendo que, na minha opinião, peca pela escassez de recursos e por uma notória lacuna na organização - atrasos. Não deixam de ser organizações com dimensões diferentes e, "no final do dia", isso acaba por ser reflectido em termos do espectáculo em si.
Aparte destes "pequenos" detalhes, as condições climatéricas também não eram de feição à hora prevista para o início do evento: muito vento que aliado a uma temperatura atmosférica alta (significa correntes de vento ascendente que podem interferir com sustentação das avionetas). Esta poderá ter sido uma das explicações para haver um atraso significativo nas várias secções e algumas trocas no programa. De resto, gostei do espectáculo. A zona ribeirinha acaba por ser convidativa a um passeio nestes dias soalheiros e como tal, este entretém gratuito acabou por reunir nas margens uma moldura humana interessante (e curiosa). Para hoje estão prometidas algumas surpresas que estou curioso para ver! E registar para a posteridade!! :)