domingo, agosto 14, 2016

Incêndios

Se a memória não me trai, já devo ter escrito sobre incêndios florestais umas 2 ou 3 vezes. É um facto incontornável este flagelo que anualmente se verifica em Portugal.
Com grande tristeza minha, em alguns casos, verifica-se o desaparecimento de coberto vegetal autóctone. Associado a isso estão espécies raras quer da flora quer da fauna que, por via do fogo, deixam de ter condições para a sua sobrevivência. P.S.: Há algumas espécies de aves que apenas conseguem nidificar se estiverem reunidas algumas condições específicas e regionais para tal. E essas condições são próprias de algumas zonas do nosso País.
Um dos aspectos que sempre fez e irá continuar a fazer muita confusão na minha cabeça é efectivamente a questão da prevenção dos fogos florestais e/ou o aprovisionamento de meios para o combate aos mesmos. Qual é o plano que está no campo para evitar que tenham lugar os fogos florestais? Fará sentido que seja depois de um roubo que se pense em trocar a fechadura da porta de casa? Ou será depois de ter sido mandado parar numa operação STOP que pensamos que não devíamos ter bebido os 4 whiskys e aquelas duas caipirinhas? Ou ainda será que é depois de estarmos com um escaldão que nos lembramos que não devíamos ter adormecido ao Sol? Não me parece.
Começo o texto de hoje referindo que já escrevi neste blogue sobre o tema algumas vezes. O que de si denota que é mau sinal estar a repetir-me. Não é relevante apontar o número concreto e objectivo das vezes que já escrevi. É mais importante perceber que não há nem nunca houve um plano de prevenção dos fogos florestais. Ou se há, não é eficaz e tem de ser rapidamente repensado. E a área ardida / ano fala por si. E isto não entrando no detalhe (óbvio) das famílias que perdem as suas casas, pertences pessoais, etc..
Dir-me-ão que não se pode erradicar a 100% as mortes na estrada causadas pela condução sob o efeito do álcool. Bem sei. Mas terei de adiantar que tudo depende das políticas adoptadas pelos vários Governos. Para esse problema, posso sugerir uma maior fiscalização dos condutores nas estradas. Particularmente em zonas de diversão nocturna. Fiscalização à portas dos bares e das discotecas. Disponibilização de maior oferta de transportes "porta-a-porta" e também disponíveis nos locais onde se verifica um maior consumo de álcool, entre outras soluções que poderão ser avaliadas quanto à  sua viabilidade.
O mesmo critério e seriedade deverá estar presente quando se debate o tema dos fogos florestais. Porque razão não são postos em prática os modelos tantas vezes debatidos (e.g. os presos ajudaram na limpeza das matas, o endurecimento das penas de prisão para os incendiários, incremento das patrulhas das matas e florestas)? Não tenho uma resposta lógica para estas questões. Da mesma forma que não tenho resposta para o facto de eclodirem em simultâneo 5 focos de incêndio em linha recta separados por metros de distância...
Mais uma vez, ficam muitas questões por responder. Muitas.

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