domingo, setembro 25, 2016

Ir e vir de pessoas

Esta semana foi marcada pela entrada (conhecimento de pessoas novas) e pela saída de outras pessoas que em algum momento tinham estado, voltaram a entrar e saem agora de novo da minha vida.
Algumas das pessoas que "saem de novo" têm de perceber uma coisa: não corro atrás de ninguém. Lamento. Deixei-me disso. Só faz falta quem cá está. A nossa vida é isto mesmo. Marcada por (re) encontros e desencontros. Congratulo-me, naturalmente, por ter pessoas que agora entram, e espero que com as mesmas consiga aprender coisas novas e claro, crescer, enquanto pessoa. Com as outras pessoas, uma palavra de carinho e a garantia de não ressentimento da minha parte. Não sou pessoa disso. E nunca fiz, não faço e nunca farei nada...de ânimo leve, ou levianamente, se preferirem! 

domingo, setembro 18, 2016

Perda de identidade

As minhas linhas de hoje são dirigidas a duas pessoas que conheço, há alguns anos, e que tenho para mim que não são felizes. Ou completas, se preferirem.
Não interessa quem são. Interessa-me mais que leiam estas linhas. Que interiorizem a informação e que consigam sair de uma vez por todas das relações nas quais se encontram porque confundem "amor" com "pena" e isso não é bom. Nem para as relações (que passam a ser de fachada) quer para elas, na medida em que há um desgaste enorme e uma quase total eliminação da força anímica e ou inteligência emocional. São pessoas com idades diferentes e experiências ou percursos de vida naturalmente diferentes. Ainda assim, em ambas as relações, há um denominador comum: infelicidade. E em ambos os casos causada pela falta de atenção complementada pela (quase certa e conhecida) infidelidade dos respectivos.
A minha (e de qualquer pessoa) questão é: porquê manter a relação? A resposta certa nem elas sabem. Dizem-me que amam as pessoas com quem estão. Eu rebato dizendo que o "amor" não pode ser a justificação para a infelicidade que vivem e o aparar todos os golpes e faltas de consideração que vão vivendo. Oiço silêncio do outro lado. E invariavelmente surge a mudança do tema. Não querem aprofundar muito o tema. Porque não lhes interessa. Porque têm medo de deixar fugir aquele que as magoa. Que não as respeita. Que não está minimamente interessado em melhorar o quotidiano de ambas. E asseguro que, conhecendo-as como conheço, é preciso muito pouco para conseguir tal feito. Muita pena que não lhes seja dado o devido valor.

domingo, setembro 11, 2016

Limites individuais

Os últimos dias têm sido marcados pelas várias notícias (e artigos de opinião) sobre as lamentáveis mortes dos 2 soldados que frequentavam o 127º Curso de Comandos de Portugal. Aproveito o momento para aqui deixar os meus pêsames às famílias de ambos.
Estou certo que irá surgir muita discussão em torno deste tema. Para mim, o cerne da questão reside nos limites individuais. E que em ambos os casos foram superados. Consciente ou inconscientemente. 
Perceber, individualmente, onde estão os limites do nosso corpo, é um dos aspectos mais importantes que todos nós temos de ter sempre presente. Por outro lado, o corpo de instrutores deve conseguir perceber - por via de treino específico para isso - quais os limites de cada instruendo. 
Na minha perspectiva e assumida forma (leiga) de ver as coisas, é isto que interessa avaliar. Esta análise possibilitará retirar ensinamentos que impossibilitem a recorrência deste tipo de episódios no futuro.
Mais de 100 cursos desta tropa especial foram até hoje realizados. Trata-se de uma tropa especial (à semelhança de outras como sejam os fuzileiros, rangers e pára-quedistas) que tem como missão a intervenção em teatros de guerra complexos, tipicamente via terrestre. Teatros onde as condições climatéricas são normalmente adversas (i.e. altas temperaturas, frio glaciar, chuva intensa, lodo, poeiras, etc.) e não onde não há lugar a complacências. Quem se junta à família de Comandos, sabe que a vida facilitada deixa de existir a partir do momento em que deixam de ser civis.
Um dos momentos em que cada indivíduo pode ser testado e avaliado - para ser conhecida a sua capacidade de resistência aos meios que refiro acima - é na recruta. Outro será no treino contínuo que as tropas especiais têm de realizar para estarem aptas para reagir a qualquer situação e em qualquer ambiente. E é aqui que poderá residir uma das razões para as mortes.
Como em tudo, o ser humano tenta sempre superar-se. Acontece, como se sabe, em qualquer actividade desportiva e até profissionalmente. Só assim é possível melhorarmos e estarmos mais aptos a fazer face às adversidades e desafios do dia-a-dia. A realidade do curso de Comandos não é diferente. É preciso ter muita força de vontade, espírito de sacrifício e de elevada abnegação. Contudo (e porque há sempre um mas), também é necessário saber parar. Dizer que não somos capazes. E informar o responsável local dessa mesma situação. Ainda que isso possa significar a eliminação do curso. A morte não pode significar o limite testado. 
Não me vou alongar mais até porque neste momento não são conhecidas as causas de ambas as mortes. Neste momento, avançar teorias é pouco honesto. Há alguns detalhes que só o corpo médico e comunidade científica poderão ajuizar e avaliar com conhecimento de causa. 
Em todo o caso, pessoalmente, entendo que jamais e em tempo algum deve ser colocada em causa a extinção do corpo de Comandos.

domingo, setembro 04, 2016

Netflix

Para quem como eu é viciado em séries televisivas (e alguns filmes), há desde há alguns meses a esta parte uma nova tentação no mercado nacional - chama-se canal "Netflix".
Há dois princípios que norteiam o funcionamento deste canal: "pay-to-view" e "streaming". No meu parco conhecimento informático tentarei partilhar em que consiste cada um deles.
O primeiro princípio é relativamente simples. Pagar para ver. É um canal que funciona como repositório de vários conteúdos televisivos (séries e filmes), devidamente actuais e legendados. Está também subjacente uma lógica de mercado e uma consequente entrega de um produto melhor em função do que se paga - há três opções de planos possíveis. Em resumo, quanto mais alto fôr o preço pago pelo plano, melhor a qualidade do vídeo que se pode aceder (se o mesmo estiver disponível nesse formato) e ainda maior a quantidade de dispositivos (e.g. PC, tablets, smartphones, etc.) em que será possível visionar os conteúdos em simultâneo.
O segundo princípio também é fácil de resumir. Assenta no facto de não ser necessário ocupar memória dos dispositivos (i.e. gravar para ver mais tarde). Existindo uma ligação à internet, em qualquer ponto do mundo e a qualquer hora é possível seguir a(s) série(s) preferida(s). Ou ver um filme.
Há 3 formas de pagamento para acesso aos conteúdos: Paypal, VISA e através da compra de cartões nas lojas do grupo Sonae/Sierra. Aqui, neste ponto em concreto vejo uma desvantagem. Se alguém tiver dificuldades de mobilidade e não possuir uma conta no Paypal ou não quiser associar o cartão VISA, à partida não conseguirá aceder ao canal "Netflix". É certo que haverá sempre alguma solução, mas não é prático para quem não verificar as duas primeiras condições. No nosso mercado (Português) - e por mim falo - uma opção de pagamento por "homebanking" seria muito bem recebida. Assim sendo, opto para já, e enquanto não surge outra opção, comprar os cartões. 
Com o pagamento realizado, o processo subsequente é simples. É necessário criar uma conta na internet e depois colocar o código que está no cartão (se fôr esse o meio de pagamento escolhido) no local respectivo. E os conteúdos ficam disponíveis. E asseguro que são milhares!
Um aspecto positivo é o chamado período de experimentação ou teste. Durante um mês, depois de criada a conta, a Netflix oferece gratuitamente o acesso aos conteúdos. A partir daí, para aceder, é necessário proceder ao pagamento nos moldes que refiro acima. 
Nota: Actualmente, há alguns televisores de última geração que já disponibilizam o acesso a este canal. Gratuito durante o primeiro mês. Pago a partir daí!