domingo, outubro 02, 2016

Cartões de Pontos

Sou um confesso ávido coleccionador de cartões de desconto: desde hipermercados, combustíveis, lojas de roupa, etc.. Poucos serão os cartões que não devo ter. É um facto. Em alguma altura fidelizei-me ou aderi a determinado programa de descontos/pontos dessa empresa na convicta expectativa que no futuro ía poder usufruir de um agradável e interessante desconto. Daqueles descontos que nos fazem ficar com um sorriso vitorioso na cara - após 9 longos e extenuantes anos de acumulação de pontos - e o querer ter à vontade de olhar para as pessoas que estão atrás de nós na fila, e repetindo de forma autista e em voz alta o valor de 200 euros da despesa e entregando o cartão dos pontos para pagar, em vez do VISA ou MB. E dar-se o caso de, nesse dia,  esse cartão não ser lido pela máquina e termos mesmo de usar o cartão de débito. Como até aí!
Mas há outros inconvenientes. Um dos inconvenientes destes programas de pontos (fidelização) é precisamente a quantidade de cartões com que alguém passa a ter de andar. Dezenas. Sendo que alguns deles são utilizados uma única vez - no momento da adesão e para ser obtido um desconto de 15%. Outro inconveniente associado com o anterior - e já me aconteceu muitas vezes - é precisamente não andar com todos os cartões sempre que ando na rua. E claro, invariavelmente acabo por ir - sem que tivesse pensado nisso quando saí de casa - e algum local onde poderia ter tido desconto. E não usufruo do mesmo. Ou seja, de nada vale ter os cartões se não andarmos sempre com eles. Por último, a validade dos pontos. Na generalidade destes programas há uma validade dos pontos. Ou seja, a partir de uma determinada data, uma quantidade de pontos perde a validade. Passado algum tempo, a outra quantidade de pontos acontece o mesmo. É uma grande desvantagem para quem quer amealhar pontos para poder pagar as compras (com o tal sorriso) ou rebater os pontos numa mala com 340 ferramentas auto.

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