domingo, novembro 27, 2016

Black Friday

Não sou de comentar o que não merece ser comentado, mas tenho para mim que, de ano para ano, este dia em concreto tem vindo a mexer mais comigo, quanto mais não seja pela imensa publicidade que gira em torno do mesmo. 
Posso falar à vontade porque EU próprio já embarquei no histerismo do "Black Friday" (BF). Não com este nome, mas em eventos similares organizados quer pela "FNAC" quer pela "Worten" em que havia descontos substanciais. 

Há 3 pontos que reflectem e sustentam bem o meu actual ponto de vista sobre o tema. Passo a enunciá-los:

1 - Os preços não sofrem qualquer desconto. Aqui reside o primeiro e único argumento que interessa reter. Imagine-se um computador portátil (PC). Um qualquer à escolha. Tem um preço de 5,00€ (valor simbólico para o fim). Que ninguém tenha dúvidas que na véspera, a loja que vende este PC vai marcá-lo a 7,50€ para depois vendê-lo a 5,00€. Chama-se a isto "escoar stock". Despachar o "stock". Mas falaremos disto mais tarde.

2 - O BF tem lugar sempre antes do Natal. Porque será? Porque razão não tem lugar o BF na semana que antecede o Natal? Porque os produtos que são vendidos nas semanas que antecedem o Natal são, naturalmente, mais caros. Não é interessante fazer incidir um desconto de 20% ou 30% (ou superiores) em produtos novos e/ou que acabam de chegar ao mercado. Interessa sim vender o que está a ocupar espaço e que já é antigo ou cuja produção foi descontinuada (ou que é marginalmente lucrativa). É esta a política que norteia a realização do BF.

3 - O BF tem associado um conceito de fidelização. É verdade. Por duas razões claras. A primeira é baseada no facto de não interessar à "FNAC" ou à "Worten" (lojas do mesmo grupo) que um produto tenha um desconto directo, ou seja, o desconto ser directamente incidente no valor do produto. A margem de lucro que daí advém para a loja é nula e máxima para o Fabricante ou marca do produto. Por outro lado, a segunda razão, assenta no facto de, se ao mesmo produto, houver um desconto aplicado (imaginemos 30%) sendo esse desconto carregado em talão, significa que o Cliente terá de voltar à loja para usufruir desse desconto na compra de outro produto.

São anedóticas as cenas de pancadaria que há nestes dias. A roçar o boçal. Como é possível que haja pessoas que ficam horas numa fila para comprar um PC? Ou uma torradeira? Com a publicidade. Tem essa capacidade. E conseguir montar uma campanha avançando descontos com dois algarismos significativos é qualquer coisa. Que pelos vistos vende. E muito.

domingo, novembro 20, 2016

Desencontros

A nossa vida é pautada por encontros e desencontros. A questão resume-se a uma palavra: disponibilidade. Quando a temos alguém não tem e quando esse alguém a tem, não a temos nós. Nada de novo até aqui.
Desde há alguns anos a esta parte que a minha vida é marcada por um rigoroso e disciplinado programa de treinos. Já aqui tenho falado disso por diversas vezes. A consequência imediata é precisamente um necessário (e lógico) tempo de descanso. Já que não consigo fechar a boca (prazer em comer) em alguma coisa tenho de me sacrificar: descanso. Desde a semana passada que comecei a deitar-me mais cedo. O mais tardar às 2230H. Esforço-me por isso. Bem sei que é muito cedo..mas se não tentarmos ou nunca "forçarmos" o organismo a (mais uma) disciplina, nunca saberemos, certo?
Com tudo isto que descrevo acima, há vários desencontros que se têm vindo a replicar. Porque ainda não descobri como treinar o que treino e ter forças para ainda assim estar fresco para sair à noite. Ou a dividir-me e estar com todas as pessoas que cobram a minha companhia. Ou por exemplo, conseguir agendar uma noitada daquelas rijas ao fim de semana. O meu organismo não autoriza. Não é exequível. Diz-me logo para ter juízo e obriga-me a defender mais - faz-me descansar. Recuperar energias. Porque em menos de nada outra semana está a começar não tarda.
Claro que isto não é desculpa. Quando se quer mesmo, arranja-se tempo. Arranja-se vontade. A questão é que do outro lado, curiosamente, também nem sempre vejo isso. Vejo pontualmente, mas não vejo de forma consistente uma vontade consolidada. Se assim fosse a vontade do encontro era mútua. E a dois, consegue-se mais facilmente o encontro. Contudo, como tenho esta actividade física tão regrada e intensa, é mais fácil dizer que sou eu quem não quer os encontros por via do meu (necessário) descanso. E isso não é totalmente verdade. Em primeiro lugar estarei sempre eu. Mas não sou nada avesso nem contra à questão dos encontros. E volto a dizer...quando se quer, a dois, consegue-se!

domingo, novembro 13, 2016

Eleições nos EUA

Contra todas as expectativas e sondagens, o próximo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) será o Donald Trump (DT).
Confesso-me alheado desta campanha eleitoral. Rica em tricas pessoais e com demasiado tempo de antena nos blocos noticiosos. Consequência? Saturação rápida.
À semelhança do que acontece em qualquer outra campanha eleitoral, é importante que a argumentação utilizada pelos candidatos seja exequível. Ou seja, que haja continuidade no que é prometido em campanha com aquilo que mais tarde deverá ter aplicabilidade em contexto real. E aqui, sou de opinião que nenhum dos candidatos (Trump e Clinton) foram verdadeiros ou consequentes. Mas já lá irei.
A candidata Hillary Clinton (HC) teve um ponto a favor e vários pontos a desfavor. A favor o ser mulher. O facto de ter chegado onde chegou (votação renhida até ao último dia) sendo mulher, faz notar que os EUA estão receptivos a essa ideia, tal como estiveram há 8 anos por altura da primeira eleição de um Presidente negro. O precedente já existe. Desde essa altura. O "problema" de HC foi, entre outros, o facto de não ter preparação/bagagem política consolidada (DP também não tinha mas é milionário) e ter alguns esqueletos no armário que vieram a conhecimento público: a troca de e-mails comprometedora posta a descoberto pelo FBI bem como o facto de, quer queiramos quer não, ser mulher do Bill. Com os escândalos em que este esteve envolvido e que têm, naturalmente, um alcance que dificilmente se apaga.
A campanha eleitoral é usualmente um barómetro do estado de um determinado País. Porquê? Porque há toda uma estrutura organizada para estudar os vários dossiers e vêm à tona os "podres" ou pontos em que cada candidatura decide apostar. É assim em todo o mundo. Mas é possível perceber que as áreas de aposta são quase sempre as mesmas: Saúde, Educação, Justiça, Segurança Social e Defesa. Talvez uma ou outra que não está aqui. Mas não irá variar muito para além destas pastas que refiro. Há uma série de promessas que são feitas em campanha, mas que depois não são concretizáveis na realidade. Contudo, a opinião pública compra avidamente essas promessas. Quer mudança. Quer mais dinheiro ao final do mês, quer um balão de Oxigénio. O que faz sentido.
O maior perigo daquele que irá ser o próximo Presidente dos EUA é precisamente...o ter muito dinheiro. Li ontem que, por exemplo, irá abdicar do seu vencimento enquanto Presidente por via da fortuna que possui. Mas o principal problema será mesmo, na minha opinião, a volatilidade de ideias que DT consequência das portas que se abrem (facilmente) por via da sua fortuna pessoal e poder que daí advém. A ver vamos o que irá acontecer. Em especial a posição publicamente assumida por DT para com as minorias étnicas (o tão falado muro entre EUA e México) ou o prometido desagravamento fiscal - e que certamente arrecadou muitos votantes - em pleno período de recuperação económica.



domingo, novembro 06, 2016

Estaleiro

Estaleiro é uma palavra que uso há muito tempo para carinhosamente dizer que algum dos meus carros está na oficina. Neste caso o jipe. Não que haja algum problema. Longe disso. Mas por forma a ter uma utilização mais descansada do meu novo menino.
Esta imobilização visa a correcção de alguns aspectos que detectei na viagem do Norte para Lisboa (quando fui buscar o carro), bem como alguns melhoramentos e claro, pôr o carro a gosto. Como habitual, de resto.
Não vai demorar muito tempo. São vários os pontos que têm de ser vistos (ou corrigidos) mas pode tudo acontecer em simultâneo. Não há nada que inviabilize a progressão da resolução de um aspecto por via de outro aspecto não ter ainda sido visto/resolvido.Tudo vai correr pelo melhor. E em menos de nada vou estar descansado nos passeios!