domingo, novembro 13, 2016

Eleições nos EUA

Contra todas as expectativas e sondagens, o próximo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) será o Donald Trump (DT).
Confesso-me alheado desta campanha eleitoral. Rica em tricas pessoais e com demasiado tempo de antena nos blocos noticiosos. Consequência? Saturação rápida.
À semelhança do que acontece em qualquer outra campanha eleitoral, é importante que a argumentação utilizada pelos candidatos seja exequível. Ou seja, que haja continuidade no que é prometido em campanha com aquilo que mais tarde deverá ter aplicabilidade em contexto real. E aqui, sou de opinião que nenhum dos candidatos (Trump e Clinton) foram verdadeiros ou consequentes. Mas já lá irei.
A candidata Hillary Clinton (HC) teve um ponto a favor e vários pontos a desfavor. A favor o ser mulher. O facto de ter chegado onde chegou (votação renhida até ao último dia) sendo mulher, faz notar que os EUA estão receptivos a essa ideia, tal como estiveram há 8 anos por altura da primeira eleição de um Presidente negro. O precedente já existe. Desde essa altura. O "problema" de HC foi, entre outros, o facto de não ter preparação/bagagem política consolidada (DP também não tinha mas é milionário) e ter alguns esqueletos no armário que vieram a conhecimento público: a troca de e-mails comprometedora posta a descoberto pelo FBI bem como o facto de, quer queiramos quer não, ser mulher do Bill. Com os escândalos em que este esteve envolvido e que têm, naturalmente, um alcance que dificilmente se apaga.
A campanha eleitoral é usualmente um barómetro do estado de um determinado País. Porquê? Porque há toda uma estrutura organizada para estudar os vários dossiers e vêm à tona os "podres" ou pontos em que cada candidatura decide apostar. É assim em todo o mundo. Mas é possível perceber que as áreas de aposta são quase sempre as mesmas: Saúde, Educação, Justiça, Segurança Social e Defesa. Talvez uma ou outra que não está aqui. Mas não irá variar muito para além destas pastas que refiro. Há uma série de promessas que são feitas em campanha, mas que depois não são concretizáveis na realidade. Contudo, a opinião pública compra avidamente essas promessas. Quer mudança. Quer mais dinheiro ao final do mês, quer um balão de Oxigénio. O que faz sentido.
O maior perigo daquele que irá ser o próximo Presidente dos EUA é precisamente...o ter muito dinheiro. Li ontem que, por exemplo, irá abdicar do seu vencimento enquanto Presidente por via da fortuna que possui. Mas o principal problema será mesmo, na minha opinião, a volatilidade de ideias que DT consequência das portas que se abrem (facilmente) por via da sua fortuna pessoal e poder que daí advém. A ver vamos o que irá acontecer. Em especial a posição publicamente assumida por DT para com as minorias étnicas (o tão falado muro entre EUA e México) ou o prometido desagravamento fiscal - e que certamente arrecadou muitos votantes - em pleno período de recuperação económica.



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