domingo, dezembro 18, 2016

A bebedeira

É verdade. Aconteceu-me mais uma vez. Já há muitíssimo tempo que não apanhava uma bebedeira. Ou também conhecida como "carroça". Ou ir "passear a laica". O que queiram chamar a quem bebe mais que a conta.
A ocasião foi o jantar da empresa. Felizmente para mim (e para os meus colegas) consegui o feito histórico de passar a noite inteira sem dar mau aspecto. Tipo cair redondo no chão e apagar com a bebedeira com que estava. Ou vomitar no meio da pista da discoteca. A esta distância - e tendo em consideração o que bebi - era muitíssimo natural que acontecesse. Sorte a minha não ter acontecido.
Estive até ao último momento de ontem a pensar se levaria carro para o jantar. Naturalmente que se tivesse levado, não teria bebido 1/3 do que bebi. Lógico. Deixei o carro perto da praça de táxis e apanhei um que me levou ao local do jantar. E paguei por esta corrida um balúrdio. Mas entre isso e ficar sem carta ou ser mandado parar uma operação STOP e acusar no balão...ainda que pudesse estar a sentir-me bem para conduzir, preferi jogar pelo seguro. E foi uma boa escolha.
Contam-me alguns colegas que eu, que não gosto de dançar, dancei.Parece que foi toda a noite. Não me lembro e como tal não posso confirmar ou desmentir. O pior de tudo aconteceu quando a noite estava quase a terminar. Quando parei de dançar e dois colegas fizeram o favor de me trazer a casa. A viagem de carro é o pior nestas situações. Sempre foi, para mim, claro. Tem que ver, penso eu, com o equilíbrio. E naturalmente com o excesso de álcool ingerido. Claro que (para não fugir à regra) vomitei quando a viagem terminou - à porta de minha casa, o que é sempre de valor. E não conseguia abrir a porta de casa. Enfiava a chave na fechadura e não conseguia abrir. Foi também um momento único.Lá consegui entrar em casa e fui descansar. Dormi "só" 12 horas tal não foi o "estalo" que apanhei ontem com a bebida. Descobri, já sóbrio, a razão pela qual a porta não se abria de madrugada: a chave estava entortada. Ao tentar entrar em casa devo ter entortado a chave. Daí a dificuldade. Resumo: diverti-me imenso embora tenha para mim que bebi mais do que a minha conta. Devia ter parado no momento em que já estava bem quente. Rasguei o blazer (perto do bolso), as calças foram para a lavandaria bem sujas do vomitado e ainda acordei com a boca a saber a cortiça e com a mão direita com sangue (corte no dedo mais pequeno). Que não sei como fiz, que é o mais giro. Moral da história: Nunca mais na minha vida vou beber álcool. :)

Sem comentários: