domingo, junho 18, 2017

Incêndio Pedrogão Grande

Mais um ano e mais um texto meu relativo aos incêndios. Todos os anos escrevo sobre este tema. O que revela que as coisas, infelizmente, estão (quase) na mesma.
Portugal acordou com a notícia de - números apurados à hora desta manhã de Domingo - 43 pessoas que perderam a vida no incêndio de Pedrogão Grande. Naturalmente que é de lamentar a perda destas vidas humanas, mas também é o momento certo para serem apuradas as responsabilidades.

Ou seja, espero sinceramente que este seja um evento isolado e que mereça a melhor das atenções por parte de quem governa a nossa Nação. O meu coração estão com as famílias de quem perdeu entes queridos neste infeliz e fatídico momento. Portugal está de luto. Paz às almas dos que partiram.

terça-feira, junho 13, 2017

Regresso à Praia

Calma. Regressar à praia não significa que tenha passado a adorar a praia. Não aconteceu e não irá acontecer. Ir à praia tem associado algumas variáveis que, devidamente conjugadas, conduzem a um resultado que normalmente não me é favorável. Demasiado calor (naqueles dias em que não corre brisa), vento (que levanta a areia), lixo na areia, água fria e pessoas mal-educadas são algumas dessas variáveis que me mantêm, não raro, afastado da praia. Contudo, este ano, o paradigma e abordagem (minha) para com a praia foi alterada.
Para começar, vou para a praia de manhã, cedo. E saio da praia à hora a que tantas vezes cheguei. Faz a diferença toda. Não fico parado na toalha. Circulo. Vou andar a pé. Espairecer. Desopilar. Ver as vistas. E escuso de ficar a torrar na toalha. Vamos ver como corre a partir daqui. Com esta nova forma de estar.

domingo, junho 04, 2017

87ª Feira do Livro de Lisboa

Mais um ano e mais uma visita à Feira do Livro de Lisboa. Desde que me conheço que vou à Feira do Livro. E se não estou em erro, devo ter falhado uma ou duas edições.
Ontem fui à Feira do Livro deste ano. A 87ª Edição, para ser mais preciso. Quem, com eu, já tem vindo a acompanhar as várias edições, pode, com segurança ter um padrão de comparação e perceber o que tem melhorado. Ou nem tanto.
A Feira do Livro é mais do que um evento em que se reúnem vários livreiros, editoras e alfarrabistas. É um momento em que as famílias, por exemplo, quer de dia (parte da tarde) quer à noite, podem usufruir de uma pequena "faixa verde" (Parque Eduardo VII) enquanto procuram um determinado livro (ou as últimas edições de um(a) determinado(a) autor(a)).
Percebe-se facilmente que são várias as editoras que não estão presentes nesta edição da Feira do Livro. Ou porque resolveram não participar ou porque deixaram de existir (i.e. falência) ou ainda porque foram absorvidas pelos grandes grupos. Em todo o caso, o resultado final, é precisamente não haver representantes (barracas) acima de metade do Parque Eduardo VII. Ainda sou do tempo de haver barracas em toda a extensão deste Parque. Mas também é certo que havia menos "condensação" de barracas. Havia 2 filas de barracas em cada corredor do Parque (4 no total). Actualmente há 8 filas de barracas o que faz com que se tenha de "ziguezaguear" entre as 4 filas de barracas de um lado e as 4 do lado oposto para ver as coisas com calma. Talvez seja este o porquê de não haver uma mancha de barracas mais dispersa como houve até há uns anos atrás e que permitia perceber uma mancha colorida em todo o Parque.
Outro aspecto menos bom é a presença da restauração. Um fenómeno que tenho vindo a perceber com mais atenção desde há 3 anos a esta parte. A cada 5 metros que se percorre há uma "roulotte" com cachorros ou hambúrgueres dos "franchisings" que agora estão na moda. E é aflitiva esta realidade em contraponto com a existência de uma ou duas casas de bifanas e pregos de há 25 anos atrás. A tendência será qualquer dia haver mais soluções para comer do que para comprar um livro. E isto desvirtua por completo o conceito do evento.
Espero para o ano não ficar com a sensação que tenho este ano. Que a Feira do Livro tem vindo a perder qualidade.

domingo, maio 28, 2017

Visita surpresa + Cansaço

Visita surpresa

Na 6F passada (26.05) foi mais um aniversário da minha mãe. E que teve uma visita surpresa: meu irmão e família.
Tenho para mim que para a generalidade das pessoas talvez seja complexa a realização de um exercício simples: imaginar que algum familiar/ente querido está longe, e objectivamente com um oceano pelo meio. Não conheço muitas pessoas na mesma condição. Mas é o que acontece. Bem sei que hoje em dia a viagem para os Açores é rápida, mas, como concordarão comigo, era mais fácil estar tudo no mesmo pedaço de terra, ainda que a 2H de distância! 
Eu já tinha conhecimento desta surpresa. O meu irmão tinha-me dito no início da semana passada que viriam no final do dia de 6F para jantar connosco. Assim sendo, organizei-me por forma a sair do trabalho, ir comprar um ramo de flores e ir a casa entregar. Passados 20 minutos, o meu irmão enviou "sms" a informar que tinha acabado de aterrar. Nesse compasso de tempo (espera pela bagagem do porão), fui ao supermercado comprar um bolo e duas velas para o Afonso entregar à avó. Fui ao aeroporto buscá-los. Voltei para casa e assisti ao ar de deleite da minha mãe, com esta surpresa. Deixei cunhada e princesa em casa e fui com meu irmão e Afonso buscar o jantar - afinal a minha mãe não estava preparada para esta surpresas - nem tampouco desconfiava. No final do dia, no momento em que escrevo estas linhas, tenho cá a família. Na mesma região geográfica. O que é simplesmente único.

Cansaço

No seguimento do texto anterior, partilho convosco que chego a esta altura do meio do ano de língua de fora. Cansado. Os treinos, o pouco intervalo de descanso e uma actividade profissional marcada nos últimos meses por alguns picos de trabalho, conduzem a que esteja verdadeiramente cansado. Por outro lado, neste momento, estou lesionado: na zona do peito (desde há duas semanas que ao fazer uns exercícios no crossfit me magoei). E passados alguns dias dessa lesão no peito, magoei-me no ombro direito numa das aulas de Krav. É a velhice! Tenho aproveitado estas últimas semanas para repousar - só do crossfit por ser mais intenso e trabalhar com pêsos. No próximo final de semana tenho um evento de Krav e quero estar (quase) a 100% pelo que faz sentido não abusar da sorte nestes dias. E tenho sentido menos cansaço. Mas ainda assim...algum!

Boa semana para todos(as)!

domingo, maio 21, 2017

Restauração sem crianças + Tribunal

Restauração sem crianças

Já tenho lido várias vezes sobre o tema e embora já me tivesse ocorrido aqui desenvolver o mesmo, por razões diversas (incluindo o esquecimento) ainda não tinha aqui escrito.
Para início de "conversa", partilho já que adoro crianças. Há aspectos na nossa vida que não têm valor e o amor que as crianças sentem por nós (e vice-versa) é uma delas e naturalmente impagável. Mas a minha questão não é esta nem é isso que me interessa desenvolver, de tão óbvio que é.
Há uma filosofia relativamente recente por cá, em Portugal, da não aceitação de crianças em restaurantes e hotéis. Acredito que as pessoas que estão à frente destes estabelecimentos sejam também pais e adorem crianças. Não será o ponto.
Há duas formas de abordar a questão: a) Descanso e b) Pessoas que não gostam de crianças -  e pagam um preço alto (literalmente) por isso mesmo.
O tema "descanso" parece-me óbvio. Basicamente, pessoas que têm filhos e que por alguns dias..."não querem ter". Descanso dos filhos. Acho que todos pensam nisso, mas poucos o assumem. Faz parte. E, sem querer desenvolver muito profundamente o tema, compreendo e até acho normal. Claro está que os filhos teriam de ficar com quem garantisse a segurança dos mesmos. Lógico.
O outro aspecto, "pessoas que não gostam de crianças" é bem mais controverso. Tipicamente são pessoas que optaram por não ter filhos. E a vontade dessas pessoas terá de ser respeitada. Da mesma forma que se respeita o medo que alguém possa ter de um cão. Mas são pessoas que pagam para ter essa privacidade. E que não querem ouvir o berreiro dos filhos ou serem incomodados(as).
Em qualquer um dos casos, este tipo de estabelecimento seguidor desta filosofia é, por via da exclusividade, inacessível à bolsa do comum mortal. E com mais aderentes, a cada dia que passa.

Tribunal

Esta semana foi marcada, no início, por uma ida minha a tribunal, enquanto testemunha / perito num processo lá do trabalho.
Desta vez fui inquirido pela parte contrária, ou seja, pelos advogados da outra parte (acusação).
As questões foram colocadas, curiosamente, por uma advogada que é minha amiga de adolescência. 
Como em tudo em que me envolvo, estudei bem a lição. Além do facto da minha inquirição ser sobre um tema que domino e lido diariamente. E estava atento às questões. Muito atento mesmo.
O resultado para quem coloca as questões, quando apanha uma testemunha com a preparação que tinha, não podia ser pior ou mais desastroso. Entre desmontar por completo algumas teses frágeis até corrigir alguns aspectos...é mau. E retira credibilidade ao trabalho realizado - penso eu que mal - pela parte contrária. Teria de ser feito um trabalho muito melhor, mais exaustivo - o que é perfeitamente impossível para alguém que não lida com estes temas numa base regular. Aí residiu o meu ponto forte.
Saí de lá com um "Pode ir à sua vida" proferido pelo Sr. Dr. Juíz. E com o sentimento de dever cumprido.

domingo, maio 14, 2017

Aquarius + Visita do Papa + Mata Leão

Aquarius 
 
Comecei há relativamente pouco tempo a seguir (mais uma) série. Chama-se "Aquarius", tem cerca de 2 anos e é, essencialmente, sobre a vida de Charles Manson.
Muito resumidamente, esta personagem - ainda vivo e condenado a prisão perpétua - é considerado o fundador e líder de um grupo de culto nos anos 60, nos USA. A história tem duas personagens principais: o detective Sam Hodiak (muito bem interpretado pelo já nosso conhecido David Duchovny) e o próprio Charles cujo papel é interpretado pelo (para mim desconhecido) Gethin Anthony. E em resumo é uma história que se desenrola em torno destas duas personagens, o grupo de seguidores de Charles e mais 3 ou 4 personagens que dão forma e consistência a esta história. Muito interessante, e para quem gosta do género de enredo para se perceber um pouco a mente deste criminoso.

Visita do Papa

Sem  dúvida o melhor dos Papas dos últimos anos. Elemento agregador e conciliador. Corajoso. É aceite pelos vários líderes religiosos e todos os líderes das nações ao nível internacional. Esteve em Portugal por ocasião do 13 de Maio. Excelente momento para os cristãos católicos (e não só) que puderem presenciar a aura que este representante da Igreja Católica tem ao vivo. Muitos portugueses (emigrados) vieram mais cedo a Portugal para poder ver, na sua Pátria, o Papa em Fátima. 

Mata Leão

O mata leão é uma técnica de estrangulamento utilizada em algumas artes marciais. Trata-se de uma técnica muitíssimo poderosa, na qual o agressor apenas e só tem de se preocupar em executar bem a técnica e a vítima em saber defender-se da mesma. Não é fácil. E falo por experiência própria, na medida em que sei executar a técnica e conheço a defesa. 
Este estrangulamento é, logicamente, tanto mais eficaz quanto melhor fôr executado. Umas das consequências é efectivamente o desmaio.
A razão do desmaio em consequência deste estrangulamento está associada mais ligada com a alteração da vascularização cerebral do que com a diminuição do fluxo de ar para os pulmões. 

O cérebro tem uma actividade bastante intensa, sendo responsável, em repouso, por cerca de 20% da energia consumida por todo o nosso organismo. Para a manutenção dessa actividade, é necessário que o aporte de sangue seja bastante elevado para o fornecimento da energia e de Oxigénio. 

Um estrangulamento bem realizado dificulta naturalmente a ventilação dos pulmões e a troca de ar através da respiração, mas também se sabe que um indivíduo saudável (não-treinado) consegue  manter-se em apneia (sem respirar) por um período médio de tempo de 60 a 120 segundos sem perder a consciência, já que a concentração do Oxigénio transportado pelas hemácias (glóbulos vermelhos do sangue) vai caindo lentamente após a interrupção da respiração. 

Por outro lado, ao exercermos uma pressão sobre ambas as laterais do pescoço de um oponente em um estrangulamento bem feito, promovemos com que ocorra uma interrupção imediata da circulação cerebral por compressão das artérias carótidas e veias jugulares, cessando abruptamente todo o aporte de energia e de Oxigénio ao cérebro. Por esta razão, a interrupção da circulação, por apenas 10 segundos, já é suficiente para levar à uma alteração do funcionamento do tecido cerebral que tem, como consequência, o desmaio.

Tudo isto serve para partilhar a minha opinião sobre o vídeo do cidadão brasileiro e do militar da GNR. Estou 100% de acordo com a acção do militar. Afinal, trata-se de um cidadão que desobedece a uma ordem de um agente da autoridade - identificado como tal - e que regressou à repartição de finanças depois de ter sido escoltado pelo militar até ao exterior. Até aqui estou de acordo. A acção do militar foi atempada. 

O que não posso concordar é precisamente com a utilização do "mata leão" para uma pessoa que não ofereceu resistência (e.g. lutou) ou seja, não configurava uma ameaça tal que justificasse a aplicação desta técnica de estrangulamento. E posso dizer isto, como refiro acima, com conhecimento de causa. 

Para a situação em causa, o militar tinha ao seu dispôr outro tipo de medidas dissuasoras disponíveis. Basicamente, o que aconteceu foi não ter sido efectuada uma leitura correcta da ameaça. E que este militar, em concreto, sendo praticante de artes marciais, teria de ser conhecido o tempo de prática cada uma delas. Mas nunca a técnica do mata leão deveria ter sido utilizada nesta situação em particular. 

Agora, resta saber o que  irá acontecer ao militar, na medida em que o código da GNR (revisto em 2014) é claro na forma como estas situações concretas têm de ser abordadas pelos militares.

domingo, maio 07, 2017

Resgate de Viaturas no TT

O TT (Todo-o-Terreno) ou o fora de estrada, é uma actividade de lazer que reúne cada vez mais adeptos. Afinal, é algo pode ser praticado durante todo o ano, na medida em que há centenas de passeios organizados para esse fim e, claro está, sendo praticado por várias pessoas, há uma necessidade imperiosa de haver a adopção de algumas práticas seguras.
Realizei ontem um curso de resgate de viaturas TT. Resumidamente, um curso que permitiu perceber a abordagem correcta das várias técnicas utilizadas neste tema (resgate de viaturas TT) para que um passeio entre amigos não fique estragado marcado por alguma técnica mal realizada. Ou que não se passem horas intermináveis a executar algo que pode ser resolvido de forma célere. Ou, e o mais importante de tudo isto, poder evitar algum acidente grave.
Este curso, entre tantos outros que espero vir a realizar, complementa a minha formação no TT. Quando me iniciei há alguns anos devia de imediato ter tido este tipo de acção de formação. Não que tenha tido necessidade de aplicar muitas das técnicas que aprendi ontem...mas sim porque aquelas que vi realizar, poderiam ter sido realizadas em ambiente de segurança. E na generalidade das vezes não o são.
Como se costuma dizer, o saber não ocupa lugar. E nunca é tarde para aprendermos aquilo que poderá fazer a diferença em situações concretas! E em casos pontuais, poderá mesmo ser a condição necessária para a preservação da nossa vida.

domingo, abril 30, 2017

Novo Desafio

Este é um dos temas que (para já) não posso desenvolver muito. O que posso aqui e agora partilhar é que o facto de alguém se ter lembrado do meu nome para me lançar um novo desafio pessoal. A seu tempo, e caso se concretize, partilharei mais dados e, naturalmente, falarei um pouco mais do tema. Para já, e neste momento, pouco mais posso dizer.  Tenham mais um pouco de paciência!

domingo, abril 23, 2017

Passeio de Sábado

Ontem foi dia de passeio longo. Fiz algo que já queria ter feito há muito tempo e que, aqui entre nós, adoro fazer. Ir à Baixa a pé. Tive a sorte de ter um dia de feição pelo que o passeio ainda correu melhor. Nem muito frio nem muito calor, com uma agradável brisa.
Ir à Baixa é algo que vai buscar as minhas memórias de infância. O apanhar o táxi (ou o autocarro de dois andares) no Rossio. O andar a pé (eu e o irmão a passar as passas do Algarve) e entrar em todas as lojas que a minha mãe queria entrar. Pior que isso só mesmo levar uma martelada com toda a força no dedo mindinho da mão esquerda. Mas fazia parte.
A ideia do passeio de ontem não era tanto o visitar lojas, mas sim o passear um pouco a pé na Baixa. Saí no Saldanha e desci tudo até à Avenida da Liberdade, passei pelo Chiado, Largo de Camões e fui até ao Cais do Sodré. E depois fiz o caminho inverso até ao Saldanha (estação de metro onde cheguei e onde parti para voltar para casa).
Nesta altura do ano a Baixa é "assaltada" pelo turismo. Muitos, muitos mesmo. Aliás, começa nesta altura e deverá durar até cerca de Setembro ou Outubro, a época "alta". As lojas estão abertas até tarde e as esplanadas cheias. O tempo é convidativo e, pela primeira vez, vi não só uma organização clara desta zona da cidade (tendo por objectivo o atrair e bem receber o turista) bem como uma clara oferta de "tuc tuc". Isto sim. Nunca imaginei que houvesse tanta, mas tanta oferta. Chego a pensar que a oferta é superior à procura...para ser sincero.
Gostei muito deste passeio. Nas calmas. Sem pressas. Foi um dia inteiro muito bem passado.

domingo, abril 16, 2017

Páscoa

Mais uma Páscoa. Não há muito a dizer sobre o dia, a não ser uma repetição de todo uma série de rituais próprios da época. Não podia deixar de aqui vir e deixar uma Santa Páscoa a todos(as) os meus seguidores(as).

domingo, abril 09, 2017

Final das Férias

O final das férias é, normalmente, um momento nostálgico. Durante "n" dias não há horários, e não raro podemos dormir até não aguentar mais.
Nesta semana de férias tive os miúdos comigo. Ele muito mais interactivo e, mais do que nunca, cúmplice. É giro perceber isso e naturalmente explorar esse ângulo, provocando uma série de momentos a dois em que aumenta significativamente a partilha de experiências. Ela ainda muito dependente dos pais e a querer colo dos mesmos. Noto uma evolução imensa, na medida em que já anda imenso, mas ainda não está naquele ponto que permita ir dar um passeio.
Não sendo a minha praia, consegui arranjar dois convites para a exposição das motas na FIL e acabei por ir com o Afonso. Eu gosto de motas, como é sabido, mas não é uma paixão como aquela que tenho com os carros. Mas era (mais) um momento em que podia usufruir da companhia do meu cúmplice. E correu tudo optimamente bem. Sendo que foi quando já estávamos a sair da exposição  lembrou-se de tirar fotos em cima das motas. E acho muito bem. Não estava era ter de ver a exposição toda de novo e tirar cerca de 50 fotos. Mas faz parte. A seguir às motas fomos comer um gelado - claro que ele teve mais olhos que barriga e só comeu metade - e terminámos a tarde com uma volta de teleférico. 
Fica sempre uma sensação de vazio quando os miúdos não estão por cá. Penso que o facto de interagirem cada vez mais faz com que a presença seja mais efectiva e a sua ausência mais sentida.

domingo, abril 02, 2017

1ª Semana de Férias

A 1ª semana de férias deste ano vai ser com os meus sobrinhos. Vêm cá por ocasião do aniversário do meu irmão. Esperemos que dê para passear com eles (especialmente com o mais velho, na medida em que está mais autónomo e não dependente dos pais). Depois coloco aqui a experiência.

domingo, março 26, 2017

Estreia no TT

Teve lugar no dia de ontem a estreia do meu "menino" no Todo-o-Terreno (TT). Comigo, claro. A ocasião foi um curso de aperfeiçoamento de técnicas de condução fora de estrada, e, sinceramente, melhor era impossível.
Não partilho o texto pelo facto de ser um (orgulhoso) proprietário de um veículo da marca nipónica. Partilho sim, pelo facto de ter tido outro jipe, de outra marca concorrente e conseguir, com conhecimento de causa e propriedade comparar a utilização que fiz com o passado e aquela que faço agora, bem como as prestações de um jipe e do outro.
Bom, para começar, as dimensões exteriores. O meu actual jipe deverá ser cerca de duas vezes superior na cota de comprimento. Já na cota da largura, mais um palmo e meio. E por último, em altura, deve ser ela por ela. Significa isto, grosseiramente falando, que tenho um "tanque de guerra".
Para quem conhece os princípios básicos do TT, há 3 ângulos que é necessário serem tidos em consideração nesta actividade - ver figura abaixo exemplificativa: a) Ângulo de Ataque, b) Ângulo Ventral e c) Ângulo de Saída. Não irei dissertar muito sobre os mesmos até porque não é meu objectivo entrar num detalhe muito técnico. O que interessa reter é que os ângulos de a) e c) estão relacionados com a abordagem de obstáculos, quer de frente e na saída dos mesmos, respectivamente, e o de b) com a transposição dos mesmos (altura da barriga do jipe ao solo):

Comparativamente com o jipe anterior, o actual perde em quase todos os ângulos. Razão? Tem mais plásticos (i.e. pára-choques dianteiro e traseiro), estribos (para facilitar a entrada para o habitáculo) - aspectos que o outro jipe não tinha - e consequentemente há um maior compromisso na abordagem de alguns obstáculos - ainda que não tenha sentido durante este curso, na medida em que o mesmo foi pensado numa óptica de transposição facilitada dos vários obstáculos. O "pisar" sim, é diferente. Por "pisar" entenda-se o quão filtrado pode ser o contacto entre o solo e o que se sente no interior do carro - por mim e pelos ocupantes, claro. E aqui sim, o actual jipe é muitíssimo superior. É um carro mais pesado e mais largo, pelo que a estabilidade é necessariamente superior. Na transposição de alguns aspectos, onde eventualmente teria algumas reservas com o meu anterior jipe (ainda que fosse perfeitamente capaz de os ultrapassar), aqui sinto confiança. Determinação. Segurança quando o faço. Em termos de conforto não há qualquer comparação possível. Estamos perante um carro anterior facilmente conotado com carro de trabalho (e obviamente espartano em termos de equipamento) e um carro que já foi o topo de gama da marca nipónica e com equipamento consequentemente mais luxuoso.
Foi quase tirada a ferros a minha ida ao curso. O jipe só me foi entregue na noite do dia anterior ao curso, porque houve um atraso significativo na chegada de umas peças (i.e sistema de travagem). Consequentemente, e perante todo o atraso, fui avaliando a situação com o mecânico e, em alternativa à não realização do curso, optámos por voltar a montar tudo (o carro tinha sido desmontado entretanto) e fui fazer o curso. Terei agora de o ir entregar de novo para realizarem o trabalho que ainda está por fazer.
O saldo não podia ser melhor. Venham mais passeios/cursos!

domingo, março 19, 2017

Brio profissional

O brio profissional é das coisas que mais me consome. O não lidar bem com o erro. O querer ser sempre melhor do que já fui, ou sou. Superar-me, em resumo.
Há dias dei conta de um erro cometido por mim. Não directa, mas indirectamente. Causado pela pressão de outra pessoa, que em dado momento alterou uma informação que me tinha dado. Consequentemente, houve um documento que foi emitido e terá de ser corrigido por uma determinada entidade. E não é um processo expedito, ou sumário, na medida em que é necessário ultrapassar um processo burocrático para solicitar a nova emissão do mesmo.
Esta situação consumiu-me estes dias. Perco a paciência, o apetite e claro, a energia. E até ao dia de amanhã, Segunda-Feira, nada posso fazer. Bem sei que se vai resolver..mas derivado da boa vontade e colaboração de uma pessoa e claro, da minha determinação em resolver esta questão. Chama-se a isto brio profissional. Outra pessoa se calhar "teria desligado" no fim de semana. Afinal, de nada adianta viver consumido quando nada se pode fazer. Mas não penso assim. E será até amanhã, dia em que tudo se resolverá, será complicado desligar.

domingo, março 12, 2017

E mais uma vez na oficina!

É verdade. Mais uma vez. Valha-me o facto de não utilizar o jipe durante a semana. Como é só ao fim de semana custa menos. Ainda assim, é tempo que não terei o jipe comigo para uma volta que me apeteça e mais uma despesa.
Por partes. A ideia era ir ontem à oficina para ver níveis de óleos que foram trocados e realizar mais dois trabalhos que tinham ficado por fazer. Cerca de duas horas que iria passar lá. 
Por altura da desmontagem de uma das rodas traseiras (a esquerda) percebeu-se a existência de vestígios de óleo. E na cava da roda também havia marcas do mesmo óleo. Marcas "frescas", ou seja, tinham sido feitas naquela viagem (casa-oficina). Naturalmente que foi tudo desmontado e percebeu-se que era de um retentor (peça cuja função é precisamente impedir que o óleo saia).
O problema já tinha sido identificado o ano passado, por altura de uma inspecção periódica obrigatória que o carro fez. Na altura, verificou-se que a potência de travagem nesta roda era inferior à instalada na posição oposta - aquando do accionamento do travão de mão. Quando o carro fez esta série de trabalhos há duas semanas atrás, o eixo traseiro teve o nível do óleo reposto. Consequência: se na altura da inspecção o nível do óleo baixo era a consequência da pouca potência de travagem nesta corra (esquerda traseira), e devido ao facto de ter havido fuga pelo tal retentor, quando o nível do óleo é aferido, o mesmo tinha de sair por algum lado.
Poderia ser colocado um retentor novo só deste lado. Contudo, pedi para verem o outro lado do eixo, dado que algures no tempo ía acontecer a mesma coisa (material que acusa o pêso da idade). Assim sendo, na próxima semana não vou ter o jipe comigo. Deverei ter após isso. E a tempo da estreia oficial no "offroad" no dia 25.03.17!! Manutenção preventiva. E carteira mais leve!

domingo, março 05, 2017

Finalmente de volta!

Depois de 3 ou 4 semanas, eis que o "meu menino" (jipe) volta a casa. É certo que a minha conta bancária também ficou consideravelmente mais leve, mas tenho a certeza de agora poder usufruir do mesmo com uma utilização despreocupada e segura.
Como referi numa das minhas mensagens anteriores sobre o tema, foi necessário racionalizar o assunto e perceber ou antever que há problemas que iriam aparecer num determinado momento. Bem sei que poderá haver quem ache que é dinheiro desnecessariamente gasto ou mal empregue, mas não vi as coisas assim, e no final do dia é esse o ângulo de análise que me interessa. Os carros têm problemas crónicos - que são conhecidos ao longo dos tempos de um determinado modelo - e esses problemas devem ser corrigidos por quem sabe. Foi nessa linha de pensamento que entendi neste momento gastar mais dinheiro com este mecânico.
A partir de agora, terei carro para alguns passeios. Uma utilização normal e sem surpresas. E muito em breve quero começar a preparar aquela que será uma das minhas viagens da vida. Para o ano que vem. Em todo-o-terreno. Mais novidades num dos próximos textos!

domingo, fevereiro 26, 2017

Fazer-se de morto

Mais uma característica (entre tantas outras) que algumas pessoas têm e que tem o dom de me irritar - alguém "fazer-se de morto".
Para quem nunca ouviu esta expressão, muito resumidamente, consiste em...fingir que uma qualquer situação que envolva uma tomada de responsabilidade, ou que em teoria envolve uma decisão, não foi entendida como tal. Que não é nada com essa pessoa. Comparo com muitíssima facilidade a um teatro de guerra, e associado a alguém deitar-se no chão enquanto os colegas "dão o peito às balas", vão à luta, para que o/a outro/a se finja de morto derivado à falta de coragem (ou de carácter).
Este traço de personalidade é mau. Pessoalmente, vejo como um aspecto muito negativo e que, naturalmente, não me faz ter a melhor ideia da pessoa. Muito pelo contrário. E conheço muitas pessoas assim. Que se fazem de mortos/as. E que só quando deixam de ouvir as balas voar...se levantam. Afinal alguém venceu (ou perdeu) a batalha por eles/as!

domingo, fevereiro 19, 2017

Derrapagem na factura oficina

As facturas da oficina são daquelas que nunca são leves. Por alguma razão, há sempre mais alguma coisa que aparece e no final, a factura, naturalmente, "engorda".
O jipe continua na oficina. A semana que agora termina foi marcada por alguns episódios, que passaram,por exemplo, pela assumpção de responsabilidade de um erro (e a devida e expectável indemnização) bem como mais uma semana de atraso na entrega do jipe. Ontem tive mesmo de ir ver o jipe. Afinal já vou entrar na 3ª semana sem o ter comigo. Calhou o meu sobrinho estar comigo e lá fomos os dois ter uma conversa com o actual mecânico.
Quando se tem uma actividade profissional relacionada com verificação de aspectos ligado à segurança aeronáutica, é normal que haja uma extrapolação, devidamente contextualizada, e determinados aspectos que surgem são vistos ou analisados tendo esse crivo presente.
Vestígios de óleo, tipicamente, sugerem que os vedantes (ou juntas) deixaram de cumprir a sua função. Afinal trata-se de um carro usado e é normal que alguns destes vedantes ou juntas careçam de substituição. Significa isto que a boa prática manda substituir os mesmos. Depois há os problemas crónicos de cada carro. O passar dos anos mostra aos fabricantes dos automóveis o que tem de ser melhorado. E ontem vi dois problemas crónicos que pedi para rectificar. É esta a razão pela qual se costuma dizer que não se devem comprar os primeiros carros de um modelo novo...Não é o caso, mas os problemas crónicos do modelo continuam cá. E vão agora ser corrigidos.
Na 6F passada tinha falado ao telefone com o mecânico acerca de algumas questões que íam encarecer um pouco a factura, face ao valor inicialmente acordado. Ontem, na visita, surgiram outras questões. E do que refiro acima, do tal crivo que utilizo nas minhas inspecções, não podia ter outra decisão que não fosse mandar reparar.
Em bom rigor, não são questões de resolução mandatória ou imediata. Contudo, entendi que o carro devia ficar mais uma semana na oficina para resolver as mesmas e assim conseguir "zerar" o histórico e começar o controlo de manutenção a partir de agora. E daí um incremento significativo do valor inicial.
No meio de tudo isto, só tenho pena que estes trabalhos não tenham sido realizados pela pessoa a quem entreguei o carro logo quando o comprei. "Engonhou" muito - atrasando em muito a entrega - e algumas coisas que fez, não foram bem conseguidas. É precisa muita paciência. Algo que nem sempre abunda por estes lados!

domingo, fevereiro 12, 2017

Verticalidade

A verticalidade, a par e passo da pontualidade, é possivelmente uma, entre outras, das características que mais aprecio nas pessoas.
Em paralelo a uma semana muito intensa no aspecto profissional, também o aspecto particular foi recheado de acontecimentos que mereceram a minha atenção.
O jipe foi para uma oficina para corrigir algo, aparentemente simples. Constatou-se entretanto que tem algumas coisas mal instaladas, desde que esteve nas mãos de um amigo meu - que era o meu mecânico do anterior jipe, de outra marca. Consequentemente, terei uma despesa (avultada) que não estava à espera, mas que, não será da minha responsabilidade. É da responsabilidade de quem instalou e que fez borrada. Todos erramos e quando chega a hora de assumir os erros, temos de assumir. Chegar à frente e assumir. Isto é verticalidade. Ser sério.
Veremos qual será o desenlace da história.

domingo, fevereiro 05, 2017

Pessoas incómodas

É das coisas que mais me aflição me faz. As pessoas não se retratarem e forçarem o contacto comigo. Não há pior. Especialmente quando, por alguma razão, o contacto não é oportuno.
Se tivesse de escolher algo que realmente me incomoda ou aflige, o ser intrusivo, ou o ser incómodo para alguém, seria certamente uma das primeiras coisas, senão a primeira. Talvez pelo facto de no passado já ter sido acusado de o ter feito. Inconscientemente. Mas, penso eu, uma coisa é fazê-lo sem querer...e outra coisa será, já depois de ter avisado alguém, esse alguém continuar a forçar o contacto. Ainda entra-se rapidamente no domínio do incómodo. E em menos de nada é um contacto que elimino. Haja paciência!!

domingo, janeiro 29, 2017

Jipe e oficina

Ontem foi dia de levar o meu menino à oficina. Quando o comprei fiz uma pequena revisão com o meu mecânico habitual (Land Rover) mas agora, fui a uma oficina recomendada por um fórum da Toyota onde costumo participar.
Como seria de esperar, ainda que o meu mecânico tivesse a melhor das boas vontades (porque sei que tem) há detalhes específicos da marca e modelo que não são iguais entre Toyota e Land Cruiser. E isso faz a diferença toda.
Tenho de ver em breve (próxima semana) algumas situações que carecem de especial atenção. Assim sendo, só aguardo "slot" de disponibilidade para o carro ir para a oficina e para realizar uma boa revisão por quem sabe e conhece bem estes modelos.

domingo, janeiro 22, 2017

O início da Presidência Trump

Mais conturbado não podia ser. O rasgar de alguns acordos que o Obama conseguiu. O isolamento gradual dos USA bem como outras medidas proteccionistas que recentemente vieram a público, tendo como visados os cidadão não americanos, e uma taxação severa dos produtos importados, apontam num mau sentido. Já para não falar do muro...o tão célebre muro. Esperar para ver....

domingo, janeiro 15, 2017

A barriguita

É verdade. Com todo o treino que faço, não deixo de ter uma barriguita. Porquê? Porque gosto de comer.
Qualquer manual ou livro sobre"fitness", na primeira ou segunda página refere o trinómio essencial para quem quer estar bem fisicamente: exercício físico (que faço religiosamente), boa dieta alimentar (que desde há uns meses não cumpro) e finalmente o descanso (até andei uns tempos bem comportado, mas está tudo mal de novo).
Se a questão do descanso é "relativamente" simples de resolver - bastando para isso disciplina e evitar vir ao pc antes de dormir - já a dieta alimentar é mais complicada para mim, na medida em que gosto de comer. A questão é que nem sempre como bem. E consigo identificar perfeitamente os desiquilíbrios: bebidas gaseificadas, açucares, hidratos de carbono e os já meus conhecidos "snacks" ou ceias antes de dormir.
Em jeito de resolução para 2017, quero reverter isto. Agora, já a partir de Fevereiro. Vou tirar o pó à Bimby, que entretanto devo ter usado meia dúzia de vezes. E vou começar a confeccionar coisas light. Veremos como corre. Tenho uma certeza...se comesse o que como e não fizesse nada (treino) não andava...rebolava!

domingo, janeiro 08, 2017

A morte do Pai do João

O João é um dos meus melhores amigos. Conheço-o há mais de 20 anos, por ocasião da minha (longa) estadia no ISEL. Ainda que não tenha concluído nesta faculdade o curso de engenharia, é daquelas amizades que ficam. Assim como mais duas ou três dali. Para sempre.
Nem sempre a minha amizade com o João teve um registo tranquilo. Houve momentos em que deixámos de falar. Arrufos. Motivados por aspectos que eu valorizei na altura e que foram desvalorizados por ele. A vida é isto mesmo. Nem todos gostamos do azul. Ou do amarelo. Mas acabam por ser as diferenças que aproximam as pessoas. Ou as afastam por incompatibilidades incontornáveis.
Desconfiei logo quando recebi o telefonema de manhã cedo. Afinal, o João é daquelas pessoas que gosta de dormir ao Sábado de manhã. Mas aquela hora, deu para desconfiar de imediato. E pensei logo o pior. Quando atendi e senti o choro compulsivo, percebi que algo de grave tinha acontecido. E foi quando me disse que o pai tinha falecido e que nada havia a fazer. A sucessão de acontecimentos a seguir foi, naturalmente, o que se espera de um dos melhores amigos. Acompanhar o processo todo até ontem, dia em que teve lugar a missa do 7º dia.
Apenas e só por ser o pai do João fui ao velório, funeral e missa do 7º dia. Usualmente fujo destas momentos por achar que me fazem mal. Muito mal. Bem sei que são um mal necessário, mas também sei que lido mal com a dôr dos outros e porque não posso fazer nada, ali, naquele momento, para a minimizar. É um pouco por aqui.
Sinto que cumpri parte do meu papel. O restante papel será agora e daqui para a frente, acompanhar o João nesta fase. Ajudá-lo naquilo que fôr preciso e no que estiver ao meu alcance. É por isso que o considero um dos meus melhores amigos e é esse o meu papel.

Nota: Não estou a escrever o texto no dia em que era suposto. Estou a escrever passada uma semana e um dia (usualmente escrevo ao Domingo, como é sabido). Nestes dois Domingos que passaram, o da semana passada e o de ontem não me apeteceu escrever por razões óbvias.