domingo, fevereiro 26, 2017

Fazer-se de morto

Mais uma característica (entre tantas outras) que algumas pessoas têm e que tem o dom de me irritar - alguém "fazer-se de morto".
Para quem nunca ouviu esta expressão, muito resumidamente, consiste em...fingir que uma qualquer situação que envolva uma tomada de responsabilidade, ou que em teoria envolve uma decisão, não foi entendida como tal. Que não é nada com essa pessoa. Comparo com muitíssima facilidade a um teatro de guerra, e associado a alguém deitar-se no chão enquanto os colegas "dão o peito às balas", vão à luta, para que o/a outro/a se finja de morto derivado à falta de coragem (ou de carácter).
Este traço de personalidade é mau. Pessoalmente, vejo como um aspecto muito negativo e que, naturalmente, não me faz ter a melhor ideia da pessoa. Muito pelo contrário. E conheço muitas pessoas assim. Que se fazem de mortos/as. E que só quando deixam de ouvir as balas voar...se levantam. Afinal alguém venceu (ou perdeu) a batalha por eles/as!

domingo, fevereiro 19, 2017

Derrapagem na factura oficina

As facturas da oficina são daquelas que nunca são leves. Por alguma razão, há sempre mais alguma coisa que aparece e no final, a factura, naturalmente, "engorda".
O jipe continua na oficina. A semana que agora termina foi marcada por alguns episódios, que passaram,por exemplo, pela assumpção de responsabilidade de um erro (e a devida e expectável indemnização) bem como mais uma semana de atraso na entrega do jipe. Ontem tive mesmo de ir ver o jipe. Afinal já vou entrar na 3ª semana sem o ter comigo. Calhou o meu sobrinho estar comigo e lá fomos os dois ter uma conversa com o actual mecânico.
Quando se tem uma actividade profissional relacionada com verificação de aspectos ligado à segurança aeronáutica, é normal que haja uma extrapolação, devidamente contextualizada, e determinados aspectos que surgem são vistos ou analisados tendo esse crivo presente.
Vestígios de óleo, tipicamente, sugerem que os vedantes (ou juntas) deixaram de cumprir a sua função. Afinal trata-se de um carro usado e é normal que alguns destes vedantes ou juntas careçam de substituição. Significa isto que a boa prática manda substituir os mesmos. Depois há os problemas crónicos de cada carro. O passar dos anos mostra aos fabricantes dos automóveis o que tem de ser melhorado. E ontem vi dois problemas crónicos que pedi para rectificar. É esta a razão pela qual se costuma dizer que não se devem comprar os primeiros carros de um modelo novo...Não é o caso, mas os problemas crónicos do modelo continuam cá. E vão agora ser corrigidos.
Na 6F passada tinha falado ao telefone com o mecânico acerca de algumas questões que íam encarecer um pouco a factura, face ao valor inicialmente acordado. Ontem, na visita, surgiram outras questões. E do que refiro acima, do tal crivo que utilizo nas minhas inspecções, não podia ter outra decisão que não fosse mandar reparar.
Em bom rigor, não são questões de resolução mandatória ou imediata. Contudo, entendi que o carro devia ficar mais uma semana na oficina para resolver as mesmas e assim conseguir "zerar" o histórico e começar o controlo de manutenção a partir de agora. E daí um incremento significativo do valor inicial.
No meio de tudo isto, só tenho pena que estes trabalhos não tenham sido realizados pela pessoa a quem entreguei o carro logo quando o comprei. "Engonhou" muito - atrasando em muito a entrega - e algumas coisas que fez, não foram bem conseguidas. É precisa muita paciência. Algo que nem sempre abunda por estes lados!

domingo, fevereiro 12, 2017

Verticalidade

A verticalidade, a par e passo da pontualidade, é possivelmente uma, entre outras, das características que mais aprecio nas pessoas.
Em paralelo a uma semana muito intensa no aspecto profissional, também o aspecto particular foi recheado de acontecimentos que mereceram a minha atenção.
O jipe foi para uma oficina para corrigir algo, aparentemente simples. Constatou-se entretanto que tem algumas coisas mal instaladas, desde que esteve nas mãos de um amigo meu - que era o meu mecânico do anterior jipe, de outra marca. Consequentemente, terei uma despesa (avultada) que não estava à espera, mas que, não será da minha responsabilidade. É da responsabilidade de quem instalou e que fez borrada. Todos erramos e quando chega a hora de assumir os erros, temos de assumir. Chegar à frente e assumir. Isto é verticalidade. Ser sério.
Veremos qual será o desenlace da história.

domingo, fevereiro 05, 2017

Pessoas incómodas

É das coisas que mais me aflição me faz. As pessoas não se retratarem e forçarem o contacto comigo. Não há pior. Especialmente quando, por alguma razão, o contacto não é oportuno.
Se tivesse de escolher algo que realmente me incomoda ou aflige, o ser intrusivo, ou o ser incómodo para alguém, seria certamente uma das primeiras coisas, senão a primeira. Talvez pelo facto de no passado já ter sido acusado de o ter feito. Inconscientemente. Mas, penso eu, uma coisa é fazê-lo sem querer...e outra coisa será, já depois de ter avisado alguém, esse alguém continuar a forçar o contacto. Ainda entra-se rapidamente no domínio do incómodo. E em menos de nada é um contacto que elimino. Haja paciência!!