domingo, março 26, 2017

Estreia no TT

Teve lugar no dia de ontem a estreia do meu "menino" no Todo-o-Terreno (TT). Comigo, claro. A ocasião foi um curso de aperfeiçoamento de técnicas de condução fora de estrada, e, sinceramente, melhor era impossível.
Não partilho o texto pelo facto de ser um (orgulhoso) proprietário de um veículo da marca nipónica. Partilho sim, pelo facto de ter tido outro jipe, de outra marca concorrente e conseguir, com conhecimento de causa e propriedade comparar a utilização que fiz com o passado e aquela que faço agora, bem como as prestações de um jipe e do outro.
Bom, para começar, as dimensões exteriores. O meu actual jipe deverá ser cerca de duas vezes superior na cota de comprimento. Já na cota da largura, mais um palmo e meio. E por último, em altura, deve ser ela por ela. Significa isto, grosseiramente falando, que tenho um "tanque de guerra".
Para quem conhece os princípios básicos do TT, há 3 ângulos que é necessário serem tidos em consideração nesta actividade - ver figura abaixo exemplificativa: a) Ângulo de Ataque, b) Ângulo Ventral e c) Ângulo de Saída. Não irei dissertar muito sobre os mesmos até porque não é meu objectivo entrar num detalhe muito técnico. O que interessa reter é que os ângulos de a) e c) estão relacionados com a abordagem de obstáculos, quer de frente e na saída dos mesmos, respectivamente, e o de b) com a transposição dos mesmos (altura da barriga do jipe ao solo):

Comparativamente com o jipe anterior, o actual perde em quase todos os ângulos. Razão? Tem mais plásticos (i.e. pára-choques dianteiro e traseiro), estribos (para facilitar a entrada para o habitáculo) - aspectos que o outro jipe não tinha - e consequentemente há um maior compromisso na abordagem de alguns obstáculos - ainda que não tenha sentido durante este curso, na medida em que o mesmo foi pensado numa óptica de transposição facilitada dos vários obstáculos. O "pisar" sim, é diferente. Por "pisar" entenda-se o quão filtrado pode ser o contacto entre o solo e o que se sente no interior do carro - por mim e pelos ocupantes, claro. E aqui sim, o actual jipe é muitíssimo superior. É um carro mais pesado e mais largo, pelo que a estabilidade é necessariamente superior. Na transposição de alguns aspectos, onde eventualmente teria algumas reservas com o meu anterior jipe (ainda que fosse perfeitamente capaz de os ultrapassar), aqui sinto confiança. Determinação. Segurança quando o faço. Em termos de conforto não há qualquer comparação possível. Estamos perante um carro anterior facilmente conotado com carro de trabalho (e obviamente espartano em termos de equipamento) e um carro que já foi o topo de gama da marca nipónica e com equipamento consequentemente mais luxuoso.
Foi quase tirada a ferros a minha ida ao curso. O jipe só me foi entregue na noite do dia anterior ao curso, porque houve um atraso significativo na chegada de umas peças (i.e sistema de travagem). Consequentemente, e perante todo o atraso, fui avaliando a situação com o mecânico e, em alternativa à não realização do curso, optámos por voltar a montar tudo (o carro tinha sido desmontado entretanto) e fui fazer o curso. Terei agora de o ir entregar de novo para realizarem o trabalho que ainda está por fazer.
O saldo não podia ser melhor. Venham mais passeios/cursos!

domingo, março 19, 2017

Brio profissional

O brio profissional é das coisas que mais me consome. O não lidar bem com o erro. O querer ser sempre melhor do que já fui, ou sou. Superar-me, em resumo.
Há dias dei conta de um erro cometido por mim. Não directa, mas indirectamente. Causado pela pressão de outra pessoa, que em dado momento alterou uma informação que me tinha dado. Consequentemente, houve um documento que foi emitido e terá de ser corrigido por uma determinada entidade. E não é um processo expedito, ou sumário, na medida em que é necessário ultrapassar um processo burocrático para solicitar a nova emissão do mesmo.
Esta situação consumiu-me estes dias. Perco a paciência, o apetite e claro, a energia. E até ao dia de amanhã, Segunda-Feira, nada posso fazer. Bem sei que se vai resolver..mas derivado da boa vontade e colaboração de uma pessoa e claro, da minha determinação em resolver esta questão. Chama-se a isto brio profissional. Outra pessoa se calhar "teria desligado" no fim de semana. Afinal, de nada adianta viver consumido quando nada se pode fazer. Mas não penso assim. E será até amanhã, dia em que tudo se resolverá, será complicado desligar.

domingo, março 12, 2017

E mais uma vez na oficina!

É verdade. Mais uma vez. Valha-me o facto de não utilizar o jipe durante a semana. Como é só ao fim de semana custa menos. Ainda assim, é tempo que não terei o jipe comigo para uma volta que me apeteça e mais uma despesa.
Por partes. A ideia era ir ontem à oficina para ver níveis de óleos que foram trocados e realizar mais dois trabalhos que tinham ficado por fazer. Cerca de duas horas que iria passar lá. 
Por altura da desmontagem de uma das rodas traseiras (a esquerda) percebeu-se a existência de vestígios de óleo. E na cava da roda também havia marcas do mesmo óleo. Marcas "frescas", ou seja, tinham sido feitas naquela viagem (casa-oficina). Naturalmente que foi tudo desmontado e percebeu-se que era de um retentor (peça cuja função é precisamente impedir que o óleo saia).
O problema já tinha sido identificado o ano passado, por altura de uma inspecção periódica obrigatória que o carro fez. Na altura, verificou-se que a potência de travagem nesta roda era inferior à instalada na posição oposta - aquando do accionamento do travão de mão. Quando o carro fez esta série de trabalhos há duas semanas atrás, o eixo traseiro teve o nível do óleo reposto. Consequência: se na altura da inspecção o nível do óleo baixo era a consequência da pouca potência de travagem nesta corra (esquerda traseira), e devido ao facto de ter havido fuga pelo tal retentor, quando o nível do óleo é aferido, o mesmo tinha de sair por algum lado.
Poderia ser colocado um retentor novo só deste lado. Contudo, pedi para verem o outro lado do eixo, dado que algures no tempo ía acontecer a mesma coisa (material que acusa o pêso da idade). Assim sendo, na próxima semana não vou ter o jipe comigo. Deverei ter após isso. E a tempo da estreia oficial no "offroad" no dia 25.03.17!! Manutenção preventiva. E carteira mais leve!

domingo, março 05, 2017

Finalmente de volta!

Depois de 3 ou 4 semanas, eis que o "meu menino" (jipe) volta a casa. É certo que a minha conta bancária também ficou consideravelmente mais leve, mas tenho a certeza de agora poder usufruir do mesmo com uma utilização despreocupada e segura.
Como referi numa das minhas mensagens anteriores sobre o tema, foi necessário racionalizar o assunto e perceber ou antever que há problemas que iriam aparecer num determinado momento. Bem sei que poderá haver quem ache que é dinheiro desnecessariamente gasto ou mal empregue, mas não vi as coisas assim, e no final do dia é esse o ângulo de análise que me interessa. Os carros têm problemas crónicos - que são conhecidos ao longo dos tempos de um determinado modelo - e esses problemas devem ser corrigidos por quem sabe. Foi nessa linha de pensamento que entendi neste momento gastar mais dinheiro com este mecânico.
A partir de agora, terei carro para alguns passeios. Uma utilização normal e sem surpresas. E muito em breve quero começar a preparar aquela que será uma das minhas viagens da vida. Para o ano que vem. Em todo-o-terreno. Mais novidades num dos próximos textos!