domingo, maio 21, 2017

Restauração sem crianças + Tribunal

Restauração sem crianças

Já tenho lido várias vezes sobre o tema e embora já me tivesse ocorrido aqui desenvolver o mesmo, por razões diversas (incluindo o esquecimento) ainda não tinha aqui escrito.
Para início de "conversa", partilho já que adoro crianças. Há aspectos na nossa vida que não têm valor e o amor que as crianças sentem por nós (e vice-versa) é uma delas e naturalmente impagável. Mas a minha questão não é esta nem é isso que me interessa desenvolver, de tão óbvio que é.
Há uma filosofia relativamente recente por cá, em Portugal, da não aceitação de crianças em restaurantes e hotéis. Acredito que as pessoas que estão à frente destes estabelecimentos sejam também pais e adorem crianças. Não será o ponto.
Há duas formas de abordar a questão: a) Descanso e b) Pessoas que não gostam de crianças -  e pagam um preço alto (literalmente) por isso mesmo.
O tema "descanso" parece-me óbvio. Basicamente, pessoas que têm filhos e que por alguns dias..."não querem ter". Descanso dos filhos. Acho que todos pensam nisso, mas poucos o assumem. Faz parte. E, sem querer desenvolver muito profundamente o tema, compreendo e até acho normal. Claro está que os filhos teriam de ficar com quem garantisse a segurança dos mesmos. Lógico.
O outro aspecto, "pessoas que não gostam de crianças" é bem mais controverso. Tipicamente são pessoas que optaram por não ter filhos. E a vontade dessas pessoas terá de ser respeitada. Da mesma forma que se respeita o medo que alguém possa ter de um cão. Mas são pessoas que pagam para ter essa privacidade. E que não querem ouvir o berreiro dos filhos ou serem incomodados(as).
Em qualquer um dos casos, este tipo de estabelecimento seguidor desta filosofia é, por via da exclusividade, inacessível à bolsa do comum mortal. E com mais aderentes, a cada dia que passa.

Tribunal

Esta semana foi marcada, no início, por uma ida minha a tribunal, enquanto testemunha / perito num processo lá do trabalho.
Desta vez fui inquirido pela parte contrária, ou seja, pelos advogados da outra parte (acusação).
As questões foram colocadas, curiosamente, por uma advogada que é minha amiga de adolescência. 
Como em tudo em que me envolvo, estudei bem a lição. Além do facto da minha inquirição ser sobre um tema que domino e lido diariamente. E estava atento às questões. Muito atento mesmo.
O resultado para quem coloca as questões, quando apanha uma testemunha com a preparação que tinha, não podia ser pior ou mais desastroso. Entre desmontar por completo algumas teses frágeis até corrigir alguns aspectos...é mau. E retira credibilidade ao trabalho realizado - penso eu que mal - pela parte contrária. Teria de ser feito um trabalho muito melhor, mais exaustivo - o que é perfeitamente impossível para alguém que não lida com estes temas numa base regular. Aí residiu o meu ponto forte.
Saí de lá com um "Pode ir à sua vida" proferido pelo Sr. Dr. Juíz. E com o sentimento de dever cumprido.

Sem comentários: