domingo, junho 04, 2017

87ª Feira do Livro de Lisboa

Mais um ano e mais uma visita à Feira do Livro de Lisboa. Desde que me conheço que vou à Feira do Livro. E se não estou em erro, devo ter falhado uma ou duas edições.
Ontem fui à Feira do Livro deste ano. A 87ª Edição, para ser mais preciso. Quem, com eu, já tem vindo a acompanhar as várias edições, pode, com segurança ter um padrão de comparação e perceber o que tem melhorado. Ou nem tanto.
A Feira do Livro é mais do que um evento em que se reúnem vários livreiros, editoras e alfarrabistas. É um momento em que as famílias, por exemplo, quer de dia (parte da tarde) quer à noite, podem usufruir de uma pequena "faixa verde" (Parque Eduardo VII) enquanto procuram um determinado livro (ou as últimas edições de um(a) determinado(a) autor(a)).
Percebe-se facilmente que são várias as editoras que não estão presentes nesta edição da Feira do Livro. Ou porque resolveram não participar ou porque deixaram de existir (i.e. falência) ou ainda porque foram absorvidas pelos grandes grupos. Em todo o caso, o resultado final, é precisamente não haver representantes (barracas) acima de metade do Parque Eduardo VII. Ainda sou do tempo de haver barracas em toda a extensão deste Parque. Mas também é certo que havia menos "condensação" de barracas. Havia 2 filas de barracas em cada corredor do Parque (4 no total). Actualmente há 8 filas de barracas o que faz com que se tenha de "ziguezaguear" entre as 4 filas de barracas de um lado e as 4 do lado oposto para ver as coisas com calma. Talvez seja este o porquê de não haver uma mancha de barracas mais dispersa como houve até há uns anos atrás e que permitia perceber uma mancha colorida em todo o Parque.
Outro aspecto menos bom é a presença da restauração. Um fenómeno que tenho vindo a perceber com mais atenção desde há 3 anos a esta parte. A cada 5 metros que se percorre há uma "roulotte" com cachorros ou hambúrgueres dos "franchisings" que agora estão na moda. E é aflitiva esta realidade em contraponto com a existência de uma ou duas casas de bifanas e pregos de há 25 anos atrás. A tendência será qualquer dia haver mais soluções para comer do que para comprar um livro. E isto desvirtua por completo o conceito do evento.
Espero para o ano não ficar com a sensação que tenho este ano. Que a Feira do Livro tem vindo a perder qualidade.

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