domingo, agosto 27, 2017

Boxe

Há dias teve lugar o tão aclamado "combate de boxe do século". Ainda que alheado do mundo do boxe, resolvi encher-me de coragem e naquele início de madrugada, cheio de vontade, despachei-me cedo (2400H) para começar a seguir atentamente tudo o que se passava.
Os combates de boxe importantes têm algumas particularidades: são caros e movem multidões. Só com estes dois detalhes e rapidamente chegamos a valores movimentados / gerados na casa dos 7 algarismos significativos. Em menos de um fósforo.
Este combate em particular era  nem mais nem menos do que um desafio. Simplificando, um atleta de uma outra modalidade (MMA, desporto que congrega várias artes marciais e não só) desafiou um pugilista profissional com um "curriculum" isento de derrotas. Mais precisamente, 49 vitórias. Algo notório e invejável, portanto. E que naturalmente avivou o mundo das apostas. Muita gente deve ter apostado...e deve ter tido um retorno que lhe permitirá estar com um sorriso proporcional ao montante apostado. Ou seja, durante uns largos meses.
Para quem como eu que muito recentemente começou a treinar boxe (sim, é verdade) e que de forma esforçada tenta apreender as várias técnicas que há, foi com confessa e reconhecida curiosidade que "abanquei" na sala de estar para ver o combate com todo o conforto e calma. 
Pensei eu que conseguia ver nas calmas os 6 ou 7 combates que foram transmitidos antes "do" combate. Combates de somenos importância. Escusado será dizer que não foi possível chegar até às 2430H sem adormecer umas 4 vezes. E ainda não tinha começado a noite....
O combate propriamente dito teve 10 rondas (rounds no inglês) num total máximo de 12 acordados previamente. Ou seja...quem aguentasse mais pancada de pé, ganhava. Claro que o "desafiador" foi previamente avisado quanto à não permissão de utilização de uma série de golpes que utiliza habitualmente nas suas lutas e não são autorizados no boxe profissional. Sob pena de ter de sofrer sanções (e multas). E claro que o "desafiado", macaco velho em final de carreira, geriu o cansaço do outro (que está habituado a resolver as coisas em 2 rounds). E cansou-o até ao 10º. Os resultados são óbvios. 
Para não me adiantar muito mais no texto, vou resumir a minha apreciação. Não gostei do que vi. O combate começou eram 0500H e fui dormir eram 0635H. Nem nas minhas noites mais loucas  em que saía (e isto desde sempre) fiquei acordado até tão tarde. Fui deitar-me com um amargo de boca. Afinal, tanta coisa para nada. Um pugilista em final de carreira, com 40 e poucos anos de idade que quis sair em grande. E trabalhou para isso. Um atleta de "MMA" com 29 anos que quis mostrar ao mundo que era capaz de desafiar o melhor do mundo noutra modalidade. No final do dia, o pugilista encaixou 300 milhões de dólares na sua conta bancária e o outro atleta, 100 milhões de dólares. No meio disto tudo, demorei uma semana inteira a recuperar o sono.

domingo, agosto 20, 2017

Aplicações GPS

Sou uma daquelas pessoas que em décadas deverá ter usado o GPS umas dez vezes. No máximo. Sou do tempo de usar um aparelho que se colocava no vidro da frente do carro, com um "chip" comprado à parte com mapas. E assim eram feitas as viagens.
Alguns anos mais tarde, os próprios carros começaram a disponibilizar este equipamento como extra - hoje em dia a generalidade já traz como equipamento de séria. E já tive alguns carros com GPS. E finalmente o advento dos"smartphones".
Já aqui falei - embora de forma passageira - sobre a potencialidade destes pequenos aparelhos (hoje em dia pequenos outrora do tamanho de tijolos de alvenaria). Falarei com mais profundidade dos mesmos num próximo texto dedicado.
Com a chegada destes aparelhos, e legítimo dizer-se que só se perde quem quer. Ou porque não sabe o que é um GPS ou porque não tem um telefone esperto. Em jeito de acto de contrição, aqui o escriba andou uns bons anos sem perceber a funcionalidade que tinha à distância de 2 cliques e que lhe permite em menos de nada obter as direcções para qualquer ponto no planeta Terra. Estamos a falar de algo que tem associada uma precisão muito elevada (i.e. georeferenciação por satélite) e em alguns casos com um erro inferior a 1 metro!
O texto de hoje é escrito pelo facto de há algumas semanas atrás ter visto um "flash" de velocidade numa conhecida artéria periférica à cidade de Lisboa. É verdade. Não ía muito depressa, mas para aquela via estava em velocidade excessiva. Possivelmente receberei um postal em casa. A ver vamos. Bom, e o que tem uma coisa a ver com outra? Eu explico.
Há actualmente aplicações para os nossos telefones que ajudam (e muito) o condutor. Seguem o princípio de interacção dos condutores com a própria aplicação, em detrimento de uma solução "fechada" como havia no antigamente. Basicamente, os vários condutores que têm este tipo de aplicações instaladas nos telefones, usam-nas para ajudar todos os outros. Todos ganham. Desde segmentos no percurso de "A" para "B" onde é expectável mais trânsito, desde ter uma ideia de qual a hora de chegada tendo em consideração a fluidez do mesmo, eventos durante o trajecto (e.g. carros parados na berma, acidentes, trânsito intenso) e claro, as alternativas propostas para o trajecto inicial, por forma a não demorarmos 2 semanas a chegar ao mesmo, enfim, muitas vantagens.
Mas há uma funcionalidade que também está disponível em algumas destas aplicações e que podia ter evitado que tivesse visto o tal clarão naquela noite: a localização de radares de controlo de velocidade. É verdade. Trata-se nem mais nem menos do que a localização exacta dos pontos onde estão instalados os radares de controlo de velocidade. Não acho mal. O controlo de velocidade é tipicamente realizado em locais onde a probabilidade de ocorrência de acidentes é superior (i.e. histórico de acidentes ao longo dos anos num determinado ponto). Sendo instalados estes radares nestes pontos, há um propósito claro de minimizar a probabilidade de ocorrência dos acidentes nos pontos. No final do dia, se numa determinada zona, o condutor tiver conhecimento que há instalado um radar de controlo de velocidade, abrandará o seu ritmo e consequentemente deixa de haver "tanto" perigo e talvez seja evitado mais um acidente. Pelo menos causado pela velocidade... Mas era necessário a instalação destes radares? Sim. Por um lado pela receita extraordinária que representa para os cofres do Estado. Quem prevarica, paga - e agora fica sem pontos na carta de condução. Por outro lado e sem haver a sanção ou coima associada, ninguém respeita os limites de velocidade. Tem de haver uma responsabilização dos condutores. E já não vai lá com campanhas de sensibilização rodoviária.
Desde o dia em que vi o "flash" passei a usar uma conhecida aplicação. Não vou dizer o nome para não fazer publicidade, mas há várias aplicações que fazem este tipo de serviço. A grande desvantagem é mesmo o consumo de bateria. No caso do meu telefone, que não é certamente uma referência pela autonomia, vai-se num instante. Mas ando informado. Depois de ter "visto a luz". Casa roubada, trancas à porta.

domingo, agosto 13, 2017

Férias grandes

Na Sexta-Feira, depois do trabalho, fui ter com o Afonso à Terceira. É indescritível a felicidade com que ficou de me ver. E isso é impagável, naturalmente.
Durante os próximos dias vai estar comigo. Noto uma enorme evolução e cada vez mais interactivo.
Continuando a reforçar a minha decisão de fazer praia este ano, é claro que o meu "compincha" irá fazer parte das minhas idas. Muita brincadeira. Jogatanas de bola e raquetes. Corridas. Idas à água. Jogos de tabuleiro. Fichas (pré-escolares), entre tantas outras coisas. Vão ser umas férias bem boas, garantidamente!! Boas férias a quem não gozou e como eu vai ainda gozar!!

domingo, agosto 06, 2017

Treinadores de Bancada

Há umas semanas atrás, como já aqui tive oportunidade de referir, intervi num artigo da internet sobre um tema da aviação e concretamente uma companhia de aviação bem conhecida. Não sou especialista na matéria, bem sei, mas saberei um pouco mais do tema que o comum dos mortais. E em especial dos jornalistas "pára-quedistas" que querem "o" furo da vida.
Não tenho qualquer ligação a este piloto ou à companhia de aviação visada. Mas custa-me bastante ver uma pessoa ser crucificada pela opinião pública em consequência de um artigo jornalístico mal escrito, impreciso e com uma linha de condução do mesmo verdadeiramente surreal. E intervi, em prol da reposição da verdade no tema e apontando as lacunas no artigo. Dezenas de pessoas deram-me razão.
A falta de temas não pode, em circunstância alguma, justificar o mau jornalismo. Em nada dignifica esta classe. Nada mesmo. Costuma-se dizer - e uso muitas vezes este chavão- que é preciso muito pouco para alguém passar de bestial a besta. Segundos. E com o jornalismo é algo que acontece de forma muito simples. Basta um artigo tendencioso. Ou, fora do jornalismo, uma partilha verbal de algo que não corresponde à verdade. O também chamado boato.
Em todo o caso, qualquer que seja a situação, aparecem logo os "Doutores-da-razão". Pessoas que não têm mais nada que fazer do que opinar sobre assuntos que não sabem. Desconhecem, mas querem dar a sua opinião, na generalidade das vezes, infundada e até gratuitamente ofensiva. É só mau. Faz-me lembrar os camelos que abrandam (e param) para orçamentar os sinistros que acontecem nas nossas estradas. Haja paciência!!

Pandemia - Semana 14

As semanas passam e Portugal, que muito recentemente era tido como um dos países referência no reduzido número de casos de pessoas infectad...