domingo, março 25, 2018

Churrasqueira

Não cozinho muito, mas uma das coisas que aprecio, no Verão, é fazer os churrascos. Em tempos escrevi isso aqui.
A "Bimby", por exemplo, presta-se a outro tipo de confecção de alimentos. Normal. Estupidamente usei meia dúzia de vezes e gostava, mesmo, sinceramente, de a usar mais. Penso que será preguiça. E tenho de reverter isso. Mal empregue dinheiro se não o fizer! E quem sabe não poderá funcionar como complemento de algo grelhado preparado na churrasqueira?
Não conheço ninguém que não goste de churrasco. Carne ou peixe. Em especial no Verão, claro.
Este ano vou comprar uma "maçã". Daquelas com rodas e com uma tampa. A gás. É a diferença para o habitual carvão (mais sujo, embora mais barato).
Estou algo ansioso. A ver vamos!

domingo, março 18, 2018

Museu do Ar

O Museu do Ar é um daqueles locais de visita obrigatória para qualquer aficcionado da aviação. Não é nem nunca foi o meu caso, como se sabe. Não obstante trabalhar no meio, não sou alguém que conheça os aviões todos ou saiba tudo sobre a história de aviões, ou mesmo reconhecera marca de um motor pelo barulho, como alguns colegas meus.
Aproveitando (mais uma) vinda do Afonso a Lisboa acabei por decidir fazer uma visita a este Museu. Se a memória não me trai, devo lá ter ido há coisa de 20 e tal anos atrás, por altura do curso de técnico de manutenção de aeronaves que tirei na transportadora nacional. Tenho uma lembrança vaga de ter feito essa "visita de estudo". 
Visitar o Museu agora, com esta idade, tem outro significado. Começando, mais uma vez, pelos cheiros. O cheiro de combustível misturado com o cheiro do óleo (há por lá aviões que têm um copo por baixo do motor para ir recolhendo uma ou outra gota de óleo que caia) e para evitar que suje o chão. Há vários aviões, há sectores específicos (por exemplo um só para a TAP) o que torna a exposição mais rica e proporciona ainda uma parte da tarde bem passada.
Revisitar o Museu com o Afonso tem um sabor especial. Está numa fase em que está fixado nos aviões. Gosta muito. É claro que nesta altura, são mais as cores fortes dos aviões militares e alguns outros detalhes de aviões mais antigos que acabam por lhe chamar mais a atenção. Um dia mais tarde, se se mantiver o interesse aeronáutico, levá-lo-ei de novo. Um pouco como aconteceu com a visita do Jardim Zoológico. Quando o levei pela 1ª vez era muito novo e acabou por não usufruir da visita. Neste caso, já com alguma idade, penso que ainda não foi mesmo o "timing" certo. Talvez mais tarde. Assim continue  - como me parece que vai acontecer - a gostar de aviões.
Há coisa de dois meses tive uma reunião com um Cliente (Operador Aéreo) que me deu como presente - é prática corrente na aviação dar uma lembrança no final das reuniões -  um modelo plástico daqueles para montar. Pouco maior que a palma da mão. Guardei-o e naturalmente ofereci ao Afonso. Adorou, claro. Mas o pedido dele, depois de montar este modelo, não se fez esperar. Queria um avião da SATA para montar. Pedir, assim do nada, um avião da SATA, é quase a mesma coisa que pedir a um cego para ler um texto meu aqui no blogue. E com a tónica nesta companhia aérea  específica- claro que não é por acaso. É o operador aéreo açoriano e que conhece bem.
Fui ao aeroporto. Durante vários anos houve por lá uma loja que vendia coisas para entusiastas da aviação. Claro que, como não costumo ir a essa zona do aeroporto com regularidade, não dei conta dessa loja ter encerrado e ter dado lugar a uma daquelas lojas que vende jornais, revistas e "souvenirs". Pena. Era essa a minha primeira aposta. Daí, parti para uma loja de aeromodelismo que há num centro comercial aqui perto. E tive de ouvir a "história da vida" do tipo que me atendeu. Que o que procurava eram modelos "estáticos" (aprendi alguma coisa), que não costumam ter em "stock" porque são poucas as pessoas que procuram este tipo de modelo - normalmente querem os rádio-telecomandados, mas que encomendava se eu quisesse. Simpático, mas pouco ajudou. Nem sequer falei na especificidade da SATA. Não iria entender. Agradeci e fui embora. Continuava a querer o avião para "ontem". 
Ainda fiz alguns contactos com colegas que conhecem pessoas naquela companhia. Mas não tive sorte. E acabei por me lembrar que a SATA tem uma loja "online" e por aí resolvi a minha questão. Acabei por comprar dois modelos: um que faz os vôos inter-ilhas (turbo-hélice) e outro avião "normal" (motores a jacto). Infelizmente não vai receber as prendas no dia do aniversário (27.03) mas poucos dias depois - há um amigo meu que lá vai e faz o favor de levar as coisas. E vai adorar as surpresas! Só espero que não me peça aviões de companhias russas...

domingo, março 11, 2018

Proposta de Emprego

Em boa verdade, o título não devia ser singular. Devia ser plural. Na medida em que têm tido lugar, nos últimos tempos (i.e. semanas) algumas propostas de emprego. Ou desafios, como queiram.
Não vou debruçar-me muito sobre as propostas em si. São todas dentro da mesma área e envolvem um "upgrade" da posição que actualmente detenho, mas noutras empresas.
Uma das propostas que estava em cima da mesa, entretanto deixou de ser válida. Apenas irei falar um pouco mais sobre esta. Como em tudo na minha vida, gosto de transparência, respeito e acima de tudo,  há, quer queiramos quer não, um tributo de gratidão à entidade empregadora que nos paga o vencimento ao final do mês. Se gostamos ou não de trabalhar em determinada empresa, é outra questão, penso eu. Mas costumo dizer que é usual acharmos que a entidade empregadora nos deve algo, quando assim não deveria ser. Não há qualquer tipo de obrigação, além das lógicas e expectáveis (i.e. pagamento do vencimento, desconto para a segurança social e disponibilidade de um local bom para trabalhar, etc.). Aquelas pessoas que têm uma leitura diferente - a fácil - de recorrentemente referir que quem paga o vencimento deve isto e aqueloutro, deviam perder algum tempo e realizar o exercício simples de colocar as coisas em perspectiva. E agradecer o facto de terem um trabalho e não estarem desempregados. Insatisfeitos(as), ainda assim? "A porta da rua é a serventia da casa", sempre ouvi dizer.
Nesse "ângulo de deferência" para com quem me paga o vencimento, envolvi a Administração desde o primeiro momento em que fui sondado para um novo desafio. Seria muito pouco elegante (e mesmo nada ético) que as coisas se soubessem por outros meios. E a decisão teve de "escalar", ou seja, ser do conhecimento do "topo"por forma a ser obtida a sua decisão (i.e incompatibilidade por via de eventual posição em empresa concorrente). Contudo, é importante perceber, e interiorizar que a agenda do Conselho de Administração não é a minha. Nem tem de o ser. E respeito isso. E diariamente fui partilhando com quem me lançou o desafio esse ponto de situação - a não apreciação e consequente "luz verde" para avançar (era um desafio a part-time). E fiz pontos de situação numa base diária. Entretanto recebi uma mensagem que por via de ter "demorado tempo" na resposta tinha sido contratada outra pessoa. Não fiquei chateado comigo, na medida em que agi correctamente e de acordo com a minha consciência. Não foi esse o entendimento e o processo foi interrompido. É porque não tinha de o ser. Azar.
Há outras duas propostas em cima da mesa. Não me vou alongar muito. Mas posso partilhar que a apreciação é sempre com base na sensatez, seriedade e honestidade. Naturalmente que também coloco no prato da balança a minha vida pessoal e em que medida alguma proposta a poderá alterar significativamente. A ver vamos. Não obstante, é bom que haja este interesse. E sim, 2018 é o ano dos desafios!

domingo, março 04, 2018

Personal Trainer (PT)

Quando há uns anos comecei a preocupar-me mais com a minha condição física - após ter deixado o vício do tabaco - comecei a correr. A corrida, como se sabe, tem associado, como grande vantagem, um consumo calórico muito interessante. Em particular a partir dos 30' de corrida. Estaremos a falar, grosseiramente, de 5Km. Mais coisa menos coisa. Outra referência, para atletas (amadores) que perfazem e dezena de quilómetros estará nos 60'
Só corrida, sem mais nada, fez com que perdesse não só massa gorda (objectivo principal), mas também massa muscular (também conhecida como massa magra). Em pouco tempo o físico transformou-se com a flacidez muscular inevitavelmente associada. Daí ser importante, para quem começa a correr (e nestes meses há sempre muita gente a começar a correr para estar "fit" para o Verão que se aproxima) que tenha presente que a corrida terá sempre intimamente associada flacidez do corpo.
Decidi então entrar para um ginásio. Tinha um objectivo delineado - hipertrofia muscular (ganho de massa muscular que tinha perdido) - e nesse sentido foi desenhado um plano de treino pelo, na altura dono do ginásio, e que depois se tornou meu amigo pessoal. Contudo, e quem faz ginásio/máquinas, sabe que o treino de "sala" (ou de máquinas) é solitário. Anda-se com o esquema de treino atrás, vai-se usando as máquinas e evoluindo a pouco e pouco. Mas não deixa de ser rotineiro e a dada altura treinar-se sozinho e...falar com as máquinas.
Resolvi então, pela 1ª vez, apostar num "Personal Trainer" (PT). Curiosamente o mesmo dono do ginásio. Nunca tinha feito nada do género, mas faz toda a diferença. Para começar, não há tempos mortos ou distracções para trocar mensagens no telefone ou ver televisão. Há trabalho. Há esforço. Há suor. Há o conhecimento dos nossos limites, por nós mesmos e também pelo PT. E isso, meus amigos e amigas, faz toda a diferença num treino. E fazia PT e corria. Às vezes com ele.
Entretanto deixei o PT e comecei a fazer "crossfit". Completo. Treino de força, cárdio e ainda corrida em alguns exercícios. E fiz "crossfit" durante uns 2-3 anos. Dificilmente conseguiria obter uma condição física como aquela que consegui ter nesta modalidade concreta. Nem na musculação. E muito menos "só" na corrida.
Escrevi sobre isso aqui no blogue. Nessa altura. E também do início do Krav Maga. Do fim do "crossfit". Da continuação do Krav Maga. Do início do boxe. Da continuação do Krav Maga. E agora, a novidade, é que volvidos alguns anos, voltei a ter um PT. É verdade. Não o mesmo, mas um também amigo e meu ex-instrutor de "crossfit".
Objectivo: tonificar músculo e perder volume abdominal (a chamada gordura visceral). É o mais difícil, tendo presente que somos um povo que gosta de comer e muito. Há uma notória preocupação dos portugueses, cada vez maior com o tema "excesso de pêso", mas a realidade é ainda diferente daquela que seria ideal. E isso percebe-se nos alarmantes valores de obesidade em franjas sociais mais baixas, derivado exclusivamente de maus hábitos alimentares e falta de exercício físico regular.
Para terminar, voltei a treinar às 0700H. Se me perguntarem se gosto de vestir uns calções e ir com 7ºC para o ginásio, acabado de sair da cama, não gosto. Quando passo a cara por água sinto as células da face contraírem-se como que a protegerem-se daquela água proveniente do Árctico. É a paga dos doces que comi no Natal (e se me souberam bem). E a preparação para o Verão. Com resultados muito mais rápidos, na medida em que não treino sozinho...e os "PTs" são todos iguais..nasceram para me fazer sofrer! Mas quem corre por gosto não cansa.

Pandemia - Semana 14

As semanas passam e Portugal, que muito recentemente era tido como um dos países referência no reduzido número de casos de pessoas infectad...