domingo, abril 29, 2018

O negócio

Há duas semanas estive quase, quase para ficar com uma casa. Na altura, na zona (e prédio) onde quero. Mas quis o destino que a casa fosse vendida antes de eu lhe deitar o olho ou sequer ter a oportunidade de falar com a proprietária.
A zona em causa tem uma procura de casas muito acima daquilo que eu pudesse alguma vez imaginar. No caso que relato anteriormente, a casa estava numa agência o que significa que, se a quisesse mesmo comprar, teria de chegar à proprietária antes da casa ser mostrada a qualquer Cliente. Soube da disponibilidade da casa num Sábado e tive, passados dois dias, informação que estava a decorrer uma visita à casa na 2ª Feira seguinte. Ou seja, a oportunidade única para lá ir, na medida em que a proprietária da casa poderia/deveria estar lá - assumindo que as chaves não tinham sido entregues à agência. A minha ideia era assim que a agência saísse, entraria eu para falar com a dona da casa. Nota: Importa referir que esta casa estava situada no andar por cima da casa da minha prima Sónia que, naturalmente, foi quem me foi dando nota das novidades, inclusive da tal visita de Clientes com a agência.
Infelizmente, na altura em que decidimos ir bater à porta do tal andar - porque deixámos de ouvir barulho e assumimos que as pessoas (agência e Clientes) já se teriam ido embora - já a casa tinha sido vendida. Afinal, o silêncio era pelo facto de já estar a ser assinada a papelada que formalizava a compra da mesma. Não tinha de ser.
A minha ideia, desde o início, e devidamente partilhada com a minha prima, é formalizar a aquisição de uma casa no prédio dela (não concebo outras alternativas) e arrendar a seguir. Se é a melhor opção? Para mim sim. Os bancos não têm produtos atractivos e sinceramente, ter o dinheiro na minha conta (à ordem) é uma temeridade. E em menos de nada, esfuma-se.
Há uma lei nova do arrendamento que tenho acompanhado com especial atenção. A mesma tem por grande objectivo proporcionar aos arrendatários rendas mais suaves e aos senhorios, assim sejam celebrados contratos de longa duração (> 10 anos), isenção de IRS e IMI. Um assunto que me interessa e como tal, irei acompanhar. Entretanto, vai surgir uma nova oportunidade no mesmo prédio. E vai ser desta! 

domingo, abril 22, 2018

Incêndios 2018

Tenho vindo a acompanhar com atenção a preparação para a época dos incêndios que se avizinha. Não vale a pena dizer que não vão acontecer, porque é apenas e só esconder a nossa triste e inevitável realidade. 
Há uma imensa e lógica vontade de formar novos bombeiros. Contudo, a planificação da formação dos mesmos não estará concluída em Junho do corrente ano, altura em que começa a época dos incêndios. A primeira pergunta que coloco é o porquê deste calendário não ter sido cumprido atempadamente. Não sei a resposta.
Combate a incêndios com recurso a meios aéreos. O tema tabu. Ninguém fala. Não se entende - se alguém souber o porquê diga-me, por favor. A minha segunda pergunta tem que ver com a razão pela qual os sucessivos Governos alugam todos os anos os meios aéreos a outros países em detrimento de adquirir estes equipamentos, manter os mesmos e qualificar pessoas para os operar. Acreditem em mim, estamos a falar de valores elevados, mas que no final do dia, seriam plenamente justificados. Em poucos anos o investimento seria perfeitamente amortizado. 
Limpeza dos terrenos. Outro assunto importante - e que este ano se dá algum relevo. Muita tinta correu relativamente ao tema. Foi criada (à pressão) uma Lei que ninguém sabia como aplicar. Depois, e na medida em que se começou a perceber que o referido diploma legal seria de difícil cumprimento apenas e só por parte dos proprietários dos terrenos, optou-se por se colocar o pêso do cumprimento do mesmo (também) nas juntas de freguesia. Claro que as mesmas começaram a miar. Há falta de efectivos, falta de meios e claro, uma responsabilidade acrescida (e pesada) por parte das Juntas no sentido de limparem as áreas dos terrenos daquelas pessoas que não conseguem por alguma razão. Veremos os resultados.
Indemnizações a familiares das vítimas dos incêndios. Como é de esperar, não é no rescaldo dos incêndios que se fazem contas aos valores que cada família das vítimas deverá receber. Mas tem de haver em algum momento temporal, mais à frente, que esse apuramento de valores é conseguido. Afinal, há vítimas fatais que eram o "ganha pão" de algumas casas. Não se percebe como é que o Governo não é mais expedito não só no pagamento destes valores a todas os familiares, bem como demora a construir as habitações para as famílias que ficaram sem um tecto.
Esperemos que a realidade deste ano não seja (tão) má como a do ano passado. 

domingo, abril 15, 2018

O bilhete envenenado

Pedi a um bom amigo o favor de me arranjar um bilhete para a Feira dos Clássicos que houve na FIL. Notem bem que detesto pedir favores a quem quer que seja porque acredito que mais cedo ou mais tarde os mesmos vão ser cobrados. Ainda assim, e porque não vejo qualquer tipo de problema, pedi o bilhete a alguém que já me arranjou uns bilhetes no passado. E este ano disse-me que arranjava. 
Confirmei com ele a meio da semana se tinha arranjado e a resposta foi positiva. Nem me preocupei mais. Acertámos que no final da semana ía ter com ele para me entregar o bilhete. Só tinha conseguido arranjar um, desta vez. À hora combinada de Sexta-Feira saí do trabalho e lá fui. Liguei uma vez para avisar que tinha chegado. Não atendeu. Liguei uma segunda vez e rejeitou chamada. Aguardei. E aguardei. E aguardei mais um bocado. Quase duas horas, à porta do emprego dele. Liguei mais uma ou duas vezes. E nada. Nem uma mensagem. Nem atendeu. Nada. 
Penso que com a idade me tornei menos tolerante. E que não valorizo nem tenho de valorizar estas coisas. Afinal, o custo do bilhete não era significativo (10,00€) e sinceramente, não tenho necessidade de fazer estas figuras nem perder tempo desta forma para ter um bilhete gratuito. Não com esta idade. Fui para a Feira sozinho, comprei o bilhete, vi o que havia para ver e fui para casa. Pelo meio ainda recebi um ou dois sms desse amigo que não entendeu bem a razão pela qual me tinha ido embora. Expliquei-lhe, por mensagem, que tenho mais que fazer que andar a enviar sms e ligar sem retorno durante quase 2H. Ligou uma ou duas vezes e não atendi. Era fim de semana e queria descansar a cabeça. O tempo apaga tudo.

domingo, abril 08, 2018

Livros digitais

Nas minhas deambulações no mundo virtual, encontrei acidentalmente um artigo sobre a crescente automatização dos aviões em contraponto com a menor acção humana. Ou uma tendencial menor acção humana. Um tema interessante para mim.
Em tempos, disse neste fórum que a aviação nunca foi nem nunca será a minha grande paixão. Essa foi e será sempre o mundo automóvel. Mas, por inerência da minha actividade profissional desde há uns anos a esta parte, é natural que haja alguns temas que me despertam mais que outros. Logicamente, de resto.
Mas o propósito do tema de hoje não é esse. Li um artigo muito interessante sobre o tema que refiro acima. E quis ler mais sobre o assunto. Como se costuma dizer, o saber não ocupa lugar. E decidi investigar um pouco mais e procurar pelo livro para encomendar. Quando realizava essa minha investigação descobri algo que me fascinou. Os livros digitais. Até aqui nada de novo, dirão vocês. Concordo. A questão é que quando descobri o tal livro, vi que havia a opção de "kindle book". Qualquer coisa desse género. E que é isso do "kindle book" e porque é motivo de tanta euforia? 
Bom, por um lado porque é algo digital é permite-me continuar na senda do "papel não". Por outro lado, e aqui sim, a grande alegria: totalmente compatível com o iPad. Não podia ser melhor.
Até há uns anos, para a leitura destes livros digitais específicos, era necessário a aquisição de um dispositivo electrónico com esse propósito concreto. Contudo, e após uma breve procura na "internet" (que cada vez vejo como sendo de uma utilidade enorme para esclarecimento destas questões), percebi então a compatibilidade total. Não demorei nada a instalar a aplicação e automaticamente, após compra do tal livro digital, o mesmo foi assumido como que por magia na aplicação. Fantástico. Com isto poupei cerca de 20,00€. Estou extasiado. 

domingo, abril 01, 2018

Domingo de Páscoa

Não há muito (mais) a dizer em mais um dia que faz parte do calendário católico. Mais um momento de grande Fé, desta tão grande e disseminada comunidade católica.
Há muitos anos passei um Domingo de Páscoa no Norte de Portugal (Guimarães). Não me recordo de tudo, em particular do que comi - mas sei que eram pratos típicos, mas lembro-me vagamente das cerimónias. Bem como do facto de haver o "mordomo". E da passagem do padre pelas várias casas da zona.
Vivo a Páscoa com a minha Fé e à minha maneira. A minha relação com Deus não passa pela obrigatória passagem pela casa "Dele" todos os Domingos. Passo sim, mas quando sinto necessidade. Ou, como já aconteceu, quando sinto essa mesma necessidade e vou até ao Santuário de Fátima onde aproveito e carrego baterias.
Esta época, à semelhança do Natal (e do Carnaval), são épocas festivas do calendário católico e que se passam entre amigos e Família. Contudo, como em tudo, há os excessos. De comida, ou não fosse Portugal um País do Sul da Europa e reconhecido bom anfitrião - onde há sempre lugar para mais um à mesa. Por outro lado, porque comida "pesada" pede bebida. E aqui reside o problema. Os excessos e a subsequente condução nas estradas portuguesas. E o resultado dessa "lotaria", por vezes, é tragicamente conhecido. Este será o único ponto destas épocas festivas que penso ser lamentável. 
A quem me segue aqui, uma Santa Páscoa! Muitas amêndoas e ovos de chocolate!

Pandemia - Semana 14

As semanas passam e Portugal, que muito recentemente era tido como um dos países referência no reduzido número de casos de pessoas infectad...