Quem já consultou um nutricionista sabe que há um dia da semana em que é possível comer o que quisermos. Sem restrições. A questão é que andei vários anos enganado. Não será um dia, mas uma refeição. Esse foi um dos mitos urbanos que foi "desmontado" na minha primeira consulta com o Sérgio.
Também já aqui partilhei que na altura em que comecei a olhar mais por mim, de há 6-7 anos a esta parte, li bastante sobre a actividade desportiva e a alimentação. Na altura sem o necessário acompanhamento profissional de um nutricionista, mas ainda assim consegui absorver alguns conceitos que se aplicam integralmente.
Retive que esta questão da refeição livre funciona de duas formas na nossa mente. Em primeiro lugar, um prémio pelo facto de, em alguns casos e estoicamente, termos conseguido comer areia e ar durante uma semana. Isto sem cair na tentação de ir a uma pizzaria e devorar 5 pizzas familiares. Em segundo lugar, trata-se de uma refeição semanal em que os nutricionistas entendem ser mais vantajoso que haja a quebra de algumas regras, do que as ir quebrando ao longo da semana. Tipo, estar acordado entre as partes (nutricionista e pessoa) que naquele dia, tipicamente, e numa das refeições do dia há a loucura.
Há contudo uma ressalva que ecoa na minha mente desde que a li, há alguns anos. Não se deve confundir, nestes momentos mais "livres", o "à vontade" com o "à vontadinha". Uma coisa será comer uma ou outra coisa que, durante a semana não comemos. Outra coisa será comer 9 "Vianettas". Mal comparado, será como aquelas pessoas que dizem que só fumam socialmente. Penso várias vezes que essas mesmas pessoas a dada altura devem passar a ter tantos eventos sociais, que do fumar apenas e só ao fim de semana extrapolam para um ou dois dias por semana. No fim de contas, fumam tanto ou mais que um fumador normal.
Como tudo na vida, tudo o que é excessivo é mau. Mantenho bem presente esta máxima. Tento aplicá-la à minha refeição livre. Que tanto penso durante a semana!