domingo, fevereiro 24, 2019

Venezuela

Por motivos profissionais estive há dois anos na Venezuela. Há um texto sobre isso mesmo algures nessa altura. 
É por isso natural que acompanhe com alguma curiosidade o desenvolvimento dos acontecimentos naquela parte do globo. Porque de alguma forma estive naquele País e porque falei e convivi com pessoas que lá vivem e percebi que o que têm para viver (vencimento mensal) é cerca de 1/3 do que pagamos por cá num jantar fora. É isso mesmo. Pensem, para já, nesta realidade de pessoas que têm, por exemplo, 2 filhos. E percebam a angústia.
Tenho muita pena de perceber que as coisas se vão adensar e complicar por ali. São várias as potências mundiais interessadas na Venezuela, que, como se sabe, tem uma das maiores reservas petrolíferas a nível planetário. Acredito que um qualquer Presidente de uma dessas nações interessadas nessas reservas não tenha, objetivamente, qualquer interesse no bem-estar dos venezuelanos. Mas terá sim, uma genuína vontade em mostrar uma posição de força para resolver este impasse. Quase como....promover uma campanha eleitoral em terreno alheio e conquistar o respeito de um povo muitíssimo carenciado e ávido de bens essenciais / de 1ª necessidade.
Não sou vidente e como tal não posso dizer com toda a certeza o que irá acontecer. A sensação que tenho, se quiserem, é que algo vai acontecer. Muito em breve. E não será necessariamente bom. Esperemos que não seja derramado (muito) sangue inocente.

domingo, fevereiro 17, 2019

O bruto

Não serei a pessoa mais calma do mundo. Mas também não me tenho como sendo uma pessoa de mau trato. Ou como sendo uma pessoa hostil. Ou se quiserem, alguém com quem não se possa falar.
É bom e interessante, de forma desprendida e descontraída, que consigamos perceber como os outros nos vêem. Fi-lo recentemente - por ocasião de uma avaliação a que fui sujeito. Efectivamente, fiquei a saber que passo a imagem de alguém bruto (ou brusco, não me recordo bem do termo utilizado) na forma como falo com as pessoas.
Não me irei desculpar pelo facto de ser militarista. Nem tampouco pelo facto de ter sido educado de forma rigorosa e disciplinada sem grandes complacências. Com o intuito de me incutir os bons valores que fazem de mim aquilo que sou hoje em dia. Cada um será como cada qual. E haverá sempre, do meu lado, respeito pelo meu próximo. Lá está, um entre tantos outros valores com que cresci.
A questão parece-me ser outra. Passa pela exigência que tenho comigo próprio. Dou comigo a pensar por vezes nisso mesmo. Por breves momentos, ocorre-me o meu dia-a-dia. As minhas semanas. O que acontece na minha vida. A intensidade das coisas. E não digo isto com o intuito de ser melhor ou pior que os outros. É a minha realidade. No limite, aquela que escolhi e com a qual terei de viver porque assim quero. Daqui, directamente, decorre um grau de exigência superior para com aqueles com quem me relaciono. Quem quer que seja. Melhorar sempre. Conseguir que as pessoas tentem todos os dias melhorar um pouco. Acontece, penso eu,  que nem todas as pessoas querem ou estão preparadas para tal. E quando não estão para aí viradas e ouvem o que não querem, vem a adjectivação do "bruto". Há coisas piores. 

domingo, fevereiro 10, 2019

Casino de Lisboa

Depois de muitos anos sem ir ao Casino de Lisboa, passei por lá há uns dias, para beber um copo, por ocasião da vinda de um Amigo meu a Lisboa. Continua igual. O mesmo ambiente de vício. Pessoas que deixam de viver a vida real e "entram" nas máquinas. Fumando cigarro atrás de cigarro, vidradas no écran. Confesso que esta visão sempre me deixou extasiado. Sempre pensei para mim como será possível que tal aconteça. Já não falando de pessoas que apostam a quase totalidade dos (parcos) vencimentos. Triste. Na verdade, eu não vou aos casinos para jogar. Nunca tive esse "chamamento". Vou sim aos Casinos porque, como refiro anteriormente, a adição do jogo e o estado absolutamente "petrificado" e absorto da realidade em que ficam as pessoas exerce um efeito magnético em mim. Havia nessa noite um trapezista que fez algumas coisas que pensei serem impossíveis de serem feitas por um ser humano! Chamo ao que vi muita hora de treino e conhecimento dos limites físicos. Sei bem o que isso é. P.S.: Não sei como está o Casino do Estoril, na medida em que não vou lá há muito tempo, mas no de Lisboa, agora, a entrada é conseguida através do cartão de cidadão. Um pouco para (penso eu) controlar a lavagem de dinheiro que pode - como se sabe - ser realizada nestes espaços.

domingo, fevereiro 03, 2019

Ócio

Ócio é algo que não tenho tido nos últimos tempos. É verdade. Hoje em dia, olhando para trás, realizo que até quase ao ano passado tinha algum tempo livre que me permitia, por exemplo, gerir o tempo em que não trabalhava e descansar. Actualmente o meu tempo livre resume-se, efectivamente, ao tempo que tenho para dormir.
Escrevi em tempos, neste espaço, algo que, dia para dia, me parece ser cada vez mais óbvio. Tudo na vida acontece por alguma razão. E há sempre dois caminhos: o fácil e o que exige mais de nós. Tem-me mostrado a vida que invariavelmente escolho os caminhos menos óbvios (ou lógicos) e os que exigem mais de mim. Foi sempre assim.
Desde o ano passado, ao abraçar este meu novo desafio pessoal, que sabia ao que ía. E que os tempos livres iriam ser francamente reduzidos. Mas como refiro antes, foi opção. Minha opção que assim fosse. E irei seguir o meu rumo e determinação. Custe o que custar.

Pandemia - Semana 14

As semanas passam e Portugal, que muito recentemente era tido como um dos países referência no reduzido número de casos de pessoas infectad...