De memória, penso que serei formador há mais de 20 anos a esta parte.
Nos vários sítios por onde fui passando, e reconhecendo-me capacidades comunicativas, fui naturalmente sendo alocado às funções de formador. Tem sido assim nestas duas últimas décadas.
Há coisa de 10 anos "oficializei" esta minha função através da antiga qualificação conhecida como "CAP de Formador". Obtido às minhas custas. Porque sim.
Nos meus primeiros anos de formador, a formação era dada com o clássico "powerpoint". Apresentações densas, extensas e morosas. Sem as devidas dicas que fui ganhando ao longo dos anos - e no próprio CAP - os primeiros anos foram duros. Falta de experiência de falar em público. Públicos diferenciados e por vezes pessoas mais velhas que eu que testavam os meus conhecimentos e solidez na transmissão de conhecimento...tive de ganhar experiência neste campo muito rapidamente. E consegui-o. Com esforço, com apreensão de técnicas formativas e com o melhoramento de alguns aspectos.
Desde há uns anos que ouvia falar em "e-learning". Esta modalidade formativa tem como grande vantagem o facto do formando poder fazer a sua formação onde quer que esteja. Quando quiser. Sendo, tipicamente, apenas necessária uma ligação à internet.
Outra vantagem é a não alocação presencial do formador. Ou seja, o formador deixa de estar necessariamente na sala de aula durante "n tempo", o que permite às organizações uma rentabilização ou optimização de recursos e ganhos significativos em termos económicos - na medida em que o recurso fica liberto para outras funções.
Desde os últimos meses de 2019 que comecei a trabalhar em "e-learning". Ou por outra, entrei neste mundo que não tem fim. E onde o céu é o limite. Mas cheguei a uma inevitável constatação e a melhor comparação que posso dar, neste momento, é entre o dia e a noite. Digamos que tenho preparadas apresentações básicas. Com um teste de avaliação (também virtual) disponibilizado no final do visionamento das apresentações. E percebi que posso ter apresentações fantásticas. Interactivas. Com perguntas colocadas ao longo da apresentação. Sem que haja um teste no final da apresentação. A questão é que despertei para esta realidade há muito pouco tempo. E se há empresas que têm equipas apenas e só dedicadas à gestão de conteúdos formativos / "e-learning", eu tenho outras responsabilidades profissionais. O que não me deixa muito tempo para explorar devidamente este tema...com pena minha!
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