Começo o texto de hoje por partilhar que fui fumador durante 16 anos. E que deixei de fumar em 2009. Ou seja, fará este ano que agora começa, 11 anos que peguei pela última vez num cigarro. E nunca mais voltei a pegar num. Nem tive vontade de o fazer.
Consigo percebo a motivação (e a necessidade) de quem fuma. Porque já passei por isso. E, ou pela "companhia" de um cigarro ou pelo prazer de fumar depois de um bom almoço ou jantar, o cigarro existe na vida das pessoas.
Não vou falar do óbvio compromisso que existe entre quem fuma e a consequente natural redução esperança de vida. A divulgação da informação neste campo também foi/é muito boa. Por exemplo, o recurso à publicidade alusiva a doentes terminais, com cancro de pulmão nos maços de tabaco consegue chocar pela imagem do sofrimento humano.
Nos últimos anos surgiu a moda dos cigarros electrónicos. Digo moda porque teve uma adesão maciça na comunidade dos fumadores. A quase totalidade de fumadores que conheço, foi convertida. Mal informados(as). E porque "compraram" o argumento de que seria algo menos nocivo que o tabaco normal.
Há estudos recentes que atestam aquilo que seria de esperar. À semelhança do tabaco "normal", também o cigarro electrónico (ou tabaco aquecido como também é chamado) é nocivo. Com uma agravante adicional. Cheira mal. Pessimamente. Uma mistura de cheiros de alguém que está com flatulência depois de ter comido as couves todas de um bom e rico cozido à Portuguesa com...chulé. Tudo bem aquecido. Será que os utilizadores deste tipo de tabaco não se apercebem? Terão já perdido a função olfactiva??
Que 2020 seja o ano em que as pessoas ganhem consciência que a estatística anual do cancro do pulmão não pára de aumentar. Que façam as contas, não ao dinheiro que poupam em fumar tabaco aquecido, mas aos anos de vida que perdem. Ganhem juízo. Sejam fortes. Sólidos. Se eu consegui deixar de fumar de um dia para o outro, qualquer pessoa consegue. Foco e determinação.

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