Com os últimos desenvolvimentos da actualidade, é praticamente impossível não pensarmos duas vezes sobre o fenómeno que aflige todo o mundo - o Coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave 2 (SARS-CoV-2)
Não sou de embarcar em alarmismos. Talvez o fizesse quando era mais novo noutros contextos. Actualmente, com o avançar da idade, é-nos possível ter uma visão mais madura e sólida das coisas percebendo que poderá existir já algum empolamento por parte dos meios de comunicação social que poderão ter como consequência um alarmismo desmesurado em franjas populacionais menos informadas.
Há duas questões que me surgem de imediato. A primeira questão tem que ver com facto do síndrome da gripe "normal" (como a conhecemos anualmente) ser tão ou mais mortal que este coronavírus e ninguém fala nisso. Ou por outra, não tem esta mediatização planetária. A segunda questão é uma constatação de um facto simples: há organismos humanos mais susceptíveis de serem infectados. Indivíduos imunodeprimidos, como sejam pessoas dosas ou doentes com outras doenças serão - como sabemos - mais vulneráveis a infecções e a contrair doenças.
Aparte destas duas questões, e não desvalorizando o que tem sido feito à escala global por todos os países, percebe-se já que há sectores afectados (e.g. turismo, hotelaria, transporte aéreo) e outros sectores que se aproveitam do mesmo momento para gerar riqueza (i.e. empresas produtoras de equipamentos de protecção individual como sejam máscaras ou luvas esterelizadas). Nada de novo até aqui. O ser humano no seu melhor quando a OMS (Organização Mundial de Saúde) já tinha apelado à cooperação e ao bom senso nesta matéria.
Ainda é uma incógnita quanto tempo teremos o vírus por cá. Diz que se dá mal com temperaturas mais altas, o que faz com que se perspective que no Verão já deverá ter desaparecido. Por um lado. Por outro, há já quem advogue que é necessária preparação para um novo vírus similar que surgirá no próximo Inverno. E há também quem defenda também que até meados do ano iremos continuar a contar casos de pessoas infectadas. O que bate certo com a perspectiva do vírus perder o potencial virulento com as temperaturas mais altas.
O que sei sobre vírus é pouco. O grande desafio, face a outros microorganismos, é o facto de poderem sofrer mutações ao nível do genoma em consequência de múltiplos factores. O que pode dar imensa dor de cabeça à comunidade científica. As variáveis passam a ser infinitas...
Simplificando, e falando em particular do vírus da gripe "normal", a vacina anual não é mais do que inocular no organismo das pessoas a quem é administrada o próprio vírus, para que os organismos reajam e consigam criar anticorpos. O problema é que pode acontecer que o vírus da gripe de 2019 tenha sofrido alguma mutação. E que em 2020 já seja diferente pelo que, administrar a vacina do vírus da gripe do ano passado, não vai surtir efeito prático. Apenas ficar engripado! Estou certo que os profissionais de saúde estão a fazer o seu melhor para conter esta epidemia. E que breve deixaremos de ter a ameaça tão presente!
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