Faz hoje precisamente 24 dias que não saio de casa. Em boa verdade, apenas saio de casa para os passeios higiénicos do Paco, aqui na rua, mas nada mais.
Para alguém como eu, caseiro, a obrigatória alteração de rotinas não custa. Não custa, na medida em que o que passa a ser diferente é, precisamente, a privação da liberdade de poder ir a algum lado quando me apetecer, à hora que me apetecer. Não será possível nos próximos tempos, mas também não virá mal ao meu mundo por isso. Passo bem com isso.
Deixei de seguir com (muita) atenção as notícias. Não me apetece. Não acho que acrescente alguma coisa à minha felicidade. Faço, como sempre, a minha parte. Isolamento social. Evito deslocações desnecessárias. Entre outras coisas que todos sabemos de cor e que nos tem sido recordado diariamente.
À semelhança de tantos outros portugueses, também devo entrar nos próximos em "lay-off". Recebi a notícia tranquilamente e sem grandes surpresas. Este tipo de opção tem de ser encarada como positiva. A empresa ajuda o trabalhador e este ajuda a empresa entre 1 a 3 meses, não podendo exceder este prazo máximo. A alternativa para muitas empresas seria o despedimento, na medida em que poucas serão aquelas que conseguirão sobreviver sem facturar durante meses consecutivos. As percentagens de afectação horária variam de empresa para empresa, mas, a contribuição do Estado para a redução do vencimento do trabalhador em 2/3 será sempre de 70% complementada em 30% por parte do empregador. Neste sentido, a continuidade do teletrabalho - que tenho continuado a praticar com êxito - estará intimamente relacionada com o facto de entrar em "lay-off" ou não (nem todos os colaboradores entrarão).
Continuo a treinar 3 vezes por semana, ao final do dia - momento do dia em que tenho mais disponibilidade. Os dias maiores têm ajudado (com a luz solar) e sinto-me a ganhar de novo a condição física que perdi, por via dos 3 meses que estive parado (lesão ombro direito).
Para terminar, uma sugestão de um filme. Chama-se "O milagre na cela 7" - foto abaixo:
Trata-se de um filme turco, penso que apenas disponível na Netflix e sem hesitação alguma posso dizer que é dos melhores que já vi até hoje. Sem mais comentários. Vejam, se puderem, e tirem as vossas conclusões.

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