...surgem os problemas. É um facto. Quantas e quantas vezes já demos conta de que a mensagem não foi assimilada e compreendida pelo receptor? Imensas. Creio que muitas vezes não perdemos tempo a analisar as causas que levam à não compreensão do que dizemos /escrevemos. A análise, a interpretação do "não entendimento" demora, requer tempo, dedicação e acima de tudo, interiorização, para mais tarde não voltar a cometer o mesmo erro.
São diversas as situações em que poderá haver a tal lacuna de comunicação. Imensas. Desde a transmissão de um sentimento momentâneo, passando pela memória que um cheiro ou uma música nos traz, passando pela interpretação errada de algo que dizemos..enfim, muitos exemplos poderia ainda dar.
Pessoalmente, é-me muito complicado verbalizar tudo o que penso. É complicado porque nem sempre consigo dizer tudo o que penso, ou da forma que gostaria de dizer. Chamo a isto uma falha entre o que penso e o que consigo dizer. Há pessoas em quem o problema é mais evidente, normalmente associado à rapidez de raciocínio e uma verbalização mais lenta, ou seja, surge a gaguez.
Optei pela escrita. Optei pela escrita porque adoro as palavras. Como já referi algures, nunca, jamais escreveria por obrigação. Nunca o conseguiria, nem tão pouco seria eficaz na mensagem que poderia /quereria transmitir. Estas linhas são escritas por mim, surgem ao "sabor do pensamento", e posso confessar que muito raramente penso muito num texto, ou penso muito sobre como escrever..Ou seja, a minha passagem de mensagem, o meu testemunho é algo que surge naturalmente, e acredito que o consiga fazer melhor através da escrita, do que por conversa.
Não quero dizer que não goste de falar. Adoro, e considero-me mesmo uma pessoa extremamente extrovertida. Contudo, em termos de eficácia, se pensarmos " na melhor forma da mensagem ser transmitida", sem muita dúvida que iria escolher a escrita..
Daí a criação do blog, daí a minha partilha de pensamentos convosco.
Talvez assim, da minha parte, a comunicação não falhe tanto...Só o tempo o dirá.
quinta-feira, novembro 24, 2005
terça-feira, novembro 22, 2005
Dormir..

É daquelas coisas sem a qual não passo. Sempre que posso, e me é possível, aproveito para dormir, ou carregar baterias, como queiram. É uma actividade em que há uma harmonia em temos do organismo, e os níveis hormonais estabilizam, e há a tão esperada serenidade e recompensa de um dia ou dias cansativos.
Hoje em dia, a par e passo com outros problemas da "moda", há uma manifesta falta de sono /descanso. Falo contra mim, na medida em que ou por estar na internet, ou mesmo por estar a ver tv/dvd, passo muito tempo sem dormir. Nunca quis contabilizar, acho que desmaiava, se soubesse todas as horas de sono que perco por ano.
A questão fulcral, é a consequência que a falta de sono tem em mim. Estamos a falar dormir menos de 7 horas diárias. Fico irritado, nervoso, mais sensível e sobretudo menos tolerante. Menos tolerante para com pessoas que muitas vezes dizem qualquer coisa com a maior das naturalidades, como como o nosso cérebro não está a 100%, funciona só a parte "reptiliana"- instintiva, e somos brutos (as) a responder..
Curioso será quando tenho algo importante para fazer no dia a seguir. Normalmente, mesmo que não durma as tais 7 horas, não me custa a levantar (se é que chego a dormir..). Mas regra geral, aplica-se este número de horas para estar em pleno das minhas faculdades mentais, humor estável e boa disposição.
É importante que o nosso quarto (ou não), onde está a nossa cama, seja um local harmonioso. Seja um local onde sabemos que é para descansar, repousar e dormir..até ao dia seguinte. Nada melhor que a nossa cama, e a nossa almofada, depois de um dia extenuante...
Normalmente, se estou absorto num livro daqueles que "prende até ao final", aproveito o meu leito para ler. Para calmamente, e deitado, folhear, e ir absorvendo mais informação..ir "devorando" a história, e embrenhar-me nela. Ou ver um bom filme..
Enfim...dormir bem é uma das formas de termos harmonia. Qualidade de vida. Paz interior.
Está nas nossas mãos...
segunda-feira, novembro 21, 2005
Saber Comunicar
É um post algo controverso. Tenho plena consciência disso. Até eu dou erros ortográficos, até eu no dia-a-dia recorro a um prontuário ortográfico e/ou dicionário para confirmar alguma dúvida. Creio que é uma forma de aprendermos a comunicar melhor e fazer passar mais facilmente (e correctamente) a nossa mensagem.
Contudo, há muita gente que não o faz. Há pessoas que escrevem mal, pessoas que falam mal, e pessoas que dizem que "não têm tempo para ler". O não ter tempo para ler, quando me dizem isto , fazem-me ter vontade de rir até às lágrimas. Não ter tempo para ler, significa assim de repente, que as pessoas têm uma vida profissional que as ocupa as 8 horás diárias, e no resto das 16 horas estão permanentemente ocupadas, ou seja, 24 horas por dia e 365 dias por ano (366 dias se o ano fôr bissexto). A sério, custa-me ouvir este tipo de argumentação. É fraca e rebatível. Se calhar, as mesmas pessoas são capazes de optar por ver tv ou um dvd, ou ouvir música...em detrimento de ler. É uma questão de opção, é certo, mas também é uma questão de paciência e/ou predisposição para o fazer.. Eu prefiro ler. Há quem não o prefira.
Este final de semana comecei a ler um livro técnico, sobre a minha área de formação académica. Um livro escrito por um engenheiro de uma das faculdades mais prestigiadas do País, com pós-graduação e mestrado. Ou seja, uma pessoa a quem se exige uma formação literária superior, fruto dos trabalhos, relatórios e apresentações/formações que já terá feito. Erro seu ou do revisor ou do editor, na página 5 do seu livro, escreve "..espectativa.." em vez de "..expectativa..". Fiquei irritado com o erro. Fechei o livro. Mais lá para o final da semana volto a abrir. Não é uma questão de ser intransigente. É uma questão de não tolerar determinado tipo de erros a determinadas pessoas "com canudo", com um percurso académico bem notório e perceptível. É exigir que um (a) "mestre" não dê erros ortográficos, ou que tenha o cuidado de reler o seu livro antes de ser publicado. É o mínimo.
Outro tipo de lacuna de comunicação, não raro, é o que se verifica em peças dos telejornais ou mesmo no nosso quotidiano, que são os atropelos frequentes à linguagem "camoniana". Tento levar as coisas com calma, rio-me para dentro. Já não comento. Que fazer?
Atribuo o estado desta situação a dois factores (entre outros): novelas brasileiras e internet. As novelas influenciam quer a escrita, quer a oralidade. A internet, e cada vez mais, interfere na escrita das camadas mais jovens, em termos de "economia monetária e economia de letras". Fazem inconscientemente "contracções" de palavras...que não devem/podem fazer.
Em suma, e não me querendo alongar muito mais, só quis fazer um pequeno apontamento ao que aconteceu no Sábado (livro que estou a ler), e fiz um ponto de situação da forma como analiso a comunicação dos portugueses. Não sou ninguém para dar conselhos, nem tão pouco tenho moral para o fazer. Contudo, na minha opinião, acho que qualquer pessoa gosta de se exprimir correctamente, de forma a ser bem percebido (a), da mesma forma que gostará de perceber perfeitamente a mensagem da pessoa com quem fala. Chama-se a isto comunicação.
A título de sugestão, se me permitem..leiam livros de autores bons. Ainda que não sejam livros muito grandes, leiam boa escrita, bom português. Ajuda a melhorar o vocabulário, adjectivação, e sobretudo a escrita.
Contudo, há muita gente que não o faz. Há pessoas que escrevem mal, pessoas que falam mal, e pessoas que dizem que "não têm tempo para ler". O não ter tempo para ler, quando me dizem isto , fazem-me ter vontade de rir até às lágrimas. Não ter tempo para ler, significa assim de repente, que as pessoas têm uma vida profissional que as ocupa as 8 horás diárias, e no resto das 16 horas estão permanentemente ocupadas, ou seja, 24 horas por dia e 365 dias por ano (366 dias se o ano fôr bissexto). A sério, custa-me ouvir este tipo de argumentação. É fraca e rebatível. Se calhar, as mesmas pessoas são capazes de optar por ver tv ou um dvd, ou ouvir música...em detrimento de ler. É uma questão de opção, é certo, mas também é uma questão de paciência e/ou predisposição para o fazer.. Eu prefiro ler. Há quem não o prefira.
Este final de semana comecei a ler um livro técnico, sobre a minha área de formação académica. Um livro escrito por um engenheiro de uma das faculdades mais prestigiadas do País, com pós-graduação e mestrado. Ou seja, uma pessoa a quem se exige uma formação literária superior, fruto dos trabalhos, relatórios e apresentações/formações que já terá feito. Erro seu ou do revisor ou do editor, na página 5 do seu livro, escreve "..espectativa.." em vez de "..expectativa..". Fiquei irritado com o erro. Fechei o livro. Mais lá para o final da semana volto a abrir. Não é uma questão de ser intransigente. É uma questão de não tolerar determinado tipo de erros a determinadas pessoas "com canudo", com um percurso académico bem notório e perceptível. É exigir que um (a) "mestre" não dê erros ortográficos, ou que tenha o cuidado de reler o seu livro antes de ser publicado. É o mínimo.
Outro tipo de lacuna de comunicação, não raro, é o que se verifica em peças dos telejornais ou mesmo no nosso quotidiano, que são os atropelos frequentes à linguagem "camoniana". Tento levar as coisas com calma, rio-me para dentro. Já não comento. Que fazer?
Atribuo o estado desta situação a dois factores (entre outros): novelas brasileiras e internet. As novelas influenciam quer a escrita, quer a oralidade. A internet, e cada vez mais, interfere na escrita das camadas mais jovens, em termos de "economia monetária e economia de letras". Fazem inconscientemente "contracções" de palavras...que não devem/podem fazer.
Em suma, e não me querendo alongar muito mais, só quis fazer um pequeno apontamento ao que aconteceu no Sábado (livro que estou a ler), e fiz um ponto de situação da forma como analiso a comunicação dos portugueses. Não sou ninguém para dar conselhos, nem tão pouco tenho moral para o fazer. Contudo, na minha opinião, acho que qualquer pessoa gosta de se exprimir correctamente, de forma a ser bem percebido (a), da mesma forma que gostará de perceber perfeitamente a mensagem da pessoa com quem fala. Chama-se a isto comunicação.
A título de sugestão, se me permitem..leiam livros de autores bons. Ainda que não sejam livros muito grandes, leiam boa escrita, bom português. Ajuda a melhorar o vocabulário, adjectivação, e sobretudo a escrita.
sábado, novembro 19, 2005
Ajudar o próximo
É sem sombra de dúvida um tema que me dá prazer escrever. "Ajudar o próximo", na minha concepção tem uma abrangência enorme, tem um significado profundo e acima de tudo, é uma frase que desde sempre esteve presente na minha maneira de ser.
Há vários tipos de ajuda. Alguns mais visíveis e perceptíveis (monetárias, ajudar alguém com alguma dificuldade), outros menos, ainda que não menos importantes. Não me consigo recordar de alguma vez que me tenha escusado a ajudar alguém. É complicado lembrar-me desse momento, e já lá vão 3 décadas de vida.. Faz parte de mim. Diria que é algo inato. Não me conheceria sem esta postura. Ainda que por vezes me seja prejudicial, na medida em que penso nos outros antes de pensar em mim, faço-o instintivamente. Uma das formas mais bonitas de auxílio, para mim, é o "ouvir". É necessário algum tipo de predisposição para tal. É preciso que exista abertura de espírito e disponibilidade mental para ir ter com alguém que está em baixo, e simplesmente...ouvir. Nem toda a gente o sabe ou consegue fazer, nos dias que correm.
Há várias interpretações deste tema. A minha interpretação, é, e será sempre na medida do possível, proporcionar ou facultar uma melhor qualidade de vida a outra pessoa. Daí, remeto-me directamente para o caso específico das "esmolas de semáforo", que opto por não dar, porque sei que muitas das vezes o dinheiro é canalizado para redes organizadas do crime, geridas por pessoas sem qualquer tipo de escrúpulos. Já o mesmo não acontece se vir alguém com fome. Aí pago uma sopa, ou um sandes mista e um copo de leite. É um pouco por aqui.
Ajuda o próximo requer disponibilidade, como já referi anteriormente. Nem sempre essa disponibilidade é possível, fruto das nossas obrigações familiares, profissionais e mesmo dos nossos problemas. Contudo, acho que é sempre possível encontrar forma de ajudar alguém, quanto mais não seja sob forma de um telefonema rápido, um e-mail curto ou simplesmente uma mensagem escrita, curta, mas evidenciando que "estamos aqui, se precisares". É pena que nem toda a gente pense assim. É pena que cada vez mais vivamos para nós, olhando para os nossos umbigos e finalmente, é pena que cada vez sejamos mais egoístas.
Por aquilo que tenho vivido de há uns tempos para cá, sei que muita gente precisa de ajuda. Não é ajuda monetária, não é "palmadinhas nas costas". É sobretudo alguém em quem possam confiar, alguém com quem possam contar quando precisam de desabafar, ou simplesmente alguém com quem possam estar em silêncio (poderá parecer ridículo, mas não o é, acreditem..)
Fruto de uma série de factores com os quais lidamos diariamente, somos deparados com adversidades que não são normais. Se por um lado nós mesmos podemos analisar e gerir essas mesmas adversidades, há pessoas que não o conseguem. Mas duvido muito que venham a pedir ajuda. Contrariamente ao que seria de esperar, hoje em dia há o sentimento de vergonha em pedir ajuda. Cada vez mais há situações de depressão, angústia ou simplesmente tristeza profunda acompanhada dum sentimento de impotência e frustração, porque não sabendo como resolver as coisas, as pessoas acomodam-se e vivem sem qualquer tipo de qualidade de vida, sem esperança e sem coragem para pedir ajuda.
Este último parágrafo faz alusão directa aos suicidas. São pessoas para quem a vida não faz sentido, que não tiveram coragem de pedir ajuda, ou que simplesmente quando o tentaram fazer, o que aconteceu foram "gritos mudos", como gosto de definir como analogia adequada.
É fulcral, vital, estar atento aos que nos rodeiam. É essencial que de quando em quando mostremos disponibilidade para ouvir, para aconselhar, ou seja, para ajudar. Que os nossos amigos (as) podem contar sempre com o nosso apoio. Entender os seus sinais, e estabelecer canais de comunicação entre ambas as partes de forma a que qualquer alteração da harmonia seja perceptível, e acautelada.
Para terminar, uma sugestão: pensem em todos os vossos (as) amigos (as), e tentem fazer o exercício de avaliar o quão bem os conhecem. Alguma vez sentiram que eles (elas) poderiam estar alegres não o sentindo verdadeiramente? Que poderão haver problemas escondidos? É fundamental que junto daqueles que gostamos e que fazem parte do "nosso círculo" tenhamos a garantia de que nada nos escapa..Porque se alguma coisa não está bem, será percebida, e é aqui que entra a palavra "Ajudar o próximo".
Há vários tipos de ajuda. Alguns mais visíveis e perceptíveis (monetárias, ajudar alguém com alguma dificuldade), outros menos, ainda que não menos importantes. Não me consigo recordar de alguma vez que me tenha escusado a ajudar alguém. É complicado lembrar-me desse momento, e já lá vão 3 décadas de vida.. Faz parte de mim. Diria que é algo inato. Não me conheceria sem esta postura. Ainda que por vezes me seja prejudicial, na medida em que penso nos outros antes de pensar em mim, faço-o instintivamente. Uma das formas mais bonitas de auxílio, para mim, é o "ouvir". É necessário algum tipo de predisposição para tal. É preciso que exista abertura de espírito e disponibilidade mental para ir ter com alguém que está em baixo, e simplesmente...ouvir. Nem toda a gente o sabe ou consegue fazer, nos dias que correm.
Há várias interpretações deste tema. A minha interpretação, é, e será sempre na medida do possível, proporcionar ou facultar uma melhor qualidade de vida a outra pessoa. Daí, remeto-me directamente para o caso específico das "esmolas de semáforo", que opto por não dar, porque sei que muitas das vezes o dinheiro é canalizado para redes organizadas do crime, geridas por pessoas sem qualquer tipo de escrúpulos. Já o mesmo não acontece se vir alguém com fome. Aí pago uma sopa, ou um sandes mista e um copo de leite. É um pouco por aqui.
Ajuda o próximo requer disponibilidade, como já referi anteriormente. Nem sempre essa disponibilidade é possível, fruto das nossas obrigações familiares, profissionais e mesmo dos nossos problemas. Contudo, acho que é sempre possível encontrar forma de ajudar alguém, quanto mais não seja sob forma de um telefonema rápido, um e-mail curto ou simplesmente uma mensagem escrita, curta, mas evidenciando que "estamos aqui, se precisares". É pena que nem toda a gente pense assim. É pena que cada vez mais vivamos para nós, olhando para os nossos umbigos e finalmente, é pena que cada vez sejamos mais egoístas.
Por aquilo que tenho vivido de há uns tempos para cá, sei que muita gente precisa de ajuda. Não é ajuda monetária, não é "palmadinhas nas costas". É sobretudo alguém em quem possam confiar, alguém com quem possam contar quando precisam de desabafar, ou simplesmente alguém com quem possam estar em silêncio (poderá parecer ridículo, mas não o é, acreditem..)
Fruto de uma série de factores com os quais lidamos diariamente, somos deparados com adversidades que não são normais. Se por um lado nós mesmos podemos analisar e gerir essas mesmas adversidades, há pessoas que não o conseguem. Mas duvido muito que venham a pedir ajuda. Contrariamente ao que seria de esperar, hoje em dia há o sentimento de vergonha em pedir ajuda. Cada vez mais há situações de depressão, angústia ou simplesmente tristeza profunda acompanhada dum sentimento de impotência e frustração, porque não sabendo como resolver as coisas, as pessoas acomodam-se e vivem sem qualquer tipo de qualidade de vida, sem esperança e sem coragem para pedir ajuda.
Este último parágrafo faz alusão directa aos suicidas. São pessoas para quem a vida não faz sentido, que não tiveram coragem de pedir ajuda, ou que simplesmente quando o tentaram fazer, o que aconteceu foram "gritos mudos", como gosto de definir como analogia adequada.
É fulcral, vital, estar atento aos que nos rodeiam. É essencial que de quando em quando mostremos disponibilidade para ouvir, para aconselhar, ou seja, para ajudar. Que os nossos amigos (as) podem contar sempre com o nosso apoio. Entender os seus sinais, e estabelecer canais de comunicação entre ambas as partes de forma a que qualquer alteração da harmonia seja perceptível, e acautelada.
Para terminar, uma sugestão: pensem em todos os vossos (as) amigos (as), e tentem fazer o exercício de avaliar o quão bem os conhecem. Alguma vez sentiram que eles (elas) poderiam estar alegres não o sentindo verdadeiramente? Que poderão haver problemas escondidos? É fundamental que junto daqueles que gostamos e que fazem parte do "nosso círculo" tenhamos a garantia de que nada nos escapa..Porque se alguma coisa não está bem, será percebida, e é aqui que entra a palavra "Ajudar o próximo".
Village People no Pavilhão Atlântico (18 Nov 2005)
Não os conhecia em palco. Só mesmo músicas que acompanharam a minha infância / adolescência. Músicas que ouvia nos rádios ou cd´s dos primos mais velhos, e que tinham ritmo, "batida" e muito conotadas com a comunidade gay. "In the Navy", ou o célebre "Macho Man", ou ainda o famosíssimo "YMCA".Com uma noite péssima, em termos climatéricos (frio e chuva), às 2120H o Pavilhão Atlântico (PA) não estava composto. Mas foi-se compondo. E às 2200H estava uma "moldura humana" muito homogénea, sendo que houve algumas pessoas que levaram a sua ida ao concerto muito a sério, e foram caracterizadas com trajes da época.
Para quem não se lembra, quer os Village People (VP), quer os Boney M (BM), são bandas dadécada de 70-80, e como tal, não terão a mesma energia em palco que bandas mais recentes (ou com membros mais jovens). Excepção à regra será o concerto dos Rolling Stones, em Coimbra, onde o Mike mais uma vez brindou a sua plateia com a energia e vivacidade que o caracteriza em qualquer parte do mundo.
No concerto desta noite, fiquei agradavelmente surpreso com a actuação da banda de suporte dos VP, os Boney M. Uma banda muito boa, em termos de coreografia, presença de palco, e acima de tudo, dos membros da banda. É curioso que aquelas bandas que têm elementos negros na sua composição, têm outra energia, outra alegria, e sobretudo outra presença em palco. Foi este o caso, com 3 dos elementos da banda serem negras com vozes bestiais.
Já no caso dos VP, não tiveram a adesão que a banda de suporte teve. A voz do vocalista ao vivo é demasiado grossa, e não fez o êxito que as músicas que conheço têm. Não é uma questão de ser impossível. Já fui a outros concertos e não notei uma disparidade tão grande. Fiquei desapontado. Conseguiram ainda assim cativar o público, com os 3 temas mais famosos, que referi anteriormente.
Mais uma vez, dois pontos francamente negativos para o Pavilhão Atlântico: não só estava a chover torrencialmente e as pessoas tinham de entrar numa zona específica (quando se calhar podiam fazê-lo noutra zona e depois serem encaminhadas para a zona respectiva/correcta) como também as condições acústicas do próprio Pavilhão são deploráveis, fazem muito eco, o que tem como consequência uma perda de qualidade notável em termos de som.
Em suma, deu para reviver algumas músicas muito agradáveis..Mas só isso. De uma maneira geral, não valeu a pena o preço do bilhete.
sexta-feira, novembro 18, 2005
O Stress...

São variadíssimas as causas do stress no nosso quotidiano. Tantas que seria complicado enumerar todas, sem correr o risco de me esquecer de alguma. Contudo, acho que muitas vezes não fazemos um esforço por mitigar ou minimizar o efeito adverso que aquela que é considerada a doença da actualidade (sim, leram bem) nos provoca.
Desde o stress da actividade profissional, passando pelo stress mais ou menos evidente que possamos ter em nossas casas, o stress do tráfego rodoviário, etc,etc, são situações com as quais nos confrontamos, e que naturalmente lidamos à nossa maneira.
Há quem defenda (os defensores do Reiki, por exemplo), que muitas das maleitas que existem hoje em dia, são consequência de desequilíbrios orgânicos, do nosso interior, e que acabam por ser reflexo das nossas respostas perante as adversidades, entre as quais, a forma como lidamos com o stress.
Nunca experimentei actividades relaxantes como o yoga. Sendo uma pessoa naturalmente ansioso, talvez não fosse má ideia experimentar. Yoga ou outra actividade similar. Ou estar num local (casa, por exemplo), em que exista uma decoração Feng Shui (lê-se Feng Shói), que dizem os entendidos, minimiza o efeito agressivo do stress (entre outras "agressões"), induzindo a harmonia, calma e serenidade. É uma linha de pensamento curiosa e muito interessante.
Na minha opinião, e falando por experiência própria, vou aprendendo à minha custa, a lidar com as mais variadas vississitudes da vida. Melhor ou pior, há algumas que tenho como "dado adquirido", pelo que sendo normais, tento debelar um estado mais ansioso da minha pessoa, quando confrontado com a situação em si. Exemplo? Estar parado no trânsito. Antes, era uma altura em que ficava irrequieto, ansioso, e passada a tal fila, parecia que me tinham tirado uma pedra de 2 toneladas das costas. As filas de trânsito são das piores coisas para mim. Hoje em dia vejo as coisas de forma diferente. É uma boa altura para "limpar" a carteira de talões, escolher criteriosamente umas músicas para ouvir enquanto se espera, aproveitar para massajar o pescoço, ou simplesmente fazer caretas aos miúdos que vão nos carros que circulam ao nosso lado, ou no sentido oposto (e depois fazer uma pose seráfica, se os miúdos se queixarem aos seus progenitores)...
Em jeito de conclusão, sugiro que passem a ver e viver a vida assumindo uma postura/atitude mais calma, serena e tranquila, tendo em linha de conta que tal só nos irá benificiar à posterior, ou seja, mais qualidade de vida, em resumo.
Acima de tudo, que possamos proporcionar um bom ambiente, transmitir harmonia e calma quer para nós, quer para os que nos rodeiam.
A nossa paz interior não se compra...conquista-se! (Agora estive bem..)
Comer bem

Creio que será sem dúvida um dos meus maiores prazeres na vida. Gosto de ter boas conversas à mesa, e sobretudo bem acompanhado. Já vou conhecendo alguns restaurantes, uns mais tipo "tasca"(onde na minha opinião se come melhor), outros onde se pode ir descontraidamente, ou outros onde é necessário ter em conta o famoso "dress code".
Há de tudo em Lisboa, e arredores. Quando falo de tudo, falo naturalmente de restaurantes para todas as bolsas, sugestões/ofertas para todos os paladares, e uma confecção mais ou uma confecção menos apurada. Não vou dar qualquer tipo de sugestão, na medida em que não acho correcto falar bem de uns. Se era para falar bem, falava-se de todos! E não me parece que tal seja possível. De qualquer das formas, creio que posso afirmar sem prejuízo de ninguém, que muito embora exista uma oferta vastíssima em Lisboa e envolvente imediata, há uma oferta bem interessante fora de Lisboa, onde existe um binómio curioso: maior quantidade a um menor preço. Para mim, que gosto de comer bem (confecção) e em quantidade, é o ideal, o que só por si sugere algumas centenas de kilómetros para ir ao restaurante A ou restaurante B.
Aqui fica o conselho para aqueles e aquelas que gostam de comer bem...conheçam o que há de bom em Portugal!
quarta-feira, novembro 16, 2005
A questão do Tempo
Sempre me conheci como sendo uma pessoa pontual. Pontualidade, para mim é sinónimo de seriedade, responsabilidade, e acima de tudo, respeito por quem espera por nós. Não chego ao ponto de ser exageradamente pontual, ou ser daquelas pessoas que chega meia hora adiantado. Não. Mas gosto de estar cerca de 5 minutos antes onde quer que seja. Da mesma forma que se tenho de sair para algum local, e se sei que o percurso demora cerca de meia hora, saio três quartos de hora antes. Chama-se a isto zelo e cumprimento de horários. Da mesma forma que acabo por ser zeloso no cumprimento dos horários, equaciono sempre 1/4 de hora de tolerância para quem chega atrasado. Contudo, e mesmo sendo "tolerante" nesse aspecto, há imensa gente para quem os horários não têm qualquer tipo de significado. Não faz muita impressão que alguém esteja à espera, não equacionando que se calhar a mesma pessoa que está à espera, encontrou forma de ser pontual. É neste aspecto que normalmente quem se atrasa não pensa. E encontra uma pessoa que se calhar nem faz menção ao atraso. Quem espera, normalmente vai-se "acomodando". E vai deixando passar...vai relevando...Comigo não é bem assim. Há o tal 1/4 de hora de tolerância. Além disso, sendo Portugal dos países que mais telemóveis tem por casa, não posso conceber que, ahavendo um atraso, não haja uma justificação, tipo mensagem escrita ou mesmo telefonema. É o mínimo.Posso ter vários defeitos, e tenho-os, sem dúvida..pontualidade não é um deles!!
segunda-feira, novembro 14, 2005
Os meus 30 anos
O texto que vou escrever não é inédito. É uma reflexão dos meus 30 anos, da mesma forma que muita gente já reflectiu, e passou dos pensamentos às palavras. Retratei-me em muita coisa, e decidi dar a conhecer as minhas lembranças.
É certo que há muitas coisas que já se apagaram da minha mente. Chama-se a isto memória selectiva, em que a nossa memória "apaga" a informação menos importante, gravando aquela que nos é mais útil. Talvez por isso mesmo, existam pormenores que já não me recordo muito bem, mas na generalidade, no cômputo geral, sim, há coisas que me são muito familiares.
Assisto com alguma incredulidade ao facilitismo que hoje em dia prevalece nas novas gerações. Tive o meu primeiro telefone portátil já tinha carta de condução e já andava na faculdade, o que rapidamente me coloca com 18 anos. Hoje em dia, rara é a criança, sim, criança que com 10 anos não tem um "lélé". Isto faz-me alguma confusão. Alguma "muita". A razão que mais oiço como justificação é de que os tempos mudaram, e os miúdos precisam de estar em contacto com os pais..Ou serão os pais que têm de controlar os miúdos? Acho que é mais isto..
Na minha infância, adolescência, não havia telemóveis. Se queria ligar a A ou B, ligava para casa, e cordialmente falava com o pai, mãe, irmão ou irmã, ou quem quer que me atendesse o telefone. Fi-lo milhões de vezes, saí à noite, tarde e dia, e graças a Deus, os meus pais nunca necessitaram de um telefone para saber onde andava. É um pouco a conduta e valores dados aquando do crescimento do (a) menino (a). Coisa que hoje em dia não se verifica.
Pertenço à "colheita" de 1975. Uma colheita que já nasceu após o 25 de Abril, mas que ainda assim respeita determinados valores, respeita as pessoas mais velhas, e sobretudo, tem uma postura afirmativa perante a vida. Salvo raras excepções, de pessoas que conheço e que enveredaram pelo caminho da droga, todas as outras pessoas singraram. Melhor ou pior, fizeram pela vida. Pertenço ainda à geração de "mancebos" que tinham de ir ver aos editais da tropa, na Junta de Freguesia da área de residência qual o dia da Inspecção Militar. E que tinham de passar o dia ali no Quartel da Ajuda, em questionários acerca da nossa intimidade, após o grosso do grupo ter sido separado por nível de escolaridade. Era giríssimo, porque aqueles que tinham frequência universitária constituiam um grupo mínimo.
Comecei a sair com 14/15 anos. "A" noite no Bairro Alto. Mais tarde, "Zona +", "Gringo´s", depois "Bananas", passando pelo famoso "Blue´s Café", "Indochina", "Dock´s", entre muitos outros locais da noite lisboeta, e zona de Cascais. Mas foi uma fase. Foi uma fase que ainda durou uma década (ou pouco mais) em que vivi com intensidade a noite. Esperar que o final de semana chegasse rapidamente, para sair, para me divertir e beber uns copázios.. Como já escrevi noutro texto, mudei radicalmente essa postura.
Havia algumas coisas que sempre me deram prazer, e saliento 3: Jardim Zoológico, Feira Popular e aquário Vasco da Gama. São três locais que a muito "puto" ou "miúda" hoje em dia dizem pouco, ou nada. Conhecem de nome. No meu caso, aviva-me a memória para os momentos excelentes que passei em qualquer um dos 3 sítios, e das lembranças que tenho. Da excitação que me assalta quando me recordo das vezes que vi os gorilas, ou os leões no seu território, ou das girafas, ou do elefante jurássico que toca o sino... Ou dos crocodilos, que sempre que lá ía (ao Zoo), me pareciam estar parados no mesmo local, ou do reptilário, com as várias espécies de cobras, enfim, imensas coisas. Da mesma forma que o Aquário Vasco da Gama me relembra as tartarugas e peixes exóticos que na altura lá existiam...São tudo lembranças da minha meninice..
Revivi há pouco tempo estas lembranças, com uma visita ao Zoo. Gostei imenso, embora as coisas estejam muito diferentes. Mas foi gratificante.
Ainda sou do tempo de ir para a baixa nos autocarros de dois andares. Naqueles que hoje em dia se vêem pela cidade para as visitas turísticas. Com o "chão" em madeira corrida. Claro que ía sempre para o 1º piso, por cima da cabine do condutor..Era o delírio!
Sou da geração em que houve o culto pelo carro de rolamentos e mais tarde pela bicicleta (e para alguns das motas). A bicicleta sempre a brilhar, como se fosse um carro cheio de cromados... Feliz ou infelizmente, cá em casa nunca entraram motas. Mas entraram bicicletas, e com 18 anos tinha carta e carro novo. Foi melhor assim. Tive amigos meus que morreram em acidentes de mota, e outro grande amigo num acidente de carro. Faz parte do nosso percurso cá na Terra...
Com 30 anos é muito triste aquilo que penso recorrentemente. A nossa sociedade perdeu valores, perdeu o respeito pelo próximo, não há qualquer tipo de exemplo para as camadas mais jovens..A diferença entre a nossa sociedade e uma sociedada anárquica, na minha opinião, é muito vaga. Desde a justiça que não existe, desde a equidade social que pura e simplesmente não é retratada, ou passando pela segurança e pelos "tachos" ou "jobs for the boys"...É vergonhoso, e são estas coisas que penso, mas julgo que deveria fazer como a maioria das pessoas da minha geração ( e mesmo de anteriores), e não pensar. Não me cansar a pensar nisso, até porque devo ser dos poucos a pensar, e a fazer este tipo de análise. É mais fácil andar para a frente..Mas cada um sabe de si, como se costuma dizer.
Há uma quantidade enorme de séries da minha infância que estão a ser reposta no mercado. O "Verão Azul", "O Corpo Humano", "A- Team", "Missão Impossível",entre variadíssimos outros. É a tal sensação de revivalismo. E de agrado, consequentemente. Vi há pouco tempo no cinema "Os Duques de Hazard", ou "Os 3 Duques" e mais uma vez revivi boas lembranças...De Sábado à tarde, quando dava esta série na tv, seguido do "Automan", ou "O Homem da Atlântida", ou no Domingo à tarde, com "O Justiceiro"...
Nunca fui muito fã de futebol, mas gostava do fanatismo de alguns adeptos de Sábado à noite, ou de Domingo à tarde. Gosto do movimento, da côr, e claro, das crenças e teorias futebolísticas de cada adepto. Regra geral, nem quando era mais novo, nem actualmente, consigo dizer o nome de todos os jogadores do plantel de qualquer um dos 3 maiores clubes..quanto mais saber o nome dos jogadores de todos os clubes...
Foi também no final da minha adolescência que ganhei o gosto pelas forças armadas. Tropas especiais, o conceito de respeito, afirmação, responsabilidade, conduta cívica, dever, aprumo..a exigência do físico...Não segui carreira militar porque na altura era novo, e não sabia bem o que queria. Mas são opções de vida, e hoje em dia, teria feito as mesmíssimas opções. Não me arrependo de nada.
Chego é rapidamente a uma conclusão...quem me dera ter 5 anos!!
É certo que há muitas coisas que já se apagaram da minha mente. Chama-se a isto memória selectiva, em que a nossa memória "apaga" a informação menos importante, gravando aquela que nos é mais útil. Talvez por isso mesmo, existam pormenores que já não me recordo muito bem, mas na generalidade, no cômputo geral, sim, há coisas que me são muito familiares.
Assisto com alguma incredulidade ao facilitismo que hoje em dia prevalece nas novas gerações. Tive o meu primeiro telefone portátil já tinha carta de condução e já andava na faculdade, o que rapidamente me coloca com 18 anos. Hoje em dia, rara é a criança, sim, criança que com 10 anos não tem um "lélé". Isto faz-me alguma confusão. Alguma "muita". A razão que mais oiço como justificação é de que os tempos mudaram, e os miúdos precisam de estar em contacto com os pais..Ou serão os pais que têm de controlar os miúdos? Acho que é mais isto..
Na minha infância, adolescência, não havia telemóveis. Se queria ligar a A ou B, ligava para casa, e cordialmente falava com o pai, mãe, irmão ou irmã, ou quem quer que me atendesse o telefone. Fi-lo milhões de vezes, saí à noite, tarde e dia, e graças a Deus, os meus pais nunca necessitaram de um telefone para saber onde andava. É um pouco a conduta e valores dados aquando do crescimento do (a) menino (a). Coisa que hoje em dia não se verifica.
Pertenço à "colheita" de 1975. Uma colheita que já nasceu após o 25 de Abril, mas que ainda assim respeita determinados valores, respeita as pessoas mais velhas, e sobretudo, tem uma postura afirmativa perante a vida. Salvo raras excepções, de pessoas que conheço e que enveredaram pelo caminho da droga, todas as outras pessoas singraram. Melhor ou pior, fizeram pela vida. Pertenço ainda à geração de "mancebos" que tinham de ir ver aos editais da tropa, na Junta de Freguesia da área de residência qual o dia da Inspecção Militar. E que tinham de passar o dia ali no Quartel da Ajuda, em questionários acerca da nossa intimidade, após o grosso do grupo ter sido separado por nível de escolaridade. Era giríssimo, porque aqueles que tinham frequência universitária constituiam um grupo mínimo.
Comecei a sair com 14/15 anos. "A" noite no Bairro Alto. Mais tarde, "Zona +", "Gringo´s", depois "Bananas", passando pelo famoso "Blue´s Café", "Indochina", "Dock´s", entre muitos outros locais da noite lisboeta, e zona de Cascais. Mas foi uma fase. Foi uma fase que ainda durou uma década (ou pouco mais) em que vivi com intensidade a noite. Esperar que o final de semana chegasse rapidamente, para sair, para me divertir e beber uns copázios.. Como já escrevi noutro texto, mudei radicalmente essa postura.
Havia algumas coisas que sempre me deram prazer, e saliento 3: Jardim Zoológico, Feira Popular e aquário Vasco da Gama. São três locais que a muito "puto" ou "miúda" hoje em dia dizem pouco, ou nada. Conhecem de nome. No meu caso, aviva-me a memória para os momentos excelentes que passei em qualquer um dos 3 sítios, e das lembranças que tenho. Da excitação que me assalta quando me recordo das vezes que vi os gorilas, ou os leões no seu território, ou das girafas, ou do elefante jurássico que toca o sino... Ou dos crocodilos, que sempre que lá ía (ao Zoo), me pareciam estar parados no mesmo local, ou do reptilário, com as várias espécies de cobras, enfim, imensas coisas. Da mesma forma que o Aquário Vasco da Gama me relembra as tartarugas e peixes exóticos que na altura lá existiam...São tudo lembranças da minha meninice..
Revivi há pouco tempo estas lembranças, com uma visita ao Zoo. Gostei imenso, embora as coisas estejam muito diferentes. Mas foi gratificante.
Ainda sou do tempo de ir para a baixa nos autocarros de dois andares. Naqueles que hoje em dia se vêem pela cidade para as visitas turísticas. Com o "chão" em madeira corrida. Claro que ía sempre para o 1º piso, por cima da cabine do condutor..Era o delírio!
Sou da geração em que houve o culto pelo carro de rolamentos e mais tarde pela bicicleta (e para alguns das motas). A bicicleta sempre a brilhar, como se fosse um carro cheio de cromados... Feliz ou infelizmente, cá em casa nunca entraram motas. Mas entraram bicicletas, e com 18 anos tinha carta e carro novo. Foi melhor assim. Tive amigos meus que morreram em acidentes de mota, e outro grande amigo num acidente de carro. Faz parte do nosso percurso cá na Terra...
Com 30 anos é muito triste aquilo que penso recorrentemente. A nossa sociedade perdeu valores, perdeu o respeito pelo próximo, não há qualquer tipo de exemplo para as camadas mais jovens..A diferença entre a nossa sociedade e uma sociedada anárquica, na minha opinião, é muito vaga. Desde a justiça que não existe, desde a equidade social que pura e simplesmente não é retratada, ou passando pela segurança e pelos "tachos" ou "jobs for the boys"...É vergonhoso, e são estas coisas que penso, mas julgo que deveria fazer como a maioria das pessoas da minha geração ( e mesmo de anteriores), e não pensar. Não me cansar a pensar nisso, até porque devo ser dos poucos a pensar, e a fazer este tipo de análise. É mais fácil andar para a frente..Mas cada um sabe de si, como se costuma dizer.
Há uma quantidade enorme de séries da minha infância que estão a ser reposta no mercado. O "Verão Azul", "O Corpo Humano", "A- Team", "Missão Impossível",entre variadíssimos outros. É a tal sensação de revivalismo. E de agrado, consequentemente. Vi há pouco tempo no cinema "Os Duques de Hazard", ou "Os 3 Duques" e mais uma vez revivi boas lembranças...De Sábado à tarde, quando dava esta série na tv, seguido do "Automan", ou "O Homem da Atlântida", ou no Domingo à tarde, com "O Justiceiro"...
Nunca fui muito fã de futebol, mas gostava do fanatismo de alguns adeptos de Sábado à noite, ou de Domingo à tarde. Gosto do movimento, da côr, e claro, das crenças e teorias futebolísticas de cada adepto. Regra geral, nem quando era mais novo, nem actualmente, consigo dizer o nome de todos os jogadores do plantel de qualquer um dos 3 maiores clubes..quanto mais saber o nome dos jogadores de todos os clubes...
Foi também no final da minha adolescência que ganhei o gosto pelas forças armadas. Tropas especiais, o conceito de respeito, afirmação, responsabilidade, conduta cívica, dever, aprumo..a exigência do físico...Não segui carreira militar porque na altura era novo, e não sabia bem o que queria. Mas são opções de vida, e hoje em dia, teria feito as mesmíssimas opções. Não me arrependo de nada.
Chego é rapidamente a uma conclusão...quem me dera ter 5 anos!!
domingo, novembro 13, 2005
A Noite
Depois de muito tempo, ontem saí um bocado. Sair para mim, é por exemplo jantar fora e eventualmente ir a um bar. Reconheço que ontem fui um pouco mais além, e o bar passou a ser uma discoteca. Há muito tempo que não o fazia, e sinceramente, tão cedo não o faço.
A questão da saída à noite, nos moldes em que mencionei, sugere alguma "predisposição para". "Predisposição para", no meu ponto de vista, não é mais do que qualquer um de nós entrar numa das muitas discotecas da localidade onde moramos, e sabermos que vamos estar num local qualquer sujeitos a levar um encontrão, que um simples pedido de desculpa não existe, que vamos ter de falar umas oitavas acima do nosso nível de conversa normal, que os cabelos e roupa ficam com o cheiro horrível a tabaco, entre milhares de outras coisas. Ou seja, vislumbro apenas e somente duas "vantagens": i) Possibilidade de ver pessoas arranjadas/diferentes daquelas que estamos habituados/as a ver, ii) Poder dançar um pouco. Naturalmente que qualquer uma das opções é rebatível, porque a primeira pode "cair por terra" se formos ao "Toquio" (discoteca do Cais do Sodré, frequentada pelo bas fond lisboeta), e a segunda é rebatida com o fundamento do espaço físico..Se por azar estivermos numa discoteca "fashion", decerto que a conjugação do verbo dançar passará a ser mais complexa.
Não quero com este discurso dizer que não goste de sair à noite, de ir jantar fora, estar com os amigos(as) e fazer uns programas. Não é isso. Tornei-me apenas mais selecto. Mais maduro, ou mais exigente, se quiserem. Na medida em que a maior parte dos (as) amigos (as) vai tendo a sua casa, é-me fácil e perfeitamente lógico, bem como aceitável e prontamente aceite um convite para jantar, seguido de uma boa conversa com um whisky de 12 anos (mínimo eehehehe) na mão. Não só porque se pode conversar da semana, de outros assuntos relacionados com interesses em comum, bem como se pode ver um DVD e adormecer no sofá, ou simplesmente jogar um jogo qualquer. Ou seja, se há uns anos gostava de fazer determinados programas, hoje em dia pretiro um programa que envolva restaurante e "disco" por um jantar em "casa do (a)" + conversa em casa do (a).
Não creio que seja a única pessoa a pensar assim. Reconheço que exista muita gente da minha idade que continua a preferir ir jantar fora e sair à noite. É a predisposição de que falava há pouco. Não tenho. Já tive, há muito tempo atrás. Hoje em dia não tenho, nem quero voltar a ter. Vejo isto como amadurecimento. Como o deixar de ter uma determinada necessidade (ir a uma discoteca) e preferir a conversa, no recato de um lar.
Com tudo isto, creio que este ano já fiz a minha "incursão nocturna" por Lisboa. Ou seja, voltar a sair à noite, neste tipo de circunstâncias, só para 2006. Convidem-me para jantar e para uma boa conversa. Para ambientes tipo discotecas e bares onde as pessoas nem falar conseguem...não me apanham por lá...
quinta-feira, novembro 10, 2005
O Frio
Creio que não se sentiu a alteração estival... Eu pelo menos não senti, até há dois dias atrás, quando de súbito, fui "brindado" por uma vaga de frio. Não é só o frio matinal, é sim um frio diurno, e piora com o entardecer e anoitecer. Mas eu já desconfiava...Às 1730H é quase noite cerrada, e detesto isso. Gosto da luz solar.
Tenho ideia que este ano vai ser um Inverno mais rigoroso, mais frio e mais chuvoso, em contraste com um Verão mais quente e árido, como o que tivémos. Não me surpreende que cada vez mais caminhemos para alterações climáticas extremadas (Verões quentes e secos, e Invernos frios e molhados), em consequência das alterações climáticas globais. Creio que não será muito interessante dissertar sobre o porquê das coisas, até porque levaria algum tempo a fazê-lo, e quero um blog "light", sem muita conversa que não interessará à maioria dos comuns mortais.
De qualquer das formas, a vaga de frio que assola o País, o "velho" e imensamente mutado vírus da gripe humana, as aves constipadas, a possibilidade de existir reincidência de doenças que já foram erradicadas de Portugal na medida em que estão reunidas condições climatéricas favoráveis para o seu desenvolvimento e ainda as mais recentes convulsões na Europa, certamente farão Natal ser inesquecível....
Tenho ideia que este ano vai ser um Inverno mais rigoroso, mais frio e mais chuvoso, em contraste com um Verão mais quente e árido, como o que tivémos. Não me surpreende que cada vez mais caminhemos para alterações climáticas extremadas (Verões quentes e secos, e Invernos frios e molhados), em consequência das alterações climáticas globais. Creio que não será muito interessante dissertar sobre o porquê das coisas, até porque levaria algum tempo a fazê-lo, e quero um blog "light", sem muita conversa que não interessará à maioria dos comuns mortais.
De qualquer das formas, a vaga de frio que assola o País, o "velho" e imensamente mutado vírus da gripe humana, as aves constipadas, a possibilidade de existir reincidência de doenças que já foram erradicadas de Portugal na medida em que estão reunidas condições climatéricas favoráveis para o seu desenvolvimento e ainda as mais recentes convulsões na Europa, certamente farão Natal ser inesquecível....
quarta-feira, novembro 09, 2005
Bem Vindo(a) ao Prazer da Escrita
Cá estou eu novamente..
Para quem me conhece há mais tempo, e sabe que tive outro blog, poderá estar confuso(a) pelo porquê de ter assumido um novo projecto...mas como tudo na vida, nada é estático. Tudo é dinâmico . O "abraçar" um novo blog, com um conceito diferente do outro, é uma aposta válida e coerente com a minha política de vida. Assim, fica aqui um novo espaço, para podermos fazer algumas trocas de ideias (e opiniões) e permitir que exista partilha de conhecimento, com vista ao crescimento de todos nós.
Para aqueles que não me conhecem, aproveito para deixar uma pequena sugestão...adicionem a página aos favorites porque eu gosto de escrever quando tenho paciência e disponibilidade mental. Não escrevo por obrigação. Escrevo porque adoro fazê-lo, e escrevo porque é desta forma que muita vez encontro um canal de comunicação válido e perceptível, de fazer passar a minha mensagem.
Há muita coisa sobre a qual terei oportunidade de dar a conhecer a minha opinião, da mesma forma que estou receptivo a sugestões que queiram colocar...algum tema que gostassem de saber a minha opinião.
Vamos andando e vamos vendo...
Até à próxima!
Para quem me conhece há mais tempo, e sabe que tive outro blog, poderá estar confuso(a) pelo porquê de ter assumido um novo projecto...mas como tudo na vida, nada é estático. Tudo é dinâmico . O "abraçar" um novo blog, com um conceito diferente do outro, é uma aposta válida e coerente com a minha política de vida. Assim, fica aqui um novo espaço, para podermos fazer algumas trocas de ideias (e opiniões) e permitir que exista partilha de conhecimento, com vista ao crescimento de todos nós.
Para aqueles que não me conhecem, aproveito para deixar uma pequena sugestão...adicionem a página aos favorites porque eu gosto de escrever quando tenho paciência e disponibilidade mental. Não escrevo por obrigação. Escrevo porque adoro fazê-lo, e escrevo porque é desta forma que muita vez encontro um canal de comunicação válido e perceptível, de fazer passar a minha mensagem.
Há muita coisa sobre a qual terei oportunidade de dar a conhecer a minha opinião, da mesma forma que estou receptivo a sugestões que queiram colocar...algum tema que gostassem de saber a minha opinião.
Vamos andando e vamos vendo...
Até à próxima!
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