Assisti com alguma incredulidade a uma reportagem que acabou de passar no telejornal da RTP 1. Sobre algumas escolas secundárias, e objectivamente acerca da insegurança das mesmas. Nunca pensei que fosse algo tão preocupante, bem como sempre associei a insegurança a algo pontual, ainda que existente. Não foi bem isso que ficou evidente na peça que acabei de assistir, e um sentimento de ódio, raiva, e sobretudo fazer justiça com as próprias mãos emergiu em mim. É certo que temos de controlar as emoções que teimam em surgir nestes momentos, mas é complicado. Muito complicado mesmo.
Sendo militarista e simpatizante de uma determinada corrente ou ideologia política muito especial, bem como sou apologista de uma máxima defendida noutros tempos, em que o docente era respeitado. Independentemente da sua idade, era respeitado. Talvez não vá ao ponto de defender que se deva rezar quer no início, quer no final da aula, mas sou apologista da deferência para com aquele que nos ensina. Ou seja, levantar-se da mesa quando alguém entra, e sentar à ordem. Parece-me pacífico, parece-me uma questão de boa educação, e sobretudo, parece-me um gesto respeitoso. Como todos sabemos, é algo que é manifestamente inviável, sendo que apenas e só é aplicado em instituições militares. E infelizmente. O problema, e que muita gente confunde, ou não quer entender e prefere manter-se numa confusão deliberada, é que o docente não é pai nem mãe. Nem tão pouco tem obrigação disso. O docente tem obrigação de ensinar, de formar pessoas, de partilhar conhecimento. De instruir, de orientar pedagogicamente. Não tem de educar ninguém. A educação vem de casa. E o problema começa exactamente aqui. Quando não há quem tenha mão. Ou saiba educar. Ou quando eventualmente existem quadros familiares problemáticos associados à droga, prostituição ou alcoolismo. Ou ainda porque há um "alhear consentido e manifesto" por parte dos tutores, ou seja, dos pais.
Em qualquer um dos casos, naturalmente que existirão repercussões na formação da personalidade do indivíduo, com consequente decréscimo do desempenho escolar, insubordinação e uma recorrente frustração que se torna evidente em actos de escape - agressões a docentes, assaltos, e agressões a outros colegas. Subsiste um fenómeno curioso, que tem que ver com a emancipação dos homens. Ou seja, necessitam de mostrar a sua virilidade invadindo outras salas de aula, desencadeando cenas de pugilato, assaltos a colegas indefesos e um semear de um medo constante em todos aqueles que partilham o mesmo espaço físico. Sala e escola. Há uns anos atrás surgiu o conceito de "Escola Segura". É certo que deverá ter as suas benesses. Não contesto. Mas será que é efectivamente bom? Será que funciona como elemento dissuasor de actos violentos? Será que resolve problemas sociais de classes menos favorecidas? Não me parece. É mais do mesmo, ou seja, mais areia para os olhos daqueles que começam num gradativo e continuado descrédito da instituição escola. Foi algo que algum governo resolveu instituir, para passar a imagem de segurança, sendo que negligenciou a resolução de problemas de fundo, como seja o auscultar os verdadeiros problemas associados á pobreza que em todo o país grassa. Outra questão que se me coloca, é a apatia e completa inaptidão para resolução dos problemas dentro da sala de aula e fora dela. Ou seja, concretizando melhor...se um docente não tem capacidade de resolver um problema..dentro da sua sala de aula, em que medida ou de que forma poderá ser respeitado? Da mesma forma que acontece no reino animal, aquele que for mais forte e impuser a sua força..vinga, os outros não. E esta teoria não é minha. É a teoria da selecção natural de Darwin. E é bom que quem vá leccionar para escolas problemáticas se mentalize disso. Naturalmente que terão de ser desencadeados toda uma série de ferramentas e mecanismos que possibilitem ao docente estar precavido de eventuas retaliações...que muitas vezes podem até não partir de dentro da escola, mas de fora da mesma. Mas para isso existe a polícia, não? Ou será que não competirá às autoridades policiais este tipo de incumbência? Às vezes questiono-me sobre isto....
Num dos episódios filmados por câmaras ocultas nas salas de aula, pude ver uma aluna com 13 anos a assediar um professor. Não era aluna de faculdade e não era uma mulher. Era uma miúda com 13 anos. Que futuro terá esta miúda? Não auguro nada de bom, para ser o mais sincero possível. E muito menos acho que alguém consiga ou tente fazer algo para modificar esta tendência. Numa era em que miúdos com esta idade já fumam mais que eu diariamente, ou já têm telefone portátil há 2/3 anos, está incutido o facilitismo. Que por sinal na minha altura não existia. Mas também não existiam muitas outras coisas, é certo. Coloco-me então, para terminar este pequeno desabafo, a seguinte questão...serei eu que não acompanho as tendências? Serei eu demasiado conservador? Será que parei no tempo e não adquiri a capacidade de entender determinado tipo de comportamentos? Que futuro terão os meus filhos? Que segurança terão os meus filhos e filhas numa sala de aula onde os colegas começam cenas de pugilato entre eles e arrastam os docentes para as mesmas? Na volta sou eu que preciso de fazer uma interiorização profunda...já que os problemas estão á vista de todos...e ninguém (quem de direito) parece interessado em resolver. Talvez dê muito trabalho e exija muito exercício mental, ou seja, trabalho mental. Talvez essas mesmas pessoas não se importem de pagar 1000€ para ter um filho num colégio particular, onde existem igualmente problemas, mas são "camuflados".
O ensino é gratuito e está ao alcance de todos. Mas em condições. Em segurança, com respeito pelos colegas e docentes. Com respeito por aqueles que estão a desempenhar a sua actividade profissional o melhor que podem, e que se esforçam. Com respeito para com os colegas, muito deles envolvidos em confusão, mas que querem singrar na vida, que não querem seguir as pisadas dos pais, e que querem ter uma oportunidade numa sociedade cada vez mais elitista e em que se promove o "nacional porreirismo" e facilitismo tão nossos. E que tão bem nos caracterizam. Ganhem vergonha na cara e vão para o obral se não querem estar na escola. Alanquem com baldes de cimento no lombo a subir 7 andares, e passam-lhes logo as manias todas. E as frescuras também. Nunca fez mal a ninguém.
O problema, caros amigos, começa e acaba na geração "demasiado branda" e nova que temos de governantes.
Tenho dito.
terça-feira, maio 30, 2006
domingo, maio 21, 2006
O Código da Vinci
Depois de ter lido o livro há algum tempo, era com alguma expectativa que esperava o filme. Sentia uma curiosidade enorme, no sentido de perceber como iriam ser tratados alguns detalhes da escrita do Dan Brown.
E assim foi, vi ontem o filme. Não terá sido um dos filmes mais curtos que já vi. Muito pelo contrário. Tem uma duração de sensivelmente 2H 35 minutos, e acreditem...custa a passar. Mais ainda quando as condições de visionamento não são as melhores, nomeadamente uma extracção de ar viciado deficitária e uma sala cheia...Variáveis que deviam ser equacionadas na equação...Ainda para mais num filme tão publicitado, em que era normalíssimo esperarem-se salas cheias..
De qualquer das formas, o filme é bom. Não é excelente. Para quem aprecia um género mais "movimentado", este é daqueles filmes que não o é. É um filme descritivo, com mais cenas paradas do que movimentadas. Uma das personagens principais (O "Silas", para quem já leu o livro), não me parece que tenha sido bem escolhida. Imaginava uma personagem com outro tipo de compleição física, mais robusto, mais alto, mais corpulento e era uma pessoa normalíssima. São pequenos pormenores que reparamos, lá está...advenientes de uma leitura prévia do livro.
Para quem goste de história, nomeadamente aquela que versa os Templários, Prioridado do Sião, Opus Dei...sim, vale a pena. Acho que o Tom Hanks (Professor Langdon) está bom. Mas já o vi melhor noutros papéis. A actriz principal (Inspectora Neveau) não me parece com uma grande prestação. Demasiado mediana.
Ou seja, de 0 a 10..daria 5.
E assim foi, vi ontem o filme. Não terá sido um dos filmes mais curtos que já vi. Muito pelo contrário. Tem uma duração de sensivelmente 2H 35 minutos, e acreditem...custa a passar. Mais ainda quando as condições de visionamento não são as melhores, nomeadamente uma extracção de ar viciado deficitária e uma sala cheia...Variáveis que deviam ser equacionadas na equação...Ainda para mais num filme tão publicitado, em que era normalíssimo esperarem-se salas cheias..
De qualquer das formas, o filme é bom. Não é excelente. Para quem aprecia um género mais "movimentado", este é daqueles filmes que não o é. É um filme descritivo, com mais cenas paradas do que movimentadas. Uma das personagens principais (O "Silas", para quem já leu o livro), não me parece que tenha sido bem escolhida. Imaginava uma personagem com outro tipo de compleição física, mais robusto, mais alto, mais corpulento e era uma pessoa normalíssima. São pequenos pormenores que reparamos, lá está...advenientes de uma leitura prévia do livro.
Para quem goste de história, nomeadamente aquela que versa os Templários, Prioridado do Sião, Opus Dei...sim, vale a pena. Acho que o Tom Hanks (Professor Langdon) está bom. Mas já o vi melhor noutros papéis. A actriz principal (Inspectora Neveau) não me parece com uma grande prestação. Demasiado mediana.
Ou seja, de 0 a 10..daria 5.
quarta-feira, maio 17, 2006
Mais um regresso...
Volvido não sei bem quanto tempo, aqui estou eu de novo. Não porque gosto de períodos de ausência prolongados, como foi o caso. Mas porque não tenho tido inspiração/paciência para escrever umas linhas. Desde já o meu mais sincero pedido de desculpas a todos(as) aqueles que aqui vêm à procura de novos textos.
Poucas serão as novidades que tenho. Relativamente a ocupação profissional, pouco há a dizer. Ou por outra, nada há a dizer. O mercado está estagnado, e para muitos recém-licenciados, grupo no qual me insiro, esta é uma altura particularmente complicada. Momentos de angústia, de insatisfação, frustração, entre outros sentimentos, são diariamente vivenciados por mim. E por muitas outras pessoas. É certo que nada depende de nós. Mas é igualmente certo que após uma pequena reflexão sobre este tema, há muita coisa que se poderia fazer, e não é feito. Infelizmente.
Enquanto aguardo que surja uma oportunidade de emprego dentro da minha área, regozijo-me com os argumentos esgrimidos pela tutela. Que na minha opinião se esquece que o País vive uma das mais elevadas taxas de desemprego das últimas décadas, que apenas pensa no dinheiro que vai ter de retirar aqueles que trabalharam um vida inteira, para que na altura em que deixaram de trabalhar, tivessem uma boa qualidade de vida. É gritante a facilidade com que se tenta resolver um e um só problema e não haja uma preocupação em analisar e tentar dar resposta a outros problemas. Mais graves, na minha leitura. Mas o que interessará será acima de tudo manter a calma, serenidade e a consciência de que melhores dias virão. Creio que este será o "chavão" que mais tenho ouvido nestes últimos 5 meses de parasitismo. Será assim tão complicado perceber que quantas mais pessoas entraram no mercado de trabalho, mais descontos existirão a jusante para a Segurança Social? E naturalmente menos problemática será a situação dos pensionistas?
Um pequeno apontamento relativo aos 150000 postos de emprego que o Governo disse que ía criar...desculpem-me a sinceridade mas vou ter de me rir durante meia hora. Estes postos de emprego são naturalmente muitíssimo relativos, e dizem respeito a estágios profissionais, ou seja, é um convite à precaridade das condições de trabalho. Contratos a termo, recibos verdes (em alguns casos) e naturalmente uma consequente falta de segurança imediatamente perceptível por parte de quem abraça o primeiro emprego. Nenhuma instituição bancária, consolidada e responsável aceita um empréstimo nestas condições. Ou seja, é naturalmente comprometida a individualidade, a independência de tantos jovens como eu, que querem sobretudo dar início a um projecto de vida em que acreditam. Nestas condições não é possível. Nem será tão cedo, através das palavras de alguém como o Prof. Cavaco Silva, actual Presidente da República, e figura proeminente na nossa sociedade, com conhecimento de causa. As coisas não estão boas e vão tender a piorar, no curto/médio prazo. Esta é a realidade.
E assim vamos andando e cantando. Uns com mais vontade que outros.
Resta-nos a esperança. E a serenidade de espírito. E apoio daqueles que gostam de nós.
P.S - Vou tentar arduamente não ficar tão ausente!! :)
Poucas serão as novidades que tenho. Relativamente a ocupação profissional, pouco há a dizer. Ou por outra, nada há a dizer. O mercado está estagnado, e para muitos recém-licenciados, grupo no qual me insiro, esta é uma altura particularmente complicada. Momentos de angústia, de insatisfação, frustração, entre outros sentimentos, são diariamente vivenciados por mim. E por muitas outras pessoas. É certo que nada depende de nós. Mas é igualmente certo que após uma pequena reflexão sobre este tema, há muita coisa que se poderia fazer, e não é feito. Infelizmente.
Enquanto aguardo que surja uma oportunidade de emprego dentro da minha área, regozijo-me com os argumentos esgrimidos pela tutela. Que na minha opinião se esquece que o País vive uma das mais elevadas taxas de desemprego das últimas décadas, que apenas pensa no dinheiro que vai ter de retirar aqueles que trabalharam um vida inteira, para que na altura em que deixaram de trabalhar, tivessem uma boa qualidade de vida. É gritante a facilidade com que se tenta resolver um e um só problema e não haja uma preocupação em analisar e tentar dar resposta a outros problemas. Mais graves, na minha leitura. Mas o que interessará será acima de tudo manter a calma, serenidade e a consciência de que melhores dias virão. Creio que este será o "chavão" que mais tenho ouvido nestes últimos 5 meses de parasitismo. Será assim tão complicado perceber que quantas mais pessoas entraram no mercado de trabalho, mais descontos existirão a jusante para a Segurança Social? E naturalmente menos problemática será a situação dos pensionistas?
Um pequeno apontamento relativo aos 150000 postos de emprego que o Governo disse que ía criar...desculpem-me a sinceridade mas vou ter de me rir durante meia hora. Estes postos de emprego são naturalmente muitíssimo relativos, e dizem respeito a estágios profissionais, ou seja, é um convite à precaridade das condições de trabalho. Contratos a termo, recibos verdes (em alguns casos) e naturalmente uma consequente falta de segurança imediatamente perceptível por parte de quem abraça o primeiro emprego. Nenhuma instituição bancária, consolidada e responsável aceita um empréstimo nestas condições. Ou seja, é naturalmente comprometida a individualidade, a independência de tantos jovens como eu, que querem sobretudo dar início a um projecto de vida em que acreditam. Nestas condições não é possível. Nem será tão cedo, através das palavras de alguém como o Prof. Cavaco Silva, actual Presidente da República, e figura proeminente na nossa sociedade, com conhecimento de causa. As coisas não estão boas e vão tender a piorar, no curto/médio prazo. Esta é a realidade.
E assim vamos andando e cantando. Uns com mais vontade que outros.
Resta-nos a esperança. E a serenidade de espírito. E apoio daqueles que gostam de nós.
P.S - Vou tentar arduamente não ficar tão ausente!! :)
terça-feira, março 07, 2006
A Amizade
Já escrevi sobre isto anterioriormente, e sem dúvida que é algo que na maioria das vezes sugere leituras/interpretações diferentes. A conclusão a que chego, sem sombra de dúvida, como muitos de vós já terão chegado em dada altura da vossa vida, é de que os meus Amigos podem contar comigo, mas eu raramente posso contar com eles. Não me faz ser diferente, apenas e só me desilude. Sou uma pessoa que estabelece diferenças entre "amizade" e "Amizade", sendo que esta última é revestida de uma importância que dificilmente é entendida por alguém que não estabeleça esta diferenciação. Contrariamente ao que muito boa gente possa pensar, eu sou daquelas pessoas que acredita que ainda há lugar à Amizade, sendo que a mesma, para que seja efectivada e cresça sustentadamente, tem de ser alimentada. É a partilha de alguma angústia, é a partilha de alegrias, tristezas, é a questão do aconselhamento...enfim, uma série de coisas.
Sou uma pessoa que pede pouco aos meus Amigos. Apenas e só que estejam "lá" quando preciso, e que façam por ter disponibilidade, quer mental, quer presencial se tal fôr necessário. Na maioria das vezes não acontece, e não raro acho que há uma deturpação bem visível do tal conceito de Amizade que tenho vindo a falar. A prova disso é visível nos mais pequeno gestos. Nunca fui, não sou e nunca serei uma pessoa materialista. Não me tenho como tal. Tenho-me como uma pessoa sensata, que gosta de ver a alegria estampada na cara das pessoas a quem dou algo. Quer seja no Natal, quer seja no aniversário, quer seja em alguma outra altura. Contudo, esta minha alegria não tem reciprocidade. Ou seja, as pessoas gostam de receber, mas gostam pouco de dar. Talvez não gostem de gastar dinheiro. Eu gosto, e sempre que o tenho, gosto de presentear alguém. E acreditem que doi um pouco quando os melhores Amigos(as) vos dizem no vosso aniversário que "depois vos dão alguma coisa", quando outras pessoas, que se calhar não têm esse "estatuto", se lembraram, e deram algo...É a triste realidade.
Contudo, é necessário ir aprendendo com as pessoas. Aprender simplesmente a pensar como elas, e a agir como elas. E basicamente é isso que terei de aprender a fazer, na medida em que hoje em dia não o faço.
Sou uma pessoa que pede pouco aos meus Amigos. Apenas e só que estejam "lá" quando preciso, e que façam por ter disponibilidade, quer mental, quer presencial se tal fôr necessário. Na maioria das vezes não acontece, e não raro acho que há uma deturpação bem visível do tal conceito de Amizade que tenho vindo a falar. A prova disso é visível nos mais pequeno gestos. Nunca fui, não sou e nunca serei uma pessoa materialista. Não me tenho como tal. Tenho-me como uma pessoa sensata, que gosta de ver a alegria estampada na cara das pessoas a quem dou algo. Quer seja no Natal, quer seja no aniversário, quer seja em alguma outra altura. Contudo, esta minha alegria não tem reciprocidade. Ou seja, as pessoas gostam de receber, mas gostam pouco de dar. Talvez não gostem de gastar dinheiro. Eu gosto, e sempre que o tenho, gosto de presentear alguém. E acreditem que doi um pouco quando os melhores Amigos(as) vos dizem no vosso aniversário que "depois vos dão alguma coisa", quando outras pessoas, que se calhar não têm esse "estatuto", se lembraram, e deram algo...É a triste realidade.
Contudo, é necessário ir aprendendo com as pessoas. Aprender simplesmente a pensar como elas, e a agir como elas. E basicamente é isso que terei de aprender a fazer, na medida em que hoje em dia não o faço.
terça-feira, janeiro 24, 2006
As eleições presidenciais
No Domingo passado foi eleito por sufrágio universal mais um Presidente da República (PR) de Portugal. Não fiquei surpreso com os resultados, muito embora acredite que a oposição, liderada pela candidatura de Mário Soares tenha de retirar algumas ilacções dos resultados. Da mesma forma que o próprio Partido Socialista (PS) também o terá que fazer. É normal em tempo de eleições e creio que o seu secretário-geral, na figura de José Sócrates, Primeiro Ministro (PM) de Portugal, terá de se contentar com um PR de direita.
Há toda uma série de pormenores que gostava de discutir aqui e agora. Nomeadamente os resultados dos independentes. Quer de Cavaco, quer de Alegre. Se o primeiro não me surpreendeu, e já de há algum tempo era vaticinada a sua vitória, já o segundo, que parte para uma campanha eleitoral com um manifesto "não apoio" à sua candidatura por parte da estrutura partidária da qual faz parte, surpreendeu-me enormemente. Contudo, a principal leitura que terá de ser feita, é que nem sempre devemos ter como garantidas vitórias inegáveis. Candidatou-se crente de que era capaz de ter um resultado bom, e acreditando numa causa por si defendida, levou avante as suas pretensões, contra tudo e todos. Incluindo um adversário de peso dentro do partido, Mário Soares.
Entre outras coisas e cenas felizes, Mário Soares não percebeu um simples aspecto: o seu tempo acabou. Não vale a pena dizer que foi uma prova de que ainda tem faculdades mentais, que ainda estava na plenitude de todas as suas qualidades, nomeadamente a de estadista, a de excelente diplomata, entre outras...mas como em tudo, é necessário saber quando parar, e passar o testemunho, Mário Soares não soube, e pior, assumiu aquela atitude e postura arrogante, prepotente e disparando para todas as direcções. Incluindo os media. Foi esta a sua reacção quando percebeu que a sua vitória era altamente improvável. Ainda dentro desta sua linha de pensamento, e relativamente ao tempo de antena que diz não ter tido, relativamente ao candidato vencedor, que poderia ser dito do candidato do MRPP, Garcia Pereira, que teve 1/4 do tempo de antena dos restantes candidatos...Mas enfim.
Há contudo algumas curiosidades que tenho, que creio que irão ser respondidas a seu tempo. Cavaco avançou com um chavão de "estabilidade constituicional" em Portugal, e uma atenção especial dedicada ao Executivo. Gostava de saber como. Como é que um PR de direita poderá estar à frente dos desígnios da Nação, tendo um Executivo de esquerda? Por sinal um Executivo que só tem tomado medidas altamente controversas? Como é que Cavaco pode avançar com medidas de combate ao défice e ao desemprego sendo PR? Não será isto discurso de PM? Fiquei confuso. ..
Houve muita gente que se juntou na noite da vitória de Cavaco, enquanto independente, mas apoiado por estruturas partidárias como o PSD e o PP. Dá-me um certo gozo ver este tipo de pessoas, tal qual hienas. Ninguém terá apoiado Cavaco quando perdeu as presidenciais contra Jorge Sampaio, mas o que é certo é muitos colunáveis comparaceram na noite da vitória. Talvez na esperança de que Cavaco os visse na tv, ou os cumprimentasse e se lembrasse deles..."Jobs for the boys" é ainda uma máxima muito difundida.
Relativamente aos demais candidatos de esquerda, pouco ou nada há a dizer...um deles, Jerónimo de Sousa, parou no tempo. O seu discurso marxista-leninista está completamente obsoleto e desenquadrado da nossa realidade actual. E o argumento que mais se ouviu na sua campanha, foi o "cumprimento da constituição". Algo cansativo.
Já o Louçã foi o pároco de serviço da campanha. Eminentemente utópico e com um discurso francamente demagógico, creio que conquistou a franja da sociedade mais receptiva a este tipo de comunicação - intelectuais de esquerda, potenciais anárquicos e afins. E baixou nos votos. Talvez tenha de também perder algum tempo a pensar e analisar onde falhou.
Garcia Pereira, o candidato-vítima. Aquele que não reuniou condições para ter qualquer tipo de apoio e teve bem menos tempo de antena que os demais candidatos. Faz parte.
Com tudo isto, e para finalizar, apenas queria dizer o seguinte. Foi notória a campanha eleitoral direccionada para a derrota de Cavaco. A esquerda "tentou" unir forças e baterias para que Cavaco não ganhasse à 1ª volta. Mas deu-se mal. Dentro do PS houve e terá de haver muita história ainda por contar. Começando e terminando por um dos seus elementos (Alegre) ter tido uma votação superior à do candidato por eles apoiado.
Cavaco será o nosso PR durante os próximos 5 anos. A ver vamos como corre.
Há toda uma série de pormenores que gostava de discutir aqui e agora. Nomeadamente os resultados dos independentes. Quer de Cavaco, quer de Alegre. Se o primeiro não me surpreendeu, e já de há algum tempo era vaticinada a sua vitória, já o segundo, que parte para uma campanha eleitoral com um manifesto "não apoio" à sua candidatura por parte da estrutura partidária da qual faz parte, surpreendeu-me enormemente. Contudo, a principal leitura que terá de ser feita, é que nem sempre devemos ter como garantidas vitórias inegáveis. Candidatou-se crente de que era capaz de ter um resultado bom, e acreditando numa causa por si defendida, levou avante as suas pretensões, contra tudo e todos. Incluindo um adversário de peso dentro do partido, Mário Soares.
Entre outras coisas e cenas felizes, Mário Soares não percebeu um simples aspecto: o seu tempo acabou. Não vale a pena dizer que foi uma prova de que ainda tem faculdades mentais, que ainda estava na plenitude de todas as suas qualidades, nomeadamente a de estadista, a de excelente diplomata, entre outras...mas como em tudo, é necessário saber quando parar, e passar o testemunho, Mário Soares não soube, e pior, assumiu aquela atitude e postura arrogante, prepotente e disparando para todas as direcções. Incluindo os media. Foi esta a sua reacção quando percebeu que a sua vitória era altamente improvável. Ainda dentro desta sua linha de pensamento, e relativamente ao tempo de antena que diz não ter tido, relativamente ao candidato vencedor, que poderia ser dito do candidato do MRPP, Garcia Pereira, que teve 1/4 do tempo de antena dos restantes candidatos...Mas enfim.
Há contudo algumas curiosidades que tenho, que creio que irão ser respondidas a seu tempo. Cavaco avançou com um chavão de "estabilidade constituicional" em Portugal, e uma atenção especial dedicada ao Executivo. Gostava de saber como. Como é que um PR de direita poderá estar à frente dos desígnios da Nação, tendo um Executivo de esquerda? Por sinal um Executivo que só tem tomado medidas altamente controversas? Como é que Cavaco pode avançar com medidas de combate ao défice e ao desemprego sendo PR? Não será isto discurso de PM? Fiquei confuso. ..
Houve muita gente que se juntou na noite da vitória de Cavaco, enquanto independente, mas apoiado por estruturas partidárias como o PSD e o PP. Dá-me um certo gozo ver este tipo de pessoas, tal qual hienas. Ninguém terá apoiado Cavaco quando perdeu as presidenciais contra Jorge Sampaio, mas o que é certo é muitos colunáveis comparaceram na noite da vitória. Talvez na esperança de que Cavaco os visse na tv, ou os cumprimentasse e se lembrasse deles..."Jobs for the boys" é ainda uma máxima muito difundida.
Relativamente aos demais candidatos de esquerda, pouco ou nada há a dizer...um deles, Jerónimo de Sousa, parou no tempo. O seu discurso marxista-leninista está completamente obsoleto e desenquadrado da nossa realidade actual. E o argumento que mais se ouviu na sua campanha, foi o "cumprimento da constituição". Algo cansativo.
Já o Louçã foi o pároco de serviço da campanha. Eminentemente utópico e com um discurso francamente demagógico, creio que conquistou a franja da sociedade mais receptiva a este tipo de comunicação - intelectuais de esquerda, potenciais anárquicos e afins. E baixou nos votos. Talvez tenha de também perder algum tempo a pensar e analisar onde falhou.
Garcia Pereira, o candidato-vítima. Aquele que não reuniou condições para ter qualquer tipo de apoio e teve bem menos tempo de antena que os demais candidatos. Faz parte.
Com tudo isto, e para finalizar, apenas queria dizer o seguinte. Foi notória a campanha eleitoral direccionada para a derrota de Cavaco. A esquerda "tentou" unir forças e baterias para que Cavaco não ganhasse à 1ª volta. Mas deu-se mal. Dentro do PS houve e terá de haver muita história ainda por contar. Começando e terminando por um dos seus elementos (Alegre) ter tido uma votação superior à do candidato por eles apoiado.
Cavaco será o nosso PR durante os próximos 5 anos. A ver vamos como corre.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Aviões e Aeroportos

Para muitos é algo habitual, devido à actividade profissional. Para outros sinónimo de viagem, de saída, de férias para algum destino paradisíaco ou há muito esperado.
Enquadro-me neste último grupo. Sou daquelas pessoas que adoro viajar. Conhecer novas culturas, reviver algum país, ou simplesmente partir à descoberta de algum país do qual tive referências de alguém conhecido.
Qualquer viagem, para o exterior do país, para mim, foi sempre feito através de avião. Houve a altura em que não tinha idade para conduzir, as viagens por barco actualmente são caríssimas (cruzeiros) e além disso o avião é considerado o meio de transporte mais seguro que existe, bem como é um meio de transporte rápido.
Contudo, sendo uma pessoa "do pormenor", é natural que a minha atenção recaia em determinados aspectos. Começando nas pessoas que estão na sala de embarque, ou que simplesmente deambulam no aeroporto no dia da nossa partida. Perco-me a olhar para as pessoas, a imaginar a sua vida, de onde vêm e para onde vão. É um exercício cansativo, como poderão calcular...Mas altamente gratificante para uma mente fértil como a minha. :)
A azáfama dos aeroportos é algo que sempre me fascinou. Todas as pessoas parece que sabem bem o que fazer. Onde estar, com quem falar e para onde se devem dirigir. Não concebo que uma pessoa chegue ao aeroporto e não saiba que "para ir para Londres deverá dirigir-se à porta 12 para embarque". É algo que a que já estou habituado, em grande parte fruto das várias viagens de avião que já tive oportunidade de fazer. Mas penso como será complicado para aquelas pessoas que nunca viajaram de avião, e que em alguma altura das suas vidas têm de o fazer...sem ter ao lado pessoas que já o tenham feito. Deduzo que possa ser algo angustiante..Não deduzo, é mesmo.
Acho igualmente interessante perceber o quão desagradável poderá ser pernoitar num aeroporto. Naqueles voos de ligação, que deixam de existir "Lamentamos o atraso, mas houve uma falha técnica". Sendo que o vôo de ligação só existe no dia a seguir. Felizmente nunca me aconteceu, mas reconheço que não iria achar muita piada à situação. Não tenho feitio para isso. Acho que fazia logo um "pé de vento"...
Há duas coisas que detesto nas viagens de avião. Uma delas é a comida (serviço de catering que as companhias contratam para fornecimento das refeições) e outra é o pitch - termo técnico aeronáutico para a distância inter cadeiras. No primeiro aspecto, acho que a comida sabe sempre a plástico. Tudo bem que não estou em casa, não tenho a "comida-da-mamã", mas ainda assim, não me agrada a comida do avião. Relativamente ao segundo aspecto, para optimizar o espaço útil da aeronave, as companhas optam pela diminuição da distância inter-cadeiras, o que acarreta como consequência directa, uma sensação de desconforto para pessoas altas. São estas as regras do jogo..e quem não quer jogar..vá a nado, recorra a outra companhia aérea, ou gaste mais dinheiro optando pela 1ª Classe, onde naturalmente os "problemas de espaço da plebe" que viaja em económica - não se colocam.
Posto isto, resta-me aguardar mais uns tempos. Ou não. Pode ser um final de semana. Para viajar de novo de avião. Para reviver uma série de situações, quer de aeroporto, quer do avião em si. Degustar de novo a comida "maravilhosa", e fazer uma viagem com "os joelhos na cara", de tal forma a cadeira da frente está junto à minha...
Porque não ser excêntrico? Era tão mais fácil...
sábado, janeiro 07, 2006
Fátima..local de culto
Tive uma educação esmerada, e predominantemente católica. A missa aos Domingos, ou Sábado de tarde (missa vespertina), a catequesa, grupo de jovens, etc...
Com o tempo, os interesses mudam, as vontades idem, e dou por mim já não frequentando a Igreja tão amiúde, a não ser na altura da Vigília Pascal e Missa do Galo, além das minhas idas a Fátima, sempre que sinto necessidade e tenho disponibilidade. Hoje foi um desses dias.
Cheguei a Fátima a tempo de ainda assistir à missa das 1200H. Durou cerca de hora e meia, já com os mistérios todos (nunca soube muito bem o que é - shame on me), mas sei que demorou bastante, mesmo antes da eucaristia propriamente dita. Terminou tudo aí pelas 1400H.
O que me chamou a atenção, a dada altura, num local de culto, como é Fátima, foi ter estado com uma celebridade à minha frente. Nem mais, nem menos que o "Mister" Scolari. Com a respectiva família. Como qualquer pessoa normal, olhei para ele (estava a uns 50 cm de mim), à minha frente, e continuei atento à eucaristia. Já uma família que por ali estava não achou o mesmo. Reclamou uma foto com o senhor Scolari, o que achei divino. Divino não só porque parecia uma situação típica e verdadeiramente digna de qualquer programa medíocre dos apanhados, bem como a expressão do Scolari foi digna de uma foto. Não achou piada e abanou a cabeça evidenciando isso mesmo, depois de ter posado para a posteridade com um digníssimo senhor. Isto durante a cerimónia.
Escusado será dizer que o Scolari desapareceu, pouco depois. E achei muito bem. Já não se pode ir a Fátima sem que toda a gente aponte o dedo, tal qual animal enjaulado. Mais, para piorar, estava com a sua família, num local onde se quer calma, tranquilidade, serenidade e reflexão. É por isso que Fátima é designada de local de culto. Mas há pessoas que nunca entenderão isso. Da mesma forma que esta família, tipicamente portuguesa, ao invés de ter esperado pelo final de cerimónia, decidiu imortalizar esta ocasião antes do Evangelho. Acho soberbo. Depois da foto, naturalmente que tendo deixado o "Mister" constrangido, a família quase que se sentou no altar com o dia ganho, com um sorriso de orelha a orelha. Neste momento já o Scolari devia estar em casa.
É por estas situações e por outras, que muita gente tem por vezes têm atitudes /gestos irreflectidos. Porque não há respeito pela privacidade das pessoas. Quer o Scolari, quer outra pessoa mais mediática, têm todo o direito de ir onde bem lhes apetecer, sem que para isso seha necessário que alguém vá importunar a sua individualidade ou tentar entrar na sua esfera privada. Na minha óptica foi o que aconteceu. E condeno veemente este tipo de gesto.
Enfim..Portugal no seu melhor.
Com o tempo, os interesses mudam, as vontades idem, e dou por mim já não frequentando a Igreja tão amiúde, a não ser na altura da Vigília Pascal e Missa do Galo, além das minhas idas a Fátima, sempre que sinto necessidade e tenho disponibilidade. Hoje foi um desses dias.
Cheguei a Fátima a tempo de ainda assistir à missa das 1200H. Durou cerca de hora e meia, já com os mistérios todos (nunca soube muito bem o que é - shame on me), mas sei que demorou bastante, mesmo antes da eucaristia propriamente dita. Terminou tudo aí pelas 1400H.
O que me chamou a atenção, a dada altura, num local de culto, como é Fátima, foi ter estado com uma celebridade à minha frente. Nem mais, nem menos que o "Mister" Scolari. Com a respectiva família. Como qualquer pessoa normal, olhei para ele (estava a uns 50 cm de mim), à minha frente, e continuei atento à eucaristia. Já uma família que por ali estava não achou o mesmo. Reclamou uma foto com o senhor Scolari, o que achei divino. Divino não só porque parecia uma situação típica e verdadeiramente digna de qualquer programa medíocre dos apanhados, bem como a expressão do Scolari foi digna de uma foto. Não achou piada e abanou a cabeça evidenciando isso mesmo, depois de ter posado para a posteridade com um digníssimo senhor. Isto durante a cerimónia.
Escusado será dizer que o Scolari desapareceu, pouco depois. E achei muito bem. Já não se pode ir a Fátima sem que toda a gente aponte o dedo, tal qual animal enjaulado. Mais, para piorar, estava com a sua família, num local onde se quer calma, tranquilidade, serenidade e reflexão. É por isso que Fátima é designada de local de culto. Mas há pessoas que nunca entenderão isso. Da mesma forma que esta família, tipicamente portuguesa, ao invés de ter esperado pelo final de cerimónia, decidiu imortalizar esta ocasião antes do Evangelho. Acho soberbo. Depois da foto, naturalmente que tendo deixado o "Mister" constrangido, a família quase que se sentou no altar com o dia ganho, com um sorriso de orelha a orelha. Neste momento já o Scolari devia estar em casa.
É por estas situações e por outras, que muita gente tem por vezes têm atitudes /gestos irreflectidos. Porque não há respeito pela privacidade das pessoas. Quer o Scolari, quer outra pessoa mais mediática, têm todo o direito de ir onde bem lhes apetecer, sem que para isso seha necessário que alguém vá importunar a sua individualidade ou tentar entrar na sua esfera privada. Na minha óptica foi o que aconteceu. E condeno veemente este tipo de gesto.
Enfim..Portugal no seu melhor.
domingo, janeiro 01, 2006
Ano Novo, Vida Nova
É uma frase recorrente, "dobrado" mais um ano. Toda a gente a diz, e muita vez sem a devida interiorização. Não sou diferente. Também a digo no início de cada novo ano.
Contudo, e como em tudo, a idade diz-nos ou vai-nos ensinando variadas coisas. O discernimento ou capacidade de perceber onde estamos mal, creio ser uma faculdade essencial, essencial porque a partir dessa base de conhecimento, é-nos possível melhorar ou mesmo eliminar determinados aspectos menos bons.
Tenho uma série de defeitos. Defeitos e vícios de personalidade, que com os anos se tornaram mais evidentes. A convivência com outras pessoas, os stresses, a calendarização de determinados projectos aos quais estão associados objectivos pessoais, tornam que toda uma série de sensações sejam vivenciadas, e muitas vezes a "válvula de escape" sejam aqueles que nos estão mais próximos. Não é algo feito de propósito ou deliberado. É assim que são as coisas.
2006 quero que seja um ano de mudança. Um ano em que da minha parte, irei tentar ser mais racional, e sobretudo controlar-me mais em termos emocionais. Evitar as explosões, ou por outra, deixar à "porta de casa" problemas profissionais. Acima de tudo ser uma pessoa sensível, humana e agir em conformidade com tal.
Quero que todos aqueles de quem gosto, e que me estão mais próximos, tenham saúde, amor e paz interior. Gostava que todos tivessem aquilo que desejam, e que duma vez por todas Portugal desse início à saída do marasmo em que se encontra. Nos mais variados quadrantes. Não são alguns..são vários..é algo tranversal.
A todos vós que me têm acompanhado aqui no blog..um 2006 com tudo o que mais desejam, e que este ano que agora se inicia, tenho tudo de bom, na companhia daqueles de quem mais gostam.
Contudo, e como em tudo, a idade diz-nos ou vai-nos ensinando variadas coisas. O discernimento ou capacidade de perceber onde estamos mal, creio ser uma faculdade essencial, essencial porque a partir dessa base de conhecimento, é-nos possível melhorar ou mesmo eliminar determinados aspectos menos bons.
Tenho uma série de defeitos. Defeitos e vícios de personalidade, que com os anos se tornaram mais evidentes. A convivência com outras pessoas, os stresses, a calendarização de determinados projectos aos quais estão associados objectivos pessoais, tornam que toda uma série de sensações sejam vivenciadas, e muitas vezes a "válvula de escape" sejam aqueles que nos estão mais próximos. Não é algo feito de propósito ou deliberado. É assim que são as coisas.
2006 quero que seja um ano de mudança. Um ano em que da minha parte, irei tentar ser mais racional, e sobretudo controlar-me mais em termos emocionais. Evitar as explosões, ou por outra, deixar à "porta de casa" problemas profissionais. Acima de tudo ser uma pessoa sensível, humana e agir em conformidade com tal.
Quero que todos aqueles de quem gosto, e que me estão mais próximos, tenham saúde, amor e paz interior. Gostava que todos tivessem aquilo que desejam, e que duma vez por todas Portugal desse início à saída do marasmo em que se encontra. Nos mais variados quadrantes. Não são alguns..são vários..é algo tranversal.
A todos vós que me têm acompanhado aqui no blog..um 2006 com tudo o que mais desejam, e que este ano que agora se inicia, tenho tudo de bom, na companhia daqueles de quem mais gostam.
sábado, dezembro 24, 2005
Boas Festas
quinta-feira, dezembro 15, 2005
O final de um ciclo
Pois é. Foi ontem, dia 14 de Dezembro de 2005. Terminei a licenciatura. 5 anos de curso, 5 anos de esforço e 5 anos de dedicação a uma causa. À conclusão de algo que me propús fazer.Como não podia deixar de ser, senti um alívio enorme, e o retirar de um "peso". Sou finalmente licenciado em engenharia do ambiente, um curso que escolhi conscientemente e sem qualquer sombra de dúvida algo que adoro, que me dá prazer e que certamente irá preencher-me em termos profissionais.
Relativamente ao mercado de trabalho, nesta altura é algo prematuro estar a dizer como é ou vai ser. O país vive uma das crises mais profundas, e só daqui por algum tempo se poderá aferir quão eficazes são algumas das medidas veiculadas pela Executivo. Até lá, nota-se alguma renitência por parte dos empregadores, e creio que tão cedo não vai mudar. Talvez me engane.
Até lá, já tenho entrevistas marcadas e vou vendo como evoluem as coisas.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Presidenciais 2006

Reconheço que é com alguma expectativa que tenho visto os debates televisivos dos candidatos presidenciais. Expectativa é a palavra certa, na medida em que pouco ou nada de novo pode ou será dito. Não me vou demorar muito a analisar o perfil político de cada um dos candidatos, até porque qualquer pessoa com "2 dedos de testa" o poderá fazer facilmente. As provas estão à vista, e creio que é muito fácil que cada um de nós tire as suas conclusões.
Há coisas que me fazem alguma confusão. Alguma é ser demasiado benevolente. Fazem imensa confusão. Como é que Portugal vivendo actualmente uma das maiores crises desde há décadas, se propõe a encetar obras como seja a do aeroporto da OTA ou o tão falado TGV? Quem vai pagar a factura? Os mesmos de sempre. Aqueles (e aquelas) que vão pagar os estádios de futebol do Euro 2004. É a nossa postura e ideia megalómana. Infelizmente somos assim. Gostamos de ostentar. Gostamos de mostrar que somos um país rico, quando subsistem problemas gravíssimos em áreas como a Justiça, a Educação, a Saúde, forças militares, e se verifica uma escalada no desemprego.
O candidato presidencial não se pode imiscuir destas duras realidades. Não deve. Da mesma forma que não pode censurar a política do Executivo. Não o deve fazer porque corre o risco de que a opinião pública sinta que há a possibilidade de que tudo caia de novo. Que o Governo seja destituído e volte tudo ao mesmo, como aconteceu há relativamente pouco tempo. Não é bom para Portugal, que passa a viver num clima constante de instabilidade e na medida em que poderá afastar oportunidades de investimento (entre outras coisas) do nosso país. O mesmo candidato deve ter em mente que a sua principal função é a de fazer cumprir a Constituição Portuguesa, sendo que deverá assumir um papel de moderador, ou seja, auscultar a opinião pública (não ser um político de gabinete) e vetar ou aprovar peças legislativas do Executivo, antevendo valor acrescentado (ou não) para a nação.
É preponderante que pratique regularmente o exercício e promova a fiscalização das contas das grandes obras. Não assuma ou deixe assumir o gasto supérfluo, enquanto Portugal não iniciar a sua recuperação económica. É um pouco, acautelar possíveis endividamentos e obrigar o país ao cumprimento do acordado em termos de comunidade europeia. Deve estar atento aos indicadores económicos, quer dos países vizinhos (Espanha, França, por exemplo), e aprender algo com a experiência destes mesmos países. Cingir-se à aprovação ou ao veto de documentos legais, é puramente demagógico e utópico. É querer "enfiar a cabeça na areia", e negligenciar a própria responsabilidade enquanto chefe supremo das Forças Armadas e digníssimo representante do País.
Muita coisa fica por dizer. Não me vou alongar muito mais. Continuarei deliciado a ver os debates da televisão, analisando o quão astutos podem ser os políticos, "rabeando" as perguntas que não lhes convém responder. E acredito piamente que treinem bem as respostas.
Têm feito o seu "trabalho de casa".
Mas as perguntas que os portugueses querem ver respondidas, curiosamente não surgem...Porque será?
terça-feira, dezembro 06, 2005
O Cinema
O cinema sempre me fascinou desde miúdo. Desde que me conheço. Não sou daquelas pessoas que está no filme a pensar que é tudo ficção. Muito pelo contrário. Estou "no filme" e sou uma personagem, o que naturalmente exige uma concentração enorme e uma vivência de toda uma série de sensações muito mais reais.Há vários filmes que me marcaram, sendo que aqueles que mais gosto são alusivos à II Grande Guerra, um bom policial, uma boa história baseada em factos verídicos, algum filme onde a componente de Direito e/ou Psicologia seja bem evidente, uma biografia ou simplesmente uma comédia para descomprimir ao final de uma semana de trabalho.Depois há os "históricos". Filmes que se tornaram sucessos de bilheteira e que jogaram os seus protagonistas para a ribalta. A foto que coloquei é um bom exemplo disso - Silêncio dos Inocentes (Silence of the Lambs, título original). Poderia salientar muitos outros, mas numa breve busca na internet foi o que me apareceu, e é sem sombra de dúvida um dos meus filmes preferidos, não só pela versatilidade do próprio Antony Hopkins, mas também pelo próprio enredo e "sustos" que o próprio filme provoca. Gosto desse tipo de sensações num filme. Uma envolvência tal, que o espectador fica completamente absorto, concentrado e não pensa em mais nada.
Como referi anteriormente, cinema é para ir ao final da semana. Não é à 3ª ou 4ª Feira. É à 6ª ou ao Sábado, se não houver outro tipo de programa. É o tipo de programa que gosto de fazer no final da noite. Matinés ía eu quando tinha 6 anos. Ver o "ET" ou o "Bambi". Já cá cantam mais de 25 anos nesta carcaça velha... A noite fria e chuvosa sugere este tipo de programa. Gosto da envolvência da sala e dos avanços tecnológicos do Dolby Sorround. Há uns anos não havia nada disso. Era cinema puro e duro, com o marreco do projeccionista a colocar as bobines...Os tempos mudam, a tecnologia avança, e hoje em dia as coisas são diferentes.
Para terminar, uma pequena dica: Se gostam de comer e beber no cinema, pensem sempre no barulho que estão a fazer quer a trincar as pipocas (há pessoas que o fazem de boca aberta) quer a sorver a bebida como se não houvesse mais bebida no resto do mundo. Torna-se desagradável para quem está por perto.E nunca, mas nunca façam o que já vi. Sim, já vi, não me contaram...de um casal que estava atrás de mim, tirar um tupperware e começar a comer sopa...
segunda-feira, novembro 28, 2005
Suicídio

Um tema controverso. A escolha deste cartoon tem que ver com o facto da minha busca na internet se ter revelado algo perturbadora. As fotos de suicidas são mais que muitas (não fazia ideia), e algumas delas muito "violentas" mesmo. Não para mim, mas para pessoas mais sensíveis que eu, eventualmente.
Porquê este tema? Simples. Porque me ocorreu falar um pouco da forma como vejo o suicídio. Na Quinta-Feira passada, fazendo zapping antes de dormir, no canal "People & Arts" parei numa série, em que havia uma das personagens que tentou o suicídio com alcool e medicamentos, tendo fracassado, porque o irmão (ou amigo) o encontrou a tempo.
Embora fosse um filme, é um bom motivo para analisar aquilo que vi. Em primeiro lugar, o que lhe disse o tal irmão ou amigo que o salvou de morte. Nem mais, nem menos que "podes matar-te a ti, mas e que acontece aos que ficam cá?". Isto resume tudo o que penso. O suícidio é um acto cobarde. É um acto de alguém desesperado e que quer tão somente chamar a atenção. Mas é igualmente um acto de egoísmo, porque o/a suicida não pensa nos que ficam cá, e que terão de viver daí para a frente com esse fardo.
Há variadíssimas formas de suícidio. Muito em voga estão os suicidas por "uma causa". É frequente em comunidades religiosas (leia-se extremistas), e diariamente podemos constatar isso mesmo através da tv. Da mesma forma que na II Grande Guerra existiam os kamikazes japoneses. Mas havia uma causa, algo em que acreditavam, e morriam por essa crença. Nos dias de hoje, acaba por ser o mesmo, mas com outro tipo de contexto, e outro enquadramento. Naturalmente que será discutível a forma que este tipo de suicidas encontra para se fazer "ver", sendo que na maioria dos casos acabam por haver baixas civis. Lamentavelmente. Mas é a forma que encontram de indignar a comunidade internacional.
Paralelamente, e no caso do filme, não sendo por uma causa divina ou crença incutida, o suicídio poderá ser o culminar de um caminho longo. Caminho esse em que houve a tentativa de comunicar, mas que se manifestou impossível, ou as pessoas com quem o/a suicida tentou falar não perceberam. É aqui que reside um potencial problema. Falha de comunicação. Ou melhor, a pessoa não saber como dizer que precisa urgentemente de ajuda. E este facto acaba por passar um pouco "ao lado" das pessoas interpeladas. Na maioria das vezes, não há sensibilidade suficiente para "ler" todos os sinais, e regra geral, o/a suicida sente-se só neste mundo e vê num acto egoísta a sua única salvação.
Os dias que correm potenciam enormemente este tipo de actos. Muito stress, falta de tempo por parte das pessoas interpeladas, falta de coragem das pessoas que se sentem mal em dizer o que lhes vai na alma, enfim, uma série de pormenores que poderão eventualmente ter um final pouco digno. Digo pouco digno porque é como encaro o suícidio. Ninguém tem o direito de matar ninguém, e muito menos acabar com a sua vida, uma dádiva de Deus.
Em Portugal há estatísticas para este tipo de morte. Sabe-se que acontece mais no interior, fruto de falta de oportunidade, vida monótona e sedentária, população mais pobre, menor nível de habilitações académicas. Qualquer um destes aspectos é rebatível, até porque qualquer pessoa sabe que o suicídio acontece em qualquer local, independentemente da pessoa ser pobre ou não, ser interior ou litoral, vida nómada ou sedentária...
Não há uma forma de encarar isto com leviandade. A melhor forma, será ou poderá passar pela conversa franca e aberta com alguém com quem temos confiança. Poderá passar por parar um bocado, descansar, e distracção com algo diferente. Há milhões de soluções...acabar com a vida não é uma delas...
sexta-feira, novembro 25, 2005
O futebol..
Para ser sincero, devo dizer que não faço a mais pálida ideia de quem são os jogadores desta foto. Dou-me por satisfeito por saber que são dois jogadores, um do Benfica (equipamento encarnado e branco), e um do Sporting (equipamento verde e branco). De resto, pouco mais sei.É tudo uma questão de gosto. Nunca fui pessoa de ficar 90 minutos a ver um bando de marmanjos a correr atrás duma bola de pele. Não vejo qualquer tipo de interesse nesse tipo de ocupação, e diverte-me o tipo de fanatismo que está associado a este desporto. Contudo, vou sabendo algumas coisas relacionadas com o "desporto rei", através dos media, que por vezes, e fruto de uma má escolha de "ordenamento das peças dos telejornais", colocam notícias associadas à bola em primeiro lugar, e em detrimento de assuntos mais importantes, na minha humilde opinião.
Em tempos houve a moda da tauromaquia (que um dia destes irei falar). Em tempos idos e longínquos, era considerado como sendo uma modalidade que movia massas. Hoje em dia, ao longo do território nacional, serão pontuais as vilas ou cidades onde ainda se vive muito o espírito tauromáquico. Apenas referi este exemplo, porque foi (e por alguns ainda o é) considerado (a) como sendo algo muito bonito, e que atrai multidões. Acho que gostos não se discutem, e muito menos critico quem gosta, ou quem tem prazer em ver bois inteiros serem flagelados. Mas como disse anteriormente, futuramente irei falar deste assunto.
Relativamente à bola, há diversas coisas, pormenores, que me suscitam um interesse enorme. Para começar, saber que a maioria dos atletas profissionais que o praticam, levam para casa, mensalmente, o que eu como engenheiro não levo em 3 anos seguidos. É uma dura realidade. Mais dura ainda, será a realidade de perceber que esta mesma "franja" da população activa, que teima em falar na 3ª pessoa do singular (quando falam deles mesmos), tanto pode ser elevada a um patamar de "digníssimo representante do Estado Português", se a Selecção Nacional ganhar, como pode ser vaiada se a mesma Selecção Nacional perder. Dá que pensar...nesta bipolaridade de sentimentos que um amostragem de 10 milhões de portugueses pode sentir ou nutrir. Felizmente, não partilho deste tipo de sentimento empático ou de animosidade. Quer ganhem, quer percam, para mim, é-me completamente indiferente. Durmo bem na mesma.
Costumo dizer que sou simpatizante do Benfica. Há pouco exagerei quando disse que não conhecia o plantel do Benfica. Até conheço alguns...O Simão, o Nuno Gomes, o Quim...mas não sei muito mais. E só sei, porque onde quer que se esteja, no dia a seguir aos famosos derbies, só se fala de bola. O que me enerva profundamente. Enerva-me e diverte-me ver pessoas com idade para usar e abusar da sensateza e ponderação, dizerem que o fulano X ou Y devia ter jogado assim e assado, ou que o "mister" fez mal em trocar o jogador Z ou W. Se sabem tanto, porque não foram para treinadores? Ou mesmo optaram pela vida de atleta profissional ligados ao futebol?
Numa altura em que o País vive das recessões económicas mais profundas, é grave saber-se que existe fuga ao fisco pelos grandes clubes. Ou pensar que os jogadores pagam os impostos todos relativamente ao que auferem. Se assim fosse, existiria uma maior equidade salarial. Mas as coisas não são assim. E a tendência, pelo que me parece, é que não o venham a ser. Continuará sempre a existir "o fosso". E adeptos que alimentam este tipo de desporto. Quotizações, idas aos estádios, material que se vende nas lojas dos clubes, enfim, imensa coisa.
Mas para quem não tem ambições muito altas, ou não quer proporcionar um futuro equilibrado, bom, alicercado numa boa formação académica, sugiro que inscreva os seus "rebentos" nas academias de futebol que vão proliferando pelo País inteiro. Mais dia menos dia, aparecerão mais vedetas...cuja actividade que desempenham é de longe mais importante que o seu próprio País..
quinta-feira, novembro 24, 2005
Quando a comunicação falha...
...surgem os problemas. É um facto. Quantas e quantas vezes já demos conta de que a mensagem não foi assimilada e compreendida pelo receptor? Imensas. Creio que muitas vezes não perdemos tempo a analisar as causas que levam à não compreensão do que dizemos /escrevemos. A análise, a interpretação do "não entendimento" demora, requer tempo, dedicação e acima de tudo, interiorização, para mais tarde não voltar a cometer o mesmo erro.
São diversas as situações em que poderá haver a tal lacuna de comunicação. Imensas. Desde a transmissão de um sentimento momentâneo, passando pela memória que um cheiro ou uma música nos traz, passando pela interpretação errada de algo que dizemos..enfim, muitos exemplos poderia ainda dar.
Pessoalmente, é-me muito complicado verbalizar tudo o que penso. É complicado porque nem sempre consigo dizer tudo o que penso, ou da forma que gostaria de dizer. Chamo a isto uma falha entre o que penso e o que consigo dizer. Há pessoas em quem o problema é mais evidente, normalmente associado à rapidez de raciocínio e uma verbalização mais lenta, ou seja, surge a gaguez.
Optei pela escrita. Optei pela escrita porque adoro as palavras. Como já referi algures, nunca, jamais escreveria por obrigação. Nunca o conseguiria, nem tão pouco seria eficaz na mensagem que poderia /quereria transmitir. Estas linhas são escritas por mim, surgem ao "sabor do pensamento", e posso confessar que muito raramente penso muito num texto, ou penso muito sobre como escrever..Ou seja, a minha passagem de mensagem, o meu testemunho é algo que surge naturalmente, e acredito que o consiga fazer melhor através da escrita, do que por conversa.
Não quero dizer que não goste de falar. Adoro, e considero-me mesmo uma pessoa extremamente extrovertida. Contudo, em termos de eficácia, se pensarmos " na melhor forma da mensagem ser transmitida", sem muita dúvida que iria escolher a escrita..
Daí a criação do blog, daí a minha partilha de pensamentos convosco.
Talvez assim, da minha parte, a comunicação não falhe tanto...Só o tempo o dirá.
São diversas as situações em que poderá haver a tal lacuna de comunicação. Imensas. Desde a transmissão de um sentimento momentâneo, passando pela memória que um cheiro ou uma música nos traz, passando pela interpretação errada de algo que dizemos..enfim, muitos exemplos poderia ainda dar.
Pessoalmente, é-me muito complicado verbalizar tudo o que penso. É complicado porque nem sempre consigo dizer tudo o que penso, ou da forma que gostaria de dizer. Chamo a isto uma falha entre o que penso e o que consigo dizer. Há pessoas em quem o problema é mais evidente, normalmente associado à rapidez de raciocínio e uma verbalização mais lenta, ou seja, surge a gaguez.
Optei pela escrita. Optei pela escrita porque adoro as palavras. Como já referi algures, nunca, jamais escreveria por obrigação. Nunca o conseguiria, nem tão pouco seria eficaz na mensagem que poderia /quereria transmitir. Estas linhas são escritas por mim, surgem ao "sabor do pensamento", e posso confessar que muito raramente penso muito num texto, ou penso muito sobre como escrever..Ou seja, a minha passagem de mensagem, o meu testemunho é algo que surge naturalmente, e acredito que o consiga fazer melhor através da escrita, do que por conversa.
Não quero dizer que não goste de falar. Adoro, e considero-me mesmo uma pessoa extremamente extrovertida. Contudo, em termos de eficácia, se pensarmos " na melhor forma da mensagem ser transmitida", sem muita dúvida que iria escolher a escrita..
Daí a criação do blog, daí a minha partilha de pensamentos convosco.
Talvez assim, da minha parte, a comunicação não falhe tanto...Só o tempo o dirá.
terça-feira, novembro 22, 2005
Dormir..

É daquelas coisas sem a qual não passo. Sempre que posso, e me é possível, aproveito para dormir, ou carregar baterias, como queiram. É uma actividade em que há uma harmonia em temos do organismo, e os níveis hormonais estabilizam, e há a tão esperada serenidade e recompensa de um dia ou dias cansativos.
Hoje em dia, a par e passo com outros problemas da "moda", há uma manifesta falta de sono /descanso. Falo contra mim, na medida em que ou por estar na internet, ou mesmo por estar a ver tv/dvd, passo muito tempo sem dormir. Nunca quis contabilizar, acho que desmaiava, se soubesse todas as horas de sono que perco por ano.
A questão fulcral, é a consequência que a falta de sono tem em mim. Estamos a falar dormir menos de 7 horas diárias. Fico irritado, nervoso, mais sensível e sobretudo menos tolerante. Menos tolerante para com pessoas que muitas vezes dizem qualquer coisa com a maior das naturalidades, como como o nosso cérebro não está a 100%, funciona só a parte "reptiliana"- instintiva, e somos brutos (as) a responder..
Curioso será quando tenho algo importante para fazer no dia a seguir. Normalmente, mesmo que não durma as tais 7 horas, não me custa a levantar (se é que chego a dormir..). Mas regra geral, aplica-se este número de horas para estar em pleno das minhas faculdades mentais, humor estável e boa disposição.
É importante que o nosso quarto (ou não), onde está a nossa cama, seja um local harmonioso. Seja um local onde sabemos que é para descansar, repousar e dormir..até ao dia seguinte. Nada melhor que a nossa cama, e a nossa almofada, depois de um dia extenuante...
Normalmente, se estou absorto num livro daqueles que "prende até ao final", aproveito o meu leito para ler. Para calmamente, e deitado, folhear, e ir absorvendo mais informação..ir "devorando" a história, e embrenhar-me nela. Ou ver um bom filme..
Enfim...dormir bem é uma das formas de termos harmonia. Qualidade de vida. Paz interior.
Está nas nossas mãos...
segunda-feira, novembro 21, 2005
Saber Comunicar
É um post algo controverso. Tenho plena consciência disso. Até eu dou erros ortográficos, até eu no dia-a-dia recorro a um prontuário ortográfico e/ou dicionário para confirmar alguma dúvida. Creio que é uma forma de aprendermos a comunicar melhor e fazer passar mais facilmente (e correctamente) a nossa mensagem.
Contudo, há muita gente que não o faz. Há pessoas que escrevem mal, pessoas que falam mal, e pessoas que dizem que "não têm tempo para ler". O não ter tempo para ler, quando me dizem isto , fazem-me ter vontade de rir até às lágrimas. Não ter tempo para ler, significa assim de repente, que as pessoas têm uma vida profissional que as ocupa as 8 horás diárias, e no resto das 16 horas estão permanentemente ocupadas, ou seja, 24 horas por dia e 365 dias por ano (366 dias se o ano fôr bissexto). A sério, custa-me ouvir este tipo de argumentação. É fraca e rebatível. Se calhar, as mesmas pessoas são capazes de optar por ver tv ou um dvd, ou ouvir música...em detrimento de ler. É uma questão de opção, é certo, mas também é uma questão de paciência e/ou predisposição para o fazer.. Eu prefiro ler. Há quem não o prefira.
Este final de semana comecei a ler um livro técnico, sobre a minha área de formação académica. Um livro escrito por um engenheiro de uma das faculdades mais prestigiadas do País, com pós-graduação e mestrado. Ou seja, uma pessoa a quem se exige uma formação literária superior, fruto dos trabalhos, relatórios e apresentações/formações que já terá feito. Erro seu ou do revisor ou do editor, na página 5 do seu livro, escreve "..espectativa.." em vez de "..expectativa..". Fiquei irritado com o erro. Fechei o livro. Mais lá para o final da semana volto a abrir. Não é uma questão de ser intransigente. É uma questão de não tolerar determinado tipo de erros a determinadas pessoas "com canudo", com um percurso académico bem notório e perceptível. É exigir que um (a) "mestre" não dê erros ortográficos, ou que tenha o cuidado de reler o seu livro antes de ser publicado. É o mínimo.
Outro tipo de lacuna de comunicação, não raro, é o que se verifica em peças dos telejornais ou mesmo no nosso quotidiano, que são os atropelos frequentes à linguagem "camoniana". Tento levar as coisas com calma, rio-me para dentro. Já não comento. Que fazer?
Atribuo o estado desta situação a dois factores (entre outros): novelas brasileiras e internet. As novelas influenciam quer a escrita, quer a oralidade. A internet, e cada vez mais, interfere na escrita das camadas mais jovens, em termos de "economia monetária e economia de letras". Fazem inconscientemente "contracções" de palavras...que não devem/podem fazer.
Em suma, e não me querendo alongar muito mais, só quis fazer um pequeno apontamento ao que aconteceu no Sábado (livro que estou a ler), e fiz um ponto de situação da forma como analiso a comunicação dos portugueses. Não sou ninguém para dar conselhos, nem tão pouco tenho moral para o fazer. Contudo, na minha opinião, acho que qualquer pessoa gosta de se exprimir correctamente, de forma a ser bem percebido (a), da mesma forma que gostará de perceber perfeitamente a mensagem da pessoa com quem fala. Chama-se a isto comunicação.
A título de sugestão, se me permitem..leiam livros de autores bons. Ainda que não sejam livros muito grandes, leiam boa escrita, bom português. Ajuda a melhorar o vocabulário, adjectivação, e sobretudo a escrita.
Contudo, há muita gente que não o faz. Há pessoas que escrevem mal, pessoas que falam mal, e pessoas que dizem que "não têm tempo para ler". O não ter tempo para ler, quando me dizem isto , fazem-me ter vontade de rir até às lágrimas. Não ter tempo para ler, significa assim de repente, que as pessoas têm uma vida profissional que as ocupa as 8 horás diárias, e no resto das 16 horas estão permanentemente ocupadas, ou seja, 24 horas por dia e 365 dias por ano (366 dias se o ano fôr bissexto). A sério, custa-me ouvir este tipo de argumentação. É fraca e rebatível. Se calhar, as mesmas pessoas são capazes de optar por ver tv ou um dvd, ou ouvir música...em detrimento de ler. É uma questão de opção, é certo, mas também é uma questão de paciência e/ou predisposição para o fazer.. Eu prefiro ler. Há quem não o prefira.
Este final de semana comecei a ler um livro técnico, sobre a minha área de formação académica. Um livro escrito por um engenheiro de uma das faculdades mais prestigiadas do País, com pós-graduação e mestrado. Ou seja, uma pessoa a quem se exige uma formação literária superior, fruto dos trabalhos, relatórios e apresentações/formações que já terá feito. Erro seu ou do revisor ou do editor, na página 5 do seu livro, escreve "..espectativa.." em vez de "..expectativa..". Fiquei irritado com o erro. Fechei o livro. Mais lá para o final da semana volto a abrir. Não é uma questão de ser intransigente. É uma questão de não tolerar determinado tipo de erros a determinadas pessoas "com canudo", com um percurso académico bem notório e perceptível. É exigir que um (a) "mestre" não dê erros ortográficos, ou que tenha o cuidado de reler o seu livro antes de ser publicado. É o mínimo.
Outro tipo de lacuna de comunicação, não raro, é o que se verifica em peças dos telejornais ou mesmo no nosso quotidiano, que são os atropelos frequentes à linguagem "camoniana". Tento levar as coisas com calma, rio-me para dentro. Já não comento. Que fazer?
Atribuo o estado desta situação a dois factores (entre outros): novelas brasileiras e internet. As novelas influenciam quer a escrita, quer a oralidade. A internet, e cada vez mais, interfere na escrita das camadas mais jovens, em termos de "economia monetária e economia de letras". Fazem inconscientemente "contracções" de palavras...que não devem/podem fazer.
Em suma, e não me querendo alongar muito mais, só quis fazer um pequeno apontamento ao que aconteceu no Sábado (livro que estou a ler), e fiz um ponto de situação da forma como analiso a comunicação dos portugueses. Não sou ninguém para dar conselhos, nem tão pouco tenho moral para o fazer. Contudo, na minha opinião, acho que qualquer pessoa gosta de se exprimir correctamente, de forma a ser bem percebido (a), da mesma forma que gostará de perceber perfeitamente a mensagem da pessoa com quem fala. Chama-se a isto comunicação.
A título de sugestão, se me permitem..leiam livros de autores bons. Ainda que não sejam livros muito grandes, leiam boa escrita, bom português. Ajuda a melhorar o vocabulário, adjectivação, e sobretudo a escrita.
sábado, novembro 19, 2005
Ajudar o próximo
É sem sombra de dúvida um tema que me dá prazer escrever. "Ajudar o próximo", na minha concepção tem uma abrangência enorme, tem um significado profundo e acima de tudo, é uma frase que desde sempre esteve presente na minha maneira de ser.
Há vários tipos de ajuda. Alguns mais visíveis e perceptíveis (monetárias, ajudar alguém com alguma dificuldade), outros menos, ainda que não menos importantes. Não me consigo recordar de alguma vez que me tenha escusado a ajudar alguém. É complicado lembrar-me desse momento, e já lá vão 3 décadas de vida.. Faz parte de mim. Diria que é algo inato. Não me conheceria sem esta postura. Ainda que por vezes me seja prejudicial, na medida em que penso nos outros antes de pensar em mim, faço-o instintivamente. Uma das formas mais bonitas de auxílio, para mim, é o "ouvir". É necessário algum tipo de predisposição para tal. É preciso que exista abertura de espírito e disponibilidade mental para ir ter com alguém que está em baixo, e simplesmente...ouvir. Nem toda a gente o sabe ou consegue fazer, nos dias que correm.
Há várias interpretações deste tema. A minha interpretação, é, e será sempre na medida do possível, proporcionar ou facultar uma melhor qualidade de vida a outra pessoa. Daí, remeto-me directamente para o caso específico das "esmolas de semáforo", que opto por não dar, porque sei que muitas das vezes o dinheiro é canalizado para redes organizadas do crime, geridas por pessoas sem qualquer tipo de escrúpulos. Já o mesmo não acontece se vir alguém com fome. Aí pago uma sopa, ou um sandes mista e um copo de leite. É um pouco por aqui.
Ajuda o próximo requer disponibilidade, como já referi anteriormente. Nem sempre essa disponibilidade é possível, fruto das nossas obrigações familiares, profissionais e mesmo dos nossos problemas. Contudo, acho que é sempre possível encontrar forma de ajudar alguém, quanto mais não seja sob forma de um telefonema rápido, um e-mail curto ou simplesmente uma mensagem escrita, curta, mas evidenciando que "estamos aqui, se precisares". É pena que nem toda a gente pense assim. É pena que cada vez mais vivamos para nós, olhando para os nossos umbigos e finalmente, é pena que cada vez sejamos mais egoístas.
Por aquilo que tenho vivido de há uns tempos para cá, sei que muita gente precisa de ajuda. Não é ajuda monetária, não é "palmadinhas nas costas". É sobretudo alguém em quem possam confiar, alguém com quem possam contar quando precisam de desabafar, ou simplesmente alguém com quem possam estar em silêncio (poderá parecer ridículo, mas não o é, acreditem..)
Fruto de uma série de factores com os quais lidamos diariamente, somos deparados com adversidades que não são normais. Se por um lado nós mesmos podemos analisar e gerir essas mesmas adversidades, há pessoas que não o conseguem. Mas duvido muito que venham a pedir ajuda. Contrariamente ao que seria de esperar, hoje em dia há o sentimento de vergonha em pedir ajuda. Cada vez mais há situações de depressão, angústia ou simplesmente tristeza profunda acompanhada dum sentimento de impotência e frustração, porque não sabendo como resolver as coisas, as pessoas acomodam-se e vivem sem qualquer tipo de qualidade de vida, sem esperança e sem coragem para pedir ajuda.
Este último parágrafo faz alusão directa aos suicidas. São pessoas para quem a vida não faz sentido, que não tiveram coragem de pedir ajuda, ou que simplesmente quando o tentaram fazer, o que aconteceu foram "gritos mudos", como gosto de definir como analogia adequada.
É fulcral, vital, estar atento aos que nos rodeiam. É essencial que de quando em quando mostremos disponibilidade para ouvir, para aconselhar, ou seja, para ajudar. Que os nossos amigos (as) podem contar sempre com o nosso apoio. Entender os seus sinais, e estabelecer canais de comunicação entre ambas as partes de forma a que qualquer alteração da harmonia seja perceptível, e acautelada.
Para terminar, uma sugestão: pensem em todos os vossos (as) amigos (as), e tentem fazer o exercício de avaliar o quão bem os conhecem. Alguma vez sentiram que eles (elas) poderiam estar alegres não o sentindo verdadeiramente? Que poderão haver problemas escondidos? É fundamental que junto daqueles que gostamos e que fazem parte do "nosso círculo" tenhamos a garantia de que nada nos escapa..Porque se alguma coisa não está bem, será percebida, e é aqui que entra a palavra "Ajudar o próximo".
Há vários tipos de ajuda. Alguns mais visíveis e perceptíveis (monetárias, ajudar alguém com alguma dificuldade), outros menos, ainda que não menos importantes. Não me consigo recordar de alguma vez que me tenha escusado a ajudar alguém. É complicado lembrar-me desse momento, e já lá vão 3 décadas de vida.. Faz parte de mim. Diria que é algo inato. Não me conheceria sem esta postura. Ainda que por vezes me seja prejudicial, na medida em que penso nos outros antes de pensar em mim, faço-o instintivamente. Uma das formas mais bonitas de auxílio, para mim, é o "ouvir". É necessário algum tipo de predisposição para tal. É preciso que exista abertura de espírito e disponibilidade mental para ir ter com alguém que está em baixo, e simplesmente...ouvir. Nem toda a gente o sabe ou consegue fazer, nos dias que correm.
Há várias interpretações deste tema. A minha interpretação, é, e será sempre na medida do possível, proporcionar ou facultar uma melhor qualidade de vida a outra pessoa. Daí, remeto-me directamente para o caso específico das "esmolas de semáforo", que opto por não dar, porque sei que muitas das vezes o dinheiro é canalizado para redes organizadas do crime, geridas por pessoas sem qualquer tipo de escrúpulos. Já o mesmo não acontece se vir alguém com fome. Aí pago uma sopa, ou um sandes mista e um copo de leite. É um pouco por aqui.
Ajuda o próximo requer disponibilidade, como já referi anteriormente. Nem sempre essa disponibilidade é possível, fruto das nossas obrigações familiares, profissionais e mesmo dos nossos problemas. Contudo, acho que é sempre possível encontrar forma de ajudar alguém, quanto mais não seja sob forma de um telefonema rápido, um e-mail curto ou simplesmente uma mensagem escrita, curta, mas evidenciando que "estamos aqui, se precisares". É pena que nem toda a gente pense assim. É pena que cada vez mais vivamos para nós, olhando para os nossos umbigos e finalmente, é pena que cada vez sejamos mais egoístas.
Por aquilo que tenho vivido de há uns tempos para cá, sei que muita gente precisa de ajuda. Não é ajuda monetária, não é "palmadinhas nas costas". É sobretudo alguém em quem possam confiar, alguém com quem possam contar quando precisam de desabafar, ou simplesmente alguém com quem possam estar em silêncio (poderá parecer ridículo, mas não o é, acreditem..)
Fruto de uma série de factores com os quais lidamos diariamente, somos deparados com adversidades que não são normais. Se por um lado nós mesmos podemos analisar e gerir essas mesmas adversidades, há pessoas que não o conseguem. Mas duvido muito que venham a pedir ajuda. Contrariamente ao que seria de esperar, hoje em dia há o sentimento de vergonha em pedir ajuda. Cada vez mais há situações de depressão, angústia ou simplesmente tristeza profunda acompanhada dum sentimento de impotência e frustração, porque não sabendo como resolver as coisas, as pessoas acomodam-se e vivem sem qualquer tipo de qualidade de vida, sem esperança e sem coragem para pedir ajuda.
Este último parágrafo faz alusão directa aos suicidas. São pessoas para quem a vida não faz sentido, que não tiveram coragem de pedir ajuda, ou que simplesmente quando o tentaram fazer, o que aconteceu foram "gritos mudos", como gosto de definir como analogia adequada.
É fulcral, vital, estar atento aos que nos rodeiam. É essencial que de quando em quando mostremos disponibilidade para ouvir, para aconselhar, ou seja, para ajudar. Que os nossos amigos (as) podem contar sempre com o nosso apoio. Entender os seus sinais, e estabelecer canais de comunicação entre ambas as partes de forma a que qualquer alteração da harmonia seja perceptível, e acautelada.
Para terminar, uma sugestão: pensem em todos os vossos (as) amigos (as), e tentem fazer o exercício de avaliar o quão bem os conhecem. Alguma vez sentiram que eles (elas) poderiam estar alegres não o sentindo verdadeiramente? Que poderão haver problemas escondidos? É fundamental que junto daqueles que gostamos e que fazem parte do "nosso círculo" tenhamos a garantia de que nada nos escapa..Porque se alguma coisa não está bem, será percebida, e é aqui que entra a palavra "Ajudar o próximo".
Village People no Pavilhão Atlântico (18 Nov 2005)
Não os conhecia em palco. Só mesmo músicas que acompanharam a minha infância / adolescência. Músicas que ouvia nos rádios ou cd´s dos primos mais velhos, e que tinham ritmo, "batida" e muito conotadas com a comunidade gay. "In the Navy", ou o célebre "Macho Man", ou ainda o famosíssimo "YMCA".Com uma noite péssima, em termos climatéricos (frio e chuva), às 2120H o Pavilhão Atlântico (PA) não estava composto. Mas foi-se compondo. E às 2200H estava uma "moldura humana" muito homogénea, sendo que houve algumas pessoas que levaram a sua ida ao concerto muito a sério, e foram caracterizadas com trajes da época.
Para quem não se lembra, quer os Village People (VP), quer os Boney M (BM), são bandas dadécada de 70-80, e como tal, não terão a mesma energia em palco que bandas mais recentes (ou com membros mais jovens). Excepção à regra será o concerto dos Rolling Stones, em Coimbra, onde o Mike mais uma vez brindou a sua plateia com a energia e vivacidade que o caracteriza em qualquer parte do mundo.
No concerto desta noite, fiquei agradavelmente surpreso com a actuação da banda de suporte dos VP, os Boney M. Uma banda muito boa, em termos de coreografia, presença de palco, e acima de tudo, dos membros da banda. É curioso que aquelas bandas que têm elementos negros na sua composição, têm outra energia, outra alegria, e sobretudo outra presença em palco. Foi este o caso, com 3 dos elementos da banda serem negras com vozes bestiais.
Já no caso dos VP, não tiveram a adesão que a banda de suporte teve. A voz do vocalista ao vivo é demasiado grossa, e não fez o êxito que as músicas que conheço têm. Não é uma questão de ser impossível. Já fui a outros concertos e não notei uma disparidade tão grande. Fiquei desapontado. Conseguiram ainda assim cativar o público, com os 3 temas mais famosos, que referi anteriormente.
Mais uma vez, dois pontos francamente negativos para o Pavilhão Atlântico: não só estava a chover torrencialmente e as pessoas tinham de entrar numa zona específica (quando se calhar podiam fazê-lo noutra zona e depois serem encaminhadas para a zona respectiva/correcta) como também as condições acústicas do próprio Pavilhão são deploráveis, fazem muito eco, o que tem como consequência uma perda de qualidade notável em termos de som.
Em suma, deu para reviver algumas músicas muito agradáveis..Mas só isso. De uma maneira geral, não valeu a pena o preço do bilhete.
sexta-feira, novembro 18, 2005
O Stress...

São variadíssimas as causas do stress no nosso quotidiano. Tantas que seria complicado enumerar todas, sem correr o risco de me esquecer de alguma. Contudo, acho que muitas vezes não fazemos um esforço por mitigar ou minimizar o efeito adverso que aquela que é considerada a doença da actualidade (sim, leram bem) nos provoca.
Desde o stress da actividade profissional, passando pelo stress mais ou menos evidente que possamos ter em nossas casas, o stress do tráfego rodoviário, etc,etc, são situações com as quais nos confrontamos, e que naturalmente lidamos à nossa maneira.
Há quem defenda (os defensores do Reiki, por exemplo), que muitas das maleitas que existem hoje em dia, são consequência de desequilíbrios orgânicos, do nosso interior, e que acabam por ser reflexo das nossas respostas perante as adversidades, entre as quais, a forma como lidamos com o stress.
Nunca experimentei actividades relaxantes como o yoga. Sendo uma pessoa naturalmente ansioso, talvez não fosse má ideia experimentar. Yoga ou outra actividade similar. Ou estar num local (casa, por exemplo), em que exista uma decoração Feng Shui (lê-se Feng Shói), que dizem os entendidos, minimiza o efeito agressivo do stress (entre outras "agressões"), induzindo a harmonia, calma e serenidade. É uma linha de pensamento curiosa e muito interessante.
Na minha opinião, e falando por experiência própria, vou aprendendo à minha custa, a lidar com as mais variadas vississitudes da vida. Melhor ou pior, há algumas que tenho como "dado adquirido", pelo que sendo normais, tento debelar um estado mais ansioso da minha pessoa, quando confrontado com a situação em si. Exemplo? Estar parado no trânsito. Antes, era uma altura em que ficava irrequieto, ansioso, e passada a tal fila, parecia que me tinham tirado uma pedra de 2 toneladas das costas. As filas de trânsito são das piores coisas para mim. Hoje em dia vejo as coisas de forma diferente. É uma boa altura para "limpar" a carteira de talões, escolher criteriosamente umas músicas para ouvir enquanto se espera, aproveitar para massajar o pescoço, ou simplesmente fazer caretas aos miúdos que vão nos carros que circulam ao nosso lado, ou no sentido oposto (e depois fazer uma pose seráfica, se os miúdos se queixarem aos seus progenitores)...
Em jeito de conclusão, sugiro que passem a ver e viver a vida assumindo uma postura/atitude mais calma, serena e tranquila, tendo em linha de conta que tal só nos irá benificiar à posterior, ou seja, mais qualidade de vida, em resumo.
Acima de tudo, que possamos proporcionar um bom ambiente, transmitir harmonia e calma quer para nós, quer para os que nos rodeiam.
A nossa paz interior não se compra...conquista-se! (Agora estive bem..)
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