Também é marcado pelo culminar da actividade política e início da temporada futebolística. Se neste último caso iniciar ou terminar sugere-me a mesmíssima coisa (ou seja, nada, porque detesto futebol), já no primeiro caso é algo que sigo com alguma atenção. E estou atento aos últimos pormenores, veiculados pelos media. Falo objectivamente das eleições intercalares, falo do "desnorteio" do maior partido da oposição, do clima de censura/medo vivido no interior do partido do Governo e partilhado num artigo de opinião da semana passada redigido pelo Manuel Alegre. Curiosamente, uma pessoa que tem vindo a conquistar o meu apreço, não só pela sua frontalidade e à vontade para debater questões intrínsecas ao partido, mas também pelo resultado expressivo obtido nas últimas presidenciais, enquanto independente.
O primeiro ministro José Sócrates tem vindo a perder algum protagonismo nos últimos tempos. Não só pela questão do seu diploma universitário (que curiosamente deixou de ser falado), bem como a questão da avaliação e desmobilização direccionada para a função pública, o famosíssimo "Caso Charrua" e ainda a questão da contratação das crianças para o tema relacionado com o Plano Tecnológico para as escolas portuguesas. (Apenas um pequeno apontamento na medida em que acho que quem criticou o Governo, deveria antes pensar na exploração/trabalho infantil dos actores que contracenam nas novelas portuguesas. Faz sentido que o façam, ao invés de inusitadamente criticarem sem que exista qualquer tipo de sustentação lógica e enquadrada).
É visível o cansaço de Sócrates nos últimos tempos, numa altura em que decorre um evento muito importante em Lisboa, e para o qual Sócrates mobilizou todos os esforços. A postura de político que controla tudo e todos, tem os dossiers todos sabidos, de fio a pavio...começa a adquirir outro tipo de contornos. A par e passo, a equipa de trabalho começa também a denotar algum cansaço. E a curto/médio prazo poderá dar sinais de debilidade.
Relativamente às eleições intercalares em Lisboa, a vitória esperada do PS. António Costa é um "peso pesado" que sai do partido, para assumir os desígnios da Câmara de Lisboa. Ainda que existam naturais ligações que certamente serão facilitadas pelos canais privilegiados de comunicação, tendo em conta a ligação que tem com o Governo, não tem tarefa fácil pela frente. A ver vamos, e o tempo mostrará como leva o seu projecto e compromisso avante.
Surpresa das surpresas, foi o resultado obtido pelo Professor Carmona Rodrigues. Lamentavelmente, e com uma taxa de abstenção das maiores desde sempre (62%) conquistou um valor bastante expressivo, que aponta para uma vitória pessoal. Não entrando Negrão na corrida, certamente que António Costa teria alguma dificuldade em ganhar as eleições.
Relativamente à crise interna do PSD, pouco mais há a dizer sobre o tema. Dos candidatos à liderança, não reconheço notoriedade no Marques Mendes. Falta-lhe "nervo", protagonismo, audácia. Tem um bom perfil de político, mas começa a ficar cansado. Tem como vantagem a associação dos pesos pesados do partido. Pinto Balsemão, Manuela Ferreira Leite, entre outros. Aguiar Branco desistiu a meio da corrida. Falta de apoio (tinha o de Morais Sarmento e de Arnaut), mas entendeu que não será este o momento certo para avançar. Luís Filipe Menezes parece-me ser um bom político. Contudo, terá o mesmo handicap que Marques Mendes tem. Não tem projecção, não tem "fibra", não tem o perfil necessário e exigido neste momento para ser o líder da oposição. Bons candidatos seria a Manuela Ferreira Leite ou mesmo Rui Rio. Mas não estão disponíveis neste momento. Infelizmente.
A ver vamos que nos reserva a reentrée...
Relativamente à crise interna do PSD, pouco mais há a dizer sobre o tema. Dos candidatos à liderança, não reconheço notoriedade no Marques Mendes. Falta-lhe "nervo", protagonismo, audácia. Tem um bom perfil de político, mas começa a ficar cansado. Tem como vantagem a associação dos pesos pesados do partido. Pinto Balsemão, Manuela Ferreira Leite, entre outros. Aguiar Branco desistiu a meio da corrida. Falta de apoio (tinha o de Morais Sarmento e de Arnaut), mas entendeu que não será este o momento certo para avançar. Luís Filipe Menezes parece-me ser um bom político. Contudo, terá o mesmo handicap que Marques Mendes tem. Não tem projecção, não tem "fibra", não tem o perfil necessário e exigido neste momento para ser o líder da oposição. Bons candidatos seria a Manuela Ferreira Leite ou mesmo Rui Rio. Mas não estão disponíveis neste momento. Infelizmente.
A ver vamos que nos reserva a reentrée...




