Creio já ter escrito sobre isto em tempos neste blogue. É possível. Nem de propósito, há dois ou três posts atrás escrevi sobre o prazer ímpar que tenho em comer pão. Agora escrevo sobre a comida...talvez uma tentativa de justificar o porquê de querer trocar a balança (peso a mais)...
Tenho experiências com vários tipos de comensais. Uns fingem que comem, e "sujam os pratos". Comem mal, para não dizer pessimamente. E diz o adágio popular "Quem não é bom para comer, não é bom para trabalhar". Outros parece que não comem há uma semana, e enchem de tal forma o prato, que a comida extravaza. O que de resto, apenas e só reflecte que na casa da pessoa em causa, quando era o mesmo mais novo (a) recorria-se ao jejum de alguns dias (sabe Deus com que objectivo), tal não é a avidez com que estão habituados a comer "pilhas" de comida. Ah...isto quando não começam a comer ao mesmo tempo que os demais sentados à mesa.
Tenho pena de não saber cozinhar melhor. Desenrasco-me, é certo (faço uns bifes maravilhosos, uns ovos mexidos únicos, sei grelhar sardinhas), mas quando toca a quantidades de arroz, de massa, fazem-me confusão e começo logo a ficar nervoso e a hiperventilar. Aliás, neste ponto, confesso reconheço sobredotadas aquelas pessoas que conseguem fazer um arroz em 5 minutos, sem recorrer a chávenas ou outras formas de medida, ou conseguem fazer um esparguete a olhómetro. Talvez um dia eu o consiga igualmente. Aí terei mais uma razão para a minha realização pessoal (além das outras 900 razões).
Dou muita importância ao que me trazem para a mesa no restaurante. Não interessa se estou a almoçar no Eleven ou numa tasca qualquer ali de Alfama. Interessa-me apenas e só quão estimulado é o meu palato, o olfacto, a visão...Já paguei muito por refeições ordinárias e já paguei pouco em restaurantes muito bons e que jamais dizer ousarei partilhar o nome (para ninguém lá ir e começar a encher aquilo)...Talvez possa dizer um dia, o nome de um ou dois.
Muito fica por dizer relativamente à minha relação próxima e íntima com a comida. Não seria correcto dizer que gosto mais do leite creme queimado na hora do que o clássico arroz de pato. Estão ambos no topo das minhas preferências culinárias. Não faço (nem ousaria fazer) a destrinça entre o doce e o salgado...gosto de ambos. Conquanto sejam bem confeccionados, lá está.
Outro ingrediente que poderá melhorar ainda o prato confeccionado, será a nossa companhia à mesa. É diferente disfrutar de um bom prato com uma boa companhia do que com quem nos "vai ao bolso" na altura de pagar o IRS. A par e passo da companhia, um bom tinto ou branco também podem aumentar ainda mais o score de uma boa refeição.
Com tudo isto, parece-me óbvio e sensato que não almoçar uma cataplana de marisco ao almoço de Terça-Feira, em dia de trabalho, lá no restaurante do Tó, acompanhada de um bom branco caseiro. Seria o mesmo que dizer que não iria trabalhar da parte da tarde...
Por último, para saborear qualquer prato, é importante que não exista a limitação de tempo..o que significa que saboreio apenas os jantares e almoços / jantares aos finais de semana....
Ahh..e esta prosa toda sem ter introduzido a "Bimby".....Mas quem tem mão para a cozinha...não gosta da "bicha"!
Próximo Tema: Alentejo
Tenho experiências com vários tipos de comensais. Uns fingem que comem, e "sujam os pratos". Comem mal, para não dizer pessimamente. E diz o adágio popular "Quem não é bom para comer, não é bom para trabalhar". Outros parece que não comem há uma semana, e enchem de tal forma o prato, que a comida extravaza. O que de resto, apenas e só reflecte que na casa da pessoa em causa, quando era o mesmo mais novo (a) recorria-se ao jejum de alguns dias (sabe Deus com que objectivo), tal não é a avidez com que estão habituados a comer "pilhas" de comida. Ah...isto quando não começam a comer ao mesmo tempo que os demais sentados à mesa.
Tenho pena de não saber cozinhar melhor. Desenrasco-me, é certo (faço uns bifes maravilhosos, uns ovos mexidos únicos, sei grelhar sardinhas), mas quando toca a quantidades de arroz, de massa, fazem-me confusão e começo logo a ficar nervoso e a hiperventilar. Aliás, neste ponto, confesso reconheço sobredotadas aquelas pessoas que conseguem fazer um arroz em 5 minutos, sem recorrer a chávenas ou outras formas de medida, ou conseguem fazer um esparguete a olhómetro. Talvez um dia eu o consiga igualmente. Aí terei mais uma razão para a minha realização pessoal (além das outras 900 razões).
Dou muita importância ao que me trazem para a mesa no restaurante. Não interessa se estou a almoçar no Eleven ou numa tasca qualquer ali de Alfama. Interessa-me apenas e só quão estimulado é o meu palato, o olfacto, a visão...Já paguei muito por refeições ordinárias e já paguei pouco em restaurantes muito bons e que jamais dizer ousarei partilhar o nome (para ninguém lá ir e começar a encher aquilo)...Talvez possa dizer um dia, o nome de um ou dois.
Muito fica por dizer relativamente à minha relação próxima e íntima com a comida. Não seria correcto dizer que gosto mais do leite creme queimado na hora do que o clássico arroz de pato. Estão ambos no topo das minhas preferências culinárias. Não faço (nem ousaria fazer) a destrinça entre o doce e o salgado...gosto de ambos. Conquanto sejam bem confeccionados, lá está.
Outro ingrediente que poderá melhorar ainda o prato confeccionado, será a nossa companhia à mesa. É diferente disfrutar de um bom prato com uma boa companhia do que com quem nos "vai ao bolso" na altura de pagar o IRS. A par e passo da companhia, um bom tinto ou branco também podem aumentar ainda mais o score de uma boa refeição.
Com tudo isto, parece-me óbvio e sensato que não almoçar uma cataplana de marisco ao almoço de Terça-Feira, em dia de trabalho, lá no restaurante do Tó, acompanhada de um bom branco caseiro. Seria o mesmo que dizer que não iria trabalhar da parte da tarde...
Por último, para saborear qualquer prato, é importante que não exista a limitação de tempo..o que significa que saboreio apenas os jantares e almoços / jantares aos finais de semana....
Ahh..e esta prosa toda sem ter introduzido a "Bimby".....Mas quem tem mão para a cozinha...não gosta da "bicha"!
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