Pela primeira vez em 34 anos, em 2009 não fui à praia. Não fui porque decidi, de mim para mim, que 2009 seria o primeiro de vários anos em que ninguém me mete mais a vista em cima em qualquer praia portuguesa. Zanguei-me a sério com a praia.
Para mim, ir à praia é um suplício. Começa a partir do momento em que saio de casa cedo, de manhã, (não entendo como há pessoas que conseguem ir para a praia à hora de almoço), e em que toda a gente sai do emprego, casa e se põe à estrada, para provocar filas de trânsito. Obviamente que não tarda fico impaciente e não tarda muito em que tem início a minha ladainha expiando todos meus pecados dos últimos 17 anos. Normalmente, e associado ao anterirmente mencionado o poder de encaixe diminui drasticamente, e entro num estado de mudez e catatónico.
Chegado à praia, uma de duas situações pode acontecer (e acontece invariavelmente comigo): ou está à pinha (como sempre nos dias de calor), ou está vazia. Neste último caso penso mais uma vez que só um otário como eu vai para uma praia vazia à espera que o tempo levante!
O contínuo e irritante barulho das crianças mal educadas, as gargalhadas dos boçais na zona circundante à minha toalha fazem-me exasperar e perder a paciência remanescente.
Também não deixa de por mim ser constatada a curiosa escalada de preços da comida na praia. Decerto que quem vende as batatas fritas ou os gelados, pensa ser mais inteligente que os demais utentes da praia, nos quais me incluo. Em algumas situações, já me aconteceu pensar que um assalto teria sido menos ofensivo do que os preços praticados em algumas barracas. Irritado, e a caminho da toalha, tenho não raro de enterrar os pés na areia para os não queimar, e enquanto percorro esta distância, fustigo-me mentalmente e dizendo mal da minha vida, por me ter esquecido de fazer duas ou três sandwiches para evitar este tipo de evento.
No final do dia, um trânsito imenso, para sair da praia. Piora tudo quando não tirei todo o sal das costas e começo a sentir o mesmo na t-shirt.
A única altura boa de um dia de praia é mesmo o petisco com os (as) amigos (as), ou seja, o final.
Nada mais. O resto do dia dispenso.
Próximo Tema: Petisco
Para mim, ir à praia é um suplício. Começa a partir do momento em que saio de casa cedo, de manhã, (não entendo como há pessoas que conseguem ir para a praia à hora de almoço), e em que toda a gente sai do emprego, casa e se põe à estrada, para provocar filas de trânsito. Obviamente que não tarda fico impaciente e não tarda muito em que tem início a minha ladainha expiando todos meus pecados dos últimos 17 anos. Normalmente, e associado ao anterirmente mencionado o poder de encaixe diminui drasticamente, e entro num estado de mudez e catatónico.
Chegado à praia, uma de duas situações pode acontecer (e acontece invariavelmente comigo): ou está à pinha (como sempre nos dias de calor), ou está vazia. Neste último caso penso mais uma vez que só um otário como eu vai para uma praia vazia à espera que o tempo levante!
O contínuo e irritante barulho das crianças mal educadas, as gargalhadas dos boçais na zona circundante à minha toalha fazem-me exasperar e perder a paciência remanescente.
Também não deixa de por mim ser constatada a curiosa escalada de preços da comida na praia. Decerto que quem vende as batatas fritas ou os gelados, pensa ser mais inteligente que os demais utentes da praia, nos quais me incluo. Em algumas situações, já me aconteceu pensar que um assalto teria sido menos ofensivo do que os preços praticados em algumas barracas. Irritado, e a caminho da toalha, tenho não raro de enterrar os pés na areia para os não queimar, e enquanto percorro esta distância, fustigo-me mentalmente e dizendo mal da minha vida, por me ter esquecido de fazer duas ou três sandwiches para evitar este tipo de evento.
No final do dia, um trânsito imenso, para sair da praia. Piora tudo quando não tirei todo o sal das costas e começo a sentir o mesmo na t-shirt.
A única altura boa de um dia de praia é mesmo o petisco com os (as) amigos (as), ou seja, o final.
Nada mais. O resto do dia dispenso.
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