Sou um típico "fura greves". Daqueles assumidos. Detesto greves e muito menos aprecio quem promove greves / quem as faz : os grevistas. Encaro as greves como sendo "aquele" motivo que faltava para se ter uns dias extra de gazeta. Veja-se o exemplo de algumas greves do ano passado, e que curiosamente tiveram lugar nos meses de Verão. Tal significou uns dias adicionais de praia. Também eu queria (se gostasse de fazer praia). Vale bem a pena. Curiosamente deixaram de existir greves por parte de alguns sectores de actividade quando o Governo ameaçou que iria descontar nos vencimentos dos grevistas os dias de greve. O direito à greve está consagrado na Constituição, é certo. Mas também existe Democracia há 36 anos, e existem locais próprios para a discussão, sem que pessoas que querem trabalhar saiam prejudicadas. Os grevistas deviam perfilar-se na escadaria da Assembleia da República e fazer greve de fome sem data estimada para terminar. Sem maçar mais ninguém! Sem ser necessário comprometer toda uma série de aspectos directa ou indirectamente relacionados, como por exemplo o trânsito em Lisboa já de si caótico.
Aos períodos de greve corresponde a estagnação do País em determinados sectores de actividade e obviamente de "produtividade zero". Em grande parte, os "culpados" das greves são os sindicatos dos trabalhadores que as promovem e que funcionam como autênticas máquinas de propaganda política.
Também fico à beira de um ataque de histeria quando constato que alguns daqueles que heroicamente carregam as bandeiras nem sequer saberem o porquê da greve. E são vários os casos. Se olharmos para as greves dos estudantes (com o clássico truque do fecho dos portões da escola com cadeado e corrente) e ouvirmos as suas reivindicações facilmente inferimos o que acabei de mencionar acima.
Para terminar, um pequeno comentário relativo à última greve, que achei "deliciosa". A organizada pelos donos dos carrosseis. Acho surreal o porquê de se fazerem greves quando o Governo apenas regulamentou para que fossem mais rigorosas as inspecções a este tipo de forma de diversão. Ainda que isso envolva um investimento avultado em segurança destes equipamentos.
Enfim..o direito à greve é um direito adquirido. Nem sempre correctamente utilizado.
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