Durante muitos anos andei de transportes públicos. Hoje em dia não ando, porque a minha actividade profissional não o torna temporalmente exequível ou porque a rede de transportes perto de minha casa não é boa. Existe, mas não serve adequadamente as minhas necessidades. Sim, sou comodista, e se saio mais cedo para apanhar transportes, daqui a pouco nem sequer durmo.
Andar de transportes públicos é sempre um momento especial para mim. Especialmente no metro, em hora de ponta, ao ver as caras desesperadas das pessoas a saltar lanços de escadas para não perderem "aquele" metro. Aliás, não me orgulho deste episódio, mas há uns anos atrás preguei uma rasteira a um senhor, numa altura em que íamos ambos a correr para apanhar o metro para as Olaias. Acho que ele não ficou muito satisfeito e ainda chamou uns nomes a alguém da minha família Não fosse eu ter de apanhar aquele metro, tinha perdido o mesmo aproveitando a oportunidade para falar com ele e ensinar-lhe umas boas maneiras. Pateta!
De todos os transportes públicos, o que mais gosto é o táxi. É espantoso como fico a saber que todos os taxistas que apanho, invariavelmente cumpriram o serviço militar na Guerra Colonial. Em Companhias de forças especiais e no meio da selva, onde era "quente". Também estou habituado a ouvir de todos eles o seu ódio visceral aos Governos em exercício bem como a adoração pelo Benfica ou pelo Sporting. Mais uma vez, devo transmitir confiança e conhecimento futebolístico, porque a conversa vai parar sempre no mesmo. O parque automóvel também é uma coisa gira de se ver, sendo que por vezes, sendo amante de carros, tenho oportunidade de ser transportado em autênticas "máquinas". A última foi um Mercedes Benz, mais velho que eu, que na Av. da República, o velocímetro marcou 200 km/H, sendo que a velocidade não devia passar os 100 km/H. Ah, devia ser um carro batido, porque não acho normal eu estar sentado quase fora do carro, de tal forma seguia torto..
Os autocarros também me deixam boas recordações (especialmente quando ía à baixa com a minha mãe e irmão naqueles autocarros de dois andares). Ou mais recentemente, já "quase" homem, mas sem carta em que tinha de andar muito em autocarros mais recentes.
O comboio também é um meio de transporte que aprecio. É curioso ir para o Norte ou Sul do País por altura do final de semana e ter por companheiros de viagens os magalas ou as estudantes universitárias. Há sempre conversa para todos e uma viagem bem passada.
Quanto ao aviões...deixarei esse tipo de experiência para um texto dedicado. Avanço que há dois momentos que adoro: Descolagem e aterragem. Estou particularmente atento nesses momentos (até porque são os momentos mais críticos do vôo).
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