quarta-feira, agosto 04, 2010

Cobardia

Talvez um dos piores defeitos que existe no ser humano. Por mais tempo que viva dificilmente apagarei da minha memória as marcas derivadas de actos cobardes de pessoas que nunca esperei que me falhassem...existirá sempre um episódio para contar alusivo ao tema.

O "ser-se" cobarde não é para qualquer um.  Sugere uma personalidade fraca e frequentemente medíocre. Alguém que não tem problemas em prejudicar o próximo, em seu benefício. Típico, concordarão comigo. Também eu, infelizmente, já fui alvo de actos cobardes. É certo que posteriormente a vida mostrou a essas pessoas cobardes que estavam erradas. Sendo que eram pessoas que nunca esperei que fossem falhar como as notas de 500 "heróis".

A cobardia, na medida em que pode (e não raro prejudica alguém), é obviamente condenável. A "jusante", e mais tarde ou mais cedo, alguém é magoado ou surpreso. Também sugere calúnia, mentira e eventos fantasiosos. E é algo que normalmente se descobre já tarde...e  todo o mal possível de ser causado e/ou infligido, já o foi. Sem que o/a visado (a) tivesse uma palavra a dizer, ou voto na matéria.

Cada vez são mais as situações que conheço e que apontam no sentido de caminhar indubitavelmente para um mundo construído e sustentado na falsidade. No dizer mal dos outros pelas costas. E fazer disso um modo de vida. Há pessoas assim. Que só sabem viver assim. Qual aves agourentas.

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terça-feira, agosto 03, 2010

Mergulho

Quis o destino que eu não seguisse a carreira de mergulhador. Daqueles profissionais, mesmo à séria. Carreira bem sucedida. A razão pela qual tal não foi possível prende-se com o facto da pressão da água nos tímpanos ser dolorosa e não aguentar muito tempo debaixo de água.

Dizem-me frequentemente que há truques para contornar o problema. O demorar mais tempo nos patamares / estágios de descompressão. Para quem não sabe  que é...quando se mergulha em profundidade (e sem ser na piscina do primo Juvenal que tem 2,0 metros de profundidade na parte mais funda) é preciso habituar os tímpanos à descida. Porquê? Porque a pressão aumenta de forma directamente proporcional à profundidade.

Não dedicando grande pormenor à física (ou mecânica dos fluidos), a explicação passa por qualquer coisa como o peso da massa de água exercida por tímpano (unidade de superfície). Há pessoas que aguentam melhor a pressão. Outras aguentam menos. Sou das pessoas que aguentam menos. Donde, não posso mergulhar nesse maravilhoso e selvagem que é o mundo subaquático.

Uma das imagens que vejo frequentemente, quando me imagino no mergulho nesse tal mundo, é precisamente um mundo aparte. Flora e peixes exóticos. Tubarões, moreias, raias...tudo peixes "amigos" do homem. Filmar tudo isto...como se vê nos filmes do camarada Cousteau (Pai e filho). Ver a trama colorida. Os contrastes...

Quem sabe um dia consigo ir até às profundezas do oceano...até ao Titanic!! Ou ir em busca de tesouros perdidos...

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segunda-feira, agosto 02, 2010

Desodorizantes

Há coisas que não sou capaz de aceitar ou admitir. A  hipótese de me relacionar com alguém que cheire mal repugna-me e enoja-me. E por alguma razão desconhecida  e perdida na imensidão do espaço cósmico se tenha perdido o olfacto e sejam castigados os olfactos daqueles que o/a rodeiam com o seu simpático e expressivo odor. O seu "cheiro de marca".

Hoje em dia qualquer loja de vão de escada tem um desodorizante à nossa medida. Mais intenso, menos intenso, com mais alcóol,  menos alcóol, mais cheiroso..neutro...mas sempre com um objectivo claro e definido - não permitir que o cheiro da transpiração (por exemplo) impeste o ar circundante. E aqui, chegados a este ponto, meus amigos e amigas, eis que apresento a  chamada guerra biológica. Não tenho dúvidas que há pessoas que o fazem de propósito. Especialmente se tiverem tido uma quezília com um colega lá da empresa (ou da mesma sala) na véspera. É remédio santo, qual doninha: "É apenas um aviso....portas-te mal, não uso desodorizante!". Pouco ou nada há a fazer nestas situações. É lutar contra a natureza. E quanto pior fôr a zanga, mais mortífero é o cheiro.

É também uma questão de respeito. Falta de higiene é daquelas coisas que no mundo civilizado tenho como falta de respeito para com as demais pessoas com quem se relaciona. Há dicas e truques para quem padece de problemas de sudação. E não creio que passe pelo facto de recorrentemente negligenciar a ida à mercearia lá do bairro ou a qualquer grande superfície e gastar a pequena fortuna de 2 euros num desodorizante...

Dica: Tal como no anúncio do 8x4 de 1972 que aqui partilho hoje, as chances de ter uma abordagem de sucesso com o sexo oposto são substancialmente incrementadas quando este item de higiene é considerado. O ser humano - aquele que tantas vezes é submetido a provas de fogo das "doninhas" suas colegas - é naturalmente sensível aos odores. E é certo que as "doninhas" não têm lugar nos dias de hoje. E seguramente serão lembradas pelas piores razões.

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domingo, agosto 01, 2010

Cansaço

Acabado de chegar de viagem, com quase 24 horas de vôos e esperas em aeroportos, sinto-me cansado. É raro sentir-me como tal, e confesso que quando me sinto assim...a exaustão já me piscou o olho recentemente.

Cansaço físico. Paralelamente, há também o cansaço mental. Na minha opinião, mais perigoso que o anterior, até porque uma pessoa com um esgotamento não consegue fazer  nada.

Há algo que costuma ser negligenciado, no dia-a-dia e que contribui de forma decisiva para que o cansaço físico se instale. Sono. Quantas horas de sono não são diariamente "hipotecadas" - com um saldo assustador no final do ano? Pois. Como dizia o outro.."Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga" e é verdade. Este será um dos casos em que há uma relação directa entre a falta de descanso e uma consequência directa em termos físicos.

Stress, preocupações, vidas agitadas...contribuem igualmente para um cansaço excessivo e perda de produtividade. Daí à apatia, desmotivação e falta de vigor...é um passo rápido.

Também o calor tem influência no meu bioritmo. Períodos de calor intenso, sugerem-me de imediato menos vontade de me mexer. Sugere-me pouca vontade de fazer o que quer que seja. Sugere-me roupa eventualmente colada ao corpo. E detesto isso. Fico cansado só de pensar!

O melhor conselho que se pode dar relativamente ao cansaço, quer físico, quer mental, é que sejam  provocados momentos de descanso com maior frequência. Intervalos curtos no dia de trabalho. Não abdicar das horas de sono. Proporcionar momentos de relaxamento físico (eg: massagens, spa´s, etc). E talvez se passe a ter qualidade de vida. Algo que cada vez mais frequentemente não existe.

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sexta-feira, julho 30, 2010

Roswell

Escrevo-vos estas linhas a partir de Roswell, onde me encontro no decurso de uma viagem de trabalho. A pequena simpática cidade de Roswell fica situada no estado do Novo México, nos Estados Unidos da América, ou também conhecida como "A terra prometida" ou a "terra do Tio Sam".

Desde há muito que conheço os EUA. A primeira vez que pisei o continente americano remonta ao ano de 2000. Pois é... Um ano antes do fatídico 11 de Setembro. Na altura conheci Nova Iorque e Boston, tendo ficado de imediato o fã número 1 deste país.

Volvidos 10 anos regresso a esta terra, e. em concreto para Roswell, que muitos conhecerão, ou já terão ouvido falar como sendo a terra dos ovnis e fenómenos paranormais, desde o longínquo ano de 1947, diz quem sabe. Esta cidade vive exactamente disso. Não há restaurante ou bar onde não seja mencionado que os "ET´s são bem-vindos", entre outras graçolas justificadas por aquele que é um dos meios de subsistência da cidade - turismo relacionado com ovnis avistados ou aliens, etc.

Roswell resume-se a uma avenida larga onde existe um centro comercial com poucas lojas, um mais que esperado e inevitável museu dedicado aos ovnis, umas 7 sucursais de bancos americanos conhecidos, uns 3 supermercados, uns 40 restaurantes mexicanos, um bistro italiano, dois "Mac´s", 1 Pizza Hut e um AppleBee´s (que não é mais que o conceito do Pizza Hut que temos em Portugal, mas mais refinado, e com um evento especial e dedicado para cada dia da semana), um centro de correcção para homens, uma prisão, um hospital, um instituto militar e pouco mais.

É possível e normal verem-se várias famílias de "pêso" em fartos repastos, quer ao almoço, quer ao jantar. Facilmente se percebe o porquê do povo americano ter um problema de obesidade. Começando e terminando por esta amostragem na terra onde "Judas perdeu as botas". Diria que o pêso médio de todos os indivíduos do sexo masculino que já vi até agora rondará os 100kg. Já para o sexo oposto, rondará os 75kg. Números redondos e que não carecem de comentários adicionais. O meu excesso de pêso ao lado de alguns homens que já vi faz-me parecer o Nureyev...

Trata-se de uma cidade pobre. É possível ver (e ouvir) vários hispânicos que habitam esta cidade. Um pouco aquilo que se vê nos filmes. Aliás, em termos percentuais, e comparativamente com o americano típico, o "fiel da balança" pende para o lado da população mexicana nesta cidade. Os cortes de cabelo, as barbichas, as indumentárias, etc.

O clima é árido, não se situasse Roswell no deserto. Quente, um pouco húmido, e naturalmente abafado. De dia torna-se custoso (para mim, que detesto calor) andar na rua. E a acrescentar o entrar e sair do carro. Já de noite...depende um pouco, mas corre uma aragem fresca. Nem sempre agradável. Mas não totalmente desagradável.

Nota: Tenho pena de não ter encontrado um ET para conversar. Ou uma ET, no caso, e para ser mais exacto. Certamente que não teria muito que conversar com "um" ET, mas em contrapartida teria muito que falar com "uma" ET. Tenho essa ideia. Talvez lhe ensinasse umas magias que sei. E talvez a ET me ensinasse a "voar". Se é que me entendem, claro.

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quinta-feira, julho 29, 2010

Skype

Para quem não sabe, o skype é uma das melhores invenções que aconteceram desde a invenção da roda. Trata-se de um programa que permite, através de uma ligação da internet, ligar a custo zero para os primos na Austrália ou para a tia do Canadá. Esta será a grande vantagem do skype.

Numa altura em que todo e qualquer portátil mixuruca traz de série instalada a câmara e o microfone série, faz todo o sentido instalar este magnífico e útil programa. Imagine-se falar com quem se quiser, o tempo que se quiser, sem ser necessário pagar mais por isso. Fantástico...

Fica a dica para intalalação do skype.

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English Breakfast

English breakfast é a designação comum para aqueles pequenos-almoços "quase almoços" que alguns hotéis por esse mundo fora têm como opção. Consiste nos ovos mexidos, na salsicha, no sumo de laranja (ou outra fruta à escolha), o bacon estaladiço (importantíssimo), nas torradas, etc.

Após vários anos em que negligenciei esta refeição importantíssima, nos últimos tempos (2/3 anos) tenho vindo a apostar no pequeno-almoço como refeição. Naturalmente que não será no caso do "english breakfast", até porque não tenho tempo.

Faz toda a diferença começar o dia com uma refeição substancial, bem como é mais saudável para o organismo. O único senão é a logística que tem de ser "montada" e por vezes não ser algo viável. Ou pelo menos para quem como eu não gosta de perder muito tempo de manhã.

Tivesse eu mais tempo de manhã...

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quarta-feira, julho 28, 2010

Hotéis low cost

Tenho tido a oportunidade de experimentar hotéis low cost. Há quem erradamente associe um hotel que tenha as tarifas mais baixas e usualmente pertencente a cadeias de hotéis multinacionais, a algo de qualidade sofrível, menos tratado, e tipicamente com um pior atendimento comparativamente aos hotéis mais caros. Nada mais errado. E só demonstra falta de conhecimento da matéria.

Constato que é exactamente nos hotéis de luxo onde o "cai a nódoa no pano". Já me aconteceu roubarem um Blackberry na mesa do pequeno-almoço de um destes hotéis. Curioso? No mínimo, sim. Nos hotéis mais baratos, não só me fidelizaram com a boa educação, bem como tive sempre a roupa da cama sempre lavada e quarto impecavelmente limpo. É esperado que um pormenor simples como a segurança num hotel de 5 estrelas, onde há seguranças armados seja acautelada a todo o centésimo de segundo. Já num hotel de menos estrelas..embora seja esperado..há sempre alguma condescendência. Ainda que ninguém vá à espera de ver serem subtraídos valores!

Acima de tudo, escolher hotéis bem localizados, no centro da cidade, com preços medianos. Ler as críticas dos viajantes. Não optar pelos hotéis de 4/5 estrelas só "porque sim".

Por vezes há surpresas agradáveis...onde menos se esperam!

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Condutor Cool

Uma figura importante nos grupos de amigos que saem à noite para a "copofonia". Para quem não mora no planeta Terra, "condutor cool" é o abstémio(a) que não bebe naquela  noite, para que os amigos e amigas bebam. Ou seja, voluntária ou de forma forçada, é aquele(a) condutor(a) que terá de aturar as bebedeiras do grupo que de forma responsável e paciente terá de conduzir a casa. De cada um deles. O que não deixa de ser uma proeza ímpar quando há um amigo que mora no Barreiro e outra amiga que mora em Sintra.

Trata-se de um conceito relativamente recente. Estamos a falar de um conceito que terá (do meu conhecimento) uma existência relativamente recente. Ou pelo menos publicitada como tal. Ou por outras palavras, e sendo objectivo, talvez tenha sido tardia a minha consciencialização para este tema, talvez desde que tenho carta de condução, e nas vezes em que me terá calhado na rifa levar a rapaziada amiga a casa.

É um conceito que bem utilizado evitará que mais vidas humanas sejam ceifadas na estrada. Infelizmente, a mortalidade associada aos acidentes rodoviária continua elevada, sendo que um dos principais contribuintes será como usual, o já conhecido alcóol. Bem como  os condutores embriagados, os "heróis" que pensam ser imortais..e que entendem que os azares só acontecem aos outros...

Desde que não tenha bebido..não me importo nada de continuar a ser o "cool" da noite. Assim possa evitar algum azar grave.

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terça-feira, julho 27, 2010

Barrigas de Aluguer

Não entendo muito bem o porquê das "barrigas de aluguer" ou "mães de aluguer". A não ser nos casos das mulheres que querem ser mães e cuja natureza não permitiu. E aí sim, faz sentido que alguém carregue um ser durante 9 meses dentro de si para posteriormente, e em acordo previamente celebrado, o bébé possa passar para outros pais.

Não há muito a dizer sobre este tema. Subsiste a trama legal que na minha opinião é (ou deve estar) devidamente acautelada nos países onde este tipo de situação é possível de acontecer. Paralelamente, entendo a gravidez como sendo das melhores coisas que pode acontecer a uma mulher. Como resultado final, é óbvio que o ver nascer um filho(a) é o fechar com chave de ouro um ciclo "bonito" (na maioria das vezes, quando não há complicações).

Assim sendo, custam-me as situações em que a mulher é mãe durante os 9 meses de gestação do feto, para depois entregar a outra mulher que começa nesse momento a ser mãe...Não faz muito sentido...mas é por vezes a solução possível para que alguém possa experimentar o doce sabor da maternidade.

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Nota: Derivado de estar no estrangeiro em trabalho durante os próximos dias os textos serão publicados desfasamente. Fica a promessa de acertar os mesmos aquando do meu regresso a Portugal.

domingo, julho 25, 2010

Voluntariado

Começo por dizer que vejo o voluntariado como algo de muito nobre. Pessoas que após de um dia de trabalho "hipotecam" e abdicam do seu tempo em Família, em missão de voluntariado, só podem merecer o meu respeito e apreço.

Frequentemente, o voluntariado está direccionado para os sem-abrigo, para as famílias carenciadas, para pessoas que por alguma razão plausível e concreta ficaram sem algo que lhes permitisse a subsistência (emprego) tendo o destino "atirado" as mesmas para a rua. É nesta fase do texto que se deve dizer que constato uma alheação consciente e continuada por parte dos sucessivos Governos desta realidade. Sei de casos em que as instituições de solidariedade (patrocinadas pelo Estado) são as menos "preocupadas", as  menos "presentes" e as menos "caridosas" para com as pessoas necessitadas do que os próprios voluntários que acabam por vezes por suportar as despesas do seu próprio bolso. Dentro dos voluntários também há quem tenha mais preocupação que outros. Como em tudo.  E por vezes bastaria que se olhasse com mais atenção para estes quadros e fossem disponibilizados mais meios e verba (q.b) para fazer face a esta problemática que tendencialmente será agravada (recessão económica e perda postos de trabalho).

Subsiste no entando o reverso da medalha. E aqui perdoem-me, mas tenho de ser crítico, . Há muito boa gente, como já mencionei no texto dos sem-abrigo, que não se quer "mexer" à procura de um trabalho ou ocupação que lhe valha o sustento. É mais fácil arrumar carros (e ganhar uma boa maquia ao dia), ter a comida à borla à noite dada pelos voluntários e por aí adiante...do que ir procurar trabalho. Se entendo (e acabo por aceitar) no caso de pessoas com idade provecta, não entendo que tal aconteça nos tipos madraços. Pessoas jovens, com bom físico para ir trabalhar (nas obras há sempre trabalho), acabam por preferir viver no ócio. É mais fácil, claro está. E todos contribuimos para que assim seja.

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sábado, julho 24, 2010

Les Chefs

Tenho constatado uma proliferação de chefs nos últimos tempos. Congratulo-me por vários destes chefs terem passado de um  profundo e recôndito anonimato para uma projecção expressiva e espacial. Como se não bastasse alguns artigos que reconheço serem importantes em algumas revistas "côr-de-rosa", começam a "ganhar terreno" e a surgir noutro tipo de revistas onde até há uns anos seria impensável.

Que fique claro que não sou contra este tipo de escrita "gastronomicamente orientada". Bem como não sou contra o facto de surgirem novas "esperanças" num mundo em que há umas décadas atrás era dominado pelo Michel da Costa e pela Filipa Vacondeus / Maria de Lurdes Modesto. Sempre foram as referências que tive enquanto pessoas com credibilidade e mérito reconhecidos, que ali na RTP 1 tantos pratos confeccionaram e se me "aguaram" a boca, qual cão de Pavlov...reflexos condicionados, claro.

Importa também falar um pouco sobre o fenómeno Jamie Oliver. Para quem anda afastado da tv, trata-se de um rapazola loiro com cabelo espetado, com um ar de enfant terrible que cozinha com o que lá há ou encontra no "quintal ao lado" da cozinha. Ah..e tem um programa televisivo. A "receita de sucesso" deste programa passa pelo à vontade com que aparentemente se move na cozinha, e do facto de conseguir em sensivelmente 30 minutos de duraºão  confeccionar um prato digno de uma recepção da embaixada da Croácia, com ingredientes apanhados....ali do chão. Chama-se a isto criatividade e capacidade de improviso. Verdade seja dita, o Jamie é pródigo nisso.

Já o protagonismo que lhe é dado....irrita-me um bocado. Que seja bom cozinheiro...ninguém diz o contrário. Que até seja um tipo que se apresenta como "podia-morar-na-casa-ao-lado-da-tua-e-cozinho-coisas-que-tu-também-podes-cozinhar-se-tiveres-um-quintal-comó-meu", ninguém diz o contrário. O que acho ser abusivo é que seja quase que impingido o gostar do Jamie. Há uns 8 anos não o conhecia. Era um ilustre desconhecido que para grupos de amigos fazia uns pratos engraçados. Eu também sei fazer ovos mexidos com salsichas e não é por isso que vou à SIC pedir um programa de televisão. Ou não escrevo um livro sobre a forma de como os meus bifes ficam sempre saborosos...ou como tenho "mão para o sal". Ou ainda de como sei fazer "daqueles" bolos...(não interessa para o caso que sejam daqueles que já vem com a massa pronta, sendo apenas necessário enformar).

Os bons chefs, aqueles das estrelas Michelin não têm tempo para estas coisas de merchandising pessoal ou projecções públicas da imagem. Estão mais preocupados em manter não só a(s) estrela(s) dos restaurantes onde trabalham, bem como as suas estrelas, enquanto chef. O reconhecimento do seu trabalho, empenho e profissionalismo é encontrado por altura da degustação dos pratos nos restaurantes onde trabalham...e onde passam a maior parte do tempo. Ao longo do ano.

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sexta-feira, julho 23, 2010

Livros de Instruções

Tenho pouca paciência para ler livros de instruções, importa confessar. Acho uma completa falta de tempo, e sou de opinião que é experimentando o que temos nas mãos que se aprende como trabalhar ou operar com as coisas.

Felizmente, os livros de instruções têm vindo a cair em desuso. Se pensarmos em alguns exemplos, e sensíveis à falta de paciência das pessoas para ler algumas "bíblias", os fabricantes têm optado por disponibilizar CD´s ou DVD´s com tutorials, que não são mais que apresentações do produto em causa, passo a passo, em jeito de filme, e onde  são mostradas algumas das funcionalidades básicas. As pessoas agradecem....a natureza também (menos papel que é gasto).

A título de curiosidade, fica a dica que todo e qualquer produto novo que seja comercializado na UE tem de ter nos livros de instruções a língua do País onde é comercializado. No nosso caso, não serve o "português do Brasil" ou espanhol. Uma máquina fotográfica que seja comprada nova, numa loja em Portugal, tem de ter no livro de instruções o português de Portugal. Surge por vezes alguma discussão nas lojas relativamente a esta matéria, mas é decorrente da (des)informação que alguns colaboradores das mesmas têm. Se porventura a caixa da máquina não disponibilizar essas instruções no "nosso tuga", o importador da máquina tem de se mexer e tratar disso. Não sou eu quem diz..é a lei.

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quinta-feira, julho 22, 2010

Desorganização

Um dos aspectos que me tira do sério. A desorganização. O estado de desorganização das minhas coisas é momentâneo e sobejamente mais organizado que o de muitas pessoas que conheço.

Tenho de admitir que levo o conceito de anti-desorganização um pouco mais além do que é aceitável.Ok, muito mais além. Mas é assim que as coisas fazem sentido na minha cabeça. Há quem "apelide" de neurose...prefiro ver como sendo a minha disciplina e  devido ao facto de apreciar uma certa harmonia e arrumação nas coisas.

Para quem como eu é organizado, é um martírio viver na desorganização, ou "caos". São vários os momentos ao longo do dia em que tal acontece e não raro, é necessário uma grande capacidade de controlo para tudo flua sem grandes ondas...Mas aprende-se com o tempo..com paciência e com empenho em compreender como podem os outros viver no meio de tanta confusão e desorganização...

Por vezes não se dão conta....o que ainda é mais grave.

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quarta-feira, julho 21, 2010

GPS

Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global, (português),  são sinónimos para a tão em voga sigla "GPS" que toda a gente fala.

Há várias teorias que tentam explicar a génese deste sistema expedito de localização geográfica. Uma das que me parece ser mais credível é aquela que reflecte a resposta encontrada pelo mundo militar a uma contínua e justificada necessidade de aferir a localização exacta do inimigo, sendo que para tal daria uso aos satélites (justificando os triliões de dólares gastos no seu desenvolvimento e colocação no espaço...).

Por outro lado, muitos dos construtores automóveis optaram por massificar o gps, disponibilizando de série (inicialmente apenas para o segmento premium, mas hoje em dia banalizada nas gamas de entrada).  Há quem prescinda desta oferta (e opte por outra que entenda mais útil) e mais tarde adquira um aparelho portátil de GPS. Quer queiramos quer não, é funcional, prático, dá jeito para irmos ter a determinado sítio que não fazemos puto de ideia onde fica. Há também fóruns na internet dedicados a estes assuntos. Nestes fóruns dedicados, e a título de curiosidade, é possível fazer o download de software específico para cada um desses modelos gps que usualmente se pode comprar em qualquer superfície comercial.

 É também usual a informação das coordenadas geográficas dos locais de trabalho ou de um turismo rural em cartões de visita. Chamo a atenção para a conveniente e necessária confirmação de que essas coordenadas estejam correctas, por forma a evitar disparate. É claro que já vivi uma situação ímpar (como de resto só a mim acontece) e ter introduzido no meu gps as coordenadas de um turismo rural sito na Comporta e dar comigo no centro de  Sines. Coisa pouca, portanto.

Naturalmente que o propósito do gps, na sua essência, é de facilitar a vida às pessoas. São mais as vezes em que me facilitou, do que aquelas em que me dificultou, verdade seja dita. Um dos grandes problemas associado ao gps, tem que ver com o facto de alguns troços de estrada poderem ver o seu sentido de circulação invertido, ou mesmo cortado. Ou então as estradas novas. O gps baseia-se em informação digital transmitida por satélite e tendo por base uma cartografia pré-existente. Por vezes levantamentos no terreno efectuados há muito tempo, o que sugere desactualização do mapa. A dada altura estamos num cruzamento, e no visor do gps aparece o mar alto!

Com alguma exactidão, também é possível antever os locais onde usualmente costuma estar baseada a rapaziada dos radares de velocidade. Os utilizadores / participantes dos fóruns que mencionei há pouco, e a uma dimensão nacional, contribuem com as coordenadas geográficas aproximadas dos locais onde viram os radares (ou onde infelizmente foram autuados). Essas coordenadas são carregadas num software que depois fica disponível para ser efectuado o download e instalado nos aparelho gps de quem o quiser. Sempre que se passar no local "X" o aparelho emite um alerta sonoro de que há um radar naquela zona. E funciona. O mesmo princípio é aplicável aos postos de abastecimento, bombeiros, esquadras...etc.

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terça-feira, julho 20, 2010

Tertúlias

As tertúlias não são mais que encontros de grupos de pessoas que gostam de conversar. E que têm vidas em que lhes sobra tempo que possa ser gasto na "faladura" com outras pessoas na mesma situação / condição.

É naturalmente necessário um "esticar" e aproveitar do tempo de forma sensata. Entendo que para que uma pessoa participe num destes grupos de conversa, ou tenha quem fique a cuidar da casa / filhos, ou vive sozinho..ou então nem uma coisa nem outra. São várias as possibilidades existentes. O que interessa é a questão de existir um momento de reunião de pessoas que gostam e querem falar.

Acho alguma piada ao conceito. Dou comigo a pensar que brevemente vou poder falar de todo-o-terreno com pessoas que falam a mesma língua. Homens e mulheres, que entre outros temas, como é óbvio, estão reunidos para falar de algo que gostam. Uma tertúlia subordinada a um tema específico. Também podia haver uma que tivesse como tema quente do tipo: "As Mulheres" ou "Como perder barriga sem ficar cansado e continuar a beber cerveja". O céu é o limite como já se percebeu. E as tertúlias vieram para fcar.

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segunda-feira, julho 19, 2010

Concentração de Faro

No próximo ano, assim Deus queira, vou até à concentração de Faro. Não que seja um entusiasta do mundo das 2 rodas. Longe disso. Já aqui referi anteriormente que a "minha praia" são mesmo os automóveis...Mas adiante...

Também é conhecida a minha relação com as motas. Não nos damos bem. Uma relação complexa, que sei que pode(ia) resultar mal se algum dia comprasse uma mota. Está escrito na História. E...não tenho especial interesse em abreviar a "minha estadia por cá"!

Faro recebeu por estes dias cerca de 22.000 motards. Dos mais variados pontos do País e mesmo do globo. É um evento com uma expressão extra fronteiras e que naturalmente funciona como excelente cartão de visita para o nosso País. Também já aqui expressei a minha opinião no sentido de ser apologista deste tipo de dinamização da economia local. Parques de campismo locais  com lotação cheia. Restaurantes locais com taxa de afluência atípica (tendo em conta o resto do ano) e devidamente contextualizada assumindo a realização desta grande festa na capital algarvia.

Gosto de ver as pessoas que vão a Faro anualmente. À concentração. Não falo do motard que vemos no trânsito todos os dias e que também por lá passa. Falo do motard tipo "Hells Angels". Bigodaça farfalhuda, sem dentes à frente e uma barriga proeminente. Arruaceiro, bebe umas valentes litradas de cerveja e arrota alto. E com uma mulher / namorada, 34 anos mais nova, e com decotes até ao umbigo, já para não falar daqueles guiadores que faz com que pareça que estão em permanente ovação...

Outro atractivo, e em grande parte é isso que me está fazer ir ponderar seriamente lá com a rapaziada no ano que vem, é a festa de miss t-shirt molhada. Aquelas mulheres tiram-me  do sério, e estou determinado a falar com uma delas no próximo ano conhecer o seu interior como ninguém. Cuidar dela como uma boneca e mimá-la para o resto da vida. Espero conseguir esta façanha após amena cavaqueira durante a noite!! Falando da vida, pois claro!

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Mundo Virtual

Desde há umas décadas para cá existe no nosso léxico a terminologia "mundo virtual". Resumidamente, espelha o que de bom e mau a internet pode oferecer enquanto plataforma de comunicação entre as pessoas.

Se por um lado a internet é considerada como sendo uma "auto-estrada de comunicação", tendo em consideração a forma fluida e célere com que a informação é obtida, por outro lado, e como em tudo, se fôr mal utilizada, para fins dúbios e perversos, cai por terra o seu real objectivo - transmissão de dados / informação em tempo infinitesimal rápido.

É igualmente neste mundo de "portas abertas" que têm lugar os mais variados episódios surreais. Seitas que aderem ao sistema de vídeoconferência e cometem suicídios em massa, o Bin Laden que coloca online filmagens em que provoca os USA, instigação de homicídios, pornografia (com todas as suas variantes), e por aí adiante. São centenas de milhar de exemplos que podiam ser dados. E é gritante a falta de controlo.

Não raro, também é na internet que se concretizam negócios / transacções, se podem pagar contas, transferências bancárias, encomendar as compras do hipermercado, ler o jornal / revista, e centenas de outras soluções à distância de um clique no rato.

Importa pois dotar quem de direito dos instrumentos necessários para assegurar uma monitorização contínua da informação que diariamente dá entrada neste meio.

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sábado, julho 17, 2010

Crimes em Portugal

São raríssimos os momentos em que passo os olhos em alguns jornais diários. Refiro-me a jornais do tipo do "Correio da Manhã" (CM) e o recentemente extinto "24 Horas". Basicamente quando vou ao barbeiro, enquanto aguardo a minha vezm e para desviar os olhos de algum corte de cabelo daqueles de "revirar os olhos".

Não lia o CM há já algum tempo. Donde, é perfeitamente legítimo que tenha demorado mais tempo a assimilar toda uma série de diferenças que existem hoje em dia relativamente a exemplares de anos passados. Uma das "inovações" passa por ter sido introduzido um mapa de Portugal, que sumariza os crimes que aconteceram na semana anterior. Primeiro nome da vítima, idade e móbil do crime. Curiosamente constatei que alguns crimes que ocorreram naquela semana foram perpetrados por amantes (60%). Outros pelos cônjuges (20%) e outros (10%).

É sabido que é este tipo de notícia que "vende", ou que dá picos de audiência aquando da abertura de um bloco noticioso. A desgraça alheia. É esta a razão pela qual o CM  ainda existe. Utiliza a mesma fórmula de sucesso desde há muitos anos (sendo que deixou de existir o poster da mulher nua central). Contrariamente ao "24 Horas" que teve um período aureo enquanto foi novidade. Mas ainda assim não destronou o jornal mais sensacionalista de sempre. Que já passou por maus momentos, como é sabido, mas que sobreviveu.

Portugal é um País de brandos costumes. Não se passa nada, não temos psicopatas assassinos, tivémos uma tentativa de  assalto gorada há pouco tempo (que resultou numa baixa mortal de um dos assalta), um padre madeirense pedófilo (a juntar a todos os outros do caso Casa Pia) e algum sangue por altura dos atentados da FP 25 de Abril, ou o famoso crime do Baleal, ocorrido há algumas décadas, daquele pai/marido (recentemente solto) que matou a família toda. De resto, nada a assinalar.

Importa também fazer um pequeno apontamento à forma "eficaz" de funcionamento do nosso sistema judicial. A actual moldura penal existente, sugere um máximo de 25 anos para crimes do estilo daquele do Baleal. Ou seja, o tipo que matou a mulher e filha (ou filhas, não me recordo). Com a eventual benesse de não ter de cumprir a totalidade da pena, se houver bom comportamento.

É por esta e por outras situações que Portugal nunca sairá da cepa torta..

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sexta-feira, julho 16, 2010

Deputados

Ser  deputado hoje em dia é um risco. Cada vez mais é uma realidade que ganha contornos. Tem-se vindo a ouvir com  uma frequência acima da média que o número de deputados da Assembleia de República (AR) é superior ao que efectivamente é necessário.

Esta análise surge num momento especial. Recessão económica. Foi preciso que se chegasse a uma das piores recessões de que há memória para que os partidos da Oposição entendessem que deviam manifestar o seu descontentamento face ao elevado número de representantes dos maiores partidos com assento parlamentar: PS e PSD.

Contudo, advogar a ideia de um downsizing do número de deputados na AR sugere dificuldades. Para começar, por acabar a "mama". E mesmo para os partidos que defendem a redução...porque a redução também os atingirá! Por outro lado, para aqueles deputados que são quadros superiores / gestão de topo em várias empresas que por aí existem, deixam de receber"o dízimo" mensal. O que convenhamos, ainda é bastante, se compararmos com o aufere quem tem como meio de subsistência o rendimento mínimo.

Outro tema, são os "eurodeputados", que, coitadinhos e por estarem deslocados, recebem subsídio de deslocação (eg: custos que tenham fora de Portugal), uma viagem por mês a Portugal paga pelo erário público..entre outros mimos "baratos". A boa notícia é que o crivo do Presidente da AR "apertou", e o descontrolo das viagens dos eurodeputados é menor. Ou a utilização das milhas que foram sendo acumuladas nos seus cartões...e para as quais, foi recentemente deliberado que reverterão para a compra de viagens.

Outro tema, por sinal "quente", diz respeito às viagens da "filha do maestro" a Paris. Claro está, e parece-me que têm de ser pagas. E certamente não sairá do bolso dela. Paga o mesmo de sempre - erário público. Faz parte, pois então. E outra coisa não seria de esperar, à boa maneira portuguesa.

Tenho para mim que a principal função do deputado (quer os que dão um ar da sua graça no Parlamento, quer os que estão deslocados) passa por representar cabalmente a vontade de quem os elegeu. Não faz sentido que seja doutra forma. A questão é que, como se sabe, há sessões plenarárias que são marcadas pelo "bate boca", e quando toca a trabalhar, "tá quieto". Neste aspecto objectivo, e verdade seja dita, congratulo-me todos os dias quando realizo que tenho um Primeiro Ministro óptimo para "manobras de diversão". Discutir o acessório fugindo da discussão do principal. É bom na réplica das acusações / observações da Oposição. Nada mais.

Há algumas décadas atrás, ser deputado era sinónimo de se receber muito bem. Com a vantagem (hoje em dia não é mais possível), de serem feitas votações sem estarem presentes os deputados. Magia. Na "liga de honra" dos eurodeputados, também existem algumas histórias giras e memoráveis...como o caso de um conhecido deputado, que a um dado final de semana solicitou ajudas de custo para vir a Portugal...e foi descoberto em Bruxelas..a jogar golfe. Basicamente, foi arrecadado o dinheiro da viagem....mais uma vez, eventualmente. E não (foi) será um caso isolado.

Em jeito de conclusão, e para devolver a credibilidade que merece (e resta) ao sistema político português, é importante que tenham lugar debates e discussões construtivas em dese parlamentar. Que cesse o "bate boca" que não é mais do que perda de tempo, sendo que perda de tempo é sinónimo de "não trabalho". Sou a favor da redução em 50% do número de deputados. É tempo de terminar com o despesismo e urge encontrar grupos de trabalho que efectivamente mereçam essa designação. E que não se perca tempo a discutir assuntos sem interesse algum, queimarem tempo e depois irem todos almoçar juntos!!

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