Já aqui tive oportunidade de referir numa qualquer reflexão passada que sou uma pessoa frontal. Não está em causa se o fui sempre, mas sim o como sou neste momento. Frontal, sincero e directo. Contrariamente a muitas pessoas (atrever-me-ía a dizer que a quase totalidade das que conheço) não floreio as coisas. Digo o que tem de ser dito, doa a quem doer. Feliz ou infelizmente para muita gente. E gosto que este mesmo critério e postura sejam tidos para comigo.
É claro que há as naturais e óbvias consequências desta minha postura. Daquela que é por mim assumida e pautada pela frontalidade, pelo ser directo, sincero e pragmático. Sem inventar, sem "viajar" e sem floreados. Não tenho paciência nem jeito para isso. E sou péssimo em floreados. Aliás, nunca fui. Rapidamente entro em contradição e fico ansioso e enervado comigo mesmo.
O que tenho constatado e percebido, é que muitas pessoas preferem ouvir as coisas com floreados e "mascaradas". Sem serem genuínas e directas. E claro, quando apanham alguém como eu...sentem-se melindradas. Atingidas e afastam-se. Ninguém imagina a quantidade das pessoas que facilmente fica melindrada e não aguentando ouvir umas quantas verdades, se sente atingida e prefere continuar a viver no mundo da fantasia.
Não estou a enviar "recados" para ninguém com toda esta prosa. Nunca precisei nem preciso de me refugiar na escrita para o fazer. Aliás, nem seria coerente com o que acabo de escrever acima. E sendo sincero, o melindre que algumas coisas que digo causam a certas pessoas "é o lado para onde durmo melhor". Lamento que as mesmas não sejam entendidas e interiorizadas numa óptica de crítica construtiva. Aliás, não me recordo de tecer comentários depreciativos a quem quer que seja. Posso falhar na "forma", mas nunca no "conteúdo". Mas também não vejo grande interesse por parte dessas pessoas em perceber objectivamente o que quer que seja. Ou onde podem (e se precisam) de melhor algo.
O que quero reforçar, para terminar a minha linha de pensamento, é que há muita gente mal habituada. Que aprecia o floreado, a omissão e assim continuar numa vidinha pacata e tranquila. Não sei viver assim.
Lamentavelmente a vida "lá fora" não é fácil. E estou cá eu para "chamar os bois pelos nomes". Mesmo que seja a única pessoa que é capaz de o fazer.
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