segunda-feira, dezembro 26, 2011

Carteiro

Sou do tempo dos carteiros entregarem as cartas / encomendas à mão. Transportar tudo a pé e ir distribuindo pelas caixas do correio / à porta sempre que justificado. Quando as encomendas eram maiores que ele, compreensivelmente, deixava um aviso na caixa do correio para que a mesma fosse levantada na estação de correios.

Anos mais tarde, e já a viver noutra casa,  aconteceu uma vez um episódio caricato. Com o meu outro cão (já falecido). Um pastor alemão com mais de 50 kg e que achou por bem não deixar que o carteiro tocasse à campainha para avisar que tinha uma encomenda para entregar. Ou seja, com pessoas em causa, mas o carteiro optou por manter a integridade física da sua mão para redigir um aviso com a seguinte mensagem: "Não foi possível entregar a encomenda porque o cão não deixou". Devo ter algures por aí esse aviso.

Hoje em dia as coisas são diferentes. Os carteiros não andam mais a pé. Andam de carro. E assim sendo, já podem transportar encomendas muito maiores que a sua altura, sem grande dificuldade. Outras empresas que ganharam projecção foram as multinacionais que também entregam cartas e encomendas. São várias e bem conhecidas. As encomendas são entregues na porta do destinatário no dia seguinte e com toda a comodidade. O que faz com que a tão conhecida e secular instituição dos correios seja muitas vezes preterida. E cada vez mais será assim. Qualquer dia as pessoas que entregam encomendas nem sequer falam português. Ou não têm medo de cães. Já faltou mais.

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domingo, dezembro 25, 2011

Bastidores

Pouca gente valoriza os "bastidores". Refiro-me  a pessoas / organizações que não sendo conhecidas, têm um contributo preponderante no sucesso (ou fracasso) de alguém.

É sabido que os políticos não elaboram os seus discursos. Estudam / decoram os discursos preparados por terceiros. Por outras pessoas que têm como responsabilidade ou atribuição o estudar, investigar e compilar informação. Que têm por hábito ler toda a imprensa diária com o intuito de ganhar conhecimento das notícias que versem o político para o qual trabalham. São estas pessoas para quem não há um agradecimento público. E consigo perceber porquê. Seria desmontada toda a credibilidade de uma figura pública se fosse conhecida a sua não autoria das intervenções ou posições públicas que faz / assume. Contam-se pelos dedos de uma mão (ou meia mão) as pessoas públicas que não têm conselheiros de imagem ou uma equipa de profissionais que labora arduamente, 24/7, para a construção de uma imagem credível, sólida e inabalável. Sim, creio ser do conhecimento de qualquer ser pensante que há certas notícias que são rapidamente abafadas e que nem sequer vêm a público, por via de serem perigosas ou que podem "beliscar" a imagem de alguém. Tudo tendo como objectivo conferir o máximo de consistência à imagem  de alguém.

É pena que todas estas pessoas, que constituem equipas determinadas a manter a imagem de uma pessoa, não sejam publicamente reconhecidas. Os "louros" ficam sempre para as figuras públicas. Que "sem saber ler nem escrever" mantêm intactas e incólumes as suas imagens. E em alguns casos..à prova de tudo!

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sábado, dezembro 24, 2011

Reencontro

Os momentos de reencontro são para mim momentos únicos. Para o bem e para o mal. Em algumas situações, e por via de troca de agendas telefónicas ou mesmo de telefones, perde-se o rasto a alguém. E quando acontece o reencontro é como se o mundo começasse de novo.

Como referi anteriormente, há reencontros bons e reencontros maus. Os bons reencontros são aqueles que acabo de exemplificar. Por algum motivo perdeu-se o contacto com alguém, e algum tempo mais tarde encontra-se de novo essa pessoa. Acontece-me frequentemente. Aqueles colegas de faculdade com quem me relacionava mais, antigos colegas de outros empregos, professores, antigos vizinhos, enfim, uma série de exemplos. De bons exemplos de reencontros. Também acontece que nunca sei muito bem o que dizer nestas situações. O normal e habitual cumprimento. A clássica questão do que tem feito neste tempo em que não nos vimos (esperando que seja uma resposta longa e que o(a) interlocutor(a) conduza o resto da conversa) e depois...acaba-se o tema. É um problema de fundo. E sorrimos um para o outro anuindo de forma condescendente e paternal.

Nos maus reencontros acontece o inverso. Imagine-se a situação de ter acabado de abastecer de combustível o carro. Ou estar numa fila do supermercado. E de repente, olhar-se para quem temos à nossa frente e vermos que é o(a) nosso(a) antigo(a) colega com quem discutimos há uns meses / anos atrás. Ou um(a) "ex". Esta situação então é do melhor. Não há nada melhor que ter o(a) ex com o(a) respectivo(a) e actual companheiro(a). Estar ali, parado numa fila (sem ter por onde fugir sem dar parte de fraco) e ter uma desses casos incómodos à frente. Melhor só mesmo ir à secção do azeite, abrir uma garrafa e despejar em cima de nós.

Há coisas do diabo..

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sexta-feira, dezembro 23, 2011

Fóruns

Há muitos anos que frequento fóruns na internet. Maioritariamente ligados ao mundo automóvel - quer velocidade e mais recentemente todo-o-terreno. Mas também estou registado num sobre problemas de condomínio e outro sobre temas legais!

Há vários aspectos que saltam de imediato à vista a quem frequenta este tipo de site na internet. Em primeiro lugar, o facto de se perceber que muita gente terá de voltar aos bancos da escola para aprender a escrever. Ou não. Talvez a adopção do novíssimo acordo ortográfico venha colmatar essas falhas linguísticas (verbal e escrita) e faça com que quem não saiba escrever correctamente passe portanto a fazer brilharetes de erudito nesta matéria. Calha bem.

Em segundo lugar, a questão da educação. Os fóruns são locais, como o próprio nome indica, de discussão pública. Não faz sentido que o sejam de outra forma. O problema é que são locais utilizados por muita gente, dos mais variados estratos sociais e que o utilizam para se "expandirem", por vezes em linguagem não adequada ao meio. A ajudar à festa, posições extremadas de egocentrismo e egoísmo fazem com que determinados temas sejam tidos como "incendiários" e obriguem ao fecho dos mesmos por parte do painel dos moderadores - membros que zelam pelo bem-estar do fórum.

Em terceiro e último lugar, a velha questão das pessoas se esconderem atrás de um écran de computador. Há muitos anos atrás participei num fórum automóvel. Naturalmente que, como em tantos outros fóruns havia pontos de discórdia entre vários membros e relativamente a alguns temas. O engraçado era conhecer essas pessoas posteriormente e pessoalmente. Lembro-me objectivamente de dois irmãos, por exemplo que vieram a demonstrar ser pessoas...com dupla face. Ao vivo eram "super" e atrás do écran não era bem assim. Melhor ainda. A figura deles, presencialmente roçava o patético. Ou seja, houve tópicos em que um dos manos incendiava, deliberadamente, e que tinha o dom de me fazer pensar em ir dar um mergulho ali no Tejo para ver se acalmava...A solução era lembrar-me das suas figuras...tipo 1,50 metros, enquanto me imaginava a exercitar apneia. Era a forma de me acalmar.

Deixei de frequentar tópicos ou de entrar em discussões desse tipo. Hoje em dia frequento-os numa óptica de adquirir conhecimento e trocar impressões técnicas. Apenas e só. E é o melhor que faço.

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quinta-feira, dezembro 22, 2011

Respeitar o Espaço

Respeitar o espaço, na minha opinião, é sem dúvida uma das variáveis que contribui de forma decisiva para que uma relação afectiva / amizade perdure: Semanas, meses ou anos. 

Se no início de qualquer relação, seja de que tipo fôr, é muito bonito dizer-se que se respeita o espaço e individualidade do outro lado, é na prática (e com a ajuda do factor tempo) que as coisas se confirmam  na realidade e se são assim ou se é treta. Na maior parte das vezes, e infelizmente, é treta. Complicado? Muito.

Não há uma fórmula cientificamente comprovada para dar a volta a este problema que aflige tantos casais ou relacionamentos de amizade. Acima de tudo, e remetendo o leitor para um dos meus textos sobre o "Diálogo" (Maio/2010), acho que é necessário que haja uma partilha sobre limites em que cada um se sente confortável. Zonas de conforto, se preferirem. A minha zona de conforto não é necessariamente igual à zona de conforto de uma pessoa com quem gosto de falar e debater assuntos relacionados com o todo-o-terreno ou de alguém que prezo e estimo e a quem ligo para saber como correu o dia. Ou seja, por outras palavras, os "timings", a regularidade de contacto e a forma como são encetados os mesmos poderão conduzir a sensações de desconforto e de incomodidade que podem ser evitadas assim haja uma discussão aberta, frontal e adulta sobre limites individuais.

Não tanto numa relação de amizade, mas mais numa relação afectiva, com muita frequência os limites são desrespeitados. Por vezes involuntariamente. Na expectativa de se querer estar "presente", mimar ou agradar..o resultado consegue ser pior. É certo que a sensação de desconforto até é justificada. Vejamos. Há histórico de relacionamentos afectivos anteriores que não resultaram e que, por exemplo, uma das partes nunca aceitou o final. Consequentemente, há casos de perseguição, de ameaças, etc. Coisas más e que não matam (em alguns casos), mas moem.

Até que aparece uma pessoa nova. A insistência de um contacto desta pessoa, numa tentativa de mostrar interesse, e sem que tenha havido tempo para a outra pessoa "enterrar os esqueletos que tem no armário", pode ser como consequência reacções intempestivas e violentas. Não personificadas, é certo, mas que carecem de entendimento e acima de tudo, percepção que é necessário respeitar o espaço. E o tempo.

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quarta-feira, dezembro 21, 2011

Pôr a mesa

Pôr a mesa é algo que faço há muitíssimos anos. Diria mesmo que desde que passei a conseguir colocar as coisas em cima da mesa (como seria normal e expectável).

Esta singela (mas nem por isso menos importante) tarefa doméstica foi durante décadas motivo de discórdia entre eu e o meu querido irmão. Discussões acesas em consequência do não cumprimento de planeamentos acordados verbalmente entre ambos. Ou seja, combinávamos que um de nós punha a mesa ao almoço e o outro levantava. Numa semana. O problema era a memória de ambos ser curta o que originava logo confusão.

Uma das coisas que mais me irrita, quando estou numa refeição, é o ter de me levantar da mesa. Detesto. Prefiro perder mais uns segundos a pôr a mesa do que durante a refeição ter de me levantar. Dá mais trabalho? Dá. Mas consigo ter uma refeição em paz. A melhor analogia que consigo avançar é a de um "4 patas" que alegremente se banqueteia com o focinho mergulhado na sua gamela. A privação da gamela neste momento da refeição pode ser como consequência uma ferroadela que faz ver estrelas. Eu não mordo, naturalmente, mas analogamente fico muitíssimo mal disposto. São várias as situações que já me fizeram levantar: um telefone esquecido numa outra divisão da casa que não aquela onde está naquele momento, e que começa insistentemente a tocar como se alguém estivesse a ser queimado com ácido clorídrico e que me deixa à beira de um colapso nervoso - ou o ter de me levantar porque falta alguma coisa na mesa: desde sal, a pinça para a salada, o pão, etc. 

Desenvolvi recentemente uma metodologia infalível para que ninguém me consiga fazer interromper a refeição. Mentalmente, durante semanas, desenvolvi um esquema mental para elencar quais eram os items que normalmente estavam em falta e eram pedidos quando estava entre a 2ª e a 3ª garfada de comida. Comecei a interiorizar essa lista e disciplinei-me no sentido de a pôr em prática, o que quer dizer, em termos práticos, de colocar as coisas na mesa. Fui mais longe. Coloco também coisas que não são primariamente necessárias, o que faz com que a mesa do jantar se assemelhe à confusão arquitectónica que caracteriza o Parque Expo.

Com o tempo, e na medida em que já estou "calhado", consigo pôr uma mesa completa em menos de 3 minutos. É claro que pelo meio há aqui uns exercícios de contorcionismo, com pratos, copos, talheres, guardanapos, pão, vinho, telefones a ser tudo carregado de uma só vez (na óptica de optimização do tempo). Mas resulta...

...e são cada vez mais raras as vezes que me levanto. E me deleito nas refeições...

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terça-feira, dezembro 20, 2011

Ser do contra

Quem me conhece há algum tempo sabe que nunca gostei, não gosto e dificilmente irei gostar das tão conhecidas e habituais carneiradas. Seguir o que é defendido ou advogado pelos outros, sem que me tenha sido explicado muito bem o porquê não faz muito o meu género. Não gosto, e acho um pouco despropositado.

Em bom rigor, posso considerar-me do contra. Porquê? Porque as coisas que a maior parte das pessoas gosta...entedia-me. Por exemplo, não gosto de ir beber uns copos ou ir para as discotecas da moda e deitar-me quando o sol está a nascer. Nem que seja pontualmente. E são muitas as pessoas que conheço e que gostam. Não consigo achar piada alguma ao karaoke. Da mesma forma entendo que ninguém no seu juízo perfeito devia ousar sequer pensar em convidar-me para cantar. O som das canas rachadas ao pé da minha voz soa a uma música de flauta. E detesto ir cantar. E toda a gente a olhar para mim. A diferença entre estar ali a cantar ou estar nú, é nenhuma. É um momento óbvio de elevado confrangimento. Seguindo esta linha de pensamento já "estive nú" 3 vezes em toda a minha vida. Chega.

Há contudo questões mais sensíveis. A política e a religião são dois bons exemplos disso e em que normalmente há fractura num diálogo comigo. Muito raramente (mesmo muito) encontro alguém com a mesma opinião ou que, por outro lado, defenda convictamente o seu ponto de vista. Já eu não sou assim. Se tiver de ser do contra, sou até ao fim. Se tiver de defender uma determinada posição, defendê-la-ei. Contra tudo e contra todos. Sendo sempre coerente comigo mesmo. Mesmo que o tempo venha a ser mostrar-me que afinal estava errado. Fi-lo em consciência.

Ser contra não é sinónimo de ser tapado. Não é sinónimo de ser inflexível. É sim ser alguém com convicções e que mantém um registo de conversa coerente com aquilo em que acredita. É discordar sem recorrer ostensiva e irritantemente ao "porque sim" ou ao "porque não", ou "porque quero assim", em cargos de poder. É conseguir sustentar um ponto de vista divergente. Ser do contra, mais do que assumir uma opinião contrária, é marcar a diferença. E para marcar...que o seja bem feito.

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segunda-feira, dezembro 19, 2011

Espírito de Missão

Ter espírito de missão, nos dias que correm, é ser superior à tentação de seguir o caminho mais fácil. É conseguir ultrapassar os obstáculos do quotidiano sem ceder. É continuamente mostrar profissionalismo, espírito de inter-ajuda, espírito de sacrifício e abnegação. Mostrar que se é capaz e competente para aceitar a missão que lhe foi atribuída.  É, em tempo de crise, arregaçar as mangas e produzir mais. Não ser necessário que seja o Governo a impôr mais meia hora de trabalho aos trabalhadores. Partir do trabalhador esse esforço adicional.

Já aqui referi recentemente que o direito ao trabalho está constitucionalmente consagrado. Mas, por outro lado, não está escrito em lado algum que a entidade patronal tenha de manter em funções um trabalhador que não traz qualquer mais-valia para a organização. Este é o grande problema dos portugueses. Têm para si que são insubstituíveis e que são imprescindíveis nas organizações. Até ao dia em que rola a cabeça de uma daquelas pessoas que já faz parte da mobília e que se julgava intocável. Só nessa altura as pessoas acordam.

Nenhuma empresa é obrigada a dar trabalho a quem quer que seja. Já o trabalhador é obrigado a dar o seu melhor para manter o seu posto de trabalho. É aqui que entra o tal espírito de missão. Necessariamente imune às vozes dissonantes de grupos que tentam dissuadir os trabalhadores responsáveis de levarem a cabo um trabalho profissional. São os medíocres, os maus profissionais, aqueles que erradamente pensam que a empresa é obrigada a manter o seu posto de trabalho que contestam. Que reivindicam. E que acham que espírito de missão é treta.

Pois bem, tenho a informar que se este Governo levar a cabo as medidas que apregoa, esses iluminados vão todos para o olho da rua. Vão fazer as greves que quiserem nos Domingos à tarde, ali para o Rossio. E deixando trabalhar quem quer trabalhar.

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domingo, dezembro 18, 2011

Zangam-se as comadres....

...sabem-se as verdades. Mais um adágio popular que cada vez tem mais aplicabilidade. Um pequeno exemplo do quão aplicável é o mesmo, é nem mais nem menos que o exemplo da alternância do poder (Governo) que acontece em Portugal e a consequente oposição que passa a ser feita pelo partido demissionário.

O exemplo que avancei tem muita razão de ser. Senão vejamos. Ninguém, quero eu acreditar, em consciência, acredita que os calotes financeiros que têm vindo a ser conhecidos não o eram no Governo anterior. Não acredito que haja alguém tão ingénuo e que pense dessa forma. Ou que os escândalos todos que têm envolvido políticos no activo (e outros que não estão no activo) eram desconhecidos. Não eram. Nada do que tem vindo a ser ultimamente conhecido era desconhecido. É tudo uma questão de gestão do timing para que algumas notícias venham a lume.
Aqui reside outro aspecto interessante. O saber "domar" a opinião pública. E gerir os tais timings das notícias. Há poucos dias, um candidato presidencial norte americano saiu da corrida à Presidência, por terem sido descobertas as suas "escapadelas" ou "facadas" matrimoniais. Sim, plural, mais que uma. É que uma escapadela, ainda vá que não vá, e o povo americano ainda perdoa. Agora..todas as semanas vir a público uma nova história...é demais. Achou o candidato que era melhor sair de cena. Também acho que foi o melhor que fez. 

Em política, dizia-me um amigo há uns anos atrás, vale tudo. Tudo é tudo. E há muita gente com "o rabo preso". Da mesma forma que há outras pessoas que são pagas para fazer o trabalho de "sapa" que não é mais que ir para o terreno e descobrir tudo de alguém. Até as suas rotinas. Se cá já vem sendo hábito, imagine-se nos EUA onde tudo e mais alguma coisa acontece.

Fico um bocado grande chateado com tudo isto. É preciso esperar pelas eleições para que os podres de um determinado Governo sejam conhecidos. É nessa altura concreta que aparecem aqueles segredos mirabolantes e que nunca ninguém gosta que sejam conhecidos e pelo facto de significarem menos votos.

As comadres deviam zangar-se mais vezes durante a legislatura e não só no final da mesma.

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Youtube

Tenho de admitir a minha pouca experiência no campo informático. Passo vergonhas enormes quando sei que toda a gente utiliza uma solução ou programa há quase 30 anos, e a dado momento, querendo fazer um brilharete, e num dia qualquer eu digo que uso essa solução ou programa. Não percebo onde é que as pessoas aprendem a utilizar estes programas novos. Não sei se há alguma revista dedicada onde estão todos programas ou soluções que devem ser usados para um tipo ser "cool". Se é assim...nunca vi essa revista. Talvez tenha sido aí que foi publicitado o youtube.

Só vejo uma vantagem na utilização do youtube. O poder ouvir músicas de todos os grupos que conheço. E que não conheço. Tem a funcionalidade de dar a conhecer grupos de música com o mesmo estilo / género. É óptimo. Além da música é também possível ver vídeos de variadíssimas outras situações: humorísticos, carros, motas, DIY (Do It Yourself), séries televisivas, etc. É um mundo por explorar. Pode-se passar horas, dias, anos a ver aquilo. E nunca se cansar.

A grande desvantagem, julgo que estará relacionada com os direitos de autor. Recordo-me de ter lido algures que há guerras (de anos) nos tribunais, pelo facto de grupos de música / actores, etc, reivindicarem mais justiça pelo facto de trabalhos seus terem sido publicados na comunidade virtual. Isto sem que os mesmos reflectissem lucro para os seus autores. O que é chato, convenhamos.

Em todo o caso, e enquanto não é abolida a utilização desta solução, é uma excelente oportunidade para rever muitos telediscos e vídeos sobre automóveis de outros tempos. Ou outros programas que julgávamos perdidos no tempo. Afinal não..estão no youtube!

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sexta-feira, dezembro 16, 2011

O capucho

Com o tempo que se tem feito sentir (ora chove, ora não chove), é natural que use o capucho dos casacos impermeáveis. Dá mais jeito do que andar com guarda-chuvas atrás, que com uma "rabanada" de vento ou voam, ou dobram, etc. Isso então é do pior...e com chuva e vento...fico maluco.

Há dias aconteceu isso mesmo. Tive de ir à rua e como sempre, estando a chover, não levei o chapéu. Ainda olhei para ele, mas não o levei. Como habitualmente, preferi a solução mais cómoda e expedita do capucho do casaco. Para tornar o desafio mais engraçado, não só tinha a chuva, como tinha ventos ciclónicos.

É claro que o resultado não podia ser pior. O capucho do meu casaco é daqueles que tem uns elásticos com molas na ponta, que permitem ajeitar o capucho conforme a pessoa quiser, e fazendo com que o capucho não saia do sítio. Pois bem. Quando saí de casa, apanhei de imediato um chapadão do vento que quase me pôs sentado no chão e com o capucho sem estar a tapar a cabeça. Ou seja, a apanhar chuva e frio. 

Não desisti. Levantei-me e apertei o capucho com toda a força que tenho. Em poucos segundos tive de aliviar porque devo ter ficado sem irrigação sanguínea ao cérebro - comecei a sentir náuseas e vontade de vomitar. Ah, e também deixei de ver para a frente, porque na posição em que o capucho tinha sido apertado - em cima do sobrolho, nem sequer conseguia ver 20cm à minha frente. Aliviei, compus o capucho e lá fui eu de novo à minha vida. Não demorou 3 segundos a ser atingido por nova chapada do vento que me tirou o capucho e me fez apanhar chuva e vento. É claro que nesta altura comecei aos berros no meio da rua, com asneiras cabeludas. 

O resto do percurso foi em luta constante com o capucho. Ora ganhava o vento e a chuva, ora ganhava eu. Mas perdi, tenho de admitir. Foram mais as vezes em que apanhei chuva (e vento) do que aquelas que tive o capucho na cabeça.

Detesto chuva e vento. Mesmo.

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quinta-feira, dezembro 15, 2011

Malaguetas

Quem gosta de cozinhar sabe que as malaguetas são um condimento importante a ter na cozinha. Li algures que permitem evidenciar o sabor de alguns pratos, se usada com moderação e em pouca quantidade.

Gosto do contraste da cor das malaguetas numa banca do mercado e quando "misturada" com as cores de outros legumes. A sua cor forte faz com que se destaque e que seja naturalmente apelativa à vista.

Também conheci as malaguetas noutro contexto. Com menos de uma dezena de anos de idade  e numa altura em que dizia asneiras cabeludas. Rapidamente percebi que não é só na cozinha que as malaguetas podem ser usadas. E que asneiras cabeludas era sinónimo de malagueta na língua. O que me fazia beber rios de água a seguir e pensar bem se queria continuar a dizer asneirada.

Não sendo apreciador de picantes, gosto de vez em quando (muito de vez em quando) de um pouco de picante na carne grelhada. Dá outro sabor à carne. Tenho é de ter água sempre por perto...e aviva-me a memória para não dizer asneiras!!

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quarta-feira, dezembro 14, 2011

Vendas de Natal

Nesta altura do ano é normal que tenham lugar as vendas de Natal. São várias, espalhadas pela cidade, País, em todo o Mundo.

Das primeiras vezes que fui a uma venda de Natal foi ali na paróquia de Benfica. Na altura, com cerca de 1,50m de altura e pouco mais de 100 escudos no bolso fazia as compras de Natal lá para casa. Não comprava muita coisa, até porque quem vendia também estava à espera de "realizar algum". Mas ainda assim, dava para comprar algumas coisas engraçadas e a um preço mais baixo que se fosse a uma loja...tipo luvas para as panelas ou conjuntos de chávenas de chá. E que a minha mãe ao receber fazia o ar mais deliciado que lhe era permitido fazer.

Há vendas de Natal muito conhecidas (e participadas). Lembro-me por exemplo da clássica venda de Natal, anualmente organizada pelas mulheres dos embaixadores e que tem lugar ali para os lados da antiga FIL. Nunca lá fui, mas aposto que seja uma coisa interessantíssima, não só pela riqueza cultural das vendedoras, bem como pelo preço que é pedido pelo que é vendido. Também não me parece que por lá vá encontrar uma luva para tirar o empadão de carne do forno. Ou por outra, até sou capaz de encontrar..com um custo que dava para comprar um carro novo. Um dos bons.

Que continuem as vendas. Por muitos e muitos Natais...!

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terça-feira, dezembro 13, 2011

Ser especial

Não. Não vou aqui perder tempo a escrever do treinador de futebol (português) que se julga um ente superior e que é conhecido em todo o sistema planetário. Sinceramente, não tenho paciência para escrever ou sequer tentar organizar ideias sobre pessoas arrogantes, egocêntricas e petulantes. Dizem-me que tem razões para o ser. Eu digo que ninguém tem razões para ser como ele é. Ninguém.

Há algumas pessoas que considero terem sido especiais na minha vida. Família directa (Pais, irmão e restante família directa) que de alguma forma contribuem (ou contribuíram) para que determinadas opções tivessem sido seguidas na minha vida. Noutra perspectiva, pessoas com quem me relacionei (profissional ou afectivamente). De alguma forma, também estas relações induziram alguns dos meus traços de personalidade. Por exemplo, a capacidade analítica, a organização, o reconhecimento de alguns defeitos e o necessário trabalho a partir de mim que tem de ser desenvolvido. Muito importante esta parte. Na medida em que são pessoas que convivem comigo diariamente, conseguem de forma directa e quase que óbvia dar-me nota desses aspectos. E claro, por serem especiais oiço e valorizo a sua opinião.

Nem toda a gente que quer ser especial na minha vida o consegue. Infelizmente e por via de alguma circunstância, não consigo ter para mim que todas as pessoas que conheçam sejam especiais. Pessoas especiais destacam-se pelo facto de em algum momento terem estado ao meu lado. Pelo facto de me terem ajudado. Ou por outra, de terem melhorado a minha vivência ou de terem contribuído para ser uma pessoa melhor. E não é qualquer pessoa que o consegue.

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segunda-feira, dezembro 12, 2011

Ser honesto

Contam-se pelos dedos de uma mão (ou de meia mão) as pessoas que conheço e que são honestas. Dessa meia mão, um dos dedos, diz respeito aqui ao escriba.

Em primeiro lugar, ser honesto significa ser uma pessoa íntegra, vertical, com valores morais muito bem consolidados e definidos. É mais fácil ser desonesto que honesto, é uma realidade. É mais fácil encontrar uma carteira, retirar o dinheiro que lá está dentro (dizendo que já se encontrou a carteira assim), do que a devolver com tudo o que lá estava dentro, incluindo o dinheiro. Nos dias que correm até calha bem. A honestidade, para quem encontrou a carteira, baseia-se portanto no facto de a mesma ter sido encontrada e entregue (e.g: PSP). Sempre se poupa na trabalheira de ir tirar todos os documentos de novo...

Em segundo lugar, ser honesto é o pautar-se por uma forma de estar na vida diferente da dos demais. É valorizar aspectos como a integridade, frontalidade, sensatez e tendo como "baliza" os valores morais e éticos apreendidos no decurso da vivência. É neste processo que muito boa gente diverge e que, mais tarde se evidenciará como sendo algo que influiu de forma errada no molde da personalidade. E há muita gente assim. Infelizmente.

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domingo, dezembro 11, 2011

Saber ser humilde...

Um dos aspectos que importa ou que deve ser "afinado" com o passar do tempo é efectivamente o saber ser humilde. Incentivar a capacidade ou a disponibilidade para aceitar uma crítica ou para aprender. É isto a que me refiro. Mas nem sempre é assim.

Saber ser humilde implica, em algum momento, ser detentor de um poder de encaixe razoável, o que como se sabe é complicado. Alguém que me diga que gosta de ouvir críticas depreciativas acerca da forma como trabalha. Ou comentários ao facto de ostensivamente chegar atrasado ao trabalho (se bem que esta até é bem metida), ou ainda de ser uma pessoa acomodada e sem visão de futuro. A resposta parece-me lógica e directa. Ninguém.

A admissão do erro é meio caminho para a correcção do mesmo. É o definitivo "acto de contrição" e que faz a diferença entre uma pessoa que reconhece o erro (e quer mudar) e uma pessoa que ou não reconhece ou não quer reconhecer e que inevitavelmente permanecerá "sem ver a luz" por tempo indefinido, ficando "ancorado" a fantasmas do passado. Será a diferença entre o ser humilde e o mostrar disponibilidade para a mudança ou não o ser e mostrar que pensamentos passados e muito consolidados ou determinados estão presentes, eventualmente em consequência de episódios vividos menos bons. O que nem sempre é bom...e que a jusante comprometem significativamente a capacidade para alguém ser humilde.

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sábado, dezembro 10, 2011

Passar pelas brasas

Cá está mais um dos temas que me é muito querido. Em consequência de me levantar da cama muito cedo, e na maior parte das vezes ainda de noite, é normal que com o avançar do dia o cansaço vá aparecendo. E agravando-se o mesmo no período pós-almoço. Até aqui nada de novo. Acontece a qualquer um.

Descobri ao longo dos anos dois fenómenos curiosos que acontecem comigo. Um deles, o primeiro fenómeno, acho que acontece com mais pessoas. Tem que ver com o facto de invariavelmente passar pelas brasas ou de adormecer em toda e qualquer acção de formação que acontece a seguir ao almoço. Não há volta a dar. Já tentei de tudo. Desde beber baldes de café seguidos para queimar bem a traqueia, ou meter a cabeça debaixo da torneira e abri-la no máximo e ir de seguida para a sala de formação com o cabelo a pingar deixando um rasto de água por onde passo...enfim...artifícios. Nada resultou até hoje.

O segundo fenómeno é ainda mais hilariante. Aqui já duvido que haja muita gente a conseguir este feito singular. Prende-se com o ser possível dormir com os olhos...abertos. Não é espectacular? Também acho. Mais ainda quando durante as aulas da pós-graduação, com sala disposta em "U" as minhas colegas da frente me apanhavam a dormir. Várias vezes. Não é para qualquer um. Eu conseguia e consigo..

Sinto-me verdadeiramente afortunado. Quantas e quantas vezes não adormeço em reuniões ou tenho de morder o lábio quase a fazer sangue para me manter acordado? Já aconteceu milhares de vezes. São autênticos desafios que lanço a mim mesmo. Simplesmente lindo. Às vezes ganho...outras nem por isso.

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sexta-feira, dezembro 09, 2011

Horas Extraordinárias

A questão das horas extraordinárias tem muito que se lhe diga. Ninguém gosta de as fazer. E claro que quando as mesmas são feitas são exigidos ressarcimentos por parte das associações sindicais que por vezes roçam o obsceno.

As tabelas de remuneração das horas extraordinárias estão tabeladas, ou seja, o índice de remuneração das horas extraordinárias está legalmente determinado. Ninguém precisa de "inventar a roda". Basta fazer as contas e pagar o que está determinado na lei, ultrapassadas que são as 8 horas diárias / 40 horas semanais. E entra-se no domínio das horas extraordinárias.

Feliz ou infelizmente, houve alguém que se lembrou de algo com imensa piasa. Dá-se pelo nome de "isenção de horário". Ou seja, se porventura a ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) bater à porta de qualquer empresa às 2100H e encontrar vários trabalhadores ainda na labuta...dificilmente poderá fazer algo. Ou seja, o empregador consegue evidenciar - através do recibo de vencimento - que o trabalhador é ressarcido dessas horas a mais que faz por dia / semana (apontando para uma parcela incluída no vencimento mensal) e pouco há a fazer. Mesmo que o trabalhador tenha umas olheiras até ao chão e aparente evidente descoordenação motora ou balbucie que o fim do mundo é no dia seguinte.

Nas empresas onde os resultados positivos são uma constante (usualmente multinacionais) não há horas extraordinárias. A determinada hora (julgo que é às 1800H ou às 1900H), as luzes de todos os pisos do prédio são apagadas. Se porventura algum trabalhador ficar a trabalhar até mais tarde, e se for detectado na ronda do segurança, é identificado pelo mesmo. No dia seguinte, o chefe de equipa deste trabalhador é chamado à coordenação de divisão e é questionado o porquê de ter sido identificado um colaborador da sua equipa a desoras no escritório. Há trabalho a mais? Está a ser delegada demasiada responsabilidade em alguém que não dá conta do recado? Serão as tarefas atribuídas passíveis de ser executadas por esse trabalhador? Será que o mesmo tem competências para tal? Teve a adequada formação e informação para as levar a cabo? Ou por outro lado houve má gestão das tarefas ou do tempo por parte do trabalhador? Ou é alguém que tem dado indícios de estar cansado ou de não ser capaz de ter tarefas de responsabilidade? O que é certo é que o segurança detectou alguém em horário "pós-laboral". E não é suposto.
À boa maneira portuguesa, se este procedimento fosse implementado nas empresas nacionais, todos os dias os chefes de divisão seriam chamados à pedra. O português é pródigo em trabalhar bem sob pressão. As pessoas gostam de trabalhar bem sob pressão, o que evidencia por si só que não há seguimento de um planeamento prévio. Ou se há...é furado. Mais cedo ou mais tarde. O trabalhar português, tipicamente não segue um planeamento. Prefere trabalhar ao seu ritmo e vontade. Daí as horas extraordinárias.

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quinta-feira, dezembro 08, 2011

Tolerâncias de Ponto

Já aqui referi que sou radicalmente contra as tolerâncias de ponto. E não se pense que é pelo facto de trabalhar há anos no sector privado e não usufruir das benesses do sector público. Por definição, sou contra.

Esta minha animosidade relativamente à concessão das tolerâncias de ponto não seria descabida há 50 anos atrás. Na altura, o sector privado teria uma menor representatividade face à tão almejada e cobiçada efectividade no Estado. Em muitas situações o que era concedido (em termos de tolerâncias de ponto) no público era seguido no privado. Até este ano. 

Com o passar dos anos passou a ser uma opção por parte de quem paga os vencimentos, em nome da produtividade. E confesso que não discordo.

Mas voltando atrás. Há 50 anos (ou até antes), assistiu-se ao  êxodo rural massivo do meio rural e consequente fixação das pessoas nas grandes urbes em busca das melhores condições de vida, das boas oportunidades e naturalmente em busca de algo que fosse o garante de uma boa vida para os filhos e gerações vindouras. Tudo isto em detrimento da necessidade de ir acordar as galinhas para chocar os ovos ou de ir mungir as vacas por volta das 0430H. Ou ir todos para o campo de noite a noite. Assim sendo, e nesta perspectiva, parece-me fazer sentido a fuga do campo e tentar a sorte nas cidades. 

Mas como se sabe, nem sempre é possível que se cortem as raízes. Nas épocas festivas e por altura das romarias, na apanha da uva ou da azeitona, a saudade aperta e os corações de pedra dos chefes (também eles lá da "terra") eram amolecidos. O na altura "dono de Portugal" também era ele próprio provinciano. E claro que com facilidade eram concedidas estas benesses. Para que as pessoas que iam à terra "tivessem um dia" para a viagem de volta à terra. Lembro os mais esquecidos que na altura não havia alcatrão em todo o "rectângulo" e ir de Lisboa ao Porto....era capaz de demorar menos umas horas do que as actualmente necessárias para ligar Lisboa ao...Brasil.

Para concluir, e por via de ter sido dada prioridade máxima à construção de estradas por parte de um determinado governante, construíram-se muitas. Demasiadas, diria mesmo. Mas tornou-se possível ir ao Porto em menos de duas horas para comer uma francesinha. E assim sendo, deixa de fazer sentido avançar a necessidade de se tentar "engrupir" o chefe com a treta de se perder um dia em viagem. A questão é que os portugueses perpetuam (como de resto já vem sendo hábito), a "chica espertice". E esquecem-se que os tempos mudaram. Porque lhes convém esquecer, claro. Mas como até é bom ter finais de semana prolongados...mais vale estar quieto. Quando em altura de crise...o que se devia pensar é nas formas de dar a volta. E fazer mais sacrifícios. 

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quarta-feira, dezembro 07, 2011

A gota de água...

É usual ser usada a expressão "a gota de água foi..." (qualquer coisa) quando se quer enfatizar algo que mudou o rumo dos acontecimentos. Na maior parte das vezes é um evento de somenos importância, mas que aliado a toda uma série de eventos anteriores faz toda a diferença.

O que esta expressão tem de perigoso é o facto de se referir a um pequeno acontecimento que pode muda irreversivelmente  uma sequência de acontecimentos subsequentes. Bons exemplos da aplicação desta expressão são aquelas situações em que há um típico acumular de situações não desejáveis - e.g.: mau comportamento escolar de um puto reguila. A Professora adverte umas 2 vezes os pais do puto. Em casa, e para desespero dos pais, o puto continua sempre a fazer das suas e a gota de água é um dia fazer um remate numa bola qual Ronaldo e partir uma jarra da dinastia Ming que sempre existiu na família da mãe...

Também fora da esfera familiar há também "várias gotas de água". Um acumular de maus exemplos no campo profissional - e.g.: atrasos, faltas de companheirismo, falta de assiduidade, irresponsabilidade, desrespeito pela cadeia de comando, etc.. Outro "bom" exemplo são os relacionamentos afectivos longos e marcados por repetidas discussões, até que um dia, algo que acontece e que nunca teve importância, passa a ter uma importância vital. 

Não há uma solução para que esta expressão não seja utilizada. A melhor forma de evitá-la é mesmo estar atento aos sinais. Sempre.

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Fumar no século XXI

Começo o texto de hoje por partilhar que fui fumador durante 16 anos. E que deixei de fumar em 2009.  Ou seja, fará este ano que agora co...