sábado, dezembro 31, 2011

Balanço de 2011

Eis que somos chegados ao último dia do ano de 2011. Para muitos terá sido um excelente ano, marcado pelo cumprimento de vários objectivos pessoais e profissionais, propostos no início do ano e para outros nem por isso. Mais do pensar em festividades, nesta altura do ano, importa efectuar o balanço do que foi bom e do que poderia ter sido melhor. De forma honesta e sobretudo interiorizando os resultados para que este novo ano comece da melhor forma.

O ano que termina foi para mim marcado por uma série de "provas". Ao nível pessoal e ao nível profissional. Foram várias as "opções de caminho" a seguir. Alguns terão sido bem escolhidos, outros nem por isso. O tempo o dirá. Foi um ano marcado por mudanças na minha personalidade e no meu feitio. Por vezes percebidas com quem lido, e outras sem que certas pessoas tivessem tempo de perceber. Ou porque não quiseram ou porque eu não quis que percebessem. Muito fica por mudar em mim, e como em tudo, irá sendo mudado, a pouco e pouco, e num processo que antevejo moroso, mas que espero sinceramente que tenha bons resultados.

Também no campo profissional é também altura de ser feito um balanço. Há coisas boas e há coisas más. Entendo que as coisas más constituem oportunidades de melhoria. Um dos vários defeitos que tenho, e que terá de ser trabalhado este ano, está relacionado com a expectativa que tenho relativamente a cada pessoa que comigo trabalha. As pessoas têm ritmos de vida (e de trabalho) diferentes umas das outras, formas de estar na vida diferentes e isso condiciona naturalmente a sua forma de estar ao nível profissional. A solução passa por deixar de criar altas expectativas como tenho feito até agora. Na maioria das vezes que o faço sou mal sucedido. Não estou com isto a dizer que sou melhor que alguém. Estou apenas e só a partilhar que não mais o farei . O "feedback" / resultado final não podia ser pior e não o fazendo, talvez signifique que possa conviver de forma mais pacífica e tranquila comigo mesmo.

No ano que entra, este blogue passará a ter outro figurino. Os dois últimos anos tiveram temas desenvolvidos diariamente...o que não é fácil. Quase 800 temas desenvolvidos e com a partilha do "próximo tema" a ser desenvolvido. É um exercício complexo, intrincado, mas nem por isso menos interessante. Mas como em tudo, o modelo que passará agora a ser experimentado será ligeiramente diferente.

Não é um modelo inédito. Basicamente, e analogamente ao que fazem alguns comentadores residentes em alguns canais televisivos, passarei a escrever semanalmente (em princípio ao Domingo). Durante a semana farei para mim mesmo uma escolha de temas que entenda ser interessantes e desenvolverei os mesmos no final de semana. Deixar de haver a "sugestão" do tema a ser desenvolvido no dia seguinte. Ou seja, deixa de haver dia seguinte.

Da minha parte, e para terminar, espero que o ano de 2012 não seja tão mau como o que "pintam" e que para todos nós, seja melhor que o ano que finda. Que todos os projectos pessoais e profissionais se realizem e que haja saúde. E dinheiro. Acima de tudo estes dois aspectos.

Até lá...uma boa semana!

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Falar em Público

Sou uma pessoa que sempre gostou de falar em público. Gosto de me ouvir. Gosto de ter audiência fixa em mim. De comunicar e de me expressar oralmente. A par e passo com a escrita acho que é algo em  que me saio relativamente bem.

Ao longo dos anos tenho tido oportunidade de assistir a várias apresentações em público. Conferências, trabalhos de grupo (na altura da pós-graduação e faculdade) e acções de formação várias. E do que tenho visto, é com muito pesar que digo que, em algumas situações preferia enfiar finas farpas de madeira nas unhas do que estar ali, naquela sala, a perder o meu tempo a assistir a tristes apresentações.

Uma das piores coisas que alguém que fala em público pode fazer, é dar a entender que não estudou a matéria. Não saber do que se vai falar. É o falar de futebol sem saber o que é uma baliza. Não faz sentido. Em menos de nada ganha-se um rótulo de alguém que não percebe nada do que está ali a falar e, daí ao desinteresse colectivo é um fósforo. Normalmente, quando o interlocutor usa e abusa de um registo monocórdico ou torna um tema já de si enfadonho ainda mais desinteressante, entretenho-me a inventar um qualquer jogo de quebra-cabeças ou a pintar as barrigas das letras "a", "e", "p", etc..

Do acima, percebe-se facilmente que não espero mais do que alguém estar devidamente preparado para falar em público. Ter estudado a lição e estar preparado para responder às questões que naturalmente surgirão no decurso da apresentação. Um dos aspectos que normalmente passa despercebido, à maioria das pessoas, é que quando alguém está a falar em público é sem dúvida, o centro das atenções. Quanto mais dirigido e profissional for o discurso, devidamente enquadrado e estudado, melhor. Maior será a credibilidade que qualquer presente na sala atribuirá ao emissor da mensagem. O contrário verificar-se-á se se perceberem partas gagas, um discurso incoerente e a leitura errónea ou dúbia do que se projecta (e.g.: slides do powerpoint).  Das melhores apresentações que já vi, até hoje, nem sequer havia projector. Apenas o "flipchart" em conjugação com o quadro branco. Defendo a utilização de um dos dois. São os que mais uso. Em auditórios, sem dúvida que recorro ao projector, mas apenas e só com tópicos elencados nos slides. Outra coisa que detesto, é falar sentado. Privilegio o andar pela sala. Mostrar dinamismo. E sempre com a ajuda do ponteiro laser.

Para terminar, não podia deixar de referir um marco importante, em que pude aprender algumas técnicas de exposição em público. Curso de formação de formadores. A forma de como deve ser feita a abordagem do público. Saber ler o público em sala. O praticar da "escuta activa". O reforçar positivamente as ideias e sugestões. O estímulo das questões...são tudo técnicas que se discutem e aprendem neste tipo de formação ad hoc. E que acho que toda a gente devia pensar em fazer. Para evitar fazer figuras tristes.

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quinta-feira, dezembro 29, 2011

Libertação

Entendo por libertação o afastar ou deixar / abandonar de vez as "amarras" ou "âncoras" no passado. Recordações, pessoas, cheiros, músicas, lugares, configuram tudo situações / eventos que trazem memórias e que podem ser boas ou más.

Um dos grandes problemas que tem lugar quando alguém enceta um novo relacionamento afectivo prende-se com o facto da outra parte poder não ter feito convenientemente "o luto" da relação anterior. Bem sei que já aqui falei num tema muito próximo deste (e de resto associado). Libertar-se das amarras do socialmente aceite e convencionado é, na minha humilde opinião, meio caminho andado para a libertação do espírito e consequentemente para a felicidade. É uma condição que tem de ser necessariamente satisfeita para que as coisas evoluam no bom sentido.

Não quero com isto dizer que se deve pautar a vida pela "marginalidade" ou afastar-se dos padrões sociais. O ideia que quero reforçar prende-se com a necessidade da libertação do espírito das amarras / âncoras do passado para que se possa evoluir. Enquanto pessoa, enquanto ser humano. E para que as futuras relações afectivas que se venham a ter (se for esse o caso) decorram com o máximo de normalidade e tranquilidade.

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quarta-feira, dezembro 28, 2011

Festa da Passagem de Ano

A última palhaçada do ano. Como não podia deixar de ser. Como se já não bastassem umas 50 palhaçadas ao longo do ano, mais uma para acabar qualquer ano em beleza.

Sinceramente, não entendo qual é a piada da passagem do ano. Nunca entendi, para ser sincero. Mais um dia que se passa e que segundo o calendário gregoriano que me foi dado a conhecer na longínqua primária, simboliza a passagem do último dia do mês de Dezembro do ano transacto para o primeiro dia do mês de Janeiro do ano subsequente. Até aqui nada de novo. Porque razão não se festeja a passagem do último dia do mês de Março de todos os anos para o primeiro dia de Abril? Não entendo. Qual é a piada de o fazer no último dia do ano? Nenhuma.

À semelhança de tantos outros eventos sem interesse algum e que têm lugar ao longo do ano, também a passagem de ano é um verdadeiro momento de consumismo e hipocrisia. Em primeiro lugar o consumismo. Vejo empresas como a dos frutos secos de das passas, pinhões e nozes "florescerem" ou terem índices de lucro meteóricos. Quando no resto do ano passam pelas ruas da amargura e com lucros que devem resultar apenas da exportação para países terceiros. E com a crise que o mundo atravessa os lucros mal devem pagar os custos de produção (e transporte associado) destas empresas.

Outra das indústrias igualmente lucrativas é o das bebidas espirituosas.  Estas talvez mais lucrativas que a indústria dos saborosos e calóricos frutos secos, até porque há mais festividades que têm de ser regadas com champanhe ou espumante durante todo o ano. Há pessoas que não sabem a diferença entre entre um champanhe bruto e um champanhe semi-seco. Mas não será aqui e agora que irei fazer a destrinça. E a partir das 2000H (ou até mais cedo) no dia de 31 de Dezembro começa a maluqueira. E claro, o jantar pela noite dentro. Há casos em que os "convivas" já passam a meia-noite do ano novo de tal forma etilizados que só ficam sóbrios 4 dias depois. E sem saber que já dobraram o ano. Ou quando o fizeram.

Por último a hipocrisia. Como é que alguém este ano vai, em consciência desejar um bom ano a outra pessoa que esteja ao seu lado? Não consigo perceber. Não é ser hipócrita? Com esta crise e depois de parte do subsídio de férias ter ficado cativo? Eu acho que é. Há alguns anos que digo que o ano novo seja melhor que o anterior. É o máximo que consigo dizer. E não preciso de bater nas panelas. Ou de a andar a lançar fogo de artifício (ou  a apanhar as canas). Desejo bom ano a quem tenho de desejar e vou dormir. Amanhã é outro dia. No ano novo.

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terça-feira, dezembro 27, 2011

Andropausa

A andropausa está para os homens assim como a menopausa estará para as mulheres. A diferença básica entre a andropausa e a menopausa baseia-se no facto da menopausa atingir todas as mulheres após uma certa idade, enquanto que a andropausa poderá atingir apenas uma reduzida fracção do sexo masculino.

Uma das principais alterações que advém da andropausa é a não produção da testosterona. Sem entrar em grande no detalhe técnico, testosterona é a hormona produzida pelos homens e que faz com que eu tenha a voz grossa, uma barba cerrada qual homem das cavernas (e pêlos no peito - sem parecer um símio), seja musculado e tenha uma maçã de Adão proeminente.

Desta feita já sei que quando atingir o meio século de existência, passarei  a ter uma voz mais fina, não mais terei de me preocupar em fazer a barba, deixarei de pensar nos pêlos do peito e ainda desaparecerá  a  maçã de Adão. Tudo coisas boas. A coisa menos boa é que os livros adiantam que tem lugar uma diminuição do tamanho dos testículos (daí a diminuição da produção da testosterona) e consequente alheação dos prazeres da carne. O que me deixa pouco tranquilo e a acreditar que talvez não seja descabido começar a pensar na forma de ocupação do muito tempo livre que passarei a ter, por exemplo no estudo de viveiros de trepadeiras ou porque não tornar-me catedrático no estudo da climatização estufas para caracóis. Dois bons e aliciantes desafios.

Não tenho dúvida que o efeito da andropausa num homem é bem pior que o da menopausa numa mulher. Na mulher deixa de existir o incómodo e habitual fluxo menstrual mensal e os tão frequentes momentos de má disposição durante o período fértil passam a ter lugar de tempos a tempos. Já não falando na economia na medida em que deixa de ser necessário comprar pensos higiénicos / tampões.

No homem as coisas são diferentes. A masculinidade é severamente afectada. Afinal, deixa de ter vontade de "festa". Ou esquece-se do que é a "festa", direccionando natural e progressivamente a sua atenção para outro tipo de actividade como seja o tafetá ou o bordado a ponto cruz. Ou então ser acometido de uma vontade louca de aprender a cozinhar. Ou de ser Presidente da República. Conheço várias pessoas a quem deu para isso. Algumas têm azar e conheço uma que teve sorte de levar o seu sonho a cabo...Eu e todos os portugueses.

Contrariamente às mulheres que deixam de gastar dinheiro, nos homens há lugar a um dispêndio de dinheiro. Explico porquê. Não podia deixar de falar das honrosas excepções deste sexo forte e que entendem que com 93 anos ainda estão "aí" para as curvas. E que perpetuam a sua actividade sexual com octogenárias recorrendo ao comprimido azul. Para sua auto-afirmação e para desespero das companheiras. Ao que sei, é "festa" toda a noite!

Há malucos para tudo. E ainda bem que assim é!

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segunda-feira, dezembro 26, 2011

Carteiro

Sou do tempo dos carteiros entregarem as cartas / encomendas à mão. Transportar tudo a pé e ir distribuindo pelas caixas do correio / à porta sempre que justificado. Quando as encomendas eram maiores que ele, compreensivelmente, deixava um aviso na caixa do correio para que a mesma fosse levantada na estação de correios.

Anos mais tarde, e já a viver noutra casa,  aconteceu uma vez um episódio caricato. Com o meu outro cão (já falecido). Um pastor alemão com mais de 50 kg e que achou por bem não deixar que o carteiro tocasse à campainha para avisar que tinha uma encomenda para entregar. Ou seja, com pessoas em causa, mas o carteiro optou por manter a integridade física da sua mão para redigir um aviso com a seguinte mensagem: "Não foi possível entregar a encomenda porque o cão não deixou". Devo ter algures por aí esse aviso.

Hoje em dia as coisas são diferentes. Os carteiros não andam mais a pé. Andam de carro. E assim sendo, já podem transportar encomendas muito maiores que a sua altura, sem grande dificuldade. Outras empresas que ganharam projecção foram as multinacionais que também entregam cartas e encomendas. São várias e bem conhecidas. As encomendas são entregues na porta do destinatário no dia seguinte e com toda a comodidade. O que faz com que a tão conhecida e secular instituição dos correios seja muitas vezes preterida. E cada vez mais será assim. Qualquer dia as pessoas que entregam encomendas nem sequer falam português. Ou não têm medo de cães. Já faltou mais.

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domingo, dezembro 25, 2011

Bastidores

Pouca gente valoriza os "bastidores". Refiro-me  a pessoas / organizações que não sendo conhecidas, têm um contributo preponderante no sucesso (ou fracasso) de alguém.

É sabido que os políticos não elaboram os seus discursos. Estudam / decoram os discursos preparados por terceiros. Por outras pessoas que têm como responsabilidade ou atribuição o estudar, investigar e compilar informação. Que têm por hábito ler toda a imprensa diária com o intuito de ganhar conhecimento das notícias que versem o político para o qual trabalham. São estas pessoas para quem não há um agradecimento público. E consigo perceber porquê. Seria desmontada toda a credibilidade de uma figura pública se fosse conhecida a sua não autoria das intervenções ou posições públicas que faz / assume. Contam-se pelos dedos de uma mão (ou meia mão) as pessoas públicas que não têm conselheiros de imagem ou uma equipa de profissionais que labora arduamente, 24/7, para a construção de uma imagem credível, sólida e inabalável. Sim, creio ser do conhecimento de qualquer ser pensante que há certas notícias que são rapidamente abafadas e que nem sequer vêm a público, por via de serem perigosas ou que podem "beliscar" a imagem de alguém. Tudo tendo como objectivo conferir o máximo de consistência à imagem  de alguém.

É pena que todas estas pessoas, que constituem equipas determinadas a manter a imagem de uma pessoa, não sejam publicamente reconhecidas. Os "louros" ficam sempre para as figuras públicas. Que "sem saber ler nem escrever" mantêm intactas e incólumes as suas imagens. E em alguns casos..à prova de tudo!

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sábado, dezembro 24, 2011

Reencontro

Os momentos de reencontro são para mim momentos únicos. Para o bem e para o mal. Em algumas situações, e por via de troca de agendas telefónicas ou mesmo de telefones, perde-se o rasto a alguém. E quando acontece o reencontro é como se o mundo começasse de novo.

Como referi anteriormente, há reencontros bons e reencontros maus. Os bons reencontros são aqueles que acabo de exemplificar. Por algum motivo perdeu-se o contacto com alguém, e algum tempo mais tarde encontra-se de novo essa pessoa. Acontece-me frequentemente. Aqueles colegas de faculdade com quem me relacionava mais, antigos colegas de outros empregos, professores, antigos vizinhos, enfim, uma série de exemplos. De bons exemplos de reencontros. Também acontece que nunca sei muito bem o que dizer nestas situações. O normal e habitual cumprimento. A clássica questão do que tem feito neste tempo em que não nos vimos (esperando que seja uma resposta longa e que o(a) interlocutor(a) conduza o resto da conversa) e depois...acaba-se o tema. É um problema de fundo. E sorrimos um para o outro anuindo de forma condescendente e paternal.

Nos maus reencontros acontece o inverso. Imagine-se a situação de ter acabado de abastecer de combustível o carro. Ou estar numa fila do supermercado. E de repente, olhar-se para quem temos à nossa frente e vermos que é o(a) nosso(a) antigo(a) colega com quem discutimos há uns meses / anos atrás. Ou um(a) "ex". Esta situação então é do melhor. Não há nada melhor que ter o(a) ex com o(a) respectivo(a) e actual companheiro(a). Estar ali, parado numa fila (sem ter por onde fugir sem dar parte de fraco) e ter uma desses casos incómodos à frente. Melhor só mesmo ir à secção do azeite, abrir uma garrafa e despejar em cima de nós.

Há coisas do diabo..

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sexta-feira, dezembro 23, 2011

Fóruns

Há muitos anos que frequento fóruns na internet. Maioritariamente ligados ao mundo automóvel - quer velocidade e mais recentemente todo-o-terreno. Mas também estou registado num sobre problemas de condomínio e outro sobre temas legais!

Há vários aspectos que saltam de imediato à vista a quem frequenta este tipo de site na internet. Em primeiro lugar, o facto de se perceber que muita gente terá de voltar aos bancos da escola para aprender a escrever. Ou não. Talvez a adopção do novíssimo acordo ortográfico venha colmatar essas falhas linguísticas (verbal e escrita) e faça com que quem não saiba escrever correctamente passe portanto a fazer brilharetes de erudito nesta matéria. Calha bem.

Em segundo lugar, a questão da educação. Os fóruns são locais, como o próprio nome indica, de discussão pública. Não faz sentido que o sejam de outra forma. O problema é que são locais utilizados por muita gente, dos mais variados estratos sociais e que o utilizam para se "expandirem", por vezes em linguagem não adequada ao meio. A ajudar à festa, posições extremadas de egocentrismo e egoísmo fazem com que determinados temas sejam tidos como "incendiários" e obriguem ao fecho dos mesmos por parte do painel dos moderadores - membros que zelam pelo bem-estar do fórum.

Em terceiro e último lugar, a velha questão das pessoas se esconderem atrás de um écran de computador. Há muitos anos atrás participei num fórum automóvel. Naturalmente que, como em tantos outros fóruns havia pontos de discórdia entre vários membros e relativamente a alguns temas. O engraçado era conhecer essas pessoas posteriormente e pessoalmente. Lembro-me objectivamente de dois irmãos, por exemplo que vieram a demonstrar ser pessoas...com dupla face. Ao vivo eram "super" e atrás do écran não era bem assim. Melhor ainda. A figura deles, presencialmente roçava o patético. Ou seja, houve tópicos em que um dos manos incendiava, deliberadamente, e que tinha o dom de me fazer pensar em ir dar um mergulho ali no Tejo para ver se acalmava...A solução era lembrar-me das suas figuras...tipo 1,50 metros, enquanto me imaginava a exercitar apneia. Era a forma de me acalmar.

Deixei de frequentar tópicos ou de entrar em discussões desse tipo. Hoje em dia frequento-os numa óptica de adquirir conhecimento e trocar impressões técnicas. Apenas e só. E é o melhor que faço.

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quinta-feira, dezembro 22, 2011

Respeitar o Espaço

Respeitar o espaço, na minha opinião, é sem dúvida uma das variáveis que contribui de forma decisiva para que uma relação afectiva / amizade perdure: Semanas, meses ou anos. 

Se no início de qualquer relação, seja de que tipo fôr, é muito bonito dizer-se que se respeita o espaço e individualidade do outro lado, é na prática (e com a ajuda do factor tempo) que as coisas se confirmam  na realidade e se são assim ou se é treta. Na maior parte das vezes, e infelizmente, é treta. Complicado? Muito.

Não há uma fórmula cientificamente comprovada para dar a volta a este problema que aflige tantos casais ou relacionamentos de amizade. Acima de tudo, e remetendo o leitor para um dos meus textos sobre o "Diálogo" (Maio/2010), acho que é necessário que haja uma partilha sobre limites em que cada um se sente confortável. Zonas de conforto, se preferirem. A minha zona de conforto não é necessariamente igual à zona de conforto de uma pessoa com quem gosto de falar e debater assuntos relacionados com o todo-o-terreno ou de alguém que prezo e estimo e a quem ligo para saber como correu o dia. Ou seja, por outras palavras, os "timings", a regularidade de contacto e a forma como são encetados os mesmos poderão conduzir a sensações de desconforto e de incomodidade que podem ser evitadas assim haja uma discussão aberta, frontal e adulta sobre limites individuais.

Não tanto numa relação de amizade, mas mais numa relação afectiva, com muita frequência os limites são desrespeitados. Por vezes involuntariamente. Na expectativa de se querer estar "presente", mimar ou agradar..o resultado consegue ser pior. É certo que a sensação de desconforto até é justificada. Vejamos. Há histórico de relacionamentos afectivos anteriores que não resultaram e que, por exemplo, uma das partes nunca aceitou o final. Consequentemente, há casos de perseguição, de ameaças, etc. Coisas más e que não matam (em alguns casos), mas moem.

Até que aparece uma pessoa nova. A insistência de um contacto desta pessoa, numa tentativa de mostrar interesse, e sem que tenha havido tempo para a outra pessoa "enterrar os esqueletos que tem no armário", pode ser como consequência reacções intempestivas e violentas. Não personificadas, é certo, mas que carecem de entendimento e acima de tudo, percepção que é necessário respeitar o espaço. E o tempo.

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quarta-feira, dezembro 21, 2011

Pôr a mesa

Pôr a mesa é algo que faço há muitíssimos anos. Diria mesmo que desde que passei a conseguir colocar as coisas em cima da mesa (como seria normal e expectável).

Esta singela (mas nem por isso menos importante) tarefa doméstica foi durante décadas motivo de discórdia entre eu e o meu querido irmão. Discussões acesas em consequência do não cumprimento de planeamentos acordados verbalmente entre ambos. Ou seja, combinávamos que um de nós punha a mesa ao almoço e o outro levantava. Numa semana. O problema era a memória de ambos ser curta o que originava logo confusão.

Uma das coisas que mais me irrita, quando estou numa refeição, é o ter de me levantar da mesa. Detesto. Prefiro perder mais uns segundos a pôr a mesa do que durante a refeição ter de me levantar. Dá mais trabalho? Dá. Mas consigo ter uma refeição em paz. A melhor analogia que consigo avançar é a de um "4 patas" que alegremente se banqueteia com o focinho mergulhado na sua gamela. A privação da gamela neste momento da refeição pode ser como consequência uma ferroadela que faz ver estrelas. Eu não mordo, naturalmente, mas analogamente fico muitíssimo mal disposto. São várias as situações que já me fizeram levantar: um telefone esquecido numa outra divisão da casa que não aquela onde está naquele momento, e que começa insistentemente a tocar como se alguém estivesse a ser queimado com ácido clorídrico e que me deixa à beira de um colapso nervoso - ou o ter de me levantar porque falta alguma coisa na mesa: desde sal, a pinça para a salada, o pão, etc. 

Desenvolvi recentemente uma metodologia infalível para que ninguém me consiga fazer interromper a refeição. Mentalmente, durante semanas, desenvolvi um esquema mental para elencar quais eram os items que normalmente estavam em falta e eram pedidos quando estava entre a 2ª e a 3ª garfada de comida. Comecei a interiorizar essa lista e disciplinei-me no sentido de a pôr em prática, o que quer dizer, em termos práticos, de colocar as coisas na mesa. Fui mais longe. Coloco também coisas que não são primariamente necessárias, o que faz com que a mesa do jantar se assemelhe à confusão arquitectónica que caracteriza o Parque Expo.

Com o tempo, e na medida em que já estou "calhado", consigo pôr uma mesa completa em menos de 3 minutos. É claro que pelo meio há aqui uns exercícios de contorcionismo, com pratos, copos, talheres, guardanapos, pão, vinho, telefones a ser tudo carregado de uma só vez (na óptica de optimização do tempo). Mas resulta...

...e são cada vez mais raras as vezes que me levanto. E me deleito nas refeições...

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terça-feira, dezembro 20, 2011

Ser do contra

Quem me conhece há algum tempo sabe que nunca gostei, não gosto e dificilmente irei gostar das tão conhecidas e habituais carneiradas. Seguir o que é defendido ou advogado pelos outros, sem que me tenha sido explicado muito bem o porquê não faz muito o meu género. Não gosto, e acho um pouco despropositado.

Em bom rigor, posso considerar-me do contra. Porquê? Porque as coisas que a maior parte das pessoas gosta...entedia-me. Por exemplo, não gosto de ir beber uns copos ou ir para as discotecas da moda e deitar-me quando o sol está a nascer. Nem que seja pontualmente. E são muitas as pessoas que conheço e que gostam. Não consigo achar piada alguma ao karaoke. Da mesma forma entendo que ninguém no seu juízo perfeito devia ousar sequer pensar em convidar-me para cantar. O som das canas rachadas ao pé da minha voz soa a uma música de flauta. E detesto ir cantar. E toda a gente a olhar para mim. A diferença entre estar ali a cantar ou estar nú, é nenhuma. É um momento óbvio de elevado confrangimento. Seguindo esta linha de pensamento já "estive nú" 3 vezes em toda a minha vida. Chega.

Há contudo questões mais sensíveis. A política e a religião são dois bons exemplos disso e em que normalmente há fractura num diálogo comigo. Muito raramente (mesmo muito) encontro alguém com a mesma opinião ou que, por outro lado, defenda convictamente o seu ponto de vista. Já eu não sou assim. Se tiver de ser do contra, sou até ao fim. Se tiver de defender uma determinada posição, defendê-la-ei. Contra tudo e contra todos. Sendo sempre coerente comigo mesmo. Mesmo que o tempo venha a ser mostrar-me que afinal estava errado. Fi-lo em consciência.

Ser contra não é sinónimo de ser tapado. Não é sinónimo de ser inflexível. É sim ser alguém com convicções e que mantém um registo de conversa coerente com aquilo em que acredita. É discordar sem recorrer ostensiva e irritantemente ao "porque sim" ou ao "porque não", ou "porque quero assim", em cargos de poder. É conseguir sustentar um ponto de vista divergente. Ser do contra, mais do que assumir uma opinião contrária, é marcar a diferença. E para marcar...que o seja bem feito.

Próximo Tema: Pôr a mesa

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Espírito de Missão

Ter espírito de missão, nos dias que correm, é ser superior à tentação de seguir o caminho mais fácil. É conseguir ultrapassar os obstáculos do quotidiano sem ceder. É continuamente mostrar profissionalismo, espírito de inter-ajuda, espírito de sacrifício e abnegação. Mostrar que se é capaz e competente para aceitar a missão que lhe foi atribuída.  É, em tempo de crise, arregaçar as mangas e produzir mais. Não ser necessário que seja o Governo a impôr mais meia hora de trabalho aos trabalhadores. Partir do trabalhador esse esforço adicional.

Já aqui referi recentemente que o direito ao trabalho está constitucionalmente consagrado. Mas, por outro lado, não está escrito em lado algum que a entidade patronal tenha de manter em funções um trabalhador que não traz qualquer mais-valia para a organização. Este é o grande problema dos portugueses. Têm para si que são insubstituíveis e que são imprescindíveis nas organizações. Até ao dia em que rola a cabeça de uma daquelas pessoas que já faz parte da mobília e que se julgava intocável. Só nessa altura as pessoas acordam.

Nenhuma empresa é obrigada a dar trabalho a quem quer que seja. Já o trabalhador é obrigado a dar o seu melhor para manter o seu posto de trabalho. É aqui que entra o tal espírito de missão. Necessariamente imune às vozes dissonantes de grupos que tentam dissuadir os trabalhadores responsáveis de levarem a cabo um trabalho profissional. São os medíocres, os maus profissionais, aqueles que erradamente pensam que a empresa é obrigada a manter o seu posto de trabalho que contestam. Que reivindicam. E que acham que espírito de missão é treta.

Pois bem, tenho a informar que se este Governo levar a cabo as medidas que apregoa, esses iluminados vão todos para o olho da rua. Vão fazer as greves que quiserem nos Domingos à tarde, ali para o Rossio. E deixando trabalhar quem quer trabalhar.

Próximo Tema: Ser do contra

domingo, dezembro 18, 2011

Zangam-se as comadres....

...sabem-se as verdades. Mais um adágio popular que cada vez tem mais aplicabilidade. Um pequeno exemplo do quão aplicável é o mesmo, é nem mais nem menos que o exemplo da alternância do poder (Governo) que acontece em Portugal e a consequente oposição que passa a ser feita pelo partido demissionário.

O exemplo que avancei tem muita razão de ser. Senão vejamos. Ninguém, quero eu acreditar, em consciência, acredita que os calotes financeiros que têm vindo a ser conhecidos não o eram no Governo anterior. Não acredito que haja alguém tão ingénuo e que pense dessa forma. Ou que os escândalos todos que têm envolvido políticos no activo (e outros que não estão no activo) eram desconhecidos. Não eram. Nada do que tem vindo a ser ultimamente conhecido era desconhecido. É tudo uma questão de gestão do timing para que algumas notícias venham a lume.
Aqui reside outro aspecto interessante. O saber "domar" a opinião pública. E gerir os tais timings das notícias. Há poucos dias, um candidato presidencial norte americano saiu da corrida à Presidência, por terem sido descobertas as suas "escapadelas" ou "facadas" matrimoniais. Sim, plural, mais que uma. É que uma escapadela, ainda vá que não vá, e o povo americano ainda perdoa. Agora..todas as semanas vir a público uma nova história...é demais. Achou o candidato que era melhor sair de cena. Também acho que foi o melhor que fez. 

Em política, dizia-me um amigo há uns anos atrás, vale tudo. Tudo é tudo. E há muita gente com "o rabo preso". Da mesma forma que há outras pessoas que são pagas para fazer o trabalho de "sapa" que não é mais que ir para o terreno e descobrir tudo de alguém. Até as suas rotinas. Se cá já vem sendo hábito, imagine-se nos EUA onde tudo e mais alguma coisa acontece.

Fico um bocado grande chateado com tudo isto. É preciso esperar pelas eleições para que os podres de um determinado Governo sejam conhecidos. É nessa altura concreta que aparecem aqueles segredos mirabolantes e que nunca ninguém gosta que sejam conhecidos e pelo facto de significarem menos votos.

As comadres deviam zangar-se mais vezes durante a legislatura e não só no final da mesma.

Próximo Tema:  Espírito de Missão

Youtube

Tenho de admitir a minha pouca experiência no campo informático. Passo vergonhas enormes quando sei que toda a gente utiliza uma solução ou programa há quase 30 anos, e a dado momento, querendo fazer um brilharete, e num dia qualquer eu digo que uso essa solução ou programa. Não percebo onde é que as pessoas aprendem a utilizar estes programas novos. Não sei se há alguma revista dedicada onde estão todos programas ou soluções que devem ser usados para um tipo ser "cool". Se é assim...nunca vi essa revista. Talvez tenha sido aí que foi publicitado o youtube.

Só vejo uma vantagem na utilização do youtube. O poder ouvir músicas de todos os grupos que conheço. E que não conheço. Tem a funcionalidade de dar a conhecer grupos de música com o mesmo estilo / género. É óptimo. Além da música é também possível ver vídeos de variadíssimas outras situações: humorísticos, carros, motas, DIY (Do It Yourself), séries televisivas, etc. É um mundo por explorar. Pode-se passar horas, dias, anos a ver aquilo. E nunca se cansar.

A grande desvantagem, julgo que estará relacionada com os direitos de autor. Recordo-me de ter lido algures que há guerras (de anos) nos tribunais, pelo facto de grupos de música / actores, etc, reivindicarem mais justiça pelo facto de trabalhos seus terem sido publicados na comunidade virtual. Isto sem que os mesmos reflectissem lucro para os seus autores. O que é chato, convenhamos.

Em todo o caso, e enquanto não é abolida a utilização desta solução, é uma excelente oportunidade para rever muitos telediscos e vídeos sobre automóveis de outros tempos. Ou outros programas que julgávamos perdidos no tempo. Afinal não..estão no youtube!

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sexta-feira, dezembro 16, 2011

O capucho

Com o tempo que se tem feito sentir (ora chove, ora não chove), é natural que use o capucho dos casacos impermeáveis. Dá mais jeito do que andar com guarda-chuvas atrás, que com uma "rabanada" de vento ou voam, ou dobram, etc. Isso então é do pior...e com chuva e vento...fico maluco.

Há dias aconteceu isso mesmo. Tive de ir à rua e como sempre, estando a chover, não levei o chapéu. Ainda olhei para ele, mas não o levei. Como habitualmente, preferi a solução mais cómoda e expedita do capucho do casaco. Para tornar o desafio mais engraçado, não só tinha a chuva, como tinha ventos ciclónicos.

É claro que o resultado não podia ser pior. O capucho do meu casaco é daqueles que tem uns elásticos com molas na ponta, que permitem ajeitar o capucho conforme a pessoa quiser, e fazendo com que o capucho não saia do sítio. Pois bem. Quando saí de casa, apanhei de imediato um chapadão do vento que quase me pôs sentado no chão e com o capucho sem estar a tapar a cabeça. Ou seja, a apanhar chuva e frio. 

Não desisti. Levantei-me e apertei o capucho com toda a força que tenho. Em poucos segundos tive de aliviar porque devo ter ficado sem irrigação sanguínea ao cérebro - comecei a sentir náuseas e vontade de vomitar. Ah, e também deixei de ver para a frente, porque na posição em que o capucho tinha sido apertado - em cima do sobrolho, nem sequer conseguia ver 20cm à minha frente. Aliviei, compus o capucho e lá fui eu de novo à minha vida. Não demorou 3 segundos a ser atingido por nova chapada do vento que me tirou o capucho e me fez apanhar chuva e vento. É claro que nesta altura comecei aos berros no meio da rua, com asneiras cabeludas. 

O resto do percurso foi em luta constante com o capucho. Ora ganhava o vento e a chuva, ora ganhava eu. Mas perdi, tenho de admitir. Foram mais as vezes em que apanhei chuva (e vento) do que aquelas que tive o capucho na cabeça.

Detesto chuva e vento. Mesmo.

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quinta-feira, dezembro 15, 2011

Malaguetas

Quem gosta de cozinhar sabe que as malaguetas são um condimento importante a ter na cozinha. Li algures que permitem evidenciar o sabor de alguns pratos, se usada com moderação e em pouca quantidade.

Gosto do contraste da cor das malaguetas numa banca do mercado e quando "misturada" com as cores de outros legumes. A sua cor forte faz com que se destaque e que seja naturalmente apelativa à vista.

Também conheci as malaguetas noutro contexto. Com menos de uma dezena de anos de idade  e numa altura em que dizia asneiras cabeludas. Rapidamente percebi que não é só na cozinha que as malaguetas podem ser usadas. E que asneiras cabeludas era sinónimo de malagueta na língua. O que me fazia beber rios de água a seguir e pensar bem se queria continuar a dizer asneirada.

Não sendo apreciador de picantes, gosto de vez em quando (muito de vez em quando) de um pouco de picante na carne grelhada. Dá outro sabor à carne. Tenho é de ter água sempre por perto...e aviva-me a memória para não dizer asneiras!!

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quarta-feira, dezembro 14, 2011

Vendas de Natal

Nesta altura do ano é normal que tenham lugar as vendas de Natal. São várias, espalhadas pela cidade, País, em todo o Mundo.

Das primeiras vezes que fui a uma venda de Natal foi ali na paróquia de Benfica. Na altura, com cerca de 1,50m de altura e pouco mais de 100 escudos no bolso fazia as compras de Natal lá para casa. Não comprava muita coisa, até porque quem vendia também estava à espera de "realizar algum". Mas ainda assim, dava para comprar algumas coisas engraçadas e a um preço mais baixo que se fosse a uma loja...tipo luvas para as panelas ou conjuntos de chávenas de chá. E que a minha mãe ao receber fazia o ar mais deliciado que lhe era permitido fazer.

Há vendas de Natal muito conhecidas (e participadas). Lembro-me por exemplo da clássica venda de Natal, anualmente organizada pelas mulheres dos embaixadores e que tem lugar ali para os lados da antiga FIL. Nunca lá fui, mas aposto que seja uma coisa interessantíssima, não só pela riqueza cultural das vendedoras, bem como pelo preço que é pedido pelo que é vendido. Também não me parece que por lá vá encontrar uma luva para tirar o empadão de carne do forno. Ou por outra, até sou capaz de encontrar..com um custo que dava para comprar um carro novo. Um dos bons.

Que continuem as vendas. Por muitos e muitos Natais...!

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terça-feira, dezembro 13, 2011

Ser especial

Não. Não vou aqui perder tempo a escrever do treinador de futebol (português) que se julga um ente superior e que é conhecido em todo o sistema planetário. Sinceramente, não tenho paciência para escrever ou sequer tentar organizar ideias sobre pessoas arrogantes, egocêntricas e petulantes. Dizem-me que tem razões para o ser. Eu digo que ninguém tem razões para ser como ele é. Ninguém.

Há algumas pessoas que considero terem sido especiais na minha vida. Família directa (Pais, irmão e restante família directa) que de alguma forma contribuem (ou contribuíram) para que determinadas opções tivessem sido seguidas na minha vida. Noutra perspectiva, pessoas com quem me relacionei (profissional ou afectivamente). De alguma forma, também estas relações induziram alguns dos meus traços de personalidade. Por exemplo, a capacidade analítica, a organização, o reconhecimento de alguns defeitos e o necessário trabalho a partir de mim que tem de ser desenvolvido. Muito importante esta parte. Na medida em que são pessoas que convivem comigo diariamente, conseguem de forma directa e quase que óbvia dar-me nota desses aspectos. E claro, por serem especiais oiço e valorizo a sua opinião.

Nem toda a gente que quer ser especial na minha vida o consegue. Infelizmente e por via de alguma circunstância, não consigo ter para mim que todas as pessoas que conheçam sejam especiais. Pessoas especiais destacam-se pelo facto de em algum momento terem estado ao meu lado. Pelo facto de me terem ajudado. Ou por outra, de terem melhorado a minha vivência ou de terem contribuído para ser uma pessoa melhor. E não é qualquer pessoa que o consegue.

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segunda-feira, dezembro 12, 2011

Ser honesto

Contam-se pelos dedos de uma mão (ou de meia mão) as pessoas que conheço e que são honestas. Dessa meia mão, um dos dedos, diz respeito aqui ao escriba.

Em primeiro lugar, ser honesto significa ser uma pessoa íntegra, vertical, com valores morais muito bem consolidados e definidos. É mais fácil ser desonesto que honesto, é uma realidade. É mais fácil encontrar uma carteira, retirar o dinheiro que lá está dentro (dizendo que já se encontrou a carteira assim), do que a devolver com tudo o que lá estava dentro, incluindo o dinheiro. Nos dias que correm até calha bem. A honestidade, para quem encontrou a carteira, baseia-se portanto no facto de a mesma ter sido encontrada e entregue (e.g: PSP). Sempre se poupa na trabalheira de ir tirar todos os documentos de novo...

Em segundo lugar, ser honesto é o pautar-se por uma forma de estar na vida diferente da dos demais. É valorizar aspectos como a integridade, frontalidade, sensatez e tendo como "baliza" os valores morais e éticos apreendidos no decurso da vivência. É neste processo que muito boa gente diverge e que, mais tarde se evidenciará como sendo algo que influiu de forma errada no molde da personalidade. E há muita gente assim. Infelizmente.

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Covid-19

Com os últimos desenvolvimentos da actualidade, é praticamente impossível não pensarmos duas vezes sobre o fenómeno que aflige todo o mundo...