domingo, setembro 29, 2013

Ao longo do tempo tenho aprendido a tornar-me uma pessoa mais paciente. Ou por outra, mais paciente com umas coisas e menos com outras. Todos nós em alguma altura das nossas vidas temos (devemos) realizar o(s) exercício(s) de introspecção para perceber "onde estamos". Se estaremos realmente bem. E não estando, o que fazer para que passemos a estar.
Uma boa aproximação, para quem não conseguir efectuar este exercício "a solo", será pedir ajuda a alguém próximo. Falo naturalmente de um bom amigo ou uma boa amiga que nos conheça bem e que tenha uma "fotografia global" de quem somos. Esta ajuda é importantíssima e será tanto mais valiosa (ou produtiva, se preferirem) quanto mais próxima fôr esta pessoa. Porquê? Porque terá presente o nosso quotidiano e conseguirá com mais facilidade perceber o porquê de algumas reacções e eventualmente opinar sobre outras ainda não tomadas e para as quais será solicitada a sua opinião.
A questão que refiro no início deste texto (a paciência) é um bom exemplo do quão útil poderá ser uma boa e válida opinão "vinda de fora". Por vezes uma "segunda leitura" poderá ajudar a desvalorizar aquilo que está a ser valorizado em demasia por nós. Isto acontece tipicamente quando se reage de forma impulsiva. A quente. E a tal pessoa terá o condão de, com a sua opinião, contribuir para que a nossa paciência tenha lugar de forma harmoniosa e natural.

domingo, setembro 22, 2013

Acompanhei de perto nas últimas semanas o processo de entrega de uma cadela (cachorra com 2 meses) por via da dona não ter vida para cuidar dela. 
Falo com conhecimento de causa na medida em que acompanhei (ao telefone) o processo de adopção desde o início, a euforia da visita ao criador, os olhos da cachorra que brilhavam e pediam para a levar, etc..O normal. Já naquela altura, e sendo muito incisivo de assertivo como vem sendo hábito, comentei que um cão muda a vida das pessoas e que por muito que esta pessoa gostasse de animais não recomendava (conhecendo a sua vida pessoal/profissional) que levasse a cachorra para casa. Fez exactamente o contrário. Seguiu o seu impulso e vontade do filho. E conseguiu aguentar 2 meses com a cadela em casa. Resultado...entregou agora a cadela com o coração partido e com o filho em lágrimas porque não queria que a cadela se fosse embora. Embora durante o tempo em que a cachorra esteve lá em casa todas as tarefas de cuidar dela fossem responsabilidade da mãe...
Desculpar-me-ão as pessoas mais sensíveis, mas isto é algo que tenho de partilhar na medida em que não consigo entender ou compreender por muito que tente. Valorizo e respeito quem me diz que gosta de animais mas que não tem tempo ou espaço para cuidar dos mesmos Já não entendo muito bem quem vai buscar um cão, "experimenta" dois meses e como dá muito trabalho entrega o mesmo a alguém. Não é correcto. Há laços (bilaterais, na medida em que o animal também os cria com os seus donos) que do nada são quebrados.
O Paco é o meu segundo cão como sabe quem me conhece há uns anos. Tive outro, há alguns anos atrás, o Kaiser (pastor alemão) que muitas alegrias me deu. Partiu para um mundo melhor e deixou muitas saudades cá em casa. Consequentemente durante muitos anos não entrou cá em casa mais nenhum cão porque ainda estava muito presente a dôr da partida do nosso amigo e daquele que foi um membro da nossa família.
Quando decidi ir buscar o Paco fi-lo conscientemente. Sabia que iriam voltar os passeios de madrugada (quer de manhã, quer de noite). Quer fizesse Sol ou chuva. Não me interessa para nada as condições climatéricas. O bicho tem de passear e eu tenho de o fazer com ele. Se está a chover visto um casaco com capuz ou levo um guarda-chuva. Se estiver vento levo um um corta-vento ou uma camisola. O que não faz qualquer sentido é que o cão não seja passeado. E cá em casa o Paco é também tratado como um membro da família. Merecendo todo e qualquer respeito por essa condição. Posso adiantar que o "meu" jipe é afinal dele. É o meio de transporte que gosta (não gosta dos outros carros). Também posso adiantar que há visitas que deixaram de o ser (vir cá a casa) porque o Paco não tem de ficar preso numa divisão da casa quando há visitas. Anda por onde quer. Não dorme (nem nunca dormiu) na rua. Por isso já se percebe onde estamos.
Entendo que as pessoas que têm este tipo de vontades ou que seguem impulsos deviam ponderar melhor as suas decisões. Se não têm vida/tempo para cuidar de um animal...não o vão ver. E mais...não embarquem na ideia idílica de que as coisas "depois arranjam-se". E mais...quem nunca teve um cão deve ler muito sobre a forma como a vida se altera quando a família aumenta. Eu fi-lo e como tal, foi de forma responsável que fui buscar os meus dois cães. E que sempre me mereceram o melhor e total dedicação. Afinal....quem os retirou da companhia da mãe e irmãos(ãs) fui eu. Não foram eles que pediram para vir cá para casa!! É assim que penso. 

domingo, setembro 15, 2013

"Fanfan"

Li em dois dias um livro chamado "Fanfan" que teve o dom de me fazer rever vários modelos que tinha como dogmas. Além disso acordou-me para várias realidades quotidianas que se vivem comummente nos relacionamentos actuais.
Já aqui falei na "chama" da relação entre duas pessoas. Sim, essa "chama" que existe no início das relações até, sensivelmente (assim sejam as relações sérias) ao terceiro, quarto e porque não quinto ano de relacionamento. A partir desse momento...é necessário que haja uma boa dose de criatividade (de parte a parte) para que as coisas continuem e não se vá procurar "fora" de casa o que não se tem "dentro" de casa. E isso pode acontecer quer do lado masculino, quer do lado feminino. Não tenho qualquer dúvida. Talvez as mulheres o façam de forma mais inteligente e não se denunciem de forma tão infantil e estúpida como os homens, mas também o fazem.
O livro aborda vários temas: a traição (consentida), o adultério e um aspecto que nunca tinha pensado, mas que faz algum sentido perpetuar - o prelúdio dos relacionamentos. A fase em que a "chama" está sempre presente.
Na óptica do autor do livro, o prelúdio dos relacionamentos pode (e deve) ser perpetuado para sempre, ou seja, só assim consegue o autor amar de forma igual aquela mulher que deseja para a eternidade cósmica. Nem que para tal tenha de sacrificar violentamente a sua vontade e controlar-se para não ceder às tentações carnais sempre que avista a sua amada. A definição de paixão platónica, pois então.
Como refiro no início deste texto, foi durante este final de semana que passei algum tempo a pensar neste tema. Na realidade, as coisas sucedem a uma velocidade estonteante que pouco ou nada tem de compatível com a mensagem que o livro pretende transmitir. Quantos de nós pensamos nisto quando estamos verdadeiramente interessados em alguém? Poucos ou nenhuns será a resposta honesta e sincera. Porquê? Porque muitas vezes a carência afectiva/física fala mais alto e o envolvimento físico acaba por se precipitar. O que poderá eventualmente conduzir, mais à frente, ao arrependimento e/ou vazio emocional. Mas como diria alguém sábio "faz parte da experiência de vida cair para depois se levantar". E neste caso acho que faz muito sentido esta frase. É necessário que passemos por várias experiências, nos arrependamos, para depois rever todo o percurso realizado e melhorar em certos pontos. O perpetuar do "período de graça" (ou prelúdio da relação) será portanto o grande objectivo. Resta saber quem é que consegue, nos dias que correm, viver relações platónicas...e fazer com que o "outro lado" também compreenda e o queira!

"Urbanathlon 2013"

Participei ontem numa prova (corrida 10K + 10 obstáculos) organizada pela revista "Men´s Health". Muito grande foi a publicidade aos embaixadores e embaixadoras da prova - caras conhecidas do "jet set" - o que naturalmente me fez criar uma expectativa bastante elevada em torno desta prova à qual cheguei com princípio de taquicardia de tão excitado estava. Confesso que não me preparei especificamente para a mesma, mas dei especial atenção a alguns grupos de músculos que sabia que seriam "recrutados"para a realização da mesma (e.g.: pernas, braços, peito, ombros). 
A prova estava dividida em dois grandes grupos de participantes: os singulares e as equipas. Eu estava integrado no segundo grupo, com uma equipa constituída por 5 elementos. Logicamente que o grupo dos participantes singulares partiu em primeiro lugar e o grupo das equipas em segundo lugar. 
Teoricamente deveria haver uma distância temporal de 10" que separaria a saída dos dois grupos. Acabou por ser de 15", sendo que a espera para a partida do meu grupo foi conseguida debaixo de uma temperatura exterior que rondava os 30ºC. Já se imagina a vontade que tive de enfiar o microfone dos animadores "num-sítio-da-sua-anatomia-onde-o-Sol-não-chega". Mas estoicamente resisti a esta (e outras) ideias dignas de requintes de malvadez e lá comecei a correr. Entre 1000 e poucas pessoas. Um bom exercício que convido o(a) meu/minha amigo(a) a efectuar comigo é imaginar este "magote" de 1000 pessoas a chegar a um obstáculo. Curioso como o verbo "afunilar" surge rapidamente na minha mente. Lógico. Já tinha referido que se tratava de uma prova cronometrada? Não? Mas era. Sendo um prova cronometrada já se imagina que comecei (e todos os outros participantes) logo a bufar porque quem ía à frente não era expedito a saltar para dentro de um contentor de entulho (sendo que era um dos obstáculos) com água pelo joelho...Adiante.
A organização desta prova, de forma muito amadora (diga-se em abono da verdade), não previu que num dia quente (e em esforço físico intenso como é o da corrida e transposição dos obstáculos) a procura da água seria bastante grande. A primeira distribuição da água só teve lugar ao fim de 6,5K e cada concorrente só podia levar uma garrafa pequena de água. A segunda distribuição de água já acontece aos 8,4K, ou seja, na meta. Mas...esperem lá, poderão perguntar...8,4K? Sim, é verdade. Mais uma "partida" da organização. Uma prova que foi "vendida" como sendo de 10K teve uma distância total de menos 1,6K. Faz diferença. Toda, arriscaria a dizer.
Mas há mais (incrível, não é? Um dos obstáculos consistia num camião estacionado a meio de uma pista de areia. Num dos lados de camião havia uma rede de desembarque que permitia subir ao topo do mesmo e do outro lado havia também uma rede que permitia a descida do mesmo. No topo do camião, um contraplacado que cede com o pêso dos participantes. Sem comentários.
Importa referir que há pessoas que independentemente do objectivo da prova ser a confraternização e a prática do exercício físico...levam a mesma muito a sério. É legítimo e compreendo-os(as) perfeitamente. Mas coloquemo-nos "na pele" destas pessoas. Fará algum sentido que uma determinada pessoa que (ainda que participe na prova a título amador), perfaça a mesma com um elevado rendimento, cronometre a sua prova e fique abaixo dos 60" no seu relógio...e apareça na lista geral com um tempo de 240" (4 horas)? É humilhante e francamente frustrante.  A título de exemplo, e para concluir, posso adiantar que numa prova que tive oportunidade de realizar no início deste Verão - e com muito menos publicidade, sem "embaixadores e embaixadoras jet set" as coisas correram na perfeição. Água e fruta (bananas) em abundância e ao longo de todo o percurso da prova. Lembranças com piada oferecidas no final da prova...Enfim...duas provas com o mesmo propósito e com resultados antípodas. 

domingo, setembro 08, 2013

Grande parte do realização do meu objectivo pessoal que aqui tenho referido (o tal de Fevereiro do ano que vem) passa por "fechar a boca". Ou seja, "re-aprender" a comer. Evitar determinados alimentos e naturalmente passar a valorizar a escolha de outros. Faz parte.
A semana que hoje termina é marcada por um evento singular. De uma singularidade tão especial que resolvi partilhá-la neste espaço. E que tem que ver objectivamente com esta questão da alimentação.
Como habitualmente, e desde há uns largos tempos a esta parte, sempre que há peixe ao almoço, opto por esse tipo de prato. Na passada Quarta-Feira foi (mais uma) vez optei pelo salmão grelhado só com salada. Para quem nunca viu salmão é o tal peixe com uma coloração rósea e pele preta. Pode naturalmente cozinhar-se de várias formas, mas sendo um peixe "gordo", torna-se facilmente enjoativo se não fôr grelhado (que é a forma como prefiro).
Certamente que aconteceu a todas as pessoas que comem peixe, quando sentem as espinhas na boca, nterrompem, tiram a espinha e continuam a comer. E era basicamente o que tinha estado a fazer até então. Até ao fatídico momento em que senti que a malvada de uma espinha tinha fugido à minha apurada sensibilidade e foi alojar-se na minha garganta. Para quem não sabe, o salmão tem espinhas finas. Umas maiores e outras menores..mas sempre finas. O que complicou tudo. Ainda comi o miolo de pão ao almoço para tentar que a espinha saísse...mas nada.
Embora não tivesse a sensação de dôr...sentia-me incomodado. Ao engolir resumidamente. E foi um resto de tarde marcada pela sensação de incomodidade. Chegado a casa comi mais miolo de pão continuando sem êxito. E comecei a pensar se iria ficar com a espinha alojada na minha faringe para todo o sempre.
Fui para o ginásio treinar com a espinha espetada na garganta. Bem sei que não é normal. Mas fui. Depois do treino, quando estava a tomar o duche, comecei a sentir uma dôr diferente. Não sendo muito intensa...fazia-se sentir bem o que me fez pensar que com durante o treino a espinha ter-se-ía movimentado e agora sim, estava a surgir mais dôr.
Acabei o duche, vesti-me e fui ao hospital. Nunca tinha necessitado (felizmente) de ir às urgências de um hospital depois do jantar. Mas sentia-me incomodado e fui. Resumindo e concluindo: foi removida uma espinha com um tamanho considerável (ver foto abaixo que reflecte o tamanho da mesma comparativamente com a de um telefone normalíssimo).
Moral da história: Durante os próximos 7 anos não vou comer peixe. Ou peço ao meu sobrinho que mo arranje!!


domingo, setembro 01, 2013

Texto 1 de 3

Preâmbulo

Por via de umas merecidas duas semanas de férias este meu espaço não teve a merecida atenção e assim sendo, 3 textos ficaram por publicar. Dois das duas semanas anteriores e outro relativo à presente semana. Por essa razão, entre hoje e amanhã  desenvolverei os temas respectivos. As minhas desculpas pela interrupção.

Terminado o período de 15 dias de férias aguardo com muita serenidade recomeçar o meu plano de treino. Ou seja, o plano que prevê o retomar das corridas e do ginásio. Posso mesmo avançar que estou ansioso.

Este será um mês marcado pela retoma, com calma, do ritmo em que fiquei há 15 dias. Bem sei que devia ter feito um esforço para fazer algo durante este período, mas entre o "mundo ideal" e a transposição para o "mundo real" vai um grande passo. Optei por descansar a 200% estas férias. Para recomeçar em força. O descanso falou mais alto e ouvi-o.

Esta "reentrèe" nos treinos é muito importante. É o voltar a trabalhar e na expectativa de alterar o plano de treino em meados deste mês. Será "denhado" um plano tornado mais duro e exigente e bem mais focado na obtenção de resultados de acordo com o que pretendo. 

Espero até ao final do presente ano ter atingido cerca de 50% do meu objectivo sendo que o mês de Fevereiro de 2014 foi o mês por mim eleito para ter atingido a plenitude do objectivo a que me propús. Duas novidades: a primeira tem que ver com o facto de ir contar com a ajuda de um "PT" (Personal Trainer) que me ajudará a realizar bem os exercícios durante cerca de uma dúzia de sessões. Posteriormente, já sem a ajuda dele, continuarei a fazer o mesmo nunca perdendo de vista o objectivo. A segunda e última novidade...nos dias da parte "cardio" vou passar a ter companhia...o D. Paco começará a vir correr comigo. Mais notícias em breve....


Texto 2 de 3

Esta semana que termina foi encerrado um ciclo de episódios que uma estação televisiva privada transmitiu sobre um grupo de pilotos portugueses que rumou ao continente africano numa iniciativa de cariz humanitário.

Algumas considerações se me oferecem fazer:

1. Congratulo-me que exista este tipo de iniciativa levada a cabo por pilotos portugueses. Afinal trata-se do continente africano, francamente necessitado como se conhece e onde toda e qualquer ajuda é naturalmente necessária. O que já o que não entendo tão bem é o mediatismo em torno do mesmo. Dado pela estação privada - sendo todos os pilotos portugueses e integrantes da companhia aérea nacional. Será que foram consultados os canais televisivos públicos? Tenho as minhas dúvidas;

2. Não colocando em causa a importância do gesto altruísta que esta iniciativa tem associado, pessoalmente acho descabida a importância que a reportagem tivesse sido transmitida durante 5 dias. Trata-se de um (muy nobre) evento humanitário mas que tem réplicas à dimensão internacional na medida em que muitas outras organizações que não têm a verba que esta teve organizam eventos similares. Eventualmente organizações portuguesas (lembro-me por exemplo das paróquias). Ou seja, porque não publicita esta estação privada esses eventos? Ou outros eventos deste género? Fiquei a pensar nisto. Certamente que  haveria matéria para encher a grelha da estação televisiva durante os próximos meses. Ou anos;

3. Relativamente aos pilotos. Alguns são pilotos comandantes de longo curso, ou seja, auferem naturalmente uma quantia considerável ao final do mês. Acresce o facto de que são todos pilotos da companhia nacional. Da companhia de "bandeira" de Portugal. Essa mesma que é detida pelo Estado. Ou seja, a que tem os vencimentos dos pilotos (e todos os outros seus funcionários) pagos pelo Estado e que por analogia e simplicidade de raciocínio, pagos pelos contribuintes portugueses. Não me recordo de ter sido colocado a discussão pública se o contribuinte português via com bons olhos que 4 pilotos da companhia nacional estivessem envolvidos neste projecto. Ou então, por outro lado, não me recordo que no início do ciclo de episódios transmitidos, tivesse havido uma nota ou referência ao facto dos intervenientes terem aberto mão do seu vencimento (licença sem vencimento). Se é que houve;

4. Num dos últimos episódios transmitidos, um dos "câmaras" focou um dos braços do trem de aterragem de um dos aviões que fizeram este evento. Nenhum dos aviões era português (todos tinham matrícula estrangeira). Porque razão foram feitos "planos" de autocolantes fazendo referência à companhia aérea de "bandeira"? Não será publicitar a mesma e colocando as demais companhias aéreas em desvantagem em termos de imagem e publicidade gratuita em "prime hour"? 

Conclusão: Ainda que reconheça toda a importância deste evento humanitário ficam por esclarecer muitas questões. Quem pagou o aluguer dos aviões? Quem pagou as estadias, alimentação, combustível dos aviões? Quantas pessoas estiveram efectivamente envolvidas neste projecto? Pensei inicialmente que fossem apenas e só 4 pilotos. Afinal, num dos episódios vi mais de 20 pessoas, todos portugueses..Num dos episódios houve um dos motores de um dos aviões que teve um problema num dos motores que o obrigou a uma aterragem forçada. Só a partir daí se falou num mecânico que acompanhava este grupo. Porque razão se fala tanto nos pilotos e não se falou neste mecânico? Terá, porventura, uma importância menor? Não creio...

É de louvar este tipo de iniciativa...mas é importante reter que há perguntas que carecem de resposta. Por forma a que seja tudo claro e transparente. E não, não me parece que o dinheiro dos patrocinadores cobrisse tudo. Mas isso sou eu que penso..baseado na pouca informação veiculada.

sábado, agosto 31, 2013

Texto 3 de 3

Creio que já aqui terei dito em alguma altura o quão condeno os as pessoas que conduzem carros que regressam/vão de/para férias completamente cheios. Alguns sem espaço para que o ar consiga passar. Importa relembrar que são vários os riscos associados a esta situação, começando pela não visibilidade traseira (que poderá impedir a detecção por parte do condutor do início de uma manobra de ultrapassagem), passando pela carga solta (que em caso de travagem brusca irá parar sabe Deus onde) e terminando na questão da variação significativa do pêso da viatura (que aliado à deslocação da mesma poderá ter um fenómeno físico denominado de transferência de massas) e com resultados que integrarão indubitavelmente o campo do imponderável.

Seria incorrecto e não seria 100% verdadeiro se dissesse que esta realidade me é completamente desconhecida. Tenho de assumir que desde sempre me recordo de ter vivido isto. Talvez não tão "extremado". Os carros que lá houve em casa sempre rumaram quer para Norte, quer para Sul de Portugal "cheios até ao tecto". A justificação é simples: podia não haver amanhã, e era preferível "levar a casa atrás" do que chegar ao destino e faltar uma panela ou um toalhão para o pós-duche. Que sacrilégio! Donde, quando este tema em concreto é por mim desenvolvido, é sem dúvida alguma com um profundo conhecimento de causa de quem fez algumas viagens "Lisboa-Algarve" com a panela do jantar ao colo.

Numa altura em que a intensidade de tráfego aumenta substancialmente (quer na ida, quer no regresso para/das férias) importa prevenir ou mitigar a probabilidade de ocorrência de algum evento na estrada que possa perigar a vida dos utentes da mesma. O cansaço acumulado (de várias noites mal dormidas em consequência do período das férias), aliado a viagens que são iniciadas no pico do calor (ou após um almoço bem regado) faz com que haja "per se" algumas variáveis importantes na equação de viagem de "A" para "B" seja bem sucedida e conseguida com segurança.

Boas férias!

domingo, agosto 11, 2013

Esta semana que vem perfaço um mês e meio de ginásio e corrida. Um mês e meio de aposta em mi  mesmo. Uns dias com mais vontade. Outros com menos vontade. Mas não deixo de treinar.
Os resultados não podiam ser melhores na minha última avaliação (2ª)  que fiz com o meu instrutor. Melhorei consideravelmente alguns parâmetros (incluindo perda de pêso) e percebe-se uma conversão de massa adiposa em massa muscular. O que "per se" é francamente positivo, na minha leitura de leigo nestas matérias. É conhecida a minha curiosidade em matéria de exercício físico. Também é público que a minha envolvência com a corrida, por exemplo, começou há coisa de ano e meio. O ginásio, em coexistência com a corrida, começou há muito menos tempo. Antes de ter começado a fazer o que quer que fosse...alguns anos de sedentarismo e um tímido (mas gradual) excesso de pêso que me tornava bastante insatisfeito. E reagi. Tinha de reagir.
A par e passo com o exercício físico intenso - na medida em que actualmente treino todos os dias (ou corro ou faço ginásio) - passei também a ter uma atenção especial com a alimentação. Aprendi a "fechar" a boca, se preferirem. E naturalmente que isso contribuiu significativamente e de forma decisiva para a consolidação e "fecho com chave de ouro" das minhas pretensões em ter uma condição física muito melhor do que aquela que tinha até há uns anos (ou mesmo meses) atrás.
Um aspecto que também não foi descurado foi sem dúvida alguma a parte psicológica. Aumentou de forma inigualável a minha determinação, espírito de abnegação, definição (e superação) de objectivos pessoais e ainda a força de vontade em ir treinar depois de ter passado um destes últimos dias de calor infernal a trabalhar. Quem me conhece bem sabe o que isto significa. Para quem não me conhece ou não me conhece tão bem imagina-se o efeito que a luz solar tem nos vampiros. É um pouco o efeito que o calor tem em mim.
Dentro em breve entrarei em férias. Afastado 15 dias do ginásio não quer dizer que fique "parado" no exercício físico. Aquando do meu regresso sei que irá ser "desenhado" um novo plano de treino. Mais duro, mais específico para ir ao encontro dos meus objectivos. Também farei nova avaliação que estou certo que irá reflectir melhorias em alguns aspectos e justificar o meu afinco e dedicação diária. A ver vamos!

domingo, agosto 04, 2013

Há duas semanas atrás recebi a trágica notícia do falecimento de um ex colega de faculdade vítima de mais um acidente de viação.
Lembro-me que no último ano que estive na faculdade onde andámos os dois esse meu amigo encontrou a sua "cara metade" (médica e um pouco mais velha que nós, se a memória não me trai) com quem acabou por se casar e de quem tinha dois filhos. Do grupo dessa faculdade foi ele quem primeiro "deu o nó" e quem primeiro pai.
Nestas duas últimas semanas tive oportunidade de fazer um "rewind" na minha vida e perceber que mal ou bem íamos sabendo notícias uns dos outros. Como é normal, de resto. Mantenho amizade diária com um dos colegas dessa altura (que entretanto passou a ser um dos meus melhores amigos). Uma amizade marcada por alguns "arrufos" mas que para o ano que vem celebra duas décadas. Foi este meu amigo (que por sinal regressa amanhã dos Estados Unidos) quem me deu esta infeliz notícia ao telefone. Sendo que o próprio e o que infelizmente padeceu já se conheciam há mais tempo.
O acidente, pelo que me foi contado, aconteceu à porta de casa. Esse meu amigo era "motard" e o acidente foi testemunhado por um dos filhos. A mulher médica ainda tentou socorrer o marido, mas já não foi a tempo.
Creio que as considerações sobre este infeliz episódio são óbvias. Não há muitos meses "provoquei" um jantar com ex colegas dessa faculdade onde andei. Ele também esteve lá. Lembro-me que chegou atrasado - devido a um mal entendido na combinação - e que se sentou um pouco longe de mim, pelo que, obviamente, não pude conversar muito com ele. A meio desse jantar tive de me ausentar do restaurante com um dos meus amigos presentes e quando voltámos ao encontro do grupo já se tinha ido embora para casa pelo que não o vi mais. Será esta a última imagem que tenho dele e que será guardada na minha memória.
Paz à sua alma.

domingo, julho 28, 2013

Em pleno séc. XXI, ao meu lado e há uns dias atrás, estava eu parado num semáforo em Lisboa e uma senhora que viajava no "lugar do morto" de um carro que estava ao meu lado, calmamente abre a janela e despeja uns 5 lenços de papel para o chão. O semáforo entretanto "abriu" e esse carro arrancou. Confesso que fiquei sem reacção. E dei comigo a pensar nisto.
A senhora em causa tinha idade para ser minha mãe. Ou talvez avó. Não sei bem. E fiquei de tal forma incomodado com esta situação que fiquei a pensar na mesma nos dois dias seguintes. Afinal isto não acontece só com as crianças de tenra idade e/ou com as pessoas que pertencem a classes menos favorecidas - onde a educação teoricamente não será a mesma de alguém de uma classe "mais favorecida". Está aqui a prova e testemunhada por mim. Não me contaram. Vi eu.
Na actualidade aflige-me o facto das pessoas não sejam educadas. Portugal (especialmente nesta altura do ano e principalmente a capital da Nação e o Porto, já não falando das magníficas praias por esse Portugal fora) faz parte dos roteiros dos operadores turísticos por esse mundo fora. E nada pior como cartão de visita que um país sujo e mal organizado. Já há tantos outros aspectos em que a imagem de Portugal poderá ficar "beliscada" (a arrogância de algumas pessoas, a chica-espertice de outras, os charlatões, etc.)!!

domingo, julho 21, 2013

Desde há algum tempo a esta parte (falo de anos) que passei a reparar na forma como as pessoas lidam com o que não é delas. Quer por via de não terem incutidos certos valores morais / responsabilidade, quer por via de não serem pessoas preocupadas com alguns problemas actuais (temática do ambiente). Dois simples exemplos abaixo:

Negligência

Várias são as organizações que têm uma frota de automóveis (quer caracterizados, quer descaracterizados, quer pesados, quer ligeiros, etc.) conduzidos pelos seus funcionários. Contudo, nem todos esses funcionários serão zelosos e respeitarão aquilo que efectivamente não é "seu". Concretizando com um exemplo para melhor explicar o meu ponto de vista...
Imagine-se uma empresa familiar de transporte de passageiros. Uma frota de 4 autocarros pesados de passageiros. Nos tempos difíceis que correm, esta empresa consegue "manter-se à tona" e mal ou bem paga atempadamente os vencimentos dos seus 8 motoristas, 1 telefonista, 2 mecânicos e 3 sócios-gerentes (irmãos que decidiram abrir a empresa). Por negligência (i.e. alcóol no sangue aliado a um eventual excesso de velocidade) um dos autocarros que liga Lisboa a Faro despista-se e mata 50 passageiros ali na zona de Ourém. Não sobrevive ninguém e diz quem viu que o autocarro seguia muito acima da velocidade de 60 km/H permitida naquele troço. A notícia assume contornos dantescos quando é noticiado o encarceramento de vítimas, incêndio do autocarro após despiste e ainda de crianças que não foi possível socorrer por via dos meios de socorro não terem sido suficientemente rápidos a chegar ao local. Ou seja, 50 pessoas que morrem carbonizadas presas num autocarro.
Crianças, encarceramento, pedidos de ajuda e impotência dos presentes, incêndio após despiste. Os ingredientes para que a opinião pública "crucifique" de imediato (e com razão) o motorista deste autocarro. Acontece que o motorista também morre no acidente. Conhecendo-se as causas (alcóol + velocidade) a opinião pública vira-se então para a empresa, que sendo uma empresa idónea, gerida por pessoas idóneas, sérias, responsáveis, acaba por ver a sua reputação, verticalidade e valores morais/éticos para sempre manchada(s) por esta triste e grotesca infelicidade. E aposto que não sobrevive mais uma semana. Saldo final: 50 passageiros mortos (+ motorista) e 14 portugueses no desemprego. Tudo devido à irresponsabilidade e negligência de uma só pessoa.

Poupança de Energia

Há muitos, muitos anos que me preocupo com a questão energética. A minha preocupação com esta matéria passou a assumir uma relevância acrescida quando, numa cadeira da faculdade (impactes ambientais) os alunos eram convidados a discutir em sala alguns detalhes relacionados com grandes projectos (e.g. instalação de parques eólicos, construção civil de grande monta, etc.). 
Um dos aspectos, entre vários outros, era efectivamente o aspecto do consumo energético. Naquelas aulas, em sala,  éramos convidados a fazer uma regressão mental de todo o processo de produção de energia, desde o enchimento da barragem até ao ligar do interruptor para iluminar um quarto de nossa casa (quando o mesmo está perfeitamente iluminado com luz natural). Ninguém (e sou tentado a dizer que eu serei a excepção à regra) pensa nisto com regularidade. Ou por outra, se preferirem, ninguém anda às escuras a pensar que não vale a pena acender a luz. Mesmo quando está tão escuro que não se vê nada. E apenas se sente a "dolorosa" pancada com o "dedão" na madeira dos pés dos móveis. Mas isso é um pormenor...que por acaso já aqui dei conta num texto anterior...
Por outro lado, acredito que a preocupação relacionada com a poupança de energia não figure no "top 5" das prioridades da generalidade das pessoas. Por outras palavras, acredito que não integre sequer uma preocupação enquanto....alguém está no seu horário de trabalho. Embora passe a ser uma questão prioritária se pensarmos no domínio privado desse mesmo alguém, ou seja, a casa, o lar dessa pessoa. Confesso que este tipo de "separação de águas" me faz arrepiar os (poucos) pêlos que actualmente tenho no corpo. Não faz qualquer sentido. Dois pêsos, duas medidas. O pensamento usual é qualquer coisa do género de "não é nosso não vale a pena a preocupação". Não concordo. Em última análise haverá algures uma factura a pagar. Quanto maior fôr o custo dessa factura (que será a empresa a pagar em última análise) maior será a alocação de recursos financeiros para o conseguir. E se pensarmos que se trata de um custo variável (calculado em função de uma maior necessidade de energia (i.e. utilização desregrada dos aparelhos de ar condicionado ao longo do dia, o deixar luzes acesas das salas não ocupadas, etc.)) certamente que a factura energética no final do mês a factura reflectirá isso mesmo. Agora...outro aspecto que as pessoas não pensam é que o custo do fornecimento da electricidade é algo que uma empresa terá de suportar sempre. Ainda que o mesmo seja tão elevado e que premente a dispensa de um ou outro funcionário para fazer face a essa despesa extra. Mas isso ninguém pensa. E por uns pagam os outros...

Muitos exemplos podiam aqui ser dados. Mas estes dois "espelham" um pouco aquilo que penso sobre a forma como as pessoas lidam com o que não é delas. Seja por negligência - e aqui poder-se-á pensar numa questão de educação (leia-se valores culturais intrínsecos ao indíviduo e responsabilidade consequente) e seja pela cultura ocidental (leia-se despesista) em que vivemos.

domingo, julho 14, 2013

Nos últimos tempos já recebi dois e-mails do meu caríssimo e "muy nobre" amigo Director das Finanças. Eu vou já explicar o porquê desta simpatia.
Desde que tive conhecimento que as facturas referentes ao pagamento de serviços podem ser dedutíveis que passei a pedir sempre um comprovativo da transacção comercial (e nos domínios aplicáveis) naturalmente.
O que faço é simples...deixo acumular até Domingo as facturas dessa mesma semana. Refiro-me a facturas de refeições uma ou outra factura relativa a uma qualquer intervenção em qualquer um dos carros ou mesmo a factura referente a um corte de cabelo. Já se adivinha o que vem a seguir. Separo as facturas por código de actividade económica (CAE) e a partir daí é começo pacientemente a introduzi-las no site "e-factura" criado para este efeito. E insiro 30,40 ou até 50 facturas nesse Domingo. É
Acredito que esta "actividade" de inserção seja ímpar e seguramente notada pelo meu amigo Director das Finanças que sem qualquer dúvida deverá estar num Domingo de manhã, aí pelas 0900H a ver quem insere facturas no "site" dedicado. Das pessoas que conheço ninguém faz isto. Aliás, são raras as pessoas que pedem facturas aquando do pagamento de determinados serviços. Passei a pedir por uma questão de equidade. Se tenho de pagar à cabeça os meus impostos...faço com que o fornecedor de determinado serviço também seja obrigado a fazê-lo. É uma lógica simples. E se todos pedirmos a factura...a fuga ao fisco diminui. 

domingo, julho 07, 2013

Ser novo no trabalho...

Há alguns anos atrás, tendo eu iniciado há pouco tempo a minha actividade profissional (naturalmente inseguro), questionei um colega com quem trabalhava o que achava da minha prestação no trabalho. A já na altura mania do perfeccionismo fez com que impetuosamente colocasse esta questão um par de meses depois de ter começado este trabalho.
Naquela altura, e por necessidade dessa empresa, a minha qualificação técnica (engenheiro) fazia com que eu, após assistir à realização de determinado trabalho, o assinasse, embora nem sempre fosse o executante.
Essa imberbe insegurança custou-me caro. Ouvi aquilo que queria e aquilo que não queria. Para alguém recentemente entrado no mundo do trabalho considerei duro. Por outro lado, considerei lúdico e profiláctico. Porquê? Porque funcionou sem dúvida alguma como um "abre olhos" e mostrou-me que, por muito que pensemos que estamos a agir correcta e de forma profissional...pode não ser essa a imagem que as outras pessoas têm de nós. E naqueles primeiros meses em que alguém está a trabalhar numa empresa nova a sua prestação é naturalmente tida em conta por quem manda...
A questão que coloquei ao meu colega fez com que "desse o flanco". Para quem anda mais distraído(a), "dar o flanco" significa que se deixa de ter "ajudas" ou "protecção".  É necessário que se esteja devidamente preparado(a) para obter como resposta um elogio ou uma crítica que pode não ser necessariamente boa. Sim, poderá mesmo ser depreciativa. E isso poderá ferir a sensibilidade de algumas pessoas. As mais sensíveis. Há aquelas pessoas a quem nunca passaria pela cabeça questionar tal coisa, há outras pessoas que desvalorizariam de imediato qualquer resposta menos boa e ainda há aquelas que tentariam melhorar a sua prestação. Enveredei por este último caminho. E consegui, ao longo do tempo e com a práctica de alguns exercícios, melhorar em alguns aspectos.
Tomara que muitas pessoas tivessem a clareza de espírito de questionar os seus colegas sobre a forma como os vêem. Um bom amigo não é necessariamente um bom profissional. E o recíproco também é verdade. Por vezes, creio que há alguma cerimónia em apontar os defeitos aos amigos. Especialmente se são nossos colegas. Haverá sempre o receio de dizer algo que possa ser mal interpretado e que possa conduzir a um beliscão na relação. Sou completamente contrário a esta visão das coisas. E algo redutora. A dizer algo, que seja dito sempre de forma construtiva e com o claro objectivo de melhorar a prestação profissional desse(a) amigo(a). A amizade sairá mais fortalecida. E certamente agradecida.

domingo, junho 30, 2013

Ser descontraído

Ser mais descontraído. Ora aí está mais um (entre tantos outros) defeitos que usualmente me são apontados.
O ser descontraído, na minha leitura e perspectiva simplista das coisas passaria, para começar, por usufruir mais o momento. O tal "carpe diem". Talvez passe por não viver tão tenso no dia-a-dia. E esse parece-me ser um exercício tão bom quanto o correr 10 km com as cuecas do fato de banho cheias da areia grossa da praia. Tem piada? É a mesma piada que eu vejo quando me falam em pensar em ser mais descontraído. A parte boa é que fazia um "peeling" gratuito nas partes baixas...
Não me imagino com aquelas calças (cintura descaída) que a canalha agora usa e que parece ter a fralda suja. Analogamente não me consigo imaginar a fazer uma noitada a uma 5ª Feira e ir trabalhar na 6ª Feira de manhã. Aliás, em bom rigor, só o pensar em deitar-me de dia faz com que fique com os pelos (poucos) do peito todos arrepiados. E o rol de exemplos poderia continuar perpetuamente.
Mas há mais. Muita gente diz-me (e acredito que com a melhor das intenções) para tentar descontrair e viver o momento. É um chavão, lamento informar. É o mesmo que dizer para ir raspar as unhas da mão direita numa placa de mármore ou ir passar a língua no ralador de cenoura da minha mãe. Só para experimentar a sensação. Não custa nada. As coisas não acontecem porque sim. E muito menos porque alguém acha que devemos descontrair "naquele" momento. É preciso tempo. Jamais comecei a dançar de forma lânguida numa coluna de uma discoteca por alguém me disse que devia dançar.
Há vários factores que concorrem para que a pessoa seja (ou nem por isso) mais descontraída. Mas por vezes até consigo ser. Nessas vezes sou gozão. Embora utilize um humor acutilante e que apenas quem me conhece muito bem percebe. É um misto de humor negro com sarcasmo e alguma pitada de sadismo à mistura. Mas que no final tem um resultado magnífico e digno do meu muito restrito repertório de piadas e afins.
Veremos o que me reserva o futuro. Positivismo não me falta. Resta saber se haverá paciência!

domingo, junho 23, 2013

Sou uma pessoa com um reduzidíssimo poder de encaixe. Ou nulo, para ser mais rigoroso. Faço parte daquele grupo de pessoas que acaba por se sentir frequentemente injustiçado e,  aliado ao facto de ser sensível, as coisas só podem correr mal.
Começo a perceber que é muito fácil aumentar o tal poder de encaixe. Como? De uma forma muito simples. Praticando um exercício diário de "desvalorização" dos erros e/ou omissões dos outros. Vou certamente deixar de me preocupar com os atrasos da generalidade das pessoas. Devo ser a única pessoa do planeta Terra que fica com afrontamentos quando penso em atrasar-me 5 ou 10 minutos. Afinal, vivo em Portugal e 1600H podem ser 1605H ou 1610H que não virá mal ao mundo por isso. Vou também deixar de me irritar quando se enganarem em 5,00 € nos trocos de algo que acabei de pagar. O que são 5,00 €? Nada. Aliás, o ideal mesmo será desenvolver o espírito de abnegação de qualquer valor material. Seja ela qual fôr. Também não me parece que faça qualquer sentido ficar impaciente nas filas das repartições públicas ou lojas. Afinal, e mesmo que os clientes já tenham resolvido os seus problemas e queiram falar com os funcionários / empregados de outros assuntos que nada têm que ver com o(s) motivo(s) que os levaram ali, terei de respeitar o seu tempo de conversa. Especialmente se fôr na hora do almoço (quando não tenho outra oportunidade de resolver um determinado assunto). É perfeitamente normal que seja esta a forma de pensar de 90% da população activa portuguesa. Aliado ao facto dos cafés , cigarros e outros interessantíssimo focos de interesse ao longo de um dia de trabalho...percebo também o porquê da minha amiga Merkel dizer que os portugueses trabalham pouco e gozam muitas férias. 
A pior coisa que me podem fazer, e já aqui o disse anteriormente, é serem injustos comigo. Porquê? Porque o chamado "sentido de justiça" é daquelas coisas que mais presente tenho. Quem me conhece bem também sabe que tenho variadíssimos defeitos. Dezenas deles. Bem sei e diariamente tenho trabalhado em duas frentes de ataque: ou no sentido de resolver os problemas ou no sentido de minimizar a  impactância nas relações que tenho com as pessoas com quem lido. Às vezes corre melhor, outras vezes nem por isso. Naquelas vezes em que as coisas não correm bem tento, de alguma forma, perceber qual a melhor forma de gerir a minha forma de estar ou agir com essa pessoa. Por outras palavras, avalio o "potencial" que determinado relacionamento tem, ou que poderá vir a ter para que eu cresça enquanto pessoa. Esse é e será sempre o meu objectivo final em relacionar-me com alguém. E só assim concebo apostar em algo. 
A mesma lógica de raciocínio se aplicará quando percebo que o tal "potencial" de um determinado relacionamento é nulo ou próximo disso. E pior. Quando percebo que as pessoas não conseguem (ou querem) perceber essa realidade. Aí a situação assume contornos diferentes e sinceramente, não tenho vocação para ensinar nada a ninguém. Já lá vai o tempo em que o fiz. Normalmente, e nestas situações concretas, acabo por me afastar e achar que é melhor que cada um siga a sua vida. Penso desta forma. E cada vez mais frequentemente reconheço que, infelizmente, as pessoas não valem o meu tempo. Ou por outra...não o merecem.

domingo, junho 16, 2013

Fui há poucos dias ao jardim zoológico. Há muitos anos que não visitava este importante espaço (que sinceramente espero que perdure por muitos e muitos anos) e desta feita decidi lá ir por ocasião da (inesperada) vinda do meu afilhado ao continente. 
Esta minha visita a um dos mais emblemáticos jardins da capital de Portugal revestiu-se de uma série de sensações contraditórias. Começando (e culminando) no facto de suspeitar que vibrei mais com a visita que o meu sobrinho. Mas isso já seria de esperar dada a sua tenra idade.
O jardim zoológico de hoje é naturalmente diferente do "meu" jardim zoológico de há 30 anos atrás. Parece-me lógico. Não bebi um compal de pêra acompanhado de uma calórica sandes de queijo com fiambre e manteiga enquanto gozava com os orangotangos. Não bati nos vidros das cobras e não injuriei as progenitoras dos leões (até porque estavam a fazer uma bela soneca ao sol) como fazia em tempos idos.
Esta visita ao jardim zoológico tinha como grande objectivo perceber (e ver logo ali) as reacções que o meu afilhado iria ter ao "ver o que eu via". Interessava-me perceber as suas reacções ao ver animais que com toda a certeza não vê no quotidiano. Confesso que estava muito expectante nesse sentido. Contudo, e repetindo-me, derivado do facto de ainda ser muito novo, não consegui desviar o seu interesse do meu "magnum" de chocolate para uma simpática girafa que se deliciava com umas folhas de uma árvore da altura de um prédio de 3 andares.
A minha primeira sensação que quero aqui partilhar tem que ver com o facto das entradas no jardim zoológico não serem baratas. Nada mesmo. Ainda que o conceito de "pague-uma-vez-e-não-paga-mais-nada" seja prático...não deixa de ser caro. E quando falo de caro...falo de qualquer coisa como quase 70 euros para 4 adultos. Isto remete-me para um pensamento imediato sugerindo-me que muitas crianças portuguesas não irão certamente ter a oportunidade de conhecer espécies animais exóticas porque infelizmente "sai" do orçamento de muitas famílias. Um preço caro que se paga e resultado do aumento do custo de vida que não é acompanhado por incrementos salariais (perda de qualidade de vida).
A segunda sensação está associada ao espectáculo dos golfinhos e leões marinhos. Nunca tinha assistido. É engraçado. A apresentação é muito interactiva com o público e passam-se ali uns bons momentos. Embora tenha achado que a dada altura...satura um bocado. Mais do mesmo.
Na altura em que ía ao jardim zoológico, há muitos anos atrás, calcorreava tudo a pé. Cada "cm". Não havia canto que não conhecesse. Contudo, desta vez, optei pela utilização do teleférico. Um percurso aéreo que demora cerca de 20 minutos. E isto leva-me à terceira sensação. Não é a mesma coisa de há uns anos. A visita do teleférico é simpática e interessante para quem tem alguns problemas de mobilidade para longas distâncias, não tem vertigens e consegue entrar para a "cesta" de transporte em movimento. Nem todas as pessoas conseguem satisfazer estes 3 requisitos em simultâneo. Depois deste passeio aéreo...ficou por ver pouca coisa que rapidamente se vê a pé.
Uma tarde bem passada...mas sem o sabor de há muito tempo..

domingo, junho 09, 2013

Diz o adágio popular que "Quando a esmola é muita o pobre desconfia". Eu desconfio. De várias coisas, especialmente quando percebo a panaceia vendida pelos grandes grupos económicos aos orgãos de comunicação social e que depois, naturalmente, é vendida ao consumidor final, nós, a arraia-miúda se quiserem. Falo do despedimento de vários(as) e simpáticos(as) portageiros(os) para dar lugar aos fantásticos e galacticamente eficientes terminais electrónicos de pagamento.
Importa referir antes de continuar que percebo muito bem o conceito subjacente à existência de um terminal de pagamento, ou seja, das portagens. É um conceito ao alcance do entendimento do meu sobrinho (não tem ainda dois anos). Se pretendo deslocar-me de "A" para "B", de forma rápida e cómoda não vou naturalmente optar por um itinerário nacional onde certamente encontrarei a circular todas as companhias da camionagem da europa do Sul. Opto logicamente pela auto-estrada. Mas essa minha opção pelo comodismo tem associado um custo. Porquê? Porque estas vias de comunicação não se mantêm sozinhas. É necessário um investimento (i.e. beneficiação do pavimento degradado, guardas laterais, paineis de insonorização, etc.) por parte das concessionárias (entidades privadas a quem o Governo reconhece o direito da exploração durante um certo período de tempo). Muito avultado. Daí a necessidade de aplicação do princípio de "utilizador-pagador". Faz sentido. No "final do dia" paga a auto-estrada quem a utiliza.
De há uns 4 anos para cá algumas coisas mudaram. Para começar os lucros que algumas concessionárias têm. E que anualmente "se esquecem" de comunicar. Dá algum jeito convenhamos. O exemplo da Ponte Salazar (também conhecida como Ponte 25 de Abril que já está paga há mais de 10 anos, mas cujo pagamento de travessia ajuda a pagar a outra ponte maior - Vasco da Gama). Depois, quando é "descoberta" a tramóia as concessionárias avançam com desculpas baseadas em teorias da conspiração e/ou remetem para um clausulado contratual elencado numa altura em que os 3 pastorinhos ainda não tinham avistado Nossa Senhora e sempre com um claro beneficiário...quem? As próprias concessionárias. Já para não referir que os contratos deverão certamente ter sido assinados depois de uma valente noite de farra. Bem regada, entenda-se.
A minha questão não está relacionada com os lucros "zilionários" que os grandes grupos económicos têm. Mal ou bem, estou certo que saberão "levar a água ao seu moinho" e mais milhão menos milhão...não ficarm a perder. Penso nas pessoas que ficarem sem emprego para estas máquinas estúpidas. Penso que quem as projectou/instalou nos parques das portagens não deve ter carros ligeiros em casa. Deve ter camiões TIR com rodas do tamanho de um tractor. Só há uma pessoa neste planeta Terra que não consegue alinhar o carro com o murete onde está instalada a máquina, e das duas uma: ou põe metade do corpo pela janela ou tem de abrir a porta para pagar (apanhando chuva, vento e dando espectáculo gratuito para os condutores atrás). Já não falando na dificuldade enorme em atinar com a inserção das moedas na ranhura. Pois bem, eu sou essa pessoa. Em 10 vezes que usei estes terminais de pagamento feitos no Inferno nenhuma delas correu bem. Melhor. Numa delas a moeda caiu para baixo do carro. Foi um espectáculo delicioso para quem estava atrás de mim. Ver um homem de barba rija a espumar e à beira de um colapso cardíaco deve ser algo ímpar. E digno de ser colocado no "youtube". Na volta filmaram e sou internacionalmente conhecido.
Detesto estas máquinas com a voz monocórdica da Alice. A Alice é feia. Voltem amigos(as) portageiros(as)!

domingo, junho 02, 2013

Há pouco ouvi na televisão alguém mencionar a palavra "castigo" e é precisamente esse o tema da minha dissertação de hoje. 
Começo esta partilha dando nota da minha dúvida que exista alguém (vivo) que tenha sido mais vezes castigado que eu. Vivo porque morto não interessa nada para a conversa. Muitas colheres de pau partidas aqui neste rabiosque, muita "galheta" (ou também conhecidas por bofetões) ou ainda os olhares que "queimavam", doendo mais do que tudo aquilo que já referi. Experimentei de tudo. Durante eternidades. Mas estou aqui. Rijo. E com saúde para vender.
Não há uma fórmula infalível para se educar uma criança/adolescente. Toda e qualquer "corrente" que se siga é, a dado momento, sujeita a algum factor exógeno que faz com que o fundamento teórico dessa "corrente" tenha de ser repensado. O "meio social" em que a criança/adolescente cresce é sem dúvida alguma uma pressão importante a ter em mente. Uma pressão "especial" na medida em que poderá condicionar determinados comportamentos e/ou valores transmitidos em casa. 
Não tenho de memória que tenha conhecido alguém durante esta minha curta existência neste mundo e que tenha começado a fumar à mesa, aos 13 anos, com os pais, depois do jantar. Mas já não será tão despropositado que alguém o tenha feito atrás de um edifício lá da escola dando as primeiras passas num cigarro. Hoje em dia não sei como será. No meu tempo era mais fácil, porque o único segurança que havia era coxo e para chegar ao local onde a canalha se reunia para fumar demorava duas semanas. Mas não foi na escola que dei as primeiras passas. Outro dia conto essa história.
Cresci num meio normalíssimo com tudo aquilo que quis ter. Menos a mota, mas já aqui escrevi sobre isso. Acontece que tal como refiro acima, a pressão social do grupo no qual estava inserido obrigava-me, não raro, a ter determinados comportamentos que colidiam frontalmente com a linha de educação transmitida lá em casa. E aí começavam as colheres de pau a aquecer-me as calças. Ou então outro tipo de castigo com efeitos bem mais destrutivos - não sair de casa, nas noites de Verão durante "X" tempo. Isso sim, para este pobre espírito errante era deveras castrador.
Hoje em dia compreendo o porquê de tanto momento doloroso que literalmente experimentei durante largos anos. Em primeiro lugar permitiu aclarar-me as ideias sendo um "abre-olhos". Em segundo lugar porque em determinados momentos evitaram que tivesse feito escolhas que me poderiam ter custado caro. Em terceiro e último lugar porque concordo integralmente com um bofetão dado na altura certa. Lamentavelmente não acredito em linhas de educação em que não se chega a roupa ao pêlo. Sou um retrógrado confesso, eventualmente. Mas também sou a prova viva que a lembrança do calor do bofetão faz um puto de 13 anos pensar 4 vezes se lhe apetece mesmo faltar à aula de religião e moral.Não que eu tenha faltado às aulas de religião e moral da D. Amélia. Ou que fizesse gazeta. Nunca foi o meu género. Mas tiro o chapéu a quem consegue "domar" um adolescente de 14 anos, com o "sangue na guelra" e levando tudo sempre na desportiva. Devo conhecer 2 ou 3 casos de pais que o conseguem. Feito único. E que comigo não resultou!

domingo, maio 26, 2013

Tenho de partilhar com os meus amigos e amigas um momento histórico na minha humilde existência: aprendi a preparar esparguete. É verdade. Aprendi a cozinhar esparguete de uma forma que fica sempre bem. O que, gostando eu de esparguete, facilmente se depreende que me agrada enormemente. Porquê? Porque desde que me conheço que gosto de esparguete (quase tanto como gosto de carros). De qualquer forma e feitio. Tem é de ser solto. Sem "goma". 
O facto de ter aprendido a cozinhar esparguete abriu-me uma imensidão de opções que como se perceberá terão o "céu como limite". É verdade. Todos os dias penso em acompanhamentos diferentes e aponto numa folha de papel. Agora é experimentar.
Comecei esta minha nova fase de vida pela confecção de um pequeno e saboroso prato de esparguete com cogumelos, natas (magras) e bacon. Foi mais fácil do que eu esperava. Bem mais fácil. Isto aconteceu no Sábado. No Domingo resolvi voltar a comer esparguete ao almoço e daí preparei mais um prato de esparguete, desta vez com camarão. Saiu muito bem também. Em abono da verdade importa referir que numa escala de 0 a 10 a preparação de um prato de esparguete deve ser 0. Ou "-1". E dou comigo a pensar a razão pela qual não "vi a luz" há mais anos. Como é possível que tenha passado tanto tempo sem que aprendesse em 2 minutos a fazer uma pratada de esparguete? Não tenho explicação para isto.
P.S.: A questão agora reside em acertar na quantidade de esparguete. Aí reconheço que tenho tido alguma dificuldade. Por via de fazer meio pacote de esparguete, tenho tido "barrigadas" de esparguete em que fico tipo "jibóia" depois de ter comido uma vaca. Algo a ser afinado no futuro próximo.

domingo, maio 19, 2013

Esta coisa dos relacionamentos humanos é complicada. Ao longo dos anos tenho-me deparado com situações que me tiram do sério. Não é preciso muito, bem sei, mas a questão do ter de "pagar o pato" do outro não me agrada. Eu explico.
Os relacionamentos humanos são exercícios de adaptação. Ninguém, no seu juízo normal, acredita que haja almas gémeas. Isso é fantasia de livro para crianças. O que poderá haver é uma maior convergência de ideias. E naturalmente que essa proximidade em termos de ideias dá frutos. Quais? Uma maior "fluidez" na relação. Uma maior suavidade. Uma adaptação mais fácil de uma pessoa à outra. Infelizmente nem todas as pessoas detêm esta capacidade de adaptação a outros feitios e/ou têm uma capacidade de valorizar (ou desvalorizar) certos aspectos em prol de uma harmonia na relação. Aqui reside o cerne da questão e o segredo para que uma relação resulte.
Mas nem tudo é assim tão linear. A situação complica-se substancialmente quando há um "mau legado". 
Falo por exemplo da existência de um histórico de relacionamentos com pessoas cuja complexidade de feitio originou clivagens e eventualmente conduziu à anulação de personalidade. E aqui, meus amigos e amigas, eis que chegamos ao campo da injustiça. Não raro, as pessoas que foram de alguma forma "magoadas" em relacionamentos anteriores esperam MUITO das pessoas que agora se aproximam e/ou entram na suas vidas. E é precisamente isto que me faz alguma confusão. Costumo dizer que uma pessoa que se interesse por alguém que foi magoado no passado tem à sua frente um trabalho a triplicar. Porquê? Por três motivos: 1º Tem de "trabalhar" no sentido de se fazer notar; 2º Tem de "desmontar" toda uma série de aspectos pré-concebidos e 3º Tem de mostrar que é merecedor de uma oportunidade. E nem todas as pessoas estão disponíveis ou têm vontade de abraçar este desafio. E claro que a haver algo é sempre de forma atabalhoada e desprovida de qualquer sentimento. Porque o que interessa é ter algo. Com quem quer que seja. E claro que isso terá consequências. Não necessariamente boas.

Covid-19

Com os últimos desenvolvimentos da actualidade, é praticamente impossível não pensarmos duas vezes sobre o fenómeno que aflige todo o mundo...