domingo, setembro 21, 2014

A cadelita

Estes últimos dias estive/estou de férias. Encontrando-me em período de férias naturalmente que é menor a rigidez dos horários e consequentemente permito-me um pouco mais de descanso pelas manhãs.
Um destes dias ouvi lá em baixo (no R/C) uma grande agitação. As duas empregadas cá de casa falavam alto em "cãozito" e também consegui perceber a agitação do Paco. Deixei-me ficar calmo e sossegado a assistir a mais um episódio da minha série. Pensei, na altura, que fosse alguém que estivesse a passear um cachorro que tivesse chamado a atenção de ambas.
Passados uns 25 minutos chamaram-me lá abaixo. Aparentemente o cãozito tinha sido trazido para dentro de casa (quintal) e o Paco estava ainda mais inquieto. Afinal, e logicamente, era o território dele que estava a ser invadido. E qual bom guardião tinha de perceber qual o "grau da ameaça". 
A porta de casa estava fechada para evitar que o Paco saísse e cometesse algum acto tresloucado tão normal em si. Abri a porta e esgueirei-me por entre uma nesga - tendo ficado surpreso com o facto de ter conseguido passar.
E lá estava "ele". Uma bola de pêlo tigrado de 4 patas. Que veio logo a correr na minha direcção. Dois meses de idade, pensei de imediato. E pareceu-me logo também ter um cruzamento com um "fila de s. Miguel" ou um boxer tigrado. Não ía ser um cão muito grande a atender pelo tamanho das pequenas patas brancas. Mas espevitado. Vivaço. Costumo pegar em halteres bem mais pesados, associei eu quando o levantei do chão e entendi que...... era "uma menina". 
Contrariamente ao que muitas pessoas imaginam, as cadelas são mais dadas aos donos que os cães. É típico do mundo canino. São melhores guardas, mais meigas e na generalidade das vezes mais fáceis de treinar. A cadelita em pouco tempo venceu o medo (tremor) quando realizou que deste lado (eu) não vinha qualquer perigo. Sinónimo de coragem e de rápida empatia. Fiquei um bom bocado com ela na mão e deliciar-me com o olhar de "olhos de leite". Sentia-me bem e ela também. Os cães sentem as boas (e as más) energias.
Libertei o Paco para perceber como era a ligação de ambos. Naturalmente que para o Paco, um cão de uma raça dócil, a menina era uma boneca. O Paco é abrutalhado. É um facto. Mas percebia-se claramente o seu cuidado em não pisar ou magoar a cadelita (que entretanto insistia em ficar por baixo dele..eventualmente à procura da mama da mãe para o leite).
Mentalmente tentei adivinhar de qual dos meus vizinhos poderia ser a cadelita. Não consegui chegar a uma conclusão clara e inequívoca. Lembrei-de de um campo de futebol perto de minha casa onde, por vezes, uns cães que lá estão têm ninhadas. Pensei também que era muito pouco provável que uma cadelita com aquela idade conseguisse perfazer a distância que separa a minha casa do campo  de futebol sozinha (na medida em que ainda é uma distância considerável).
Com a menina na mão fui ao campo de futebol ver se lá pertencia. Pelo que percebi quando lá cheguei, uma parte do campo de futebol (bancadas) está em obras. Os homens das obras que lá estavam não sabiam de ninhada nenhuma. Um deles (aí com uns 30 e poucos anos) pegou na cadelinha e começou aos beijos à mesma. Disse-me também que a levaria para casa se não tivesse duas cadelas, uma gata e uma iguana. Tem um zoo em casa portanto. Não pertencia ali. Voltei para minha casa com a cadela na mão.
A dada altura, no caminho para casa pús a cadela no chão. Comecei a andar. Passou por baixo de todos os carros que estavam estacionados na minha rua. Todos. Sem excepção. Esperava um pouco, chamava-a e lá vinha ela atrás de mim. Também me ía fazendo cair umas 3 vezes porque se enrolava nos meus pés....
Chegado a casa deixei-a no chão do quintal. Atacou-me umas 4 vezes os atacadores dos ténis que tinha calçado. Normal. Acham sempre imensa piada. Durante esse período tomei também uma decisão. Que a cadelita não poderia ficar comigo nem mais um dia. Por duas razões: não tenho o tempo necessário para cuidar de uma cachorra e porque o próprio do Paco se podia entusiasmar, dar-lhe uma patada na brincadeira e arrancar-lhe a cabeça. Por outro lado preferi entregar a cadelinha logo para não se passar o final de semana e me afeiçoar à mesma. Foi o melhor. Uma das empregadas levou-a dentro de uma caixa de cartão e seguramente que lhe vai arranjar um bom lar.
Mais tarde desenvolvi a teoria segundo a qual a cadelita foi trazida por uma das empregadas (que não o assimiu). Alguém lhe terá oferecido a cadela e entendeu, na medida em que tenho o Paco cá em casa, avançar com a teoria de que tinham deixado o cão ali à porta de casa. Era uma teoria boa...mas algo rebuscada. Enfim...foi o melhor que fiz.

domingo, setembro 14, 2014

"Bullying"

Não é a primeira vez que falo sobre este tema. Acontece que desde a última vez que o fiz, há uns anos atrás, nada mudou. Infelizmente.
O "bullying" é o termo "técnico" para agressões intencionais provocadas por um indivíduo (ou grupo de) a outros infligindo a dôr, angústia e marcas para toda a vida.
Vi há dias uma (entre tantas outras que já vi) reportagem sobre este tema. E ao assistir a esta peça televisiva recuei uns bons 20 anos na minha vivência enquanto pessoa. Até ao antigo ciclo preparatório (entre o 2º ano e o 8º ano, concretamente).
Naquele tempo era alguém proeminente e famoso nas turmas onde estive. Fui inclusive eleito delegado de turma algumas vezes. Porquê? Porque protegia os meus colegas. Rapazes e raparigas De forma indiferenciada. E as pessoas sentiam-se seguras e percebiam que nada de mal lhes aconteceria.
A fórmula era simples: alguma coisa que acontecesse com alguém das turmas das quais eu era responsável, eu tinha conhecimento e agia em conformidade. Normalmente uns pontapés e uns estaladões bem metidos resolviam a questão e o agressor pensava duas vezes antes de voltar a pensar em fazer algo. Bons tempos, penso hoje.
Hoje em dia as coisas não são mais assim. Não há quem faça o que eu fazia naquele tempo. Importa ressalvar que ainda que possa sugerir alguma violência o que partilhei acima - porque o sugere, inquestionavelmente - havia, sem dúvida, um carácter de justiça subjacente. E não raro, passadas umas largas semanas, aqueles que tinham sido os agressores eram meus aliados na defesa dos meus colegas! Afinal a fórmula resultava.
Assiste-se hoje em dia a agressões contínuas a certas pessoas que não só não têm quem os defenda bem como não têm uma estrutura mental suficientemente forte e que lhes permita aguentar a pressão. E em alguns casos acabam por pôr termo à vida. O caminho mais fácil mas nem por isso o mais acertado.
A ideia que tenho é que há um trabalho imenso que tem de ser feito por parte dos orgãos decisores (Ministérios, quer da Educação, quer da Justiça). Tornar possível a identificação expedita dos agressores e a adopção de medidas exemplares que evitem que novas agressões para essas ou outras pessoas venham a ter lugar. No caso de ser algo que aconteça num estabelecimento de ensino haver uma advertência formal por parte do orgão máximo daquele estabelecimento,  uma conversa com os pais caso a primeira acção não resulte e a expulsão do estabelecimento de ensino caso as anteriores opções não surtam efeito. Defendo também o cadastramento destes agressores numa base de dados construída pelo Ministério da Justiça e com acesso por parte de todos os estabelecimentos de ensino que o mesmo poderá frequentar. Não vale a pena fugirmos a esta realidade cada vez mais presente na nossa sociedade. É importante enfrentá-la e agir rápida e eficazmente. Só assim se poderão evitar (mais) tragédias.

domingo, setembro 07, 2014

A lista de convidados...

É conhecida a minha aversão em sair à noite. E com tendência para piorar. Aliás, não a escondo. Actualmente, a minha concepção (careta, para algumas pessoas) de sair à noite é precisamente um jantar com amigos seguido de uma amena cavaqueira. Preferencialmente num local calmo e sem fumo e sem os incómodos encontrões. Não sendo radical (leia-se anti tabagista) não suporto actualmente o cheiro do fumo do tabaco.
Em alguns finais de semana, ao Sábado de manhã, acordo cheio de energia. Naqueles em que está sol logo de manhã parece que me torno noutra pessoa. E fico logo com outra disposição deixando de parte o mau feitio. Num destes finais de semana estava sol, fiquei bem disposto e como tal mobilizei as tropas (amigos e amigas) para um jantar nessa mesma noite.
Tenho sorte de ter este grupo de pessoas com quem janto fora ocasionalmente. Às vezes, como é de resto normal, as pessoas já têm os seus programas e a tentativa de agendar algo sai gorada porque não há conciliação de agendas. Mas neste final de semana, à semelhança da quase maioria, houve.
Na medida em que o grande amigo meu está à frente de um restaurante foi precisamente nesse restaurante que marquei mesa.E foi também durante esse jantar, nesse restaurante, que me disseram que nessa noite o meu nome era outro: Luís. É verdade, Luís. E que esse nome - da pessoa que eu encarnava - estava numa lista de convidados (guest list) de uma badalada discoteca da noite lisboeta.
Quem me conhece já imagina que fiquei duplamente entristecido. Em primeiro lugar porque não me vejo com outro nome que não o meu nome verdadeiro. Chamar-me "Luís" (com todo o respeito por quem tem este nome) ou chamar-me "granito fanerítico" está no mesmo patamar. Não respondo. Não me identifico. Não há "match". Não tem nada a ver comigo. Em segundo e relevante lugar, a questão do meu nome na "lista de convidados". Há mais de 20 anos que saio à noite. E nunca precisei de ter o meu nome onde quer que fosse para entrar numa discoteca. Numa recepção, num congresso, fará todo o sentido. Agora numa discoteca?! Tentem acompanhar a minha lógica de raciocínio: que legitimidade tem um gorila - que com quase 100% de certeza nem sabe escrever correctamente o seu próprio nome - de me barrar a entrada pelo facto do meu nome não estar na listinha dele? Não faz sentido. É certo que entendo que tem de haver um critério qualquer de selecção da clientela. Mas nessa mesma noite vi o estilo de "jogador-da-bola-com-a-pochette-debaixo-do-sovaco" que tem o dom de me tirar do sério e perceber claramente a fauna que frequenta a noite. E ter percebido uma personagem que antevendo que ía ficar à porta pelo facto de orgulhosamente ostentar um boné com a pála ao contrário deu "chá de sumiço" ao mesmo...(acredito que tenha ido guardar o mesmo no carro). E claro que não acredito que esta última personagem tivesse o nome na tal lista. Pagou, como qualquer outra pessoa e entrou. Estamos a falar de um montante de 15€ ou seja, quem não tem o nome paga esse valor. Quem tem paga o que consome. Se quero repetir a façanha? Não, obrigado. Prefiro passar por incógnito!

domingo, agosto 31, 2014

As séries televisivas...

Desde há muitos anos a esta parte que o fenómeno das séries televisivas me passou sempre muito ao lado. Muitíssimo, para ser verdadeiro. Porquê? Porque tenho um "quid pro quo" significativo e latente com o mundo informático em geral. Não nos damos bem. Aliás, nunca nos demos. E como tal, o que toda a minha gente faz desde há muito tempo....eu nunca fiz. Nunca vi séries na internet. Nunca soube ou aprendi como fazê-lo. Até há uns dois meses atrás.
A minha vida mudou nessa altura. Encontrei forma de ver as séries televisivas (umas mais recentes e outras menos recentes) quando nunca o tinha feito. E filmes. Alguns ainda em cartaz (exibição). E foi-me tornado possível a percepção de uma realidade completamente diferente daquela por mim conhecida.
Escolho as séries (vejo mais séries que filmes) pelo que leio na sinopse das mesmas. Quase sempre é assim. Constato também que tenho pontaria para escolher séries que já passaram há alguns anos na televisão (e cuja emissão até já foi interrompida por via de terem terminado) ou pior, séries que ainda estão em exibição. O que como se imagina, me deixa maluco. Porquê? Porque me envolvo na série. Porque quase todas elas têm aquele irritante final de "suspense" que nos faz querer mais e mais e razão pela qual vamos dormir às 0230H da matina. E não existe mais episódios disponíveis!
Tenho uma teoria para tudo isto, como não podia deixar de ser. Como nunca tinha experimentado esta sensação de liberdade (leia-se de poder ver o que me apetecer quando me apetecer e me der a vontade) estou completamente viciado. E passo horas (mais ainda) no pc. Absorto nos enredos. Com as naturais e óbvias consequências - queixas de não sociabilização!

domingo, agosto 24, 2014

o Ipod desaparecido....

Comecei recentemente a correr de manhã, de madrugada, em bom rigor. De manhã cedo, ainda cheio de sono, lá vou eu fazer a minha corrida ou "puxar um bocado de ferro". Eu e o meu "ipod" com as minhas músicas da motivação e que me dão o ânimo e a força para correr.
Há uns dias atrás, depois de ter terminado a corrida e ter feito os obrigatórios alongamentos, fui dar um alô ao pessoal do ginásio. Gosto de cumprimentar aqueles que são os meus "companheiros da dôr" (isto em bom rigor parte deles, porque aquela hora a generalidade das pessoas normais ainda está no recato do lar). E só depois costumo vir para casa.
Assim, cumprimentei os que já estavam a treinar e vim depois para casa. Fui tomar o pequeno-almoço, tomar o meu duche e lá fui eu trabalhar. No dia seguinte, ao preparar o equipamento para a corrida (preparo sempre de véspera o equipamento) não encontrei o ipod. Fui ver ao carro - para onde por regra "atiro" (literalmente) as coisas depois do treino - e nada. Procurei duas vezes. Perfiz mentalmente o percurso desde a saída do ginásio até ao carro e acreditei que se o ipod tivesse caído no chão eu teria dado conta. Ainda que fosse bem cedo de manhã. Nada. Nem sinal dele.
Nada mesmo. Falei com o pessoal do ginásio para estarem atentos. Pareceu-me óbvio que mais depressa me tornava eu budista do que alguém devolveria o ipod se o encontrasse. Mas ainda assim tentei a minha sorte. Nada. Dei por encerrado o tema ipod. Virei esta página e dei-o como perdido para sempre. Com pena. Não só porque tinha sido caro, mas também porque tinha muita e a minha música. Ainda que não tivesse sido roubado senti-me um pouco triste pelo facto de alguém poder ouvir a minha música. E ou gostar ou, caso não gostar, apagar tudo em 2 segundos e gravar músicas do seu gosto naquele que tinha sido o meu ipod, companheiro de tanto suor e exercício físico.
Comecei mesmo a pensar em dar uso ao iphone que comprei posteriormente ao ipod e que também tem essa funcionalidade - o de permitir ouvir música. Aliás, quando comecei a correr era precisamente o que fazia com outro iphone que tinha. E andava nisto até que aconteceu o que nunca esperei que acontecesse. O ipod apareceu.
É verdade. Apareceu. Estava na cesta da roupa suja e por um triz não teve o mesmo fim que teve um auricular há um par de meses. A fatídica máquina de lavar a roupa. Ganhei o dia. E tenho de ir a Fátima por estes dias. Faz parte.

domingo, agosto 17, 2014

Dieta e fraqueza

Em tempos referi aqui no blogue que uma das componentes essenciais para uma boa condição física é sem dúvida a dieta alimentar. O que se come (e bebe naturalmente) irá contribuir para serem alcançados mais (ou menos) rapidamente os resultados pretendidos. O objectivo a que nos propomos, se quiserem.
Desde há alguns meses a esta parte que tento(ei) eliminar da minha dieta alimentar os alimentos que sei serem prejudiciais. Falo dos açucares (incluindo bebidas gaseificadas) e os hidratos de carbono, ou seja, alimentos transformados.
Acontece que para que isto acontecesse seria necessário que habitasse numa gruta isolado do resto do mundo durante toda a minha vida. Não só porque Portugal é um País cuja gastronomia é mediterrânica (logo pouco permeável a dietas rigorosíssimas) bem como considero que seja complexo, em determinados contextos sociais, ser disciplinado ou remar contra a maré. Por exemplo, tenho para mim que seja complicado pedir uma taça com uma generosa e fresca salada de atum e ovo cozido num jantar de amigalhaços num rodízio de carne regado com uma refrescante cerveja acabada de tirar.
Ou seja, é tudo uma questão de disciplina. Onde quero chegar é que também eu tenho os meus (vários) momentos de fraqueza. Não obstante haver um consequente sentimento de culpa - afinal treino todos os dias como se não houvesse amanhã e só eu e Deus sabemos o que me custa algumas vezes sair do conforto do lar depois de um dia cansativo - cometo alguns pecadilhos quando me delicio com um gelado do meu tamanho ou bebo uma coca-cola (zero) gelada num dia de calor. Bem sei que com o meu exercício semanal me posso dar ao luxo de cometer este tipo de pecados pontuais. Mas era tão melhor se lhes conseguisse resistir!!! 

domingo, agosto 10, 2014

Os diminutivos

Os diminutivos são daquelas coisas que.....não me irritando de morte têm o dom de me deixar com os poucos pêlos que tenho no corpo eriçados. E pior. Tudo isto acontece ao longo de um dia. Desde o trabalho até ao ginásio.
Costuma dizer-se que em cada lar português há um João. Na minha família, sendo numerosa, há vários. Donde, há uns largos anos atrás, optou-se por atribuir um diminutivo ao nome "João"..e sendo eu o mais novo, na altura, fiquei eu como o "Joãozinho". Neste caso concreto, e na medida em que há um fundamento lógico subjacente, não me choca. É claro que com o passar dos anos me passou a fazer alguma confusão ser chamado de "Joãozinho" pelos tios/tias e primos/primas. Mas recordo-me sempre da razão pela qual tal acontece e fico mais tranquilo.
O mesmo pensamento não consigo ter no meu dia-a-dia. Talvez a minha capacidade de aceitar os diminutivos tenha decaído substancialmente. Não acho piada alguma ao fazer um "telefonemazito" para outro Departamento, preparar uma "apresentaçãozita" para dar na semana que vem ou, por exemplo, fazer um "ombrinho" e uma "perninha" no ginásio. Fico irritado. Faz lembrar aqueles miúdos que para chamar a atenção começam a falar de forma afectada e como se fossem mais pequenos (bebés)...só tenho vontade de cortar os pulsos e regar com álcool quando tal acontece!!

domingo, agosto 03, 2014

A marca da fruta e eu

Chamemos-lhe carinhosamente a marca da "maçã". Por razões de publicidade e porque ninguém me paga nada para falar da mesma, irei carinhosamente chamá-la de "marca da maçã" ou simplesmente "maçã". Podia ter sido escolhido um abacaxi, uma papaia, as tão saborosas "litchis" ou mesmo a clássica jabuticaba..mas saiu a maçã. E sendo as maçãs um fruto são simples e usuais nas cesta da fruta de qualquer boa casa. E das quais gosto tanto.
Há muitos anos que conheço a marca da maçã associada a computadores portáteis (e não portáteis). Cá em casa, desde que me conheço, houve sempre um. Só mais tarde passou a haver o tão célebre (e comum) "pc". E foi há sensivelmente 10 anos (ou talvez menos) que aconteceu o lançamento do primeiro telefone desta marca.
Como confesso consumidor de "gadgets" tive naturalmente de adquirir um exemplar. Creio que não terá sido um dos primeiros exemplares, mas seguramente que não demorou muito até ter um na minha posse. A aposta da marca era muito simples e sustentada numa fórmula simples: elevada funcionalidade, estética apelativa e ligação permanente ao mundo virtual (internet). E resultou. No imediato. É muito interessante analisar os números de venda dos telefones desta marca quando comparados os números de vendas de outras marcas de telefones - num mercado que durante décadas foi liderado por uma conhecida marca nórdica - e que na altura apostavam noutros segmentos de mercado igualmente importantes: televisores, amplificadores para música ou tecnologias "blue ray". Como havia a confortável e inquestionável liderança de mercado a tal marca nórdica "desacelerou" na aposta tecnológica. Deixou de perceber o que queriam realmente os consumidores. Entrou em "safe mode" e numa "bolha", isolada da realidade, que se veio a revelar um desastre sem precedentes aquando lançamento do primeiro telefone da marca da maçã. Facilmente se percebeu o quão atrás estava a concorrência. Para facilitar a compreensão...será o mais próximo da maçã ter oferecido um "smartphone" e a concorrência oferecer.... um xisto argiloso.
A conhecida marca nórdica ainda hoje (nota: falo com propriedade na medida em que tive vários exemplares da mesma), volvidos 10 anos, tenta minimizar e/ou conter o prejuízo que teve com a perda de liderança do tão apetecível e lucrativo segmento dos telefones. Durante anos ofereceu produtos para os mais variados gostos (e carteiras) mas...perdeu literalmente o comboio. E sim, quase que fechou as portas por via dos maus resultados verificados nessa altura. As demais marcas também acordaram nessa altura (tardiamente) para o poder inigualável da "maçã".
Só bem mais tarde foi tornada possível uma oferta parecida à da maçã e com um sistema operativo que tem um nome alienígena. E aqui sim começou a verdadeira guerra. Com um gigante que entretanto passou a ser líder de mercado. E foi então perceptível a gradual e meritória técnica de "benchmarking" da concorrência que acabou por dar frutos há 4 ou 5 anos e com a oferta de produtos similares ao da marca da maçã.
Utilizei propositamente o termo "similares". Porquê? Simples. Porque dentro daquilo que era a simplicidade e funcionalidade de utilização (intuitiva) as demais marcas complicaram. Melhor dizendo...os telefones até podiam ser melhores e com tecnologia mais evoluída quando comparados com um único telefone oferecido pela marca da maçã...mas perdiam na simplicidade. E na facilidade de utilização.
Falando da minha experiência pessoal. Para variar, resolvi ser do contra. Dei por mim a comparar especificações técnicas da concorrência com o único modelo comercializado pela marca da maçã. E pensei para comigo que era altura de mudar. E mudei. Durante cerca de 1 ano. Tirei fotografias com uma definição espectacular por via de uma melhor lente fotográfica. Mas foi só isso. O resto estava comprometido. E o facto de ter um processador mais rápido não tornava o telefone...simples de utilizar. Por exemplo, para agendar um compromisso na agenda era necessário realizar 4 ou 5 passos. O dobro dos passos necessários para realizar a mesma acção no simples (mas eficiente) telefone da maçã.
Vendi o telefone sem ter perfeito o ano. E voltei para a maçã. Estou fidelizado.

domingo, julho 27, 2014

Seria complicado no presente momento, e à semelhança de outros tantos assuntos passados, alhear-me da realidade (e de uma notícia que tanta tinta tem feito correr) e não comentar o caso "BES". Importa também, ressalvar desde já, que o meu conhecimento relativo à temática "bancos" é tão profunda quanto aquela que detenho sobre a reprodução da "garça-branca-pequena" com  ampla e expressiva distribuição no Brasil.

Ao que interessa..o "BES". Tenho acompanhado este assunto com particular interesse por via de ter uma boa amiga que trabalha por lá. Há umas semanas atrás liguei-lhe para saber como estavam as coisas com ela e...se os "media" estavam a empolar em demasia o assunto. Aliás, é a primeira percepção que tenho. Calma, já vou falar dos banqueiros....a seu tempo (esta dica é para aqueles que nesta altura já estão a ferver de raiva pelo facto de eu achar exagerada a notícia). Naquela altura a minha boa amiga disse-me que não havia motivos para preocupações. E que estava tudo controlado. Isto há 3 semanas atrás. Afinal não estava tanto assim. Foi o princípio do incêndio. Percebo agora.

Já aqui referi várias vezes que os meios de comunicação social têm um poder imenso na medida em que o agente que regula a sua actividade (Alta Autoridade para a Comunicação Social) age, na minha modesta opinião, por impulso, o que é a mesmíssima coisa que dizer que..tarde e a más horas. Já no prejuízo. Chama-se a isso liberdade de expressão e "orgulhosamente" (para alguns) conquistada na revolução dos cravos nas espingardas.

Bom, para já interessa-me perceber (mais uma vez e porque gosto de entender as coisas) como falha um sistema de controlo tão apertado (como julgo que o deve ser) de auditorias financeiras realizadas por multinacionais de renome aos bancos. Sinceramente, não entendo. Por outro lado, como falhou (mais uma vez) a supervisão dos bancos portugueses por parte do Banco de Portugal (BdP). Naturalmente que agora começa a tão célebre e clássica "dança das cadeiras". O "BdP"  acusa a empresa que realizou as auditorias financeiras de não ter detectado o problema atempadamente. A multinacional defende-de afirmando que audita o que lhe é dado não tendo desenvolvidos os dotes premonitórios da informação sonegada pelos bancos. Por último o "BES" aparentemente terá "falhado" algumas previsões (i.e. produtos financeiros) o que, naturalmente, no presentemente momento preocupa alguns clientes. E no "final do dia" já se fala em nacionalização do banco, o que não é mais do que nós, os contribuintes portugueses (mais uma vez) termos de pagar o buraco financeiro. Relembro que o BES, há coisa de um ano e pouco (ou dois anos) apresentava lucros quando a generalidade das instituições bancárias pediam linhas de crédito ao Estado para se auto-financiarem. Na altura foi notícia o facto deste banco ter publicamente afirmado a sua não necessidade.

Por trás de tudo isto está um nome de um banqueiro conhecido. Não o conheço pessoalmente e só o vi uma vez no aeroporto de Lisboa, mostrando ser uma pessoa sóbria e distinta. O que quero dizer é que, embora partilhe da consternação geral de mais uma vez ter de ser o contribuinte português a dívida de um banco, não consigo confirmar, com a informação disponível, se será resultado de uma má gestão. Afinal, se virmos bem, referi há pouco que foi dos poucos bancos que não solicitou dinheiro ao Estado. Pede agora. Há sucursais que já estão a fechar e empresas do grupo que já declararam insolvência assim não conseguem "honrar os compromissos assumidos" (leia-se pagamentos).

Esperemos para ver o final da novela. A procissão ainda vai no adro!

domingo, julho 20, 2014

Os trocos...

Tenho pensado ultimamente (mais uma vez) na questão dos trocos. E isto leva-me a partilhar dois ódios que tenho. Sim, dois ódios. Duas coisas que detesto visceralmente na vida: uma é ter de mexer em papelada por via do trabalho que dá arquivar tudo e pela elevadíssima probabilidade que há em perder folhas e outra é ter de mexer em dinheiro. Nas notas e nas moedas. Detesto. É horrível. Sabe Deus onde andaram aquelas moedas e notas....
Mas falando agora do dinheiro. Em tempos referi aqui a forma ou valor que as pessoas atribuem ao dinheiro. É uma situação corrente nos dias que correm. Bem sei que não é prático termos moedas de todas as quantias para facilitar os trocos nas transacções comerciais. Contudo, acredito que a tendência seja que as pessoas transportem cada vez menos "metal" (moedas) consigo e optem pelo pagamento facilitado com cartão. Ou seja, será uma sorte alguém ter moedas consigo para facilitar o troco. É o meu caso. Raríssimas são as vezes em que ando com moedas nos bolsos. E as notas também escasseiam. Mas constato que são muitíssimas vezes em que fico a dever 1 ou 2 cêntimos. E quem atende, facilita-me usualmente a vida e releva a mesma. Atenção que não sou contra. Mas penso neste facilitismo replicado 10 vezes naquele dia. Ou 50 vezes. Ou mesmo 100 vezes. Se calhar o prejuízo assume contornos "simpáticos".
Sou contra a utilização das moedas. Deviam ser abolidas. Os preços deviam ser sempre certos. Que sentido faz ter uma varinha mágica que custa 29,99€? Não faz sentido. É tudo para desculparmos as lojas pelo facto de não terem trocos se pagarmos os 30,00€!! Mais uma vez...se virmos à escala exponencial....há um lucro (marginal) bem interessante. Dá que pensar! Para ambos os lados. Quer enquanto Cliente, quer enquanto prestador de serviços!

domingo, julho 13, 2014

Passado mal resolvido...

Ao longo de alguns anos tenho conhecido pessoas que aparentemente serão normais, mas que depois, com algum tempo de convivência, percebo que têm o passado mal resolvido.
Passado mal resolvido sugere uma série de aspectos/domínios: afectivo, profissional, pessoal, etc.. No meu caso, e na medida em que conheço estas pessoas na esfera pessoal, cingir-me-ei aos domínios pessoal e afectivo.
No caso do plano afectivo, há muito tempo que defendo que se deve fazer (e bem) o "luto" da relação anterior por forma a que "quem vem a seguir" não tenha de sentir que tem de provar de novo a teoria da relatividade para conseguir ganhar a atenção da parte que foi magoada no passado. Bem sei que é normal que as pessoas fiquem magoadas e criem defesas mas também sei que é injusto que se tenha de aguentar uma série de testes e provações para que se capte o interesse do outro lado. Mas há pior. E usualmente as pessoas não entendem isto ou não percebem. Começar relações (ou pseudo-relações) na convicção "de se ir vendo o que dá"..é o mesmo que acreditar que beber uma cervejola depois de uma noite de copos nos faz ficar sóbrios. Acredita quem quiser. Eu não. Não acredito em nada dessas "mezinhas". Donde, dificilmente embarco em fantasias de jogos "tentativa-erro" para ir percebendo como corre a relação. Nunca o fiz e não seria agora que o iria fazer. E isto não é entendido/aceite pelas pessoas.
É no campo pessoal que vou entendendo/conhecendo o verdadeiro carácter das pessoas. Consigo perceber com o "avançar da fita do tempo" que há pessoas muito fracas de cabeça. Desde pessoas que cometem a infidelidade, passando por pessoas que não são verticais e me atacam neste espaço (e apenas demonstram que são cobardolas e preferem o anonimato) até às pessoas que num determinado momento percebemos que já nos fizeram muito mal. Pelas costas. E isto pode acontecer no plano profissional como usualmente (infelizmente) acontece.
Nota: Esta semana que passou eliminei (espero que definitivamente) mais uma pessoa da minha vida. Por razões que não interessa aqui estar a elencar porque seria dar tempo de antena que a pessoa em causa não merece. Trata-se de uma pessoa que gosta de brincar embora seja comprometida (e afirme que não é). Infelizmente não sou conivente com esse tipo de situação embora haja quem o seja. Também sei que me segue neste espaço. Espero sinceramente que seja feliz. E que cresça! Preferencialmente sem se lembrar de me incomodar..porque a minha paciência tem limites!

domingo, julho 06, 2014

Comissão da Banca

Quem como eu tem o (in) feliz hábito/disciplina de conferir as facturas do que paga, já percebeu, no caso dos extractos bancários, que há bancos que cobram um valor mensal denominado "comissão da banca". Outros bancos, de forma mais vulgar, denominam esta parcela de "despesas de manutenção". 
Há uns anos dei-me ao trabalho (tinha mais tempo livre) de questionar um gestor de uma conta minha o que era isso da parcela das "despesas de manutenção". E mais. O porquê do banco fazer esse débito e ainda a razão pela qual, naquele banco em concreto, não sempre ser constante. Pior...ir aumentando. Não conseguiu explicar de forma que me satisfizesse. E não fosse o meu alerta/reclamação (e consequente reposição do montante) seria uma quantia que me era retirada por mês com a maior das tranquilidades.
Muita atenção aos extractos bancários (digitais ou em papel). 
Até concebo que haja este débito. Mas que seja devidamente explicado na abertura da conta num determinado banco por forma a que o cliente entenda bem o seu significado.
Já cheguei à conclusão que os assaltos não acontecem só na rua...

domingo, junho 29, 2014

Transladações para o Panteão

Não obstante ser um tema sensível, acredito que a abordagem das transladações mereça uma introspecção séria e madura ao invés da falta de critério que presentemente se tem percebido aquando da decisão da transladação de alguém de um cemitério para o Panteão Nacional.
Pessoalmente, entendo que devem estar sepultados no Panteão Nacional todas aquelas individualidades que de alguma forma se destacaram socialmente em algum domínio e que fizeram com que as fronteiras de Portugal fossem alargadas ao restante globo. Ainda assim, deverá ser bem avaliada a forma como foram essas fronteiras alargadas e de que forma foi ou é efectivada a proeminência de Portugal em consequência desse mesmo alargamento.

domingo, junho 22, 2014

Semana de Férias

Está quase a terminar a minha primeira semana de férias de 2014. É verdade. Estamos a meio do ano e foi a primeira vez que demorei tanto tempo a gozar uns (merecidos) dias de descanso.
Entendi também nesta altura realizar uma bateria de exames médicos que me possibilitassem perceber o estado da "máquina". Sim, é verdade. Uma série de exames que me permitissem perceber se o exercício físico que tenho realizado é adequado para um homem da minha idade. Por partes.
Começo por dizer que me devia ter preparado melhor para o "choque" que é a marcação de exames médicos no Sistema Nacional de Saúde (SNS). Este processo (e no caso do meu centro de saúde) envolve o ter ido de manhã, antes das 0800H, agendar uma consulta (que teria lugar na parte da tarde do mesmo dia) e para que a minha médica de família me facultasse as requisições para os exames médicos. Já não falando no facto de no dia anterior ter ido ao centro de saúde, às 0900H e  me ter sido dito que teria de  lá voltar no dia seguinte para a tal marcação da consulta. O que naturalmente acabou por acontecer. Um dia de férias bem passado.
O dia para o qual consegui vaga para a realização dos exames (agora no privado) também teve aspectos engraçados. Tive de estar às 0800H no centro da cidade para entrega da 1ª urina da manhã e para tirar sangue. Da parte da tarde tive de lá regressar para realizar os 3 exames restantes. Mais um dia de férias em pleno. 
No última dia (útil) da semana agendei a limpeza da boca. Tinha mesmo de ser. Há quase um ano que não o fazia e por razões óbvias importante que o faça regularmente. Não só por questões de higiene bucal bem como para minha tranquilidade mental. A higienista acabou por atrasar-se e demorei mais 1,5 horas do que tinha previsto.
A saga terminou com a dádiva de sangue ontem. É verdade. Mais uma vez fui dar sangue. Entendo ser um gesto meu que poderá salvar uma vida. E no meio de uma boa disposição com as enfermeiras..lá doei o sangue! E assim voaram mais umas horas do meu descanso!
Resumindo e baralhando....tirei uma semana para cuidar de mim. Conseguir treinar nos habituais dias. Olhando para trás...não podia ter feito as coisas de outra forma!

domingo, junho 15, 2014

O(s) pedido(s) de desculpa (que não houve)...

Portugal acabou por ficar pelo caminho no Mundial de futebol do Brasil. Da mesma forma que ficou a Espanha, a Inglaterra e outras selecções nacionais de futebol que ninguém esperava que fossem eliminadas promovendo outras selecções que ninguém dava nada pelas mesmas.
Depois de tanta mediatização à nossa escala de pequeno País, seria natural e expectável ter sido feito um pedido de desculpa público por parte do seleccionador/treinador da selecção portuguesa e do capitão da mesma selecção. Afinal, este último até foi considerado o melhor jogador do mundo. Donde, não se espera menos do que a excelência em campo e a humildade para assumir uma prestação menos boa e retratar-se perante o seu País. 
Assumir publicamente os erros/pedir desculpa não torna ninguém menos capaz. Demonstra integridade. Verticalidade. E afasta os "pseudo-vedetismos" que muitas vezes se percebem.

domingo, junho 08, 2014

A máquina maldita

A cena passou-se há bocado, num "Elefante Azul" ali em Loures. Depois de ter metido 2 euros em moedas a máquina deixou de funcionar. E o carro cheio de sabão. Procurei o rapaz que costuma andar por lá e nem sinal dele. Fui então à bomba de gasolina e abordei o homem da bomba que preparava para abastecer um carro de um cliente:
- Boa tarde. Pode por favor indicar-me onde está o rapaz das lavagens? A máquina que estou a utilizar ficou com 2 euros em moedas.
- Ah, pois. Acontece. Não pagam ao rapaz e ele não está cá sempre, responde o gasolineiro com um sorriso condescendente.
- Parece-me legítimo. Mas então temos um problema..a máquina ficou-me com 2 euros. E agora? insisti eu.
- Ah...é ter paciência, retorquiu o simpático homem.
- Concerteza. Paciência....boa tarde então, disse eu afastando-me.
Voltei para o carro ensaboado. Entretanto reparei que todas as outras máquinas de lavagem estavam com fila...Preparava para entrar no carro e ir para uma fila, quando voltei atrás e dei duas murraças bem metidas na máquina. Sairam de imediato os 2 euros. Acabei de lavar o carro com toda a calma. Aliás, parece-me que os intervalos de utilização ficaram mais dilatados. E a máquina amolgada. Mas a funcionar. É ter paciência!! Bom resto de Domingo.

domingo, junho 01, 2014

Os(as) cobardolas...

Se há traço de personalidade que me deixa fora de mim é a cobardia. Nunca fui, não sou e nunca o serei. Mas percebo que há muita gente que o é e vive com aparente tranquilidade com essa questão. Passo a explicar.
Aqueles que, como eu, têm um espaço público de partilha de opinião pessoal (como é o caso de um blogue), sujeitam-se a ler críticas boas e críticas menos boas. Afinal trata-se de um espaço público. As coisas são mesmo assim.
Mas gostava de aqui deixar uma clarificação para aqueles(as) que optam pelas críticas anónimas. E que recebo com regularidade e como forma de me (teoricamente) me "atingir". Ganhem juízo.
Compreendo que haja pessoas que sejam fracas de cabeça. Parece-me aceitável estas pessoas optem por recorrer a um meio "fácil" e "básico" para me fazer chegar mensagens. Não deixa de ser o reflexo de mentes curtas e mesquinhas. Vale o que vale...e garantidamente que não pensam que as mesmas sejam completamente anónimas. Há formas muito simples de perceber quem são essas pessoas. E ao alcance de qualquer um (falo do tracking).
Da minha parte, e como até aqui, pautar-me-ei pela frontalidade e transparência. E continuarei a partilhar com quem me segue todos os comentários. Quer sejam abonatórios quer sejam pejorativos. Gosto que me critiquem (bem ou mal). Como dizia alguém há uns tempos atrás..não me importa que falem bem ou mal de mim. Desde que falem.

domingo, maio 25, 2014

Crime Passional

Há vários tipos de crime. De cabeça ocorrem-me alguns que são usualmente tornados públicos: homicídio, tráfico de seres humanos, extorsão, lenocínio, tráfico de droga, tráfico de influências, tráfico de espécies animais em vias de extinção, evasão fiscal, abuso de autoridade, etc.. Podia perfeitamente dedicar um texto aqui no blogue elencando todos os crimes que conheço. E são muitos mesmo.
Mas há um tipo de crime que me suscita uma particular curiosidade. Falo do crime passional. Não me refiro naturalmente ao infeliz e trágico final que constitui o denominador comum/final de todos estes casos. Falo objectivamente da assustadora volatilidade das pessoas. Um dia está tudo bem e no outro dia está tudo mal. E que nos faz reflectir sobre o que levará alguém a cometer uma loucura qualquer e que culmina num acto de tirar a vida a alguém. Ninguém tem esse direito. O que pensará o homicida quando dá um tiro? Ou as facadas?
O crime passional, na sua essência, é sustentado no facto de uma das partes (sim, também as mulheres podem matar) não aceitar que a relação afectiva/conjugal termine. Acredito que a situação não seja pontual. Ou seja, deverão já ter havido variados sinais, na fita do tempo, de que as coisas não estavam bem. Mas quando uma das partes não quer "ver" esses sinais (em negação, portanto) tudo passa ao lado. Também acontece com regularidade a desvalorização de uma agressão física ou verbais. Por outro lado, quando tudo é dito de forma directa, sem floreados e com todas as letras...a tal parte que está em negação, não raro usa a clássica expressão: "Não vais ser meu/minha não vais ser de ninguém". E aqui sim, meus amigos e amigas, é o princípio do fim. Pessoalmente, acho que culminará em crime passional assim a pessoa seja desequilibrada a esse ponto. Por outras palavras, que tenha de alguma forma uma tendência para a bipolaridade ou para um outro qualquer quadro clínico de foro psiquiátrico.
Para terminar, creio que toda e qualquer situação anormal e vivenciada com regularidade deverá ser comunicada às autoridades competentes. Logo que aconteça a primeira vez. Só assim poderá ser tomada uma acção eficaz, atempada proporcional. E que em alguns casos poderá, com toda a certeza, evitar um final trágico. E nunca, mas nunca, desculpabilizar o/a agressor/a. Chama-se a isso conivência. Ou...dormir com o inimigo!

domingo, maio 18, 2014

O carro novo

Não é novidade para ninguém a minha paixão pelos automóveis. Conta-se que decorei (e aprendi a dizer) primeiramente as marcas dos automóveis do que me era possível manter uma conversação.
Também se sabe que o processo de troca de carro é para mim, um momento de inigualável alegria. Desde que enceto as negociações com algum (incauto) vendedor, passando pelos telefonemas (diários) para aferir ponto de situação do negócio até ao momento em que finalmente levanto o carro. São semanas intensas e que me esgotam. Podia dar-me para pior.
Pela primeira vez este negócio foi realizado com alguma tristeza da minha parte. O negócio envolvia a entrega de dois carros e o levantamento de outro. Globalmente, bem pesados os pratos da balança, foi um bom negócio para mim - ainda que tenha perdido algum dinheiro, como se perde sempre em negócios de automóveis - mas fiquei melhor servido e consigo uma poupança/mês expressiva, para além de outros detalhes importantes. E a tristeza? Bom, essa surge quando associo os bons momentos que vivi com cada um dos carros que entreguei. E essas lembranças serão indeléveis para sempre. E que seguiram com ambos os carros para os seus futuros proprietários.
Para terminar, queria partilhar um detalhe importante e que fez parte da negociata. Inicialmente não foi este o carro que tinha apalavrado. Era outro. Mas esse outro carro foi vendido por estar integrado numa plataforma acessível a outros comerciantes e tendo aparecido outro comprador que avançou logo o dinheiro (sendo que eu não tinha sinalizado) o carro foi despachado. Assim, o vendedor sentiu-se na obrigação (e com razão) de descobrir outro carro com as características exactamente iguais ao que inicialmente tinha sido combinado. E conseguiu. E sabem que mais? Prefiro este!!

domingo, maio 11, 2014

Reencontros

Nos últimos dias tenho reencontrado algumas pessoas que já não via há muito tempo. Em diversos locais. E acho curiosa a falta de tema de conversa quando tal acontece.
Quando penso nisso dou comigo a pensar que supostamente devia ser normal duas pessoas passarem horas na conversa. A rever detalhadamente o tempo em que perderam o contacto. Mas nem sempre assim acontece.
No meu caso nunca sei muito bem o que dizer, confesso. É certo que poderá estar em causa, naquele preciso momento, uma década de experiências vividas a dois (boas e más), mas que certamente conduziriam a uma agradável conversa de 6 horas sem interrupções pelo meio, mas não é isso que acontece. Aparte das perguntas triviais do como tem passado, das novidades que houve nos 20 anos que não nos vimos ou de como corre o trabalho - sendo que aqui se corre um perigo real de podermos obter como resposta que está desempregado(a) - há pouco mais a dizer quando se encontra alguém da faculdade num corredor do Pingo Doce!

Fumar no século XXI

Começo o texto de hoje por partilhar que fui fumador durante 16 anos. E que deixei de fumar em 2009.  Ou seja, fará este ano que agora co...