domingo, setembro 07, 2014

A lista de convidados...

É conhecida a minha aversão em sair à noite. E com tendência para piorar. Aliás, não a escondo. Actualmente, a minha concepção (careta, para algumas pessoas) de sair à noite é precisamente um jantar com amigos seguido de uma amena cavaqueira. Preferencialmente num local calmo e sem fumo e sem os incómodos encontrões. Não sendo radical (leia-se anti tabagista) não suporto actualmente o cheiro do fumo do tabaco.
Em alguns finais de semana, ao Sábado de manhã, acordo cheio de energia. Naqueles em que está sol logo de manhã parece que me torno noutra pessoa. E fico logo com outra disposição deixando de parte o mau feitio. Num destes finais de semana estava sol, fiquei bem disposto e como tal mobilizei as tropas (amigos e amigas) para um jantar nessa mesma noite.
Tenho sorte de ter este grupo de pessoas com quem janto fora ocasionalmente. Às vezes, como é de resto normal, as pessoas já têm os seus programas e a tentativa de agendar algo sai gorada porque não há conciliação de agendas. Mas neste final de semana, à semelhança da quase maioria, houve.
Na medida em que o grande amigo meu está à frente de um restaurante foi precisamente nesse restaurante que marquei mesa.E foi também durante esse jantar, nesse restaurante, que me disseram que nessa noite o meu nome era outro: Luís. É verdade, Luís. E que esse nome - da pessoa que eu encarnava - estava numa lista de convidados (guest list) de uma badalada discoteca da noite lisboeta.
Quem me conhece já imagina que fiquei duplamente entristecido. Em primeiro lugar porque não me vejo com outro nome que não o meu nome verdadeiro. Chamar-me "Luís" (com todo o respeito por quem tem este nome) ou chamar-me "granito fanerítico" está no mesmo patamar. Não respondo. Não me identifico. Não há "match". Não tem nada a ver comigo. Em segundo e relevante lugar, a questão do meu nome na "lista de convidados". Há mais de 20 anos que saio à noite. E nunca precisei de ter o meu nome onde quer que fosse para entrar numa discoteca. Numa recepção, num congresso, fará todo o sentido. Agora numa discoteca?! Tentem acompanhar a minha lógica de raciocínio: que legitimidade tem um gorila - que com quase 100% de certeza nem sabe escrever correctamente o seu próprio nome - de me barrar a entrada pelo facto do meu nome não estar na listinha dele? Não faz sentido. É certo que entendo que tem de haver um critério qualquer de selecção da clientela. Mas nessa mesma noite vi o estilo de "jogador-da-bola-com-a-pochette-debaixo-do-sovaco" que tem o dom de me tirar do sério e perceber claramente a fauna que frequenta a noite. E ter percebido uma personagem que antevendo que ía ficar à porta pelo facto de orgulhosamente ostentar um boné com a pála ao contrário deu "chá de sumiço" ao mesmo...(acredito que tenha ido guardar o mesmo no carro). E claro que não acredito que esta última personagem tivesse o nome na tal lista. Pagou, como qualquer outra pessoa e entrou. Estamos a falar de um montante de 15€ ou seja, quem não tem o nome paga esse valor. Quem tem paga o que consome. Se quero repetir a façanha? Não, obrigado. Prefiro passar por incógnito!

domingo, agosto 31, 2014

As séries televisivas...

Desde há muitos anos a esta parte que o fenómeno das séries televisivas me passou sempre muito ao lado. Muitíssimo, para ser verdadeiro. Porquê? Porque tenho um "quid pro quo" significativo e latente com o mundo informático em geral. Não nos damos bem. Aliás, nunca nos demos. E como tal, o que toda a minha gente faz desde há muito tempo....eu nunca fiz. Nunca vi séries na internet. Nunca soube ou aprendi como fazê-lo. Até há uns dois meses atrás.
A minha vida mudou nessa altura. Encontrei forma de ver as séries televisivas (umas mais recentes e outras menos recentes) quando nunca o tinha feito. E filmes. Alguns ainda em cartaz (exibição). E foi-me tornado possível a percepção de uma realidade completamente diferente daquela por mim conhecida.
Escolho as séries (vejo mais séries que filmes) pelo que leio na sinopse das mesmas. Quase sempre é assim. Constato também que tenho pontaria para escolher séries que já passaram há alguns anos na televisão (e cuja emissão até já foi interrompida por via de terem terminado) ou pior, séries que ainda estão em exibição. O que como se imagina, me deixa maluco. Porquê? Porque me envolvo na série. Porque quase todas elas têm aquele irritante final de "suspense" que nos faz querer mais e mais e razão pela qual vamos dormir às 0230H da matina. E não existe mais episódios disponíveis!
Tenho uma teoria para tudo isto, como não podia deixar de ser. Como nunca tinha experimentado esta sensação de liberdade (leia-se de poder ver o que me apetecer quando me apetecer e me der a vontade) estou completamente viciado. E passo horas (mais ainda) no pc. Absorto nos enredos. Com as naturais e óbvias consequências - queixas de não sociabilização!

domingo, agosto 24, 2014

o Ipod desaparecido....

Comecei recentemente a correr de manhã, de madrugada, em bom rigor. De manhã cedo, ainda cheio de sono, lá vou eu fazer a minha corrida ou "puxar um bocado de ferro". Eu e o meu "ipod" com as minhas músicas da motivação e que me dão o ânimo e a força para correr.
Há uns dias atrás, depois de ter terminado a corrida e ter feito os obrigatórios alongamentos, fui dar um alô ao pessoal do ginásio. Gosto de cumprimentar aqueles que são os meus "companheiros da dôr" (isto em bom rigor parte deles, porque aquela hora a generalidade das pessoas normais ainda está no recato do lar). E só depois costumo vir para casa.
Assim, cumprimentei os que já estavam a treinar e vim depois para casa. Fui tomar o pequeno-almoço, tomar o meu duche e lá fui eu trabalhar. No dia seguinte, ao preparar o equipamento para a corrida (preparo sempre de véspera o equipamento) não encontrei o ipod. Fui ver ao carro - para onde por regra "atiro" (literalmente) as coisas depois do treino - e nada. Procurei duas vezes. Perfiz mentalmente o percurso desde a saída do ginásio até ao carro e acreditei que se o ipod tivesse caído no chão eu teria dado conta. Ainda que fosse bem cedo de manhã. Nada. Nem sinal dele.
Nada mesmo. Falei com o pessoal do ginásio para estarem atentos. Pareceu-me óbvio que mais depressa me tornava eu budista do que alguém devolveria o ipod se o encontrasse. Mas ainda assim tentei a minha sorte. Nada. Dei por encerrado o tema ipod. Virei esta página e dei-o como perdido para sempre. Com pena. Não só porque tinha sido caro, mas também porque tinha muita e a minha música. Ainda que não tivesse sido roubado senti-me um pouco triste pelo facto de alguém poder ouvir a minha música. E ou gostar ou, caso não gostar, apagar tudo em 2 segundos e gravar músicas do seu gosto naquele que tinha sido o meu ipod, companheiro de tanto suor e exercício físico.
Comecei mesmo a pensar em dar uso ao iphone que comprei posteriormente ao ipod e que também tem essa funcionalidade - o de permitir ouvir música. Aliás, quando comecei a correr era precisamente o que fazia com outro iphone que tinha. E andava nisto até que aconteceu o que nunca esperei que acontecesse. O ipod apareceu.
É verdade. Apareceu. Estava na cesta da roupa suja e por um triz não teve o mesmo fim que teve um auricular há um par de meses. A fatídica máquina de lavar a roupa. Ganhei o dia. E tenho de ir a Fátima por estes dias. Faz parte.

domingo, agosto 17, 2014

Dieta e fraqueza

Em tempos referi aqui no blogue que uma das componentes essenciais para uma boa condição física é sem dúvida a dieta alimentar. O que se come (e bebe naturalmente) irá contribuir para serem alcançados mais (ou menos) rapidamente os resultados pretendidos. O objectivo a que nos propomos, se quiserem.
Desde há alguns meses a esta parte que tento(ei) eliminar da minha dieta alimentar os alimentos que sei serem prejudiciais. Falo dos açucares (incluindo bebidas gaseificadas) e os hidratos de carbono, ou seja, alimentos transformados.
Acontece que para que isto acontecesse seria necessário que habitasse numa gruta isolado do resto do mundo durante toda a minha vida. Não só porque Portugal é um País cuja gastronomia é mediterrânica (logo pouco permeável a dietas rigorosíssimas) bem como considero que seja complexo, em determinados contextos sociais, ser disciplinado ou remar contra a maré. Por exemplo, tenho para mim que seja complicado pedir uma taça com uma generosa e fresca salada de atum e ovo cozido num jantar de amigalhaços num rodízio de carne regado com uma refrescante cerveja acabada de tirar.
Ou seja, é tudo uma questão de disciplina. Onde quero chegar é que também eu tenho os meus (vários) momentos de fraqueza. Não obstante haver um consequente sentimento de culpa - afinal treino todos os dias como se não houvesse amanhã e só eu e Deus sabemos o que me custa algumas vezes sair do conforto do lar depois de um dia cansativo - cometo alguns pecadilhos quando me delicio com um gelado do meu tamanho ou bebo uma coca-cola (zero) gelada num dia de calor. Bem sei que com o meu exercício semanal me posso dar ao luxo de cometer este tipo de pecados pontuais. Mas era tão melhor se lhes conseguisse resistir!!! 

domingo, agosto 10, 2014

Os diminutivos

Os diminutivos são daquelas coisas que.....não me irritando de morte têm o dom de me deixar com os poucos pêlos que tenho no corpo eriçados. E pior. Tudo isto acontece ao longo de um dia. Desde o trabalho até ao ginásio.
Costuma dizer-se que em cada lar português há um João. Na minha família, sendo numerosa, há vários. Donde, há uns largos anos atrás, optou-se por atribuir um diminutivo ao nome "João"..e sendo eu o mais novo, na altura, fiquei eu como o "Joãozinho". Neste caso concreto, e na medida em que há um fundamento lógico subjacente, não me choca. É claro que com o passar dos anos me passou a fazer alguma confusão ser chamado de "Joãozinho" pelos tios/tias e primos/primas. Mas recordo-me sempre da razão pela qual tal acontece e fico mais tranquilo.
O mesmo pensamento não consigo ter no meu dia-a-dia. Talvez a minha capacidade de aceitar os diminutivos tenha decaído substancialmente. Não acho piada alguma ao fazer um "telefonemazito" para outro Departamento, preparar uma "apresentaçãozita" para dar na semana que vem ou, por exemplo, fazer um "ombrinho" e uma "perninha" no ginásio. Fico irritado. Faz lembrar aqueles miúdos que para chamar a atenção começam a falar de forma afectada e como se fossem mais pequenos (bebés)...só tenho vontade de cortar os pulsos e regar com álcool quando tal acontece!!

domingo, agosto 03, 2014

A marca da fruta e eu

Chamemos-lhe carinhosamente a marca da "maçã". Por razões de publicidade e porque ninguém me paga nada para falar da mesma, irei carinhosamente chamá-la de "marca da maçã" ou simplesmente "maçã". Podia ter sido escolhido um abacaxi, uma papaia, as tão saborosas "litchis" ou mesmo a clássica jabuticaba..mas saiu a maçã. E sendo as maçãs um fruto são simples e usuais nas cesta da fruta de qualquer boa casa. E das quais gosto tanto.
Há muitos anos que conheço a marca da maçã associada a computadores portáteis (e não portáteis). Cá em casa, desde que me conheço, houve sempre um. Só mais tarde passou a haver o tão célebre (e comum) "pc". E foi há sensivelmente 10 anos (ou talvez menos) que aconteceu o lançamento do primeiro telefone desta marca.
Como confesso consumidor de "gadgets" tive naturalmente de adquirir um exemplar. Creio que não terá sido um dos primeiros exemplares, mas seguramente que não demorou muito até ter um na minha posse. A aposta da marca era muito simples e sustentada numa fórmula simples: elevada funcionalidade, estética apelativa e ligação permanente ao mundo virtual (internet). E resultou. No imediato. É muito interessante analisar os números de venda dos telefones desta marca quando comparados os números de vendas de outras marcas de telefones - num mercado que durante décadas foi liderado por uma conhecida marca nórdica - e que na altura apostavam noutros segmentos de mercado igualmente importantes: televisores, amplificadores para música ou tecnologias "blue ray". Como havia a confortável e inquestionável liderança de mercado a tal marca nórdica "desacelerou" na aposta tecnológica. Deixou de perceber o que queriam realmente os consumidores. Entrou em "safe mode" e numa "bolha", isolada da realidade, que se veio a revelar um desastre sem precedentes aquando lançamento do primeiro telefone da marca da maçã. Facilmente se percebeu o quão atrás estava a concorrência. Para facilitar a compreensão...será o mais próximo da maçã ter oferecido um "smartphone" e a concorrência oferecer.... um xisto argiloso.
A conhecida marca nórdica ainda hoje (nota: falo com propriedade na medida em que tive vários exemplares da mesma), volvidos 10 anos, tenta minimizar e/ou conter o prejuízo que teve com a perda de liderança do tão apetecível e lucrativo segmento dos telefones. Durante anos ofereceu produtos para os mais variados gostos (e carteiras) mas...perdeu literalmente o comboio. E sim, quase que fechou as portas por via dos maus resultados verificados nessa altura. As demais marcas também acordaram nessa altura (tardiamente) para o poder inigualável da "maçã".
Só bem mais tarde foi tornada possível uma oferta parecida à da maçã e com um sistema operativo que tem um nome alienígena. E aqui sim começou a verdadeira guerra. Com um gigante que entretanto passou a ser líder de mercado. E foi então perceptível a gradual e meritória técnica de "benchmarking" da concorrência que acabou por dar frutos há 4 ou 5 anos e com a oferta de produtos similares ao da marca da maçã.
Utilizei propositamente o termo "similares". Porquê? Simples. Porque dentro daquilo que era a simplicidade e funcionalidade de utilização (intuitiva) as demais marcas complicaram. Melhor dizendo...os telefones até podiam ser melhores e com tecnologia mais evoluída quando comparados com um único telefone oferecido pela marca da maçã...mas perdiam na simplicidade. E na facilidade de utilização.
Falando da minha experiência pessoal. Para variar, resolvi ser do contra. Dei por mim a comparar especificações técnicas da concorrência com o único modelo comercializado pela marca da maçã. E pensei para comigo que era altura de mudar. E mudei. Durante cerca de 1 ano. Tirei fotografias com uma definição espectacular por via de uma melhor lente fotográfica. Mas foi só isso. O resto estava comprometido. E o facto de ter um processador mais rápido não tornava o telefone...simples de utilizar. Por exemplo, para agendar um compromisso na agenda era necessário realizar 4 ou 5 passos. O dobro dos passos necessários para realizar a mesma acção no simples (mas eficiente) telefone da maçã.
Vendi o telefone sem ter perfeito o ano. E voltei para a maçã. Estou fidelizado.

domingo, julho 27, 2014

Seria complicado no presente momento, e à semelhança de outros tantos assuntos passados, alhear-me da realidade (e de uma notícia que tanta tinta tem feito correr) e não comentar o caso "BES". Importa também, ressalvar desde já, que o meu conhecimento relativo à temática "bancos" é tão profunda quanto aquela que detenho sobre a reprodução da "garça-branca-pequena" com  ampla e expressiva distribuição no Brasil.

Ao que interessa..o "BES". Tenho acompanhado este assunto com particular interesse por via de ter uma boa amiga que trabalha por lá. Há umas semanas atrás liguei-lhe para saber como estavam as coisas com ela e...se os "media" estavam a empolar em demasia o assunto. Aliás, é a primeira percepção que tenho. Calma, já vou falar dos banqueiros....a seu tempo (esta dica é para aqueles que nesta altura já estão a ferver de raiva pelo facto de eu achar exagerada a notícia). Naquela altura a minha boa amiga disse-me que não havia motivos para preocupações. E que estava tudo controlado. Isto há 3 semanas atrás. Afinal não estava tanto assim. Foi o princípio do incêndio. Percebo agora.

Já aqui referi várias vezes que os meios de comunicação social têm um poder imenso na medida em que o agente que regula a sua actividade (Alta Autoridade para a Comunicação Social) age, na minha modesta opinião, por impulso, o que é a mesmíssima coisa que dizer que..tarde e a más horas. Já no prejuízo. Chama-se a isso liberdade de expressão e "orgulhosamente" (para alguns) conquistada na revolução dos cravos nas espingardas.

Bom, para já interessa-me perceber (mais uma vez e porque gosto de entender as coisas) como falha um sistema de controlo tão apertado (como julgo que o deve ser) de auditorias financeiras realizadas por multinacionais de renome aos bancos. Sinceramente, não entendo. Por outro lado, como falhou (mais uma vez) a supervisão dos bancos portugueses por parte do Banco de Portugal (BdP). Naturalmente que agora começa a tão célebre e clássica "dança das cadeiras". O "BdP"  acusa a empresa que realizou as auditorias financeiras de não ter detectado o problema atempadamente. A multinacional defende-de afirmando que audita o que lhe é dado não tendo desenvolvidos os dotes premonitórios da informação sonegada pelos bancos. Por último o "BES" aparentemente terá "falhado" algumas previsões (i.e. produtos financeiros) o que, naturalmente, no presentemente momento preocupa alguns clientes. E no "final do dia" já se fala em nacionalização do banco, o que não é mais do que nós, os contribuintes portugueses (mais uma vez) termos de pagar o buraco financeiro. Relembro que o BES, há coisa de um ano e pouco (ou dois anos) apresentava lucros quando a generalidade das instituições bancárias pediam linhas de crédito ao Estado para se auto-financiarem. Na altura foi notícia o facto deste banco ter publicamente afirmado a sua não necessidade.

Por trás de tudo isto está um nome de um banqueiro conhecido. Não o conheço pessoalmente e só o vi uma vez no aeroporto de Lisboa, mostrando ser uma pessoa sóbria e distinta. O que quero dizer é que, embora partilhe da consternação geral de mais uma vez ter de ser o contribuinte português a dívida de um banco, não consigo confirmar, com a informação disponível, se será resultado de uma má gestão. Afinal, se virmos bem, referi há pouco que foi dos poucos bancos que não solicitou dinheiro ao Estado. Pede agora. Há sucursais que já estão a fechar e empresas do grupo que já declararam insolvência assim não conseguem "honrar os compromissos assumidos" (leia-se pagamentos).

Esperemos para ver o final da novela. A procissão ainda vai no adro!

domingo, julho 20, 2014

Os trocos...

Tenho pensado ultimamente (mais uma vez) na questão dos trocos. E isto leva-me a partilhar dois ódios que tenho. Sim, dois ódios. Duas coisas que detesto visceralmente na vida: uma é ter de mexer em papelada por via do trabalho que dá arquivar tudo e pela elevadíssima probabilidade que há em perder folhas e outra é ter de mexer em dinheiro. Nas notas e nas moedas. Detesto. É horrível. Sabe Deus onde andaram aquelas moedas e notas....
Mas falando agora do dinheiro. Em tempos referi aqui a forma ou valor que as pessoas atribuem ao dinheiro. É uma situação corrente nos dias que correm. Bem sei que não é prático termos moedas de todas as quantias para facilitar os trocos nas transacções comerciais. Contudo, acredito que a tendência seja que as pessoas transportem cada vez menos "metal" (moedas) consigo e optem pelo pagamento facilitado com cartão. Ou seja, será uma sorte alguém ter moedas consigo para facilitar o troco. É o meu caso. Raríssimas são as vezes em que ando com moedas nos bolsos. E as notas também escasseiam. Mas constato que são muitíssimas vezes em que fico a dever 1 ou 2 cêntimos. E quem atende, facilita-me usualmente a vida e releva a mesma. Atenção que não sou contra. Mas penso neste facilitismo replicado 10 vezes naquele dia. Ou 50 vezes. Ou mesmo 100 vezes. Se calhar o prejuízo assume contornos "simpáticos".
Sou contra a utilização das moedas. Deviam ser abolidas. Os preços deviam ser sempre certos. Que sentido faz ter uma varinha mágica que custa 29,99€? Não faz sentido. É tudo para desculparmos as lojas pelo facto de não terem trocos se pagarmos os 30,00€!! Mais uma vez...se virmos à escala exponencial....há um lucro (marginal) bem interessante. Dá que pensar! Para ambos os lados. Quer enquanto Cliente, quer enquanto prestador de serviços!

domingo, julho 13, 2014

Passado mal resolvido...

Ao longo de alguns anos tenho conhecido pessoas que aparentemente serão normais, mas que depois, com algum tempo de convivência, percebo que têm o passado mal resolvido.
Passado mal resolvido sugere uma série de aspectos/domínios: afectivo, profissional, pessoal, etc.. No meu caso, e na medida em que conheço estas pessoas na esfera pessoal, cingir-me-ei aos domínios pessoal e afectivo.
No caso do plano afectivo, há muito tempo que defendo que se deve fazer (e bem) o "luto" da relação anterior por forma a que "quem vem a seguir" não tenha de sentir que tem de provar de novo a teoria da relatividade para conseguir ganhar a atenção da parte que foi magoada no passado. Bem sei que é normal que as pessoas fiquem magoadas e criem defesas mas também sei que é injusto que se tenha de aguentar uma série de testes e provações para que se capte o interesse do outro lado. Mas há pior. E usualmente as pessoas não entendem isto ou não percebem. Começar relações (ou pseudo-relações) na convicção "de se ir vendo o que dá"..é o mesmo que acreditar que beber uma cervejola depois de uma noite de copos nos faz ficar sóbrios. Acredita quem quiser. Eu não. Não acredito em nada dessas "mezinhas". Donde, dificilmente embarco em fantasias de jogos "tentativa-erro" para ir percebendo como corre a relação. Nunca o fiz e não seria agora que o iria fazer. E isto não é entendido/aceite pelas pessoas.
É no campo pessoal que vou entendendo/conhecendo o verdadeiro carácter das pessoas. Consigo perceber com o "avançar da fita do tempo" que há pessoas muito fracas de cabeça. Desde pessoas que cometem a infidelidade, passando por pessoas que não são verticais e me atacam neste espaço (e apenas demonstram que são cobardolas e preferem o anonimato) até às pessoas que num determinado momento percebemos que já nos fizeram muito mal. Pelas costas. E isto pode acontecer no plano profissional como usualmente (infelizmente) acontece.
Nota: Esta semana que passou eliminei (espero que definitivamente) mais uma pessoa da minha vida. Por razões que não interessa aqui estar a elencar porque seria dar tempo de antena que a pessoa em causa não merece. Trata-se de uma pessoa que gosta de brincar embora seja comprometida (e afirme que não é). Infelizmente não sou conivente com esse tipo de situação embora haja quem o seja. Também sei que me segue neste espaço. Espero sinceramente que seja feliz. E que cresça! Preferencialmente sem se lembrar de me incomodar..porque a minha paciência tem limites!

domingo, julho 06, 2014

Comissão da Banca

Quem como eu tem o (in) feliz hábito/disciplina de conferir as facturas do que paga, já percebeu, no caso dos extractos bancários, que há bancos que cobram um valor mensal denominado "comissão da banca". Outros bancos, de forma mais vulgar, denominam esta parcela de "despesas de manutenção". 
Há uns anos dei-me ao trabalho (tinha mais tempo livre) de questionar um gestor de uma conta minha o que era isso da parcela das "despesas de manutenção". E mais. O porquê do banco fazer esse débito e ainda a razão pela qual, naquele banco em concreto, não sempre ser constante. Pior...ir aumentando. Não conseguiu explicar de forma que me satisfizesse. E não fosse o meu alerta/reclamação (e consequente reposição do montante) seria uma quantia que me era retirada por mês com a maior das tranquilidades.
Muita atenção aos extractos bancários (digitais ou em papel). 
Até concebo que haja este débito. Mas que seja devidamente explicado na abertura da conta num determinado banco por forma a que o cliente entenda bem o seu significado.
Já cheguei à conclusão que os assaltos não acontecem só na rua...

domingo, junho 29, 2014

Transladações para o Panteão

Não obstante ser um tema sensível, acredito que a abordagem das transladações mereça uma introspecção séria e madura ao invés da falta de critério que presentemente se tem percebido aquando da decisão da transladação de alguém de um cemitério para o Panteão Nacional.
Pessoalmente, entendo que devem estar sepultados no Panteão Nacional todas aquelas individualidades que de alguma forma se destacaram socialmente em algum domínio e que fizeram com que as fronteiras de Portugal fossem alargadas ao restante globo. Ainda assim, deverá ser bem avaliada a forma como foram essas fronteiras alargadas e de que forma foi ou é efectivada a proeminência de Portugal em consequência desse mesmo alargamento.

domingo, junho 22, 2014

Semana de Férias

Está quase a terminar a minha primeira semana de férias de 2014. É verdade. Estamos a meio do ano e foi a primeira vez que demorei tanto tempo a gozar uns (merecidos) dias de descanso.
Entendi também nesta altura realizar uma bateria de exames médicos que me possibilitassem perceber o estado da "máquina". Sim, é verdade. Uma série de exames que me permitissem perceber se o exercício físico que tenho realizado é adequado para um homem da minha idade. Por partes.
Começo por dizer que me devia ter preparado melhor para o "choque" que é a marcação de exames médicos no Sistema Nacional de Saúde (SNS). Este processo (e no caso do meu centro de saúde) envolve o ter ido de manhã, antes das 0800H, agendar uma consulta (que teria lugar na parte da tarde do mesmo dia) e para que a minha médica de família me facultasse as requisições para os exames médicos. Já não falando no facto de no dia anterior ter ido ao centro de saúde, às 0900H e  me ter sido dito que teria de  lá voltar no dia seguinte para a tal marcação da consulta. O que naturalmente acabou por acontecer. Um dia de férias bem passado.
O dia para o qual consegui vaga para a realização dos exames (agora no privado) também teve aspectos engraçados. Tive de estar às 0800H no centro da cidade para entrega da 1ª urina da manhã e para tirar sangue. Da parte da tarde tive de lá regressar para realizar os 3 exames restantes. Mais um dia de férias em pleno. 
No última dia (útil) da semana agendei a limpeza da boca. Tinha mesmo de ser. Há quase um ano que não o fazia e por razões óbvias importante que o faça regularmente. Não só por questões de higiene bucal bem como para minha tranquilidade mental. A higienista acabou por atrasar-se e demorei mais 1,5 horas do que tinha previsto.
A saga terminou com a dádiva de sangue ontem. É verdade. Mais uma vez fui dar sangue. Entendo ser um gesto meu que poderá salvar uma vida. E no meio de uma boa disposição com as enfermeiras..lá doei o sangue! E assim voaram mais umas horas do meu descanso!
Resumindo e baralhando....tirei uma semana para cuidar de mim. Conseguir treinar nos habituais dias. Olhando para trás...não podia ter feito as coisas de outra forma!

domingo, junho 15, 2014

O(s) pedido(s) de desculpa (que não houve)...

Portugal acabou por ficar pelo caminho no Mundial de futebol do Brasil. Da mesma forma que ficou a Espanha, a Inglaterra e outras selecções nacionais de futebol que ninguém esperava que fossem eliminadas promovendo outras selecções que ninguém dava nada pelas mesmas.
Depois de tanta mediatização à nossa escala de pequeno País, seria natural e expectável ter sido feito um pedido de desculpa público por parte do seleccionador/treinador da selecção portuguesa e do capitão da mesma selecção. Afinal, este último até foi considerado o melhor jogador do mundo. Donde, não se espera menos do que a excelência em campo e a humildade para assumir uma prestação menos boa e retratar-se perante o seu País. 
Assumir publicamente os erros/pedir desculpa não torna ninguém menos capaz. Demonstra integridade. Verticalidade. E afasta os "pseudo-vedetismos" que muitas vezes se percebem.

domingo, junho 08, 2014

A máquina maldita

A cena passou-se há bocado, num "Elefante Azul" ali em Loures. Depois de ter metido 2 euros em moedas a máquina deixou de funcionar. E o carro cheio de sabão. Procurei o rapaz que costuma andar por lá e nem sinal dele. Fui então à bomba de gasolina e abordei o homem da bomba que preparava para abastecer um carro de um cliente:
- Boa tarde. Pode por favor indicar-me onde está o rapaz das lavagens? A máquina que estou a utilizar ficou com 2 euros em moedas.
- Ah, pois. Acontece. Não pagam ao rapaz e ele não está cá sempre, responde o gasolineiro com um sorriso condescendente.
- Parece-me legítimo. Mas então temos um problema..a máquina ficou-me com 2 euros. E agora? insisti eu.
- Ah...é ter paciência, retorquiu o simpático homem.
- Concerteza. Paciência....boa tarde então, disse eu afastando-me.
Voltei para o carro ensaboado. Entretanto reparei que todas as outras máquinas de lavagem estavam com fila...Preparava para entrar no carro e ir para uma fila, quando voltei atrás e dei duas murraças bem metidas na máquina. Sairam de imediato os 2 euros. Acabei de lavar o carro com toda a calma. Aliás, parece-me que os intervalos de utilização ficaram mais dilatados. E a máquina amolgada. Mas a funcionar. É ter paciência!! Bom resto de Domingo.

domingo, junho 01, 2014

Os(as) cobardolas...

Se há traço de personalidade que me deixa fora de mim é a cobardia. Nunca fui, não sou e nunca o serei. Mas percebo que há muita gente que o é e vive com aparente tranquilidade com essa questão. Passo a explicar.
Aqueles que, como eu, têm um espaço público de partilha de opinião pessoal (como é o caso de um blogue), sujeitam-se a ler críticas boas e críticas menos boas. Afinal trata-se de um espaço público. As coisas são mesmo assim.
Mas gostava de aqui deixar uma clarificação para aqueles(as) que optam pelas críticas anónimas. E que recebo com regularidade e como forma de me (teoricamente) me "atingir". Ganhem juízo.
Compreendo que haja pessoas que sejam fracas de cabeça. Parece-me aceitável estas pessoas optem por recorrer a um meio "fácil" e "básico" para me fazer chegar mensagens. Não deixa de ser o reflexo de mentes curtas e mesquinhas. Vale o que vale...e garantidamente que não pensam que as mesmas sejam completamente anónimas. Há formas muito simples de perceber quem são essas pessoas. E ao alcance de qualquer um (falo do tracking).
Da minha parte, e como até aqui, pautar-me-ei pela frontalidade e transparência. E continuarei a partilhar com quem me segue todos os comentários. Quer sejam abonatórios quer sejam pejorativos. Gosto que me critiquem (bem ou mal). Como dizia alguém há uns tempos atrás..não me importa que falem bem ou mal de mim. Desde que falem.

domingo, maio 25, 2014

Crime Passional

Há vários tipos de crime. De cabeça ocorrem-me alguns que são usualmente tornados públicos: homicídio, tráfico de seres humanos, extorsão, lenocínio, tráfico de droga, tráfico de influências, tráfico de espécies animais em vias de extinção, evasão fiscal, abuso de autoridade, etc.. Podia perfeitamente dedicar um texto aqui no blogue elencando todos os crimes que conheço. E são muitos mesmo.
Mas há um tipo de crime que me suscita uma particular curiosidade. Falo do crime passional. Não me refiro naturalmente ao infeliz e trágico final que constitui o denominador comum/final de todos estes casos. Falo objectivamente da assustadora volatilidade das pessoas. Um dia está tudo bem e no outro dia está tudo mal. E que nos faz reflectir sobre o que levará alguém a cometer uma loucura qualquer e que culmina num acto de tirar a vida a alguém. Ninguém tem esse direito. O que pensará o homicida quando dá um tiro? Ou as facadas?
O crime passional, na sua essência, é sustentado no facto de uma das partes (sim, também as mulheres podem matar) não aceitar que a relação afectiva/conjugal termine. Acredito que a situação não seja pontual. Ou seja, deverão já ter havido variados sinais, na fita do tempo, de que as coisas não estavam bem. Mas quando uma das partes não quer "ver" esses sinais (em negação, portanto) tudo passa ao lado. Também acontece com regularidade a desvalorização de uma agressão física ou verbais. Por outro lado, quando tudo é dito de forma directa, sem floreados e com todas as letras...a tal parte que está em negação, não raro usa a clássica expressão: "Não vais ser meu/minha não vais ser de ninguém". E aqui sim, meus amigos e amigas, é o princípio do fim. Pessoalmente, acho que culminará em crime passional assim a pessoa seja desequilibrada a esse ponto. Por outras palavras, que tenha de alguma forma uma tendência para a bipolaridade ou para um outro qualquer quadro clínico de foro psiquiátrico.
Para terminar, creio que toda e qualquer situação anormal e vivenciada com regularidade deverá ser comunicada às autoridades competentes. Logo que aconteça a primeira vez. Só assim poderá ser tomada uma acção eficaz, atempada proporcional. E que em alguns casos poderá, com toda a certeza, evitar um final trágico. E nunca, mas nunca, desculpabilizar o/a agressor/a. Chama-se a isso conivência. Ou...dormir com o inimigo!

domingo, maio 18, 2014

O carro novo

Não é novidade para ninguém a minha paixão pelos automóveis. Conta-se que decorei (e aprendi a dizer) primeiramente as marcas dos automóveis do que me era possível manter uma conversação.
Também se sabe que o processo de troca de carro é para mim, um momento de inigualável alegria. Desde que enceto as negociações com algum (incauto) vendedor, passando pelos telefonemas (diários) para aferir ponto de situação do negócio até ao momento em que finalmente levanto o carro. São semanas intensas e que me esgotam. Podia dar-me para pior.
Pela primeira vez este negócio foi realizado com alguma tristeza da minha parte. O negócio envolvia a entrega de dois carros e o levantamento de outro. Globalmente, bem pesados os pratos da balança, foi um bom negócio para mim - ainda que tenha perdido algum dinheiro, como se perde sempre em negócios de automóveis - mas fiquei melhor servido e consigo uma poupança/mês expressiva, para além de outros detalhes importantes. E a tristeza? Bom, essa surge quando associo os bons momentos que vivi com cada um dos carros que entreguei. E essas lembranças serão indeléveis para sempre. E que seguiram com ambos os carros para os seus futuros proprietários.
Para terminar, queria partilhar um detalhe importante e que fez parte da negociata. Inicialmente não foi este o carro que tinha apalavrado. Era outro. Mas esse outro carro foi vendido por estar integrado numa plataforma acessível a outros comerciantes e tendo aparecido outro comprador que avançou logo o dinheiro (sendo que eu não tinha sinalizado) o carro foi despachado. Assim, o vendedor sentiu-se na obrigação (e com razão) de descobrir outro carro com as características exactamente iguais ao que inicialmente tinha sido combinado. E conseguiu. E sabem que mais? Prefiro este!!

domingo, maio 11, 2014

Reencontros

Nos últimos dias tenho reencontrado algumas pessoas que já não via há muito tempo. Em diversos locais. E acho curiosa a falta de tema de conversa quando tal acontece.
Quando penso nisso dou comigo a pensar que supostamente devia ser normal duas pessoas passarem horas na conversa. A rever detalhadamente o tempo em que perderam o contacto. Mas nem sempre assim acontece.
No meu caso nunca sei muito bem o que dizer, confesso. É certo que poderá estar em causa, naquele preciso momento, uma década de experiências vividas a dois (boas e más), mas que certamente conduziriam a uma agradável conversa de 6 horas sem interrupções pelo meio, mas não é isso que acontece. Aparte das perguntas triviais do como tem passado, das novidades que houve nos 20 anos que não nos vimos ou de como corre o trabalho - sendo que aqui se corre um perigo real de podermos obter como resposta que está desempregado(a) - há pouco mais a dizer quando se encontra alguém da faculdade num corredor do Pingo Doce!

domingo, maio 04, 2014

A pouca paciência

Com a idade começo a padecer de um mal que sempre critiquei nos outros - a pouca paciência. Em rigor, muito pouca paciência e igualmente pouca tolerância para com os erros dos outros.
É certo que poderá contribuir para essa minha pouca paciência a falta de descanso, mas também é lógico para mim que com a idade vou ficando mais exigente. Comigo mesmo e para com os outros. E dou comigo a pensar se não deveria ser ao contrário, ou seja, ir "amenizando" alguns traços mais vincados da minha personalidade com o tempo.
Confesso que não tenho paciência para o laxismo. Irrita-me que as pessoas se acomodem. Irrita-me pessoas que são recorrentemente falsas e/ou que são mentirosas compulsivas. Perco a paciência com pessoas que mentem uma vez e depois têm o desplante de agir como se nada tivesse acontecido, ou seja, que não tivessem sido apanhadas nas suas (por vezes) intrincadas mentiras. 
Por último, perco a paciência para as pessoas que criticam (com toda a legitimidade) as minhas partilhas que aqui deixo e não têm a coragem de se identificar. Denota falta de coragem e verticalidade. E claro, é sinónimo de cobardia. Quem se esconde atrás do anonimato é porque tem medo de ser confrontado com a réplica e confortavelmente lança as suas farpas.  Haja paciência!

domingo, abril 27, 2014

Âncoras

Por ser um tema recorrente e actual nunca é demais falar sobre este tema aqui no blogue - as âncoras ou as lembranças que ficam de eventos passados e que não têm de ser necessariamente positivas. E é sobre estas lembranças que me irei debruçar hoje.
Tenho para mim que cada um de nós "carrega" um conjunto de más recordações. É normal. Infelizmente é algo que terá lugar para todo o sempre. E há duas formas de (tentar) lidar com esta questão: a) Procurar ajuda especializada (i.e. a psicologia) e b) "Per se" resolver os seus problemas e seguir em frente. Faço parte deste último grupo. E já expliquei anteriormente a razão pela qual não considero esse tipo de ajuda especializada - embora me mereçam total consideração e respeito os profissionais desta área.
Em qualquer um dos casos o resultado final será, desejavelmente, o mesmo. Conseguir viver o dia-a-dia da forma menos atribulada possível e conseguirmos abstrair-nos das tais más recordações  e não projectar as mesmas nas pessoas que entram agora na nossa vida. Este será, na minha humilde opinião, "o" exercício que continuamente devemos fazer. Encetar um processo de conhecimento de pé atrás nunca dá bom resultado. Contra mim falo, note-se. Mas em momento algum disse que era perfeito, certo?
Aliado ao conceito de harmonia que deverá estar sempre presente no nosso quotidiano deve também existir uma boa dose de bom senso. Que culpa tem a pessoa que agora entra na nossa vida do mal que nos fizeram no passado? Nenhuma. Fará sentido conscientemente realizar essa assumpção? Não. Não faz. Devemos sensatamente dar tempo ao tempo. E de forma ponderada, inteligente conceder uma oportunidade. E creio ser este o caminho para "levantar âncoras" e seguir viagem.

domingo, abril 20, 2014

Ordem dos Engenheiros

Ainda que não ligue puto à deferência do título académico, é normal que tenha ficado satisfeito por recentemente ter sido aceite como membro daquela que é a associação que representa os interesses de uma classe profissional que são os engenheiros - a Ordem dos Engenheiros (OE).
É mais uma etapa da minha vida que é encerrada. Neste caso, o reconhecimento por parte daquela associação do meu grau de licenciatura em engenharia. Se para muitas pessoas não vale absolutamente nada e até optam por não fazer parte desta associação (conheço várias pessoas que não se identificam minimamente) para mim vale. E muito.
Como membro da Ordem dos Engenheiros pretendo ter uma voz activa (ou opinião, se preferirem) sobre alguns assuntos que me interessam particularmente. Acredito que nem todos me interessem verdadeiramente, mas seguramente alguns irão despertar em mim a vontade de participar e quem sabe, com o meu contributo, poder ajudar a "delinear" um diploma legal qualquer. Afinal, e há alguns anos a esta parte, já experimentei "no campo" a aplicação de um Decreto-Lei específico que entendo, se me permitem, que é completamente desenquadrado de tudo o que é razoável. E por vezes, importa que haja este "feedback" por parte de quem utiliza como ferramenta de trabalho o que está legislado. Sendo que tal decorrerá da experimentação de "modelos" na realidade e possibilitará um ajustamento dos mesmos. Entre outras coisas é este tipo de contributo que quero dar.

domingo, abril 13, 2014

A troca da bicicleta

Pois é. Como em tudo temos de experimentar algo para, com conhecimento de causa podermos opinar.
Comprei a bicla seguindo uma lógica economicista. Se podia comprar uma bicla que até era (e é) boa (e bem equipada) porquê comprar outra e depois ter de equipá-la? Não fazia sentido na minha cabeça. 
Imbuído na minha lógica de trazer por casa lá comprei a bicla. Não está em causa o não gostar de andar de bicla. Está sim em causa o associar andar de bicicleta a dor e a desconforto. Durante largos dias subsequentes a ter andado de bicla. Dizem-me que é uma questão de hábito....mas infelizmente não me parece que seja razoável (e normal) uma pessoa habituar-se à dor. Conseguem imaginar alguém levar todos os dias com um tijolo na cabeça e habituar-se à dor? Eu não consigo por muito que tente.
Mas há mais. A bicla que tive até há uns dias é tipo..um "Ferrari" do "BTT". Uma bicla para quem sabe o que tem ali, para quem já anda há anos de bicla "BTT" e percebe bem as diferenças existentes entre esta bicla e outra qualquer que teve antes. Faz todo o sentido. Para alguém que sabe como retirar o prazer e utilidade da mesma. E cai por terra a minha lógica que esteve subjacente à aquisição da mesma.
Troquei por uma bicla completamente diferente. Para passear com toda a tranquilidade. Sem pés presos aos pedais. Assim sim. À moda antiga.

domingo, abril 06, 2014

Passa a bola a outro e não ao mesmo

Acabo de chegar vindo de um centro comercial e tristemente realizo que mais uma vez me deparei com uma situação tão comum nos nossos dias - o alheamento das parte das pessoas para aquelas questões óbvias e quotidianas na esperança que, quem vem a seguir as resolva. Mas irei de seguida concretizar para se perceber bem do que falo.
Usualmente estaciono o carro nos pisos subterrâneos "-2" porque são menos povoados e há poucas pessoas que façam quilómetros para deixar o carro isolado. Sigo uma lógica simples de que nestes pisos  haverá menos carros e assim decrescer substancialmente a hipótese de chegar ao carro (depois de ter cumprido o que me levou à tal superfície comercial) e deparar-me um vergão profundo na porta em consequência da abertura descontrolada por parte de um mamute qualquer.
Por vezes vou aos centros comerciais para ir ao supermercado. Hoje foi um desses dias. E, como sempre, estacionei o carro no tal piso "-2", perto do local onde costumam estar arrumados os carrinhos de compras. Lá encontrei  uma moeda de 0,50 cêntimos e fui buscar um carrinho de compras para ir para para o supermercado. Rapidamente percebi que, a menos que colocasse o carro das compras às costas e subisse a galope escadas de rolantes qual cavalo, não sairia de onde estava. O ramal (usualmente) ascendente estava parado. O ramal (usualmente) descendente, idem. E eis senão quando uma senhora de provecta idade me aborda, dizendo que as escadas rolantes estavam paradas com um sorriso cúmplice. E também de gozo, pareceu-me. Como quem diz: "Já dei conta disso que isto está tudo parado, já arrumei o carrinho de compras e agora vou subir a pé a escada de rolante que por sinal está parada enquanto ainda vais pensar o que fazer da tua vida durante os próximos 20 minutos". E aqui reside a essência do meu texto de hoje.
Bom, qualquer pessoa no seu "juízo normal", aquilo que acho que teria feito era avisar o primeiro segurança que avistasse desta situação. Seria aquilo que entendo como normal e que faz sentido na minha cabeça. Mas assim não foi. Basicamente, tive de ir arrumar o carrinho de compras de onde o tinha tirado minutos antes, fui procurar um segurança, pedir-lhe que visse o que se passava e depois voltar a ir buscar o carrinho de compras. Tudo isto tinha sido abreviado se a tal senhora tivesse sido simpática e não tivesse pensado só na lixívia que decerto ia aviar no supermercado. Ou na esfregona. Ou na vassoura de cerdas duras para varrer a entrada lá do prédio onde costuma fazer umas horas. Porque são as pessoas egoístas e esperam sempre que outra pessoa resolva os problemas? Talvez um dia a bola volte à pessoa que a passou. E deixe de o egoísmo de parte quando tiver de resolver os problemas "per se". Sem esperar pelos outros.

domingo, março 30, 2014

Corrida BES Run Challenge 2014 (1ª Prova)

Perfiz hoje 12,195 quilómetros da corrida organizada pelo banco "BES". É uma corrida que está subdividida em 4 provas (mensais), com a primeira realizada hoje e que no total, irão perfazer a distância de 42 quilómetros, ou seja, a distância de uma maratona.
Depois de sensivelmente 3 meses parado nas minhas corridas (amigdalite no início do ano e gripe até há um mês atrás) era com alguma expectativa que pensava esta prova. Nos meus treinos de corrida não costumo percorrer mais do que 10 quilómetros e retomei o treino exterior (ar livre) há coisa de duas semanas. Donde...esta prova funcionou como um "tubo de ensaio".
Com quase meio milhar de quilómetros percorridos é natural que se capitalize alguma experiência e sensibilidade para provas deste género. De nada vale começar com ritmos fortes nos primeiros 3,4 quilómetros se depois se "esgota o pulmão" e se torna muito mais complicado gerir o esforço necessário para terminar a prova. É necessária paciência. Cadência consistente de passo. Foco e concentração. Não correr atrás de pessoas que passam por nós, entre tantas outras noções importantes.
Fiz a prova com mais 5 colegas de trabalho. Comecei com dois e terminei com um outro que reencontrei quase no final da prova, tendo terminado a mesma com 1 ou 2 minutos depois dele. Os demais  colegas não estão habituados a correr e ou pararam grandes períodos ou fizeram a prova ao seu ritmo. Como aliás eu também fiz. De resto...terminei a prova dentro do tempo que tinha previsto pelo que estou contente. Venha a próxima prova (esta sim, com um grau de dificuldade maior).

domingo, março 23, 2014

Escovar os dentes

Não tenho de memória se já aqui desenvolvi o tema da escovagem diária dos dentes. Contudo, e sendo um tema que prima pela pertinência e actualidade não tem mal algum ser de novo desenvolvido.
É conhecido o meu passado menos bom e no qual fui fumador. Durante 16 anos. Durante esse tempo nunca me preocupou muito o hálito intenso com que ficava imediatamente após ter terminado de fumar. Ou por outra, a horrível intensidade do hálito a tabaco misturado com algumas cervejas (e outras bebidas) ingeridas durante uma noite de farra. Intensidade/bafo capaz de acordar um morto diga-se em rigor.
Lembro-me que as minhas visitas à Sandra (minha higienista oral) eram muito frequentes. Com uma periodicidade tão regular que conhecia o seu planeamento de férias com o marido e filho (do qual sabia o nome e idade), da decoração que estava a pensar fazer em casa e ainda momentos de troca de opinião que tive com a Sandra relativamente às consequências da ingestão de cafés e pigmentação dos dentes - aspecto que sempre me preocupou bastante. Ou seja, a regularidade das visitas à Sandra era justificada pela adopção de uma dieta alimentar não regrada, consumo de tabaco, bebidas alcoólicas e refrigerantes e consequentemente no aparecimento de uma generosa placa de tártaro. Agora que penso nisto, e à distância de alguns anos, consigo perceber o facto da Sandra ter ido passar férias ao Peru pouco depois de ter começado a ir ter com ela para a higienização da minha boca. Nada acontece por acaso.
Desde que entrei para o mundo do trabalho (e daí serem raras as vezes em que venho almoçar a casa) que tenho sempre no escritório uma escova de dentes e a pasta de dentes. Ficam lá arrumadas numa gaveta. E de forma disciplinada e rotineira todos os dias, depois do almoço, escovo os dentes.
Acontece que esta minha prática perfeitamente normal e banal de higiene não é partilhada por todas as pessoas com quem tenho, por vezes, o (des)prazer de conversar diariamente. E meus amigos e amigas..não há nada pior que termos de falar com alguém e cheirar o mau hálito emanado da sua boca, ver os restos de comida nos dentes ou ainda ver aquela placa de aspecto horrível que algumas pessoas mostram quando abrem a boca e que denuncia uma zanga de longa data com a escova de dentes.
Uma boa dica que deixo passa por passar a pôr a mão à frente da boca e expirar. Se se desmaiar com o hálito fica-se a saber que os hábitos de higiene bucal têm de ser alterados. E rapidamente. Tenham respeito pelos outras pessoas.

domingo, março 16, 2014

Operadoras Móveis

Fui cliente 96 muitos anos. Demasiados anos, concluo hoje com alguma tristeza. Afinal foi um número que dei a centenas/milhares de pessoas que tiveram a felicidade de o merecer. Por outro lado também constato ter sido muito o dinheiro que deixei de investir numa qualquer aplicação financeira mais rentável para, ao invés, "torrar" em chamadas.
Nos últimos dois meses, a TMN (actual MEO) pregou-me duas partidas que não achei piada. Sendo que em qualquer uma delas houve um claro e manifesto prejuízo. Adivinhem para quem...pois claro. Para mim.
Num momento em que a concorrência entre as três principais operadores móveis é cada vez mais feroz e com pacotes oferecidos com valores muitíssimo competitivos, a "MEO" deixa ter ser interessante e perde um cliente "generoso". Aproveito para soletrar bem a palavra "generoso" porque não tenho de memória a última vez que carreguei o telefone com um valor inferior a 50,00€. Poucos serão os clientes (da MEO ou de outra operadora móvel) que o fazem. Mas será, como é lógico, uma decisão pessoal.
Já aqui assumi no blogue os meus profundos diferendos com tudo o que é electrónico. Falo de computadores, telefones, "iPAD", etc. Tudo até corre bem quando acontece com naturalidade e normalidade. Quando as coisas não correm bem instala-se a ansiedade e não raro o meu grau de paciência varia de forma inversa à complexidade do problema que tenho em mãos.
No caso em apreço, o que motivou a minha decisão de deixar de ser cliente "MEO" sustentou-se em duas razões: a) Há produtos melhores oferecidos pela concorrência (leia-se pacotes que incluem chamadas gratuitas para todas as redes + sms gratuitos também para todas as redes) - sendo que até aqui tinha um tarifário que tinha associadas chamadas gratuitas para  a mesma rede + rede fixa + sms grátis para clientes MEO e b) Porque me apeteceu. É verdade. Apeteceu-me de uma vez por todas deixar de ser cliente "MEO". E abrir bem a boca para dizer presencialmente. À frente de outros clientes. Adorei. Foi a minha epifania.
Revi mentalmente as variadíssimas vezes em que operadores(as) do "call center" me atendiam e não conseguiam dar resposta às minhas simples questões, passando pelo mau aconselhamento prestado nas lojas por miúdos sem pêlos genitais e com idade para ser meus filhos culminando na não compreensão da minha argumentação sólida e sustentada de duas situações concretas que motivaram a minha ida por duas vezes a lojas da "MEO". Não tenho tempo (nem paciência) para andar a perder o tempo da minha vida a "a falar para as paredes".
Chega ao fim uma relação com mais de 20 anos. Acontece. Aos melhores!

domingo, março 09, 2014

A (primeira) queda de bicicleta

Em bom rigor o título do texto de hoje não está correcto. Já perdi a conta do número de vezes que tive "encontros imediatos" com o alcatrão e as minhas pernas e braços reflectem bem essa realidade de tanta vez que já estiveram esfoladas(os). Mas está associada à bicicleta que comprei há pouco tempo.
Esta semana que agora termina tive oportunidade de dar a minha primeira volta de bicicleta. Logo no início alguma reserva e receio na questão dos pedais novos. Estes pedais instalados na minha bicicleta são específicos: têm uma fixação para uns sapatos específicos que comprei. Objectivo: As pernas trabalharem sempre solidariamente com os dois pedais. E esta situação é particularmente importante quando se pedala "fora de estrada". Depois de devidamente equipado (incluindo uns calções específicos com gel na zona do rabo) e com algumas dicas de dois amigos, lá fui andando devagar.
Bem sei que custa andar devagar. Mas tem de ser e faz parte. Ainda por cima andando pela primeira vez com os pés presos a uns pedais. Nunca me tinha acontecido nada do género. Mal comecei a andar experimentei logo pôr e tirar os pés umas 2 ou 3 vezes. Correu bem. Mais 5 metros e decidi experimentar uma travagem de emergência. Como se algo (ou alguém) se tivesse atravessado à minha frente. E travei. Mas não tirei os pés a tempo. Porquê? Porque estavam presos e porque não me ocorreu.
A queda foi quase parado...caí para o lado. Ainda assim...consegui raspar a canela esquerda, ferir o gémeo da perna direita e ainda raspar o cotovelo esquerdo. Demasiado estrago para uma queda tão pequena e tão devagar.
Hoje fui dar uma volta de bicicleta com mais dois amigos (outros que não os da passada 5ª Feira). Uma volta pela cidade de Lisboa até à tão agradável Torre de Belém. Percebi que há muita gente que anda de bicicleta ao Domingo (e noutros dias, na medida em que quando corria...já tinha percebido esta realidade).
Conclusão: andar de bicicleta hoje em dia é bem mais complicado do que era há uns bons anos atrás. Requer mais atenção...e mais cuidado!

domingo, março 02, 2014

Manipulação

Tenho vindo a perceber (ou por outra, a pensar mais) na questão da manipulação. Falo de manipulação de mentes.
Para mim, e desde já informando que não disponho de qualquer tipo de suporte científico que corrobore o que vou desenvolver dentro em pouco, há dois tipos de manipulação: a manipulação controlada (e portanto voluntária) e a manipulação por outrem e consequentemente involuntária. Por partes.
Desde há muitos anos a esta parte que se fala em manipulação "controlada" da mente. Certamente que terá outro nome científico mais pomposo, mas o que me interessa, neste momento, é possibilitar que seja feita  a destrinça entre algo que tem um conhecimento científico associado (e que suporta determinado tipo de acção) e algo que não tem.
Na manipulação da mente (de forma controlada) há um conhecimento científico que é posto em prática. Como de resto há em quase toda a prática médica convencional que conhecemos. Na prática médica não convencional também há um conhecimento não científico que comprovadamente já resolveu anteriormente algumas questões. Em qualquer um dos casos, a aplicabilidade do conhecimento possibilita que seja alcançado um objectivo final de forma conhecida e expectável. Não raro, ambas as "escolas" visam a resolução de problemas de alcoolismo, droga, casos de depressão, entre outros.
A manipulação da mente de forma não controlada é, na minha perspectiva, pior. Porquê? Porque se no caso da manipulação da mente de forma controlada há uma tentativa de "burilar" alguns aspectos menos bons da personalidade e tendo em vista a eliminação ou controlo de determinado desvio, já no caso da manipulação não controlada há lugar à anulação da personalidade, dos gostos pessoais. Daí ter sido por mim conotada como pior.
Infelizmente conheço alguns casos de pessoas cuja mente está (ou foi) manipulada. São pessoas que não deixam de ser perfeitamente válidas, mas cujo trabalho de "se encontrar" está longe de ter terminado. Ou sequer de se ter iniciado. E há cada vez mais pessoas assim. E que infelizmente desconhecem estar dessa forma.

domingo, fevereiro 23, 2014

A Baixa lisboeta num Sábado à tarde

Decidi ontem aceitar o convite para um café do meu grande amigo Rui e fui ter com ele à baixa lisboeta. Se bem se recordam, a última vez que estive na baixa foi aquando da realização da importantíssima prova de corrida (S. Silvestre) realizada em Dezembro de 2013. E revi agora algumas zonas por onde passei há 3 meses...a correr.
Importa referir, em primeiro lugar, que fui para a baixa com a minha carrinha. Ir para a baixa com a mesma e circular por lá com ela, naquelas "ruas-estreitas-e-cujo-sentido-de-circulação-foi-alterado-sem-que-alguém-fosse-avisado" é o mesmo que...aterrar com um avião de passageiros no estádio da Luz. Não é impossível...nada é impossível. Mas é complexo. E acreditem é muito complexo andar com um carro que tem mais de 5 metros pelas ruas da baixa lisboeta. Mas segui o conselho do Rui que me tinha dito que havia imensos lugares à porta do local de encontro. Na imaginação dele havia. Mas só mesmo na imaginação.
Depois de quase 20 minutos à procura de lugar lá "caiu a ficha" e lembrei-me de ir estacionar o carro no Parque do Largo Camões, ali perto do Chiado. Enquanto me dirigia para o piso "-4" (não havia lugares nos pisos superiores) dei comigo a pensar que tipo de viaturas terão os arquitectos e engenheiros que projectam estes edifícios. Eventualmente "Smarts". Ou mesmo bicicletas. Os acessos aos pisos inferiores são tão estreitos que nem sei como não raspei os pára-choques em todos eles. Adiante. Lá estacionei a carrinha, já a suar em bica e a dizer mal das mães dos projectistas daquele estacionamento da baixa...
Passear na baixa lisboeta num Sábado à tarde é das experiências que mais prazer me dá na vida. As várias cores que é possível ver. Os "homens-estátua" ou a britânica que usualmente imita a Janis Joplin ali perto da tão famosa e secular "Brasileira". Os magotes de turistas que se misturam com o cinzentismo característico do elevador de Santa Justa. As vários poses de turistas próximo de locais emblemáticos desta zona da cidade (e a imediata partilha das fotos nas redes sociais hoje tornada possível com as novas tecnologias) diverte-me e traz-me à memória o longínquo cheiro característico do liquido revelador das fotografias que existia nas câmaras escuras do antigamente. E que curiosamente "colo" ou associo também este cheiro também à "minha baixa", local da cidade onde sempre fui desde que me conheço enquanto 10 réis de gente.
Bom, o café com o Rui correu bem e passados 45 minutos já estava de volta ao estacionamento. Para subir os 4 pisos do estacionamento foi um fartote. Há uns pilares de plástico, pretos e amarelos, estrategicamente posicionados junto das esquinas dos acessos aos pisos superiores. Refiro estrategicamente porque pela primeira vez na minha vida consegui tocar em todos eles com a a parte traseira da carrinha. E cumpriram o seu propósito - não deixar que a chapa do carro se riscasse na parede com tinta de areia.
Saí do estacionamento (novamente suado) e vim para casa. Que aventura! Mas valeu-me pela agradável visita à baixa, numa tarde invernosa (sem chuva mas com frio) e com cheiro a castanhas assadas...

domingo, fevereiro 16, 2014

A bicicleta

Primeiro foi a corrida. Depois o ginásio. E por último, agora, a bicicleta. Carinhosamente, e se mo permitem, dirigir-me-ei à mesma (bicicleta) como "bike". No meio ciclístico é como as bicicletas são denominadas. Na minha altura eram as "biclas". 
Durante muitos anos tive "bikes". Primeiro tive uma "bike" com piscas laterais (que funcionavam). Foi logo a primeira. Mais tarde (e quando o buço já me dava algumas dores de cabeça porque os meus pais não mo deixavam tirar), após ter terminado o 2º ano do ciclo preparatório com boas notas consegui ter uma "bike" diferente. Uma "bike" à homem que sabe o que quer. Tive e gostava muito de andar na mesma. Cheguei a ir ter a casa de algumas apaixonadas que tinha nessa altura de bicicleta. E lembro-me de ter perfeito algumas centenas de quilómetros ao guiador da mesma. Muitos deles no meu tão apreciado Alentejo.
Como não podia deixar de acontecer, "bike" minha só podia estar sempre bem limpa e devidamente oleada. Já na altura pensava para mim mesmo que as mulheres olham para a limpeza do meio de transporte em que os machos se deslocam (e esta minha crença convicta explicará algumas manchas de lubrificante que inadvertidamente caíam no soalho quando oleava a corrente e a minha mãe nunca percebeu como apareciam...).
Pouco antes de tirar a carta de condução abandonei as "bikes". Afinal tinha entrado numa dimensão de prazer totalmente diferente e estava no céu - tinha carta de condução e carro. Já podia pegar num carro e ir até...Bissau tomar um café. E que prazer que retirava eu daquela "bike", os brilharetes que fazia e deliciavam o sexo feminino...foi tudo relegado para um segundo plano. Ainda que fosse perfeitamente conciliável a coexistência da prática ciclística com a condução de um automóvel. Mas não foi assim entendido por mim. E mais de 20 anos depois...voltei às "bikes". 
Voltar às "bikes" é para mim uma sensação que se reveste de uma grande ansiedade, carinho e saudosismo. Afinal, eu SEI o que é andar de "bike". Mas volto a fazê-lo com outra idade/maturidade, com outras pessoas e irei percorrer outros locais ao guiador da minha mais recente aquisição. Que naturalmente andará sempre limpa e bem oleada (preferencialmente numa zona onde o óleo possa cair sem manchar nada). Até já e bons quilómetros!

domingo, fevereiro 09, 2014

O mau tempo e as pessoas

Ao longo das últimas semanas o mau tempo tem-se feito sentir por todo o "velho continente" europeu. Em Portugal, desde rajadas de vento com velocidades superiores a 100 km/H, passando pelo aumento considerável dos caudais dos rios - e que tem como consequência as inundações das habitações na zona circundante - muitos serão os danos a considerar e começa-se a fazer contas ao prejuízo causado pelas últimas intempéries.
Das várias várias reportagens que têm passado na televisão e de algumas a que tenho assistido, constato e não sem alguma estranheza, que em alguns casos não há uma apólice de seguro que permita cobrir ou custear os danos causados pelo mau tempo. Aparentemente, e segundo bem percebo, haverá em algum momento um diferendo ou reserva de algumas seguradoras em segurar estabelecimentos cuja construção é ilegal. Na minha cabeça faz todo o sentido. Mas também me leva a pensar quem autorizará (tipicamente a autarquia local) a que determinado estabelecimento se estabeleça (passe-se a redundância) em determinado local. E nesse caso terão/teriam de ser apuradas responsabilidades. E é conhecido o funcionamento do sistema judicial português. No final do dia, há alguém que terá de arcar com o prejuízo para que o "ganha pão" seja de novo edificado e permita a sua subsistência. Mais uma vez, na hora da responsabilização dos vários "actores" não serão encontrados culpados. Como habitual.
Em simultâneo permitam-me tecer um pequeno considerando sobre os espectadores do mau tempo ou das forças da natureza. A ida ao café depois do almoço de Domingo tem nestas últimas semanas sido substituída pela ida ao paredão da praia (devidamente interditada pela Protecção Civil e Autoridade Marítima). Para tirar fotos com o objectivo de reunir 9000 "likes" nas suas páginas do "cada-vez-mais-ridículo-Facebook". Não está em causa a partilha das fotos dignas de prémio e de fazer inveja a um Sebastião Salgado. Está sim na forma e no momento em que as mesmas foram obtidas. Por vezes, e sem exagero, perigando a própria vida ainda que as autoridades competentes muito alertem para a cada vez maior ocorrência deste tipo de comportamentos perigosos.
Desconheço como é a realidade dos outros países que presentemente estão a ser fustigados pelo mau tempo. Sei que em Portugal há muitas pessoas inconscientes e com falta de educação que nutrem um gozo (?!?) pessoal em alimentar a sua curiosidade com a desgraça alheia. Da mesma forma que são causadas filas intermináveis quando há um acidente na estrada...também aqui há um prazer especial em ir assistir aos estragos causados pela forte ondulação ou ventos. Questão: Será que quando o mau tempo se fôr embora..estas mesmas pessoas que lá foram tirar fotografias para partilharem posteriormente....irão "arregaçar as mangas" ou oferecer os seus préstimos para ajudar na reconstrução? A resposta parece-me lógica.

domingo, fevereiro 02, 2014

Dar Formação

Esta será uma daquelas semanas intensas que todos temos de vez em quando. Como tal, e dado que darei formação interna a 6 colegas, terei de me preparar convenientemente e estar preparado para toda e qualquer questão que se me coloque.
Ao longo dos anos e com os cursos de formação que fui assistindo, percebi que um formador seguro e com resposta pronta para todas as questões colocadas pelos formandos determinará o sucesso da acção de formação em causa. Analogamente, formadores que não têm a lição bem "estudada" terão alguma (senão total) dificuldade em cativar a audiência.
Um dos grandes problemas para quem dá regularmente formação, na minha opinião, é adequar o discurso à audiência existente em sala. Bem sei que para algumas pessoas é muito complicado explicar o que lhes parece óbvio. Mas tem de ser mesmo por aí. A acção de formação (ideal) deverá compreender 3 momentos: a) Preâmbulo, b) Desenvolvimento e c) Considerações.
No "Preâmbulo" afere-se o grau de conhecimento que os presentes têm sobre a matéria que irá ser dada. Efectuam-se 2 ou 3 perguntas de despiste para os formandos e ajusta-se mentalmente o que vai ser dito em função das respostas. Este ajuste é particularmente importante porque poderá sugerir que se pode aprofundar um pouco mais o conhecimento técnico - afinal a audiência acompanha - ou por outro lado (situação mais comum) é necessário que seja realizado um "downgrade" no nível de dificuldade adequando o conteúdo da formação ao nível de conhecimento mais baixo e detido pelos espectadores.
E chegamos ao "Desenvolvimento". Pessoalmente, entendo ser a parte principal ou mais importante de uma sessão de formação. É aqui que se diferenciam os "bons" dos "maus" formadores. A interactividade do formador com os formandos. A riqueza do vocabulário utilizado pelo mesmo. A pertinência das observações realizadas pelos formandos devidamente enquadrada. O conseguir "puxar" para si os formandos tidos como elementos anteriormente identificados como "desestabilizadores". O tornar alguém tímido....em alguém participativo entre tantos outros exemplos. O formador "sua" aqui. Bastante. Se fôr realmente bom e tiver a acção bem estruturada.
No final, em "Considerações" é o serenar da acção de formação. É o esclarecimento final de algumas questões. É o rever conteúdos e, no meu caso, pegar no teste de avaliação de conhecimentos e fazê-lo com os presentes. Prefiro assim do que não rever a matéria, entregar testes e depois ter notas más.

domingo, janeiro 26, 2014

As Praxes

Como não podia deixar de ser irei opinar esta semana sobre aquela notícia que mais tinta tem feito correr nos últimos dias: as praxes académicas. Um assunto que creio já ter aqui desenvolvido em tempos.
Neste caso, e em concreto, fá-lo-ei por duas razões concretas: em primeiro lugar porque sou um ex-aluno da faculdade (uma das faculdades que frequentei) à qual pertenciam todos estes alunos e em segundo lugar porque tenho uma opinião concreta e objectiva sobre as praxes académicas.
Refiro acima que esta faculdade em causa foi uma das que frequentei. Não quero com isto dizer que frequentei em várias. Frequentei uma anterior e já chego a esta última com alguma idade e parcialmente grisalho. Julgo que terá sido este factor que me fez passar por "veterano" e como tal nunca me questionaram quantas matrículas tinha ou se era caloiro, donde, o fenómeno das praxes passou-me um pouco ao lado. Um pouco ou mesmo totalmente ao lado. Mas, e se por algum motivo o tivessem feito, a minha resposta teria sido invariavelmente uma: que certamente teria mais matrículas que o meu interlocutor(a) teria de idade. Talvez isto o(a) demovesse de continuar a colocar questões impertinentes, o(a) fizesse retratar à sua condição de imbecil e desaparecesse da minha frente. Aliás, em bom rigor (e este será um exercício que farei um dia destes, com tempo) creio que à altura teria mais matrículas que alguns veteranos que por lá cirandavam....
Mas nem sempre foi assim. Na faculdade anterior as coisas "seguiram outro guião". Um belo dia, aquando das inscrições nessa instituição´, ouvi um grupo a chamar-me. Podia naquele momento ter-me feito de surdo e continuar a andar em direcção à porta de saída (já me tinha inscrito e estava a ir-me embora para o carro). Mas pensei para comigo que raio de engenheiro seria eu futuramente se não fosse praxado. Teria naquela altura uns 19 anos. E mal parei, de costas para este grupo,...senti os passos rápidos, ansiosos e ávidos de sangue do mesmo a correr ao meu encontro. Eram uns 10. Fizeram-me uma roda. Perguntaram-me de que curso era...e eu respondi que era de engenharia mecânica. Fiquei a saber volvidos 2 segundos que qualquer estudante de engenharia mecânica (pelo menos naquela faculdade) tem de ostentar um visível "MEC" na testa. Um tipo mais pequeno que o meu Afonso e com 4 pêlos no buço escreveu "MEC" na minha testa. Orgulhosamente e com uma desmedida valentia por via de ter os restantes 9 amigos cobardolas com ele. Escusado será dizer que nesta altura eu estava já em avançada descompressão interior. Não gosto de muita gente à minha volta e muito menos com o propósito em causa - a ridicularização. E eis que surge, por parte daquele que me parecia ser o "mentor" daquele grupo, o seu primeiro erro. Daquele dia, claro: "Se és de mecânica tens de tirar a t-shirt". Naquela altura eu tinha uma condição física bastante razoável. Estava com o cabelo rapado e um corpo significativamente trabalhado. E é quando o cretino comete o segundo erro do seu dia. Agarrou-me o braço e com o outro tentou tirar-me a "t-shirt". Foi quando me saltou a mola. Analogamente ao que sucede quando um cão é mordido por outro. Qual cascavel consegui fintar o braço que me segurava e dei uma chapada com tanta força no braço do artista que quase consigo jurar que lhe vieram as lágrimas aos olhos. E sumariamente informei que a praxe tinha acabado naquele instante. Subitamente fiquei só eu e "o campeão". Os 9 demais colegas lembraram-se naquele momento que era melhor ir para as aulas que estavam a faltar. E o herói ficou ali a tentar argumentar que era tudo uma brincadeira e que não era preciso ter reagido assim. Este episódio valeu-me a alcunha de "rambo" durante os anos em que estive naquela faculdade.
Não sou contra as praxes académicas. Acho que fazem parte do percurso académico daqueles que chegam à faculdade. Sempre foi assim. Se concordo (e até acho piada) com as praxes que são realizadas em alguns locais (i.e. Coimbra) onde, por exemplo, são feitas serenatas às donzelas, já não acho tanta piada com as praxes em que a tónica está na ridicularização e humilhação dos caloiros. Alguns que nem têm ainda 18 anos. Até porque, sempre defendi esta tese, quem pratica a praxe com esse fito é de alguma forma frustrado e quer infligir nos caloiros o triplo do mal que sofreu na pele quando foi caloiro.
Para terminar, sou apologista de que, como em tudo, tem de haver uma responsabilização dos actos. Um nome. Ou mais que um nome. Alguém, que naquele momento, estava a coordenar a praxe. Tem sido falado um nome. Não sei se será só este. Se fôr, terá de, em local e momento próprio prestar contas do que aconteceu. Sim, porque nas praxes académicas também há um código de conduta e como tal, havia uma pessoa responsável (tipicamente um veterano) responsável pelo desenrolar dos acontecimentos naquele dia em concreto. E que com toda a certeza previu que a praxe se desenrolaria em condições de segurança.
Espero que este infeliz acontecimento sirva para que seja revisto e promova orientações para que as praxes futuras sejam realizadas com outro tipo de cuidados. E com outros objectivos que não os habituais.

domingo, janeiro 19, 2014

A Inundação

Sexta-Feira passada tive uma inundação no edifício onde trabalho. Sim, no dia em que o céu caiu. Acho que em todo o nosso Portugal.
Tinha acabado de chegar ao meu gabinete e estava a preparar as coisas para dar início a mais uma jornada de trabalho. À semelhança daquilo que sucede comigo, também uma colega minha "Sofia" (ucraniana) chega cedo ao trabalho. Quando refiro cedo, e para quem me conhece, refiro a qualquer coisa antes das 0800H. Cedo é que se começa o dia, um dos meus lemas de vida.
A dada altura a Sofia veio ter comigo e disse-me que com a chuva intensa que se fazia sentir lá fora tinha começado a chover "cá dentro". Fui ver. Era verdade. Estava a chover intensamente cá dentro. De imediato liguei ao meu Director solicitando autorização para desligar aquela secção onde vi a chuva a cair (no quadro eléctrico) e na medida em que havia água a cair junto a uma unidade de ar condicionado. E assim foi. Adeus ar condicionado para os mais friorentos.
Bom, a partir daqui foi um "Deus nos acuda". Iniciei uma vistoria imediata às salas dos meus outros colegas. Numa delas, um dos painéis do tecto tinha caído e quase que consegui ver a intensidade da chuva no exterior. Sozinho, naquele momento, esvaziei um gabinete tentando "salvar" parte eléctrica (i.e. computadores, impressoras, etc.), papelada que me pareceu importante e ainda mobiliário de escritório. Tive de o fazer em mais duas salas. Entretanto já tinha passado cerca de hora e meia e começaram a chegar colegas que me foram ajudando. Em conjunto conseguimos dar conta do recado e fizémos o melhor que conseguimos.
Não há muito mais a dizer sobre este assunto. Mais um episódio na história da minha vida. E o que valeu foi o facto de começar cedo o dia.

domingo, janeiro 12, 2014

Liberdade de Expressão

Este será um daqueles temas sensíveis. No passado já me chegou a valer uma reportagem numa publicação semanal num tema alusivo à minha posição sobre as greves. Quem me acompanha lembrar-se-á certamente de tal feito épico.
Como em tudo, há o bom e o mau no tema sobre a liberdade de expressão. Já o tenho dito aqui (e fora daqui) que o simples facto de poder exprimir livremente a minha opinião sobre determinados temas se deve, objectiva e particularmente à revolução dos cravos, ou mais conhecida como a revolução do 25 de Abril de 1974. Sem isso não seria possível tornar pública a minha opinião. Note-te, a título de exemplo, que um dos meios óptimos para a disseminação de artigos de opinião e mesmo pontos de partida para tendências ou correntes de pensamento é a "internet". Em alguns países mais conservadores é mesmo usual a restrição à utilização da mesma e mesmo a utilização de certas redes sociais como meios para divulgar informação.
Esta semana foi publicitada a necessidade de legislação específica sobre o exercício da prática jornalística. Mais uma vez, há bons exemplos e maus exemplos. Para mim, tenho que o mau jornalismo tem a capacidade de transformar alguém de "bestial a besta" em menos tempo do que leva um fósforo a arder. Sustentando a minha tese que há meios de comunicação perigosos (assim não haja qualquer tipo de controlo na informação veiculada), estão criadas as condições óptimas para que um simples boato assuma proporções desmesuradamente grandes e consiga denegrir o bom nome de alguém.
Bom, mas assim voltamos ao tempo do "lápis azul" (censura), dirão alguns. Não necessariamente. Até porque da mesma forma que há o mau jornalismo há também o bom jornalismo. Pessoalmente, considero bom jornalismo aquele que traz à luz do dia assuntos que se ouve falar uma vez e depois não se ouve falar mais. Chama-se a isto jornalismo de investigação. De pôr o dedo na ferida. De contactar pessoas que falam para a câmara com imagem desfocada e voz distorcida. Este, meus amigos e amigas, é sem dúvida o jornalismo sério, de coragem e aquele que importa. É para este tipo de jornalismo que não faz sentido falar em escutas telefónicas ou violação do segredo deontológico do profissional que exerce a sua actividade em prol da produção de um artigo com informação útil para a sociedade. Será esta classe de jornalistas que acabo de referir que efectivamente (e com toda a legitimidade) se insurge com os últimos desenvolvimentos propostos no quadro legislativo. Para a classe de jornalistas que não tem qualquer tipo de decoro ou respeito pela carteira que possuir (e restante classe), creio que será igual ao litro. Indiferente. O problema é que este é o grupo mais representativo. E aquele cujas notícias "vendem" .

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Impunidade

Já perdi a conta dos inúmeros textos em que falei acerca do tema "impunidade". Entre milhões de exemplos que aqui poderia elencar agora, ocorre-me, por simpatia e facilitismo, o caso de um ex-governante e que actualmente tem um espaço de opinião num dos canais televisivos. São públicas várias questões que pecam por não ser transparentes ou perceptíveis ao comum dos mortais relativamente a este digníssimo. E para mim, exactamente por ser "mortal", nunca compreenderei o porquê do sentimento presente de impunidade para determinados prevaricadores. E deste em particular.
Há uns tempos atrás houve um membro de um governo de um qualquer país nórdico que foi acusado de plágio. A sua primeira reacção foi colocar o seu lugar à disposição até que a verdade fosse apurada. Cá em Portugal sucede o contrário. E passo a explicar. São tornados públicos verdadeiras vergonhas e atropelos à legislação e Constituição Portuguesa e nada acontece. Deixa-se andar. Até ao esquecimento ou prescrição. Já por diversas vezes manifestei publicamente a minha profunda descrença no actual sistema judicial português que peca por defender os mais fortes e sacrificar os mais fracos, quando a realidade devia ser outra. Mas não é. Costuma dizer o povo que quem é rico arranja forma de pagar a alguém para ajudar a procurar os "meandros" da lei e fugir aos impostos. Quem é pobre não terá esta facilidade. E acabará por pagar sempre a factura no final. E com tendência a um agravamento da mesma porque se o Estado deixa de ter um "encaixe" esperado decorrente da aplicação dos impostos...alguém terá de pagar, em algum momento, muito mais.
Mais uma vez, parafraseando o povo, Portugal é um País de brandos costumes. Com o passar dos anos, e infelizmente, sou obrigado a concordar. Veja-se o casos dos últimos escândalos que fizeram manchetes em todos os jornais portugueses. O que aconteceu aos principais arguidos? Estiveram "dentro" algum tempo e depois saem para um regime de prisão domiciliária com pulseira electrónica. É portanto esta a resposta da nossa justiça a alguém que "torrou" milhões de euros que não eram seus, que matou pessoa e tantos outros casos de flagrante imoralidade e vergonha. E outros exemplos que nunca serão conhecidos.
Há um par de meses recebi uma notificação de pagamento de uma multa por excesso de velocidade. Não tugi nem mugi. Paguei logo. Os dados eram todos coincidentes e facilmente me "colocaram" naquele dia, aquela hora, naquele local. O que 90% dos portugueses faz é tentar adiar. E escreve uma carta para alguém dizendo que trabalha e que precisa da carta de condução. Acho delicioso. Então quando o radar detectou alguém em velocidade excessiva, num Domingo (por exemplo), essa pessoa estaria naquele preciso momento, desempregado(a)? Dizia-me alguém há umas semanas que pelo facto de eu ter pago voluntariamente a multa, assumi a culpa. Questiono-me qual é a lógica de este pensamento tão....peregrino. Prevarico, pago. Assumo com toda a naturalidade a culpa de ter infringido o limite de velocidade máxima permitido naquele local. E então? Não devo dinheiro a ninguém e muito menos sou ou alguma vez fui caloteiro. Por ter infringido o Código da Estrada (CE), eu, que sou "pobre", entendi pagar o devido montante associado à infracção. Ninguém me obrigou, mas paguei voluntariamente. Cerca de 45 minutos depois de ter aberto a notificação e a ter interiorizado o seu conteúdo. Gostava de saber, é um exercício que tenho para mim como importante, quantas pessoas o fariam. Assim, tal e qual eu fiz. E mais interessante ainda será perceber quantas pessoas recebem multas de estacionamento (e não pagam) e impugnam até não conseguirem mais as multas de velocidade. Ou identificam como condutores...a avó ou avô. Que têm carta de condução válida e que estão...num lar de idosos. Mais uma vez a impunidade. E quantas mais centenas de casos podia aqui avançar como excelentes exemplos do que por cá se passa...

domingo, janeiro 05, 2014

Ano Novo

Votos de Bom Ano de 2014

Em primeiro lugar quero felicitar todos(as) os meus(minhas) leitores(as) pelo novo ano que agora entra. Que 2014 traga tudo de bom, especialmente muita saúde e dinheiro. Sem saúde o dinheiro não serve de muito.
Em segundo lugar, os meus mais sinceros votos para que, no campo profissional, tudo melhore. Quer ao nível da remuneração para aqueles que estão no activo (e agora que se fala numa aparente retoma económica), quer ao nível da oferta de mais postos de trabalho possibilitando aqueles que estão no desemprego há muito tempo que ganhem novo alento em 2014.
Em terceiro e último lugar, o amor. Que este ano seja uma referência em termos de consolidação do que já se sente por alguém e que seja também um ponto de partida para aqueles que nada sentem e que querem sentir. E quero acreditar que o ano que agora tem início vai ser um ano rico em boas novidades.

Gripe

É verdade. Comecei o ano com o pé esquerdo. É a segunda vez que este maldito vírus me apanha desprevenido num tão curto espaço de tempo.  E desta vez conseguiu levar a melhor porque me "atirou ao tapete" durante um dia inteiro...arrepios de frio, dores na cabeça e corpo, dores de garganta, fizeram com que não me conseguisse levantar e ir trabalhar. Ou treinar, naturalmente. Creio que não errarei muito ao avançar a informação de que esta será uma estirpe do vírus diferente e mais resistente. Senão vejamos: eu que faço desporto regularmente terei, à partida, um sistema imunitário mais forte que uma pessoa que não tem uma prática de desporto tão regular, certo? E a virulência do bicho tem mesmo de ser elevada para me ter deixado/deixar derreado. Mas estou a tratar dele... Quem me vai conhecendo percebe as implicações que isso tem para mim, em termos de disciplina e cumprimento de objectivos. Contudo, há uma novidade. Consigo ler tudo isto de outra forma (e que não conseguia ler ou perceber até agora e que é lógico para qualquer pessoa com 2 dedos de testa): É simples. Se eu estiver recuperado e a 100%, mais rapidamente poderei retomar o trabalho e os meus tão queridos e necessários treinos. Confesso que demorei algum tempo a chegar a este ponto e a contornar a questão da disciplina e treino, mas é a realidade. Na questão do trabalho, graças a Deus tenho bons colegas que conseguem fazer as minhas vezes. No treino, tudo se recupera. Com afinco e determinação. E perseverança. Características que não me faltam. Depois, também me é fácil de compreender que uma gripe mal curada tem dois potenciais perigos: a) Para mim mesmo, porque poderá dar origem a outro tipo de maleita mais severa e complicada de resolver (e.g. pneumonia) e b) Contágio dos meus colegas o que significa, só por si, diminuição da produtividade. E como diz o povo "Com a saúde não se brinca". E desta vez não posso mesmo brincar. E só sairei de casa quando estiver a 100%

Eusébio

Não sendo um entusiasta do futebol é com alguma tristeza que vejo partir aquele que foi, considerado por muitos, o melhor jogador de futebol português de todos os tempos. Calhou ser do Benfica, mas podia ter sido de outro clube qualquer. Segundo sei, a sua história não foi diferente de muitos outros jogadores de futebol daquela altura. Alguns tinham sucesso. Outros não. O Eusébio teve. E muito. Numa altura do pós-guerra em que a Alemanha, Reino Unido, França e Itália tinham jogadores do mais alto nível, Portugal mostrou que não ficava atrás por via de ter um jogador importantíssimo - Eusébio. E o Benfica teve dos seus melhores anos. De sempre. Mais um ciclo de vida que se fecha. Paz à sua alma.

domingo, dezembro 29, 2013

Prova S. Silvestre 2013

É com orgulho que posso, aqui e agora, dar nota de ter participado ontem na prova "S. Silvestre 2013", patrocinada pelo "El Corte Inglés" (ECI). Eu e mais 7999 atletas provenientes dos mais variados pontos do nosso Pais. E do mundo, na medida em que ouvi outras línguas que não a nossa.
Esta prova culmina um ano de 2013 recheado de participações noutras provas do género. Igualmente sérias bem entendido, mas não com a grandiosidade e projecção mediática que a prova do "S. Silvestre" tem. Para aqueles que me lêem e acabaram de chegar ao Planeta Terra, a prova do  "S. Silvestre" está para as pessoas que correm como o Vaticano está para os católicos. Ou Meca estará para os muçulmanos.
Confesso que quando me iniciei na corrida há dois anos e pouco não ligava muito a este tipo de evento. Preocupava-me mais em controlar a respiração e não passar a ideia às outras pessoas que corriam no mesmo espaço físico que eu que ía morrer com falta de ar daí a dois minutos. Por outro lado, pensava eu, o que interessa, no final, é a prática desportiva e não tanto o mediatismo desta ou daquela prova em particular. Mas as coisas mudam. Como em tudo, de resto. E claro que ambicioso como sou só podia mesmo participar numa prova destas e validar o resultado do meu treino regular ao longo de todo este tempo.
Na Quinta-Feira passada fui ao "ECI" buscar os "kits" de participante. Refiro o plural porque era para ter corrido com 3 colegas (e amigos)..e acabei por ir correr sozinho. Desistiram. Dos fracos não reza a história, costuma apregoar o adágio popular. E é uma grande verdade. Eu inscrevi-me e fui. Sem desculpas. E sem mais comentários para quem se desculpa com o excesso de trabalho para a não prática do exercício físico. Adiante.
Creio que a prova deste ano registou um recorde histórico de inscrições. Só quem esteve lá poderá atestar o que significa a conjunção de palavras "mar de gente". Das mais variadas idades, sexos e raças. Poderia também dizer "credos" mas isso sugeriria que em algum momento da prova eu tivesse questionado algumas pessoas acerca das suas crenças religiosas! E claro está que não o fiz. Mas gosto deste tipo de pluralidade.
A prova esteve bem organizada justificando o porquê de ser uma das mais conhecidas (e importantes) dentro do género. As saídas dos atletas foram feitas por tempos. Significa isto que havia grupos de pessoas que se inscreveram na prova atestando que perfaziam a distância de 10 quilómetros abaixo do tempo de 40 minutos. Outros inscreveram-se como perfazendo a mesma distância acima dos 60 minutos. Inscrevi-me neste último grupo. Embora a nível de treino esteja a registar tempos significativamente inferiores...teria de evidenciar documentalmente isto aquando da minha inscrição. Porquê? Porque os grupos de pessoas que correm abaixo dos 60 minutos são grupos "rápidos" São pessoas que não estão ali a marcar passo e que têm um objectivo claramente definido - validar publicamente o seu tempo numa prova oficial. E arrependo-me um pouco de não ter feito a inscrição no grupo imediatamente antes daquele em que me inscrevi (acima dos 60 minutos). Ou seja, automaticamente fiquei integrado no grupo de....7000 pessoas. Partindo no final ou a meio deste grupo, nem sei bem,...foi muito complicado ultrapassar e furar os vários grupos de amigalhaços, coxos, pessoas que foram simplesmente ca-m-i-n-h-a-r....etc. Numa prova de corrida!! Mas como refiro acima a responsabilidade foi inteiramente minha. Devia ter pensado nisso e aprendido com a minha corrida anterior (ver meu texto num mês anterior - Night Run).
Como seria de esperar paciência é algo que não se tem quando se treina regularmente e se vai para uma prova destas tentar melhorar tempos. Comecei logo a passar-me logo ao fim de 200 metros após ter sido dada a partida. Não estava a conseguir ultrapassar ninguém e tive de começar a abrir caminho. A maior parte das vezes esgueirando-me entre as várias pessoas...e ao mesmo tempo que saltava (para não ser rasteirado pela passada do atleta que era ultrapassado). Até que cheguei a um ponto em que não conseguia mesmo passar. E tive de "dar um encostozito" a uma menina mais lenta que devia ter joanetes nos pés de tão lentinha era. Importa salientar que este "encostozito" acontece numa altura em que tenho cerca de 80 kg de massa muscular e estou em movimento (segundo as leis da física foi um encosto com quase o dobro do pêso). Claro que a menina deve ter momentaneamente pensado que tinha chegado ao espaço cósmico. Furibunda, o melhor que conseguiu foi fazer-me uma "festazita" nas costas...isto .porque me pulverizei na multidão aos saltos e em corrida. Com o meu gorro preto na cabeça.
O trajecto da prova em si foi muito próximo da última que fiz, no período nocturno, na mesma zona da cidade de Lisboa. Contudo, quase no final, e a subir a Avenida da Liberdade, os meus músculos traíram-me. É verdade. Acontece aos melhores. Quase, quase a chegar ao Marquês de Pombal, e depois de ter corrido quase 9 quilómetros sem parar (aos saltos e com arranques e travagens) tive de parar de correr. Perfiz a distância até ao Marquês a pé e já na rotunda retomei a corrida até à recta da meta sem parar.
Fico contente por ter terminado o ano de 2013 com esta prova exigente. Tirarei algumas conclusões que terei de ter presentes nos meus próximos treinos e porque normalmente corro em plano e nunca com a inclinação que experimentei ontem, na parte final da corrida e depois de ter corrido o que tinha corrido. Mais uma vitória pessoal!

domingo, dezembro 22, 2013

O Circo

Por ocasião da vinda do meu sobrinho a Lisboa consegui arranjar alguns bilhetes para o circo e qual família feliz lá fomos com o diabrete ver os palhaços.
Começo por dizer que o circo de hoje é diferente do circo da minha altura. Ou seja, estou velho. A última vez que fui ao circo deve ter sido há mais de 35 anos. Ou mais ainda. Também não interessa muito para a história. O "meu" circo tinha focas, ursos que se punham em pé e leões que rugiam ao som do chicote do treinador a cortar o ar. Tinha mágicos que desapareciam envoltos em fumaça (se calhar estou a confundir com algum espectáculo de vi na televisão do saudoso David Copperfield..mas também não interessa para o caso). Onde quero chegar é que há diferenças bem grandes entre estas duas épocas.
Ainda não consegui perceber muito bem o motivo pelo qual o Afonso ficou quase todo o espectáculo a olhar para o tecto. Só ele e Deus saberão o que viu lá. Da minha parte...achei que o que aconteceu ali (no chão, portanto) e à minha frente foi...no mínimo....entediante. Em bom rigor e infelizmente, é a mais pura das verdades. A dada altura - e não estivesse ali o pequeno Afonso - teria certamente "passado pelas brasas" como a maior das facilidades. Faz parte de qualquer evento onde tenha de ficar sentado por mais de 45 minutos. Regra geral...adormeço. É frequente.
Não sei muito bem para onde vamos. Um circo sem mágicos é como uma praia sem areia. Fica a faltar alguma coisa. E acredito que eu próprio tenha tomado mais atenção ao espectáculo que tinha lugar à frente dos meus olhos do que o pequeno Afonso. Sim, que continuava a olhar para o tecto.
Não podiam ter escolhido pior a apresentadora do circo. Uma matrona, aí com uns expressivos 2,0 metros de altura por 1 metro de largura e com uma tatuagem no peito. À distância que me encontrava não consegui perceber bem o que simbolizava. Mas não me parece que estivesse muito longe da "clássica" rosa encarnada. Que contrastava com o seu cabelo curto ruivo-fogo. Já não falando da voz que faria a voz do Pavarotti parecer um canário rouco.
Não tenho dúvida que os cães amestrados, as pombas brancas obedientes ou os 15 ginastas de Leste tenham feito a pequenada ficar calada e muitíssimo atenta e consequentemente bem comportada.
Moral da história: voltarei ao circo com o Afonso quando tiver 25 anos. Talvez aí já demonstre algum interesse pelo que se passa "cá em baixo" em vez de passar todas as duas horas a olhar para o vazio.

domingo, dezembro 15, 2013

Concursos Televisivos

Na medida em que os meus treinos terminam não raro após a hora do jantar são muitas as vezes que tenho a felicidade de assistir a alguns concursos televisivos. Destaco entre outros o "Quem quer ser milionário" e o "Hell´s Kitchen". E passo a explicar o porquê de ser mais provável eu mudar de sexo do que alguém me ver como concorrente em qualquer um destes programas de elevado interesse do público em geral.

"Quem quer ser milionário"

Trata-se de um concurso onde são testados exaustivamente os conhecimentos dos concorrentes em vários domínios. É actualmente apresentado pela minha querida amiga e muy estimada Manuela Moura Guedes que faz questão de o relembrar todas as noites, não vá alguém mais distraído esquecer-se. Acho-lhe tanta piada. Também é engraçado constatar que as primeiras perguntas endereçadas pela Nela ao concorrente...seriam respondidas pelo meu Afonso com uma perna às costas e assim já conseguisse o petiz falar: "Quais as cores que não estão na bandeira de Portugal" ou "Organize os graus académicos desde liceu até Doutoramento"...são dois bons exemplos de perguntas de "entrada"..para passar a mão no pêlo dos visados. É claro que a coisa se complica. E às vezes dou comigo a pensar que com o calor do estúdio e o avançar das perguntas seja frequente as camisas se irem colando às costas dos concorrentes. Posso avançar que até já coloquei um "reminder" na minha agenda para não me esquecer de enviar um sms à  Nela para rever o critério de selecção de algumas pessoas que lá vão responder às perguntas da minha amiga. Em alguns casos fico a pensar que saíram debaixo de uma rocha directamente para a cadeira onde são interrogados de tão asnos são a responder. Perguntas básicas e respostas dadas....completamente ao lado. Mas o modelo do concurso é esse mesmo. E é preciso respeitar o mesmo.

"Hell´s Kitchen"

Aqui a conversa já é outra. Para começar assumo sem qualquer pudor que não poderia lá ir pelo facto de ter um ódio de estimação com o "chef" Gordon. Porquê? Porque é um pedante arrogante. E mais. Pelo facto de ser reconhecido como alguém que faz um bom "Bacalhau à Braz" não lhe dá o direito de berrar com as pessoas e fazê-las ficar com dor de cabeça. É aqui que reside a minha impossibilidade clara e inequívoca de participar no programa. Ainda que mostrasse ao júri quão delicioso é o meu esparguete com gambas. Ou o meu bife grelhado. Entre outros pitéus que só eu sei confeccionar.
Quero acreditar que há neste programa / concurso uma grande dose de ficção. Ou seja, que as pessoas são maltratadas, mas que é algo "combinado" antes do episódio ser gravado. Se assim não fôr não compreendo como é que ninguém atirou com óleo a ferver para os olhos do "chef". Ou ainda não lhe atirou à tola com um pernil assado no forno com mel e ervas aromáticas! Mas não sendo ficcionado...espero ainda ver isso acontecer um dia. Basta aparecer lá alguém.....como eu!

Vozes incómodas

Existem temas que evito desenvolver em público porque tenho uma opinião bem construída sobre os mesmos. E mais, não são temas em que a minh...