domingo, julho 31, 2016

Feitios complicados

Bem sei que não sou fácil. Mas há pior que eu. Bem pior.
Hoje em dia há uma tendência e facilidade muito grande em querer que as pessoas façam aquilo que lhes parece ser o certo: que falemos como acham que se deve falar, que façamos o que acham que deve ser feito, etc..
A questão é que esta forma de pensar tem dois (grandes) problemas associados. Em primeiro lugar, sugere a anulação de alguém. Em segundo lugar revela autismo e egocentrismo.
Ninguém tem o direito de fazer com que uma pessoa se anule. É errado. Imoral. As pessoas são livres de realizar as suas escolhas e fazer o que bem lhes apetece, quando e como lhes convier. 
O autismo e egocentrismo andam de mãos dadas quando apenas é possível ver um ponto de vista. Não são aceites outros. E se quer que seja tudo feito à sua imagem....

domingo, julho 24, 2016

Exame Krav Maga

Passei com êxito o primeiro exame do Krav Maga. Oficialmente já faço parte da "família" do Krav Maga.
Não vou dizer que foi fácil. Para mim não foi. Foi necessária alguma disciplina e aperfeiçoar durante duas semanas algumas técnicas que seriam avaliadas em exame. Meia hora antes da aula propriamente dita.
E agora? Aperfeiçoar os pontos menos bons e continuar. Próximo cinto. Com a mesma determinação. Sem quebrar.

domingo, julho 17, 2016

Condecorações

Sou contra estas condecorações atribuídas aos jogadores da Selecção Nacional de Portugal. E especialmente por serem condecorações atribuídas a atletas que não fazem mais do que a sua obrigação. A minha verdade é esta. 
Naturalmente que aceito (mas não concordo) que haja lugar a este tipo de reconhecimento por parte do Presidente da República (PR) pelos serviços prestados pela Selecção Portuguesa de Futebol lá fora. Mas acho exagerado serem condecorados. E explico porquê.
Há um risco muito alto de as medalhas se esgotarem. Afinal não serão só 23 medalhas para os jogadores convocados (e suplentes que também merecem). Terão de ser acrescentadas medalhas para os representantes de Portugal no atletismo, no lançamento do pêso, no hóquei em patins, no remo, futebol (sub-21) e por aí adiante. Ou não serão também representações dignas de Portugal no estrangeiro? Ou serão por algum acaso actividades de somenos importância? E não ocorre a ninguém condecorações póstumas para os 3 militares da Força Aérea Portuguesa (FAP) que morreram ao serviço pela Pátria? Não estavam a beber jolas no bar da messe. Estavam em serviço.
Sinceramente, acho perigosa esta decisão do actual PR. Se por um lado, a minha apreciação é globalmente positiva deste mandato, até agora, por outro lado começo a ver algum tipo de exagero em algumas situações. Esta é uma delas. Escusada. Exagerada. E que certamente abrirá um precedente com as devidas consequências.

domingo, julho 10, 2016

Final Europeu 2016

Começo por dizer que nunca esperei que Portugal conseguisse chegar a uma final deste Europeu de futebol. Bem sei que percebo mais da produção de azeite que de futebol, mas também acho que consigo perceber se um tipo chuta ou não chuta bem um esférico. Não me parece que seja preciso ter um doutoramento para ser possível perceber isso.
À semelhança de tantos outros eventos do género, mais uma vez Portugal pára (literalmente) para ver a sua Selecção de futebol jogar. Seria inédito e não corresponderia à verdade dizer que não gostei da vitória de Portugal frente à Hungria ou à Polónia. Confesso que até hoje estou para perceber como. Especialmente com estas duas equipas que em campo foram incontornavelmente superiores. Mas a sorte esteve do lado de Portugal. E no final do jogo, o resultado foi-nos favorável. Ainda bem,
Este tipo de situação leva-me a outro tipo de considerações. A sorte. Sem querer ser saudosista, sou levado a pensar que há 30 ou 40 anos, sorte era algo que não existia. Havia sim talento para jogar à bola ou não. Sem muito mais. Se uma Selecção soubesse jogar à bola ganhava o jogo. Se não soubesse jogar, era afastada da competição e voltava para casa mais cedo. Mas nos poucos filmes que há daquela época, vejo raça. Vejo "nerv" (termo inglês que será sinónimo de raça, fibra) e vejo o mesmo foco que até há hoje: a vitória. Mas actualmente não percebo isso na nossa Selecção. Há sim uma grande mediatização de tudo (o que não deixa de ser normal face ao avanço dos tempos e tecnologias) e há uma pressão esmagadora em alguns jogadores. 
Estou perfeitamente à vontade para, mais uma vez, falar de futebol como sendo algo que me estimula menos que um documentário no National Geographic sobre a reprodução dos hipópotamos que vivam continente africano profundo. Esta é a minha verdade. Contudo, quando me lembro, não deixo de deitar o olho (quando me lembro que Portugal joga) e invariavelmente fico enfadado. 
Esta Selecção de futebol não reflecte a fibra dos jogadores de outros tempos e que efectivamente jogavam um futebol diferente (e melhor). Naturalmente que esses mesmos jogadores, e em abono da verdade, não tinham jogado antes em campeonatos exigentes o que levava a um cansaço acrescido. Mas não é disso que estamos a falar, certo? Um atleta de futebol profissional tem de aguentar este tipo de vida / solicitação. Será isso que também justifica o seu salário.
Ainda assim desejo que Portugal ganhe à França. Boa sorte.

domingo, julho 03, 2016

Lisbon Air Race 2016

Hoje é o segundo (e último dia) do Lisbon Air Race que está a decorrer no Parque das Nações, em Lisboa. Trata-se de um evento muito similar ao "Red Bull Air Race" (RAR) sendo que, na minha opinião, peca pela escassez de recursos e por uma notória lacuna na organização - atrasos. Não deixam de ser organizações com dimensões diferentes e, "no final do dia", isso acaba por ser reflectido em termos do espectáculo em si.
Aparte destes "pequenos" detalhes, as condições climatéricas também não eram de feição à hora prevista para o início do evento: muito vento que aliado a uma temperatura atmosférica alta (significa correntes de vento ascendente que podem interferir com sustentação das avionetas). Esta poderá ter sido uma das explicações para haver um atraso significativo nas várias secções e algumas trocas no programa. De resto, gostei do espectáculo. A zona ribeirinha acaba por ser convidativa a um passeio nestes dias soalheiros e como tal, este entretém gratuito acabou por reunir nas margens uma moldura humana interessante (e curiosa). Para hoje estão prometidas algumas surpresas que estou curioso para ver! E registar para a posteridade!! :)

domingo, junho 26, 2016

Portugal - Croácia (25.05.16)

1. O nível de jogo que a Selecção Portuguesa mostrou hoje em campo contra a Croácia está nivelado com..um qualquer jogo amigável "pré"-Campeonato Europeu. E seguramente não será este o nível de jogo normal numa Selecção Nacional e da qual faz parte, por exemplo, o melhor jogador do mundo. Nota: É importante não esquecer que a generalidade dos jogadores chegam a este campeonato depois de uma temporada muito exigente; 2. Do pouco que vi e percebo de bola...o CR7 "acorda" no prolongamento. Faz um passo para o Quaresma que acaba por "mergulhar" na baliza croata facturando um golo que permite o acesso aos quartos de final; 3. Portugal não jogou bem. Teve sorte na finalização de uma jogada - que resultou num golo e é isso que interessa. Já a Croácia foi infeliz nas várias finalizações, mas foi notoriamente superior em campo. Conclusão: O resultado final do jogo de hoje não é mérito de Portugal. É demérito da Croácia.

domingo, junho 19, 2016

Receber formação

Quem como eu, dá formação com muita regularidade, tem uma tendência inevitável para avaliar outras formações em que participa - enquanto formando.
Não é qualquer pessoa que tem jeito para dar formação. Desengane-se quem pensa assim. Dar formação não é só debitar informação. É interagir. É conhecer os tempos para falar e para ouvir. É não interromper. É, de forma eficaz e eficiente, passar a mensagem e validar no final da sessão de formação que não há dúvidas.
Ao longo dos anos fui melhorando as minhas sessões de formação em função daquilo que entendo ser o mais indicado e aproveitando as várias experiências das sessões de formação em que estive sentado (formando). Como diz o adágio popular, os bons exemplos devem ser seguidos. E no mundo da formação, os bons exemplos são aqueles em que o formador consegue que não haja conversa com o parceiro do lado ou ainda aquelas sessões em que o telefone não passa a ser mais interessante que o formador.
A conclusão à qual chego quando tenho formação é que, regra geral,....os formadores que tenho tido não conseguem cativar a sala. Como consequência fico, não raro, entediado. Eu e todos os outros formandos. E acrescento que as piores formações são aquelas que têm lugar no período da tarde!

terça-feira, junho 14, 2016

Estágio Krav Maga

Em primeiro lugar devo um pedido de desculpas por só estar a escrever estas linhas a uma 3F quando o faço normalmente aos Domingos. Bem sei que não terá qualquer importância para a maioria das pessoas que me segue..para mim tem. É um desvio ao que tenho como definido. Mas há uma explicação: krav Maga. Sim. Uma das minhas actuais actividades.
Falta pouco para um exame importante que simboliza a entrada na graduação. O estágio que me tomou os últimos 4 dias permitiu o contacto não só com outras metodologias de ensino, bem como com outros Mestres e alunos que gentilmente partilharam o seu conhecimento técnico.
Foram dias intensos, cansativos, mas que em momento algum me arrependo de ter participado. Excelente. Não me restam muitas palavras para descrever o quão identificado me sinto com esta actividade de defesa pessoal. 
O meu instrutor entretanto abordou uma possibilidade para eu ir pensando e interiorizando: eu próprio vir a ser instrutor. Gostei. Ainda que tal não venha a acontecer nos próximos dois anos, senti que o meu esforço, empenho e dedicação são reconhecidos. E deu-me mais alento. Muito mais! 

domingo, junho 05, 2016

Muhammad Ali (1942-2016)

Ninguém é indiferente ao desaparecimento do Muhammad Ali (nascido como Cassius Clay), e um pouco à parte de ser tido como o maior pugilista de sempre. Esta é apenas um dos ângulos importantes que importa reter quando falamos desta importante e incontornável personagem.
Viveu e cresceu numa das mais quentes épocas dos Estados Unidos marcadas pelo racismo e guerra do Vietname. No tema "racismo", li algures há uns anos atrás que o Muhammad Ali estava para o boxe como o "nosso" Eusébio estava para o futebol. Sendo ambos de côr, cresceram em sociedades marcadamente racistas e marcaram uma posição indelével. À sua dimensão e realidade não havia ninguém melhor do que eles. E isto alterou significativamente o paradigma da época. Nos dois países. De alguma forma foram "embaixadores" das duas modalidades destes dois países no estrangeiro. E cada um, à sua maneira, eram temidos pelos adversários.
Na questão da guerra há uma divergência clara. Mohammad Ali era um intelectual. Visionário e fiel às suas convicções, recusou-se a cumprir o serviço militar no Vietname em profundo desalinhamento com a política militar vigente. Já Eusébio cumpriu o serviço militar como qualquer cidadão português. Isto mostra bem a fortaleza das convicções de um e de outro...

Deixo abaixo algumas citações de Mohammad Ali fazendo jus à sua alma e na medida em que muitas delas deverão nortear as nossas vidas:

(...)

"É a falta de fé que faz as pessoas terem medo de aceitar desafios e eu acredito em mim mesmo."

"O Homem que não tem imaginação não tem asas."

" O Homem que vê o mundo aos 50 anos do mesmo modo que via aos 20 anos, perdeu 30 anos de vida."

(...)

Deus dê Paz à sua alma

domingo, maio 29, 2016

Euro 2016

Dentro de dias começa em França o campeonato europeu de futebol. Para quem gosta de futebol é de certeza um espectáculo importante e, estou certo, vai ser muitas vezes utilizado como justificação para chegar a casa mais tarde por ter ido ver um determinado jogo com os amigos. Na companhia de umas loiras. Cervejas, bem entendido.
Na parte que me toca digo sem qualquer problema que posso bem sem os jogos de futebol. Nacionais ou europeus. Aliás, e em bom rigor, só esta semana que agora termina percebi que ía haver um campeonato de futebol europeu e que teria lugar em França. Por aqui se vê a importância que dou à bola.
Não é tanto o europeu de futebol que me traz boas recordações. É assim o realizar-se com uma periodicidade de 4 anos. E significar, simplesmente, que foi quando resolvi mudar a minha vida e comecei a actividade física (na altura só corrida). Desde então...nunca mais interrompi. E hoje em dia, como se sabe, até faço duas coisas diferentes entre si e que nada têm a ver com corrida. Bom, uma delas tem corrida algumas vezes.
Espero que daqui por 4 anos possa aqui vir a este espaço e continuar a partilhar esta vontade toda. No final do dia...só eu ganho!! E é isso que me interessa.

Nota: O baptizado da minha princesa correu muitíssimo bem. Portou-se lindamente. O mano é que agora começa com as crises de ciumeira....

domingo, maio 22, 2016

Baptizado Maria Luísa

O próximo Sábado é o dia do baptizado da minha sobrinha Maria Luísa. Hoje começa a chegar família que vem dos Açores e que vai também ao baptizado. Esta semana vai ser cheia. Com a companhia do meu Afonso.

domingo, maio 15, 2016

Dia de jogo de futebol

Os dias de jogo de futebol sempre foram e serão momentos de paz para mim. Para começar porque detesto futebol e acho óptimo que toda a gente vá ver os jogos. Ou na televisão ou mesmo ao estádio. Por outro lado, quando há um "derby" ou um "clássico", em Lisboa, a cidade fica vazia.
Ir aos supermercados pode ser um passeio no parque. Sem pressões. Com lugares para estacionar e com atendimento célere. Ir à praia deixa de ser uma preocupação. Lugar de estacionamento à "porta" da praia. Poder estender a toalha sem ter de andar quilómetros e quilómetros para ter um pedaço de areia sem ninguém do lado.
Hoje é dia de decisões finais. Jogos decisivos para os "arqui adversários": Benfica e Sporting. O primeiro joga em casa e faz a festa no Marquês se vencer. Já o Sporting vai jogar a Braga e fará a primeira parte da festa por lá. A partir das 1700H numa televisão (ou estádio) perto de si. Que ganhe o melhor. Eu vou passear.

domingo, maio 08, 2016

Concerto AC/DC

Com um dos meus melhores amigos fui ver os AC/DC ontem, no passeio marítimo de Algés. Contando a história desde o início...
Depois de ter perfeito um vôo (ida e volta) a África, com meia dúzia de horas dormidas no total não foi a chuva e o vento (que me receberam no aeroporto de Lisboa) que me fizeram desistir de ir ver este conhecido grupo de (bom) rock and roll.
O actual vocalista fez a sua estreia com este grupo em Lisboa. Substitui uma lenda viva, que por motivos de saúde teve de se afastar. Era com grande expectativa (e algum cepticismo para muitos fãs) que esta actuação era esperada. Conheço várias pessoas que quando conheceram a impossibilidade do vocalista de sempre actuar e o substituto escolhido pediram a restituição do dinheiro gasto no bilhete. E a promotora do espectáculo fê-lo, de forma diligente. Melhor não podiam ter feito e ficaram muito bem.
Apanhei muita chuva nas primeiras duas horas em que cheguei ao local do concerto. Levava apenas um corta-vento fino que rapidamente fez com que a camisa que levava por baixo ficasse rapidamente ensopada. A partir daí foi tentar, dentro de uma logística importante (i.e. carteira com documentos pessoais e dinheiro, chaves do carro e telefone) não ensopar tudo e passar os próximos dois anos em repartições públicas a tratar de documentos pessoais.
Depois de uma banda que fez o início do espectáculo (não me recordo do nome) começaram então os AC/DC. Não podia ter sido um espectáculo melhor. Curiosamente não choveu mais durante todo o espectáculo e todas as músicas interpretadas, repito, todas que fazem parte do imaginário de qualquer fã, foram fielmente interpretadas. No final do espectáculo tive de apanhar um táxi para casa e aqui surgiu mais uma vez, a falta de respeito de algumas pessoas (Nota: tive de apanhar um táxi porque deixei o carro noutro local...e apanhei um táxi para o espectáculo com receio do estacionamento). Imagine-se uma fila de 60 pessoas para apanhar um táxi. E que naturalmente tem um início. Agora imagine-se que quando está quase a chegar a nossa vez aparece outra fila. Formada a partir do início da primeira, mas numa direcção oposta. E outras pessoas que corriam na direcção dos táxis para os apanhar antes de chegar à praça. Claro que deu barulho. E claro que tive de me indispor com um grupo de espanhóis. Resultado, cheguei a casa uma hora e meia depois do concerto ter terminado, Com a roupa húmida no corpo (quase seca entretanto), muito cansado depois das poucas horas de sono dormidas nas viagens..mas com a sensação de missão cumprida e contente pelo facto de ter vivido mais esta experiência com um dos meus melhores amigos. 

domingo, maio 01, 2016

Cansaço acumulado

Ainda há bem pouco tempo estive algum tempo de férias (por altura da vinda do meu irmão a Lisboa com a respectiva família). Sinto-me cansado. Desde que retomei o trabalho que entrei num corropio de auditorias e ciclos de formação tal que não tem sido possível descansar.
Mas há um factor que contribui decisivamente para esta condição. Aliás, e em bom rigor, são dois: os 4 dias de treino durante a semana e o não ter ainda a disciplina de me deitar a horas decentes para permitir ao corpo a tão desejada recuperação.
Tenho portanto de encontrar um equilíbrio. Rápido. E que evite que ande a dormir aos bocados durante o final de semana (para tentar recuperar as horas de sono que devo à almofada)!

domingo, abril 24, 2016

Coisas que acontecem

A semana passada foi marcada por dois incidentes no treino (Krav Maga). O primeiro na aula de 2F e o segundo na aula de 5F. Em qualquer deles não tive culpa (directa ou deliberadamente). É importante esta nota.
O Krav, pelo que me é dado a conhecer até ao momento, é uma actividade de contacto físico. Mesmo que seja um contacto, digamos, suave e em ambiente de treino, por vezes é necessário aplicar mais força senão não se sente o efeito de uma reacção a um determinado ataque. Na 2F fui posto pela primeira vez em combate. Uma pequena simulação do que é um combate (quer para exame de atribuição de graduação / cinto) quer para simular o que poderá acontecer no mundo real. Calhou-me o Duarte, um miúdo com 19-20 anos, mas que já tem algum tempo de prática desta actividade, bem como tem bastante agilidade para 1,90 metros de altura. Significa isto que apanhei. Não só porque não fiz bem a guarda (defender os ataques), bem como pelo facto do Duarte ser mais alto e claro, por eu ter menos experiência. Se para ele foi "um passeio no parque"...para mim foi um momento de stress e frustração. Comer e calar, resumidamente. Até ao momento em que o consigo agarrar. Ele tem altura..mas não tem força. E nesse momento, quando o consigo agarrar pela cintura, concorrem imediatamente duas leis básicas: a) Menos altura = centro de gravidade mais baixo (logo maior equilíbrio) e "se tens um adversário com mais corpo que tu nunca te deixes agarrar". Foram dois aspectos que foram negligenciados até certa altura. Claro que quando o agarrei as coisas mudaram de figura. Quer com o Duarte quer com outro colega com que tinha combatido anteriormente, o Pedro. Também consideravelmente mais novo e mais alto que eu. Até que o instrutor me disse para combater com ele. Este combate já tem início depois de eu ter combatido duas vezes. Ou seja...já cansado. Resumindo...mais uma vez levei na corneta porque nem sempre me lembro de usar a guarda, mas o cenário mudou quando o agarro pela cintura e o levei ao chão. Foi aqui que roçou com a cara no chão, marcando a zona próxima do olho direito. Foi interrompido porque me fez uma chave de pescoço. Ao levantar-me, e sem querer, deu-me uma cotovelada na boca que me provocou dois cortes nos lábios (inferior e superior). Acontece.
Na 5F o infortúnio aconteceu quando em momento de gestão de stress (onde simulamos que estamos às escuras e não sabemos o que nos vão fazer), um colega agarrou-me o pescoço por trás. Denomina-se "estrangulamento à rectaguarda" e para o qual há uma defesa treinada. A primeira reacção que me ocorreu foi dar uma cotovelada. Rápida mas sem ser com força. Acertei-lhe abaixo do olho direito e fez logo uma nódoa negra. Acontece. Já ontem enviei uma mensagem ao meu colega pedindo desculpa.
Na 2F o instrutor enviou-me uma mensagem pedindo desculpa pela cotovelada (que deu sem querer) e dizendo que me estava a achar demasiado cansado. Respondi-lhe que neste momento estou a treinar bastante (crossfit) e que é essa a razão pela qual nas aulas de krav se tem notado alguma falta de rendimento. Mas não fiquei contente com esta explicação e assumpção, até que realizei o que está a acontecer: treino 4 x's por semana e quase não descanso. Deito-me tarde (para o que seria desejável) e acordo cedo. Aqui reside a explicação para o cansaço. Ontem dormi mais 7 horas (3 horas de manhã e 4 horas de sesta). Estou quase novo!! 

domingo, abril 17, 2016

Colegas da Faculdade

Foi ontem o jantar de colegas de faculdade. Alguns colegas tinha visto há coisa de 4 anos num jantar também organizado por mim e um deles, em especial, revi depois de mais de 10 anos.
Éramos 9 colegas ao todo. Um colega nosso, que também fazia parte deste grupo, infelizmente, teve um acidente de viação fatal (de mota) que ocorreu entre a realização destes dois jantares. Foi lembrado, naturalmente, com saudade.
Na mesa, fiquei sentado a meio, pelo que fui ouvindo conversas ora de um lado da mesa, ora do outro. De um dos lados da mesa, dois deles tiveram acidentes de viação (de mota) com estados de coma e perda de conhecimento. Situações delicadas (particularmente num deles) e com sequelas que se percebem em alguns momentos da conversa. O outro já aqui tinha falado (foi o colega com quem fui jantar há relativamente pouco tempo).
Foram algumas horas bem passadas. Boa disposição, vários momentos recordados e acima de tudo, o ser possível reencontrar bons amigos que marcaram a nossa vida num determinado período.
A repetir.

domingo, abril 10, 2016

Colegas da Primária

A semana passada reencontrei alguns colegas meus da primária. Depois de alguns contactos preliminares, foi possível reunir, à volta de uma mesa de "cañas" grande parte da minha turma da primária. Há alguns que infelizmente já não se encontram entre nós.
As expressões individuais de há mais de 30 e tal anos estão lá. São as mesmas. Apenas crescemos em altura e temos responsabilidades. Creio que sou o único em que se notam mais os cabelos brancos. A verdade é que os comecei a ter aos 16 anos e desde então, quase todos os anos, é mais uma pincelada: cabelo, barba e outras zonas do corpo que agora e aqui não interessa referir.
A ideia será conseguir reunir este grupo com regularidade. Falta reencontrar alguns colegas...que a seu tempo e com paciência, iremos localizar. Estou bem contente!

domingo, abril 03, 2016

A Constituição da República Portuguesa

Foi distribuído ontem com o semanário "Expresso", um mini livro sobre a "Constituição da República Portuguesa", 7ª edição:

Este documento, para quem não vive no Planeta Terra, foi aprovado e decretado pela Assembleia Constituinte, em  2 de Abril de 1976. Após ter caído o regime fascista. Daí a excelente iniciativa do semanário e distribuição com a edição desta semana do mesmo.
Não irei dissertar acerca das quase 300 páginas de um documento denso e onde estão elencados vários artigos, desde "Direitos, Liberdades e Garantias", passando pelos "Tribunais", "Administração Pública" ou do "Presidente da República", entre outros.
Estou curioso para ler a Constituição na íntegra. Muito curioso, confesso. Todo e qualquer cidadão português devia ler a nossa Constituição. Por forma a conhecer um pouco qual é o documento matriz que regula o nosso País. A referência documental que o Presidente da República Portuguesa tem obrigação de fazer cumprir. A relação que há entre os tratados internacionais e o direito interno. Temas muito, muito interessantes. Já tenho leitura para uns diazitos! 

domingo, março 27, 2016

Domingo de Páscoa e Aniversário do Afonso

O Domingo de Páscoa deste ano coincide com o aniversário do Afonso. Excluindo o Natal, dificilmente consigo imaginar um momento melhor para reunir a família toda.
Este Domingo especial do ano é, tipicamente, um momento em que a família se reúne para almoço (e jantar). Por outro lado, é um momento de introspecção e de visitas mais frequentes à Igreja durante a semana precedente. Por último, mas nem por isso menos importante, é uma quadra marcada pela confecção de doçaria e dos pratos típicos regionais portugueses característicos desta altura do ano, não esquecendo  claro está, os ovos de chocolate e as amêndoas - tenho de pensar em escrever um texto às amêndoas da Páscoa. 
O Afonso passa a Páscoa e o seu 4º aniversário com o Padrinho. É um "2 em 1", portanto. Por outro lado acresce o facto da mana do Afonso ter vindo, pela 1ª vez, ver o tio e os avós. Já disse ao meu irmão que as fotos que lhe tira não fazem jus à beleza da princesa ao vivo. E ainda disse-lhe que não seria má ideia pensar em tirar um curso de fotografia!!
Passei a tarde de ontem com o meu irmão a montar a prenda do Afonso: um "carro-de-corrida" da BMW (lógico):

Parece um carro simples de montar, não é? Não é tanto assim. Principalmente quando é necessário o aperto parafusos em zonas com acesso complicado. Foi uma tarde inteira nisto. Mas que valeu a pena, claro. Tudo foi montado sem que o Afonso desse conta e o brinquedo está escondido na garagem, ao pé do carro do Padrinho. Vai ser um momento único quando o vir pela primeira vez. Estou certo disso. E será um dia que dificilmente irá esquecer!! Aliás, se ele não quiser o brinquedo, quer o Padrinho!

Santa Páscoa para todos(as)!

domingo, março 20, 2016

Os reencontros com amigos

Há dias fui jantar com um antigo colega de faculdade (e amigo pessoal) que não via há vários anos.
Embora mantenhamos contacto regular (telefónico), o encontro será sempre diferente. Ao telefone não temos a percepção visual de como está a outra pessoa. Se engordou (inevitavelmente) ou se, por outro lado, faz algo para manter uma boa condição física (como este vosso escriba). Se perdeu cabelo (com o avançar da idade é natural, já que o ganhar é mais complicado). Ou se mudou o estilo de roupa que vestia. Entre outros detalhes.
O saldo deste encontro é, naturalmente, positivo. Basta que tenha sido possível. O que "per se" significa que ainda por cá andamos. Por outro lado, é uma pessoa que conheço há mais de 20 anos, com quem mantive contacto e reencontro após alguns anos. Pelo meio algum distanciamento por via de opções de vida diferenciadas. Falo de estudos (que no caso dele atrasaram bastante) e droga / álcool. Que sempre condenei, mas no caso dele foi uma saída, creio eu. E o que fez com que muita gente que o conhecia se tivesse afastado.
Há naturalmente sequelas de vários anos de drogas, álcool e ainda por um acidente de viação com traumatismo craniano e perda de conhecimento. Na forma de pensar é perfeitamente notório no discurso marcado por várias interrupções e recuperações. Há partes do discurso que são interrompidas pela confusão mental e baralhação. Para uma pessoa como eu, com pouca paciência para pessoas inseguras ou que erram de forma continuada, já se percebe que não começámos bem o encontro. Lá aliviei e as coisas correram melhor o resto do encontro. Pelo meio, relembrámos algumas histórias e algumas avarias que fizémos quando éramos mais novos que conduziu a algumas gargalhadas.
Este encontro teve a duração de um jantar numa 6F. Daí ter sido mais breve. Dentro de algumas semanas vamos estar juntos com outros colegas de faculdade. Vai ser uma noite bem divertida. Darei nota da mesma por aqui!!

Vozes incómodas

Existem temas que evito desenvolver em público porque tenho uma opinião bem construída sobre os mesmos. E mais, não são temas em que a minh...