domingo, novembro 20, 2016

Desencontros

A nossa vida é pautada por encontros e desencontros. A questão resume-se a uma palavra: disponibilidade. Quando a temos alguém não tem e quando esse alguém a tem, não a temos nós. Nada de novo até aqui.
Desde há alguns anos a esta parte que a minha vida é marcada por um rigoroso e disciplinado programa de treinos. Já aqui tenho falado disso por diversas vezes. A consequência imediata é precisamente um necessário (e lógico) tempo de descanso. Já que não consigo fechar a boca (prazer em comer) em alguma coisa tenho de me sacrificar: descanso. Desde a semana passada que comecei a deitar-me mais cedo. O mais tardar às 2230H. Esforço-me por isso. Bem sei que é muito cedo..mas se não tentarmos ou nunca "forçarmos" o organismo a (mais uma) disciplina, nunca saberemos, certo?
Com tudo isto que descrevo acima, há vários desencontros que se têm vindo a replicar. Porque ainda não descobri como treinar o que treino e ter forças para ainda assim estar fresco para sair à noite. Ou a dividir-me e estar com todas as pessoas que cobram a minha companhia. Ou por exemplo, conseguir agendar uma noitada daquelas rijas ao fim de semana. O meu organismo não autoriza. Não é exequível. Diz-me logo para ter juízo e obriga-me a defender mais - faz-me descansar. Recuperar energias. Porque em menos de nada outra semana está a começar não tarda.
Claro que isto não é desculpa. Quando se quer mesmo, arranja-se tempo. Arranja-se vontade. A questão é que do outro lado, curiosamente, também nem sempre vejo isso. Vejo pontualmente, mas não vejo de forma consistente uma vontade consolidada. Se assim fosse a vontade do encontro era mútua. E a dois, consegue-se mais facilmente o encontro. Contudo, como tenho esta actividade física tão regrada e intensa, é mais fácil dizer que sou eu quem não quer os encontros por via do meu (necessário) descanso. E isso não é totalmente verdade. Em primeiro lugar estarei sempre eu. Mas não sou nada avesso nem contra à questão dos encontros. E volto a dizer...quando se quer, a dois, consegue-se!

domingo, novembro 13, 2016

Eleições nos EUA

Contra todas as expectativas e sondagens, o próximo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) será o Donald Trump (DT).
Confesso-me alheado desta campanha eleitoral. Rica em tricas pessoais e com demasiado tempo de antena nos blocos noticiosos. Consequência? Saturação rápida.
À semelhança do que acontece em qualquer outra campanha eleitoral, é importante que a argumentação utilizada pelos candidatos seja exequível. Ou seja, que haja continuidade no que é prometido em campanha com aquilo que mais tarde deverá ter aplicabilidade em contexto real. E aqui, sou de opinião que nenhum dos candidatos (Trump e Clinton) foram verdadeiros ou consequentes. Mas já lá irei.
A candidata Hillary Clinton (HC) teve um ponto a favor e vários pontos a desfavor. A favor o ser mulher. O facto de ter chegado onde chegou (votação renhida até ao último dia) sendo mulher, faz notar que os EUA estão receptivos a essa ideia, tal como estiveram há 8 anos por altura da primeira eleição de um Presidente negro. O precedente já existe. Desde essa altura. O "problema" de HC foi, entre outros, o facto de não ter preparação/bagagem política consolidada (DP também não tinha mas é milionário) e ter alguns esqueletos no armário que vieram a conhecimento público: a troca de e-mails comprometedora posta a descoberto pelo FBI bem como o facto de, quer queiramos quer não, ser mulher do Bill. Com os escândalos em que este esteve envolvido e que têm, naturalmente, um alcance que dificilmente se apaga.
A campanha eleitoral é usualmente um barómetro do estado de um determinado País. Porquê? Porque há toda uma estrutura organizada para estudar os vários dossiers e vêm à tona os "podres" ou pontos em que cada candidatura decide apostar. É assim em todo o mundo. Mas é possível perceber que as áreas de aposta são quase sempre as mesmas: Saúde, Educação, Justiça, Segurança Social e Defesa. Talvez uma ou outra que não está aqui. Mas não irá variar muito para além destas pastas que refiro. Há uma série de promessas que são feitas em campanha, mas que depois não são concretizáveis na realidade. Contudo, a opinião pública compra avidamente essas promessas. Quer mudança. Quer mais dinheiro ao final do mês, quer um balão de Oxigénio. O que faz sentido.
O maior perigo daquele que irá ser o próximo Presidente dos EUA é precisamente...o ter muito dinheiro. Li ontem que, por exemplo, irá abdicar do seu vencimento enquanto Presidente por via da fortuna que possui. Mas o principal problema será mesmo, na minha opinião, a volatilidade de ideias que DT consequência das portas que se abrem (facilmente) por via da sua fortuna pessoal e poder que daí advém. A ver vamos o que irá acontecer. Em especial a posição publicamente assumida por DT para com as minorias étnicas (o tão falado muro entre EUA e México) ou o prometido desagravamento fiscal - e que certamente arrecadou muitos votantes - em pleno período de recuperação económica.



domingo, novembro 06, 2016

Estaleiro

Estaleiro é uma palavra que uso há muito tempo para carinhosamente dizer que algum dos meus carros está na oficina. Neste caso o jipe. Não que haja algum problema. Longe disso. Mas por forma a ter uma utilização mais descansada do meu novo menino.
Esta imobilização visa a correcção de alguns aspectos que detectei na viagem do Norte para Lisboa (quando fui buscar o carro), bem como alguns melhoramentos e claro, pôr o carro a gosto. Como habitual, de resto.
Não vai demorar muito tempo. São vários os pontos que têm de ser vistos (ou corrigidos) mas pode tudo acontecer em simultâneo. Não há nada que inviabilize a progressão da resolução de um aspecto por via de outro aspecto não ter ainda sido visto/resolvido.Tudo vai correr pelo melhor. E em menos de nada vou estar descansado nos passeios!

domingo, outubro 30, 2016

Transparência

Mais um tema quente desta semana que hoje termina. Aparentemente que os Administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD), o banco do Estado, deixaram de ser equiparados a Gestores Públicos desde Julho do corrente e como tal são isentados de comunicar ou apresentar declaração do seu património. Não faz sentido. Nenhum.
Espero que os partidos da coligação não deixem passar esta situação em branco. Seguindo a linha de pensamento de contestar todas as medidas (e mais algumas). Se para isso a actual Administração do banco tiver de cair, que caia. A bem da transparência.

domingo, outubro 23, 2016

Brinquedo novo

Estou a poucos dias de ir buscar o meu brinquedo novo. Há ainda um detalhe importante que consiste na minha inspecção e do meu mecânico, que vai comigo ver o carro. Isto porque o carro está longe de Lisboa. E vamos os dois vê-lo no início da semana que entra. Mas tudo indica que terá um novo dono.
É um regressar ao todo-o-terreno depois de uns anos afastado, e por via de ter abraçado o restauro / recuperação de um clássico. Contudo, constatei que a utilização do clássico não era aquela que pensei que ía ser e optei por vender o mesmo, tendo formalizado a venda a semana que agora termina. Donde, a opção recaiu, com muita naturalidade, no jipe. 
Este jipe é diferente do que já tive em tempos. É maior. Muito maior. Mas permite-me realizar algumas coisas que com o outro não me eram permitidas: velocidades mais altas e estáveis (claro que não será a loucura) e, quem sabe, uma incursão pelo Norte de África. E claro, é um carro maior para o Afonso (e a Maria Luísa, mais tarde) se deliciarem a andar. Com o tio. 

domingo, outubro 16, 2016

Falta de brio profissional

Consigo compreender que todos temos as nossas pressões. Ou por via de outras pessoas ou pressões nossas para cumprimento de prazos. Há sempre pressões. Até aqui tudo bem.
Mas há algo que me faz uma imensa confusão. Reside no facto das pessoas não terem brio profissional. Não serem rigorosas, exigentes. Escudam-se na falta do tempo e nas 1001 coisas que têm para fazer em paralelo. Recorrentemente avança-se com a teoria de não terem tempo para o detalhe (forma) e terem como objectivo a questão do conteúdo. Pessoalmente, entendo que a linha que separa esta aparente "falta de tempo" e a "falta de brio profissional" é muitíssimo ténue. Por vezes inexistente. E não entendo - nem tampouco aceito em contexto profissional.
Não confundir rigor e imparcialidade com mau feitio ou inflexibilidade. Não é disso que se trata. Trata-se sim de apreciar e valorizar que as pessoas - e assim eu perceba que são capazes disso - consigam produzir algo que é consentâneo com as suas capacidades. E não algo mal trabalhado ou mesmo atabalhoado. Pelo menos naquilo que me é dado a conhecer.

domingo, outubro 09, 2016

Troca do Clássico

É verdade. Não vou continuar com o projecto do clássico. Em quase um ano, devo ter andado cerca de 10 vezes no carro. Se tanto. À data de hoje, nem o vejo há quase dois meses. Está com o meu mecânico, na medida em que não tinha urgência no mesmo e porque precisava do espaço da garagem.
Penso que o voltar ao todo-o-terreno é uma realidade. Tenho pensado nisso nestes últimos dias e vejo com relativa facilidade (e proximidade) o acordar de manhã cedo ao fim-de-semana e ir fazer os passeios. Se bem que agora será com uma postura mais serena, mais "estradões" de terra batida. Não o todo-o-terreno que já fiz...de gostar de ir atolar o carro e depois tirá-lo de lá!! 

domingo, outubro 02, 2016

Cartões de Pontos

Sou um confesso ávido coleccionador de cartões de desconto: desde hipermercados, combustíveis, lojas de roupa, etc.. Poucos serão os cartões que não devo ter. É um facto. Em alguma altura fidelizei-me ou aderi a determinado programa de descontos/pontos dessa empresa na convicta expectativa que no futuro ía poder usufruir de um agradável e interessante desconto. Daqueles descontos que nos fazem ficar com um sorriso vitorioso na cara - após 9 longos e extenuantes anos de acumulação de pontos - e o querer ter à vontade de olhar para as pessoas que estão atrás de nós na fila, e repetindo de forma autista e em voz alta o valor de 200 euros da despesa e entregando o cartão dos pontos para pagar, em vez do VISA ou MB. E dar-se o caso de, nesse dia,  esse cartão não ser lido pela máquina e termos mesmo de usar o cartão de débito. Como até aí!
Mas há outros inconvenientes. Um dos inconvenientes destes programas de pontos (fidelização) é precisamente a quantidade de cartões com que alguém passa a ter de andar. Dezenas. Sendo que alguns deles são utilizados uma única vez - no momento da adesão e para ser obtido um desconto de 15%. Outro inconveniente associado com o anterior - e já me aconteceu muitas vezes - é precisamente não andar com todos os cartões sempre que ando na rua. E claro, invariavelmente acabo por ir - sem que tivesse pensado nisso quando saí de casa - e algum local onde poderia ter tido desconto. E não usufruo do mesmo. Ou seja, de nada vale ter os cartões se não andarmos sempre com eles. Por último, a validade dos pontos. Na generalidade destes programas há uma validade dos pontos. Ou seja, a partir de uma determinada data, uma quantidade de pontos perde a validade. Passado algum tempo, a outra quantidade de pontos acontece o mesmo. É uma grande desvantagem para quem quer amealhar pontos para poder pagar as compras (com o tal sorriso) ou rebater os pontos numa mala com 340 ferramentas auto.

domingo, setembro 25, 2016

Ir e vir de pessoas

Esta semana foi marcada pela entrada (conhecimento de pessoas novas) e pela saída de outras pessoas que em algum momento tinham estado, voltaram a entrar e saem agora de novo da minha vida.
Algumas das pessoas que "saem de novo" têm de perceber uma coisa: não corro atrás de ninguém. Lamento. Deixei-me disso. Só faz falta quem cá está. A nossa vida é isto mesmo. Marcada por (re) encontros e desencontros. Congratulo-me, naturalmente, por ter pessoas que agora entram, e espero que com as mesmas consiga aprender coisas novas e claro, crescer, enquanto pessoa. Com as outras pessoas, uma palavra de carinho e a garantia de não ressentimento da minha parte. Não sou pessoa disso. E nunca fiz, não faço e nunca farei nada...de ânimo leve, ou levianamente, se preferirem! 

domingo, setembro 18, 2016

Perda de identidade

As minhas linhas de hoje são dirigidas a duas pessoas que conheço, há alguns anos, e que tenho para mim que não são felizes. Ou completas, se preferirem.
Não interessa quem são. Interessa-me mais que leiam estas linhas. Que interiorizem a informação e que consigam sair de uma vez por todas das relações nas quais se encontram porque confundem "amor" com "pena" e isso não é bom. Nem para as relações (que passam a ser de fachada) quer para elas, na medida em que há um desgaste enorme e uma quase total eliminação da força anímica e ou inteligência emocional. São pessoas com idades diferentes e experiências ou percursos de vida naturalmente diferentes. Ainda assim, em ambas as relações, há um denominador comum: infelicidade. E em ambos os casos causada pela falta de atenção complementada pela (quase certa e conhecida) infidelidade dos respectivos.
A minha (e de qualquer pessoa) questão é: porquê manter a relação? A resposta certa nem elas sabem. Dizem-me que amam as pessoas com quem estão. Eu rebato dizendo que o "amor" não pode ser a justificação para a infelicidade que vivem e o aparar todos os golpes e faltas de consideração que vão vivendo. Oiço silêncio do outro lado. E invariavelmente surge a mudança do tema. Não querem aprofundar muito o tema. Porque não lhes interessa. Porque têm medo de deixar fugir aquele que as magoa. Que não as respeita. Que não está minimamente interessado em melhorar o quotidiano de ambas. E asseguro que, conhecendo-as como conheço, é preciso muito pouco para conseguir tal feito. Muita pena que não lhes seja dado o devido valor.

domingo, setembro 11, 2016

Limites individuais

Os últimos dias têm sido marcados pelas várias notícias (e artigos de opinião) sobre as lamentáveis mortes dos 2 soldados que frequentavam o 127º Curso de Comandos de Portugal. Aproveito o momento para aqui deixar os meus pêsames às famílias de ambos.
Estou certo que irá surgir muita discussão em torno deste tema. Para mim, o cerne da questão reside nos limites individuais. E que em ambos os casos foram superados. Consciente ou inconscientemente. 
Perceber, individualmente, onde estão os limites do nosso corpo, é um dos aspectos mais importantes que todos nós temos de ter sempre presente. Por outro lado, o corpo de instrutores deve conseguir perceber - por via de treino específico para isso - quais os limites de cada instruendo. 
Na minha perspectiva e assumida forma (leiga) de ver as coisas, é isto que interessa avaliar. Esta análise possibilitará retirar ensinamentos que impossibilitem a recorrência deste tipo de episódios no futuro.
Mais de 100 cursos desta tropa especial foram até hoje realizados. Trata-se de uma tropa especial (à semelhança de outras como sejam os fuzileiros, rangers e pára-quedistas) que tem como missão a intervenção em teatros de guerra complexos, tipicamente via terrestre. Teatros onde as condições climatéricas são normalmente adversas (i.e. altas temperaturas, frio glaciar, chuva intensa, lodo, poeiras, etc.) e não onde não há lugar a complacências. Quem se junta à família de Comandos, sabe que a vida facilitada deixa de existir a partir do momento em que deixam de ser civis.
Um dos momentos em que cada indivíduo pode ser testado e avaliado - para ser conhecida a sua capacidade de resistência aos meios que refiro acima - é na recruta. Outro será no treino contínuo que as tropas especiais têm de realizar para estarem aptas para reagir a qualquer situação e em qualquer ambiente. E é aqui que poderá residir uma das razões para as mortes.
Como em tudo, o ser humano tenta sempre superar-se. Acontece, como se sabe, em qualquer actividade desportiva e até profissionalmente. Só assim é possível melhorarmos e estarmos mais aptos a fazer face às adversidades e desafios do dia-a-dia. A realidade do curso de Comandos não é diferente. É preciso ter muita força de vontade, espírito de sacrifício e de elevada abnegação. Contudo (e porque há sempre um mas), também é necessário saber parar. Dizer que não somos capazes. E informar o responsável local dessa mesma situação. Ainda que isso possa significar a eliminação do curso. A morte não pode significar o limite testado. 
Não me vou alongar mais até porque neste momento não são conhecidas as causas de ambas as mortes. Neste momento, avançar teorias é pouco honesto. Há alguns detalhes que só o corpo médico e comunidade científica poderão ajuizar e avaliar com conhecimento de causa. 
Em todo o caso, pessoalmente, entendo que jamais e em tempo algum deve ser colocada em causa a extinção do corpo de Comandos.

domingo, setembro 04, 2016

Netflix

Para quem como eu é viciado em séries televisivas (e alguns filmes), há desde há alguns meses a esta parte uma nova tentação no mercado nacional - chama-se canal "Netflix".
Há dois princípios que norteiam o funcionamento deste canal: "pay-to-view" e "streaming". No meu parco conhecimento informático tentarei partilhar em que consiste cada um deles.
O primeiro princípio é relativamente simples. Pagar para ver. É um canal que funciona como repositório de vários conteúdos televisivos (séries e filmes), devidamente actuais e legendados. Está também subjacente uma lógica de mercado e uma consequente entrega de um produto melhor em função do que se paga - há três opções de planos possíveis. Em resumo, quanto mais alto fôr o preço pago pelo plano, melhor a qualidade do vídeo que se pode aceder (se o mesmo estiver disponível nesse formato) e ainda maior a quantidade de dispositivos (e.g. PC, tablets, smartphones, etc.) em que será possível visionar os conteúdos em simultâneo.
O segundo princípio também é fácil de resumir. Assenta no facto de não ser necessário ocupar memória dos dispositivos (i.e. gravar para ver mais tarde). Existindo uma ligação à internet, em qualquer ponto do mundo e a qualquer hora é possível seguir a(s) série(s) preferida(s). Ou ver um filme.
Há 3 formas de pagamento para acesso aos conteúdos: Paypal, VISA e através da compra de cartões nas lojas do grupo Sonae/Sierra. Aqui, neste ponto em concreto vejo uma desvantagem. Se alguém tiver dificuldades de mobilidade e não possuir uma conta no Paypal ou não quiser associar o cartão VISA, à partida não conseguirá aceder ao canal "Netflix". É certo que haverá sempre alguma solução, mas não é prático para quem não verificar as duas primeiras condições. No nosso mercado (Português) - e por mim falo - uma opção de pagamento por "homebanking" seria muito bem recebida. Assim sendo, opto para já, e enquanto não surge outra opção, comprar os cartões. 
Com o pagamento realizado, o processo subsequente é simples. É necessário criar uma conta na internet e depois colocar o código que está no cartão (se fôr esse o meio de pagamento escolhido) no local respectivo. E os conteúdos ficam disponíveis. E asseguro que são milhares!
Um aspecto positivo é o chamado período de experimentação ou teste. Durante um mês, depois de criada a conta, a Netflix oferece gratuitamente o acesso aos conteúdos. A partir daí, para aceder, é necessário proceder ao pagamento nos moldes que refiro acima. 
Nota: Actualmente, há alguns televisores de última geração que já disponibilizam o acesso a este canal. Gratuito durante o primeiro mês. Pago a partir daí! 

domingo, agosto 28, 2016

Pablo Escobar

Tendo aderido há muito pouco tempo à "Netflix" passei a seguir mais uma série: Pablo Escobar
Posso também partilhar aqui a informação quanto à existência de uma outra série, igualmente recente - "Narcos" - que tem como intérprete principal o conhecido actor brasileiro Wagner Moura, que veste a pele deste conhecido narcotraficante. A série mais recente tem a primeira temporada com 10 viciantes episódios e agora, no início deste Setembro sairá a tão esperada segunda temporada. Ainda não sei em concreto com quantos episódios. Em todo o caso, é algo que aguardo com expectativa.
A série "Pablo Escobar" que comecei a seguir há poucos dias tem cerca de 160 episódios. Peca um pouco pelos efeitos especiais mais fracos e ainda por algumas falhas que já observei. Eventualmente devido ao facto de ser uma produção mais barata e não tão mediatizada quanto a "Narcos" que tem um suporte diferente. É uma série pensada de forma diferente da série "Narcos", embora a história seja similar e os factos mais marcantes estejam lá e sejam portanto coincidentes. Enquanto que a primeira série nos transporta desde a infância de Pablo, a série mais recente não o faz. Foca-se mais na vida de Pablo na idade adulta. E aqui reside uma das justificações para uma diferença tão significativa no número de episódios.
Em qualquer uma das séries percebe-se sem margem para qualquer dúvida o carácter bélico e as dezenas de assassinatos por encomenda. Não olhando a quem. Indiscriminadamente. Tudo por um punhado de "pesos" que para ele, barão da droga, não eram mais do que grãos de areia no areal da praia.
Por outro lado, ninguém terá dúvidas da existência de uma curiosidade reflectida nas duas séries e que certamente poucos terão conhecimento: a (breve) incursão de Pablo na política colombiana. Para uma pessoa com a sua personalidade (vincada e egocêntrica), a política seria o elo que faltava para o pleno do centro das atenções. E a história mostra-nos que as coisas não lhe correm de feição. Em grande parte pela resistência que os "anti-cartel de Medellin" conseguem ir fazendo. Até que são executados. Um a um. Interessante.

domingo, agosto 21, 2016

Imunidade Diplomática

Foi há dias que aconteceu um espancamento bárbaro de um adolescente por parte de dois outros rapazes, também menores de idade. A notícia seria "normal", mais um desentendimento entre adolescentes, não fossem os dois rapazes gémeos e filhos do embaixador do Iraque em Portugal.
E aqui surge a questão: a imunidade diplomática. Para quem anda distraído ou não sabe o que é a imunidade diplomática, muito resumidamente, é um estatuto que os diplomatas detêm e que os torna "imunes" a praticamente tudo. Inclusive condenações que possam acontecer no país que os acolhe e que decorram de actos por si realizados. Com a particularidade de se tratar de um estatuto extensível aos familiares directos. E aqui bate o ponto.
Neste momento, o caso está a ser mediatizado por todos os "media" e a opinião pública "quer sangue", com base nos factos que foram publicados. Afinal trata-se de um espancamento realizado por dois cidadãos iraquianos, em Portugal, e subsiste a possibilidade (remota ?) de haver um "aliviar" da atenção dedicada ao assunto para ser evitado o conflito diplomático.
Consigo, com relativa facilidade, entender o conceito de imunidade diplomática concedido a cidadãos estrangeiros, quando estão a trabalhar em países que não são o seu. Este estatuto ou protecção, é uma das consequências da Convenção de Viena de 1961 e tem particular importância quando os diplomatas estão em missão em países cuja palavra democracia não existe e/ou vigoram práticas que ofendem a liberdade individual e os próprios direitos humanos. 
A questão, para mim, é a perigosa extrapolação desta imunidade aos familiares que, inevitavelmente gozarão da mesma e, como aconteceu, associar a mesma a práticas ilegais, que, deixam um adolescente às portas da morte. E chegamos a um impasse. Que no limite poderá culminar com o pedido de Portugal quanto ao levantamento da imunidade diplomática ao Iraque destes dois cidadãos e/ou à expulsão do embaixador de Portugal. Tenho profundas reservas que tais desenlaces venham a acontecer quando já foi veiculado uma comunicação oficial - curiosamente em árabe - na página oficial da Embaixada do Iraque que os irmãos agiram em legítima defesa. Ou seja, uma clara demarcação de uma agressão (e atropelamento) realizada/o com dolo e uma reacção a uma crescente indignação pública.
Acima de tudo, importa clarificar o que realmente aconteceu. Apurar com veracidade os factos e responsabilizar quem tem de ser responsabilizado pelos actos. A menoridade não pode, nem deve ser justificação para actos irreflectidos - quer pela inimputabilidade usualmente associada - quer, neste caso concreto, pela eventual desresponsabilização consequente da imunidade diplomática conferida aos diplomatas.

domingo, agosto 14, 2016

Incêndios

Se a memória não me trai, já devo ter escrito sobre incêndios florestais umas 2 ou 3 vezes. É um facto incontornável este flagelo que anualmente se verifica em Portugal.
Com grande tristeza minha, em alguns casos, verifica-se o desaparecimento de coberto vegetal autóctone. Associado a isso estão espécies raras quer da flora quer da fauna que, por via do fogo, deixam de ter condições para a sua sobrevivência. P.S.: Há algumas espécies de aves que apenas conseguem nidificar se estiverem reunidas algumas condições específicas e regionais para tal. E essas condições são próprias de algumas zonas do nosso País.
Um dos aspectos que sempre fez e irá continuar a fazer muita confusão na minha cabeça é efectivamente a questão da prevenção dos fogos florestais e/ou o aprovisionamento de meios para o combate aos mesmos. Qual é o plano que está no campo para evitar que tenham lugar os fogos florestais? Fará sentido que seja depois de um roubo que se pense em trocar a fechadura da porta de casa? Ou será depois de ter sido mandado parar numa operação STOP que pensamos que não devíamos ter bebido os 4 whiskys e aquelas duas caipirinhas? Ou ainda será que é depois de estarmos com um escaldão que nos lembramos que não devíamos ter adormecido ao Sol? Não me parece.
Começo o texto de hoje referindo que já escrevi neste blogue sobre o tema algumas vezes. O que de si denota que é mau sinal estar a repetir-me. Não é relevante apontar o número concreto e objectivo das vezes que já escrevi. É mais importante perceber que não há nem nunca houve um plano de prevenção dos fogos florestais. Ou se há, não é eficaz e tem de ser rapidamente repensado. E a área ardida / ano fala por si. E isto não entrando no detalhe (óbvio) das famílias que perdem as suas casas, pertences pessoais, etc..
Dir-me-ão que não se pode erradicar a 100% as mortes na estrada causadas pela condução sob o efeito do álcool. Bem sei. Mas terei de adiantar que tudo depende das políticas adoptadas pelos vários Governos. Para esse problema, posso sugerir uma maior fiscalização dos condutores nas estradas. Particularmente em zonas de diversão nocturna. Fiscalização à portas dos bares e das discotecas. Disponibilização de maior oferta de transportes "porta-a-porta" e também disponíveis nos locais onde se verifica um maior consumo de álcool, entre outras soluções que poderão ser avaliadas quanto à  sua viabilidade.
O mesmo critério e seriedade deverá estar presente quando se debate o tema dos fogos florestais. Porque razão não são postos em prática os modelos tantas vezes debatidos (e.g. os presos ajudaram na limpeza das matas, o endurecimento das penas de prisão para os incendiários, incremento das patrulhas das matas e florestas)? Não tenho uma resposta lógica para estas questões. Da mesma forma que não tenho resposta para o facto de eclodirem em simultâneo 5 focos de incêndio em linha recta separados por metros de distância...
Mais uma vez, ficam muitas questões por responder. Muitas.

domingo, agosto 07, 2016

As viagens pagas pela Galp

Na última semana surgiu nos jornais a notícia das viagens pagas pela Galp a alguns membros do Governo. E creio que será um assunto que vai fazer correr muita tinta.
Se por um lado entendo a questão da dívida desta petrolífera ao Estado Português, não consigo perceber bem o empolamento que está a ser feito em torno das ofertas. No limite, e se quisermos ser verdadeiros, o dinheiro gasto nas viagens (e eventualmente despesas de alojamento, etc.), devia ser abatido na dívida da Galp com o Estado Português, correcto?
Não aprecio de todo este tipo de notícia. É aquilo a que chamo de mediatismo do falso moralismo. Num País onde é necessário ser-se amigo da pessoa certa ou pagar-se bem para ter algo mais célere, é anedótico que os media façam manchetes de algo que....sempre existiu e irá continuar a existir por cá. Não é de agora. E estranho muito como é que não há investigações mais profundas sobre o "cluster" farmacêutico e a classe médica.
O Estado Português deverá regular a prática das ofertas. Ou legalizar as mesmas para todas as classes profissionais - assim não colidam com os interesses nacionais - ou torná-la ilegal. É necessário que alguém defina os limites. Claramente. Sem enviesamentos. Sem zonas cinzentas. Tudo claro.
Para terminar, não me choca que um profissional de saúde receba uma recompensa por prescrever um determinado medicamento - assim se comprove que seja economicamente vantajoso para o doente cientificamente comprovado que é melhor que a oferta da concorrência.

domingo, julho 31, 2016

Feitios complicados

Bem sei que não sou fácil. Mas há pior que eu. Bem pior.
Hoje em dia há uma tendência e facilidade muito grande em querer que as pessoas façam aquilo que lhes parece ser o certo: que falemos como acham que se deve falar, que façamos o que acham que deve ser feito, etc..
A questão é que esta forma de pensar tem dois (grandes) problemas associados. Em primeiro lugar, sugere a anulação de alguém. Em segundo lugar revela autismo e egocentrismo.
Ninguém tem o direito de fazer com que uma pessoa se anule. É errado. Imoral. As pessoas são livres de realizar as suas escolhas e fazer o que bem lhes apetece, quando e como lhes convier. 
O autismo e egocentrismo andam de mãos dadas quando apenas é possível ver um ponto de vista. Não são aceites outros. E se quer que seja tudo feito à sua imagem....

domingo, julho 24, 2016

Exame Krav Maga

Passei com êxito o primeiro exame do Krav Maga. Oficialmente já faço parte da "família" do Krav Maga.
Não vou dizer que foi fácil. Para mim não foi. Foi necessária alguma disciplina e aperfeiçoar durante duas semanas algumas técnicas que seriam avaliadas em exame. Meia hora antes da aula propriamente dita.
E agora? Aperfeiçoar os pontos menos bons e continuar. Próximo cinto. Com a mesma determinação. Sem quebrar.

domingo, julho 17, 2016

Condecorações

Sou contra estas condecorações atribuídas aos jogadores da Selecção Nacional de Portugal. E especialmente por serem condecorações atribuídas a atletas que não fazem mais do que a sua obrigação. A minha verdade é esta. 
Naturalmente que aceito (mas não concordo) que haja lugar a este tipo de reconhecimento por parte do Presidente da República (PR) pelos serviços prestados pela Selecção Portuguesa de Futebol lá fora. Mas acho exagerado serem condecorados. E explico porquê.
Há um risco muito alto de as medalhas se esgotarem. Afinal não serão só 23 medalhas para os jogadores convocados (e suplentes que também merecem). Terão de ser acrescentadas medalhas para os representantes de Portugal no atletismo, no lançamento do pêso, no hóquei em patins, no remo, futebol (sub-21) e por aí adiante. Ou não serão também representações dignas de Portugal no estrangeiro? Ou serão por algum acaso actividades de somenos importância? E não ocorre a ninguém condecorações póstumas para os 3 militares da Força Aérea Portuguesa (FAP) que morreram ao serviço pela Pátria? Não estavam a beber jolas no bar da messe. Estavam em serviço.
Sinceramente, acho perigosa esta decisão do actual PR. Se por um lado, a minha apreciação é globalmente positiva deste mandato, até agora, por outro lado começo a ver algum tipo de exagero em algumas situações. Esta é uma delas. Escusada. Exagerada. E que certamente abrirá um precedente com as devidas consequências.

domingo, julho 10, 2016

Final Europeu 2016

Começo por dizer que nunca esperei que Portugal conseguisse chegar a uma final deste Europeu de futebol. Bem sei que percebo mais da produção de azeite que de futebol, mas também acho que consigo perceber se um tipo chuta ou não chuta bem um esférico. Não me parece que seja preciso ter um doutoramento para ser possível perceber isso.
À semelhança de tantos outros eventos do género, mais uma vez Portugal pára (literalmente) para ver a sua Selecção de futebol jogar. Seria inédito e não corresponderia à verdade dizer que não gostei da vitória de Portugal frente à Hungria ou à Polónia. Confesso que até hoje estou para perceber como. Especialmente com estas duas equipas que em campo foram incontornavelmente superiores. Mas a sorte esteve do lado de Portugal. E no final do jogo, o resultado foi-nos favorável. Ainda bem,
Este tipo de situação leva-me a outro tipo de considerações. A sorte. Sem querer ser saudosista, sou levado a pensar que há 30 ou 40 anos, sorte era algo que não existia. Havia sim talento para jogar à bola ou não. Sem muito mais. Se uma Selecção soubesse jogar à bola ganhava o jogo. Se não soubesse jogar, era afastada da competição e voltava para casa mais cedo. Mas nos poucos filmes que há daquela época, vejo raça. Vejo "nerv" (termo inglês que será sinónimo de raça, fibra) e vejo o mesmo foco que até há hoje: a vitória. Mas actualmente não percebo isso na nossa Selecção. Há sim uma grande mediatização de tudo (o que não deixa de ser normal face ao avanço dos tempos e tecnologias) e há uma pressão esmagadora em alguns jogadores. 
Estou perfeitamente à vontade para, mais uma vez, falar de futebol como sendo algo que me estimula menos que um documentário no National Geographic sobre a reprodução dos hipópotamos que vivam continente africano profundo. Esta é a minha verdade. Contudo, quando me lembro, não deixo de deitar o olho (quando me lembro que Portugal joga) e invariavelmente fico enfadado. 
Esta Selecção de futebol não reflecte a fibra dos jogadores de outros tempos e que efectivamente jogavam um futebol diferente (e melhor). Naturalmente que esses mesmos jogadores, e em abono da verdade, não tinham jogado antes em campeonatos exigentes o que levava a um cansaço acrescido. Mas não é disso que estamos a falar, certo? Um atleta de futebol profissional tem de aguentar este tipo de vida / solicitação. Será isso que também justifica o seu salário.
Ainda assim desejo que Portugal ganhe à França. Boa sorte.

Vozes incómodas

Existem temas que evito desenvolver em público porque tenho uma opinião bem construída sobre os mesmos. E mais, não são temas em que a minh...