domingo, janeiro 22, 2017

O início da Presidência Trump

Mais conturbado não podia ser. O rasgar de alguns acordos que o Obama conseguiu. O isolamento gradual dos USA bem como outras medidas proteccionistas que recentemente vieram a público, tendo como visados os cidadão não americanos, e uma taxação severa dos produtos importados, apontam num mau sentido. Já para não falar do muro...o tão célebre muro. Esperar para ver....

domingo, janeiro 15, 2017

A barriguita

É verdade. Com todo o treino que faço, não deixo de ter uma barriguita. Porquê? Porque gosto de comer.
Qualquer manual ou livro sobre"fitness", na primeira ou segunda página refere o trinómio essencial para quem quer estar bem fisicamente: exercício físico (que faço religiosamente), boa dieta alimentar (que desde há uns meses não cumpro) e finalmente o descanso (até andei uns tempos bem comportado, mas está tudo mal de novo).
Se a questão do descanso é "relativamente" simples de resolver - bastando para isso disciplina e evitar vir ao pc antes de dormir - já a dieta alimentar é mais complicada para mim, na medida em que gosto de comer. A questão é que nem sempre como bem. E consigo identificar perfeitamente os desiquilíbrios: bebidas gaseificadas, açucares, hidratos de carbono e os já meus conhecidos "snacks" ou ceias antes de dormir.
Em jeito de resolução para 2017, quero reverter isto. Agora, já a partir de Fevereiro. Vou tirar o pó à Bimby, que entretanto devo ter usado meia dúzia de vezes. E vou começar a confeccionar coisas light. Veremos como corre. Tenho uma certeza...se comesse o que como e não fizesse nada (treino) não andava...rebolava!

domingo, janeiro 08, 2017

A morte do Pai do João

O João é um dos meus melhores amigos. Conheço-o há mais de 20 anos, por ocasião da minha (longa) estadia no ISEL. Ainda que não tenha concluído nesta faculdade o curso de engenharia, é daquelas amizades que ficam. Assim como mais duas ou três dali. Para sempre.
Nem sempre a minha amizade com o João teve um registo tranquilo. Houve momentos em que deixámos de falar. Arrufos. Motivados por aspectos que eu valorizei na altura e que foram desvalorizados por ele. A vida é isto mesmo. Nem todos gostamos do azul. Ou do amarelo. Mas acabam por ser as diferenças que aproximam as pessoas. Ou as afastam por incompatibilidades incontornáveis.
Desconfiei logo quando recebi o telefonema de manhã cedo. Afinal, o João é daquelas pessoas que gosta de dormir ao Sábado de manhã. Mas aquela hora, deu para desconfiar de imediato. E pensei logo o pior. Quando atendi e senti o choro compulsivo, percebi que algo de grave tinha acontecido. E foi quando me disse que o pai tinha falecido e que nada havia a fazer. A sucessão de acontecimentos a seguir foi, naturalmente, o que se espera de um dos melhores amigos. Acompanhar o processo todo até ontem, dia em que teve lugar a missa do 7º dia.
Apenas e só por ser o pai do João fui ao velório, funeral e missa do 7º dia. Usualmente fujo destas momentos por achar que me fazem mal. Muito mal. Bem sei que são um mal necessário, mas também sei que lido mal com a dôr dos outros e porque não posso fazer nada, ali, naquele momento, para a minimizar. É um pouco por aqui.
Sinto que cumpri parte do meu papel. O restante papel será agora e daqui para a frente, acompanhar o João nesta fase. Ajudá-lo naquilo que fôr preciso e no que estiver ao meu alcance. É por isso que o considero um dos meus melhores amigos e é esse o meu papel.

Nota: Não estou a escrever o texto no dia em que era suposto. Estou a escrever passada uma semana e um dia (usualmente escrevo ao Domingo, como é sabido). Nestes dois Domingos que passaram, o da semana passada e o de ontem não me apeteceu escrever por razões óbvias.

sábado, dezembro 31, 2016

Último dia do ano

É verdade. Este ano o final de ano calha a um Sábado e como tal antecipo um dia o meu texto semanal.
O ano que hoje termina foi rico em acontecimentos. Uns bons e outros maus. O facto de estar a escrever estas linhas e desse lado alguém estar a ler, para mim, é bom sinal. É sinal que conseguimos chegar aqui. E mais um ano se passa.
Não me irei alongar muito. Muito rapidamente, não consegui atingir um dos meus objectivos para este ano: o mau feitio. Penso que melhorei, mas ainda não consegui chegar a uma melhoria significativa. Mas como parar é morrer e isso não irá acontecer - nem o parar nem o morrer, se Deus quiser - irei continuar a minha luta!
Em termos profissionais o saldo pauta-se por um ano de consolidação de conhecimentos. Algumas fases com mais trabalho e consequentemente mais cansaço, outras nem tanto. O normal. Espero que este crescimento pessoal e esta tendência de amadurecimento se mantenha.
No plano familiar, tudo tranquilo. Desde o início do ano que temos connosco a princesa. Linda. Meiga. Sorridente. E tem sido muito bom ver, com regularidade (não a que eu desejaria por via da distância que nos separa) o crescimento da mesma a olhos vistos e consequentemente a sua interacção connosco. Já o príncipe, cada vez mais reguila e com as birras naturais da idade. Normal.
Este ano gostava e quero tentar melhorar algumas coisas. A questão do feitio é sem dúvida uma delas. Outra é tentar sociabilizar mais. É verdade. Tentar gerir melhor ou um pouco melhor o meu tempo para dar para tudo. O treino irá continuar como até aqui. Vai haver um ligeiro ajuste no horário de treino para tentar apostar um pouco mais na sociabilização. E aqui introduzo o outro tema que falei há umas semanas atrás - o jipe. Penso que será uma meio para atingir um fim. Ou seja, vai ajudar-me a sair de casa e por exemplo, ao fim de semana, programar outras actividades. Veremos. Estou apostado nisso!
Boas entradas para todos(as)! Até para o ano!

domingo, dezembro 25, 2016

Dia de Natal

Em primeiro lugar, os meus votos de um Santo Natal para os(as) meus(minhas) seguidores(as) na companhia daquelas pessoas que mais estimam.
Em segundo lugar, uma palavra de conforto e de força para essas mesmas pessoas que por alguma razão não podem ter alguém especial perto. Quer pela ordem natural das coisas, quer por via de alguém estar longe em trabalho.
Em terceiro e último lugar, (mais uma vez) a minha opinião sobre o Natal. Creio que todos os anos escrevo sobre o Natal. E invariavelmente, a minha opinião não se tem alterado. É a época de Família à volta da mesa. Do bacalhau cozido, do perú, rabanadas, coscorões e das azevias e de tudo o resto que faz parte desta quadra. Um momento de harmonia. De paz. De partilha. Mas também de Fé. E aqui surjem os meus pensamentos.
O Natal é uma festa dos cristãos-católicos. Simboliza o nascimento do único filho de Deus, Jesus Cristo. A troca de prendas que se faz nesta altura é o simbolismo das ofertas que foram dadas pelos Reis Magos ao menino Jesus. Ou seja, em bom rigor é um momento simbólico. E bíblico, facto que ninguém certamente contestará. A minha questão mais uma vez é: porque celebram o Natal os ateus? Ou melhor, porque trocam os ateus as prendas? Tradição, dizem-me as pessoas com quem falo sobre isto. É um argumento interessante, mas que peca por ser "curto". Se passar a ser tradição participar no fim de cada mês numa manifestação pela inocência de um ex-Primeiro Ministro de Portugal que esteve detido...será que haverá uma adesão maciça? Não me parece. E estamos a falar de algo que poderia ser uma tradição mensal.
A questão é que se vive nesta época,e de forma exagerada: hipocrisia e consumismo. A primeira parte (hipocrisia) acabo de referir. Pessoas que não têm Fé ou não vivem a religião católica de forma alguma..trocarem prendas. Não faz sentido na minha cabeça. A segunda tem que ver com o consumismo levado ao extremo. Filas de horas para entrar e para sair dos centros comerciais. Magotes de pessoas que de forma desesperada e ansiosa entram e saem das lojas com a preocupação de comprar uma prenda. Uma qualquer. Nem que a mesma nada tenha a ver com o gosto da pessoa a quem se vai oferecer. Acho isso um completo desvirtuar do que é esta quadra. Mas afinal vivemos numa época de consumismo e tudo isto é permitido. Enfim. O Natal é e será sempre das crianças. E para o ano há mais.

domingo, dezembro 18, 2016

A bebedeira

É verdade. Aconteceu-me mais uma vez. Já há muitíssimo tempo que não apanhava uma bebedeira. Ou também conhecida como "carroça". Ou ir "passear a laica". O que queiram chamar a quem bebe mais que a conta.
A ocasião foi o jantar da empresa. Felizmente para mim (e para os meus colegas) consegui o feito histórico de passar a noite inteira sem dar mau aspecto. Tipo cair redondo no chão e apagar com a bebedeira com que estava. Ou vomitar no meio da pista da discoteca. A esta distância - e tendo em consideração o que bebi - era muitíssimo natural que acontecesse. Sorte a minha não ter acontecido.
Estive até ao último momento de ontem a pensar se levaria carro para o jantar. Naturalmente que se tivesse levado, não teria bebido 1/3 do que bebi. Lógico. Deixei o carro perto da praça de táxis e apanhei um que me levou ao local do jantar. E paguei por esta corrida um balúrdio. Mas entre isso e ficar sem carta ou ser mandado parar uma operação STOP e acusar no balão...ainda que pudesse estar a sentir-me bem para conduzir, preferi jogar pelo seguro. E foi uma boa escolha.
Contam-me alguns colegas que eu, que não gosto de dançar, dancei.Parece que foi toda a noite. Não me lembro e como tal não posso confirmar ou desmentir. O pior de tudo aconteceu quando a noite estava quase a terminar. Quando parei de dançar e dois colegas fizeram o favor de me trazer a casa. A viagem de carro é o pior nestas situações. Sempre foi, para mim, claro. Tem que ver, penso eu, com o equilíbrio. E naturalmente com o excesso de álcool ingerido. Claro que (para não fugir à regra) vomitei quando a viagem terminou - à porta de minha casa, o que é sempre de valor. E não conseguia abrir a porta de casa. Enfiava a chave na fechadura e não conseguia abrir. Foi também um momento único.Lá consegui entrar em casa e fui descansar. Dormi "só" 12 horas tal não foi o "estalo" que apanhei ontem com a bebida. Descobri, já sóbrio, a razão pela qual a porta não se abria de madrugada: a chave estava entortada. Ao tentar entrar em casa devo ter entortado a chave. Daí a dificuldade. Resumo: diverti-me imenso embora tenha para mim que bebi mais do que a minha conta. Devia ter parado no momento em que já estava bem quente. Rasguei o blazer (perto do bolso), as calças foram para a lavandaria bem sujas do vomitado e ainda acordei com a boca a saber a cortiça e com a mão direita com sangue (corte no dedo mais pequeno). Que não sei como fiz, que é o mais giro. Moral da história: Nunca mais na minha vida vou beber álcool. :)

domingo, dezembro 11, 2016

Trânsito no Natal

Todos os anos por esta altura o trânsito fica caótico. Ainda ontem experimentei isso, por ocasião de uma ida a um centro comercial. Um percurso que usualmente me toma 10 minutos, tomou 60. Uma hora. O centro comercial em si, pelo que me foi dado a perceber, nem tinha muita gente. Não entendi bem isto. Em teoria devia estar muito mais gente do que realmente estava.
Tudo isto para dizer que a quadra tem associado um fluxo ou volume de trânsito muito acima do normal. E isso é manifestamente irritante para quem como eu abomina trânsito. É típico da época do ano, mas nem por isso deixa de ser irritante e exasperante estar dentro do carro, parado, à porta de um centro comercial onde vou comprar duas prenditas para os sobrinhos. Haja paciência.

domingo, dezembro 04, 2016

Estágio Krav Maga

Há um momento especial importante no Krav Maga (KM): o estágio.
É o segundo estágio. Tipicamente, os estágios de KM têm uma duração de 4 dias sendo que cada dia tem uma duração de 4,0 horas. Nos estágios aperfeiçoam-se as técnicas que aprendemos nos treinos que temos com o nosso instrutor e habitualmente, são corridos os programas técnicos que permitirão a passagem para o cinto (ou graduação) seguinte. São habitualmente orientados por outros Mestres que, durante cada dia, estão permanentemente disponíveis para esclarecimento de dúvidas e explicação / correcção do que se faz incorrectamente. Foi o meu 2º estágio. E certamente, se tudo correr bem, irei a muitos mais.

domingo, novembro 27, 2016

Black Friday

Não sou de comentar o que não merece ser comentado, mas tenho para mim que, de ano para ano, este dia em concreto tem vindo a mexer mais comigo, quanto mais não seja pela imensa publicidade que gira em torno do mesmo. 
Posso falar à vontade porque EU próprio já embarquei no histerismo do "Black Friday" (BF). Não com este nome, mas em eventos similares organizados quer pela "FNAC" quer pela "Worten" em que havia descontos substanciais. 

Há 3 pontos que reflectem e sustentam bem o meu actual ponto de vista sobre o tema. Passo a enunciá-los:

1 - Os preços não sofrem qualquer desconto. Aqui reside o primeiro e único argumento que interessa reter. Imagine-se um computador portátil (PC). Um qualquer à escolha. Tem um preço de 5,00€ (valor simbólico para o fim). Que ninguém tenha dúvidas que na véspera, a loja que vende este PC vai marcá-lo a 7,50€ para depois vendê-lo a 5,00€. Chama-se a isto "escoar stock". Despachar o "stock". Mas falaremos disto mais tarde.

2 - O BF tem lugar sempre antes do Natal. Porque será? Porque razão não tem lugar o BF na semana que antecede o Natal? Porque os produtos que são vendidos nas semanas que antecedem o Natal são, naturalmente, mais caros. Não é interessante fazer incidir um desconto de 20% ou 30% (ou superiores) em produtos novos e/ou que acabam de chegar ao mercado. Interessa sim vender o que está a ocupar espaço e que já é antigo ou cuja produção foi descontinuada (ou que é marginalmente lucrativa). É esta a política que norteia a realização do BF.

3 - O BF tem associado um conceito de fidelização. É verdade. Por duas razões claras. A primeira é baseada no facto de não interessar à "FNAC" ou à "Worten" (lojas do mesmo grupo) que um produto tenha um desconto directo, ou seja, o desconto ser directamente incidente no valor do produto. A margem de lucro que daí advém para a loja é nula e máxima para o Fabricante ou marca do produto. Por outro lado, a segunda razão, assenta no facto de, se ao mesmo produto, houver um desconto aplicado (imaginemos 30%) sendo esse desconto carregado em talão, significa que o Cliente terá de voltar à loja para usufruir desse desconto na compra de outro produto.

São anedóticas as cenas de pancadaria que há nestes dias. A roçar o boçal. Como é possível que haja pessoas que ficam horas numa fila para comprar um PC? Ou uma torradeira? Com a publicidade. Tem essa capacidade. E conseguir montar uma campanha avançando descontos com dois algarismos significativos é qualquer coisa. Que pelos vistos vende. E muito.

domingo, novembro 20, 2016

Desencontros

A nossa vida é pautada por encontros e desencontros. A questão resume-se a uma palavra: disponibilidade. Quando a temos alguém não tem e quando esse alguém a tem, não a temos nós. Nada de novo até aqui.
Desde há alguns anos a esta parte que a minha vida é marcada por um rigoroso e disciplinado programa de treinos. Já aqui tenho falado disso por diversas vezes. A consequência imediata é precisamente um necessário (e lógico) tempo de descanso. Já que não consigo fechar a boca (prazer em comer) em alguma coisa tenho de me sacrificar: descanso. Desde a semana passada que comecei a deitar-me mais cedo. O mais tardar às 2230H. Esforço-me por isso. Bem sei que é muito cedo..mas se não tentarmos ou nunca "forçarmos" o organismo a (mais uma) disciplina, nunca saberemos, certo?
Com tudo isto que descrevo acima, há vários desencontros que se têm vindo a replicar. Porque ainda não descobri como treinar o que treino e ter forças para ainda assim estar fresco para sair à noite. Ou a dividir-me e estar com todas as pessoas que cobram a minha companhia. Ou por exemplo, conseguir agendar uma noitada daquelas rijas ao fim de semana. O meu organismo não autoriza. Não é exequível. Diz-me logo para ter juízo e obriga-me a defender mais - faz-me descansar. Recuperar energias. Porque em menos de nada outra semana está a começar não tarda.
Claro que isto não é desculpa. Quando se quer mesmo, arranja-se tempo. Arranja-se vontade. A questão é que do outro lado, curiosamente, também nem sempre vejo isso. Vejo pontualmente, mas não vejo de forma consistente uma vontade consolidada. Se assim fosse a vontade do encontro era mútua. E a dois, consegue-se mais facilmente o encontro. Contudo, como tenho esta actividade física tão regrada e intensa, é mais fácil dizer que sou eu quem não quer os encontros por via do meu (necessário) descanso. E isso não é totalmente verdade. Em primeiro lugar estarei sempre eu. Mas não sou nada avesso nem contra à questão dos encontros. E volto a dizer...quando se quer, a dois, consegue-se!

domingo, novembro 13, 2016

Eleições nos EUA

Contra todas as expectativas e sondagens, o próximo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) será o Donald Trump (DT).
Confesso-me alheado desta campanha eleitoral. Rica em tricas pessoais e com demasiado tempo de antena nos blocos noticiosos. Consequência? Saturação rápida.
À semelhança do que acontece em qualquer outra campanha eleitoral, é importante que a argumentação utilizada pelos candidatos seja exequível. Ou seja, que haja continuidade no que é prometido em campanha com aquilo que mais tarde deverá ter aplicabilidade em contexto real. E aqui, sou de opinião que nenhum dos candidatos (Trump e Clinton) foram verdadeiros ou consequentes. Mas já lá irei.
A candidata Hillary Clinton (HC) teve um ponto a favor e vários pontos a desfavor. A favor o ser mulher. O facto de ter chegado onde chegou (votação renhida até ao último dia) sendo mulher, faz notar que os EUA estão receptivos a essa ideia, tal como estiveram há 8 anos por altura da primeira eleição de um Presidente negro. O precedente já existe. Desde essa altura. O "problema" de HC foi, entre outros, o facto de não ter preparação/bagagem política consolidada (DP também não tinha mas é milionário) e ter alguns esqueletos no armário que vieram a conhecimento público: a troca de e-mails comprometedora posta a descoberto pelo FBI bem como o facto de, quer queiramos quer não, ser mulher do Bill. Com os escândalos em que este esteve envolvido e que têm, naturalmente, um alcance que dificilmente se apaga.
A campanha eleitoral é usualmente um barómetro do estado de um determinado País. Porquê? Porque há toda uma estrutura organizada para estudar os vários dossiers e vêm à tona os "podres" ou pontos em que cada candidatura decide apostar. É assim em todo o mundo. Mas é possível perceber que as áreas de aposta são quase sempre as mesmas: Saúde, Educação, Justiça, Segurança Social e Defesa. Talvez uma ou outra que não está aqui. Mas não irá variar muito para além destas pastas que refiro. Há uma série de promessas que são feitas em campanha, mas que depois não são concretizáveis na realidade. Contudo, a opinião pública compra avidamente essas promessas. Quer mudança. Quer mais dinheiro ao final do mês, quer um balão de Oxigénio. O que faz sentido.
O maior perigo daquele que irá ser o próximo Presidente dos EUA é precisamente...o ter muito dinheiro. Li ontem que, por exemplo, irá abdicar do seu vencimento enquanto Presidente por via da fortuna que possui. Mas o principal problema será mesmo, na minha opinião, a volatilidade de ideias que DT consequência das portas que se abrem (facilmente) por via da sua fortuna pessoal e poder que daí advém. A ver vamos o que irá acontecer. Em especial a posição publicamente assumida por DT para com as minorias étnicas (o tão falado muro entre EUA e México) ou o prometido desagravamento fiscal - e que certamente arrecadou muitos votantes - em pleno período de recuperação económica.



domingo, novembro 06, 2016

Estaleiro

Estaleiro é uma palavra que uso há muito tempo para carinhosamente dizer que algum dos meus carros está na oficina. Neste caso o jipe. Não que haja algum problema. Longe disso. Mas por forma a ter uma utilização mais descansada do meu novo menino.
Esta imobilização visa a correcção de alguns aspectos que detectei na viagem do Norte para Lisboa (quando fui buscar o carro), bem como alguns melhoramentos e claro, pôr o carro a gosto. Como habitual, de resto.
Não vai demorar muito tempo. São vários os pontos que têm de ser vistos (ou corrigidos) mas pode tudo acontecer em simultâneo. Não há nada que inviabilize a progressão da resolução de um aspecto por via de outro aspecto não ter ainda sido visto/resolvido.Tudo vai correr pelo melhor. E em menos de nada vou estar descansado nos passeios!

domingo, outubro 30, 2016

Transparência

Mais um tema quente desta semana que hoje termina. Aparentemente que os Administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD), o banco do Estado, deixaram de ser equiparados a Gestores Públicos desde Julho do corrente e como tal são isentados de comunicar ou apresentar declaração do seu património. Não faz sentido. Nenhum.
Espero que os partidos da coligação não deixem passar esta situação em branco. Seguindo a linha de pensamento de contestar todas as medidas (e mais algumas). Se para isso a actual Administração do banco tiver de cair, que caia. A bem da transparência.

domingo, outubro 23, 2016

Brinquedo novo

Estou a poucos dias de ir buscar o meu brinquedo novo. Há ainda um detalhe importante que consiste na minha inspecção e do meu mecânico, que vai comigo ver o carro. Isto porque o carro está longe de Lisboa. E vamos os dois vê-lo no início da semana que entra. Mas tudo indica que terá um novo dono.
É um regressar ao todo-o-terreno depois de uns anos afastado, e por via de ter abraçado o restauro / recuperação de um clássico. Contudo, constatei que a utilização do clássico não era aquela que pensei que ía ser e optei por vender o mesmo, tendo formalizado a venda a semana que agora termina. Donde, a opção recaiu, com muita naturalidade, no jipe. 
Este jipe é diferente do que já tive em tempos. É maior. Muito maior. Mas permite-me realizar algumas coisas que com o outro não me eram permitidas: velocidades mais altas e estáveis (claro que não será a loucura) e, quem sabe, uma incursão pelo Norte de África. E claro, é um carro maior para o Afonso (e a Maria Luísa, mais tarde) se deliciarem a andar. Com o tio. 

domingo, outubro 16, 2016

Falta de brio profissional

Consigo compreender que todos temos as nossas pressões. Ou por via de outras pessoas ou pressões nossas para cumprimento de prazos. Há sempre pressões. Até aqui tudo bem.
Mas há algo que me faz uma imensa confusão. Reside no facto das pessoas não terem brio profissional. Não serem rigorosas, exigentes. Escudam-se na falta do tempo e nas 1001 coisas que têm para fazer em paralelo. Recorrentemente avança-se com a teoria de não terem tempo para o detalhe (forma) e terem como objectivo a questão do conteúdo. Pessoalmente, entendo que a linha que separa esta aparente "falta de tempo" e a "falta de brio profissional" é muitíssimo ténue. Por vezes inexistente. E não entendo - nem tampouco aceito em contexto profissional.
Não confundir rigor e imparcialidade com mau feitio ou inflexibilidade. Não é disso que se trata. Trata-se sim de apreciar e valorizar que as pessoas - e assim eu perceba que são capazes disso - consigam produzir algo que é consentâneo com as suas capacidades. E não algo mal trabalhado ou mesmo atabalhoado. Pelo menos naquilo que me é dado a conhecer.

domingo, outubro 09, 2016

Troca do Clássico

É verdade. Não vou continuar com o projecto do clássico. Em quase um ano, devo ter andado cerca de 10 vezes no carro. Se tanto. À data de hoje, nem o vejo há quase dois meses. Está com o meu mecânico, na medida em que não tinha urgência no mesmo e porque precisava do espaço da garagem.
Penso que o voltar ao todo-o-terreno é uma realidade. Tenho pensado nisso nestes últimos dias e vejo com relativa facilidade (e proximidade) o acordar de manhã cedo ao fim-de-semana e ir fazer os passeios. Se bem que agora será com uma postura mais serena, mais "estradões" de terra batida. Não o todo-o-terreno que já fiz...de gostar de ir atolar o carro e depois tirá-lo de lá!! 

domingo, outubro 02, 2016

Cartões de Pontos

Sou um confesso ávido coleccionador de cartões de desconto: desde hipermercados, combustíveis, lojas de roupa, etc.. Poucos serão os cartões que não devo ter. É um facto. Em alguma altura fidelizei-me ou aderi a determinado programa de descontos/pontos dessa empresa na convicta expectativa que no futuro ía poder usufruir de um agradável e interessante desconto. Daqueles descontos que nos fazem ficar com um sorriso vitorioso na cara - após 9 longos e extenuantes anos de acumulação de pontos - e o querer ter à vontade de olhar para as pessoas que estão atrás de nós na fila, e repetindo de forma autista e em voz alta o valor de 200 euros da despesa e entregando o cartão dos pontos para pagar, em vez do VISA ou MB. E dar-se o caso de, nesse dia,  esse cartão não ser lido pela máquina e termos mesmo de usar o cartão de débito. Como até aí!
Mas há outros inconvenientes. Um dos inconvenientes destes programas de pontos (fidelização) é precisamente a quantidade de cartões com que alguém passa a ter de andar. Dezenas. Sendo que alguns deles são utilizados uma única vez - no momento da adesão e para ser obtido um desconto de 15%. Outro inconveniente associado com o anterior - e já me aconteceu muitas vezes - é precisamente não andar com todos os cartões sempre que ando na rua. E claro, invariavelmente acabo por ir - sem que tivesse pensado nisso quando saí de casa - e algum local onde poderia ter tido desconto. E não usufruo do mesmo. Ou seja, de nada vale ter os cartões se não andarmos sempre com eles. Por último, a validade dos pontos. Na generalidade destes programas há uma validade dos pontos. Ou seja, a partir de uma determinada data, uma quantidade de pontos perde a validade. Passado algum tempo, a outra quantidade de pontos acontece o mesmo. É uma grande desvantagem para quem quer amealhar pontos para poder pagar as compras (com o tal sorriso) ou rebater os pontos numa mala com 340 ferramentas auto.

domingo, setembro 25, 2016

Ir e vir de pessoas

Esta semana foi marcada pela entrada (conhecimento de pessoas novas) e pela saída de outras pessoas que em algum momento tinham estado, voltaram a entrar e saem agora de novo da minha vida.
Algumas das pessoas que "saem de novo" têm de perceber uma coisa: não corro atrás de ninguém. Lamento. Deixei-me disso. Só faz falta quem cá está. A nossa vida é isto mesmo. Marcada por (re) encontros e desencontros. Congratulo-me, naturalmente, por ter pessoas que agora entram, e espero que com as mesmas consiga aprender coisas novas e claro, crescer, enquanto pessoa. Com as outras pessoas, uma palavra de carinho e a garantia de não ressentimento da minha parte. Não sou pessoa disso. E nunca fiz, não faço e nunca farei nada...de ânimo leve, ou levianamente, se preferirem! 

domingo, setembro 18, 2016

Perda de identidade

As minhas linhas de hoje são dirigidas a duas pessoas que conheço, há alguns anos, e que tenho para mim que não são felizes. Ou completas, se preferirem.
Não interessa quem são. Interessa-me mais que leiam estas linhas. Que interiorizem a informação e que consigam sair de uma vez por todas das relações nas quais se encontram porque confundem "amor" com "pena" e isso não é bom. Nem para as relações (que passam a ser de fachada) quer para elas, na medida em que há um desgaste enorme e uma quase total eliminação da força anímica e ou inteligência emocional. São pessoas com idades diferentes e experiências ou percursos de vida naturalmente diferentes. Ainda assim, em ambas as relações, há um denominador comum: infelicidade. E em ambos os casos causada pela falta de atenção complementada pela (quase certa e conhecida) infidelidade dos respectivos.
A minha (e de qualquer pessoa) questão é: porquê manter a relação? A resposta certa nem elas sabem. Dizem-me que amam as pessoas com quem estão. Eu rebato dizendo que o "amor" não pode ser a justificação para a infelicidade que vivem e o aparar todos os golpes e faltas de consideração que vão vivendo. Oiço silêncio do outro lado. E invariavelmente surge a mudança do tema. Não querem aprofundar muito o tema. Porque não lhes interessa. Porque têm medo de deixar fugir aquele que as magoa. Que não as respeita. Que não está minimamente interessado em melhorar o quotidiano de ambas. E asseguro que, conhecendo-as como conheço, é preciso muito pouco para conseguir tal feito. Muita pena que não lhes seja dado o devido valor.

domingo, setembro 11, 2016

Limites individuais

Os últimos dias têm sido marcados pelas várias notícias (e artigos de opinião) sobre as lamentáveis mortes dos 2 soldados que frequentavam o 127º Curso de Comandos de Portugal. Aproveito o momento para aqui deixar os meus pêsames às famílias de ambos.
Estou certo que irá surgir muita discussão em torno deste tema. Para mim, o cerne da questão reside nos limites individuais. E que em ambos os casos foram superados. Consciente ou inconscientemente. 
Perceber, individualmente, onde estão os limites do nosso corpo, é um dos aspectos mais importantes que todos nós temos de ter sempre presente. Por outro lado, o corpo de instrutores deve conseguir perceber - por via de treino específico para isso - quais os limites de cada instruendo. 
Na minha perspectiva e assumida forma (leiga) de ver as coisas, é isto que interessa avaliar. Esta análise possibilitará retirar ensinamentos que impossibilitem a recorrência deste tipo de episódios no futuro.
Mais de 100 cursos desta tropa especial foram até hoje realizados. Trata-se de uma tropa especial (à semelhança de outras como sejam os fuzileiros, rangers e pára-quedistas) que tem como missão a intervenção em teatros de guerra complexos, tipicamente via terrestre. Teatros onde as condições climatéricas são normalmente adversas (i.e. altas temperaturas, frio glaciar, chuva intensa, lodo, poeiras, etc.) e não onde não há lugar a complacências. Quem se junta à família de Comandos, sabe que a vida facilitada deixa de existir a partir do momento em que deixam de ser civis.
Um dos momentos em que cada indivíduo pode ser testado e avaliado - para ser conhecida a sua capacidade de resistência aos meios que refiro acima - é na recruta. Outro será no treino contínuo que as tropas especiais têm de realizar para estarem aptas para reagir a qualquer situação e em qualquer ambiente. E é aqui que poderá residir uma das razões para as mortes.
Como em tudo, o ser humano tenta sempre superar-se. Acontece, como se sabe, em qualquer actividade desportiva e até profissionalmente. Só assim é possível melhorarmos e estarmos mais aptos a fazer face às adversidades e desafios do dia-a-dia. A realidade do curso de Comandos não é diferente. É preciso ter muita força de vontade, espírito de sacrifício e de elevada abnegação. Contudo (e porque há sempre um mas), também é necessário saber parar. Dizer que não somos capazes. E informar o responsável local dessa mesma situação. Ainda que isso possa significar a eliminação do curso. A morte não pode significar o limite testado. 
Não me vou alongar mais até porque neste momento não são conhecidas as causas de ambas as mortes. Neste momento, avançar teorias é pouco honesto. Há alguns detalhes que só o corpo médico e comunidade científica poderão ajuizar e avaliar com conhecimento de causa. 
Em todo o caso, pessoalmente, entendo que jamais e em tempo algum deve ser colocada em causa a extinção do corpo de Comandos.

Vozes incómodas

Existem temas que evito desenvolver em público porque tenho uma opinião bem construída sobre os mesmos. E mais, não são temas em que a minh...