O Museu do Ar é um daqueles locais de visita obrigatória para qualquer aficcionado da aviação. Não é nem nunca foi o meu caso, como se sabe. Não obstante trabalhar no meio, não sou alguém que conheça os aviões todos ou saiba tudo sobre a história de aviões, ou mesmo reconhecera marca de um motor pelo barulho, como alguns colegas meus.
Aproveitando (mais uma) vinda do Afonso a Lisboa acabei por decidir fazer uma visita a este Museu. Se a memória não me trai, devo lá ter ido há coisa de 20 e tal anos atrás, por altura do curso de técnico de manutenção de aeronaves que tirei na transportadora nacional. Tenho uma lembrança vaga de ter feito essa "visita de estudo".
Visitar o Museu agora, com esta idade, tem outro significado. Começando, mais uma vez, pelos cheiros. O cheiro de combustível misturado com o cheiro do óleo (há por lá aviões que têm um copo por baixo do motor para ir recolhendo uma ou outra gota de óleo que caia) e para evitar que suje o chão. Há vários aviões, há sectores específicos (por exemplo um só para a TAP) o que torna a exposição mais rica e proporciona ainda uma parte da tarde bem passada.
Revisitar o Museu com o Afonso tem um sabor especial. Está numa fase em que está fixado nos aviões. Gosta muito. É claro que nesta altura, são mais as cores fortes dos aviões militares e alguns outros detalhes de aviões mais antigos que acabam por lhe chamar mais a atenção. Um dia mais tarde, se se mantiver o interesse aeronáutico, levá-lo-ei de novo. Um pouco como aconteceu com a visita do Jardim Zoológico. Quando o levei pela 1ª vez era muito novo e acabou por não usufruir da visita. Neste caso, já com alguma idade, penso que ainda não foi mesmo o "timing" certo. Talvez mais tarde. Assim continue - como me parece que vai acontecer - a gostar de aviões.
Há coisa de dois meses tive uma reunião com um Cliente (Operador Aéreo) que me deu como presente - é prática corrente na aviação dar uma lembrança no final das reuniões - um modelo plástico daqueles para montar. Pouco maior que a palma da mão. Guardei-o e naturalmente ofereci ao Afonso. Adorou, claro. Mas o pedido dele, depois de montar este modelo, não se fez esperar. Queria um avião da SATA para montar. Pedir, assim do nada, um avião da SATA, é quase a mesma coisa que pedir a um cego para ler um texto meu aqui no blogue. E com a tónica nesta companhia aérea específica- claro que não é por acaso. É o operador aéreo açoriano e que conhece bem.
Fui ao aeroporto. Durante vários anos houve por lá uma loja que vendia coisas para entusiastas da aviação. Claro que, como não costumo ir a essa zona do aeroporto com regularidade, não dei conta dessa loja ter encerrado e ter dado lugar a uma daquelas lojas que vende jornais, revistas e "souvenirs". Pena. Era essa a minha primeira aposta. Daí, parti para uma loja de aeromodelismo que há num centro comercial aqui perto. E tive de ouvir a "história da vida" do tipo que me atendeu. Que o que procurava eram modelos "estáticos" (aprendi alguma coisa), que não costumam ter em "stock" porque são poucas as pessoas que procuram este tipo de modelo - normalmente querem os rádio-telecomandados, mas que encomendava se eu quisesse. Simpático, mas pouco ajudou. Nem sequer falei na especificidade da SATA. Não iria entender. Agradeci e fui embora. Continuava a querer o avião para "ontem".
Ainda fiz alguns contactos com colegas que conhecem pessoas naquela companhia. Mas não tive sorte. E acabei por me lembrar que a SATA tem uma loja "online" e por aí resolvi a minha questão. Acabei por comprar dois modelos: um que faz os vôos inter-ilhas (turbo-hélice) e outro avião "normal" (motores a jacto). Infelizmente não vai receber as prendas no dia do aniversário (27.03) mas poucos dias depois - há um amigo meu que lá vai e faz o favor de levar as coisas. E vai adorar as surpresas! Só espero que não me peça aviões de companhias russas...
