domingo, maio 20, 2018

Nutricionista

Em algum momento da fita do tempo teria de procurar um bom nutricionista. Com o treino todo que tenho vindo a dar nota nestes últimos anos, era quase que "natural" que o passo seguinte, visando o complemento, fosse introduzir uma consulta com um especialista na matéria.
Consegui, por acaso, uma marcação para um nutricionista no final da semana passada. Entre dois outros amigos que me falaram deste nutricionista, e com algumas trocas de consultas que já tinham marcadas entre eles, consegui uma consulta para mim. Acreditem que é complicado. A lista de espera tem meses...e não será por ser mau.
Quando a clínica me enviou por e-mail o endereço e a confirmação do dia e hora da consulta, juntou um questionário para eu preencher e levar no dia da consulta. E assim foi. Respondi ao mesmo o mais sincero que consigo ser até porque o bem é todo para mim. E não para o nutricionista!
A consulta correu muito bem. Mais curta do que eu imaginei, é certo, mas produtiva, como se quer.
Creio que a consulta foi curta muito pelo facto de, desde que treino com PT, ter adoptado uma série de boas práticas alimentares. Coisas tão simples quanto eliminar bebidas gaseificadas, açucares e pão branco, por exemplo. E a balança reflecte isso. Contudo, senti necessidade de ter uma orientação mais profissional, desmistificando alguns mitos urbanos que comummente se ouve falar e daí fazer sentido a consulta.
Não irei aqui detalhar muito o abordado na consulta, até porque cada nutricionista segue uma determinada escola e haverá com toda a certeza opiniões divergentes. Em todo o caso, já tenho um plano alimentar onde pão branco (nem escuro) não entra - em nenhuma das refeições. Nem massas, com pena minha, para ser muito sincero.
A generalidade das orientações que me foram passadas / escritas, são de fácil resolução. Muito mesmo. E tenho como objectivo o ter melhores resultados da próxima avaliação corporal, a ter lugar em Julho próximo. E os resultados vão ser melhores. Só podem ser!

domingo, maio 13, 2018

Auditorias

A actividade de auditor tem aspectos bons e aspectos menos bons. Como aspectos bons, salientaria o facto de ser garantido que o que está "escrito" (documentado) é cumprido. Dessa forma, assegura-se que há conformidade com normas e procedimentos escritos e é verificada, numa base regular, essa mesma "aderência", ou seja, se se mantém essa conformidade aquando da realização das avaliações periódicas. Sem querer mergulhar num detalhe demasiado técnico, é isto que destaco enquanto um dos aspectos bons (e logicamente útil).
Outro aspecto bom, para quem é auditor no sector da aviação - como eu - é a possibilidade de se viajar. Muito, porque haverá sempre empresas que têm de ser auditadas e avaliações de conformidade que têm de ser realizadas. 
Do lado dos aspectos menos bons, referiria em primeiro lugar a imensa reserva que há relativamente aos auditores - não só do sector onde estou, bem como dos meus colegas de outros sectores (estou a lembrar-me das organizações que realizam auditorias financeiras, por exemplo).  Importa aqui partilhar convosco que também eu sou auditado por outras empresas de aviação. E também eu tenho desvios encontrados pelos meus colegas auditores. É perfeitamente normal que assim seja. O truque, como costumo dizer - e é assim que as auditorias têm de ser encaradas - é pensar na óptica da melhoria contínua dos processos. Ou seja, não pessoalizar a auditoria, não achar que é uma crítica ao trabalho de alguém ou que o auditor é o "bicho papão", mas sim, ver a auditoria como uma avaliação do que poderá ser melhorado. É um exercício complexo, mas é por aí que tem de ser visto e interiorizado.
Tenho feito algumas auditorias ultimamente: Guiné e Cabo Verde. Esta semana que entra terei de ir a Paris e noutra semana, ainda tenho de perceber qual, talvez tenha de ir a Londres e a Amsterdão. São auditorias que têm de ser cumpridas. Junta-se o útil ao agradável, no final do dia.

domingo, maio 06, 2018

Riga

A semana que termina é marcada pela minha ida a Riga (Letónia). Fui inserido numa delegação da empresa, para uma reunião com um Cliente local com quem vamos ter uma parceria num futuro breve.
A visita foi muito curta e a viagem muito cansativa. Afinal, a Letónia está 3H à nossa frente. Não há vôos directos de Lisboa para a Letónia (ou por outra, com preços simpáticos) pelo que, a viagem quer para lá, quer para cá, foi feita com escala em Amsterdão. O vôo de ida saía de Lisboa às 0500H pelo que tinha de estar no aeroporto cerca das 0230H. Ou seja, nem dormi. Para cá, a mesma coisa. Acordar às 0600H locais (o que seriam 0300H de Lisboa). Na viagem para lá havia cerca de 1H de chão e para cá com pouco mais de 2,5H, o que permitiu fazer algumas compras ainda que em estado semi vegetativo. Espero não ter surpresas no extracto do meu cartão de crédito. Tipo ter comprado o aeroporto.
A cidade de Riga é bonita. Muito bonita. Muita gente nova a andar nas ruas. Não fosse o pouquíssimo tempo que lá estive - e o estar a chover - e teria certamente muitas mais recordações para partilhar. Penso que as pessoas são frias. Naturalmente frias. Como é qualquer pessoa do Leste Europeu. Não são amistosos. Dificilmente esboçam um sorriso. Mas são prestáveis. Uma cidade para revisitar. Com mais calma!

domingo, abril 29, 2018

O negócio

Há duas semanas estive quase, quase para ficar com uma casa. Na altura, na zona (e prédio) onde quero. Mas quis o destino que a casa fosse vendida antes de eu lhe deitar o olho ou sequer ter a oportunidade de falar com a proprietária.
A zona em causa tem uma procura de casas muito acima daquilo que eu pudesse alguma vez imaginar. No caso que relato anteriormente, a casa estava numa agência o que significa que, se a quisesse mesmo comprar, teria de chegar à proprietária antes da casa ser mostrada a qualquer Cliente. Soube da disponibilidade da casa num Sábado e tive, passados dois dias, informação que estava a decorrer uma visita à casa na 2ª Feira seguinte. Ou seja, a oportunidade única para lá ir, na medida em que a proprietária da casa poderia/deveria estar lá - assumindo que as chaves não tinham sido entregues à agência. A minha ideia era assim que a agência saísse, entraria eu para falar com a dona da casa. Nota: Importa referir que esta casa estava situada no andar por cima da casa da minha prima Sónia que, naturalmente, foi quem me foi dando nota das novidades, inclusive da tal visita de Clientes com a agência.
Infelizmente, na altura em que decidimos ir bater à porta do tal andar - porque deixámos de ouvir barulho e assumimos que as pessoas (agência e Clientes) já se teriam ido embora - já a casa tinha sido vendida. Afinal, o silêncio era pelo facto de já estar a ser assinada a papelada que formalizava a compra da mesma. Não tinha de ser.
A minha ideia, desde o início, e devidamente partilhada com a minha prima, é formalizar a aquisição de uma casa no prédio dela (não concebo outras alternativas) e arrendar a seguir. Se é a melhor opção? Para mim sim. Os bancos não têm produtos atractivos e sinceramente, ter o dinheiro na minha conta (à ordem) é uma temeridade. E em menos de nada, esfuma-se.
Há uma lei nova do arrendamento que tenho acompanhado com especial atenção. A mesma tem por grande objectivo proporcionar aos arrendatários rendas mais suaves e aos senhorios, assim sejam celebrados contratos de longa duração (> 10 anos), isenção de IRS e IMI. Um assunto que me interessa e como tal, irei acompanhar. Entretanto, vai surgir uma nova oportunidade no mesmo prédio. E vai ser desta! 

domingo, abril 22, 2018

Incêndios 2018

Tenho vindo a acompanhar com atenção a preparação para a época dos incêndios que se avizinha. Não vale a pena dizer que não vão acontecer, porque é apenas e só esconder a nossa triste e inevitável realidade. 
Há uma imensa e lógica vontade de formar novos bombeiros. Contudo, a planificação da formação dos mesmos não estará concluída em Junho do corrente ano, altura em que começa a época dos incêndios. A primeira pergunta que coloco é o porquê deste calendário não ter sido cumprido atempadamente. Não sei a resposta.
Combate a incêndios com recurso a meios aéreos. O tema tabu. Ninguém fala. Não se entende - se alguém souber o porquê diga-me, por favor. A minha segunda pergunta tem que ver com a razão pela qual os sucessivos Governos alugam todos os anos os meios aéreos a outros países em detrimento de adquirir estes equipamentos, manter os mesmos e qualificar pessoas para os operar. Acreditem em mim, estamos a falar de valores elevados, mas que no final do dia, seriam plenamente justificados. Em poucos anos o investimento seria perfeitamente amortizado. 
Limpeza dos terrenos. Outro assunto importante - e que este ano se dá algum relevo. Muita tinta correu relativamente ao tema. Foi criada (à pressão) uma Lei que ninguém sabia como aplicar. Depois, e na medida em que se começou a perceber que o referido diploma legal seria de difícil cumprimento apenas e só por parte dos proprietários dos terrenos, optou-se por se colocar o pêso do cumprimento do mesmo (também) nas juntas de freguesia. Claro que as mesmas começaram a miar. Há falta de efectivos, falta de meios e claro, uma responsabilidade acrescida (e pesada) por parte das Juntas no sentido de limparem as áreas dos terrenos daquelas pessoas que não conseguem por alguma razão. Veremos os resultados.
Indemnizações a familiares das vítimas dos incêndios. Como é de esperar, não é no rescaldo dos incêndios que se fazem contas aos valores que cada família das vítimas deverá receber. Mas tem de haver em algum momento temporal, mais à frente, que esse apuramento de valores é conseguido. Afinal, há vítimas fatais que eram o "ganha pão" de algumas casas. Não se percebe como é que o Governo não é mais expedito não só no pagamento destes valores a todas os familiares, bem como demora a construir as habitações para as famílias que ficaram sem um tecto.
Esperemos que a realidade deste ano não seja (tão) má como a do ano passado. 

domingo, abril 15, 2018

O bilhete envenenado

Pedi a um bom amigo o favor de me arranjar um bilhete para a Feira dos Clássicos que houve na FIL. Notem bem que detesto pedir favores a quem quer que seja porque acredito que mais cedo ou mais tarde os mesmos vão ser cobrados. Ainda assim, e porque não vejo qualquer tipo de problema, pedi o bilhete a alguém que já me arranjou uns bilhetes no passado. E este ano disse-me que arranjava. 
Confirmei com ele a meio da semana se tinha arranjado e a resposta foi positiva. Nem me preocupei mais. Acertámos que no final da semana ía ter com ele para me entregar o bilhete. Só tinha conseguido arranjar um, desta vez. À hora combinada de Sexta-Feira saí do trabalho e lá fui. Liguei uma vez para avisar que tinha chegado. Não atendeu. Liguei uma segunda vez e rejeitou chamada. Aguardei. E aguardei. E aguardei mais um bocado. Quase duas horas, à porta do emprego dele. Liguei mais uma ou duas vezes. E nada. Nem uma mensagem. Nem atendeu. Nada. 
Penso que com a idade me tornei menos tolerante. E que não valorizo nem tenho de valorizar estas coisas. Afinal, o custo do bilhete não era significativo (10,00€) e sinceramente, não tenho necessidade de fazer estas figuras nem perder tempo desta forma para ter um bilhete gratuito. Não com esta idade. Fui para a Feira sozinho, comprei o bilhete, vi o que havia para ver e fui para casa. Pelo meio ainda recebi um ou dois sms desse amigo que não entendeu bem a razão pela qual me tinha ido embora. Expliquei-lhe, por mensagem, que tenho mais que fazer que andar a enviar sms e ligar sem retorno durante quase 2H. Ligou uma ou duas vezes e não atendi. Era fim de semana e queria descansar a cabeça. O tempo apaga tudo.

domingo, abril 08, 2018

Livros digitais

Nas minhas deambulações no mundo virtual, encontrei acidentalmente um artigo sobre a crescente automatização dos aviões em contraponto com a menor acção humana. Ou uma tendencial menor acção humana. Um tema interessante para mim.
Em tempos, disse neste fórum que a aviação nunca foi nem nunca será a minha grande paixão. Essa foi e será sempre o mundo automóvel. Mas, por inerência da minha actividade profissional desde há uns anos a esta parte, é natural que haja alguns temas que me despertam mais que outros. Logicamente, de resto.
Mas o propósito do tema de hoje não é esse. Li um artigo muito interessante sobre o tema que refiro acima. E quis ler mais sobre o assunto. Como se costuma dizer, o saber não ocupa lugar. E decidi investigar um pouco mais e procurar pelo livro para encomendar. Quando realizava essa minha investigação descobri algo que me fascinou. Os livros digitais. Até aqui nada de novo, dirão vocês. Concordo. A questão é que quando descobri o tal livro, vi que havia a opção de "kindle book". Qualquer coisa desse género. E que é isso do "kindle book" e porque é motivo de tanta euforia? 
Bom, por um lado porque é algo digital é permite-me continuar na senda do "papel não". Por outro lado, e aqui sim, a grande alegria: totalmente compatível com o iPad. Não podia ser melhor.
Até há uns anos, para a leitura destes livros digitais específicos, era necessário a aquisição de um dispositivo electrónico com esse propósito concreto. Contudo, e após uma breve procura na "internet" (que cada vez vejo como sendo de uma utilidade enorme para esclarecimento destas questões), percebi então a compatibilidade total. Não demorei nada a instalar a aplicação e automaticamente, após compra do tal livro digital, o mesmo foi assumido como que por magia na aplicação. Fantástico. Com isto poupei cerca de 20,00€. Estou extasiado. 

domingo, abril 01, 2018

Domingo de Páscoa

Não há muito (mais) a dizer em mais um dia que faz parte do calendário católico. Mais um momento de grande Fé, desta tão grande e disseminada comunidade católica.
Há muitos anos passei um Domingo de Páscoa no Norte de Portugal (Guimarães). Não me recordo de tudo, em particular do que comi - mas sei que eram pratos típicos, mas lembro-me vagamente das cerimónias. Bem como do facto de haver o "mordomo". E da passagem do padre pelas várias casas da zona.
Vivo a Páscoa com a minha Fé e à minha maneira. A minha relação com Deus não passa pela obrigatória passagem pela casa "Dele" todos os Domingos. Passo sim, mas quando sinto necessidade. Ou, como já aconteceu, quando sinto essa mesma necessidade e vou até ao Santuário de Fátima onde aproveito e carrego baterias.
Esta época, à semelhança do Natal (e do Carnaval), são épocas festivas do calendário católico e que se passam entre amigos e Família. Contudo, como em tudo, há os excessos. De comida, ou não fosse Portugal um País do Sul da Europa e reconhecido bom anfitrião - onde há sempre lugar para mais um à mesa. Por outro lado, porque comida "pesada" pede bebida. E aqui reside o problema. Os excessos e a subsequente condução nas estradas portuguesas. E o resultado dessa "lotaria", por vezes, é tragicamente conhecido. Este será o único ponto destas épocas festivas que penso ser lamentável. 
A quem me segue aqui, uma Santa Páscoa! Muitas amêndoas e ovos de chocolate!

domingo, março 25, 2018

Churrasqueira

Não cozinho muito, mas uma das coisas que aprecio, no Verão, é fazer os churrascos. Em tempos escrevi isso aqui.
A "Bimby", por exemplo, presta-se a outro tipo de confecção de alimentos. Normal. Estupidamente usei meia dúzia de vezes e gostava, mesmo, sinceramente, de a usar mais. Penso que será preguiça. E tenho de reverter isso. Mal empregue dinheiro se não o fizer! E quem sabe não poderá funcionar como complemento de algo grelhado preparado na churrasqueira?
Não conheço ninguém que não goste de churrasco. Carne ou peixe. Em especial no Verão, claro.
Este ano vou comprar uma "maçã". Daquelas com rodas e com uma tampa. A gás. É a diferença para o habitual carvão (mais sujo, embora mais barato).
Estou algo ansioso. A ver vamos!

domingo, março 18, 2018

Museu do Ar

O Museu do Ar é um daqueles locais de visita obrigatória para qualquer aficcionado da aviação. Não é nem nunca foi o meu caso, como se sabe. Não obstante trabalhar no meio, não sou alguém que conheça os aviões todos ou saiba tudo sobre a história de aviões, ou mesmo reconhecera marca de um motor pelo barulho, como alguns colegas meus.
Aproveitando (mais uma) vinda do Afonso a Lisboa acabei por decidir fazer uma visita a este Museu. Se a memória não me trai, devo lá ter ido há coisa de 20 e tal anos atrás, por altura do curso de técnico de manutenção de aeronaves que tirei na transportadora nacional. Tenho uma lembrança vaga de ter feito essa "visita de estudo". 
Visitar o Museu agora, com esta idade, tem outro significado. Começando, mais uma vez, pelos cheiros. O cheiro de combustível misturado com o cheiro do óleo (há por lá aviões que têm um copo por baixo do motor para ir recolhendo uma ou outra gota de óleo que caia) e para evitar que suje o chão. Há vários aviões, há sectores específicos (por exemplo um só para a TAP) o que torna a exposição mais rica e proporciona ainda uma parte da tarde bem passada.
Revisitar o Museu com o Afonso tem um sabor especial. Está numa fase em que está fixado nos aviões. Gosta muito. É claro que nesta altura, são mais as cores fortes dos aviões militares e alguns outros detalhes de aviões mais antigos que acabam por lhe chamar mais a atenção. Um dia mais tarde, se se mantiver o interesse aeronáutico, levá-lo-ei de novo. Um pouco como aconteceu com a visita do Jardim Zoológico. Quando o levei pela 1ª vez era muito novo e acabou por não usufruir da visita. Neste caso, já com alguma idade, penso que ainda não foi mesmo o "timing" certo. Talvez mais tarde. Assim continue  - como me parece que vai acontecer - a gostar de aviões.
Há coisa de dois meses tive uma reunião com um Cliente (Operador Aéreo) que me deu como presente - é prática corrente na aviação dar uma lembrança no final das reuniões -  um modelo plástico daqueles para montar. Pouco maior que a palma da mão. Guardei-o e naturalmente ofereci ao Afonso. Adorou, claro. Mas o pedido dele, depois de montar este modelo, não se fez esperar. Queria um avião da SATA para montar. Pedir, assim do nada, um avião da SATA, é quase a mesma coisa que pedir a um cego para ler um texto meu aqui no blogue. E com a tónica nesta companhia aérea  específica- claro que não é por acaso. É o operador aéreo açoriano e que conhece bem.
Fui ao aeroporto. Durante vários anos houve por lá uma loja que vendia coisas para entusiastas da aviação. Claro que, como não costumo ir a essa zona do aeroporto com regularidade, não dei conta dessa loja ter encerrado e ter dado lugar a uma daquelas lojas que vende jornais, revistas e "souvenirs". Pena. Era essa a minha primeira aposta. Daí, parti para uma loja de aeromodelismo que há num centro comercial aqui perto. E tive de ouvir a "história da vida" do tipo que me atendeu. Que o que procurava eram modelos "estáticos" (aprendi alguma coisa), que não costumam ter em "stock" porque são poucas as pessoas que procuram este tipo de modelo - normalmente querem os rádio-telecomandados, mas que encomendava se eu quisesse. Simpático, mas pouco ajudou. Nem sequer falei na especificidade da SATA. Não iria entender. Agradeci e fui embora. Continuava a querer o avião para "ontem". 
Ainda fiz alguns contactos com colegas que conhecem pessoas naquela companhia. Mas não tive sorte. E acabei por me lembrar que a SATA tem uma loja "online" e por aí resolvi a minha questão. Acabei por comprar dois modelos: um que faz os vôos inter-ilhas (turbo-hélice) e outro avião "normal" (motores a jacto). Infelizmente não vai receber as prendas no dia do aniversário (27.03) mas poucos dias depois - há um amigo meu que lá vai e faz o favor de levar as coisas. E vai adorar as surpresas! Só espero que não me peça aviões de companhias russas...

domingo, março 11, 2018

Proposta de Emprego

Em boa verdade, o título não devia ser singular. Devia ser plural. Na medida em que têm tido lugar, nos últimos tempos (i.e. semanas) algumas propostas de emprego. Ou desafios, como queiram.
Não vou debruçar-me muito sobre as propostas em si. São todas dentro da mesma área e envolvem um "upgrade" da posição que actualmente detenho, mas noutras empresas.
Uma das propostas que estava em cima da mesa, entretanto deixou de ser válida. Apenas irei falar um pouco mais sobre esta. Como em tudo na minha vida, gosto de transparência, respeito e acima de tudo,  há, quer queiramos quer não, um tributo de gratidão à entidade empregadora que nos paga o vencimento ao final do mês. Se gostamos ou não de trabalhar em determinada empresa, é outra questão, penso eu. Mas costumo dizer que é usual acharmos que a entidade empregadora nos deve algo, quando assim não deveria ser. Não há qualquer tipo de obrigação, além das lógicas e expectáveis (i.e. pagamento do vencimento, desconto para a segurança social e disponibilidade de um local bom para trabalhar, etc.). Aquelas pessoas que têm uma leitura diferente - a fácil - de recorrentemente referir que quem paga o vencimento deve isto e aqueloutro, deviam perder algum tempo e realizar o exercício simples de colocar as coisas em perspectiva. E agradecer o facto de terem um trabalho e não estarem desempregados. Insatisfeitos(as), ainda assim? "A porta da rua é a serventia da casa", sempre ouvi dizer.
Nesse "ângulo de deferência" para com quem me paga o vencimento, envolvi a Administração desde o primeiro momento em que fui sondado para um novo desafio. Seria muito pouco elegante (e mesmo nada ético) que as coisas se soubessem por outros meios. E a decisão teve de "escalar", ou seja, ser do conhecimento do "topo"por forma a ser obtida a sua decisão (i.e incompatibilidade por via de eventual posição em empresa concorrente). Contudo, é importante perceber, e interiorizar que a agenda do Conselho de Administração não é a minha. Nem tem de o ser. E respeito isso. E diariamente fui partilhando com quem me lançou o desafio esse ponto de situação - a não apreciação e consequente "luz verde" para avançar (era um desafio a part-time). E fiz pontos de situação numa base diária. Entretanto recebi uma mensagem que por via de ter "demorado tempo" na resposta tinha sido contratada outra pessoa. Não fiquei chateado comigo, na medida em que agi correctamente e de acordo com a minha consciência. Não foi esse o entendimento e o processo foi interrompido. É porque não tinha de o ser. Azar.
Há outras duas propostas em cima da mesa. Não me vou alongar muito. Mas posso partilhar que a apreciação é sempre com base na sensatez, seriedade e honestidade. Naturalmente que também coloco no prato da balança a minha vida pessoal e em que medida alguma proposta a poderá alterar significativamente. A ver vamos. Não obstante, é bom que haja este interesse. E sim, 2018 é o ano dos desafios!

domingo, março 04, 2018

Personal Trainer (PT)

Quando há uns anos comecei a preocupar-me mais com a minha condição física - após ter deixado o vício do tabaco - comecei a correr. A corrida, como se sabe, tem associado, como grande vantagem, um consumo calórico muito interessante. Em particular a partir dos 30' de corrida. Estaremos a falar, grosseiramente, de 5Km. Mais coisa menos coisa. Outra referência, para atletas (amadores) que perfazem e dezena de quilómetros estará nos 60'
Só corrida, sem mais nada, fez com que perdesse não só massa gorda (objectivo principal), mas também massa muscular (também conhecida como massa magra). Em pouco tempo o físico transformou-se com a flacidez muscular inevitavelmente associada. Daí ser importante, para quem começa a correr (e nestes meses há sempre muita gente a começar a correr para estar "fit" para o Verão que se aproxima) que tenha presente que a corrida terá sempre intimamente associada flacidez do corpo.
Decidi então entrar para um ginásio. Tinha um objectivo delineado - hipertrofia muscular (ganho de massa muscular que tinha perdido) - e nesse sentido foi desenhado um plano de treino pelo, na altura dono do ginásio, e que depois se tornou meu amigo pessoal. Contudo, e quem faz ginásio/máquinas, sabe que o treino de "sala" (ou de máquinas) é solitário. Anda-se com o esquema de treino atrás, vai-se usando as máquinas e evoluindo a pouco e pouco. Mas não deixa de ser rotineiro e a dada altura treinar-se sozinho e...falar com as máquinas.
Resolvi então, pela 1ª vez, apostar num "Personal Trainer" (PT). Curiosamente o mesmo dono do ginásio. Nunca tinha feito nada do género, mas faz toda a diferença. Para começar, não há tempos mortos ou distracções para trocar mensagens no telefone ou ver televisão. Há trabalho. Há esforço. Há suor. Há o conhecimento dos nossos limites, por nós mesmos e também pelo PT. E isso, meus amigos e amigas, faz toda a diferença num treino. E fazia PT e corria. Às vezes com ele.
Entretanto deixei o PT e comecei a fazer "crossfit". Completo. Treino de força, cárdio e ainda corrida em alguns exercícios. E fiz "crossfit" durante uns 2-3 anos. Dificilmente conseguiria obter uma condição física como aquela que consegui ter nesta modalidade concreta. Nem na musculação. E muito menos "só" na corrida.
Escrevi sobre isso aqui no blogue. Nessa altura. E também do início do Krav Maga. Do fim do "crossfit". Da continuação do Krav Maga. Do início do boxe. Da continuação do Krav Maga. E agora, a novidade, é que volvidos alguns anos, voltei a ter um PT. É verdade. Não o mesmo, mas um também amigo e meu ex-instrutor de "crossfit".
Objectivo: tonificar músculo e perder volume abdominal (a chamada gordura visceral). É o mais difícil, tendo presente que somos um povo que gosta de comer e muito. Há uma notória preocupação dos portugueses, cada vez maior com o tema "excesso de pêso", mas a realidade é ainda diferente daquela que seria ideal. E isso percebe-se nos alarmantes valores de obesidade em franjas sociais mais baixas, derivado exclusivamente de maus hábitos alimentares e falta de exercício físico regular.
Para terminar, voltei a treinar às 0700H. Se me perguntarem se gosto de vestir uns calções e ir com 7ºC para o ginásio, acabado de sair da cama, não gosto. Quando passo a cara por água sinto as células da face contraírem-se como que a protegerem-se daquela água proveniente do Árctico. É a paga dos doces que comi no Natal (e se me souberam bem). E a preparação para o Verão. Com resultados muito mais rápidos, na medida em que não treino sozinho...e os "PTs" são todos iguais..nasceram para me fazer sofrer! Mas quem corre por gosto não cansa.

domingo, fevereiro 25, 2018

Brunch

Este é um daqueles conceitos que conheço há muitos anos. Talvez desde 1999 ou 2000, por altura da minha primeira visita aos EUA. 
A palavra "Brunch" é a conjunção de duas outras: "Breakfast" + "Lunch". Ou seja, e para quem anda arredado da língua britânica, será a conjunção de pequeno-almoço e almoço. 
Conheço bem a realidade norte americana, mas não estranharia que em todos os países onde é falada o inglês houvesse esta refeição como também habitual. Por cá, começou agora (de há meia dúzia de anos, que eu tenha conhecimento) a haver locais onde há a possibilidade.
Basicamente, e do que percebo, o "brunch" assenta no conceito de pequeno-almoço reforçado. Ou seja, mais completo que o pequeno-almoço "normal" e não tão completo quanto um almoço. E segundo entendi, tem lugar aos fins de semana, o que não deixa de ser lógico (i.e. tempo de confecção dos alimentos). Hoje é dia experimentar pela primeira vez cá em Portugal!

domingo, fevereiro 18, 2018

Vendas

Referi em tempos que me tinha começado a dedicar às vendas. Nada profissional. Apenas e só começar (com manifestado e já expectável atraso) as vendas no OLX. Digo com atraso porque quando toda a gente que conheço já fez um bom pé-de-meia a vender "traquitanas" naquele "site", só agora eu descobri o potencial vendedor que tenho em mim. É verdade. E os números não enganam.
Alguma vez pensaram que destino dar a algo que têm arrumado a um canto a ocupar espaço? Pois bem. Eu também não. Até há coisa de sensivelmente um ano. Em que comecei a usar conscientemente esta ferramenta. E da qual só posso dizer bem, na medida em que me tem ajudado a esvaziar a garagem e enriquecendo (um pouco) a conta bancária.
A semana que agora termina foi também marcada pela venda do meu jipe. É verdade. Optei por vendê-lo. Porque consegui um bom preço e porque deixei de lhe dar uma utilização que o mesmo merecia. Com uma pequena parte do dinheiro realizado, comprei um pequeno e honesto comercial. Do mais simples que pode haver. E com o restante...vou aplicar na compra de uma casa. Uma coisa simples que me permita entrar no mundo do imobiliário. Arranjar o que tiver ser arranjado e alugar posteriormente por forma - e aqui sim - rentabilizar o investimento. Talvez um(a) universitário(a) na medida em que vai ser renda garantida durante o tempo em que demorar a tirar o curso. 
A compra da casa - ou intenção firme de o fazer - decorre de uma das resoluções desenhadas para o corrente ano. Ser mais coerente. E começar a cortar custos onde podem ser cortados. Passo de um jipe enorme para um comercial pequeno. Mas começo a amealhar. E quem sabe mais tarde não volto aos jipes! 

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

Experiência Profissional

Quem, consulta anúncios de emprego sabe do que falo. E certamente já se questionou com algo que acho básico. Imaginem um anúncio de emprego em que é solicitado 10 anos de experiência profissional. A menos que a pessoa tenha começado a trabalhar em idade adolescente, rara (ou talvez 2 ou 3 pessoas a nível do planeta Terra) qualificarão para esta vaga. Porque naturalmente não terão o tempo de experiência profissional que funcionará como requisito de contratação.
O meu ponto é simples. Se todos os empregadores solicitarem experiência profissional de monta (tempos superiores a 5 anos) como é que os recém-licenciados penetram no mercado de trabalho? Dificilmente.
Há pessoas (e conheço algumas) cuja experiência de vida é "a" experiência profissional. Pessoas que não tiveram oportunidade de estudar mas que são extremamente válidas no que fazem. O chamado "book of life" é importantíssimo e a experiência que a vida nos dá suplanta, penso eu, qualquer experiência profissional que possamos vir a ter. Falo naturalmente de alguns exemplos concretos. A generalização pode não ser verdadeira. Contudo, ninguém coloca no "curriculum" que tem 25 ou 30 ou 45 anos de "escola da vida". Não faz sentido. E a probabilidade de ser internado(a) é elevadíssima.
Em contraponto, este mesmo tema transporta-me para outras considerações. Cargos ocupados por filhos, enteados, mulheres e outros graus de parentesco. Em boa verdade, não posso ser contra. Faria o mesmo. Mas dificilmente indicaria um nome (com ou sem grau de parentesco) a quem não reconhecesse a capacidade para honrar determinado compromisso. E mais uma vez, um dos (entre outros) factores contributivos para esse juízo, seria, naturalmente a experiência profissional. Não faz muito sentido que alguém que dedicou a vida toda à plantação da batata doce - e que sem qualquer sobra de dúvida será verdadeiramente especializado(a) no tema - vá trabalhar como analista de sistemas de um qualquer departamento de IT de uma empresa. Não digo que seja impossível. Digo que é pouco provável!

domingo, fevereiro 04, 2018

As Feiras

Há uma feira que tem lugar todos os Domingos perto de minha casa.
No outro dia pensava nisto mesmo. Nas Feiras, por altura de uma viagem que fazia de carro, a caminho de casa. Lembrei-me inevitavelmente dos Domingos. Imaginei aquelas feiras medievais em que a moeda de troca era o produto da horta ou ovos. Ou mesmo gado. Também me lembrei que (tipicamente) as feiras têm lugar aos Domingos. Também percebo que é aquele dia da semana que muita gente espera ansiosamente para sair um pouco dos lugares habituais que conhece toda a semana. É o dia em que muita gente veste a sua melhor fatiota para ir à feira. Em família. Todos juntos. Haverá no mundo algum sítio, além da feira, onde comprar uma camisola quentinha para um agasalho deste Inverno que se avizinha rigoroso?  Ou um bom e soutien com uma boa armação metálica e que não se encontra mais barato em lado algum? Não, não há nada melhor. É ali, naquela feira que se encontram essas coisas e muitas mais!
Devo ter ido uma boa dezena de vezes a feiras. Em toda a minha vida. E confesso, aqui e agora, que nada me dá mais prazer. Bom, em boa verdade há outras coisas que me dão, mas não são para aqui chamadas agora...
Ir a uma feira é experimentar um sem número de sensações novas. Quer para mim, reincidente, quer para aquelas pessoas que eventualmente irão a uma qualquer feira pela primeira vez. Para quem como eu gosta de se perder no corredor dos automóveis de qualquer supermercado, onde se encontrarão as ferramentas, lubrificantes e ambientadores, a oportunidade de ir a uma feira é um pouco mais do mesmo. Mas desta feita abordando um ângulo diferente, se é que me entendem. É ao ar livre. Ou , eventualmente, debaixo de algumas lonas verdes da tropa, que dá sempre um toque de originalidade impossível de replicar num supermercado. É só especial.
Nas feiras há bancas que vendem de tudo. Desde roupa, DVD´s e as ferramentas de que falei acima, claro. Por outro lado, percebo que há muita gente que lá almoça. Nas feiras. E que bem que deve saber comer um bom frango assado ou uma suculenta entremeada grelhada no carvão. Ali mesmo. Enfiada em duas metades de uma qualquer carcaça do dia. Excelente.
No próximo Domingo visitem uma feira perto de vocês. É uma experiência única. E para ser repetida sempre que conseguir. Para breve, no meu caso.

domingo, janeiro 28, 2018

Palavra de Honra

De memória penso tratar-se de um tema que em tempos terei aqui desenvolvido. Com tanto tema que já aqui trouxe nestes 14 anos começa a ser complicado encontrar assuntos novos. E a probabilidade de abordar temas antigos é elevada.
Ainda faço parte da geração para quem a "palavra" ou "palavra de honra" conta. E muito. Para mim, quando me dizem tal, assumo logo que a pessoa é séria e dou ali, logo ali, um voto de confiança. E o acordo é selado com um aperto de mão. Aqui sim, está o pacote completo.
Não tenho tido más experiências neste tema. Na generalidade das vezes, o acordo é realizado presencialmente. E se firmado com o tal aperto de mão, é irreversível. Aliás, se se reverter, corto para todo o sempre aquela pessoa da minha lista de pessoas sérias ou confiáveis. Uma pessoa não pode dizer "palavra de honra" e depois mais à frente desdizer. Isso não há. Simplesmente porque não utilizo a conjugação de "palavra de honra" em vão. Sei bem o significado e gosto que as pessoas que o dizem também o conheçam.
Há naturalmente as pessoas que fogem desta realidade. Pessoas sem coluna vertebral e que preferem a mentira fácil para a obtenção de determinado objectivo num determinado momento. Naturalmente que para mim, a serem descobertas, passam imediatamente a ser pessoas sem carácter e que não merecem o meu tempo ou consideração.
Ontem mostrei o meu jipe a um potencial comprador. Gostou do carro. Ficou interessado. E no final da conversa disse-me que ficava com o carro. Perguntou-me se queria que sinalizasse a compra. Eu disse que não. Que não precisava. Confiei na pessoa. E ele em mim, na medida em que sabe que não vou vender o carro a outra pessoa. Até Sexta-Feira próxima. Irei cumprir a minha parte. Firmámos o compromisso com um aperto de mão forte. Como se quer. Não vou falhar. Espero que o comprador também não.

domingo, janeiro 21, 2018

Jornal Expresso - Versão digital: 1as Impressões

Cá em casa sempre houve o jornal "Expresso". Desde todo o sempre. Reconheço que possa ter havido algumas semanas em que não tenham sido compradas as edições respectivas, mas globalmente, posso dizer que houve sempre este jornal semanal cá por casa. Importa também dizer que houve um período em que se comprava o "Sol", na medida em que o antigo Director do "Expresso" tinha abraçado aquele novo projecto - e na medida em que aprecio a sua frontalidade e o não ter papas na língua - também comprava. Contudo, tornou-se um jornal pouco interessante ao longo dos anos. E em vez de comprar 2 jornais semanais, retornei ao "velho-Expresso". Apenas e só.
Gosto de ler o "Expresso". E demoro a lê-lo. É um semanário denso e que aborda os vários temas semanais que têm relevo e que são desenvolvidos pelos colunistas dos vários quadrantes políticos que, ainda que tentem redigir artigos da forma mais isenta possível, não conseguem, na medida em que haverá sempre o "DNA" que os identifica e caracteriza. Não deixa de ser louvável e notório o seu esforço. 
Resumindo, trata-se de um jornal de referência. Quer queiramos quer não. Basta perceber que está a perfazer os 45 anos de existência. Por alguma razão. E que nunca deixou de existir. Lembro-me bem que numa aula qualquer do ciclo preparatório se falou deste jornal e ter retido, até hoje, o nome do seu formato: tablóide, à semelhança de alguns jornais britânicos, por exemplo. A questão que se coloca é: Podia ser mais pequeno e maneiro? Podia, mas deixaria de ter a sua identidade. Penso que isso é algo que nunca terá sido pensado genuinamente por quem detém o jornal. Exactamente porque iria descaracterizar o mesmo e passaria a ser "mais-um-jornal" qualquer e desinteressante. Ou que  poderia passar a ser lido tranquilamente na praia sem pedir ajuda ao/à vizinho/a para segurar a outra metade. Mas não dá. E essa será uma das razões pela qual muito raramente levo este jornal para ler na praia. Detesto as folhas a enrolar com a brisa. Ou alternativamente, ter de dobrar o jornal como se de um bilhete do metro se tratasse para conseguir ler!
Com a chegada (e cada vez mais assumida) utilização do meu iPad, resolvi experimentar a versão digital do jornal. Esta semana que passou. Gostei. A primeira impressão é bastante positiva. Os artigos estão lá ao alcance de um deslize de dedos. Para baixo para continuar a ler o mesmo artigo e para o lado para ler um artigo novo. Simples. Ao alcance de qualquer pessoa que minimamente perceba o funcionamento básico de um "tablet". Há uma coisa que não muda: o tempo para ler este semanário (que digitalmente mantém os 3 cadernos) - o tempo. É verdade. Demora (bastante) tempo para ler os artigos atentamente e conseguir reter, processar e consolidar a informação lida. Daí, desculpar-me-ão, mas tenho de ir ler mais um bocado. No iPad, claro - sim, continuo a não usar papel, a não ser estritamente necessário! 

domingo, janeiro 14, 2018

Liderança do PSD

Já aqui referi que cada vez me sinto mais apartidário. Se quiserem, costumo dizer que não voto nos partidos, mas sim nas pessoas. Não estou sozinho nesta frase. Há cada vez mais pessoas que pensam como eu e que assumem publicamente essa determinação. E como não podia deixar de ser, as eleições para a Direcção do PSD são um bom exemplo disso.
Muita tinta já correu sobre o tema, é certo. A campanha eleitoral terá tido uma duração de 4 meses, mas só senti a mesma no último mês. O que de resto é normal neste tipo de acontecimento.
A liderança do maior partido da oposição é um momento importante. E os portugueses deviam perceber isso. Por várias razões, e nomeadamente, pelo facto das coisas estarem "aparentemente" bem, mas não estão. Se me permitem, o que aconteceu nos últimos anos foi o mesmo que acontece às pessoas que ficam engripadas durante 2 semanas e quando ficam bem, vão fazer a maratona da EDP com chuva e frio. Estavam bem quando saíram de casa. Aparentemente bem de saúde. Mas com o clima invernoso rigoroso, ficam mal. Nada de anormal, até aqui.
Portugal viveu um clima de austeridade até há bem pouco tempo. Para quem não se recorda, estivémos próximo da bancarrota. Só a adopção de medidas impopulares e castradoras como o aumento da carga fiscal, as contribuições extra, a mexida nos escalões do IRS, etc., permitiram que todos nós conseguíssemos ultrapassar ou inverter a tendência negativa e fosse tornado possível o resgate financeiro, ou seja, conseguir que a União Europeia nos emprestasse dinheiro. Facto.
Não vou aqui falar do facto do actual Governo não ter sido sujeito a sufrágio universal - acto eleitoral onde, democraticamente, o povo português vota num partido. Normalmente ganha o mais votado. Não foi o que aconteceu. Mas esse será um pequeno (grande) detalhe.
Naturalmente que é fácil governar quando as pessoas sentem a carteira "mais pesada". Ninguém tem dúvida disso. Mais. Ninguém tem dúvida que a adopção de medidas populares como seja o aliviar (ainda mais) da carga fiscal ou a revisão das pensões, significa mais votos nas urnas. Basicamente estamos a falar dos 2 maiores grupos que votam: população activa contributiva e pensionistas. A fórmula é simples. E também me parece simples e lógico que as pessoas votem naqueles que lhes dão (de novo) a qualidade de vida e não a obliteram, como fez o anterior Governo, no cumprimento escrupuloso de um programa de austeridade assumido ao nível europeu. Mas o ser humano não pensa dessa forma. Pensa, de forma confortável, no imediato. No curto termo. E não no meio ou longo termo.
O que vai acontecer, dizem alguns comentadores políticos neste momento, é que o actual Governo (a geringonça) será um fortíssimo candidato à continuidade ou à manutenção à frente dos desígnios do País. Mais do mesmo. E em menos de nada estaremos numa situação delicada em menos de nada. Mais uma vez, a probabilidade de tal acontecer é tão elevada como o Futebol Clube do Porto alterar a táctica de jogo depois de ter avançado com a teoria peregrina das bancadas em risco de ruir no estádio do Estoril. Vai alterar, naturalmente, porque estava a perder. E porque conhece o jogo adversário. Onde já chegámos! Nota: Não estou com isto a querer dizer que sou a favor da permissão de utilização de bancadas em perigo de ruir - ou que possam infligir ferimentos ou mesmo mortes. Estou apenas e só a dizer que isso devia ter sido verificado antes. Não durante o jogo. E quando a equipa visitante estava a perder. Coincidências, dirão alguns. Talvez. Continuo a não gostar de bola na mesma...
Daí serem importantes as eleições para a liderança do PSD. Para que o maior partido da oposição se possa re-organizar (ou coligar, agora que está na moda). Se possa dotar dos meios e das armas para o combate. Se prepare de forma consistente. Que estude os vários dossiers e que não tenha qualquer problema em discutir os cadernos mais quentes: Administração Interna, Justiça, Saúde e Educação. 
É aqui que faz sentido pensar em Rui Rio (RR). Desde logo uma pessoa antipodamente diferente de Pedro Santana Lopes (PSL) em vários aspectos, especialmente na forma de estar e de ser. E isso viu-se bem no 1º debate televisivo. Em que PSL - um animal política de craveira - quase tão bom como aquele 1º Ministro que esteve preso com o número 44 na cadeia de Évora (e que para mim continua a ser a referência em termos de preparação para debates e réplica) ganhou, sem qualquer margem para dúvidas.
Percebeu-se claramente que a dimensão de acção de RR tem sido até agora o Município. Teve a tal questão de ter sido Vice-Presidente do PSD - que se sabe agora não correu assim tão bem quanto possa ter parecido (foi avançado nos debates televisivos, para espanto de PSL).
Já o outro candidato à liderança tem outra preparação e experiência política. Para começar o facto de ter sido 1º Ministro durante uns tempos. Quer queiramos quer não, dá outro traquejo, ainda que tenha sido Sol de pouca dura!
Há contudo algo que ambos têm:  legado. No caso de RR, um bom legado. Obra feita. Uma fama que o precede de incorruptível e de luta feroz e determinada contra os interesses instalados - basta ver, por exemplo, que enquanto edil da Câmara Municipal do Porto proibiu as celebrações das vitórias da equipa de futebol da cidade nesta instituição camarária. Quebrou uma tradição longa. E isso valeu-lhe muitas animosidades. Em particular por parte dos poderosos do Norte...
Já PSL tem um passado diferente. Não necessariamente bom. Para começar o facto de ter sido destituído do cargo de 1º Ministro pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio. Ou de ser mulherengo (ainda que daí não venha mal ao mundo)...Mas não abona nada em seu favor junto do eleitorado mais conservador. Outro aspecto que importa reter, penso eu, será relacionado com o fazer o seu mandato, mal ou bem, mas até ao fim. E depois ser avaliado. Outra coisa é interromperem o mesmo por não reunir as condições necessárias à desejável harmonia e continuidade. E percebeu-se bem a melhor (e natural) preparação de PSL face a RR, no 1º debate televisivo. A prosa foi fluida. Assertiva e contundente. Já RR, deu ideia de estar pouco à vontade. E até algo impreparado.
Já o segundo debate foi diferente. Enquanto que PSL ficou ancorado e preocupado com as amizades e almoços que RR frequentou, este preparou-se mais e melhor. E certamente terá sido aconselhado por pessoas próximas a melhorar alguns aspectos na entrevista que vinha a seguir - e notou-se bem que a sua postura foi bem diferente. Mais mordaz, acutilante e cirúrgico. E terá sido isso, aliado ao tal legado que falei anteriormente, que determinou a vantagem subsequente nas urnas.
Na minha opinião, RR é superior a PSL. Como dizia o outro, deixem-no trabalhar. Há muito trabalho a ser feito se se quiser inverter a tendência de voto expectável nas próximas legislativas.

domingo, janeiro 07, 2018

Resoluções para 2018

O início de cada ano é caracterizado pela definição de uma série de resoluções pessoais. Ou intenções. Toda a gente sabe disso. E claro que toda a gente sabe disto enquanto engole as passas e as empurra com espumante, desejavelmente  antes das 12 badaladas. Faço aqui um acto de contrição e partilho convosco que há alguns anos a esta parte não faço nada isso. Prefiro pôr as passas todas na boca e engolir tudo de uma vez com dois bons golos de espumante. Dá menos trabalho e não testo a minha paciência! Por vezes engasgo-me, mas faz parte do momento.
Entre as várias resoluções para o presente ano, há algumas que transitam do ano que finda e para o que agora tem início. A clássica e já conhecida de todos "saúde, paz, amor e dinheiro". Em boa verdade tenho saúde e paz. O resto nem por isso. Daí ser quase automático pedir anualmente. Por outro lado, alguns traços de personalidade que comecei a trabalhar o ano passado e que quero continuar a trabalhar. Não são novos. São os mesmos. 
A grande novidade é estar determinado em deixar de usar o papel e a caneta. É verdade. Estou quase a abandonar o "Moleskine" e a caneta de vez. Para todo o sempre.  Estou a horas de receber o meu iPad. Se bem que tive um, da 1ª geração - no longínquo ano de 2009 - não lhe dei grande uso. Eventualmente porque o vi mais como um "gadget" do que qualquer outra coisa. Não como uma ferramenta de trabalho/lazer como quero que este seja. O compromisso de deixar de usar papel - a não ser o estritamente necessário - é, desta vez, para ser levado a sério. Aliás, é mesmo minha intenção não andar com papel atrás para evitar "bengalas" e tentações de "deixa-lá-apontar-aqui-só-desta-vez-porque-não-sei-bem-como-trabalhar-com-isto". Diz o adágio popular que a "água mole em pedra dura tanto dá até que fura" e vai furar. Garanto-vos. Se não souber fazer algo tenho de fazer por saber. Azar o meu, só. A necessidade aguça o engenho. Só assim é possível evoluir e aprender as coisas. Posso também partilhar que nunca li tanto sobre aplicações específicas ou vi tanto tutorial, como agora. A razão prende-se com o facto de querer instalar uma aplicação específica no iPad e querer estar bem informado. À minha maneira, portanto. Ou seja, ler tudo o que há para ler. E ver tudo o que há para ver. Tornar-me especialista na matéria, em resumo. Ganham as árvores, no final do dia. E eu passo a ter muita informação comigo, à distância de um clique. 
Há outras resoluções, é certo, mas estas são aquelas que destaco este ano. Espero que todos os meus seguidores e seguidoras tenham tido uma excelente entrada neste ano que agora começa. Que os vossos desejos se concretizem. Haja saúde, paz e alguém (que não eu, pelos vistos) tenha muito amor e dinheiro! 

Vozes incómodas

Existem temas que evito desenvolver em público porque tenho uma opinião bem construída sobre os mesmos. E mais, não são temas em que a minh...