Desde que me recordo, sempre houve computadores da Apple em minha casa. Sempre. Quando digo sempre, é mesmo isso. E nunca achei grande piada aos mesmos. A nossa mente está "formatada" para os PC e desde sempre foi nesse sentido que caminhei. Até que tive o meu primeiro iPhone depois de vários Nokia, Samsung e outras marcas.
Há pessoas que não gostam ou não se adaptam aos iPhone. Eu não me adapto aos Android. Tentei, com dois modelos da Samsung e não consegui. Não resultou. Costumo dizer que na altura em que os tive, para agendar um compromisso na minha agenda, precisava de seguir uma dança de 7 passos. Nada intuitiva. Com o iPhone faço metade dos passos. Ou nem isso.
Mas não é só esta simplicidade que me fez ficar fã dos telefones da Apple. A sobriedade e inquestionável intemporalidade das linhas seduziu-me desde sempre. É um pouco como gostar de uma determinada marca de carros ou de relógios. Há milhares de fabricantes. Mas "aquele" faz segue sempre a mesma receita. E o produto final não poderia ser diferente do que já conhecemos. É certo que os processadores evoluem, as memórias aumentam e até as baterias duram mais tempo (teoricamente), mas não deixa de ter um "padrão" similar ao primeiro iPhone que comprei quando surgiu. Mas com melhoramentos.
Anos mais tarde, já depois de me ter rendido aos telefones, foi a vez do portátil. Consegui um excelente negócio com um "setup" muito bom. A vantagem, imediata, foi o peso comparativamente a um PC (portátil) com o qual andei durante anos. Creio que uns 8 anos. Estamos a falar de alguém que deu formação (muita) recorrendo ao tal terminal que me foi atribuído - na empresa - e que de repente faz o mesmo com metade do peso. Acreditem que no final do dia faz toda a diferença
Já aqui referi que uma das resoluções para o presente ano é / está a ser deixar de usar papel. E tenho conseguido resistir à tentação de o fazer. Tenazmente, posso acrescentar. Mas é mais fácil do que aquilo que pensei. Papel, só mesmo o estritamente necessário e..porque vivemos num mundo que ainda depende muito das árvores para passar informação. Daí ter feito e faz todo o sentido para mim utilizar o iPad no meu dia-a-dia. Fazer as minhas auditorias. E ler as notícias ao fim de semana.
Mais recentemente, e copiando o meu irmão, mais um "gadget" da Apple. Desta feita, o iWatch. Estilizado. Tem um formato único. Discreto. E é prático poder ser notificado de mensagens, e-mails ou ser convidado a ir andar um pouco ou respirar. Ou, por outra, que conseguimos atingir a nossa meta diária de queima calórica, ou não. Engraçado e útil.
Para terminar, e como não podia deixar de ser, comprei um iMac. O computador da Apple. O estilo é o mesmo de tudo o que falei anteriormente. Não é exuberante. Não é pindérico. É simples. Modesto, e para o que pretendo fazer (utilização meramente doméstica), dá e sobra. Estou no processo de adaptação.
Nem tudo são rosas. Em particular para o portátil e para o iMac. Porquê? A linguagem mais utilizada no Mundo, se não me falha a memória de um artigo que li em tempos, era, na altura, a dos PC. Faz sentido. A Apple foi sempre vista como uma linguagem mais fechada. Para pessoas ligadas ao sector do "design", arquitectura e publicidade, em que, sem qualquer sombra de dúvida os programas utilizados nestas máquinas aliados a máquinas (processadores mais potentes) conduzem a resultados óptimos. O problema reside na adaptação. Na chamada "curva de aprendizagem" (learning curve) que, na minha idade será tendencialmente mais longa. Faz sentido. Mas irei, determinadamente, insistir na mesma. Tal como me escuso a utilizar o papel e tenho conseguido. Nos programas da Apple as coisas não estão nos mesmos sítios. Isso irrita-me. Acentuar as palavras com "~" é digno de risota. Já escrevi umas 900 vezes "qu\ao". A razão prende-se com o facto de estar habituado a utilizar um teclado diferente. De PC. E requer hábito. No meu caso, terei de viver com PC (empresa) e Apple, no resto da minha vida. Se há melhor que os produtos que elenquei acima, da concorrência? Sim, há. Mais barato? Sim, sem dúvida. É uma questão de opção. Como sempre.


